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Após mais de quatro décadas sem respostas, o assassinato de Roxanne Sharp, uma garota de 16 anos encontrada morta em 1982 na Louisiana, no sul dos Estados Unidos, voltou a ser relevante após a captura de quatro homens identificados como supostos autores. O caso, que permaneceu paralisado por anos devido à falta de evidências e ao silêncio da comunidade, tomou um rumo com a ajuda de novas tecnologias e um podcast que reativou a investigação.
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O crime ocorreu em 12 de fevereiro de 1982, quando o corpo da menor foi encontrado em uma área arborizada de Covington. As autoridades estabeleceram que a jovem foi vítima de agressão sexual e homicídio, mas naquele momento nenhuma prisão foi realizada. A escassez de provas físicas e a falta de testemunhas dispostas a depor mantiveram o arquivo sem progresso por décadas.
Em meio a essa incerteza, surgiu uma linha de investigação que acabou sendo descartada. Um serial killer confessou o crime, mas depois retratou, e sua versão foi descartada devido a inconsistências nas evidências.
De acordo com informações compartilhadas pela Associated Press (AP), o caso mudou de direção quando o podcast “Who Killed Roxanne Sharp?” foi lançado em 2025, uma produção desenvolvida em conjunto com investigadores e a mídia local. A série não só reacendeu o interesse do público, como também permitiu que informações-chave que haviam permanecido ocultas por anos fossem obtidas.
— Isso ajudou nossos investigadores a reconstruir onde Roxanne estava dias antes de sua morte — disse Marc Gremillion, porta-voz da polícia estadual. — Foi uma grande ajuda para espalhar essa mensagem ao público e, portanto, para que testemunhas nos contatassem novamente — disse ele.
O impacto do podcast foi imediato. Charles Dowdy, vice-presidente da Northshore Media, o veículo responsável pela produção da série, reconheceu que o escopo superou todas as expectativas.
— Quando começamos o podcast, achamos que ninguém se importava, mas rapidamente percebemos nosso erro — disse ele. — Muitas pessoas nos procuraram e disseram que conheciam Roxanne, que se lembravam dela e que eram amigos dela — acrescentou.
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Durante a produção, Dowdy acompanhou os investigadores na reconstrução da cena do crime, documentando detalhes que passaram despercebidos por anos.
— Ficou claro que a agarraram na rua e a arrastaram para a floresta — disse ele.
A divulgação do caso também quebrou o silêncio que a comunidade manteve por décadas diante dos acontecimentos que ocorreram.
— Tem sido uma grande nuvem negra sobre a comunidade. Ninguém falava sobre isso, era um segredo aberto — disse Justin Joiner, morador da região.
Com novas informações fornecidas por testemunhas e o apoio de tecnologias modernas de análise de DNA, as autoridades conseguiram identificar quatro suspeitos: Perry Wayne Taylor, Darrell Dean Spell, Carlos Cooper e Billy Williams Jr., todos com mais de 60 anos. Os homens enfrentam acusações de estupro agravado e homicídio em segundo grau. Alguns já estavam presos por outros crimes.
As prisões, realizadas em abril de 2026, representam um avanço significativo em um caso que por anos não pôde ser resolvido.
— Casos não resolvidos não se fecham sozinhos. Eles fecham porque as pessoas aparecem ano após ano e se recusam a desistir — disse o chefe do Departamento de Polícia de Covington, Michael Ferrell.
O processo judicial pode levar a prisão perpétua, levando em conta a gravidade das acusações. Enquanto isso, a família da vítima mantém a expectativa de fechar um capítulo que permaneceu aberto por mais de 40 anos.
— Esperamos que, com justiça, cura e encerramento venham para nossa família — disse Michele Lappin, sobrinha da jovem.

