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A polícia britânica informou nesta quinta-feira que o ex-príncipe Andrew foi colocado em liberdade “sob investigação” após ter sido detido ao longo do dia por suspeita de má conduta no exercício de função pública quando atuou como representante comercial, um desdobramento do caso Epstein. Andrew Mountbatten-Windsor foi visto deixando uma delegacia de polícia de Aylsham, de carro, após quase 12 horas de interrogatório pelas autoridades em Norfolk. A detenção, sem precedentes na história da família real, coincidiu com o 66º aniversário de Andrew.
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“Podemos confirmar que nossos procedimentos em Norfolk foram concluídos”, afirmou a polícia local de Thames Valley em comunicado que parece fazer referência à residência do ex-príncipe em uma propriedade pertencente ao rei Charles III, em Sandringham.
Pouco antes das 19h30 (horário local), uma emissora britânica divulgou uma imagem do ex-príncipe deixando a delegacia no condado de Norfolk no banco traseiro de um automóvel.
A prisão destaca o notável contraste nas respostas oficiais às 3 milhões de páginas de correspondências de Epstein, divulgadas pelo Departamento de Justiça americano no fim de janeiro. Enquanto as autoridades britânicas atuam agressivamente para investigar a possibilidade de crimes relacionados aos arquivos, os EUA nada fizeram. Também desfere um forte golpe na monarquia britânica e representa uma escalada da antiga crise enfrentada pelo Palácio de Buckingham sobre os laços do ex-príncipe com Epstein e as alegações de abuso sexual de mulheres jovens.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedentes no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
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Minas terrestres
— O problema da monarquia aqui são as várias incógnitas dentro desta situação, que continuarão a estimular o interesse da mídia e do público — disse ao New York Times Ed Owens, historiador da realeza e especialista na família real britânica. — Essas incógnitas são como minas terrestres que podem potencialmente causar enormes problemas à instituição.
Ao contrário de crises anteriores, não há um manual de instruções, disse Owens. Após a morte da princesa Diana, ex-esposa do rei, havia um funeral para planejar e formalidades a serem organizadas, aponta ele. Mesmo após a abdicação do rei Eduardo VIII em 1936, seu irmão estava à espera para assumir o trono.
Mas simplesmente não existe um plano para reagir à prisão de um parente próximo do rei que, até recentemente, desempenhava um papel importante na família real e que potencialmente pode ser acusado e levado a julgamento. E, se vierem à tona revelações de que a família protegeu Andrew, isso poderia ser devastador, dizem os especialistas.
‘Lei deve seguir curso’
Em uma declaração, o rei Charles III confirmou a prisão do irmão e afirmou que apoiava um “processo completo, justo e adequado” na investigação, acrescentando que apoiava as autoridades envolvidas.
“Nisso, como já disse antes, elas têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação”, declarou. “Deixe-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso”, acrescentou.
Embora os laços de Andrew com Epstein sejam conhecidos há anos, sua prisão marca o início de um novo capítulo de sua desgraça pública. No ano passado, o ex-príncipe, que sempre negou qualquer irregularidade, foi destituído de seus títulos reais e expulso do Royal Lodge, sua extensa residência em Windsor.
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Um porta-voz disse que o Palácio de Buckingham não foi informado previamente da prisão na manhã desta quinta-feira, quando policiais foram vistos na propriedade de Sandringham, um retiro campestre privado de 8.093 hectares pertencente ao rei Charles III e à rainha Camilla em Norfolk, Inglaterra, onde o Mountbatten-Windsor reside. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, enquanto outras utilizaram a entrada traseira. Segundo um comunicado da polícia, houve operações de busca também em Berkshire.
“Como parte da investigação, hoje prendemos um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta no exercício de um cargo público”, afirmou a polícia em um comunicado, que não revela o nome do suspeito, como é habitual no Reino Unido.
Informações confidenciais
O conjunto de documentos divulgado em 30 de janeiro inclui diversos e-mails sugerindo que Andrew pode ter compartilhado documentos confidenciais. Segundo um e-mail enviado ao financista e agressor sexual americano, com data de 24 de dezembro de 2010, o ex-príncipe teria encaminhado “um relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão. Também há correspondências sugerindo que, no mesmo ano, Andrew enviou ao financista relatórios sobre viagens de trabalho à China, Cingapura e Vietnã.
