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O reverendo Jesse Jackson, liderança da luta pelos direitos civis nos EUA nos anos 1960 e pioneiro do movimento negro na política americana, morreu nesta terça-feira aos 84 anos. Principal líder negro do país após a morte de seu mentor, Martin Luther King, até a eleição de Barack Obama, Jackson estava internado desde novembro para tratamento de uma condição neurodegenerativa rara. A família não informou a causa da morte do ativista de carreira multifacetada, cujas candidaturas à Casa Branca na década de 1980 ajudaram a pavimentar o caminho para a eleição de Obama duas décadas depois.
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Colaborador próximo de Martin Luther King na década de 1960, Jackson marcou época como um orador dinâmico e um mediador de sucesso em disputas internacionais. Ícone da luta por igualdade racial nos EUA, tendo sido um dos afetados diretos pelas políticas de segregação no país, o pastor batista ampliou o espaço para os afro-americanos no cenário nacional por mais de seis décadas.
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“Nosso pai foi um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados ao redor do mundo”, pronunciou-se a família do reverendo em um comunicado, por meio do qual destacou a crença inabalável dele na “justiça, igualdade e amor”. “Compartilhamos seu nome com o mundo e, em troca, o mundo se tornou parte de nossa família ampliada.”
Jackson esteve presente em muitos momentos cruciais da longa luta pela justiça racial nos Estados Unidos. Ele estava com King em Memphis, em 1968, quando o líder dos direitos civis foi assassinado; chorou abertamente na multidão quando Barack Obama comemorou sua eleição presidencial em 2008; e apoiou a família de George Floyd em 2021, após a condenação de um ex-policial pelo assassinato do homem negro desarmado.
— Meu eleitorado é formado pelos desesperados, pelos condenados, pelos deserdados, pelos desrespeitados e pelos desprezados — disse Jackson na Convenção Nacional Democrata de 1984.
Carreira política
Filho de uma mãe adolescente solteira e de um ex-boxeador profissional, Jackson nasceu Jesse Louis Burns em 8 de outubro de 1941, em Greenville, Carolina do Sul. Mais tarde, adotou o sobrenome de seu padrasto, Charles Jackson. Em uma época em que políticas de segregação racial ainda eram regra nos EUA, ele se destacou na escola secundária segregada em que estudou, ganhando uma bolsa para jogar futebol americano na Universidade de Illinois. Ele acabou se transferindo para a Faculdade Agrícola e Técnica da Carolina do Norte, predominantemente negra, onde se formou em sociologia.
— Eu não nasci com berço de ouro. Eu tinha uma pá programada para as minhas mãos— disse ele certa vez.
O reverendo surgiu para o cenário político após ganhar destaque na década de 1960 como líder da Conferência de Liderança Cristã do Sul (SCLC), ligada a Martin Luther King. Em 1960, ele participou de seu primeiro protesto pacífico em Greenville. Depois, juntou-se às marchas pelos direitos civis de Selma a Montgomery em 1965, onde chamou a atenção de Luther King.
Após o falecimento do mentor, ele fundou duas organizações que atuaram na busca por justiça social por meio do ativismo: a Operation PUSH, em 1971, e a Coalizão Nacional Arco-íris, doze anos depois. Os grupos se fundiram em 1996.
Mas foi na década de 1980 que ele ganhou notoriedade nos EUA. Por duas vezes, Jackson tentou ser presidente pelo Partido Democrata — chamando a a atenção de muitos americanos e garantindo que as questões afro-americanas se tornassem fundamentais para a plataforma do partido. Em 1984, ele terminou as primárias democratas em terceiro lugar, atrás de Walter Mondale e de Gary Hart, tornando-se o candidato presidencial negro mais bem-sucedido até Obama. Mondale foi derrotado por Ronald Reagan na eleição geral daquele ano.
Jesse Jackson, então pré-candidato à Presidência pelo Partido Democrata, parra perto de cartaz com os dizeres “Não a Reagan e à guerra”, em 1985
Marcel Mochet/AFP
Quatro anos depois, Jackson estava de volta ao palco da convenção após ficar em segundo lugar, atrás do candidato Michael Dukakis, instando os americanos a encontrarem um “terreno comum”.
Ele atacou o que chamou de “Robin Hood às avessas” de uma presidência Reagan que concedeu riquezas aos ricos, enquanto deixava os americanos pobres em dificuldades. Embora seu discurso impactante tenha aumentado sua visibilidade, a gradual inclinação do país para a direita o privou de grande influência política nos anos seguintes.
Embora suas realizações tenham sido pioneiras, seu trabalho também foi manchado por controvérsias. Em 1984, ele descreveu Nova York como “Hymietown”, usando um termo pejorativo para judeus. Um dos filhos de Jackson, o ex-congressista americano Jesse Jackson Jr., cumpriu pena de prisão após se declarar culpado, em 2013, de desviar cerca de US$ 750 mil em verbas de campanha para uso pessoal.
Mais tarde, Jackson se tornou um mediador e enviado em diversas frentes internacionais importantes. Como defensor proeminente do fim do apartheid na África do Sul, atuou na década de 1990 como um enviado especial presidencial para a África durante o governo de Bill Clinton. Também integrou missões para libertar prisioneiros americanos da Síria ao Iraque e à Sérvia.
Um dos últimos compromissos públicos da liderança foi o apoio à família de George Floyd em uma coletiva de imprensa, em abril de 2021, quando um júri de Minneapolis condenou o assassino de Floyd, Derek Chauvin.
Jackson foi hospitalizado em novembro para tratamento de uma condição neurodegenerativa rara e particularmente grave, a paralisia supranuclear progressiva (PSP). Em 2017, ele anunciou que tinha a doença de Parkinson, que em seus estágios iniciais pode produzir efeitos semelhantes nos movimentos corporais e na fala. A família anunciou nesta terça-feira que ele “faleceu em paz”. (Com AFP)