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A ganhadora iraniana do Prêmio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, foi transferida da prisão para um hospital após “uma piora catastrófica em sua saúde”, informou sua fundação em um comunicado. Mohammadi recebeu a honraria por “sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e para promover os direitos humanos e a liberdade para todos”. Em fevereiro, um tribunal iraniano condenou a ativista a sete anos e meio de prisão por acusações relacionadas a conspiração e propaganda contra o sistema, mais um episódio em sua longa sequência de detenções.
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A família e os apoiadores de Mohammadi passaram semanas pedindo ao regime iraniano que permitisse que ela recebesse atendimento médico urgente. Até sexta-feira, esses apelos pareciam ter sido ignorados.
A Fundação Narges informou que a ativista foi transferida da prisão de Zanjan para um hospital local na província de Zanjan, no Irã. A fundação havia dito em fevereiro que Mohammadi estava em greve de fome e, no mês seguinte, alertou que ela se encontrava com a saúde extremamente debilitada, havia sofrido um possível ataque cardíaco e teve o atendimento médico especializado negado.
Mohammadi, de 53 anos, foi detida em meados de dezembro durante uma cerimônia fúnebre na cidade de Mashad, junto com outros ativistas, segundo denúncia de familiares citada pelo El País. Ela estava em liberdade condicional desde dezembro de 2024 por motivos médicos.
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No fim de novembro, havia denunciado que as autoridades lhe proibiram de forma “permanente” de deixar o país e que não emitiam passaporte para que pudesse visitar os dois filhos, que não vê há 11 anos.
A ativista já foi presa 13 vezes e condenada em nove ocasiões, tendo sido encarcerada pela última vez em 2021. Mesmo durante períodos de prisão, continuou denunciando violações de direitos humanos no Irã, incluindo a aplicação da pena de morte e a repressão a mulheres que não utilizam o véu islâmico.
Em uma região marcada predominantemente por climas áridos e semiáridos, com alguns dos índices pluviométricos mais baixos do mundo registrados anualmente, os recursos hídricos são uma questão-chave nos territórios palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Dois anos e meio após o início da guerra entre Israel e Hamas, organizações internacionais afirmam que o abastecimento tem sido um dos alvos, com um forte impacto sobre a população civil.
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Um relatório publicado pela Médicos Sem Fronteiras (MSF) na terça-feira acusou Israel de usar a água como arma de guerra, realizando uma “campanha de punição coletiva” contra os palestinos por meio de “privação deliberada de água”, o que classificou como “parte integrante do genocídio perpetrado” pelo governo israelense, alegações rejeitadas por autoridades de Tel Aviv. Já o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) compilou, no fim da semana passada, 60 ataques desde o começo do ano contra instalações de águas e esgotos ligadas ao Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) na Cisjordânia por colonos israelenses, que ganharam respaldo em suas pretensões expansionistas com o governo.
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A Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat), unidade do Ministério da Defesa de Israel responsável por implementar políticas civis e coordenar operações humanitárias em Gaza e na Cisjordânia rejeitou ainda na terça as conclusões do relatório da MSF, classificando as alegações como “infundadas”, acusando a ONG com atuação em cerca de 75 países de “ecoar propaganda do Hamas”. Também argumentou que o fornecimento de água em Gaza “consistentemente excede os limiares humanitários”, apontando que facilitaria a entrada de mais de 70 mil metros cúbicos de água no território diariamente.
“As afirmações de que Israel usa a água como uma ‘arma’ são factualmente incorretas e ignoram uma verdade simples: a única parte que transforma a ajuda humanitária em arma é o Hamas”, disse o órgão em um comunicado compartilhado via redes sociais. “Longe de ‘impedir’ o acesso, Israel facilita e fornece água de suas próprias fontes”.
Fontes de água
O acesso a fontes de água é um gargalo histórico da região e mudou conforme a dinâmica conflituosa das últimas décadas. Israel controla a maior parte dos recursos hídricos na Cisjordânia desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em ambos os territórios palestinos, o abastecimento depende de uma rede de dessalinizadores, poços e uma infraestrutura de distribuição intensamente comprometidas por ações militares, ataques de grupos extremistas e o controle de fronteira, segundo organizações que atuam nas duas regiões.
