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A Justiça da Venezuela concedeu, na noite de sexta-feira, liberdade a 379 presos políticos, um dia após a aprovação de uma histórica lei de anistia. O anúncio foi feito pelo parlamentar responsável por acompanhar a aplicação do texto, impulsionado pelo governo interino instaurado após a derrubada de Nicolás Maduro.
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Horas antes, a presidente interina, Delcy Rodríguez, havia defendido, em discurso na emissora estatal, que o instrumento representa um passo na construção de “uma Venezuela mais democrática, mais justa, mais livre”.
As 379 pessoas anistiadas “devem ser libertadas (…) entre a noite de hoje e a manhã de amanhã (sábado)”, afirmou, em entrevista televisiva, o deputado Jorge Arreaza, que lidera a comissão legislativa responsável pela redação da lei e acompanha sua implementação.
Embora o governo de Rodríguez tenha concedido liberdade condicional a 448 opositores após a captura de Nicolás Maduro, em uma incursão americana no início de janeiro, ainda restavam quase 650 presos políticos encarcerados antes dessa nova leva, segundo a ONG Foro Penal.
Especialistas questionam o alcance da norma, proposta por Rodríguez e aprovada por consenso na noite de quinta-feira pelo Parlamento. Avaliam que centenas de detidos, entre eles militares acusados de atividades “terroristas”, podem ficar de fora do benefício.
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“Muitos de nós estamos conscientes de que a lei de anistia não contempla nossos familiares”, afirmou à AFP Hiowanka Ávila, de 39 anos. Seu irmão, Henryberth Rivas, de 30, foi detido em 2018 sob acusação de participar de uma tentativa de magnicídio com drones contra Maduro.
O ministro da Defesa, general-em-chefe Vladimir Padrino, declarou em comunicado que a lei “deve ser interpretada como um sinal de maturidade e fortaleza política, ao representar um passo transcendental para alcançar a estabilidade da nação”.
A Força Armada, pilar da chamada Revolução Bolivariana, jurou “lealdade e subordinação” a Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, que assumiu o poder de forma temporária após sua derrubada.
“Foi um ato de grandeza”, afirmou a mandatária interina ao promulgar a lei, na noite de quinta-feira. “É preciso saber pedir perdão e também saber receber perdão”, acrescentou.
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‘Fatos, não palavras’
Narwin Gil, familiar de um preso mantido nas celas da Polícia Nacional em Caracas, conhecidas como Zona 7, demonstrou impaciência com a demora nas liberações. “Precisamos de fatos, não palavras”, afirmou.
Ela permanecia deitada em um leito improvisado diante do presídio. Uma dezena de mulheres iniciou no local, em 14 de fevereiro, uma greve de fome que se encerrou com a aprovação da anistia.
Gil foi a última a suspender o protesto. “Estamos esperando por esses fatos, e que seja o mais rápido possível, porque precisamos ir para nossas casas”, declarou.
Desde 8 de janeiro, familiares mantêm vigília em frente às prisões venezuelanas, quando o governo anunciou um processo de libertações que avança lentamente.
“A anistia não é automática”, esclareceu o diretor do Foro Penal, Alfredo Romero, em entrevista coletiva. Ele criticou a exigência de solicitação formal do benefício aos tribunais, um dos pontos mais controversos do projeto que gerou divergências no Parlamento.
A proposta passou por consulta pública com juristas e familiares de presos políticos, além de negociações com a pequena bancada opositora na Assembleia Nacional.
Para Ali Daniels, diretor da ONG Acceso a la Justicia, “o balanço da lei é negativo”, pois exclui diversos detidos. Ele apontou “graves deficiências estruturais” no texto.
‘Liberdade plena’
“Com nossa gente, com o povo de Maracaibo na Basílica”, escreveu nesta sexta-feira, na rede X, o dirigente opositor Juan Pablo Guanipa, ao divulgar um vídeo em que apoiadores o recebem com aplausos nas ruas da segunda maior cidade do país.
Guanipa é aliado da vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado. Ele esteve preso por nove meses sob acusação de conspiração e, após poucas horas em liberdade, foi novamente detido em 8 de fevereiro, acusado de violar as condições impostas pela Justiça.
Desde então, cumpria prisão domiciliar. Nesta sexta-feira, passou a estar em “liberdade plena”.
A anistia integra a agenda de Rodríguez, que inclui ainda maior abertura do setor petrolífero e a tentativa de reaproximação com os Estados Unidos, com quem a Venezuela rompeu relações diplomáticas em 2019.
