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Á primeira vista, parece que as águas estão em chamas ao caírem do El Capitan, uma formação rochosa que fica no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, Estados Unidos. O fenômeno que acontece no inverno na região todos os anos, sempre em fevereiro, ficou conhecido como “cascata de fogo”, e tem atraído cada vez mais visitantes para se deslumbrarem com essa grande ilusão de ótica natural.
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Para as águas ganharem um tom de fogo dourado, tudo na natureza tem que estar em seu devido lugar. Naturalmente, o grande rochedo não tem quedas d’água, como cascatas ou cachoeiras. Uma cachoeira surge por uma curta temporada graças ao derretimento da neve nos picos da Serra Nevada. Aliado a isso, o ângulo da luz do entardecer, no pôr do sol, dá o tom certo.
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Os visitantes devem ficar atentos. Esse espetáculo não se alonga, demorando apenas cerca de 10 minutos todas as tardes, destaca a National Geographic. E nem sempre as condições climáticas favorecem esse fenômeno, ou uma boa visibilidade. O céu limpo está entre os elementos necessários.
O perfil do parque no Instagram destacou que o “período de observação da Horsetail Fall em 2026, previsto para 10 a 26 de fevereiro, quando o sol poente pode iluminar a cachoeira em El Capitan com um brilho intenso e avermelhado”. “O fenômeno depende de condições naturais, incluindo o volume de água, céu limpo e o ângulo do sol”, aponta um trecho da publicação que fala sobre a temporada.
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Como acontece todos os anos, quem consegue um registro desse momento compartilha por meio de fotos e vídeos nas redes sociais, como tem acontecidos nos últimos dias. Mas isso começou há tempos, em 1973, para ser mais preciso, como o fotógrafo de vida selvagem Galen Rowell fez o “clique” que popularizou a região, lançando-a à fama de “cascata de fogo”, lembra a National Geographic.
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Cerca de 20 países, incluindo Brasil, França, Espanha e vários Estados muçulmanos, condenaram nesta segunda-feira com firmeza as últimas medidas tomadas por Israel para ampliar seu controle sobre a Cisjordânia e declararam que essa estratégia constitui uma tentativa de “anexação de fato”.
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A decisão de Israel de alterar o registro de terras na Cisjordânia para que possam ser classificadas como “propriedade do Estado” israelense, e de aumentar os assentamentos ilegais, “faz parte de uma trajetória clara que tem como objetivo mudar a realidade no terreno e avançar rumo a uma anexação de fato inaceitável”, disseram em comunicado conjunto os ministros das Relações Exteriores da Turquia, Brasil, França, Espanha, Arábia Saudita e outros, bem como a Organização de Cooperação Islâmica (OCI) e a Liga Árabe. “Essas ações constituem um ataque deliberado e direto à viabilidade de um Estado palestino e à implementação da solução de dois Estados”.
“Diante da alarmante escalada na Cisjordânia, apelamos também a Israel para que ponha fim à violência dos colonos contra os palestinos, inclusive responsabilizando os culpados. Reafirmamos o nosso compromisso de tomar medidas concretas, em conformidade com o direito internacional, para combater a expansão dos assentamentos ilegais em território palestino e as políticas e ameaças de deslocamento forçado e anexação”, sublinhou o comunicado. “No mês sagrado do Ramadã, enfatizamos também a importância de preservar o status quo histórico e legal em Jerusalém e seus locais sagrados, reconhecendo o papel especial da custódia histórica hashemita nesse sentido. Condenamos as repetidas violações do status quo em Jerusalém, que constituem uma ameaça à estabilidade regional.”
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Entenda o plano de Israel
Desde o início do mês, Israel anunciou vários planos para ampliar seu controle sobre a Cisjordânia, um território que ocupa desde 1967 — medida que não é reconhecida pela comunidade internacional — incluindo áreas que estão sob controle da Autoridade Nacional Palestina em virtude dos Acordos de Oslo assinados por israelenses e palestinos na década de 1990 e hoje praticamente moribundos.
Os palestinos consideram Jerusalém Oriental como a possível capital de um futuro Estado palestino. A situação da cidade é um dos pontos centrais do conflito entre israelenses e palestinos.