Dados da ONU, da União Europeia e do Banco Mundial indicam que Israel destruiu ou danificou quase 90% das infraestruturas de água e saneamento em Gaza, incluindo centrais de dessalinização, poços, tubulações e redes de esgoto. A MSF documentou disparos do Exército israelense contra caminhões-pipa “claramente identificados”, segundo o relatório, indicando também que um terço dos pedidos da ONG para transportar unidades de dessalinização, bombas, cloro e outros produtos para tratamento da água, reservatórios, repelentes de insetos ou latrinas “foi rejeitado ou ficou sem resposta”.
Menino segura garrafas plásticas vazias enquanto espera para buscar água potável em Khan Yunis
Bashar Taleb/AFP
— As autoridades israelenses sabem que sem água a vida acaba, mas, mesmo assim, destruíram deliberada e sistematicamente a infraestrutura hídrica em Gaza, ao mesmo tempo em que bloqueiam consistentemente a entrada de suprimentos relacionados ao [abastecimento de] água — afirmou Claire San Filippo, coordenadora de emergência de MSF. — Palestinos têm sido feridos e mortos simplesmente por tentarem ter acesso à água.
As conclusões do relatório da MSF levam em consideração dados da organização e depoimentos que foram coletados por seus funcionários entre 2024 e 2025 no enclave palestino. Alguns depoimentos foram tornados públicos.
— Meu neto estava em Nuseirat, em julho [de 2025]. Ele foi buscar água potável — disse Hanan, uma mulher palestina na Cidade de Gaza ouvida pela ONG. — Ele estava na fila com outras crianças, e eles [as forças israelenses] o mataram. Ele tinha 10 anos… Buscar água não deveria ser perigoso.
Colono israelense armado se reúne com outros em um toboágua na vila de Ras Ein al-Auja, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 9 de abril de 2026
Ilia Yefimovich/AFP
Sob ataque
No caso do território palestino mais ao norte, os ataques ao sistema de água foram descritos por agências de ajuda humanitária e organizações de defesa dos direitos humanos como parte de um processo mais amplo de disputa pelo controle da terra — em um contexto em que pretensões expansionistas ganham respaldo do governo israelense. Os ataques de grupos de colonos às estruturas, alguns deles registrados em vídeo por meios palestinos, comprometeram o abastecimento de ao menos 32 comunidades em 2026.
“Essas condições continuam a prejudicar o acesso dos palestinos às fontes de água, danificar redes e estruturas de armazenamento e limitar a prestação de serviços, aumentando a dependência de intervenções de curto prazo, como o transporte de água por caminhões-pipa”, diz o relatório da OCHA.
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A rede americana CNN conversou com testemunhas de um dos ataques, em fevereiro, na estação de tratamento de Ein Samia, a nordeste de Ramallah. As fontes descreveram como homens mascarados invadiram a área e danificaram as tubulações, essenciais para abastecer cerca de 100 mil pessoas. A Polícia de Israel disse que uma investigação foi aberta e está em andamento. O Exército israelense disse que seus soldados são instruídos a interferir em situações como as descritas.
— Não se trata de que, se os palestinos receberem mais, os colonos receberão menos. Na verdade, a motivação é: ‘queremos expulsar os palestinos, então não queremos que eles tenham o que precisam para sobreviver’ — afirmou Aviv Tatarsky, pesquisador da ONG israelense Ir Amim, em entrevista à CNN. — Os confrontos em torno das fontes de água fazem parte de uma luta maior pelo controle da terra.
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Pragas e doenças
Além do dano direto dos bombardeios e das ações direcionadas à infraestrutura hídrica, a guerra impactou profundamente o acesso à água com o deslocamento forçado de palestinos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou na semana passada que 80% dos cerca de 1,6 mil acampamentos de deslocados pelo conflito registraram infestações de roedores e outras pragas que espalham doenças. A MSF também citou que as condições de vida indignas, em tendas superlotadas e abrigos improvisados, favorece a propagação de doenças, em particular infecções respiratórias, doenças de pele e doenças diarreicas. (Com AFP)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em carta ao Congresso que as hostilidades com o Irã foram “encerradas” após a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo no início de abril, buscando reduzir a pressão política sobre a necessidade de autorização formal dos parlamentares para a continuidade do conflito. A justificativa está ligada à legislação americana que regula o uso das Forças Armadas. Pela lei, após notificar oficialmente o Congresso sobre ações militares, o presidente tem 60 dias para encerrar as operações ou obter autorização para prolongá-las. Em tese, esse prazo expiraria nesta sexta-feira.