Na sexta-feira, a Espanha anunciou que pedirá à União Europeia a suspensão das sanções contra Rodríguez, em resposta às medidas adotadas pelo governo interino.
Rodríguez governa sob pressão de Washington, que afirma liderar a Venezuela no período pós-Maduro.
Na quarta-feira, o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, reuniu-se em Caracas com Rodríguez, Padrino e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, que por anos adotaram discurso anti-imperialista.
O Parlamento do Reino Unido analisa um projeto que cria um novo crime para punir integrantes do alto escalão do governo que enganem deliberadamente a população. Batizada de “Lei de Hillsborough”, a proposta prevê até dois anos de prisão para ministros — inclusive o primeiro-ministro — que cometam o delito de “enganar o público” de forma considerada “seriamente imprópria”.
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O texto é chamado de “Lei de Hillsborough” por ter sido concebido após uma campanha de décadas das famílias das vítimas da tragédia de Desastre de Hillsborough, ocorrida em 1989, quando 97 torcedores do Liverpool FC morreram em um estádio de futebol em Sheffield, na região central do Reino Unido. O caso ficou marcado pela tentativa de encobrir falhas policiais e na culpabilização do público, o que alimentou a demanda por maior transparência e responsabilização de autoridades públicas.
Memorial construído pelo Liverpool em homenagem às 97 vítimas da tragédia de Hillsborough
Divulgação: liverpoolfc.com
A proposta — oficialmente denominada Public Office Accountability Bill — estabelece uma nova infração autônoma de “enganar o público”, com pena máxima de dois anos de prisão. A medida se aplicaria a chefes de departamentos governamentais, servidores civis e funcionários públicos, como policiais e profissionais do sistema público de saúde (NHS), caso deliberadamente induzam a sociedade ao erro de maneira considerada grave.
Atualmente, deputados e membros da Câmara dos Lordes estão isentos do alcance direto da nova tipificação penal, mas parte dos parlamentares defende que a regra seja ampliada. O deputado trabalhista Neil Duncan-Jordan afirmou à Sky News: “Os deputados não devem estar acima da lei. Os políticos têm uma reputação tão baixa perante o público, e isso precisa mudar”.
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Mais de 30 parlamentares apoiam uma emenda apresentada pelo também trabalhista Luke Myer para estender o alcance da norma a todos os integrantes das duas Casas do Parlamento. Segundo relatos, Myer vem negociando apoio junto a ministros e colegas antes do retorno do projeto à Câmara dos Comuns para nova fase de tramitação.
Um integrante do Partido Trabalhista descreveu a iniciativa como “perus votando a favor do Natal”, enquanto a deputada independente Rosie Duffield, que deixou a legenda em 2024, disse que apoiar a emenda deveria ser “uma decisão óbvia”. Para ela, a confiança pública está em um “nível mais baixo de todos os tempos”, e a nova infração pode impedir que ministros mintam ou omitam informações sobre vínculos com determinadas pessoas ou empresas.
A tramitação do projeto sofreu atraso no mês passado após divergências entre o governo e famílias das vítimas de Hillsborough sobre a aplicação da lei aos serviços de segurança. O deputado de Liverpool Ian Byrne, que lidera o trabalho em torno da proposta e apoia a ampliação defendida por Myer, pediu ao primeiro-ministro que a norma seja aplicada integralmente a todos os agentes públicos “sem mais demora”, afirmando que escândalos recentes demonstram sua necessidade.
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Grande parte do projeto trata do chamado “dever de franqueza”, que cria novas obrigações para que autoridades públicas ajam com honestidade em investigações e inquéritos envolvendo o Estado. O novo crime de “enganar o público” sustenta esse dever, mas não se limita a situações de apuração formal.
O ativista Marcus Ball, que tentou processar o ex-primeiro-ministro Boris Johnson por declarações feitas durante a campanha do Brexit, classificou a iniciativa como um movimento “histórico” que vai “criminalizar a mentira na política” pela primeira vez. Ainda assim, ele considera “completamente ilógico que essa mesma lei não se estenda a deputados da base ou membros da Câmara dos Lordes”.
O governo argumenta que deputados e lordes não devem ser incluídos porque não tomam decisões executivas em nome do Estado. Especialistas avaliam que a proposta representa um avanço relevante na cultura de responsabilização, embora não seja tão simples quanto punir ministros por “contar mentiras”. O texto passou a exigir comprovação de dano ou potencial dano para que haja acusação, o que, segundo alguns parlamentares, pode reduzir sua eficácia.
