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Quase trinta anos após a emblemática visita de sua mãe, a princesa Diana, a Angola, o príncipe Harry acompanhou nesta sexta-feira, em Bucha, na Ucrânia, operações de desminagem com uso de drones e robôs.
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Equipado com óculos de realidade virtual e um colete de proteção, Harry pilotou um drone com inteligência artificial usado para detectar e mapear artefatos explosivos, segundo a organização Halo Trust.
O príncipe também operou um robô projetado para recolher objetos perigosos do solo. Imagens divulgadas pela ONG mostram um equipamento em formato semelhante ao de um cachorro.
Com óculos de realidade virtual e colete de proteção, Príncipe Harry acompanha operação de desminagem com drones e robôs na Ucrânia
AFP
A visita remete à ação de Diana em janeiro de 1997, quando atravessou um campo minado em Angola, em um gesto que chamou atenção mundial para os riscos das minas terrestres.
Harry destacou o avanço tecnológico na área.
— É impressionante ver como a tecnologia torna a desminagem mais inteligente, mais rápida e mais segura — afirmou: — Quando minha mãe foi para a Angola, os desminadores trabalhavam de joelhos. Hoje utilizam drones, inteligência artificial e robôs para maior precisão e proteção. Não é apenas um avanço, salva vidas.
Com óculos de realidade virtual e colete de proteção, Príncipe Harry acompanha operação de desminagem com drones e robôs na Ucrânia
AFP
Durante a passagem por Bucha, a cerca de 30 quilômetros de Kiev, o príncipe também prestou homenagem às vítimas de massacres atribuídos às forças russas no início da invasão da Ucrânia.
Na quinta-feira, em Kiev, Harry havia pedido ao presidente russo, Vladimir Putin, que encerrasse a guerra e defendeu maior participação dos Estados Unidos nas negociações.
O governo da Venezuela deu por concluída a aplicação da lei de anistia aprovada em fevereiro, pouco mais de dois meses após sua implementação. A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou o fim do processo na quinta-feira, afirmando que a medida beneficiou 8,6 mil pessoas perseguidas por motivos políticos, que estavam presas ou submetidas a diferentes formas de restrição de liberdade. A declaração foi feita apenas um dia antes de Delcy receber o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, no país, marcando o primeiro encontro oficial de um chefe de Estado na Venezuela desde a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro.
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O anúncio de Delcy foi feito durante uma reunião com a comissão encarregada da reforma do sistema judicial, liderada pelo ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello. Delcy afirmou que os excluídos poderão buscar alternativas em instâncias como o Programa Convivência Democrática e Paz e a Comissão para Reforma da Justiça Penal, que, disse, seguem abertos para tratar situações não contempladas.
A lei foi apresentada pelo chavismo como um instrumento de reconciliação voltado a episódios específicos de violência política ocorridos entre 1999 e 2026, delimitados a 13 períodos de protesto. Na prática, no entanto, organizações de direitos humanos apontam que a aplicação foi seletiva e deixou centenas de pessoas de fora. Entidades como o Foro Penal ainda contabilizam centenas de detidos — incluindo militares — que não foram beneficiados, além de milhares de pessoas que permanecem com restrições judiciais relacionadas a processos políticos.
Enquanto dados oficiais indicam mais de 8 mil beneficiados, organizações independentes apresentam estimativas distintas sobre o número de presos em detenção. O Foro Penal cita 473 detidos, enquanto a ONG Justiça, Encontro e Perdão afirma que ainda há 672 pessoas presas. A organização criticou o fim unilateral da medida, classificando-o como um fator de insegurança jurídica e de vulnerabilidade para as vítimas. Delcy chegou a anunciar que pediria à ONU a verificação das listas de libertados, mas a iniciativa não se concretizou.
“Pretender dar por concluído esse instrumento de forma unilateral representa um ato de insegurança jurídica que deixa as vítimas em absoluta vulnerabilidade e envia um sinal alarmante ao sistema judicial”, declarou a ONG em comunicado citado pelo El País.