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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que suspendeu um ataque contra o Irã, previsto para ocorrer nesta terça-feira, a pedido de governos de países árabes no Golfo Pérsico, no momento em que as negociações para um acordo definitivo para o fim do conflito se encontram em um impasse de difícil solução. Ao mesmo tempo, o republicano determinou que as Forças Armadas do país sigam em prontidão para atacar a qualquer momento.
“Fui solicitado pelo Emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, pelo Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman al-Saud, e pelo Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed al-Nahyan, a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã”, escreveu Trump no Truth Social.
Em atualização

O programa premiado Caminhos da Reportagem apresenta, na segunda-feira (18), a edição Escala 6×1: um País Cansado, que traz um panorama sobre como a redução do tempo de trabalho está sendo discutida no país. A atração vai ao ar às 23h na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O fim da escala de seis dias de trabalho para um dia de folga (6×1) está em debate em todo o país, desde 2015, no Congresso Nacional. A discussão ganhou as ruas, e movimentos sociais têm pressionado pela mudança.

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Neste ano, o governo federal, que também levantou a bandeira da redução da jornada, enviou um projeto de lei para o Congresso. Experiências de diminuição do tempo de trabalho apontam possíveis caminhos, com mais tempo de vida fora do trabalho e descanso para trabalhadores.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirma que, para o governo, o que está sendo discutido é a redução da jornada de trabalho máxima de 44 horas para 40 horas semanais, com duas folgas e sem perda de salário. “Isso não impede de delegar para a negociação coletiva para ver qual a grade de jornada. Trabalhadores e empregadores saberão melhor organizar esse processo.”

O Caminhos da Reportagem apresenta a história de Otoniel Ramos da Silva, que trabalha como porteiro de segunda a sábado no Rio de Janeiro. Além de ser um dos trabalhadores que vivem a escala 6×1, Otoniel mora na região metropolitana onde a população perde mais tempo indo para o trabalho.

O profissional leva, em média, duas horas para ir e duas horas para voltar, nos seis dias da semana em que trabalha. O domingo é o único dia de folga. “O trabalho é tranquilo, já o desgaste para o trabalho, a ida e a volta, é o que mais cansa”, diz.

A escala 6×1 impacta negativamente na felicidade, segundo estudo coordenado pela pesquisadora e fundadora da Reconnect, Renata Rivette. Ela explica que, por muito tempo, se acreditou que era possível separar o trabalho da vida pessoal. “Hoje a gente sabe que não. E dependendo da escala, tem já uma exaustão física, tem uma exaustão mental, e a pessoa vive quase que a vida infinita do trabalho.”

Iniciativas inovadoras

A rede hoteleira Hplus, que conta com 18 hotéis no Brasil, vem adotando gradativamente a escala 5×2 entre os funcionários, mas mantém a jornada de 44 horas semanais. A iniciativa partiu da proprietária da rede, a empresária Paula Faure, que aposta nos benefícios para a equipe e para os negócios.

A expectativa é diminuir o número de atestados e a rotatividade dos funcionários. “O nosso turnover, nossa rotatividade, chega a 50% ao ano. Isso significa que todo ano metade da minha equipe pede demissão, e eu tenho que recontratar metade dessa equipe. Isso gera tempo de recrutamento, tempo de treinamento e de seleção.”

Em São Paulo, a Coffee Lab foi fundada em 2004 e, desde o começo, funcionava com a escala 5×2. A empresa foi uma das 19 que participaram do desafio Four Day Week Global, que significa semana de quatro dias em português. Desde então, mudou para a escala 4×3, quatro dias de trabalho e três de descanso.

“A escala 4×3 está sendo melhor que a 5×2 em muitos aspectos, operacionais, financeiros, de clima organizacional.  Inclusive, os funcionários nessa escala são mais concentrados, eles erram menos. Então, a empresa erra menos. O turnover também, né, gente? Nossa, é 8%. O turnover de 8% é muito pequeno”, destaca a torrefadora e proprietária, Isabela Raposeiras.

O barista e instrutor Claudevan Leão afirma que ter três dias de folga na semana permite que ele descanse mentalmente e fisicamente. “Ter a escala 4×3 fez com que a gente lembrasse que eu tenho uma vida fora do trabalho”, diz o funcionário.

Consumidor

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem encabeçado a apreensão dos empresários que temem a redução da jornada. O presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI, Paulo Afonso Ferreira, explica que a confederação não é contra discutir o tema, mas alerta que, caso haja a mudança, quem vai acabar pagando a conta é o consumidor, uma vez que as empresas precisarão pagar o mesmo salário de 44 horas semanais para 40 horas semanais.

“Vamos fazer esse comprometimento, os sindicatos laborais junto com os sindicatos patronais, vamos fazer um acordo, como nós já fizemos no meu setor da construção, mas não foi uma coisa imposta.”

O pesquisador e professor da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), Fernando de Holanda Barbosa, acredita que o ponto principal de preocupação da proposta é justamente a redução da carga total de trabalho, com a consequente diminuição da produção, e manutenção do salário.

“O que significa? Que o trabalhador vai ficar mais caro por hora trabalhada. Obviamente você espera que haja uma reação ao longo do tempo das empresas.”