Há também preocupações com a liberdade de expressão. O deputado conservador Mike Wood afirmou na Câmara dos Comuns que o novo crime pode expor ministros a “ações judiciais politicamente motivadas”, e que divergências devem ser resolvidas “nas urnas, e não nos tribunais”. Integrantes do governo ressaltam que a infração se destina a casos graves, como a disseminação de versões falsas sobre acontecimentos — a exemplo do que ocorreu após Hillsborough — e não se aplicará a declarações feitas no Parlamento, que são protegidas por prerrogativa histórica que garante liberdade de debate.
Em nota, um porta-voz do governo declarou: “Estamos comprometidos em entregar essa peça vital de legislação, mudando o equilíbrio de poder, para que o Estado sempre atue em favor das pessoas que serve. O desastre de Hillsborough permanecerá em nossa consciência nacional por sua tragédia e pela injustiça vergonhosa”. E acrescentou: “O projeto levará a um serviço público que realmente atue no interesse público. Mas, para aqueles que não o fizerem, haverá sanções criminais para as violações mais graves, incluindo por enganar o público de uma maneira que seja seriamente imprópria.”
Erupções solares — conhecidas por provocar auroras e afetar satélites e comunicações — podem também influenciar a ocorrência de terremotos. É o que sugere um estudo publicado em 3 de fevereiro no International Journal of Plasma Environmental Science and Technology. A proposta, porém, é considerada controversa e ainda carece de comprovação empírica robusta.
Segundo os autores, quando uma erupção solar atinge a Terra, partículas carregadas reorganizam a ionosfera — camada da alta atmosfera rica em gases ionizados. Essa reorganização poderia alterar o equilíbrio elétrico entre a ionosfera e a crosta terrestre, modificando forças eletrostáticas em regiões frágeis onde se originam falhas tectônicas.
O modelo teórico descreve a crosta terrestre e a ionosfera como os polos de uma espécie de bateria com vazamento. Fissuras profundas na crosta, sob alta tensão e contendo fluidos supercríticos ricos em íons, funcionariam como um “capacitor” capaz de armazenar energia elétrica.
De acordo com a hipótese, partículas vindas do Sol deslocariam elétrons para altitudes mais baixas da ionosfera, formando uma camada de carga negativa. Isso aumentaria a força eletrostática sobre cargas na crosta, provocando pequenas variações de pressão.
Os pesquisadores afirmam que essas forças poderiam ser comparáveis a influências já conhecidas sobre falhas geológicas, como marés e gravidade. Em tese, esse aumento de pressão poderia atuar como gatilho adicional para o deslocamento de uma falha tectônica e desencadear um terremoto.
Como exemplo, o estudo cita o terremoto de 2024 na Península de Noto, no Japão, ocorrido durante um período de intensa atividade solar. Para os autores, a coincidência reforça a plausibilidade do modelo.
A hipótese enfrenta resistência. O United States Geological Survey (USGS) sustenta há décadas que não há evidência consistente de que terremotos acompanhem o ciclo solar de 11 anos.
Além disso, tanto erupções solares quanto terremotos são eventos relativamente frequentes, o que aumenta a probabilidade de coincidências estatísticas sem relação causal.
Victor Novikov, geofísico da Academia Russa de Ciências, afirmou ao Live Science que o modelo apresentado é simplificado. Segundo ele, os autores não consideraram adequadamente a resistência elétrica das diferentes camadas rochosas, fator que poderia dissipar o campo elétrico antes que este alcançasse uma falha tectônica.
— Os resultados das observações não corroboram a ideia proposta — disse Novikov.
Os próprios autores reconhecem que validar empiricamente a interação elétrica entre ionosfera e crosta é um desafio técnico significativo. Medições precisas exigiriam dados mais detalhados e monitoramento simultâneo de fenômenos solares e tectônicos em grande escala.
As famílias de seis amigas e mães que morreram em uma avalanche na Serra Nevada nesta semana identificaram as vítimas nesta quinta-feira e disseram estar “devastadas além das palavras”. Em um comunicado, as famílias informaram que as mulheres falecidas foram Carrie Atkin, Liz Clabaugh, Danielle Keatley, Kate Morse, Caroline Sekar e Kate Vitt. Elas tinham um forte laço de amizade, pois a maioria havia criado seus filhos na região da Baía de São Francisco e costumava fazer viagens frequentes para a região de Tahoe.
