As mortes vieram à tona em um relatório divulgado em abril pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida, que investigou as condições de armazenamento dos animais em um galpão operado pela empresa Sanctuary World Imports.
Falhas estruturais e choque térmico
De acordo com o documento, os animais foram mantidos em um armazém que não estava preparado para recebê-los durante períodos de temperaturas mais baixas no estado. O espaço contava com gaiolas, telas de sombreamento e vegetação para auxiliar na adaptação das preguiças, mas carecia de infraestrutura adequada para controle térmico.
O responsável licenciado pela empresa, Peter Bandre, informou às autoridades que realizou dois pedidos: um lote de 21 preguiças oriundas da Guiana e outro com 10 animais vindos do Peru. Segundo ele, o primeiro grupo morreu em decorrência de “choque térmico”.
Ainda conforme o relatório, houve tentativa de aquecer o ambiente com o uso de aquecedores elétricos. No entanto, uma falha no fusível interrompeu o funcionamento dos equipamentos, deixando os animais expostos ao frio.
Apesar das condições inadequadas, Bandre afirmou que não foi possível cancelar o envio a tempo.
Novo carregamento também registrou mortes
O segundo lote chegou em 19 de fevereiro de 2025. Duas preguiças já desembarcaram mortas, enquanto as outras oito morreram posteriormente devido a problemas de saúde, segundo o relatório.
A sucessão de mortes levantou críticas de autoridades e reacendeu o debate sobre o comércio e o transporte de animais silvestres.
O deputado democrata da Flórida, Maxwell Frost, afirmou estar “horrorizado” com o episódio. Em publicação nas redes sociais, ele declarou que os animais foram submetidos a condições inadequadas, incluindo superlotação e ausência de aquecimento apropriado, fatores que teriam contribuído para estresse e disseminação de doenças.
Contestação e investigação
Um ex-sócio do Sloth World Orlando contestou as conclusões apresentadas no relatório. Em entrevista à afiliada local da Fox, a WOFL, ele negou que os animais tenham sofrido hipotermia ou ficado sem acesso a água e eletricidade.
O ex-coproprietário, que afirmou não ter mais vínculo com o empreendimento, destacou ainda que o parque teve sua licença renovada após uma inspeção considerada rigorosa pela própria Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida.








