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A polícia britânica informou nesta quinta-feira que o ex-príncipe Andrew foi colocado em liberdade “sob investigação” após ter sido detido ao longo do dia por suspeita de má conduta no exercício de função pública quando atuou como representante comercial, um desdobramento do caso Epstein. Andrew Mountbatten-Windsor foi visto deixando uma delegacia de polícia de Aylsham, de carro, após quase 12 horas de interrogatório pelas autoridades em Norfolk. A detenção, sem precedentes na história da família real, coincidiu com o 66º aniversário de Andrew.
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“Podemos confirmar que nossos procedimentos em Norfolk foram concluídos”, afirmou a polícia local de Thames Valley em comunicado que parece fazer referência à residência do ex-príncipe em uma propriedade pertencente ao rei Charles III, em Sandringham.
Pouco antes das 19h30 (horário local), uma emissora britânica divulgou uma imagem do ex-príncipe deixando a delegacia no condado de Norfolk no banco traseiro de um automóvel.
A prisão destaca o notável contraste nas respostas oficiais às 3 milhões de páginas de correspondências de Epstein, divulgadas pelo Departamento de Justiça americano no fim de janeiro. Enquanto as autoridades britânicas atuam agressivamente para investigar a possibilidade de crimes relacionados aos arquivos, os EUA nada fizeram. Também desfere um forte golpe na monarquia britânica e representa uma escalada da antiga crise enfrentada pelo Palácio de Buckingham sobre os laços do ex-príncipe com Epstein e as alegações de abuso sexual de mulheres jovens.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedentes no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
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Minas terrestres
— O problema da monarquia aqui são as várias incógnitas dentro desta situação, que continuarão a estimular o interesse da mídia e do público — disse ao New York Times Ed Owens, historiador da realeza e especialista na família real britânica. — Essas incógnitas são como minas terrestres que podem potencialmente causar enormes problemas à instituição.
Ao contrário de crises anteriores, não há um manual de instruções, disse Owens. Após a morte da princesa Diana, ex-esposa do rei, havia um funeral para planejar e formalidades a serem organizadas, aponta ele. Mesmo após a abdicação do rei Eduardo VIII em 1936, seu irmão estava à espera para assumir o trono.
Mas simplesmente não existe um plano para reagir à prisão de um parente próximo do rei que, até recentemente, desempenhava um papel importante na família real e que potencialmente pode ser acusado e levado a julgamento. E, se vierem à tona revelações de que a família protegeu Andrew, isso poderia ser devastador, dizem os especialistas.
‘Lei deve seguir curso’
Em uma declaração, o rei Charles III confirmou a prisão do irmão e afirmou que apoiava um “processo completo, justo e adequado” na investigação, acrescentando que apoiava as autoridades envolvidas.
“Nisso, como já disse antes, elas têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação”, declarou. “Deixe-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso”, acrescentou.
Embora os laços de Andrew com Epstein sejam conhecidos há anos, sua prisão marca o início de um novo capítulo de sua desgraça pública. No ano passado, o ex-príncipe, que sempre negou qualquer irregularidade, foi destituído de seus títulos reais e expulso do Royal Lodge, sua extensa residência em Windsor.
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Um porta-voz disse que o Palácio de Buckingham não foi informado previamente da prisão na manhã desta quinta-feira, quando policiais foram vistos na propriedade de Sandringham, um retiro campestre privado de 8.093 hectares pertencente ao rei Charles III e à rainha Camilla em Norfolk, Inglaterra, onde o Mountbatten-Windsor reside. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, enquanto outras utilizaram a entrada traseira. Segundo um comunicado da polícia, houve operações de busca também em Berkshire.
“Como parte da investigação, hoje prendemos um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta no exercício de um cargo público”, afirmou a polícia em um comunicado, que não revela o nome do suspeito, como é habitual no Reino Unido.
Informações confidenciais
O conjunto de documentos divulgado em 30 de janeiro inclui diversos e-mails sugerindo que Andrew pode ter compartilhado documentos confidenciais. Segundo um e-mail enviado ao financista e agressor sexual americano, com data de 24 de dezembro de 2010, o ex-príncipe teria encaminhado “um relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão. Também há correspondências sugerindo que, no mesmo ano, Andrew enviou ao financista relatórios sobre viagens de trabalho à China, Cingapura e Vietnã.