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Os documentos se somam às acusações de agressão sexual apresentadas contra o ex-príncipe por Virginia Giuffre, vítima de Epstein que cometeu suicídio em 2025. Giuffre afirmou que o financista a traficou para Andrew por volta de 2001, quando ela era adolescente, e que ele a estuprou diversas vezes. Em 2022, o ex-príncipe pagou a Giuffre uma quantia não divulgada para encerrar um processo em um tribunal de Nova York, no qual ela alegava ter sido estuprada e abusada sexualmente por ele quando tinha 17 anos. Andrew não admitiu nenhuma das acusações de Giuffre ao anunciar o acordo e negou qualquer irregularidade em relação à sua amizade com Epstein.
Uma segunda mulher afirmou posteriormente, por meio de seu advogado, que Epstein a enviou à Inglaterra em 2010 para manter relações sexuais com o filho da rainha Elizabeth II. Outro advogado americano revelou que uma de suas clientes relatou que Epstein e o ex-príncipe a obrigaram a manter relações sexuais durante uma festa na Flórida em 2006.
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Os arquivos de Epstein implicaram vários outros membros da elite britânica. A polícia está investigando se Peter Mandelson, um operador político britânico de longa data que atuou como embaixador nos Estados Unidos, cometeu “má conduta em cargo público” ao compartilhar documentos governamentais confidenciais com Epstein. Ele nega qualquer delito criminal. Os arquivos mais recentes também revelaram que Sarah Ferguson, ex-esposa de Mountbatten-Windsor e ex-duquesa de York, manteve uma longa e pessoal correspondência com Epstein muito tempo depois de o financista ter sido condenado por aliciamento de prostituição em 2008.
Nota da polícia na íntegra sobre a prisão do ex-príncipe
“Como parte da investigação, hoje (19/2) prendemos um homem na casa dos sessenta anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público, e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk.
O homem permanece sob custódia policial neste momento.
Não divulgaremos o nome do homem preso, conforme as diretrizes nacionais. Lembre-se também de que este caso está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright disse: ‘Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público. É importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração. Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.’”
Com AFP e The New York Times
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “muito triste” a prisão do ex-príncipe britânico Príncipe Andrew em conexão com o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, nesta quinta-feira.
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— Acho que é uma vergonha. Acho que é muito triste. Acho que é muito ruim para a família real. É muito, muito triste — disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.
Entenda o caso
A polícia britânica prendeu Andrew Mountbatten-Windsor, antes conhecido como príncipe Andrew, nesta quinta-feira, dia do seu 66º aniversário, por “suspeita de má conduta no exercício de um cargo público” após indicações de que compartilhou informações confidenciais com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein enquanto trabalhava como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. Se Andrew for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedente no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
Desafiando o Vaticano, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X na França anunciou nesta quinta-feira (19) que mantém a intenção de ordenar seus próprios bispos, sob ameaça de ser considerada cismática. Em 2 de fevereiro, esta comunidade católica tradicionalista, fundada pelo francês Marcel Lefebvre, anunciou sua intenção de proceder novas ordenações episcopais em 1º de julho.
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Após ter sido pressionada a desistir do rito, que resultaria em “graves consequências”, o superior da comunidade, Davide Pagliarani, enviou a negativa ao Vaticano na quarta-feira.
“As ordenações representam uma necessidade concreta a curto prazo para a sobrevivência da Tradição”, afirma em carta ao cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, que recebeu os responsáveis pela Fraternidade em 12 de fevereiro.
O cardeal argentino lembrou que uma ordenação sem o aval da Santa Sé “implicaria uma ruptura decisiva na comunidade eclesial (cisma)” e impediria a continuidade do diálogo.
“Não posso aceitar este quadro de retomada do diálogo, nem o adiamento da data de 1º de julho”, afirma Pagliarani em sua carta.