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Críticas também se concentram na ausência de medidas de reparação e na falta de reconhecimento dos danos sofridos por pessoas processadas por razões políticas. Ativistas apontam que, além da exclusão de exilados e de indivíduos acusados de promover ações estrangeiras — ponto que atinge diretamente setores da oposição —, o processo foi marcado por entraves iniciais e decisões consideradas discricionárias.
— A anistia foi muito bem-sucedida — disse Delcy, comparando o processo com outros ocorridos ao redor do mundo. — Sempre haverá vozes que buscam perturbar os processos. Fiz comparações que colocam esta lei de anistia em um patamar muito elevado, comparada à da África do Sul, que durou sete anos, ou à da Espanha, que está em vigor desde 2024. Este processo nos levou à reflexão e a pensar em como corrigir o rumo da Venezuela e erradicar o ódio.
Visita oficial
Enquanto isso, Caracas recebe nesta sexta-feira o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, marcando a primeira visita oficial de um presidente desde a retirada de Maduro do poder. O encontro, confirmado após tentativas frustradas anteriores, é visto como um avanço na consolidação de Delcy no poder. Delegações de alto nível de ambos os países estão reunidas na capital venezuelana desde quinta-feira.
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Embora haja interesses econômicos em pauta, como a retomada de projetos energéticos e comerciais entre os dois países, Petro indicou que a reunião terá como foco principal a segurança na fronteira. Com mais de 2 mil quilômetros de extensão, a região — especialmente a área do Catatumbo — é marcada por conflitos armados, presença de grupos ilegais e forte produção de coca, o que provoca deslocamentos em massa.
A área é palco, por exemplo, de um conflito armado entre as guerrilhas do Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidências das extintas FARC. Petro afirmou que pretende fortalecer a inteligência binacional, declarando que, sem isso, “as bombas caem no lugar errado, (…) matando pessoas, como já aconteceu na Colômbia”.
Do lado venezuelano, Cabello lançou, no fim de 2024, a Operação Relâmpago do Catatumbo contra grupos de narcotraficantes. Durante as operações, foram detidos prefeitos opositores, juízes e promotores supostamente envolvidos em atividades ilegais. Na ocasião, o chavista vinculou os criminosos da região à “direita colombo-venezuelana”.
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Na semana passada, Petro disse, em entrevista à agência EFE, que sua proposta para destravar o futuro da Venezuela consiste em um governo com participação do chavismo e da oposição “por um ou dois anos” — o que, segundo ele, abriria caminho para “eleições realmente livres”.
A proposta não consta nos planos oficiais de Miraflores e o governo de Delcy Rodríguez não comentou o assunto. Petro se distanciou do governo Maduro após as contestadas eleições de 2024, quando Edmundo González declarou-se vencedor e divulgou atas que comprovariam sua vitória, enquanto Maduro negou o resultado sem apresentar provas.
A delegação colombiana começou a chegar à Venezuela no início da semana. Ao todo, 83 integrantes do governo Petro viajaram ao país e se reuniram em comissões com uma centena de funcionários venezuelanos. Os temas prioritários foram questões fronteiriças, migratórias e consulares, além de educação e cultura, cooperação energética e gestão de riscos, segurança alimentar, comércio, indústria e turismo.
Jeffrey Epstein hospedou em apartamentos em Londres mulheres que posteriormente relataram ter sido vítimas de abuso sexual, mesmo após a polícia britânica optar por não avançar em uma investigação sobre suspeitas de tráfico sexual internacional envolvendo o financista, segundo revelou uma reportagem da BBC. De acordo com e-mails presentes nos arquivos analisados, algumas dessas mulheres foram pressionadas por Epstein a recrutar outras pessoas para o esquema.
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Documentos contidos nos chamados “arquivos Epstein” — incluindo recibos, e-mails e registros bancários — mostram que o empresário alugou ao menos quatro apartamentos no bairro nobre de Kensington e Chelsea, na capital britânica. Seis mulheres hospedadas nos imóveis mais tarde denunciaram ter sido vítimas de abuso sexual por parte de Epstein.
De acordo com a BBC, muitas dessas mulheres saíram da Rússia e de países do Leste Europeu e foram levadas ao Reino Unido após a Polícia Metropolitana de Londres decidir, em 2015, não investigar a denúncia feita por Virginia Giuffre. Uma das acusadoras mais conhecidas de Epstein, Giuffre afirmou ter sido traficada internacionalmente para Londres.