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O plano foi publicado no início de fevereiro e coincide com uma série de medidas que buscam ampliar o controle de Israel na Cisjordânia. Críticos avaliam que essas iniciativas apontam para uma anexação de fato do território palestino, embora o governo israelense não tenha anunciado formalmente tal medida.
O projeto foi anunciado pelo Ministério da Construção e Habitação de Israel e prevê a expansão para o leste do assentamento de Geva Binyamin, também chamado Adam, localizado ao nordeste de Jerusalém, na Cisjordânia. A área integra o Conselho Regional de Binyamin, que representa assentamentos ao norte de Ramallah.
Em nota, o ministério informou que o plano inclui a construção de 2.780 unidades habitacionais no assentamento, com investimento estimado em 120 milhões de shekels, o equivalente a cerca de R$ 202 milhões. O projeto ainda precisa passar por etapas formais de aprovação.
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Excluindo Jerusalém Oriental, mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, considerados ilegais segundo o direito internacional. No mesmo território, residem cerca de três milhões de palestinos.
Os confrontos, por vezes mortais, entre populações palestinas locais, o Exército de Israel e colonos judeus se multiplicaram na região após o ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, em 2023. Segundo registros do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), colonos realizaram mais de 750 ataques a palestinos e suas propriedades na primeira metade deste ano — uma média de quase 130 ataques por mês.
Esse é o maior índice mensal desde que a ONU começou a compilar esses registros, em 2006, e representa quase cinco vezes mais do que os casos contabilizados em 2022. O Exército israelense, que exerce a autoridade soberana no território ocupado, registrou um aumento similar na violência de colonos, embora tenha documentado apenas 440 ataques.
Com agências internacionais.
A reconstrução da Ucrânia após a guerra com a Rússia custará cerca de US$ 588 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões) na próxima década, segundo um relatório conjunto de Kiev, do Banco Mundial, da União Europeia e das Nações Unidas publicado nesta segunda-feira. Os setores mais afetados são habitação, transporte e energia, segundo o documento, que cobre os 46 meses entre o início da invasão, em fevereiro de 2022, e dezembro de 2025.
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“O custo da reconstrução continua aumentando e agora é estimado em US$ 587,7 bilhões de dólares (R$ 3,06 trilhões na cotação atual) em dez anos, o equivalente a três vezes o PIB ucraniano previsto para 2025”, aponta o relatório.
Os danos se concentram nas regiões próximas à linha de frente e nas grandes áreas urbanas ucranianas, detalha o texto. Para a capital Kiev, de 3 milhões de habitantes, a reconstrução é estimada em mais de US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões), já que a cidade é frequentemente atingida por ataques russos com drones e mísseis.
Os aliados ocidentais da Ucrânia liberaram mais de 400 bilhões de dólares (R$ 2,08 trilhões) em ajuda financeira, militar e humanitária desde o início da invasão, segundo o instituto alemão Kiel. Por enquanto, a Ucrânia destina a maior parte desses recursos à sua ofensiva e à manutenção de sua economia.
Pelo menos 30 presos políticos deixaram, na tarde de segunda-feira, uma prisão nos arredores de Caracas no contexto de uma histórica lei de anistia promulgada na quinta-feira na Venezuela sob pressão de Washington, constataram jornalistas da AFP.
— Somos livres! — gritavam vários dos libertados, com a cabeça raspada e camisas brancas, ao serem recebidos por familiares e pessoas próximas na saída da prisão de Rodeo I, a cerca de 40 km da capital.
Um pica-pau foi flagrado em vídeo demolindo uma câmera de segurança na fachada de uma casa em Tonbridge, no condado de Kent, sudeste da Inglaterra. A cena incomum viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira.
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O vídeo mostra o pássaro, de cabeça vermelha, atacando repetidamente o dispositivo de vigilância por cerca de 15 minutos até que o equipamento se rompe — aparentemente em busca de insetos ou por confundir a superfície com madeira — e a câmera deixa de funcionar.