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Os documentos se somam às acusações de agressão sexual apresentadas contra o ex-príncipe por Virginia Giuffre, vítima de Epstein que cometeu suicídio em 2025. Giuffre afirmou que o financista a traficou para Andrew por volta de 2001, quando ela era adolescente, e que ele a estuprou diversas vezes. Em 2022, o ex-príncipe pagou a Giuffre uma quantia não divulgada para encerrar um processo em um tribunal de Nova York, no qual ela alegava ter sido estuprada e abusada sexualmente por ele quando tinha 17 anos. Andrew não admitiu nenhuma das acusações de Giuffre ao anunciar o acordo e negou qualquer irregularidade em relação à sua amizade com Epstein.
Uma segunda mulher afirmou posteriormente, por meio de seu advogado, que Epstein a enviou à Inglaterra em 2010 para manter relações sexuais com o filho da rainha Elizabeth II. Outro advogado americano revelou que uma de suas clientes relatou que Epstein e o ex-príncipe a obrigaram a manter relações sexuais durante uma festa na Flórida em 2006.
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Os arquivos de Epstein implicaram vários outros membros da elite britânica. A polícia está investigando se Peter Mandelson, um operador político britânico de longa data que atuou como embaixador nos Estados Unidos, cometeu “má conduta em cargo público” ao compartilhar documentos governamentais confidenciais com Epstein. Ele nega qualquer delito criminal. Os arquivos mais recentes também revelaram que Sarah Ferguson, ex-esposa de Mountbatten-Windsor e ex-duquesa de York, manteve uma longa e pessoal correspondência com Epstein muito tempo depois de o financista ter sido condenado por aliciamento de prostituição em 2008.
Nota da polícia na íntegra sobre a prisão do ex-príncipe
“Como parte da investigação, hoje (19/2) prendemos um homem na casa dos sessenta anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público, e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk.
O homem permanece sob custódia policial neste momento.
Não divulgaremos o nome do homem preso, conforme as diretrizes nacionais. Lembre-se também de que este caso está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright disse: ‘Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público. É importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração. Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.’”
Com AFP e The New York Times
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O pescador Steven “Mattas” Mattaboni, de 38 anos, morreu, no sábado (17), após ser atacado por um tubarão-branco de cerca de 4,8 metros na Ilha Rottnest, destino turístico popular próximo a Perth, no oeste da Austrália. Pai de duas filhas pequenas, de dois anos e quatro meses, ele participava de uma pescaria submarina com amigos quando foi mordido na perna, por volta das 10h da manhã.
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Segundo a polícia local, os amigos presenciaram o ataque e retiraram Steven da água imediatamente. Eles iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar ainda no barco e seguiram em alta velocidade até o cais de Geordie Bay, onde equipes de paramédicos e um helicóptero de resgate já aguardavam. Apesar da mobilização, ele não resistiu.
— Seus amigos testemunharam o evento horrível. Eles retiraram o corpo da água, fizeram massagem cardíaca no caminho de volta e foram direto para o cais de Geordie Bay — afirmou o sargento Michael Wear, responsável pela Ilha Rottnest.
Ele acrescentou que o grupo era formado por pescadores experientes e destacou a atuação conjunta das equipes de emergência.
— Foi um esforço conjunto de todas as agências para envolver todos da melhor maneira possível para a vítima — disse.
Homenagens e alerta nas praias
Em uma homenagem comovente, a esposa de Steven, Shirlene, descreveu o marido como um homem generoso, leal e profundamente ligado ao mar.
— Nossos corações estão irremediavelmente partidos pela perda de Steven, carinhosamente conhecido por seus amigos como “Mattas”. Um ávido pescador e pescador submarino, que vivia e respirava o oceano, ele estava sempre em sintonia com o mar — escreveu.
Ela também destacou o papel dele como pai e companheiro.
— Ele era extremamente leal, infinitamente generoso e o tipo de homem que daria a própria camisa para te ajudar. O mundo perdeu um cavalheiro verdadeiramente único, e nossas filhas perderam um pai incrível muito cedo.
Steven também era conhecido no esporte local por atuar competitivamente pelo Kingsley Football Club, equipe campeã da liga de futebol australiano. Em nota, o clube lamentou a morte e afirmou que ele era “uma das pessoas mais genuínas” da comunidade.
A Surf Life Saving WA informou que um tubarão-branco de 4,8 metros foi avistado a cerca de 80 metros da costa no mesmo horário do ataque. Já o Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional (DPIRD) recomendou cautela redobrada nas áreas de Horseshoe Reef e Marjorie Bay, além de manter uma embarcação de patrulha monitorando a região.