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Na época, a polícia alegou ter seguido “linhas razoáveis de investigação”, incluindo entrevistas com Giuffre e cooperação com autoridades americanas.
Os documentos analisados revelam ainda detalhes da estrutura mantida pelo financista para acomodar e movimentar mulheres em Londres. Em alguns casos, Epstein teria pagado cursos para que elas estudassem na cidade, muitas delas com visto de estudante.
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Mensagens encontradas pela rede britânica também mostram o controle exercido por Epstein sobre as vítimas. Em uma delas, ele usa linguagem agressiva ao repreender uma mulher por reclamar das condições do imóvel. Em outra, uma delas envia fotos de modelos que conheceu em Londres para avaliação do financista.

As evidências também mostram que algumas das vítimas eram deslocadas entre o Reino Unido e outros países da Europa enquanto o esquema seguia ativo. Segundo a investigação, essa estrutura permaneceu funcionando até pouco antes da prisão de Epstein, em 2019.
Jeffrey Epstein morreu em agosto de 2019 em uma prisão nos Estados Unidos, enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual. Desde então, milhares de documentos ligados ao caso vieram a público, expondo detalhes da rede internacional operada pelo financista e ampliando questionamentos sobre possíveis falhas de autoridades em diferentes países.

Altos funcionários alemães foram afetados por um ataque cibernético à plataforma de mensagens Signal, em um episódio considerado “extremamente preocupante” por autoridades e que levanta dúvidas sobre a segurança das comunicações no Parlamento.
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Entre os atingidos estão parlamentares do Partido Social-Democrata (SPD), que integra o governo de coalizão com conservadores, e do partido de esquerda Die Linke, na oposição.
O ataque foi realizado por meio de phishing, técnica em que criminosos se passam por contatos confiáveis para induzir vítimas a fornecer dados sensíveis ou acessar links maliciosos.
“A dimensão do recente ataque ao Signal, como sabemos até agora, é extremamente preocupante. No momento, ninguém pode afirmar com certeza que a integridade das comunicações dos deputados permanece garantida”, afirmou à AFP o parlamentar ambientalista Konstantin von Notz, especialista em segurança nacional.
O Ministério Público Federal abriu investigação em fevereiro por “suspeita de espionagem”.
Além de políticos, o ataque também teve como alvo jornalistas, diplomatas e militares. O governo do conservador Friedrich Merz não detalhou a extensão do incidente.
Segundo o Ministério do Interior, a ofensiva começou em fevereiro, segue em andamento e “provavelmente está sendo realizada por um agente estatal”. A operação mira “políticos, forças armadas, diplomatas, assim como jornalistas investigativos”, disse uma porta-voz.
Por outro lado, a Chancelaria afirmou que as comunicações do governo federal estão protegidas.
— As comunicações do governo federal, do chanceler federal (Merz) e dos ministros federais estão protegidas — disse o porta-voz Sebastian Hille.
O governo alemão não atribuiu formalmente a autoria do ataque, mas o presidente da comissão de fiscalização parlamentar do Bundestag, Marc Henrichmann, apontou a Rússia como possível responsável.
— A recente tentativa de phishing lançada da Rússia contra políticos e jornalistas alemães é um sinal de alerta para todos nós — afirmou.
Um ataque israelense no sul do Líbano, ocorrido após o anúncio da prorrogação do cessar-fogo, deixou dois mortos nesta sexta-feira, segundo o Ministério da Saúde libanês. O alvo foi a cidade de Touline.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira uma prorrogação de três semanas do cessar-fogo no Líbano, que expiraria no domingo.
O Exército israelense, por sua vez, afirmou que o Hezbollah abateu um de seus drones no sul do Líbano na sexta-feira, horas depois da prorrogação da trégua.
“Há pouco tempo, uma aeronave remotamente pilotada das Forças de Defesa de Israel foi abatida no sul do Líbano após o lançamento de um pequeno míssil terra-ar pela organização terrorista Hezbollah”, disse o Exército em um comunicado, indicando que o incidente está sendo investigado.
