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O Parlamento do Reino Unido analisa um projeto que cria um novo crime para punir integrantes do alto escalão do governo que enganem deliberadamente a população. Batizada de “Lei de Hillsborough”, a proposta prevê até dois anos de prisão para ministros — inclusive o primeiro-ministro — que cometam o delito de “enganar o público” de forma considerada “seriamente imprópria”.
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O texto é chamado de “Lei de Hillsborough” por ter sido concebido após uma campanha de décadas das famílias das vítimas da tragédia de Desastre de Hillsborough, ocorrida em 1989, quando 97 torcedores do Liverpool FC morreram em um estádio de futebol em Sheffield, na região central do Reino Unido. O caso ficou marcado pela tentativa de encobrir falhas policiais e na culpabilização do público, o que alimentou a demanda por maior transparência e responsabilização de autoridades públicas.
Memorial construído pelo Liverpool em homenagem às 97 vítimas da tragédia de Hillsborough
Divulgação: liverpoolfc.com
A proposta — oficialmente denominada Public Office Accountability Bill — estabelece uma nova infração autônoma de “enganar o público”, com pena máxima de dois anos de prisão. A medida se aplicaria a chefes de departamentos governamentais, servidores civis e funcionários públicos, como policiais e profissionais do sistema público de saúde (NHS), caso deliberadamente induzam a sociedade ao erro de maneira considerada grave.
Atualmente, deputados e membros da Câmara dos Lordes estão isentos do alcance direto da nova tipificação penal, mas parte dos parlamentares defende que a regra seja ampliada. O deputado trabalhista Neil Duncan-Jordan afirmou à Sky News: “Os deputados não devem estar acima da lei. Os políticos têm uma reputação tão baixa perante o público, e isso precisa mudar”.
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Mais de 30 parlamentares apoiam uma emenda apresentada pelo também trabalhista Luke Myer para estender o alcance da norma a todos os integrantes das duas Casas do Parlamento. Segundo relatos, Myer vem negociando apoio junto a ministros e colegas antes do retorno do projeto à Câmara dos Comuns para nova fase de tramitação.
Um integrante do Partido Trabalhista descreveu a iniciativa como “perus votando a favor do Natal”, enquanto a deputada independente Rosie Duffield, que deixou a legenda em 2024, disse que apoiar a emenda deveria ser “uma decisão óbvia”. Para ela, a confiança pública está em um “nível mais baixo de todos os tempos”, e a nova infração pode impedir que ministros mintam ou omitam informações sobre vínculos com determinadas pessoas ou empresas.
A tramitação do projeto sofreu atraso no mês passado após divergências entre o governo e famílias das vítimas de Hillsborough sobre a aplicação da lei aos serviços de segurança. O deputado de Liverpool Ian Byrne, que lidera o trabalho em torno da proposta e apoia a ampliação defendida por Myer, pediu ao primeiro-ministro que a norma seja aplicada integralmente a todos os agentes públicos “sem mais demora”, afirmando que escândalos recentes demonstram sua necessidade.
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Grande parte do projeto trata do chamado “dever de franqueza”, que cria novas obrigações para que autoridades públicas ajam com honestidade em investigações e inquéritos envolvendo o Estado. O novo crime de “enganar o público” sustenta esse dever, mas não se limita a situações de apuração formal.
O ativista Marcus Ball, que tentou processar o ex-primeiro-ministro Boris Johnson por declarações feitas durante a campanha do Brexit, classificou a iniciativa como um movimento “histórico” que vai “criminalizar a mentira na política” pela primeira vez. Ainda assim, ele considera “completamente ilógico que essa mesma lei não se estenda a deputados da base ou membros da Câmara dos Lordes”.
O governo argumenta que deputados e lordes não devem ser incluídos porque não tomam decisões executivas em nome do Estado. Especialistas avaliam que a proposta representa um avanço relevante na cultura de responsabilização, embora não seja tão simples quanto punir ministros por “contar mentiras”. O texto passou a exigir comprovação de dano ou potencial dano para que haja acusação, o que, segundo alguns parlamentares, pode reduzir sua eficácia.
Há também preocupações com a liberdade de expressão. O deputado conservador Mike Wood afirmou na Câmara dos Comuns que o novo crime pode expor ministros a “ações judiciais politicamente motivadas”, e que divergências devem ser resolvidas “nas urnas, e não nos tribunais”. Integrantes do governo ressaltam que a infração se destina a casos graves, como a disseminação de versões falsas sobre acontecimentos — a exemplo do que ocorreu após Hillsborough — e não se aplicará a declarações feitas no Parlamento, que são protegidas por prerrogativa histórica que garante liberdade de debate.