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“Não houve troca de tiros entre as Forças Armadas dos Estados Unidos e o Irã desde 7 de abril de 2026”, escreveu o presidente aos líderes do Congresso. “As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 foram encerradas.” “Tenho dirigido e continuarei a dirigir as Forças Armadas dos Estados Unidos de acordo com minhas responsabilidades e em conformidade com minha autoridade constitucional para conduzir as relações exteriores dos Estados Unidos como Comandante-em-Chefe e Chefe do Executivo”.
O argumento jurídico usado por Trump foi antecipado pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante audiência no Congresso na quinta-feira, afirmando que o prazo para buscar a aprovação dos legisladores havia sido suspenso em decorrência do cessar-fogo.
— Estamos em um cessar-fogo neste momento, o que, segundo nosso entendimento, significa que o prazo de 60 dias é suspenso ou interrompido — disse Hegseth durante audiência na Comissão das Forças Armadas do Senado.
De acordo com a Resolução de Poderes de Guerra, adotada em 1973 pelo Congresso nos últimos anos da Guerra do Vietnã, o presidente que decidir lançar uma operação militar no exterior precisa comunicar o Congresso em até 48 horas, e estipula que se os legisladores não autorizarem a guerra em até 60 dias, as tropas devem retornar às suas bases. A legislação dá um prazo adicional de 30 dias, mas apenas para permitir uma retirada. Na ocasião, o presidente Richard Nixon vetou o texto, mas o Congresso derrubou o veto.
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Pelas contas de Trump e Hegseth, eles teriam mais algumas semanas de guerra mesmo sem o aval do Legislativo. Mas senadores, especialmente de oposição, afirmam que o prazo acaba nesta sexta-feira, impondo mais um desafio legal a uma guerra questionada dentro dos EUA.
Não há qualquer indício de que a Casa Branca tentará buscar a aprovação do Congresso, e deve deixar o prazo expirar, como fizeram alguns de seus antecessores — em 1999, Bill Clinton foi processado por estourar os 60 dias durante a ofensiva contra as forças iugoslavas durante a Guerra do Kosovo, mas a provisão dos 30 dias adicionais livrou seu governo de culpa ou condenações.
Ao contrário da operação nos Bálcãs, lançada com justificativas humanitárias e contra um líder mais tarde processado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, Slobodan Milosevic, a guerra no Irã não conta com o apoio dos americanos e começa a incomodar a base republicana, preocupada com os impactos nas eleições de novembro. Na terça-feira, pesquisa publicada pela agência Reuters e pelo instituto Ipsos mostrou que apenas 34% dos entrevistados são a favor da “Operação Fúria Épica”.
‘Insatisfeito’
Enquanto isso, Trump disse nesta sexta-feira que não está satisfeito com a nova proposta do Irã para iniciar negociações pelo fim da guerra no Oriente Médio, expressando dúvidas sobre a capacidade do país de aceitar um acordo.
As tratativas entre os dois lados permanecem paralisadas. A agência estatal iraniana Irna afirmou horas antes que o Irã enviou uma proposta de negociação aos EUA por meio de mediadores do Paquistão. No mesmo dia, o chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, afirmou que Teerã está aberto a dialogar com Washington, mas não aceitará “imposições” sob ameaça.
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A nova proposta iraniana oferece a discussão das condições de Teerã para a abertura do Estreito de Ormuz, em troca de garantias americanas de que cessarão os ataques e suspenderão o bloqueio aos portos iranianos, disseram fontes do Wall Street Journal.
Nas discussões anteriores, o Irã exigia que os EUA suspendessem o bloqueio como pré-condição para as negociações e concordassem com os termos para o fim da guerra antes de discutir a gestão futura do estreito e seu programa nuclear. Já a nova proposta enviada pela República Islâmica prevê a discussão das questões relativas ao programa nuclear iraniano em troca do alívio das sanções americanas, de acordo com as fontes.
Com agências internacionais.