Um e-mail interno do Pentágono descreve opções para os Estados Unidos punirem aliados da Otan que, na avaliação de Washington, não apoiaram as operações americanas na guerra contra o Irã, publicou a Reuters nesta sexta-feira. Entre as possibilidades, segundo uma fonte ouvida pela agência, estaria a suspensão da Espanha da aliança militar do Ocidente e a revisão da posição dos EUA sobre a reivindicação britânica das Ilhas Malvinas, embora uma autoridade da Otan tenha dito posteriormente à BBC que não há qualquer previsão para que os Estados-membros sejam suspensos ou expulsos da organização.
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Segundo a fonte americana ouvida pela Reuters, o e-mail expressava frustração com a aparente relutância ou recusa de alguns aliados em conceder aos Estados Unidos acesso, bases e direitos de sobrevoo — conhecidos como ABO — para a guerra contra a República Islâmica. A nota dizia que o ABO é “apenas o mínimo absoluto para a Otan”, afirmou a autoridade, acrescentando que as opções estavam circulando no Pentágono. Uma delas prevê suspender “países difíceis” de posições importantes ou prestigiadas na Otan.
Questionada sobre a possibilidade de suspender um aliado, um membro da organização declarou que “o Tratado Fundador da Otan não prevê qualquer dispositivo para suspensão da adesão à aliança”. Também por e-mail, a secretária de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, disse: “Como o presidente Trump disse, apesar de tudo o que os EUA fizeram por nossos aliados da Otan, eles não estiveram ao nosso lado”.
“O Departamento de Guerra garantirá que o presidente tenha opções críveis para assegurar que nossos aliados deixem de ser um tigre de papel e passem a fazer sua parte. Não temos mais comentários sobre quaisquer deliberações internas nesse sentido”, acrescentou.
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O líder americano, Donald Trump, criticou duramente aliados da Otan por não enviarem suas marinhas para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, rota essencial por onde normalmente passa um quinto do petróleo e gás natural do mundo e que tem sido afetada desde o início da guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro. Em declarações anteriores, o republicano sugeriu que estava considerando retirar os Estados Unidos da aliança, afirmando à imprensa 1º de abril:
— Você não faria isso se estivesse no meu lugar?
O e-mail citado pela Reuters, no entanto, não sugere que os EUA façam isso — tampouco propõe o fechamento de bases na Europa. A autoridade ouvida pela agência se recusou a dizer, porém, se as opções incluíam uma redução de parte das forças americanas na Europa, opção amplamente esperada diante da retórica de Trump. Para a fonte, as opções descritas na mensagem teriam como objetivo enviar um sinal forte aos aliados da Otan, com a meta de “reduzir o senso de direito por parte dos europeus”.
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A autoridade não revelou como os Estados Unidos poderiam tentar suspender a Espanha da aliança, afirmando apenas que, embora a opção possivelmente tivesse efeito limitado nas operações militares americanas, teria um impacto simbólico significativo. A Espanha irritou a administração americana ao se recusar a elevar os gastos com defesa para 5% do PIB, insistindo que pode cumprir suas obrigações com menos. Washington tem duas importantes bases militares no país: a Base Naval de Rota e a Base Aérea de Morón.
— Não trabalhamos com base em e-mails. Trabalhamos com documentos oficiais e posições de governo, neste caso dos Estados Unidos — disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ao ser questionado sobre a reportagem antes de uma reunião de líderes da União Europeia no Chipre para discutir temas como a cláusula de assistência mútua da Otan, acrescentando que a Espanha é um “parceiro leal” da aliança.
Mesmo que juridicamente inexequível, uma ameaça pública de suspender a Espanha do apoio defensivo seria “gravemente prejudicial” à aliança e aprofundaria a perda de confiança entre Europa e EUA, disse à Reuters Sven Biscop, professor de defesa europeia no Instituto Egmont, da Bélgica. Segundo ele, a maior parte dos líderes do bloco não confia mais que os EUA os apoiariam em “todas as crises”, de modo que, na avaliação do especialista, o que Trump tem feito “não faz sentido para os interesses americanos”.