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“Todas eram mães, mulheres e amigas, unidas pelo amor à natureza”, disseram as famílias. “Eram esquiadoras apaixonadas e habilidosas que valorizavam muito o tempo que passavam juntas nas montanhas.”
De acordo com o comunicado, as mulheres embarcaram em uma viagem guiada de duas noites para os refúgios de montanha de Frog Lake, perto de Truckee, no estado americano da Califórnia, que foi planejada com bastante antecedência. Elas eram esquiadoras experientes e estavam “totalmente equipadas com equipamentos de segurança para avalanches”.
As famílias disseram que tinham muitas perguntas sem resposta e pediram privacidade enquanto vivenciavam o luto. Caroline, de 45 anos, morava em São Francisco, e sua irmã, Liz, de 52 anos, morava em Boise, Idaho.
O marido de Caroline, Kiren Sekar, de 46 anos, conversou com The New York Times, lembrando-se de sua mulher como “autêntica e descaradamente genuína”, uma mulher que espalhava alegria e entusiasmo para seu círculo de amigos, a escola de seus filhos e sua vizinhança. Ele disse que ele e sua mulher estavam juntos há mais de 20 anos e que ela criou seus dois filhos para amarem caminhadas, ciclismo e esqui nas montanhas.
“Caroline passou seus últimos dias fazendo o que mais amava, com as pessoas que mais a amavam, em seu lugar favorito”, escreveu Sekar. “Ela estava comigo, com seus filhos e nosso cachorrinho, e depois em uma última aventura com sua irmã e amigos próximos, com quem agora descansa.” O irmão de Caroline e de Liz, McAlister Clabaugh, disse estar devastado por ter perdido ambas. “Essas são duas das melhores pessoas que já conheci”, disse ele. “Elas eram irmãs, mães, mulheres e amigas incríveis. E a ideia de que ambas se foram […] eu nem sei como expressar em palavras.”
Caroline Sekar posa ao lado do marido, Kiren; ela foi uma das vítimas de avalanche que atingiu o estado americano da Califórnia
Reprodução
Segundo McAlister, muitos no grupo eram amigos há anos e costumavam se encontrar regularmente para viagens de esqui.
“Muitas das pessoas naquela viagem eram amigas da Caroline que costumavam fazer isso juntas”, disse ele. “Existe toda uma comunidade de pessoas, muitas das quais acabaram de perder suas mulheres.” Segundo seu irmão, Caroline trabalhava na área de tecnologia, mas seus dois filhos eram sua paixão.
A avalanche foi a mais mortal da história moderna da Califórnia e uma das mais mortais dos Estados Unidos. Na quinta-feira, as famílias informaram que oito mulheres estavam na viagem de esqui das amigas, o que indica que duas delas sobreviveram. Três dos quatro guias morreram na avalanche, segundo a empresa para a qual trabalhavam, a Blackbird Mountain Guides. Todas as informações divulgadas até o momento, incluindo as do Gabinete do Xerife do Condado de Nevada, sugerem que outros três clientes da viagem de esqui, todos homens, sobreviveram e não faziam parte do grupo de amigas.
Muitas das mães tinham ligações com a Sugar Bowl Academy, uma escola particular especializada em esqui que afirmou na quarta-feira que várias vítimas tinham vínculos com a sua comunidade em Norden, na Califórnia, a vários quilômetros de onde ocorreu a avalanche. Carrie, de 46 anos, coach de liderança, morava na região da Baía de São Francisco antes de se mudar para Soda Springs, na Serra Nevada.
Seu marido, Pete Atkin, de 45 anos, declarou ao The New York Times que a vida que levavam juntos nas montanhas “era exatamente o que ela sonhava”. A família praticava esqui e ciclismo de montanha, e Carrie era voluntária na sala de aula da filha, que estava na quarta série, e treinava as equipes de cross-country e atletismo do filho, disse ele.
“Eu e as crianças estamos devastados por essa tragédia”, disse ele. “Mas, mesmo em meio à nossa dor, estamos determinados a viver uma vida que a deixaria orgulhosa, uma vida repleta de aventura, bondade e dedicação aos outros, características que a definiam.”