Equipes da Defesa Civil Nacional se deslocaram, nesta sexta-feira (1º), para apoiar o estado de Pernambuco atingido por fortes chuvas. A decisão foi dada pelo Governo após contato com as autoridades locais. As equipes atuarão em conjunto com as defesas civis, estaduais e municipais. A determinação foi anunciada mais cedo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, entrou em contato com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e com o prefeito do Recife, Vitor Marques, para orientar sobre as providências necessárias para o reconhecimento sumário da situação de emergência.

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“Já conversei com autoridades locais, como o senador Humberto Costa, o ex-prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra, para informar que a determinação do presidente Lula é clara: garantir o socorro e assistência do Governo Federal nessa situação de emergência”, afirmou o ministro.

Waldez Góes também destacou que equipes da Defesa Civil Nacional vão atuar em campo, em parceria com as defesas civis estaduais e municipais, para avaliar a situação e adotar as medidas necessárias para reduzir os impactos causados pelas chuvas em Pernambuco.

A pasta informou que, além de Pernambuco, o governo vai apoiar a Paraíba. O estado também tem sofrido com os temporais nas últimas 24h.

De acordo com o último boletim, divulgado pela Defesa Civil estadual, nesta sexta-feira (1º), às 12h, o estado de Pernambuco está com sete municípios em alerta e teve registros expressivos de acumulado de chuva nas últimas 24 horas, em milímetros (mm), com destaque para as seguintes cidades: Goiana (181 mm), Abreu e Lima (144,8 mm), Paulista (142,9 mm), Igarassu (140,5 mm), Condado (129,6 mm), Itaquitinga (120,8 mm) e Itambé (117,6 mm). Em Recife, foram registrados pontos de alagamento.

“Os técnicos também fazem o monitoramento hidrológico em rios da Mata Norte de Pernambuco. O risco hidrológico e urbano está em evolução, com possibilidade de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra em áreas vulneráveis” disse a pasta.

O auxílio a Pernambuco já havia sido anunciado mais cedo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula determinou o apoio do governo federal à região metropolitana do Recife após a cidade sofrer com fortes chuvas.

Desde ontem (30), segundo a Defesa Civil estadual, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva na região. Pelo menos duas pessoas morreram, segundo o prefeito de Recife, Victor Marques. 

Em uma rede social, Lula disse que conversou por telefone, na manhã desta sexta-feira, com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e o senador pernambucano Humberto Costa (PT-PE) sobre as chuvas, que atingem também outras regiões do estado.

“Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área,” disse o presidente

Paraíba

O estado da Paraíba também registrou chuvas intensas e está em risco. Há alerta laranja (perigo) para parte do estado, com previsão de chuva entre 30 e 60 milímetros (mm) por hora, ventos intensos, risco de alagamentos, queda de árvores e interrupções de energia.

Entre os municípios em alerta, destaque para João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Mamanguape, Guarabira, Sapé, Rio Tinto, Alhandra, Areia e Bananeiras.

 