Avanços

Uma reação que o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, assessor das centrais sindicais, afirma não ser nova. Ele diz que a experiência mostra que as empresas procuram outros caminhos que não necessariamente o repasse imediato para o preço, e que os empresários usaram as mesmas justificativas em 1988, quando houve, pela Constituição Federal, a redução de 48 horas para 44 horas semanais.

“Vocês nos disseram em 1988 a mesma coisa que estão dizendo hoje, que as empresas iam quebrar, que o país ia quebrar, a inflação ia aumentar, os empregos iam aumentar, a informalidade ia aumentar, as mesmas coisas. Nada disso que vocês falaram aconteceu.”

Da área da economia, a pesquisadora e professora da Unicamp Marilane Teixeira defende que o Brasil está pronto para trabalhar menos. Segundo ela, avanços tecnológicos foram observados nos últimos 38 anos, desde a última redução da jornada de trabalho.

“Eu acho que a tecnologia já permite que o Brasil trabalhe menos, e as pessoas possam usufruir de uma jornada de trabalho menor.”

Sobre o programa

No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 2h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site e no YouTube da emissora pública. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Saiba aqui como sintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Caminhos da Reportagem – Escala 6×1: um País Cansado – Segunda-feira (18), às 23h, na TV Brasil

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Um novo carregamento de ajuda humanitária do México chegou a Cuba nesta segunda-feira, país que atravessa uma grave crise econômica e energética, quase quatro meses depois de Washington ter implementado um embargo ao petróleo. Este é o quinto carregamento de ajuda humanitária do México para a ilha comunista desde fevereiro. Mas, ao contrário dos carregamentos anteriores transportados por navios da Marinha mexicana, desta vez foi um navio mercante que fez a viagem.
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O navio Asian Katra, ostentando a bandeira panamenha, entrou na baía do porto de Havana pela manhã, confirmaram jornalistas da AFP.
Na cerimônia de boas-vindas, o embaixador mexicano em Cuba, Miguel Ignacio Díaz Reynoso, destacou que o navio transportou 1.700 toneladas de ajuda humanitária para a ilha, provenientes do governo mexicano, de organizações civis daquele país e também do Uruguai.
— A presidente do México (Claudia Sheinbaum) demonstrou disposição em fornecer assistência rápida na forma de alimentos e alguns produtos de higiene pessoal — explicou o diplomata mexicano.
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Por sua vez, o ministro da Indústria Alimentar de Cuba, Alberto López, especificou que o leite em pó e o feijão que chegaram a bordo do navio Asian Katra serão destinados “a crianças e idosos”.
Sheinbaum anunciou este carregamento na semana passada, especificando que a carga não incluía petróleo.
Os Estados Unidos mantêm um embargo de petróleo contra Cuba, localizada a 150 km da costa da Flórida, desde o final de fevereiro. A Casa Branca alega que a ilha representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional.
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Desde então, apenas um petroleiro russo foi autorizado a atracar, e suas reservas já estão esgotadas.
Na semana passada, o governo cubano reconheceu que não possuía diesel ou combustível para alimentar os grupos geradores que complementam a produção de eletricidade das sete usinas termoelétricas do país.
Essa situação agravou ainda mais os apagões, com interrupções que podem ultrapassar 20 horas por dia na capital e durar dias inteiros nas províncias. Na quinta-feira, um apagão afetou sete das 15 províncias do país.
Esses intermináveis ​​cortes de energia provocaram protestos em diversos bairros de Havana nos últimos dias.
Israel confirmou nesta segunda-feira que suas forças interceptaram uma nova flotilha com destino a Gaza, que partiu da Turquia na semana passada, depois que os organizadores relataram que as embarcações estavam sendo detidas por navios militares israelenses perto de Chipre.
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“A Flotilha Global Sumud está sob ataque!”, escreveu o grupo no X. “A ocupação israelense interceptou mais uma vez, de forma ilegal e violenta, nossa frota internacional de embarcações humanitárias e sequestrou nossos voluntários.” “Estamos indignados com a normalização dessas violações do direito marítimo internacional e com o sequestro de civis pacíficos em águas internacionais”, acrescentou o grupo, exigindo a libertação imediata dos ativistas e o fim do bloqueio a Gaza.
Um site que rastreia a localização da flotilha mostrou que vários navios estavam sendo interceptados a oeste de Chipre.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a interceptação da flotilha e parabenizou as forças navais por frustrarem o que chamou de “plano malicioso para romper o bloqueio” imposto “aos terroristas do Hamas em Gaza”, segundo um comunicado de seu gabinete.
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A Espanha condenou a ação. “Quero reiterar minha condenação a esta ação de Israel fora de sua jurisdição territorial”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, em coletiva de imprensa. “Nenhum agente israelense tem jurisdição nessas águas.”
Ele afirmou que convocou o encarregado de negócios da Embaixada de Israel em Madri para transmitir o “protesto formal e veemente” da Espanha.
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia também condenou essa “intervenção das forças israelenses em águas internacionais”, que constitui um “novo ato de pirataria”.
Esta é a terceira tentativa em um ano de romper o bloqueio israelense imposto a Gaza, que foi devastada pela guerra e enfrenta severas dificuldades desde o início do conflito entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas, em outubro de 2023.
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Cerca de 50 navios partiram em 14 de maio do sudoeste da Turquia como parte desta última flotilha.
As autoridades israelenses rejeitam as acusações de escassez de ajuda humanitária, afirmando que Gaza está “inundada” com ela.
As forças israelenses já haviam interceptado uma flotilha anterior em águas internacionais ao largo da costa da Grécia em 30 de abril, libertando rapidamente a maioria dos ativistas a bordo em Creta.
No entanto, dois deles foram presos: o brasileiro Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, de origem palestina e nacionalidade espanhola, que foram transferidos para Israel. Após vários dias de detenção e interrogatório, foram deportados em 10 de maio.
Diversas ONGs denunciaram as prisões ilegais e afirmaram que os dois homens sofreram maus-tratos durante o período em que estiveram detidos em Israel.
As autoridades israelenses rejeitaram essas acusações e, por fim, não apresentaram queixa contra ele.