Trilha para Castle Peak, na região do Lago Tahoe; avalanche no local matou grupo de seis mães
Max Whittaker para The New York Times
Além das irmãs e de Carrie, as outras vítimas da avalanche eram do Condado de Marin, na Califórnia, ao norte de São Francisco, de acordo com as autoridades locais. Kate Morse, de 45 anos, morava em Tiburon e trabalhava no setor de biotecnologia, de acordo com registros públicos e o LinkedIn. Danielle, de 44 anos, morava em Larkspur e trabalhava no ramo de vinhos.
O Distrito Escolar de Kentfield, que administra duas escolas no Condado de Marin, enviou um e-mail às famílias na quarta-feira anunciando que Kate Vitt, mãe de dois alunos do ensino fundamental, havia falecido na avalanche.
“Os dois filhos de Kate”, diz a carta, “estão seguros e estão com o pai, Geoff, enquanto enfrentam essa profunda perda. A família Vitt é uma parte querida de nossa comunidade.”
A carta foi fornecida ao The New York Times por Brian Colbert, membro do Conselho de Supervisores do Condado de Marin, que representa uma área que inclui a escola e a cidade de Greenbrae, onde a família Vitt reside. O distrito escolar não respondeu ao pedido de comentários, mas afirmou em sua carta que oferecerá apoio psicológico para funcionários e alunos quando retornarem na próxima semana do recesso de inverno, que as famílias locais chamam informalmente de “semana de esqui”.
Segundo seu perfil no LinkedIn, Kate Vitt, de 43 anos, era formada pelo Boston College e trabalhava como vice-presidente de operações de produto e sucesso do cliente na SiriusXM. Antes disso, trabalhou na Pandora, o aplicativo de música. Os moradores do condado de Marin estavam em choque na quinta-feira.
“Francamente, estamos em choque”, disse Colbert. “Todo mundo conhece todo mundo. É de partir o coração porque muita gente conhecia essas mães.” O Condado de Marin é um conjunto de cidades prósperas e voltadas para a família, onde os esportes infantis e as férias de esqui na região de Tahoe fazem parte da cultura local.
“Tahoe é, de certa forma, o nosso Shangri-La”, disse Colbert. “Você está lá no inverno. Você está lá no verão. Para muitas pessoas, é o lugar para recarregar as energias e se reconectar com outras pessoas, longe do ritmo frenético da vida cotidiana.”
Michael Natenshon, diretor executivo da empresa de vestuário Marine Layer e morador de Mill Valley, disse que estudou no ensino médio em Massachusetts com Danielle, lembrando-se dela como uma pessoa calorosa e gentil. Ele havia conhecido Kate Vitt recentemente em um evento beneficente da escola e riu ao lembrar que suas famílias haviam jogado uma animada partida de beer pong.
“Uma cratera foi aberta na comunidade”, disse Natenshon em entrevista. “Para todos com quem converso, parece que estamos em um jogo de ‘um grau de separação’”.
Ele disse que as famílias das vítimas costumavam ficar na área de Serene Lakes, perto de Sugar Bowl, enquanto seus filhos esquiavam pela equipe do resort. Essa área é “carinhosamente conhecida como Mill Valley Norte”, disse ele.
“É particularmente difícil porque todos conheciam as crianças”, disse Natenshon. “Essa é a parte que dói tanto.”
As equipes de resgate ainda não conseguiram recuperar os oito corpos encontrados na montanha devido às severas condições climáticas, que devem persistir pelo menos até quinta-feira, segundo autoridades do Condado de Nevada, que abrange a área atingida pela avalanche. Elas informaram que não divulgarão os nomes ou qualquer outra informação sobre as vítimas até que os corpos sejam recuperados. Uma nona pessoa continua desaparecida, mas presume-se que esteja morta, de acordo com as autoridades.
O Serviço Florestal dos EUA anunciou na quinta-feira que fechará a área de Castle Peak, incluindo a zona de avalanches, até 15 de março devido às condições instáveis ​​da neve e à necessidade de equipes de busca e resgate recuperarem os corpos. Em uma coletiva de imprensa não relacionada ao financiamento do sistema de transporte rápido da Área da Baía, realizada na quinta-feira, o governador Gavin Newsom disse que ele e sua mluher, Jennifer Siebel Newsom, têm “muitos amigos em comum” com algumas das vítimas e suas famílias.
Os Newsoms cresceram no Condado de Marin e estão criando seus quatro filhos em Kentfield. Newsom disse que se hospedou nas mesmas cabanas de Frog Lake há cerca de um ano.
“Nossos corações estão com aqueles que perderam suas vidas, e com a comunidade de esquiadores e famílias da Área da Baía, muitas delas tão ligadas à região de Sugar Bowl”, disse Newsom enquanto estava em um trem do BART no Condado de San Mateo.