Ilhas Malvinas
O memorando também inclui a opção de considerar a revisão do apoio diplomático dos Estados Unidos a antigas “possessões imperiais” europeias, incluindo as Ilhas Malvinas. Conhecidas no Reino Unido como Falklands, as ilhas ficam a cerca de 13 mil quilômetros do território britânico e a aproximadamente 480 quilômetros da costa argentina. A Argentina reivindica há décadas a soberania sobre o território ultramarino. Os dois países travaram uma guerra pela disputa, após as forças argentinas invadirem as ilhas em 1982.
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Enquanto o presidente argentino, Javier Milei, é visto como aliado de Trump, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tem sido repetidamente criticado pelo americano, que já chegou a chamá-lo de covarde por sua recusa em se juntar à guerra contra o Irã. O Reino Unido inicialmente não atendeu a um pedido dos EUA para permitir que suas aeronaves atacassem a República Islâmica a partir de duas bases britânicas, mas depois concordou em autorizar missões defensivas destinadas a proteger residentes da região.
Desde o início, a guerra entre EUA e Israel contra o Irã levantou sérias questões sobre o futuro do bloco de 76 anos e provocou preocupações sem precedentes de que Washington possa não socorrer aliados europeus caso sejam atacados, segundo analistas e diplomatas. Reino Unido, França e outros países afirmam que aderir ao bloqueio naval imposto pelos americanos equivaleria entrar na guerra, mas dizem que estariam dispostos a ajudar a manter o Estreito de Ormuz aberto quando houver um cessar-fogo duradouro ou o fim do conflito. Autoridades do governo Trump, no entanto, têm enfatizado que a Otan não pode ser uma via de mão única, com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmando:
— Recebemos [dos europeus] questionamentos, obstáculos ou hesitações… Não há muita aliança se há países que não estão dispostos a ficar ao seu lado quando você precisa deles.
A ex-miss mexicana Carolina Flores Gómez, de 27 anos, foi morta a tiros dentro do apartamento onde vivia com o marido e o filho, no bairro de Polanco, na Cidade do México, no último dia 15. O caso é investigado como feminicídio, e a principal suspeita é a sogra da vítima, que fugiu após o crime.
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Segundo relatos reunidos pela investigação, Carolina foi encontrada já sem vida por paramédicos, com um ferimento de bala na cabeça. No momento do crime, estavam no imóvel o marido da jovem, Alejandro Sánchez, e a mãe dele, apontada como autora dos disparos.
Imagens de câmeras de segurança e de uma babá eletrônica registraram parte da sequência. Nos vídeos, a modelo aparece conversando com a sogra antes de ambas seguirem para um dos quartos. Pouco depois, são ouvidos disparos e um grito.
“O que você fez?” “Nada. Ela me irritou.” “O que há de errado com você? É a minha família.” “Você era meu filho. Ela te roubou.”
Após o crime, a mulher deixou o local. O caso só foi formalmente comunicado às autoridades no dia seguinte, quando Alejandro procurou o Ministério Público e denunciou a própria mãe. O intervalo entre o assassinato e o registro da ocorrência é um dos pontos analisados pela investigação.
Outro aspecto que chama atenção é o fato de o disparo não ter sido ouvido por vizinhos nem por funcionários do condomínio, localizado em uma das áreas mais valorizadas da capital mexicana.
Até o momento, não há registro de prisão. As autoridades informaram que o caso é conduzido sob o protocolo de feminicídio e que a motivação ainda está sendo apurada.
Natural da Baixa Califórnia, Carolina ganhou projeção ao vencer, em 2017, o concurso Miss Teen Universo Baixa Califórnia. Ela também atuava como modelo e influenciadora digital e deixa um filho de oito meses.
Um tiroteio dentro do shopping Mall of Louisiana, em Baton Rouge, deixou uma pessoa morta e pelo menos cinco feridas na tarde desta quinta-feira (23), após uma discussão entre dois grupos que terminou em troca de disparos. O caso é tratado pelas autoridades como um conflito direcionado, e não um ato aleatório.