Em nota, um porta-voz do governo declarou: “Estamos comprometidos em entregar essa peça vital de legislação, mudando o equilíbrio de poder, para que o Estado sempre atue em favor das pessoas que serve. O desastre de Hillsborough permanecerá em nossa consciência nacional por sua tragédia e pela injustiça vergonhosa”. E acrescentou: “O projeto levará a um serviço público que realmente atue no interesse público. Mas, para aqueles que não o fizerem, haverá sanções criminais para as violações mais graves, incluindo por enganar o público de uma maneira que seja seriamente imprópria.”

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O tremor atingiu a cidade de Liuzhou, em Guangxi, informou a agência de notícias oficial Xinhua, acrescentando que uma pessoa ainda está desaparecida. A emissora estatal CCTV identificou as vítimas fatais como um casal, um homem de 63 anos e uma mulher de 53 anos, e informou que as operações de busca e resgate continuavam para encontrar a pessoa desaparecida.
As autoridades evacuaram mais de 7 mil pessoas da área, acrescentou a emissora. Vídeos transmitidos pela CCTV mostraram pessoas fugindo de prédios altos e montes de escombros ao lado de casas destruídas.
Terremotos são relativamente frequentes na China. Em janeiro do ano passado, um terremoto devastador na remota região do Tibete matou pelo menos 126 pessoas e danificou milhares de edifícios.
Ao chegar ao campo no norte do México onde procura pelos restos mortais do filho, Cecilia Flores, de 53 anos, beija uma grande faixa com o rosto dele estampado. Em letras grandes, lê-se: “Sua mãe está lutando porque te ama”. Em uma manhã de abril sob sol intenso, ela liderava uma equipe formada por outras mães, além de arqueólogos e criminologistas, em busca de vestígios de pessoas desaparecidas. Uma escavadeira abria valas de cerca de 1,2 metro de profundidade e até 55 metros de extensão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Enquanto eventos como furacões, grandes secas e calor extremo dominam as manchetes, um efeito silencioso da crise climática avança pelo mundo, de forma desigual. Além dos impactos mais conhecidos do aquecimento global, o aumento do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera também tem reduzido significativamente a qualidade nutricional de alimentos básicos, um cenário que afeta com mais força populações vulneráveis e contribui para o avanço da chamada “fome oculta” — quando não se consomem nutrientes suficientes para se manter saudável. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas (ou uma em cada três) já sofram desse problema, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O aumento “impactante” de execuções no Irã, que aplicou a pena de morte a mais de 2.150 pessoas, elevou o número de execuções globais em 2025 a um recorde desde 1981, de acordo com o relatório anual da Anistia Internacional, publicado nesta segunda-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar aniquilar o Irã neste domingo, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã, enquanto um drone caiu perto de uma instalação nuclear nos Emirados Árabes Unidos. Depois de mais de um mês de trégua, a perspectiva de uma solução para o conflito, que começou em 28 de fevereiro, continua distante.
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Após prorrogação de cessar-fogo: Ataque israelense no leste do Líbano mata comandante da Jihad Islâmica
“Para o Irã, o tempo está acabando, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não restará nada deles”, advertiu Trump em sua plataforma Truth Social.
Enviados dos dois países não conversam diretamente desde uma reunião no Paquistão em meados de abril. Antes mesmo da mensagem de Trump, Teerã já havia lançado um alerta a Washington.
“O presidente dos Estados Unidos deveria saber que, se […] o Irã for agredido novamente, os recursos e o Exército de seu país serão confrontados com cenários inéditos, ofensivos, surpreendentes e perturbadores”, declarou o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi.
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O vice-presidente do Parlamento, Hamidreza Hajibabaei, por sua vez, declarou que, se as instalações petrolíferas iranianas forem atacadas, o Irã atingirá instalações petrolíferas na região.
A guerra provocou um bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos, e arrastou os vizinhos Israel e Líbano para um mortal conflito paralelo.
Teerã, principal apoio do grupo libanês Hezbollah, exige um cessar-fogo duradouro no Líbano para assinar a paz com Trump. Um oficial militar israelense afirmou neste domingo que o Hezbollah lançou cerca de 200 projéteis contra Israel e suas tropas durante o fim de semana, apesar de Israel e Líbano terem concordado em prorrogar o cessar-fogo. O Ministério da Saúde libanês, por sua vez, informou que novos ataques israelenses no sul do país deixaram cinco mortos, entre eles duas crianças.