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira novas sanções com o objetivo de enfraquecer o governo cubano, que, segundo ele, “continua a representar uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, classificou as medidas como “ilegais e abusivas”.
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“Repudiável, mas curioso e ridículo. O governo dos EUA está alarmado e responde com novas medidas coercitivas unilaterais, ilegais e abusivas contra Cuba, à marcha do Dia do Trabalho de mais de meio milhão de cubanos em Havana, liderada pelo General do Exército Raúl Castro e pelo presidente [Miguel] Díaz-Canel, e às assinaturas de 6 milhões de cubanos (81% da população com mais de 16 anos) em defesa da pátria sob ameaça militar, denunciando o bloqueio intensificado e o embargo energético”, escreveu o chanceler em uma publicação nas redes sociais.
Trump instruiu sua administração a sancionar bancos estrangeiros que trabalham com o governo comunista em Havana, bem como a endurecer as regulamentações de imigração. As sanções também atingirão indivíduos envolvidos nos setores de energia e mineração, e qualquer pessoa envolvida em “graves violações dos direitos humanos”.
A administração Trump acusa o governo cubano de implementar “políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos”, contrárias aos “valores morais e políticos de sociedades livres e democráticas”, de acordo com o decreto presidencial.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que milhares de pessoas marcharam em frente à embaixada dos EUA em Havana para “defender a pátria” e denunciar ameaças de agressão militar, em meio à escalada das tensões com Washington.
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Além do embargo em vigor desde 1962, Washington — que não esconde seu desejo de mudança de regime em Havana — impôs um bloqueio de petróleo a Cuba desde janeiro, permitindo a entrada de apenas um petroleiro russo no país desde então.
Essa medida provocou uma profunda crise energética no país, e que tem se agravado exponencialmente desde então. A escassez de combustível contribuiu para três grandes apagões em nível nacional e levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspender voos para a ilha.
Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram nota conjunta nesta sexta condenando “em termos enérgicos” o que chamaram de “sequestro” dos ativistas que foram detidos por autoridades israelenses enquanto viajavam para Gaza a bordo de uma flotilha humanitária. O Países dizem exigir do governo de Israel o retorno imediato do brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, com “plenas garantias de segurança”.
Thiago e Saif estavam a bordo da flotilha Global Sumud junto de mais de outros 170 ativistas. As embarcações foram abordadas em águas internacionais, próximo à Grécia. A maior parte do grupo foi liberada e desembarcou na ilha de Creta, mas não o brasileiro e o espanhol-palestino. Autoridades israelenses afirmaram que eles seriam interrogados em Israel.
Segundo os governos do Brasil e da Espanha a ação israelense é “flagrantemente ilegal”, fora da jurisdição daquele Estado. “É uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, registrou nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.
Os países ainda dizem exigir que seja facilitado o acesso consular imediato a Thiago e a Saif para “assistência e proteção”.
Em um comunicado, o ministério israelense afirmou que Thiago Ávila é “suspeito de atividade ilegal”, sem fornecer mais detalhes, e Abu Keshek é “suspeito de ligação com uma organização terrorista”.
Thiago Ávila participou da flotilha humanitária “Nossa América”, que chegou a Havana no final de março, em solidariedade ao governo cubano, afetado pelo bloqueio energético imposto pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump. Acompanhado pela ativista sueca Greta Thunberg e pela ex-prefeita de Barcelona, ​​Ada Colau, Ávila também participou, no ano passado, de outra flotilha com destino a Gaza, que também foi interceptada por Israel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta sexta-feira (1º) apoio do governo federal à região metropolitana de Recife, após a cidade sofrer com fortes chuvas. Desde ontem (30), segundo a Defesa Civil estadual, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva na região. 

Pelo menos quatro pessoas estão desaparecidas após o deslizamento de uma barreira em Olinda.

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Em uma rede social, Lula disse que conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e com o senador pernambucano Humberto Costa (PT-PE) sobre as chuvas, que atingem também outras regiões do estado.

“Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área”, disse o presidente. 

Lula determinou ainda que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mobilize a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para prestar atendimento às vítimas.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também se manifestou. Ele disse que Góes conversou com a governadora do estado, Raquel Lyra, sobre as medidas de apoio do governo.

Entre as providências a serem adotadas está a decretação de estado de calamidade pública para o estado e os municípios atingidos. 

Guimarães disse ainda que o governo fará o reconhecimento sumário da situação e adotará, “com rapidez, as medidas necessárias para minimizar os impactos e reduzir o sofrimento das populações atingidas”.

“O diálogo com as diferentes esferas de governo reforça a importância da atuação conjunta neste momento crítico. A união de esforços é fundamental para enfrentar a tragédia, salvar vidas e evitar maiores perdas, em um gesto de solidariedade com o povo pernambucano diante de uma situação tão difícil”, disse.

Alerta

A Defesa Civil emitiu um alerta de fortes chuvas para hoje e sábado na região metropolitana de Recife e zona da Mata Norte.

Chuvas moderadas devem atingir as zonas do Agreste e Mata Sul.