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Afirmou, ainda, que não pode haver “acordo no plano doutrinal quanto às orientações fundamentais adotadas desde o Concílio Vaticano II” (1962-65), que introduziu a Igreja na modernidade.
Fundada em 1970 em Écône (Alpes suíços), a Fraternidade Sacerdotal São Pio X perdeu seu reconhecimento canônico pela Igreja Católica cinco anos depois e ordenou ilegalmente quatro bispos em 1988, provocando sua excomunhão imediata.
Esta foi revogada em 2009 pelo Papa Bento XVI, e seu sucessor, Francisco, restabeleceu a partir de 2015 a validade das confissões e dos matrimônios celebrados por padres da Fraternidade.
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O presidente da França, Emmanuel Macron, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a comparecer à próxima cúpula do G7, marcada para junho. O convite foi feito durante o encontro bilateral entre os dois presidentes ocorrido nesta quinta, durante a Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial em Nova Délhi, na Índia. A reunião do G7 será na cidade francesa de Evian.
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De acordo com a assessoria de Lula, os dois trataram de “temas da agenda bilateral, em especial cooperação nas áreas de defesa, ciência e tecnologia, e comércio”. Também conversaram sobre “os esforços conjuntos para combate ao narcotráfico, ao garimpo ilegal e a outras formas de crime transnacional na divisa entre o Amapá e a Guiana Francesa”.
Fontes do Planalto que acompanharam o encontro disseram que, na conversa sobre o setor de defesa, foi discutida a possibilidade de venda de helicópteros da Embraer para a França, e também a parceria entre os dois países no Programa de Desenvolvimento de Submarinos.
O acordo Mercosul-União Europeia, assinado em janeiro, não foi tema da conversa, segundo as fontes. A França resiste a aceitar o pacto. Mas o assunto entrou em outra reunião que Lula manteve nesta quinta na Índia, com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković.
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De acordo com o Planalto, eles destacaram a importância da assinatura do acordo Mercosul-UE e sua expectativa de que o tratado possa entrar em vigor o quanto antes. “Ambos concordaram com a importância estratégica do Acordo no atual momento de recrudescimento do unilateralismo e do protecionismo comercial”, acrescentou a assessoria.
Lula também reuniu-se com o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, e com o CEO do Google, Sundar Pichai.
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O rei Charles III inaugurou nesta quinta-feira a Semana de Moda de Londres ao assistir ao desfile da estilista Tolu Coker, poucas horas depois da prisão de seu irmão, André, em relação ao caso Epstein.Na chegada, o monarca, que não foi citado nos arquivos, cumprimentou, sorridente, as pessoas que estavam na entrada do edifício, no centro de Londres, onde os desfiles ocorrerão até segunda-feira.
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O rei não respondeu às perguntas dos jornalistas sobre a prisão do ex-príncipe André, suspeito de “má conduta no exercício de um cargo público”.
Carlos III visitou uma exposição sobre a moda britânica e se reuniu com estudantes apoiados por sua organização, a King’s Foundation. O monarca também assistiu ao desfile da estilista britânico-nigeriana Tolu Coker, sentado entre a designer Stella McCartney e Laura Weir, diretora do British Fashion Council. Coker, que lançou sua marca em 2018, é um dos talentos emergentes da moda britânica.
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A London Fashion Week, conhecida por ser um celeiro de jovens talentos, começou pouco antes com um desfile em homenagem a uma de suas figuras históricas, Paul Costelloe, morto em novembro, aos 80 anos. Costelloe, estilista irlandês que vestiu a princesa Diana de Gales, apresentou suas coleções em Londres durante quatro décadas.
Casas de moda como Harris Reed, Richard Quinn, Simone Rocha e a sempre presente Burberry apresentarão suas coleções em Londres até segunda-feira. Outras marcas apreciadas por Catarina, a princesa de Gales, como Emilia Wickstead, Edeline Lee e Erdem Moralioglu, também estarão presentes em Londres.