De acordo com o chefe de polícia de Baton Rouge, Thomas Morse Jr., imagens de câmeras de segurança mostram que o confronto começou na praça de alimentação do centro comercial. “Dois grupos de pessoas começaram a discutir e passaram a atirar uns contra os outros”, afirmou à CNN. Ele ressaltou que pessoas que não tinham relação com a briga também podem ter sido atingidas.
Confira:
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Os disparos ocorreram pouco antes das 13h30 (horário local) e causaram correria no local. Frequentadores buscaram abrigo em lojas e provadores enquanto alertavam outros clientes para se proteger. Vídeos que mostram o desespero e a movimentação durante o episódio circulam nas redes sociais.
Inicialmente, a polícia informou que dez pessoas haviam sido feridas, mas o número foi revisado para cinco. Entre os atingidos, uma vítima está em estado crítico, enquanto as demais sofreram ferimentos leves. Ainda não há confirmação sobre quantos suspeitos participaram diretamente do tiroteio, e os investigadores analisam imagens e coletam provas para identificar as armas utilizadas.
Investigação e resposta policial
Cinco pessoas foram levadas sob custódia e estão sendo interrogadas para esclarecer o envolvimento no caso. Até o momento, ninguém foi formalmente preso. Segundo Morse, a investigação segue em andamento e novas prisões não estão descartadas.
Agentes do FBI e do ATF auxiliaram no atendimento da ocorrência, que mobilizou rapidamente diversas forças de segurança. Um policial que já estava no shopping e um agente do xerife que patrulhava o estacionamento foram os primeiros a responder, seguidos por dezenas de outros oficiais que chegaram em poucos minutos.
O chefe de polícia afirmou que não há ameaça ativa ao público, mas destacou que o caso será investigado com rigor. “À medida que identificarmos suspeitos, vamos seguir todas as pistas possíveis para responsabilizá-los”, disse à CNN.
Relatos de testemunhas
Testemunhas descreveram momentos de pânico. Signi Dreyer, funcionária de um carrossel no shopping, relatou à afiliada da CNN que inicialmente pensou se tratar de fogos de artifício, até perceber um homem armado atirando enquanto pessoas caíam no chão.
“Eu o vi girando e atirando”, contou. Segundo ela, após acionar a segurança, ajudou vítimas feridas até a chegada dos paramédicos.
Outra testemunha, Raleigh Robertson, de 22 anos, disse à CNN que estava ao telefone com a mãe quando ouviu os disparos dentro de uma loja. “Os tiros eram extremamente rápidos e duraram cerca de 20 a 30 segundos”, afirmou. Ela conseguiu fugir do local e, ao sair, viu viaturas policiais chegando ao estacionamento.
Contexto e repercussão
Entre os afetados estão alunos da Ascension Episcopal School, em Lafayette, segundo o governador da Louisiana, Jeff Landry. A escola informou, em comunicado, que alguns estudantes ficaram feridos e pediu apoio da comunidade.
O episódio ocorre poucos dias após outro ataque violento no estado, em Shreveport, aumentando a preocupação com a segurança na região. O prefeito de Baton Rouge, Sid Edwards, lamentou o ocorrido e destacou a dificuldade de prevenir esse tipo de situação.
“Às vezes, tudo o que podemos fazer é reagir”, declarou.
Uma árvore considerada símbolo histórico e afetivo para moradores do estado do Maine, nos Estados Unidos, foi alvo de vandalismo nesta semana. O tronco da chamada “Grande Árvore Velha”, com cerca de 350 anos, amanheceu pichado com tinta spray vermelha nesta quarta-feira (22) na área natural Jeremiah Colburn, gerando reação imediata da comunidade local.
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De acordo com o Orono Land Trust, responsável pela preservação do espaço, a depredação foi identificada na quarta-feira. As iniciais “M” e “C” foram pintadas no tronco largo da árvore, conhecida por seus galhos longos e retorcidos, que a tornaram um marco natural da região.
“Alguém achou que seria uma boa ideia destruir a Grande Árvore Velha. Isso é de partir o coração para muita gente”, afirmou a organização em publicação nas redes sociais. O grupo também fez um apelo para identificar os responsáveis, destacando os impactos ambientais do ato.