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O proprietário, Stephen Brough, de 71 anos, disse que ficou surpreso com a agressividade e persistência do animal, que teria conseguido danificar o aparelho instalado na porta de sua casa. Ele apelidou o pica-pau de “Rambo”, numa referência ao personagem de Sylvester Stallone nos filmes de ação, por sua dedicação ao ataque.
Especialistas em comportamento animal destacam que espécies de pica-pau se engajam em “drumming” — bater com o bico em superfícies ressonantes — como forma de comunicar e procurar alimento, o que pode levá-los a interagir com estruturas humanas que lembram troncos ou superfícies naturais.
Vídeos de pica-paus interagindo com campainhas ou câmeras não são isolados. Em outros episódios, aves foram registradas “tocando” campainhas de vídeo — possivelmente confundindo o objeto com fonte de alimento ou ressoando como parte do comportamento natural de escavação — e até danificando botões ou sensores em câmeras domésticas.
Mais de mil turistas que visitaram o zoológico de Guadalajara, no México, neste domingo — em meio à onda de violência desencadeada pela morte, pelas mãos das autoridades mexicanas, de Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) —, “permanecem retidos e sob a proteção das autoridades porque não conseguiram retornar aos seus locais de origem”, informou o jornal El Universal nesta segunda-feira.
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“No total, são 1.080 turistas, incluindo crianças e idosos, que passaram a noite no estacionamento do zoológico a bordo de 21 ônibus, cinco vans e quatro carros”, relata o jornal.
Durante esse período, os turistas receberam apoio do Sistema de Desenvolvimento Integral da Família (DIF) de Jalisco, da equipe do zoológico, dos serviços médicos municipais e da polícia. Segundo o noticiário local, os turistas são de Nayarit, Colima, Aguascalientes, Zacatecas e Michoacán.
“Eles aguardam instruções das autoridades para iniciar a viagem de volta, pois ainda há relatos de bloqueios em algumas rodovias.”
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O secretário de Segurança e Proteção Cidadã, Omar García Harfuch, afirmou nesta segunda-feira que foram contabilizados 85 bloqueios em rodovias federais na Baja California, Estado do México, Michoacán, Guanajuato, Guerrero, Jalisco, Oaxaca, Sinaloa, Tamaulipas, Veracruz e Zacatecas. Em Jalisco, foram registrados 18 bloqueios, o maior número em todo o país.
“A maioria dos bloqueios de ontem [domingo] foi removida, e hoje (segunda-feira) não temos absolutamente nenhum bloqueio. As principais vias foram liberadas e as áreas afetadas restantes estão sob controle operacional e sendo totalmente reabertas”, afirmou ele.
Segundo vídeos publicados pelo jornal Mural, do Grupo Reforma de Guadalajara, na rede social X, ônibus começaram a sair do Zoológico de Guadalajara na manhã desta segunda-feira para evacuar turistas; no entanto, as imagens não mostram pessoas dentro dos ônibus e, até o momento, nenhum outro veículo de comunicação confirmou essa informação.
Centenas de pessoas estavam reunidas em Villa Gesell, na Argentina, no último fim de semana para acompanhar e torcer pelos motociclistas que competiam no Enduro de Verano. O público, os participantes e os organizadores foram surpreendidos por um motorista que avançou com seu carro por uma das áreas da praia onde o evento era realizado e fez manobras perigosas. O homem acabou preso horas depois.
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Nas imagens, que acabaram publicadas nas rede sociais, é possível ver uma caminhonete Volkswagen Amarok em movimento em alta velocidade chegando próximo ao público e a motociclistas. O Enduro de Verano é uma tradicional competição de motos e quadriciclos e a mais importante da América Latina, além de ser uma das maiores off-road do mundo, realizada todos os anos na cidade argentina.
Motorista realiza manobras perigosas com carro ao invadir competição de motocicletas em praia da Argentina
Reprodução / X
Quem estava ao volante da caminhonete era um homem de 24 anos, que não teve a identidade revelada. Segundo o jornal El Sol, após rastrear e identificar placas de veículos e utilizar câmeras de segurança municipais, as autoridades conseguiram identificar o infrator. O motorista foi então interceptado e preso por policiais e agentes de trânsito. O homem teve sua carteira de habilitação confiscada e o veículo apreendido.