O caso ocorre em meio a uma sequência de ataques de tubarão na costa australiana em 2026. Em janeiro, quatro pessoas foram mordidas em ataques registrados em apenas 48 horas perto de Sydney. Entre as vítimas estava Nico Antic, de 12 anos, que morreu uma semana após ser atacado por um suposto tubarão-touro.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nesta segunda-feira ter respondido à última proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio em definitivo, um dia após o presidente americano, Donald Trump, voltar a ameaçar a “aniquilar” o país em caso de demora para um acordo. O movimento diplomático ocorre no mesmo dia em que o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano apresentou a criação de um novo órgão para gerenciar o tráfego naval no Estreito de Ormuz, que Teerã pretende reabrir com a cobrança de taxas de travessia a navios estrangeiros.
*Matéria em atualização
Mergulhadores de elite iniciaram, nesta segunda-feira (18), uma operação de alto risco para resgatar quatro turistas italianos desaparecidos em uma caverna submersa nas Maldivas, em uma missão marcada pelo mau tempo, pela morte de um socorrista e pelo temor de que tubarões ataquem os corpos antes da chegada das equipes. A ação dá continuidade às buscas iniciadas após o desaparecimento do grupo na quinta-feira (14), durante uma expedição universitária de mergulho.
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Os finlandeses Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist chegaram ao arquipélago no domingo (17) e começaram os trabalhos nesta segunda-feira no complexo de cavernas de Alimatha, próximo ao Atol de Vaavu. A equipe foi mobilizada pela DAN Europe, organização especializada em segurança no mergulho, e tem capacidade para alcançar profundidades de até 150 metros, o que amplia as chances de acesso à chamada Thinwana Kandu, conhecida como “Caverna dos Tubarões”, onde os desaparecidos teriam ficado presos.
Até agora, apenas um dos cinco mergulhadores italianos foi localizado. O corpo do biólogo marinho Federico Gualtieri foi encontrado a cerca de 60 metros de profundidade dentro da estrutura da caverna. Segundo as autoridades locais, há indícios de que os outros quatro também estejam no mesmo local.
— O corpo foi recuperado a cerca de 60 metros de profundidade, dentro de uma estrutura de caverna. Supõe-se que os demais mergulhadores também estejam dentro desta caverna, que tem cerca de 60 metros de comprimento — informaram as autoridades das Maldivas.
Operação cercada de riscos
O grupo participava de uma viagem de pesquisa universitária liderada pela bióloga marinha Monica Montefalcone e pelo capitão Gianluca Benedetti. Também estavam na expedição a filha de Monica, Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o próprio Gualtieri. Outros 20 turistas que estavam no iate Duke of York já retornaram à Itália.
A gravidade da operação aumentou no sábado, quando o sargento-mor Mohamed Mahudhee, mergulhador militar das Maldivas, morreu após sofrer doença descompressiva durante os trabalhos de resgate. A morte elevou para seis o número total de vítimas ligadas ao caso e levou à suspensão temporária das buscas por causa das condições adversas no mar.
Além disso, surgiram questionamentos sobre possíveis irregularidades na expedição. O iate de onde partiu o grupo não tinha autorização para mergulhos superiores a 30 metros de profundidade, enquanto a entrada da caverna estaria entre 55 e 58 metros, chegando a até 100 metros em alguns trechos.
— Todos sabem que as regras foram quebradas; eles nem sequer tinham autorização para realizar pesquisas nessas profundidades — afirmou Shafraz Naeem, ex-mergulhador militar e veterano das Forças de Defesa Nacionais das Maldivas. — Até mesmo os mergulhadores mais experientes podem enfrentar desafios consideráveis em tais ambientes.
Laura Marroni, CEO da DAN Europe, afirmou ao jornal La Stampa que a prioridade agora é recuperar os corpos.
— Vamos trazê-los de volta. Não podemos deixá-los à mercê dos tubarões. Precisamos de especialistas aqui — declarou.
Três turistas ficaram feridos, neste domingo (17), após o desabamento da cornija decorativa de um prédio sobre a mesa de um café na Plaça Nova, em Ciutadella, no extremo oeste da ilha de Menorca, na Espanha. As vítimas, um britânico de 65 anos e duas cidadãs gregas, de 37 e 38 anos, estavam tomando café da manhã no terraço do estabelecimento quando parte da estrutura cedeu repentinamente.