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (18) que o Brasil não vai abrir mão de sua soberania para exploração de minerais críticos e terras raras existentes no país.

Durante evento realizado em Campinas, no interior de São Paulo, Lula destacou que outros países poderão se associar ao Brasil para explorar esses recursos, dentro do território brasileiro.

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“Não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania para dizer que os minerais críticos e as terras raras são nossas e que queremos explorá-la aqui dentro”, disse o presidente.

Em seu discurso, Lula também destacou que pesquisadores brasileiros, especialmente do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), poderão ajudar a fazer um estudo sobre esses recursos do país.

“Se a gente for fazer esse estudo só cavando buraco, isso vai demorar muito. A gente vai ter que contar com inteligência e a ciência e o conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade, e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faça que o Trump [presidente dos EUA] deixe de brigar com o Xi Jinping [presidente da China] e venha se associar a nós para explorar isso aqui”, disse ele.

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Supermicroscópio

O discurso do presidente foi feito na cerimônia de inauguração de quatro linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, uma espécie de supermicroscópio do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.

As novas linhas de luz síncroton devem ampliar a capacidade de pesquisa do país em áreas como saúde, energia, agricultura, clima e nanotecnologia. As novas linhas são chamadas de Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê.

O investimento é de R$ 800 milhões, por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

“Para fazer um investimento como esse, a gente não tem que perguntar quanto custa. Qualquer quantidade de milhões que colocarmos é muito pequeno diante da quantidade de milhões que isso aqui vai render para o futuro do país e para o futuro da sociedade brasileira.”

“Não me convença com discurso, me convença com projeto. Se o projeto for factível, se ele tiver começo, meio e fim, não haverá problema em arrumar dinheiro e aprovar qualquer projeto desse país. E esse projeto aqui é um projeto que pode dar ao Brasil uma respeitabilidade mundial para que nenhum ser humano do mundo ache que o Brasil é inferior”, reforçou.

Para a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, a inauguração das novas linhas podem representar um salto tecnológico para o país.

“O que celebramos aqui vai muito além das novas linhas do Sirius ou do avanço das obras do Orion [um complexo para pesquisas avançadas em patógenos]. Essa é a prova de que o Brasil pode ocupar o lugar de liderança científica, tecnológica e industrial no mundo”, disse a ministra.

“O CNPEM ajudou a romper essa lógica de dependência e mostrou que conhecimento também é soberania. Antes do Sirius, pesquisadores brasileiros dependiam de laboratórios estrangeiros para realizar estudos avançados em materiais, proteínas e vírus e tecnologias estratégicas. Isso atrasava pesquisavas e limitava o conhecimento e a capacidade do Brasil em produzir conhecimento em áreas fundamentais”, acrescentou Luciana Santos.


18.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às quatro novas linhas de luz do CNPEM, na Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, nº 10.000, Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, Campinas - SP.Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula durante visita às quatro novas linhas de luz do CNPEM, no Polo II de Alta Tecnologia de Campinas – Ricardo Stuckert / PR

As linhas

A Tatu, primeira linha em uma fonte de luz de quarta geração a operar na faixa dos terahertz, permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica. Essa linha vai contribuir para avanços na área de telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz.

Já a linha Sapucaia é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias.

A Quati, por sua vez, vai permitir investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.

Por fim, a linha Sapê pretende desenvolver materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica.

Luz síncroton e Sirius

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X.

Com o uso dessa luz especial é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.

Já o acelerador de partículas Sirius é uma imensa máquina capaz de analisar estruturas em escala atômica, ou seja, consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.

>> Clique aqui e confira o especial da Agência Brasil sobre o Projeto Sirius

Esse equipamento é considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo.

“O Sirius colocou o país em outro patamar científico e tecnológico. O Brasil passou a integrar um grupo extremamente restrito e seleto de países que dominam tecnologia de fontes de luz síncrotron de quarta geração. O Sirius é a mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e abriga um dos mais maiores aceleradores de elétrons no mundo o que nos permite desenvolver pesquisas em medicamentos, semicondutores, baterias e minerais estratégicos”, explicou a ministra da Ciência e Tecnologia.
 


18.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio das entregas das quatro novas linhas de luz do CNPEM e lançamento da pedra fundamental do edifício do projeto Arandus, na Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, nº 10.000, Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, Campinas - SP.Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no lançamento da pedra fundamental do edifício do projeto Arandus, em Campinas – Ricardo Stuckert / PR

Inovação em saúde

Além da inauguração dessas quatro novas linhas, Lula e o ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, acompanharam o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde.

O programa, que será realizado inicialmente pelo CNPEM, foi desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde.

A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos.

Esse programa, diz o governo, pretende contribuir para reduzir a dependência de tecnologias importadas e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções em saúde alinhadas às necessidades do SUS e da população brasileira.