Na cidade de Greenbrae, Sheryl Longman, de 80 anos, disse que apreciou os quatro anos em que morou ao lado de Kate Vitt, chamando-a de “uma pessoa adorável”. Ela não se importava que os filhos de Vitt acertassem bolas acidentalmente em seu jardim. Kate Vitt havia visitado seu jardim algumas semanas antes para ver a nova safra de flores de amarílis vermelhas.
“Elas eram particularmente bonitas, e ela comentou como eram bonitas”, disse Sheryl, que deu um bulbo para Kate Vitt plantar. Ele veio em uma caixa especial de cera. “Ela levou para casa e ficou observando crescer”, disse Sheryl. “Ela ficou muito feliz em tê-la.”
Cientistas e guardas florestais reintroduziram cerca de 150 tartarugas-gigantes na Ilha Floreana, localizada no arquipélago de Galápagos, de onde haviam desaparecido há mais de um século, informou o Ministério do Meio Ambiente do Equador nesta sexta-feira. As tartarugas libertadas vieram do centro de reprodução do Parque Nacional de Galápagos (PNG). Elas são uma espécie híbrida com alta carga genética de Chelonoidis niger, nativa da Ilha Isabela (também no Equador), informou o ministério.
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Cada animal passou por um longo período de quarentena e recebeu um microchip para identificação antes de ser levado para a ilha. Após desembarcarem na ilha, os guardas florestais carregaram as grandes caixas contendo as tartarugas nas costas.
Cada animal passou por um longo período de quarentena e recebeu um microchip para identificação antes de ser levado para a ilha
Marinha do Equador/AFP
Eles viajaram aproximadamente sete quilômetros “através de terreno vulcânico e áreas de difícil acesso para transportar as tartarugas até o local de soltura, garantindo sua adequada adaptação ao ambiente natural”, afirmou o Ministério do Meio Ambiente em um comunicado à imprensa.
As ilhas que inspiraram a teoria da evolução do naturalista inglês Charles Darwin possuem flora e fauna únicas. Com a reintrodução das 158 tartarugas-gigantes, “Floreana consolida sua posição como líder global no avanço da restauração abrangente de uma ilha habitada”, acrescentou o Ministério.
Ilhas Galápagos são consideradas um laboratório vivo e uma reserva da biosfera; local recebeu dezenas de tartarugas-gigantes
Marinha do Equador/AFP
As Ilhas Galápagos são consideradas um laboratório vivo e uma reserva da biosfera. Durante uma década, pesquisadores trabalharam na reintrodução de outras 12 espécies endêmicas, consideradas extintas localmente, em Floreana.
A ilha, com 173 quilômetros quadrados, foi a primeira a ser habitada por humanos em todo o arquipélago, Patrimônio Mundial da Unesco. As Ilhas Galápagos, a 1.000 km da costa do Equador, receberam esse nome devido às tartarugas-gigantes que as habitam.
Especialistas estimam que 15 espécies de tartarugas já existiram em Galápagos, mas três delas foram extintas há séculos: Chelonoidis abigdoni (da Ilha Pinta), Chelonoidis sp. (da Ilha Santa Fé) e Chelonoidis elephantopus (da Ilha Floreana). A Chelonoidis fantastica, da Ilha Fernandina, era considerada extinta até que uma expedição em 2019 descobriu uma fêmea da espécie.
O papa Leão XIV falou sobre o uso indevido da inteligência artificial durante encontro com o clero da Diocese de Roma, realizado nesta quinta-feira na Sala Paulo VI. Ao responder perguntas de presbíteros, ele classificou a exploração de IA como um “armadilhas da internet”.
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Robert Prevost advertiu contra a “tentação de preparar as homilias com Inteligência Artificial”:
— Como todos os músculos do corpo, se não os usamos, se não os movemos, eles morrem, o cérebro precisa ser usado, então também nossa inteligência precisa ser exercitada um pouco para não perder essa capacidade — afirmou.
Ele também afirmou que “fazer uma verdadeira homilia é compartilhar a fé” e a IA “nunca será capaz de compartilhar a fé”. Outro alerta do Pontífice é quanto à presença dos sacerdotes nas redes sociais e a sedução do “eu”:
— Eu tenho tantos seguidores, tantos likes, porque veem o que estou dizendo… Não é você: se não estamos transmitindo a mensagem de Jesus Cristo talvez estejamos errando, e é preciso refletir muito bem, com muita humildade, para ver quem somos e o que estamos fazendo — disse aos padres.