Gustavo Barrera, prefeito de Villa Gesell falou sobre o caso em sua redes sociais, em que escreveu: “Nós os avisamos: em Gesell, quem corre de carro vai para a cadeia. Ontem agimos de acordo. Detectamos uma manobra perigosa. Procuramos o responsável. Apreendemos o veículo e acionamos a Justiça”.
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O caso chamou a atenção para a falta de responsabilidade de motoristas e condutores. Horas antes, um motociclista de 27 anos morreu ao se envolver em um acidente em uma área de dunas na zona norte de Villa Gesell. Ele pilotava sem capacete ou outros equipamentos de segurança quando caiu em um declive abrupto. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital, onde morreu.
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Um vídeo mostra o momento que pode ser o princípio do incêndio que deixou 41 mortos em um bar na Suíça durante as comemorações de Ano Novo. Nas imagens, é possível ver quando uma pessoa, sobre os ombros de outras, segura uma garrafa de champanhe em cada mão, com um item pirotécnico na ponta. Dada a altura em que a pessoa estava, o fogo teve contato com o forro do teto do local, que passa a pegar fogo.
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Há diversas outras pessoas fazendo o mesmo: mascaradas, carregam duas garrafas de champanhe com uma espécie de sinalizador na ponta e circulam (com os braços erguidos) pelo bar, que tem o forro baixo. Em depoimentos, os proprietários do bar Jacques Moretti, de 49 anos, e sua mulher, Jessica Moretti, de 40, apontam a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, como a responsável por iniciar o incêndio.
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O vídeo corrobora a versão dos promotores, que acreditavam que fogo se alastrou após os frequentadores da festa ergueram garrafas de champanhe com velas de faísca muito perto da espuma de isolamento acústico no teto do porão do bar, material inflamável que teria propagado as chamas rapidamente.
No curso das investigações, uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que Cyane usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas de faíscas, que estavam presas a garrafas de champanhe que ela segurava, tocavam o teto.
A tragédia durante a festa no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, também culminou em 115 feridos. As vítimas fatais do desastre tinham entre 14 e 39 anos, mas a maioria era adolescente. Apenas quatro tinham mais de 24 anos. Entre os mortos encontram-se 23 cidadãos suíços, incluindo um cidadão com dupla nacionalidade franco-suíça, e 18 estrangeiros.
Quatro pessoas estão atualmente sob investigação criminal: os coproprietários do bar, o atual chefe de segurança pública do município de Crans-Montana e um ex-oficial de segurança contra incêndio de Crans-Montana.
A Venezuela solicitou nesta segunda-feira a libertação “imediata” do presidente deposto Nicolás Maduro perante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, enquanto amplia a libertação de presos políticos sob uma anistia decretada pela presidente interina Delcy Rodríguez. O movimento ocorre semanas após a captura de Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos e em meio à reorganização do governo provisório.
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Maduro foi detido em 3 de janeiro, em uma ação americana que incluiu bombardeios em Caracas e regiões vizinhas. Sua esposa também foi presa. Ambos enfrentam julgamento por tráfico de drogas em Nova York, onde o ex-presidente se declarou “prisioneiro de guerra”.
— (A Venezuela exige) a libertação imediata, pelo governo dos Estados Unidos, do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores — declarou o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, perante as Nações Unidas.
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Após o ataque dos EUA, Delcy Rodríguez assumiu o poder e passou a adotar uma postura menos confrontacional com o presidente Donald Trump.
Ela cedeu o controle da indústria petrolífera, iniciou um processo de libertação de presos políticos que precedeu uma anistia geral decretada em 19 de fevereiro e ordenou o fechamento da prisão de Helicoide, que havia sido denunciada como um centro de tortura.
Seu irmão, o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, informou que 1.500 pessoas entraram com pedidos de anistia na Justiça. A ONG Foro Penal, dedicada à defesa de presos políticos, afirmou que dezenas de pessoas receberam liberdade plena nos últimos três dias, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira.