A presidente do México, Claudia Sheibaum, anunciou nesta segunda-feira que as contas do governador de Sinaloa, Rubén Rocha, foram suspensas “de forma preventiva” após a Procuradoria de Nova York pedir a “prisão e deportação” do político do partido de esquerda Morena, o mesmo da presidente. Sheinbaum pediu provas contundentes antes de agir contra o funcionário.
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O paradeiro do governador é desconhecido desde que dois ex-funcionários se entregaram na semana passada a autoridades americanas. Desde 2021 a frente do estado de Sinaloa, conhecido pela atuação intensa de cartéis ligados ao tráfico internacional de drogas, Rocha tem refutado de maneira “absoluta” e “categórica” as acusações contra ele.
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Em entrevista coletiva, Sheinbaum afirmou que o congelamento de contas de Rocha foi feito de “forma preventiva”, seguindo um procedimento automático em razão da relação dos bancos mexicanos com os bancos dos EUA, uma vez que há um mandado de prisão em aberto. A Unidade de Inteligência Financeira, órgão investigador da Secretaria da Fazenda, emitirá um comunicado mais detalhado nas próximas horas, segundo a presidente.
— Se houver provas, que a Procuradoria aja — disse Sheinbaum.— Não temos nada, absolutamente nada, a esconder e não fazemos nenhum pacto de nenhum tipo, nem com criminosos, nem de colarinho branco, nem com criminosos comuns, nem com o crime organizado.
O cartel de Sinaloa é um dos seis grupos mexicanos de narcotráfico designados como organizações terroristas pelo presidente americano, Donald Trump. A organização foi liderada pelo temido chefe do narcotráfico Joaquín “Chapo” Guzmán até 2016, quando foi capturado e depois extraditado aos Estados Unidos. Atualmente, ele cumpre prisão perpétua.
Duas facções dessa máfia — uma delas formada pelos filhos do El Chapo, os “Chapitos” — travam uma guerra interna que deixou milhares de mortos no estado. (AFP)
O governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a criação de um fundo de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,5 bilhões) para indenizar aliados do republicano que alegam ter sido alvo de perseguição política durante a gestão anterior, segundo a agência de notícias Associated Press. A medida faz parte de um acordo para encerrar uma ação movida por Trump contra a Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês) após o vazamento de suas declarações de imposto de renda.
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Batizado de “Fundo Anti-instrumentalização”, o mecanismo foi apresentado pelo Departamento de Justiça dos EUA como uma forma de permitir que supostas vítimas de uso político do sistema judicial busquem compensação. O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que a iniciativa cria “um processo legal para que vítimas sejam ouvidas e possam buscar reparação”.
A decisão provocou reação imediata de democratas e entidades de fiscalização, que classificaram o acordo como sem precedentes e potencialmente ilegal. Críticos afirmam que o fundo pode direcionar recursos públicos a aliados do presidente e abrir espaço para alegações infundadas de perseguição.
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— Trata-se de um esquema para retirar US$ 1,7 bilhão dos cofres públicos e transformá-los em um caixa paralelo — diz Jamie Raskin, principal democrata no Comitê Judiciário da Câmara, ao acusar o governo de favorecer apoiadores envolvidos em episódios como a invasão ao Capitólio em 2021.
O encerramento da ação de Trump foi formalizado em um tribunal federal da Flórida, onde o presidente havia processado o IRS no início deste ano. Seus advogados sustentam que o acordo não precisa de revisão judicial, mas um grupo de 93 parlamentares já se mobiliza para contestar a medida.
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Ainda não está claro quem poderá receber os recursos do fundo. A iniciativa, no entanto, reforça uma narrativa adotada por Trump desde o retorno ao poder: a de que órgãos de investigação foram “instrumentalizados” contra ele e seus aliados durante o governo de Joe Biden.
O presidente frequentemente cita como evidência as investigações e acusações que enfrentou após deixar a Casa Branca, incluindo o caso sobre a tentativa de reverter o resultado das eleições de 2020 e o armazenamento de documentos sigilosos em sua residência na Flórida. Ambos acabaram arquivados.
Seu antecessor no Departamento de Justiça, Merrick Garland, sempre negou interferência política e afirmou que as decisões foram baseadas em evidências. Durante sua gestão, o órgão também investigou o próprio Biden e processou seu filho, Hunter Biden.
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Apesar disso, a atual gestão tem ampliado investigações contra adversários políticos e conduzido apurações sobre uma suposta conspiração de autoridades para prejudicar o republicano, sem que, até o momento, tenham sido apresentadas acusações.
A ação que deu origem ao acordo foi movida após o vazamento de declarações fiscais de Trump e de sua empresa. O presidente alegou danos financeiros e à reputação, além de constrangimento público.
Em 2024, o ex-contratado do IRS Charles Edward Littlejohn foi condenado a cinco anos de prisão por vazar dados fiscais de Trump e de outros contribuintes para veículos de imprensa entre 2018 e 2020.
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Reportagens publicadas na época mostraram que Trump pagou apenas US$ 750 (aproximadamente R$ 3,7 mil) em imposto federal no ano em que assumiu a presidência e não pagou nada em outros períodos, devido a prejuízos declarados.
Antes do acordo, advogados do presidente haviam solicitado a suspensão do processo por 90 dias para negociar uma solução. Em fevereiro, o líder americano chegou a afirmar que eventuais indenizações poderiam ser destinadas a instituições de caridade.
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Organizações de fiscalização, no entanto, questionam se o Departamento de Justiça atuou com independência ao negociar o acordo. Grupos civis já indicaram que pretendem levar o caso à Justiça.
— Este caso sempre foi uma farsa e mais uma tentativa de acessar recursos públicos — afirma Skye Perryman, presidente da Democracy Forward, organização que contesta a medida.
Um veículo de mídia do Irã informou que os Estados Unidos propuseram uma suspensão temporária das sanções sobre o petróleo da República Islâmica — uma exigência central de Teerã para aceitar um acordo de paz e reabrir o Estreito de Ormuz. Os EUA não confirmaram a oferta, que vigoraria até a conclusão de um acordo final, segundo a agência semioficial Tasnim, citando uma fonte próxima à equipe de negociação.
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Os preços do petróleo tipo Brent reverteram os ganhos após a notícia, enquanto os títulos subiram com a expectativa de avanço nas negociações, que estão praticamente estagnadas. O Brent era negociado em torno de US$ 109 (cerca de R$ 546) o barril. Já os títulos globais vinham sendo negociados em níveis não vistos há décadas, em meio ao temor de que a inflação force bancos centrais a elevar os juros.