Símbolo histórico e ambiental
A árvore não é apenas um elemento paisagístico, mas também tem relevância histórica para a cidade. Segundo reportagem do jornal Bangor Daily News, o local foi determinante para a criação do Orono Land Trust. Na década de 1980, quando um terreno de cerca de 44 acres foi colocado à venda, moradores se mobilizaram para adquirir a área e preservá-la, garantindo acesso público às trilhas.
Atualmente, a área abriga aproximadamente 5,6 quilômetros de caminhos e é frequentada por moradores e visitantes, além de preservar uma extensa vegetação, incluindo pinheiros e a árvore centenária agora danificada.
A repercussão do caso nas redes sociais evidenciou o vínculo emocional da população com o local. Uma moradora relatou tristeza ao ver a árvore pichada, lembrando-se de visitas durante a infância. Outros comentários classificaram o ato como “inaceitável” e expressaram esperança de que a tinta possa ser removida sem comprometer a saúde da planta.
Impacto ambiental e restauração
Especialistas alertam que a aplicação de tinta em árvores pode causar danos significativos. A substância compromete a respiração da casca e pode favorecer o apodrecimento, colocando em risco a sobrevivência do vegetal.
O episódio gerou ainda mais revolta por ter ocorrido no mesmo dia em que se celebra o Dia da Terra, dedicado à conscientização ambiental.
Autoridades locais informaram que trabalham para restaurar a árvore e remover a tinta de forma segura. Ainda não há informações sobre suspeitos, e o caso segue sob apuração.
Um carregamento de animais silvestres importados da América do Sul terminou em prejuízo ambiental e questionamentos sobre o manejo de espécies exóticas nos Estados Unidos. Pelo menos 31 preguiças morreram entre 2024 e 2025 após serem transportadas para a Flórida, onde seriam uma das principais atrações do parque temático Sloth World Orlando, ainda não inaugurado.
As mortes vieram à tona em um relatório divulgado em abril pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida, que investigou as condições de armazenamento dos animais em um galpão operado pela empresa Sanctuary World Imports.
Falhas estruturais e choque térmico
De acordo com o documento, os animais foram mantidos em um armazém que não estava preparado para recebê-los durante períodos de temperaturas mais baixas no estado. O espaço contava com gaiolas, telas de sombreamento e vegetação para auxiliar na adaptação das preguiças, mas carecia de infraestrutura adequada para controle térmico.
O responsável licenciado pela empresa, Peter Bandre, informou às autoridades que realizou dois pedidos: um lote de 21 preguiças oriundas da Guiana e outro com 10 animais vindos do Peru. Segundo ele, o primeiro grupo morreu em decorrência de “choque térmico”.
Ainda conforme o relatório, houve tentativa de aquecer o ambiente com o uso de aquecedores elétricos. No entanto, uma falha no fusível interrompeu o funcionamento dos equipamentos, deixando os animais expostos ao frio.
Apesar das condições inadequadas, Bandre afirmou que não foi possível cancelar o envio a tempo.
Novo carregamento também registrou mortes
O segundo lote chegou em 19 de fevereiro de 2025. Duas preguiças já desembarcaram mortas, enquanto as outras oito morreram posteriormente devido a problemas de saúde, segundo o relatório.
A sucessão de mortes levantou críticas de autoridades e reacendeu o debate sobre o comércio e o transporte de animais silvestres.
O deputado democrata da Flórida, Maxwell Frost, afirmou estar “horrorizado” com o episódio. Em publicação nas redes sociais, ele declarou que os animais foram submetidos a condições inadequadas, incluindo superlotação e ausência de aquecimento apropriado, fatores que teriam contribuído para estresse e disseminação de doenças.
Contestação e investigação
Um ex-sócio do Sloth World Orlando contestou as conclusões apresentadas no relatório. Em entrevista à afiliada local da Fox, a WOFL, ele negou que os animais tenham sofrido hipotermia ou ficado sem acesso a água e eletricidade.
O ex-coproprietário, que afirmou não ter mais vínculo com o empreendimento, destacou ainda que o parque teve sua licença renovada após uma inspeção considerada rigorosa pela própria Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida.

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