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Além disso, um ataque com míssil israelense que atingiu um apartamento no leste do Líbano matou um comandante da Jihad Islâmica e sua filha de 17 anos, informou neste domingo a agência estatal de notícias libanesa. Os ataques israelenses desde o início da guerra causaram a morte de mais de 2.900 pessoas no Líbano, incluindo 400 desde o início da trégua em 17 de abril, segundo as autoridades libanesas.
‘Sem concessões tangíveis’
Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em 8 de abril, mas as negociações de paz estagnaram e os ataques esporádicos continuaram. Neste domingo, veículos de imprensa iranianos afirmaram que os Estados Unidos não cederam nada em concreto em sua última resposta à agenda proposta pelo Irã para as negociações destinadas a pôr fim à guerra.
A agência de notícias Fars destacou que Washington havia apresentado uma lista de cinco pontos que incluía a exigência de que o Irã mantivesse em funcionamento apenas uma instalação nuclear e transferisse sua reserva de urânio altamente enriquecido para os Estados Unidos.
Washington também se recusou a liberar “nem mesmo 25%” dos bens iranianos congelados no exterior ou a pagar indenizações pelos danos infligidos ao Irã durante a guerra, segundo a Fars.
“Os Estados Unidos, sem fazer concessões tangíveis, pretendem obter concessões que não conseguiram durante a guerra, o que levará a um impasse nas negociações”, afirmou a agência de notícias Mehr afirmou.
Neste domingo, um ataque com drone provocou um incêndio perto de uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, sem que fossem registradas vítimas ou aumento nos níveis de radiação. O Ministério da Defesa dos Emirados informou que outros dois drones foram interceptados. Um assessor do presidente denunciou um “ataque terrorista”. Grupos armados no Iraque apoiados pelo Irã possuem drones de combate, assim como os rebeldes huthis do Iêmen, aliados de Teerã.
A Arábia Saudita também anunciou na noite deste domingo que havia interceptado três drones provenientes do Iraque.
O Paquistão tem mediado as conversações de paz entre o Irã e os Estados Unidos, e seu ministro do Interior, Mohsin Naqvi, reuniu-se neste domingo em Teerã com o principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Em uma publicação nas redes sociais após as conversações, Ghalibaf afirmou que a guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã desestabilizou todo o Oriente Médio.
Dois jatos militares dos Estados Unidos colidiram no ar neste domingo (17), durante uma apresentação aérea no estado de Idaho. Apesar da gravidade do acidente, os quatro tripulantes das aeronaves conseguiram se ejetar com segurança, segundo informações divulgadas pela Marinha americana. Segundo a Fox News, cada uma das aeronaves custa cerca de 67 milhões de dólares, ou R$ 339 milhões.
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As imagens que circulam na web mostram uma aeronave se chocando à outra e permanecendo presa a ela. Poucos segundo depois, é possível ver os quatro paraquedas no ar, depois de os agentes se ejetarem. Na sequência, os caças caem no chão e explodem.
A colisão aconteceu durante o Gunfighter Skies Air Show, realizado nas proximidades da base aérea de Mountain Home. As aeronaves envolvidas eram dois caças E/A-18G Growler, utilizados em operações de guerra eletrônica pela Marinha dos Estados Unidos.
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De acordo com a comandante Amelia Umayam, porta-voz das Forças Navais do Pacífico dos EUA, os aviões se chocaram enquanto realizavam uma demonstração aérea por volta das 12h10, no horário local. Ela informou que todos os integrantes da tripulação conseguiram abandonar as aeronaves antes da queda.
— O incidente está sob investigação. Mais informações serão divulgadas assim que estiverem disponíveis — afirmou a porta-voz à agência de notícias Reuters.
Após a colisão, a base aérea foi isolada e equipes de emergência foram enviadas ao local do acidente. O Departamento de Polícia de Mountain Home emitiu um comunicado informando o cancelamento do show aéreo e alertando para que as pessoas não viajassem para a região. O caso será investigado pelas autoridades locais.
Os aviões pertenciam ao Esquadrão de Ataque Eletrônico 129, sediado em Whidbey Island, no estado de Washington. O grupo fazia parte das atrações programadas para o show aéreo, que voltava a ser realizado após oito anos de interrupção.
Dois dias após a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e o grupo islâmico Hezbollah no Líbano, ataques aéreos israelenses mataram sete pessoas no país neste domingo, incluindo um comandante da Jihad Islâmica, disseram autoridades libanesas e a mídia estatal, apesar de um frágil cessar-fogo. A Agência Nacional de Informação do Líbano (NIA, oficial) informou que um ataque com mísseis israelenses contra um apartamento nos arredores de Baalbek, no leste do país, matou o comandante Wael Abdel Halim e sua filha de 17 anos.