O Papa Leão XIV nomeou, nesta sexta-feira (1º), como bispo na Virgínia Ocidental um ex-migrante sem documentos nos Estados Unidos, após ter criticado a guerra no Irã e a política de imigração do presidente Donald Trump.
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O Vaticano anunciou, em um comunicado, a nomeação de Evelio Menjivar Ayala, de 56 anos, atualmente bispo auxiliar em Washington, como bispo da diocese de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental.
Nascido em El Salvador, Menjivar Ayala emigrou para os Estados Unidos em 1990, segundo o site da diocese de Washington. Ele relatou ter nascido na pobreza e ter fugido do conflito armado em seu país.
Detido inicialmente no México quando tentava entrar em solo americano, contou em uma entrevista no ano passado que pagou um suborno para ser libertado e que atravessou a fronteira por Tijuana.
Ele foi ordenado padre em 2004.
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O Papa Leão XIV, nascido nos Estados Unidos, recebeu no mês passado críticas de Trump — que o qualificou como “fraco” — depois de considerar “inaceitável” a ameaça de destruir o Irã.
Também qualificou a política do presidente americano em relação aos migrantes como “extremamente desrespeitosa” e pediu para “tratar as pessoas com humanidade”.
Um juiz de alto escalão na Bolívia foi morto a tiros na cidade de Santa Cruz, no leste do país, enquanto estava dentro de um táxi, informou a polícia nesta sexta-feira, acrescentando que ordenou reforço na segurança de outros 13 magistrados de alto escalão. O crime, cujos motivos estão sendo investigados, ocorreu na noite de quinta-feira. A vítima foi identificada como Víctor Hugo Claure, juiz do Tribunal Agroambiental, a mais alta instância judicial em matéria de justiça ambiental e agrária.
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Como decano daquele colegiado, Claure substituía o presidente do tribunal quando este não podia fazê-lo.
— Ontem ocorreu um incidente lamentável, o assassinato de um juiz — disse David Gómez, comandante da polícia de Santa Cruz, em coletiva de imprensa.
Ele especificou que uma motocicleta com dois homens se aproximou do veículo onde o juiz estava e um deles disparou um tiro.
O funcionário judicial morreu antes de chegar ao hospital. A autópsia apontou que ele foi atingido por quatro disparos, que provocaram hemorragia fatal.
Embora os acontecimentos estejam sob investigação, o chefe de polícia Gómez apontou “uma disputa de terras” como hipótese para a causa do crime.
— Ele teria emitido algum tipo de resolução relativa à posse ou ao uso de algumas terras (…) no leste da Bolívia — especificou.
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Segundo a polícia, autoridades judiciais de alto escalão de diferentes departamentos, incluindo Claure, se reuniram na quinta-feira em Santa Cruz.
— Neste momento, temos 13 magistrados sob proteção policial para seus traslados ao aeroporto e nos locais onde se hospedam — disse Gómez.
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Por sua vez, o promotor daquela cidade, Alberto Zeballos, afirmou que já possuem imagens dos acontecimentos e os depoimentos das testemunhas que estavam dentro do táxi.
O presidente Rodrigo Paz expressou sua “solidariedade” à família do magistrado e pediu ao público que não especulasse, em um comunicado à imprensa.
Na Bolívia, os magistrados dos mais altos órgãos judiciais, como o Tribunal Agroambiental, são eleitos por voto popular.

Após passar por uma cirurgia no ombro, o ex-presidente Jair Bolsonaro está em observação na unidade de terapia intensiva. Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º), no hospital DF Star, em Brasília, para realizar o procedimento. 

No boletim médico divulgado por volta das 14h, a equipe médica informou que Bolsonaro foi submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita. A operação ocorreu sem intercorrências.

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“No momento, encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica” diz o boletim.

A equipe médica que acompanha o ex-presidente é formada pelo ortopedista Alexandre Firmino Paniago – cirurgião de ombro; Claudio Birolini – cirurgião geral; Leandro Echenique e Brasil Caiado – cardiologistas e Allisson B. Barcelos Borges – diretor geral do hospital.

A autorização da cirurgia foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Os exames e o relatório fisioterapêutico anexados ao processo indicavam a necessidade da cirurgia para reparação de lesões na região do ombro.

Por decisão do ministro, de 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, após deixar o mesmo hospital privado da capital federal, onde esteve internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

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