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Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, o acidente ocorreu pouco antes das 11h da manhã. Equipes de emergência prestaram os primeiros socorros ainda no local antes de encaminhar os feridos ao Hospital Juaneda, nas proximidades. Duas das vítimas sofreram ferimentos na cabeça e fraturas ósseas. Até o momento, não há atualização oficial sobre o estado de saúde delas.
A polícia isolou rapidamente a área para impedir a circulação de pedestres, enquanto bombeiros iniciaram o trabalho de contenção da fachada remanescente do edifício. Parte dos destroços permaneceu espalhada pela praça durante a operação, e uma investigação foi aberta para apurar as causas do desabamento.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (18) a Câmara Municipal de Ciutadella confirmou a ocorrência.
“Ontem de manhã, às 11h, o serviço de emergência 112 recebeu um alerta relatando o desabamento de parte da cornija de um prédio localizado na Plaça Nova”, informou a prefeitura.
O texto acrescenta que “três pessoas que estavam no terraço de um estabelecimento ficaram feridas e foram transferidas para o Hospital Juaneda em estado incerto” e destacou a rapidez da resposta das equipes de resgate.
“Em menos de um minuto, várias unidades da polícia local que já estavam na área, na Praça da Catedral e na Praça Born, chegaram ao local. O conselho expressa seu total apoio e votos de rápida recuperação aos feridos e suas famílias”, diz a nota.
O episódio ocorre em meio a uma sequência de acidentes semelhantes em áreas turísticas da Espanha. Em abril, o teto do hotel três estrelas Poseidon Palace, em Benidorm, desabou sobre cerca de 60 hóspedes que jantavam no restaurante, deixando cinco turistas hospitalizados. Dias depois, no Hotel Rey Don Jaime, em Santa Ponsa, em Maiorca, duas pessoas ficaram feridas após o piso ceder durante o jantar, levando à evacuação de mais de 150 pessoas.
Um tigre adulto escapou de um recinto privado em Schkeuditz, nos arredores de Leipzig, na Alemanha, atacou um homem de 73 anos e acabou sendo abatido a tiros pela polícia após uma operação de emergência que mobilizou dezenas de agentes armados. O idoso, identificado como um voluntário autorizado a estar no local, ficou ferido e foi levado às pressas para um hospital, neste domingo (17).
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Segundo a polícia local, o ataque aconteceu por volta das 13h, quando a vítima estava dentro do recinto ajudando no manejo do animal. O tigre se voltou contra o homem e, em seguida, conseguiu fugir da área, percorrendo cerca de 300 metros em direção a um complexo de jardins comunitários próximo ao parque industrial onde os felinos eram mantido
— O tigre saiu de seu recinto. Ele foi encontrado por policiais perto de um jardim — afirmou uma porta-voz da corporação.
O felino foi localizado em uma área cercada dentro do complexo de jardins, onde acabou morto após os agentes dispararem com armas longas para conter a ameaça. Todo o episódio durou menos de 30 minutos, mas gerou pânico entre moradores e frequentadores da região.
— O tigre foi morto a tiros na área ajardinada do complexo — informou outro porta-voz da polícia.
As autoridades afirmaram que nenhum outro animal escapou e que não havia mais risco à população. Ainda assim, drones foram utilizados para sobrevoar a região e verificar se outros bichos, incluindo cavalos mantidos nas proximidades, haviam sido atingidos. Até o momento, não há registro de novos feridos.
Críticas antigas e investigação
O animal pertencia à treinadora Carmen Zander, conhecida como “Rainha dos Tigres”, que mantém cerca de dez tigres em um complexo industrial e já vinha sendo alvo de críticas por supostas condições inadequadas de confinamento. Desde 2022, ela está proibida de exibir os animais comercialmente e enfrenta cobranças para ampliar os recintos e adequá-los a padrões semelhantes aos de zoológicos.
Neste ano, inclusive, seis filhotes nasceram no local, descritos por Zander como “acidentes”. Ela já havia afirmado que mantinha os animais por necessidade financeira, alegando gastos mensais de cerca de 4.500 euros apenas com alimentação.
A organização de defesa animal PETA voltou a criticar a situação após o ataque.
— Isso não é amor pelos animais, é exploração — declarou a bióloga Yvonne Würz.
O prefeito de Schkeuditz, Rayk Bergner, cobrou medidas imediatas e defendeu a retirada dos felinos.