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Para o papa, a internet pode oferecer armadilhas. Ele reconhece que há bons frutos colhidos nas redes sociais, como “o breviário que também carrego no celular”. Na ocasião, Leão também falou sobre o diálogo com a juventude, serviço em comunidade, fraternidade sacerdotal e o que ele nomeou de “inveja clerical”, “uma das pandemias do clero em nível universal”.
Os Estados Unidos mataram nesta sexta-feira (20) três supostos narcotraficantes em um novo ataque a uma embarcação no leste do Pacífico, informaram suas Forças Armadas.
Membros do Exército “executaram um ataque letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas”, publicou o Comando Sul dos EUA no X. O termo é usado por Washington para se referir a grupos do narcotráfico.
A publicação incluía um vídeo em preto e branco do ataque, mostrando uma vista aérea da embarcação antes de ser bombardeada e consumida pelas chamas. “Três narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação”, acrescentou.
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Os Estados Unidos começaram a alvejar embarcações suspeitas de tráfico de drogas no início de setembro no Caribe e, posteriormente, no Pacífico Oriental. Desde então, as operações deixaram quase 150 mortos e dezenas de barcos destruídos.
O governo de Donald Trump insiste que está em guerra contra supostos “narcoterroristas” que operam na América Latina, mas não apresentou provas conclusivas de que as embarcações atacadas estejam envolvidas com o tráfico de drogas, o que gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações.
Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques provavelmente constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente visaram civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.
Washington mobilizou uma enorme força naval no Caribe que, além de interromper essas supostas rotas de contrabando marítimo, também ajudou a impor um bloqueio de petróleo contra a Venezuela e a capturar seu presidente de esquerda, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Maduro está atualmente detido nos Estados Unidos.
Um austríaco foi considerado culpado nesta quinta-feira de homicídio culposo por negligência grave após abandonar sua namorada em uma trilha na montanha, resultando em sua morte por hipotermia. O caso gerou um debate internacional sobre a responsabilidade individual no montanhismo. O homem, Thomas Plamberger, de 37 anos, recebeu uma sentença suspensa de cinco meses de prisão e foi multado em € 9.600 (cerca de R$ 58,5 mil) no tribunal de Innsbruck, na Áustria, pela morte de sua namorada de 33 anos, Kerstin Gurtner. O corpo dela foi encontrado na manhã seguinte a uma caminhada que o casal havia iniciado em janeiro de 2025, a poucos metros do cume do Grossglockner, a montanha mais alta da Áustria.
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Durante o julgamento, Plamberger afirmou que sua namorada havia ficado exausta perto do cume durante a caminhada e que o casal decidiu que ele desceria a montanha para buscar ajuda enquanto ela permaneceria no local. O juiz Norbert Hofer, que presidiu o julgamento, que não teve júri, expressou simpatia por Plamberger, mas também o condenou por suas ações durante a caminhada.
“Plamberger, o senhor carregou um fardo incrível — perdeu uma pessoa”, disse ele. “Ela se colocou sob seus cuidados e confiou que seu parceiro a colocaria em segurança”, disse ele, acrescentando: “Se você tivesse agido de forma diferente, acredito firmemente que sua parceira teria sobrevivido”.
Durante o julgamento, Plamberger pediu desculpas e disse que havia perdido a pessoa mais amada de sua vida. “Lamento profundamente o ocorrido”, disse ele, acrescentando: “Eu amava a Kerstin — sempre tomávamos decisões juntos na montanha”.
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Cerca de 15 testemunhas e especialistas foram chamados durante o julgamento, incluindo membros da família de Plamberger, socorristas, policiais e a mãe de Kerstin, Gertraud Gurtner, que afirmou não acreditar que Plamberger fosse responsável pela morte de sua filha. O julgamento, que atraiu atenção internacional, foi visto como um teste da tradição jurídica austríaca que exige que as pessoas que têm o “dever de cuidado” protejam os outros e evitem o perigo.
O veredicto também pode ter repercussões para a grande indústria do turismo alpino da Áustria, aumentando a responsabilidade legal dos indivíduos que se envolvem em excursões potencialmente perigosas. Antes do julgamento, Plamberger e os promotores apresentaram suas versões separadas do que aconteceu durante a escalada em janeiro de 2025, em uma abordagem que especialistas consideraram incomumente pública para ambos os lados em um caso contra um indivíduo privado.