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A lei, no entanto, foi considerada insuficiente e excludente por organizações de direitos humanos. Não abrange, por exemplo, casos relacionados aos militares, frequentes na prisão de Rodeo I, onde cerca de 200 presos iniciaram uma greve de fome durante o fim de semana.
“Se esquivar das responsabilidades”
Maduro governou com mão de ferro entre 2013 e 2026. Ele foi investigado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade e sua reeleição em 2024 foi marcada por denúncias de fraude.
— Os direitos humanos não podem ser instrumentos de guerra política, não podem ser seletivos, não podem depender de alinhamentos ideológicos — declarou o ministro das Relações Exteriores em Genebra, pedindo o fim das sanções contra a Venezuela.
— A Venezuela não está aqui para se esquivar das responsabilidades — afirmou. — Somos um Estado comprometido com o fortalecimento de nossas instituições.
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65 em liberdade
A ONG Foro Penal informou que 65 presos foram libertos sob a anistia, de acordo com uma contagem publicada nesta manhã.
Um de seus diretores, Gonzalo Himiob, publicou no X os números dos que receberam anistia desde que a lei entrou em vigor há três dias: sete na sexta-feira, 15 no sábado e 43 no domingo.
“Ainda estamos verificando outros casos”, escreveu ele.
“Liberdade!”, “Vamos todos sair!”, “Rodeo I está em greve de fome!”, gritavam um grupo de presos políticos na noite de domingo, na prisão localizada nos arredores de Caracas.
O gendarme argentino Nahuel Agustín Gallo, acusado de “terrorismo” e conspiração, também se juntou ao protesto.
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A preocupação das famílias se misturava à alegria das primeiras libertações, que foram recebidas com aplausos.
A Cruz Vermelha teve acesso a várias penitenciárias pela primeira vez no domingo, incluindo El Rodeo, para avaliar as condições dos presos.
O líder parlamentar Rodríguez também afirmou que cerca de 11 mil pessoas em liberdade condicional durante os 27 anos do chavismo passariam a ter liberdade plena.
Reforma no Gabinete
Em meio à reorganização do governo interino, Delcy Rodríguez também promoveu mudanças em seu gabinete. A esposa do empresário Alex Saab, apontado como testa de ferro de Nicolás Maduro, foi destituída do cargo que ocupava.
“Designei Rander Peña como vice-ministro para Comunicação Internacional (…). Agradecemos a Camilla Fabri de Saab por seu desempenho à frente deste gabinete”, afirmou a presidente em comunicado.
Saab foi detido em 2020 em Cabo Verde e extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021. A Venezuela classificou o caso como “sequestro”, enquanto o defendia como um “herói”. Ele retornou ao país como parte de uma troca de prisioneiros e passou a integrar o governo em outubro de 2024, até ser afastado em janeiro.
Nos últimos anos do governo de Hugo Chávez, Saab se aproximou do poder e chegou a comandar uma ampla rede de importações, incluindo o programa de alimentos subsidiados CLAP, alvo de denúncias de corrupção.
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O governo interino também anunciou o início das obras de reforma da prisão de Helicoide para transformá-la em um centro social e esportivo para a polícia. Ativistas defendem a sua conversão em um museu memorial.
— O desenvolvimento do projeto começou imediatamente. Consultamos a comunidade, as famílias dos policiais, e realizamos os estudos arquitetônicos e de engenharia — disse o ministro de Obras Públicas, Juan José Ramírez, em um vídeo transmitido na rede X.
— Hoje podemos dizer que, em menos de um mês, o projeto já foi aprovado e está em fase de implementação — acrescentou.
As forças de segurança do México lançaram uma operação de grande escala para capturar o principal chefe do tráfico do país após agências de inteligência mexicanas e americanas rastrearem uma de suas namoradas até um refúgio isolado em uma cidade colonial. A ação terminou com a morte de Nemesio “Mencho” Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, e desencadeou uma onda de violência em diferentes regiões do país.