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‘Todos se foram’: Libaneses lamentam morte de 8 membros da mesma família, incluindo bebê de 6 meses, em ataque de Israel
Mais cedo, o Ministério da Saúde divulgou um “balanço preliminar” de outros ataques aéreos no domingo, relatando três mortes na vila de Tayr Felsay (incluindo uma criança) e mais duas na cidade de Tayr Deba, onde uma criança também foi morta. Segundo o ministério, onze pessoas ficaram feridas nesses ataques e outras quatro em duas outras cidades no sul do país.
Os bombardeios ocorreram dois dias após os Estados Unidos anunciarem, durante a segunda rodada de negociações entre Israel e Líbano em Washington, uma prorrogação de 45 dias do cessar-fogo. A trégua, vista como “frágil” pela comunidade internacional, está em vigor desde 17 de abril, mas ambos os lados se acusam mutuamente de violações.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo, no início de uma reunião de gabinete, que Israel está “mantendo o controle do território, limpando o território, protegendo as comunidades israelenses, mas também lutando contra um inimigo que está tentando nos enganar”.
— Enfrentamos o desafio de neutralizar os drones FPV — afirmou.
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O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio no início de março, quando atacou Israel em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã nos ataques aéreos israelenses-americanos de 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
Mas o grupo xiita rejeita negociações diretas entre o Líbano e Israel, dois países que não mantêm relações diplomáticas. Desde o início de março, quase 3.000 pessoas morreram em ataques israelenses no Líbano, que também forçaram mais de um milhão de moradores a fugir de suas casas, segundo dados oficiais.
De todas essas mortes, mais de 400 foram relatadas desde o início do cessar-fogo, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. Do lado israelense, 21 pessoas morreram no território libanês desde o início de março: 20 soldados e um funcionário contratado pelo Exército.
Dez pessoas foram mortas a tiros em uma área rural do centro do México, informaram autoridades locais neste domingo, no mais recente episódio de violência em um país que se prepara para sediar a Copa do Mundo a partir do próximo mês.
Vídeo: Turistas brasileiros vivem momentos de terror como reféns em ataque a tiros que deixou um morto no México
Ingerência americana: Sheinbaum nega participação da CIA na morte de narcotraficante no México após reportagem sobre operações contra cartéis
Seis homens, três mulheres e um menor morreram no ataque a tiros que ocorreu dentro de uma casa no município de Tehuitzingo, a cerca de 200 quilômetros ao sul da Cidade do México, informou a Secretaria de Segurança do Estado de Puebla em um comunicado. O Ministério Público acrescentou que nove pessoas morreram no local “por ferimentos a bala” e uma mulher morreu a caminho do hospital.
— Nossa linha de investigação aponta para um caso familiar — disse a promotora Idamis Pastor. Segundo ela, seis das vítimas eram membros da mesma família e as outras quatro eram “trabalhadores”.
A Secretaria de Segurança do Estado de Puebla informou que soldados, tropas da Guarda Nacional e policiais estaduais foram enviados à região “para esclarecer o ocorrido e prender os responsáveis”. O México é um dos três países anfitriões da Copa do Mundo da FIFA, que será realizada de 11 de junho a 19 de julho, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá. A partida de abertura será na Cidade do México.
O estado de Puebla não sediará nenhuma partida da Copa do Mundo, mas receberá um amistoso na próxima sexta-feira entre as seleções do México e de Gana, e outro em junho entre Espanha e Peru.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, se orgulha da queda no número de homicídios desde que assumiu o cargo em 2014, em um país assolado pela violência relacionada ao narcotráfico há décadas. Segundo dados oficiais, a média diária de homicídios caiu 40%, de 86,9% em setembro de 2014 para 52,5% em abril do ano passado.
O México registrou mais de 450 mil homicídios desde o início da operação militar antidrogas em dezembro de 2006. Na sexta-feira, um tiroteio deixou cinco mortos em uma casa no estado de Guanajuato, um dos mais violentos do país.
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No final de abril, quatro membros de uma família, incluindo dois menores, foram assassinados em uma residência em um bairro residencial da Cidade do México. As autoridades relacionaram o crime ao roubo de dois veículos e outros objetos de valor.
Cuba teve acesso a mais de 300 drones militares e começou a discutir planos para utilizá-los para atacar a base americana em Guantánamo, navios militares dos Estados Unidos e, possivelmente, até mesmo a Flórida, informou o site americano Axios com base em informações de inteligência de Washington. A notícia vem à tona em um momento de grande tensão entre os dois países, em que autoridades de Havana acusam Washington de preparar o terreno político para uma ação militar contra a ilha de governo comunista.