A companhia aérea suíça Swiss International Air Lines iniciou nesta semana uma experiência gastronômica exclusiva para passageiros da Primeira Classe, oferecendo degustação de caviar em voos de longa duração que partem de Zurique (ZRH) e Genebra (GVA). A ação, parte do programa anual Connoisseur Weeks, estará disponível por tempo limitado, entre 18 de fevereiro e 3 de março de 2026, com três variedades requintadas da iguaria servidas a bordo.
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Durante o período promocional, clientes da Primeira Classe poderão experimentar uma seleção especial de caviar, incluindo opções produzidas na Suíça — como o Oona Caviar, cultivado em Frutigen com água de montanha e sem conservantes.
O item é encontrado por 98 francos suíços na lata de 30 gramas, cerca de R$ 660, na cotação atual, o que equivale a R$ 22 mil o quilo. Segundo o site da marcam ele possui teor máximo de sal de 3,5%, é levemente salgado e desenvolve um sabor rico e amanteigado, com notas de nozes.
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O conceito gastronômico da SWISS First, conhecido como Connoisseur Experience, é realizado quatro vezes ao ano e busca oferecer ingredientes sazonais e especialidades distintas aos passageiros mais exigentes. A inclusão do caviar está entre as experiências mais aguardadas pelos passageiros europeus.
A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe britânico, nesta quinta-feira, ocorreu em meio a uma nova onda de revelações sobre os vínculos de figuras do establishment político do Reino Unido com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, aprofundando a crise que atinge o primeiro-ministro Keir Starmer e seu governo.
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O premier britânico enfrentou pedidos de integrantes de seu próprio Partido Trabalhista para que deixasse o cargo, após correspondências documentarem uma relação muito mais próxima entre Epstein e Peter Mandelson, nomeado por Starmer como embaixador britânico nos Estados Unidos.
O líder do Partido Trabalhista escocês, Anas Sarwar, pediu que Starmer renunciasse, afirmando que o premier demonstrou mau julgamento ao nomear Mandelson, apesar de saber que os dois homens eram próximos.
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Starmer, que afirmou não conhecer a extensão da relação entre Mandelson e Epstein quando o nomeou e acusou seu ex-embaixador de mentir, prometeu permanecer no cargo. Ele recebeu posteriormente o apoio de todos os membros de seu gabinete, que disseram que a troca de liderança seria prejudicial aos esforços do partido para governar.
As revelações sobre Mandelson, no entanto, levaram à renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que mantinha proximidade com Mandelson há décadas. Tim Allan, diretor de comunicações do primeiro-ministro e amigo de Mandelson, também deixou o cargo.
O primeiro-ministro ainda enfrenta riscos políticos decorrentes do episódio. Seu governo concordou em entregar milhares de páginas de correspondências internas relacionadas à decisão de nomear Mandelson. Esses documentos podem ser divulgados a qualquer momento.
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Assessores de Starmer em 10 Downing Street estão se preparando para reportagens potencialmente prejudiciais quando os documentos forem tornados públicos.
A polícia investiga se Mandelson cometeu “má conduta no exercício de função pública” ao compartilhar documentos governamentais sensíveis com Epstein quando serviu em um governo britânico anterior.
E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que Mandelson encaminhou a Epstein um memorando econômico interno e compartilhou informações sobre uma votação de resgate financeiro da União Europeia.
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Mandelson negou qualquer irregularidade criminal. Mountbatten-Windsor tem negado consistentemente qualquer envolvimento em irregularidades.
Em meio ao empenho dos dois países para fortalecer a parceria estratégica, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, formalizou um convite ao assessor de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, para que ele visite o Brasil “assim que possível”. O convite ocorre no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na capital indiana, onde participa de um evento multilateral sobre inteligência artificial.
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Na carta enviada a Doval, à qual O GLOBO teve acesso, Amorim manifesta esperança de que os dois países possam concluir as negociações e assinar um novo memorando de entendimento para cooperação na indústria de defesa durante a visita de Lula à Índia. O setor de defesa é um dos focos da aproximação que os dois países intensificaram recentemente.
Pouco após a visita de Amorim em 2025, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve em Nova Délhi com uma comitiva de peso que refletiu isso: ele foi acompanhado do ministro da Defesa, do comandante da Aeronáutica, do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e do presidente da Agência Espacial Brasileira.