Na madrugada de domingo, tropas de elite do Exército e da Guarda Nacional cercaram a comunidade de Tapalpa, no oeste do México, onde Oseguera permanecia escondido após a saída da namorada. Segundo o secretário da Defesa, general Ricardo Trevilla, os militares passaram a perseguir o traficante e seus seguranças, alcançando-os em uma área de mata nas proximidades.
Houve troca de tiros quando os guarda-costas de Oseguera, armados com dois lançadores de foguetes, abriram fogo contra as tropas. Oito pessoas morreram no confronto, incluindo o próprio Oseguera. Dois seguranças ficaram gravemente feridos e morreram posteriormente a bordo de um helicóptero militar, informou Trevilla.
De acordo com o secretário, os serviços de inteligência identificaram um homem próximo à namorada do traficante que a levou até Tapalpa, uma cidade serrana cercada por florestas de pinheiros, no estado de Jalisco. Autoridades mexicanas afirmaram que informações fornecidas pelos Estados Unidos contribuíram para a operação.
— O processo de inteligência é muito complexo; exige muito tempo para reunir grande quantidade de informações de diversas fontes nacionais e internacionais — disse Trevilla, ao lado da presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Após a ofensiva, o cartel lançou uma contraofensiva que elevou o número de mortos para mais de 50. Entre as vítimas estavam 25 soldados e agentes de segurança mexicanos e 30 supostos integrantes armados do grupo criminoso. Autoridades informaram que civis também foram atingidos no fogo cruzado, incluindo uma mulher grávida.
Emocionado, Trevilla interrompeu brevemente sua fala ao homenagear os militares mortos no domingo.
— Fortalecemos nossa relação com o Comando Norte dos Estados Unidos — afirmou o ministro.
Sheinbaum declarou que foi informada da operação nas primeiras horas de domingo e determinou a instalação de um comando central para coordenar as ações. Os Estados Unidos ofereciam recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de Oseguera.
As autoridades apreenderam armamento pesado, munição, dois lançadores de foguetes e oito veículos utilizados pelos operadores do cartel, alguns deles blindados. Segundo autoridades americanas, a Força-Tarefa Conjunta Interagências dos EUA contra Cartéis, unidade recém-criada e liderada pelos militares americanos para desmantelar redes do narcotráfico, colaborou com a missão.
Sheinbaum afirmou que não houve presença de tropas americanas em solo mexicano e reiterou que rejeitou qualquer envolvimento direto dos Estados Unidos. Destacou, porém, que seu governo ampliou a cooperação em segurança e inteligência.
— Todas as operações, desde o planejamento, são de responsabilidade das forças federais mexicanas — disse a presidente. Dois soldados ficaram feridos durante a ação.
Um dos principais operadores financeiros de Oseguera também morreu em um tiroteio em uma cidade próxima, ao tentar fugir de carro no domingo. Segundo Trevilla, o integrante do cartel oferecia recompensas de 20 mil pesos — quase US$ 1.200 — pela morte de qualquer soldado mexicano envolvido na operação.
Com a divulgação da ofensiva, integrantes do cartel recorreram a uma tática recorrente: bloquear vias com carros e caminhões incendiados. A reação se espalhou por 20 dos 32 estados do país, com 252 bloqueios, muitos deles em rodovias federais.
Grupos armados atacaram instalações militares inclusive em Tamaulipas, estado do Golfo do México e área estratégica na fronteira com os Estados Unidos. Também houve ataques a lojas de conveniência, agências de bancos estatais e postos de gasolina. Aeroportos foram fechados em diversas cidades.
No estado de Guanajuato, considerado território-chave para o cartel por causa de esquemas de contrabando de combustível, autoridades locais determinaram o fechamento de escolas e universidades na segunda-feira.
Segundo Trevilla, todos os bloqueios foram removidos até segunda-feira e a situação foi controlada. As forças de segurança detiveram mais de 70 pessoas. O serviço aéreo para o balneário de Puerto Vallarta, afetado pelos bloqueios, seria retomado ainda no mesmo dia.
O ministro afirmou que a cooperação de longa data com o Comando Norte dos Estados Unidos foi decisiva para o sucesso da operação.
— É um fluxo de informações muito importante, e foi assim que chegamos a este caso específico — declarou.

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