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O fato evidencia a preocupação do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a ameaça representada por Cuba devido aos avanços na guerra com drones e à presença de assessores militares iranianos em Havana, declarou ao Axios uma fonte de alto escalão da administração americana. Os supostos riscos que a proximidade com a ilha — aliada da Rússia e do Irã — ofereceria ao território americano são usados há meses como argumento por Trump para alimentar o discurso de que a derrubada do regime comunista cubano é uma questão de segurança nacional americana.
A ilha comunista enfrentou sucessivos governos dos Estados Unidos desde a década de 1960. Como presidente, Trump já ameaçou várias vezes “tomar o controle” do país caribenho, que fica a apenas 150 quilômetros do estado americano da Flórida. A região abriga uma grande e politicamente influente comunidade de exilados cubanos.
— Quando pensamos nesses tipos de tecnologias tão perto, e em uma série de maus atores que vão de grupos terroristas a cartéis de drogas, passando pelos iranianos e pelos russos, isso é preocupante — disse a fonte, que não foi identificada. — É uma ameaça crescente.
Cuba adquire drones de ataque da Rússia e do Irã desde 2023 e busca comprar mais, indicaram funcionários do governo americano. Havana rejeitou as acusações.
“O esforço anticubano para justificar, sem qualquer pretexto, uma agressão militar contra Cuba se intensifica a cada hora, com acusações cada vez mais inverossímeis”, afirmou no X o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío. “Os Estados Unidos são o país agressor. Cuba, o país agredido, amparado no princípio de legítima defesa”.
A reportagem do Axios foi publicada poucos dias após o diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), John Radcliffe, ter visitado Havana, onde os cubanos enfrentam constantes apagões provocados pelo bloqueio de combustíveis imposto pelo governo Trump. Segundo o Axios, Radcliffe advertiu as autoridades em Havana para que não se envolvam em atos de hostilidade.
— O diretor Ratcliffe deixou claro que Cuba não pode mais servir como plataforma para que adversários impulsionem agendas hostis em nosso hemisfério — disse ao Axios um funcionário não identificado da CIA.
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Ele também afirmou, após a operação militar dos Estados Unidos em janeiro para derrubar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que Cuba seria a próxima. A imprensa americana também informou que as autoridades dos EUA buscam processar o ex-presidente Raúl Castro, irmão de 94 anos do falecido líder revolucionário Fidel Castro. Fontes ouvidas pela rede americana CBS e pela agência de notícias Reuters afirmaram que o caso contra Raúl teria como fundamento a queda de um avião há 30 anos, da organização Irmãos ao Resgate — fundada por militantes exilados cubanos anti-Castro na Flórida.
Um ataque com drone provocou um incêndio numa instalação de apoio da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, no domingo, tensionando ainda mais um cessar-fogo já frágil relacionado ao conflito com o Irã.
O Escritório de Imprensa de Abu Dhabi informou que um gerador elétrico pegou fogo do lado de fora da instalação principal. O comunicado acrescentou que não houve vazamento de radiação ou vítimas humanas e confirmou que a usina continuou operando normalmente.
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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que o incêndio afetou um gerador elétrico e disse que um dos reatores da usina precisou de um aporte de energia provida por geradores de emergência a diesel por alguns minutos.
A AIEA acrescentou que foi informada de que os níveis de radiação na usina nuclear de Barakah permanecem normais e que não houve feridos “após um ataque com drone”.
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O secretário-geral da AIEA, Rafael Grossi, expressou sua “grave preocupação com o incidente” e disse que “atividades militares que ameaçam a segurança nuclear são inaceitáveis”.
Ele instou todas as partes “a manterem a máxima contenção militar perto de qualquer usina nuclear para evitar o perigo de um acidente nuclear”.
Cessar-fogo frágil
Nenhuma das partes envolvidas na guerra reivindicou a autoria do ataque, e o governo dos Emirados Árabes não culparam publicamente ninguém. No entanto, as tensões com o Irã aumentaram acentuadamente nas últimas semanas, após repetidos ataques com drones e mísseis ligados ao conflito regional mais amplo.
O incidente ocorre num momento em que as negociações de cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos permanecem paralisadas, aumentando os temores de que o conflito possa reacender.
Em meio a negociações para manutenção do cessar-fogo, a mídia estatal iraniana continua a circular imagens de guerra, incluindo transmissões mostrando apresentadores recebendo treinamento com armas de fogo e aparecendo armados no ar.

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