— Os tigres têm que ir embora. Com três pontos de exclamação. Uma solução é urgentemente necessária; as autoridades precisam esclarecer isso — disse.
A polícia agora investiga como o animal conseguiu escapar e não descarta a abertura de um processo criminal. Autoridades locais também avaliam o futuro dos demais tigres mantidos no local.
A Torre Inclinada de Pisa é um dos monumentos mais emblemáticos da Itália . Não é a única estrutura inclinada para um lado: das Casas Dançantes da Holanda ao Pagode da Colina do Tigre na China, existem monumentos tortos em todo o mundo. Mas por que elas se inclinam? E por que isso não significa necessariamente que vão cair?
Por que alguns edifícios se inclinam?
Existem vários motivos que explicam por que as estruturas se inclinam para um lado, de acordo com Mandy Korff, professora associada de práticas geotécnicas na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda.
Em alguns casos, como as icônicas Casas Dançantes da Holanda , isso se deve ao tipo de fundação utilizada em sua construção. “No centro de Amsterdã, a maioria das casas é construída sobre estacas de madeira”, afirma Korff.
Ele explica que as estacas são instaladas aos pares sob as paredes e fachadas dos edifícios. Elas são cravadas a 12 metros de profundidade no solo, que é composto de argila mole, turfa ou areia.
“Se estiverem assim e as estacas forem mantidas em boas condições, nada acontecerá às casas”, diz ele. Mas acrescenta que, se começarem a degradar-se ou apodrecer, podem surgir fissuras, e a deterioração irregular ou uma distribuição desequilibrada do peso podem fazer com que os edifícios se inclinem com o tempo.
Torre de Pisa, na Itália
GERVASIO RUIZ por Pixabay
O caso Pisa
As condições do solo também podem fazer com que os edifícios se inclinem para um lado , como é o caso da icônica Torre Inclinada de Pisa.
Nunziante Squeglia, professor de mecânica dos solos e fundações da Universidade de Pisa, faz parte de uma equipe que monitora a inclinação da torre.
“A torre começou a inclinar-se desde o início da sua construção porque o solo é extremamente mole . [Afundou] entre 3 e 4 metros”, disse Sgueglia ao programa de rádio Witness History da BBC. Os edifícios também podem inclinar-se devido a alterações no solo causadas pela ação humana.
Por exemplo, a torre da Oude Kerk, ou Igreja Velha, em Delft . “É muito menos conhecida, [mas] inclina-se de forma muito semelhante à Torre de Pisa “, observou Korff. “Inclina-se em direção ao canal porque o solo de um lado foi escavado para a sua construção, e ali é mais macio. Portanto, há menos pressão para mantê-la ereta, e quando a construíram, começou a inclinar-se.”
Alterações no nível das águas subterrâneas também podem causar a inclinação de um edifício . Korff alertou que, às vezes, os edifícios são inclinados propositalmente.
“Muitas casas em Amsterdã são construídas inclinadas para a frente porque era assim que as casas dos comerciantes eram construídas antigamente”, explicou ele. “Elas eram frequentemente construídas ao longo dos canais para armazenamento. Eram construídas inclinadas para a frente para facilitar a movimentação de mercadorias dentro da casa”, acrescentou.
Ele esclareceu: “ Se eles se inclinarem para a frente, não significa que haja um problema. Mas quando se inclinam para o lado, você sabe com certeza que essa não era a intenção .”
Corrija a inclinação
Por que não nos preocupamos mais com essas estruturas inclinadas? Segundo Korff, um prédio inclinado não significa necessariamente que ele não seja estruturalmente sólido .
“Para ser estruturalmente instável, a estrutura precisa estar bastante inclinada”, afirma. Mas, às vezes, as inclinações precisam ser corrigidas, como foi o caso da Torre de Pisa.
Embora a torre tenha começado a inclinar-se muito cedo, as medições mostraram que a situação piorou no século XX, com um aumento constante da inclinação .
“A situação era muito preocupante”, recorda Squeglia. E então, em 1989, a Torre Cívica da cidade italiana de Pavia desabou. Segundo Squeglia, esse foi o “gatilho”, e a Torre Inclinada de Pisa foi fechada um ano depois .
Havia muitas ideias sobre como endireitar ligeiramente a Torre Inclinada de Pisa para torná-la segura novamente. “A técnica escolhida foi a remoção de terra”, explica Squeglia. ” Sem tocar na torre, 37 metros cúbicos de terra foram removidos do lado norte das fundações .” E a torre foi reaberta 11 anos depois .