O presidente americano, Donald Trump, havia expressado frustração com o Irã mais cedo e disse que “o tempo está se esgotando”, poucas horas após drones atingirem uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos.
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Teerã “precisa agir, e rápido, ou não sobrará nada deles”, disse Trump na rede Truth Social, no domingo. Foram seus comentários mais agressivos contra o Irã desde o retorno de uma viagem à China, na sexta-feira, em meio a esforços frustrados para avançar além de um frágil cessar-fogo.
No domingo, um drone provocou um incêndio em uma estação de energia da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, evidenciando a fragilidade da trégua. O Ministério da Defesa informou que o projétil foi lançado a partir do oeste do país e que outros dois foram interceptados.
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Geradores a diesel de emergência foram acionados para fornecer energia à unidade 3 da usina, informou a Agência Internacional de Energia Atômica em uma publicação nas redes sociais. Não houve impacto radiológico, segundo o escritório de mídia de Abu Dhabi.
A Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído três drones que entraram em seu espaço aéreo, no domingo, vindos do Iraque, onde atuam diversas milícias apoiadas pelo Irã. Não estava claro se eles faziam parte do ataque aos Emirados.
“O ataque terrorista à usina nuclear de Barakah, seja perpetrado diretamente ou por meio de intermediários, representa uma escalada perigosa e um capítulo sombrio que viola todas as leis e normas internacionais”, afirmou Anwar Gargash, assessor sênior de política externa do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed, na rede X. “Essa escalada reafirma a natureza dos desafios enfrentados pela região no combate às forças do mal, do caos e da sabotagem.”
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Os Emirados Árabes Unidos têm adotado a postura mais agressiva entre os países árabes em relação ao Irã, tanto no discurso quanto na realização de ataques limitados antes do início do cessar-fogo, em 8 de abril, segundo a Bloomberg.
O Irã não comentou publicamente os ataques.
O Paquistão enviou 8 mil soldados, um esquadrão de caças e um sistema de defesa aérea para a Arábia Saudita como parte de um pacto de defesa mútua firmado no ano passado, informou a Reuters, citando fontes. Segundo duas delas, os militares terão principalmente funções de assessoria e treinamento.
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No fim de semana, a agência semioficial Fars informou que os EUA estabeleceram cinco condições principais para um acordo de paz. Entre elas, a transferência de urânio enriquecido pelo Irã para os EUA. Em contrapartida, Washington não ofereceria reparações de guerra e liberaria menos de um quarto dos ativos congelados de Teerã. Os EUA não comentaram publicamente os termos.
Reparações e o desbloqueio de ativos fazem parte das exigências de Teerã, junto com o fim do bloqueio a portos iranianos e a manutenção de algum grau de controle sobre o tráfego no Estreito de Ormuz.
— Queremos fechar um acordo — disse Trump ao Axios no domingo, acrescentando que aguarda uma proposta iraniana atualizada. — Eles não estão onde queremos. Terão que chegar lá ou serão duramente atingidos, e eles não querem isso.
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Interromper os ataques e normalizar o tráfego de entrada e saída do Golfo Pérsico deve ser o primeiro passo nas negociações entre EUA e Irã, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas, acrescentando que o bloco tem pouca influência sobre os dois países.
— Devemos ao menos concordar com a primeira fase: interromper os ataques e abrir o Estreito de Ormuz — afirmou. — A partir daí, podemos negociar os temas mais difíceis, mas é muito complicado e, no fim, os EUA terão que chegar a um acordo com o Irã.
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro e já deixou milhares de mortos, principalmente na República Islâmica e no Líbano. Ataques de retaliação de Teerã atingiram aliados dos EUA no Golfo — incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita — além de Israel.
Ledy Ordonez estava no trabalho em uma distribuidora de frutos do mar em San Antonio, em julho do ano passado, quando agentes de imigração entraram no local e a levaram, juntamente com cerca de dez outras pessoas. Mãe solteira, Ledy permanece detida e separada de seu único filho, Alonzo, um menino de 2 anos nascido nos EUA, que agora está sob os cuidados de um amigo.
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— Ele já consegue andar e falar — disse Ledy de um centro de detenção no Texas. — Sinto muita falta dele.
Uma nova análise sugere que mais de 100 mil crianças e adolescentes foram separados de seus pais pela repressão à imigração promovida pelo governo Donald Trump. E aproximadamente três quartos deles, como Alonzo, provavelmente são cidadãos americanos, de acordo com estimativas da Brookings Institution compartilhadas com o The New York Times.
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A estimativa da organização sobre o número de crianças e adolescentes cidadãos americanos é mais que o dobro do número esperado para o mesmo período, com base em dados oficiais do Departamento de Segurança Interna (DHS). Os pesquisadores, cujo relatório se baseia em uma análise estatística da população detida, argumentam que os dados oficiais subestimam os números por causa da forma como o governo coleta essas informações.
As descobertas apontam para uma escala de separações familiares que supera em muito a da política de “tolerância zero” do primeiro governo Trump, em 2018, quando cerca de 5,5 mil crianças e adolescentes foram separadas de seus pais imediatamente após cruzarem a fronteira sul.
O DHS não respondeu diretamente às perguntas sobre o número de pais que foram detidos ou sobre a análise que sugere que as estatísticas oficiais não refletem o número total de crianças e adolescentes nascidos nos EUA cujos pais foram presos. Em um comunicado, o departamento afirmou que os pais têm a opção de serem deportados com seus filhos ou de entregar seus filhos nascidos nos EUA a um responsável designado.
— De qualquer forma, há dezenas de milhares de crianças e adolescentes que sofreram com a detenção de seus pais desde que este presidente assumiu o cargo — disse Tara Watson, pesquisadora sênior da Brookings Institution. — A maioria delas são cidadãos americanos.
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Guillermo Arias/AFP
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Os pesquisadores estimaram que cerca de 205 mil menores de idade tiveram um dos pais detidos, geralmente um prenúncio de deportação, incluindo cerca de 145 mil que são cidadãos americanos. Eles utilizaram dados do Censo dos EUA e de prisões realizadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para determinar o número provável de filhos que os detidos tinham, com base em seu status imigratório, sexo, idade, nacionalidade e estado civil.