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Na carta, Amorim considera a visita de Alckmin “altamente bem-sucedida” e destaca um “progresso significativo” na cooperação em aviação, lembrando a abertura do novo escritório da Embraer na capital indiana em outubro, com a presença de Alckmin. “O contato contínuo nos mais altos níveis será importante para o sucesso desses projetos”, acrescenta.
Além do acordo de cooperação estratégica com o grupo Mahindra assinado no ano passado, a Embraer assinou em janeiro um memorando de entendimento entre a Adani Defense & Aerospace para desenvolver um “sistema de transporte aéreo regional integrado”.
Após a agenda multilateral, Lula participa nesta sexta da abertura do novo escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na capital indiana e do encerramento do fórum empresarial Brasil-Índia. No sábado, a viagem se concentra na relação bilateral. Será a vez da visita de Estado e o encontro de Lula com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
* O repórter viajou a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
O público britânico, majoritariamente pró-monarquia, comemorou a prisão, na quinta-feira, do ex-príncipe Andrew, cuja amizade com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein o transformou em um pária. Alguns disseram que o irmão mais novo do rei Charles III merecia ser detido, enquanto outros afirmaram que isso transmitia a mensagem correta de que a família real não está acima da lei.
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Andrew Mountbatten-Windsor, como é agora conhecido, foi detido sob suspeita de má conduta enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. A polícia também realizou buscas em duas de suas propriedades, após revelações em documentos americanos recentemente divulgados de que relatórios potencialmente confidenciais foram compartilhados com Epstein.
Após anos de relatos e acusações sobre as atividades de Andrew com Epstein, a alegria maliciosa nas ruas britânicas foi destacada pela advogada Emma Carter. A mulher de 55 anos, natural de Essex, a leste de Londres, sorriu ao dizer que Andrew “merece” ser preso. “Ele tem se escondido atrás de seus privilégios e da popularidade da rainha por muitos anos.”
“Ele deveria ter sido preso há muito tempo, francamente. Ele simplesmente abusou completamente da sua posição”, disse ela à AFP.
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Maggie Yeo, de 59 anos, também recebeu a notícia com um sorriso. “Eu pensava que eles [a família real] eram intocáveis. É bom saber que eles não estão acima da Justiça”, disse ela à AFP. “Pelo menos a justiça britânica está funcionando.” Yeo disse que sentia pena de Charles, que insistiu que a polícia deveria ter permissão para realizar a investigação. “Ele está sofrendo de câncer. Provavelmente não estava totalmente ciente do passado do irmão.”
Jennifer Tiso, uma analista de dados de 39 anos, também considerou positiva a mensagem transmitida pela prisão. “É bom que ele esteja pagando pelo que fez. E não acho que só porque você é parente da família real, você deva estar acima da lei ou receber um tratamento diferente das pessoas comuns”, disse Tiso. “Acho que chegou a hora. Já aconteceu antes com estrelas do rock, superestrelas, e agora está chegando a lugares de maior poder, como a família real.”
Andrew sempre negou qualquer irregularidade, mesmo tendo concordado em pagar uma quantia multimilionária para encerrar um processo movido por Virginia Giuffre, que o acusou de abuso, sem admitir qualquer responsabilidade.
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Muitos britânicos pareciam acreditar que a família real era intocável. Uma pesquisa de opinião do instituto YouGov, divulgada na segunda-feira, indicou que 62% dos britânicos acreditam ser improvável que Andrew seja acusado. A notoriedade de Andrew, após anos de relatos sobre suas festas com Epstein, que tirou a própria vida na prisão em 2019, foi comprovada pelas reações do público.
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Carlos Jasso/AFP
Kevin, um aposentado de 66 anos da cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, que só revelou seu primeiro nome, disse que Andrew, filho da falecida rainha Elizabeth II, “não era inteligente” e era “arrogante”.
“Não sou contra a família real, mas ele não dá o exemplo certo. Ele era o favorito da rainha. Ela gostava de protegê-lo.”