Um caso ‘especial’
Mas, segundo Korff, esse método para endireitar um edifício não é comum. “É algo muito específico de Pisa; não seria feito dessa forma em circunstâncias normais.”
Se um edifício inclinado tiver estacas de madeira, como as casas em Amsterdã, a substituição das fundações pode impedir que a inclinação piore, mas é um procedimento “invasivo” que envolve a remoção do piso térreo .
Também é possível corrigir uma inclinação levantando a casa com macacos hidráulicos , tal como se faz com um carro, salienta Korff, mas por vezes isso pode causar mais danos do que benefícios.
“ Se estiver muito inclinada, também é perigoso endireitá-la, porque a casa se adaptou à inclinação até certo ponto ”, diz ele. “É preciso ter muito cuidado, pelo menos para evitar piorar a situação.”
Embora alguns edifícios possam ser estabilizados, também existem desvantagens. “É possível fazer todo tipo de coisa com edifícios, tudo é possível”, destaca Korff. “Mas custa muito dinheiro e é complicado.”
O impacto das mudanças climáticas
A pesquisa de Korff revela que, somente na Holanda, cerca de 75.000 casas construídas sobre palafitas de madeira correm o risco de sofrer danos, e quase o triplo desse número está ameaçado devido a fundações rasas. E esses problemas podem piorar.
“Com as mudanças climáticas e as transformações nas águas subterrâneas, às vezes observamos mudanças mais rápidas”, diz Korff.
Se o nível do lençol freático baixar, as estacas de madeira ficam expostas ao ar, o que pode acelerar os danos. Alterações no lençol freático também podem afetar as camadas do solo, criando um efeito dominó em casas com diferentes tipos de fundações.
No entanto, ele acrescentou que é um processo lento . Quanto à Torre de Pisa, sua inclinação foi reduzida em mais de 40 centímetros após 11 anos de obras, concluídas em 2001.
Os engenheiros acreditam que seu futuro está garantido por pelo menos os próximos 200 anos.
O grupo de mineração Anglo American anunciou nesta segunda-feira que concordou em vender suas minas de carvão australianas para a siderurgia ao grupo britânico Dhilmar por até US$ 3,88 bilhões, após o fracasso de uma negociação anterior.
A empresa, que está passando por uma fusão bilionária com a canadense Teck Resources, planeja usar os recursos da venda para reduzir sua dívida. O grupo americano Peabody Energy desistiu de um acordo de US$ 3,8 bilhões no ano passado para comprar a unidade de carvão metalúrgico da Anglo American.
O tremor atingiu a cidade de Liuzhou, em Guangxi, informou a agência de notícias oficial Xinhua, acrescentando que uma pessoa ainda está desaparecida. A emissora estatal CCTV identificou as vítimas fatais como um casal, um homem de 63 anos e uma mulher de 53 anos, e informou que as operações de busca e resgate continuavam para encontrar a pessoa desaparecida.
As autoridades evacuaram mais de 7 mil pessoas da área, acrescentou a emissora. Vídeos transmitidos pela CCTV mostraram pessoas fugindo de prédios altos e montes de escombros ao lado de casas destruídas.
Terremotos são relativamente frequentes na China. Em janeiro do ano passado, um terremoto devastador na remota região do Tibete matou pelo menos 126 pessoas e danificou milhares de edifícios.
Ao chegar ao campo no norte do México onde procura pelos restos mortais do filho, Cecilia Flores, de 53 anos, beija uma grande faixa com o rosto dele estampado. Em letras grandes, lê-se: “Sua mãe está lutando porque te ama”. Em uma manhã de abril sob sol intenso, ela liderava uma equipe formada por outras mães, além de arqueólogos e criminologistas, em busca de vestígios de pessoas desaparecidas. Uma escavadeira abria valas de cerca de 1,2 metro de profundidade e até 55 metros de extensão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Enquanto eventos como furacões, grandes secas e calor extremo dominam as manchetes, um efeito silencioso da crise climática avança pelo mundo, de forma desigual. Além dos impactos mais conhecidos do aquecimento global, o aumento do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera também tem reduzido significativamente a qualidade nutricional de alimentos básicos, um cenário que afeta com mais força populações vulneráveis e contribui para o avanço da chamada “fome oculta” — quando não se consomem nutrientes suficientes para se manter saudável. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas (ou uma em cada três) já sofram desse problema, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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