Os EUA abrigam mais de 13 milhões de imigrantes vulneráveis ​​à deportação, seja por estarem em situação irregular ou por terem status temporário. Cerca de cinco milhões de menores de 18 anos vivem com pelo menos um dos pais imigrante em situação irregular, segundo estimativas de diversos centros de pesquisa, e mais de quatro milhões deles são cidadãs americanas.
O governo Trump prendeu cerca de 400 mil imigrantes durante operações de fiscalização no país. Não há informações confiáveis ​​sobre quantos filhos os detidos têm, ou o que aconteceu com eles depois que seus pais foram presos.
A economista Sarah Watson e sua coautora, Maria Cancian, professora de políticas públicas da Universidade de Georgetown, buscaram responder a essas perguntas.
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ROBERTO SCHMIDT / AFP
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As estimativas partem do pressuposto de que a fiscalização da imigração é essencialmente aleatória — que pais imigrantes têm a mesma probabilidade de serem detidos que imigrantes sem filhos. Mas as pesquisadoras também criaram uma ferramenta interativa que estima o número provável afetados pela detenção de um dos pais em diferentes cenários e suposições de fiscalização. A estimativa mais conservadora para o número de crianças e adolescentes nascidos nos EUA com um dos pais detido é de cerca de 117,4 mil. A estimativa mais alta é de aproximadamente 175 mil.
Os pesquisadores afirmaram que consideravam 145 mil a estimativa mais precisa e projetaram que esse número aumentará, visto que o Congresso destinou US$ 45 bilhões na “Lei Grande e Bonita” de Trump para expandir a capacidade de detenção.
A estimativa contrasta com números divulgados pelo DHS, os quais indicam que os pais de cerca de 60 mil menores de idade nascidos nos EUA foram presos no mesmo período. As pesquisadoras levantaram a hipótese de que a discrepância se devia ao fato de o departamento não estar perguntando consistentemente sobre menores de idade, ou porque os detidos temiam revelar que tinham filhos, preocupados em colocar a eles ou a seus responsáveis ​​em risco.
Com base em entrevistas com agências de proteção à infância, as pesquisadoras estimaram que apenas uma pequena fração das crianças acaba em lares adotivos ou em arranjos semelhantes.
— Descobrimos que um número surpreendentemente pequeno acaba em lares adotivos. A maioria dos menores de idade fica com amigos e familiares que não têm obrigação legal de cuidar delas — disse Maria, que estuda bem-estar infantil e imigração.
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Muitas escolas e organizações de assistência jurídica têm ajudado imigrantes a designar um responsável para seus filhos caso sejam separados.
No entanto, as crianças e adolescentes frequentemente ficam sob os cuidados de irmãos mais velhos ou de famílias da classe trabalhadora que já enfrentam dificuldades financeiras e situações migratórias precárias, o que torna esses arranjos insustentáveis, segundo especialistas.
Se o governo está separando menores de idade de bons pais que por acaso são indocumentados, ele tem “a obrigação de zelar pelo bem-estar delas”, afirmou Maria.
A Public Counsel, uma organização sem fins lucrativos de assistência jurídica em Los Angeles, já orientou mais de 4 mil imigrantes sobre planos de custódia desde o ano passado, garantindo que alguém tenha o poder de tomar decisões médicas e escolares.
Ainda assim, a organização recebe ligações frequentes de escolas, igrejas e outras entidades em busca de ajuda para crianças e adolescentes cujos pais foram detidos recentemente.
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Stephen Maturen / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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— Estamos vendo menores de idade em situações delicadas, deixadas com vizinhos que não têm a documentação necessária; irmãos mais velhos que já têm filhos; e casos em que o pai não consegue cuidar de crianças pequenas — disse Sharon Cartagena, advogada de direito familiar na organização.
Casey Revkin, diretora executiva da Each Step Home, que começou auxiliando famílias imigrantes que eram detidas na fronteira, em 2018, agora se dedica quase exclusivamente a ajudar pais detidos que vivem nos EUA há muitos anos e foram separados de seus filhos.
— Quase todos os dias somos contatados por mães detidas que foram presas e separadas de seus filhos — disse Casey, cujo grupo arrecada fundos para ajudar pais detidos a pagar ligações telefônicas para seus filhos. — Desta vez, a crueldade está sendo infligida a crianças e adolescentes cidadãos americanos.
A mãe de Samantha Lopez, uma cidadã americana de 3 anos, foi entregue ao ICE no mês passado por um policial após uma abordagem de trânsito enquanto dirigia para o trabalho em um restaurante, disse seu marido, que pediu para não ter seu nome completo divulgado por medo de ser alvo do ICE.
Ele contou que a esposa informou aos agentes que tinha uma filha pequena, sem sucesso.
— Sinto um vazio e uma angústia enormes — disse ele. — Quando nossa filha conversa com a mãe, ela ouve atentamente e depois começa a chorar. Minha filha americana está sendo prejudicada.
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Lopez, um operário da construção civil, disse que precisava fazer o máximo de horas extras possível para pagar um advogado e conseguir a libertação de sua esposa, mas também precisava cuidar da filha depois da creche.
Ironicamente, ter um filho nascido nos EUA pode manter famílias separadas.
Ledy Ordonez, que está separada de seu filho nascido nos EUA há mais de 10 meses, disse que implorou aos agentes há muito tempo para que permitissem que os dois ficassem em um centro de detenção familiar enquanto ela lutava por seu caso. Mas cidadãos americanos não podem ser mantidos em centros de detenção de imigração.
— Eu nunca quis ser separada do meu único filho — disse ela.
Os agentes avisaram a Ledy que sua deportação é iminente, disse ela. Para acompanhar a mãe, Alonzo precisa de um passaporte. Ela tem tido dificuldades para consegui-lo, acrescentou. Os agentes a avisaram recentemente que a deportariam sem o menino se ela não obtivesse o documento, deixando-o com seus atuais cuidadores.
— Eles não são da família nem nada do tipo, só estão cuidando dele como um favor — disse ela, chorando.— Se me deportarem, quero levar meu filho.
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante reunião
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados se reúne nesta terça-feira (19), às 14 horas, no plenário 11, para analisar processos instaurados contra parlamentares.
Entre os itens da pauta está o parecer do deputado Ricardo Maia (MDB-BA) sobre a Representação 26/25, contra Marcos Pollon (PL-MS). No parecer, Maia recomenda a suspensão do mandato de Pollon por 90 dias. O texto foi apresentado em reunião anterior, mas um pedido de vista adiou a votação.