A prisão foi importante, disse ele, pois o caso “envolve negócios, contratos, dinheiro e relações com estados estrangeiros”. A prisão de Andrew em sua nova residência na propriedade de Sandringham do rei permanece restrita ao seu papel como enviado comercial entre 2001 e 2011, quando foi forçado a renunciar devido às suas ligações com Epstein.
As acusações de que Epstein pode ter organizado encontros sexuais para o ex-príncipe e outras pessoas na Grã-Bretanha ainda estão sendo avaliadas pela polícia britânica. A advogada Emma Carter ainda afirmou que a prisão foi “a coisa certa a fazer para as vítimas” dos abusos sexuais de Epstein.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou o Irã nesta quinta-feira a chegar a um “acordo significativo” com os Estados Unidos ou “coisas ruins acontecerão”, enquanto um grande destacamento militar americano no Oriente Médio ganha forma. Ele alertou ainda que Washington “pode ​​ter que ir um passo além” se nenhum acordo for alcançado, acrescentando que uma decisão pode ocorrer “nos próximos 10 dias”.
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— Ao longo dos anos, ficou claro que chegar a um acordo significativo com o Irã não é fácil. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão — declarou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, sua iniciativa para garantir a estabilidade em Gaza.
As Forças Armadas dos Estados Unidos já estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito iminente. A movimentação ocorre em meio ao reforço militar de Washington no Oriente Médio e a alertas internacionais de que a possibilidade de uma escalada é real, embora autoridades próximas ao presidente americano tenham relatado que o republicano ainda não tomou uma decisão final sobre prosseguir ou não com uma ofensiva.
No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Israel e os Estados Unidos querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos.
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Nesta quinta-feira, Teerã reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear, ao mesmo tempo em que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, sinalizou que a janela diplomática do Irã está se fechando.
— Não há muito tempo, mas estamos trabalhando em algo concreto — disse Grossi à Bloomberg, referindo-se a seis horas de reuniões realizadas no início da semana, em Genebra, com diplomatas iranianos. — Há algumas soluções que a AIEA propôs.
A segunda rodada de negociações sobre um novo acordo nuclear, realizada em Genebra na terça-feira, no entanto, terminou sem avanços reais. Autoridades iranianas tentaram adotar um tom otimista após as conversas, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionando “bons progressos”. Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “houve algum progresso”, mas que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. Segundo avaliações de segurança israelenses, apesar das declarações públicas, divergências significativas permanecem.
— O presidente sempre deixou muito claro que, em relação ao Irã ou a qualquer outro país do mundo, a diplomacia é sempre sua primeira opção, e o Irã seria muito sábio em fazer um acordo com o presidente Trump e com este governo — disse Leavitt na quarta-feira. — Acredito que os iranianos devem nos apresentar mais detalhes nas próximas semanas, e o presidente continuará acompanhando como isso evolui. Ele está sempre pensando no que é melhor para os EUA, (…) e é assim que toma decisões em relação à ação militar.
De acordo com o site americano de notícias Axios, Trump reuniu-se na quarta-feira com os dois assessores que lideram as negociações indiretas com o Irã: Steve Witkoff, incorporador imobiliário que se tornou enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Fontes americanas disseram ao veículo que as conversas em Genebra foram “irrelevantes” e que o Pentágono estava se preparando para uma ofensiva conjunta com Israel que poderia durar semanas. As mesmas fontes acrescentaram que Teerã tem até o fim de fevereiro para oferecer concessões em seu programa nuclear.
Pressão militar
Enquanto manteve o diálogo, o governo americano enviou um amplo conjunto adicional de armamentos ao Oriente Médio, incluindo mais navios de guerra, sistemas de defesa aérea e submarinos, além de dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra já estão na região, e um segundo porta-aviões, o USS Gerald Ford, está a caminho. Há, ainda, ao menos três navios de combate litorâneo, um destróier com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois contratorpedeiros com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz.
Altas autoridades iranianas têm advertido repetidamente, nos últimos anos, que bloquearão militarmente o estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo — caso o país seja atacado. A mídia estatal iraniana informou na terça que partes do estreito seriam fechadas por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizava exercícios militares na área.
Em atualização.

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