Plamberger, um chef profissional, descreveu, por meio de seu advogado, uma expedição mergulhada em turbulência devido ao súbito esgotamento de sua namorada, enquanto as autoridades listaram uma série do que consideraram erros cometidos por Plamberger. Durante a caminhada, por volta da meia-noite, Kerstin repentinamente apresentou sinais de exaustão, segundo Plamberger. Ele ligou para a polícia solicitando um helicóptero de resgate, mas a polícia informou que Plamberger havia dito que “estava tudo bem”.
Após a ligação, Kerstin não conseguiu mais continuar, disse Plamberger, e eles decidiram que ele desceria sozinho para buscar ajuda. Ele ligou para a polícia novamente por volta das 3h30 da manhã e solicitou um helicóptero. O corpo de Kerstin foi encontrado mais tarde naquela manhã. Os promotores detalharam nove erros que, segundo eles, Plamberger cometeu e que levaram à morte de Kerstin, incluindo a falta de equipamentos de emergência suficientes e o fato de não ter retornado quando as condições pioraram.
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O caso girou em torno de um conceito do direito germânico conhecido como Garantenstellung. Ele estabelece a responsabilidade de intervir em nome de pessoas que têm o dever de cuidado em diversas situações, incluindo pais que cuidam de crianças ou um motorista que atropela um pedestre — e pode responsabilizar essas pessoas.
A acusação argumentou que Plamberger era mais experiente do que Kerstin, com quem namorava havia cerca de um ano, e, portanto, era responsável por ela durante a viagem. A defesa argumentou que ambos eram experientes e haviam planejado a viagem juntos. Durante o julgamento na quinta-feira, o juiz Hofer, que também é socorrista de montanha, criticou Plamberger por não ter comunicado à polícia que sua namorada não podia mais continuar e por não ter tomado medidas para protegê-la.
“’Meu parceiro não pode continuar’ não foi comunicado — essa é a informação mais fundamental”, disse o juiz. “Então a estratégia muda: uma posição protegida do vento, pegar cobertores. Como alpinista, você deve saber disso.”
Uma reviravolta dramática ocorreu no final do julgamento, quando uma testemunha surpresa, Andrea Bergener, ex-namorada de Plamberger, testemunhou que ele a havia deixado sozinha em uma caminhada noturna em Grossglockner alguns anos antes.
“Uma vez descemos o Glockner à noite e, de repente, ele sumiu”, disse ela. “Senti tontura, gritei e fiquei completamente sozinha. A partir daquele momento, nunca mais fizemos nenhuma caminhada juntos.”
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No final, o juiz concluiu que Plamberger era o principal responsável pelo ocorrido com Kerstin, afirmando que suas habilidades em alpinismo eram “incomparáveis” às dela e o culpando por não reconhecer e compreender as capacidades dela.
“Você é um excelente alpinista, mas alguém que tem muita dificuldade em diferenciar seus próprios limites e os dos outros”, disse ele.
O advogado de Plamberger, Kurt Jelinek, disse após a sentença que o julgamento foi “justo” e que seu cliente “aceitou o veredicto com serenidade”. Ele acrescentou que Plamberger levaria um tempo antes de considerar uma apelação. Em essência, o caso examinou o grau de responsabilidade que pode ser atribuído a um indivíduo quando este se envolve em comportamentos arriscados ou perigosos com outras pessoas.
A questão tornou-se cada vez mais relevante na Áustria, onde um número crescente de visitantes com pouca experiência tem frequentado as montanhas nos últimos anos, levando a um aumento nos acidentes. Severin Glaser, professor de direito penal na Universidade de Innsbruck, na Áustria, afirmou que o veredicto de culpado pode alterar a prática do montanhismo na Áustria, à medida que as pessoas consideram sua responsabilidade em excursões particulares.
“Isso pode transferir a responsabilidade para você se estiver fazendo algo perigoso”, disse ele. “Os custos do alpinismo, os custos de expressar sua liberdade podem aumentar, e talvez algumas pessoas não estejam mais dispostas a pagar esse preço mais alto.”
Centenas de mulheres e meninas ucranianas denunciaram ter sido vítimas de violência sexual praticada por tropas russas ao longo de quase quatro anos de guerra em larga escala na Ucrânia, segundo autoridades do país e organizações de apoio às vítimas. Defensores afirmam que o número real de vítimas provavelmente é muito maior. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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