Na representação da Mesa Diretora, Marcos Pollon é acusado de fazer ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta durante a ocupação do Plenário.

Novos processos
Também estão previstos a instauração de novos processos e o sorteio de nomes para formar listas tríplices para as seguintes representações:
  • REP 15/25, do Partido Liberal – PL, contra o deputado André Janones (Rede-MG)

O partido acusa Janones de quebra de decoro parlamentar por publicações nas redes sociais contra Michelle Bolsonaro e outras mulheres. As publicações são apontadas como ofensivas, sexistas e incompatíveis com a dignidade do mandato.

  • REP 3/26, do Partido Novo, contra os deputados do Psol Chico Alencar (RJ), Glauber Braga (RJ), Pastor Henrique Vieira (RJ), Ivan Valente (SP), Célia Xakriabá (MG), Erika Hilton (SP), Fernanda Melchionna (RS), Professora Luciene Cavalcante (SP), Luiza Erundina (SP), Sâmia Bomfim (SP), Talíria Petrone (RJ) e Tarcísio Motta (RJ), e o deputado Lindbergh Farias.

O partido questiona a conduta dos parlamentares que acionaram a Procuradoria-Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a representação, o senador convocou uma vigília de oração pela saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar. Os deputados afirmaram que a vigília seria uma “manobra” para dificultar as ações policiais.

  • REP 10/26, do Partido dos Trabalhadores, contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL)
O partido afirma que o deputado fez ofensas e acusações graves contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) durante reunião da CPMI do INSS, repetiu ataques em entrevista coletiva e voltou a criticá-lo publicamente dias depois.
Novo sorteio
Também está previsto novo sorteio para escolha do nome de relator das seguintes representações:
  • REP 1/26, do Partido Liberal contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ);

A acusação sustenta que o parlamentar usou o cargo para promover perseguição política contra adversários, entre eles o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (SP).

Será substituído o deputado Da Vitoria (PP-ES).
  • REP 4/26, do Partido Novo contra o deputado Rogério Correia (PT-MG);

O partido acusa Correia de agredir fisicamente o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) durante confusão em uma reunião da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS.

Será substituído o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).
  • REP 7/26, do Partido Novo contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP).

O Novo reclama que, em declarações nas redes sociais, a deputada teria usado termos ofensivos, como “imbecis” e “esgoto da sociedade”, para criticar opositores políticos. O partido alega que a imunidade parlamentar não deve acobertar ataques à honra de terceiros.

Será substituído o deputado Ricardo Ayres.

  • REP 9/26, do Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias.

O partido acusa Lindbergh Farias de quebra de decoro por ter chamado o deputado Alfredo Gaspar de “estuprador” durante reunião da CPMI do INSS.

Será substituído o deputado Da Vitoria.

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