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Uma semana após uma série de ataques militares que abalaram a liderança iraniana, figuras da oposição voltaram a falar abertamente sobre a possibilidade de mudanças profundas no país. Entre elas está o príncipe herdeiro iraniano exilado, que afirma que o atual sistema político enfrenta um momento decisivo.
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Segundo reportagem da Fox News, o príncipe herdeiro exilado do Irã, Reza Pahlavi, afirmou em entrevista ao programa “My View”, apresentado por Lara Trump, que a República Islâmica está “desmoronando” após recentes operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.
As operações, iniciadas no fim de semana anterior, resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de cerca de 50 autoridades ligadas ao regime. Para Pahlavi, os acontecimentos criaram um momento decisivo para uma possível mudança política no país.
Durante a entrevista, ele afirmou: “A situação no terreno é que as pessoas obviamente estavam esperando uma oportunidade para voltar às ruas e retomar o controle do país. Vemos cada vez mais elementos do regime ruindo. Muitas pessoas em casa estão prontas para assumir o poder, e isso é exatamente o que será necessário para uma transição bem-sucedida e estável”.
Manifestantes exibem foto de Reza Pahlavi durante ato de apoio a protestos no Irã, realizado em 11 de janeiro de 2026 em Londres
Getty Images
Após a morte de Khamenei, o opositor também afirmou que os iranianos não aceitariam qualquer solução política ligada ao sistema atual. “Somente uma ruptura total garantirá não apenas que alcancemos uma solução democrática e uma alternativa a este regime, mas também que haja pessoas que não estejam de forma alguma diretamente associadas a ele”, declarou.
Filho do último monarca iraniano, Mohammad Reza Pahlavi, deposto na Revolução Islâmica de 1979, Reza Pahlavi defende uma transição do atual regime teocrático para um sistema democrático. Segundo ele, essa mudança poderia ocorrer com apoio de diferentes grupos políticos e também de integrantes das forças armadas iranianas.
Sobre o futuro político do país, o príncipe afirmou que a decisão deve caber exclusivamente à população. “A transição envolve deixar essa escolha para o povo iraniano, e somente as urnas devem determinar o resultado e quem será, no futuro, responsável pelo nosso país”, disse.
Ele também comentou o papel da comunidade internacional no processo, citando o governo dos Estados Unidos. “Acredito que o que esperamos de qualquer governo, incluindo, é claro, o atual governo Trump, é que reconheça que a melhor maneira de ajudar o povo iraniano é permitir que ele faça essa escolha livremente e apoiar essa escolha como uma democracia ocidental, como a principal democracia do mundo.”
Filho do último monarca iraniano, Mohammad Reza Pahlavi, deposto na Revolução Islâmica de 1979, Reza Pahlavi defende uma transição do atual regime teocrático para um sistema democrático
Getty Images
Questionado sobre a possibilidade de outros modelos de governo, Pahlavi afirmou que a população não aceitaria algo diferente de um sistema democrático. “Não vejo nenhuma fórmula fora da democracia que seja duradoura, sustentável ou aceitável. A única maneira de as pessoas aceitarem o resultado é garantir que elas estejam no controle do próprio destino”, afirmou. Ele acrescentou: “E não acho que haja outra maneira além de um sistema democrático que possa garantir isso. Essa é a receita para a estabilidade, o progresso a longo prazo e a garantia de proteção de todos os direitos dos cidadãos.”
O líder da oposição também argumentou que um Irã democrático poderia trazer maior estabilidade para o Oriente Médio e abrir oportunidades econômicas para parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos.
Segundo ele, o mercado iraniano esteve fechado por décadas e poderia gerar receitas significativas em um cenário de mudança política. Pahlavi afirmou que a economia americana poderia arrecadar mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,24 trilhões), na primeira década após uma eventual transição de poder no país.
Para o opositor, um novo governo também poderia mudar a postura do Irã na região. “Como uma democracia, os iranianos se comprometerão a estabelecer relações cordiais com nossos vizinhos, trazer paz à região e estabilidade, o que, em última análise, é propício ao desenvolvimento e à prosperidade, algo que será bom para nós e também para nossos parceiros”, disse.
Ele acrescentou: “Acredito que os Estados Unidos têm muito a ganhar com isso. E não se esqueçam de que, depois que a situação se estabilizar e alcançarmos esse futuro, o Irã estará aberto a oportunidades econômicas.”
Reza Pahlavi vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia iraniana e instaurou a República Islâmica. Nos últimos anos, ele tem buscado se apresentar como uma figura capaz de unir diferentes setores da oposição iraniana.
Em meio a tensões internacionais recentes e a debates entre aliados ocidentais, o rei do Reino Unido deve usar um dos eventos mais tradicionais da monarquia britânica para refletir sobre o cenário global atual. Em um discurso previsto para o Dia da Commonwealth, comemorado anualmente na segunda segunda-feira de março (9 de março), o monarca deve destacar os desafios enfrentados por diferentes países e comunidades em um período marcado por crises e transformações rápidas.
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Segundo informações divulgadas pela Fox News, o Charles III deve mencionar “as crescentes pressões dos conflitos” em várias partes do mundo durante a cerimônia que será realizada na Abadia de Westminster. Em uma prévia do discurso, o rei afirma: “Unimo-nos neste Dia da Commonwealth num momento de grandes desafios e grandes possibilidades”.
No texto preparado para a ocasião, o monarca também destaca que “Em todo o mundo, comunidades e nações enfrentam as crescentes pressões de conflitos, mudanças climáticas e transformações rápidas. No entanto, é frequentemente em momentos de provação como esses que o espírito duradouro da Commonwealth se revela com mais clareza.”
O pronunciamento ocorre pouco mais de uma semana depois de ataques coordenados realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, operação da qual o Reino Unido decidiu não participar. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a decisão foi tomada com base nos interesses nacionais do país.
A postura britânica gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações recentes, o líder americano criticou a falta de apoio do governo britânico à operação militar. “Não estamos lidando com Winston Churchill”, disse Trump ao comentar a posição de Starmer.
O presidente também afirmou não estar satisfeito com a decisão de Londres de bloquear o uso de bases militares britânicas para ataques contra o Irã. “Aliás, eu também não estou satisfeito com o Reino Unido”, declarou.
Posteriormente, o Reino Unido autorizou o uso de bases na região apenas para ações defensivas contra possíveis retaliações iranianas. O governo britânico também mobilizou caças militares e planeja enviar um destróier e possivelmente um porta-aviões para reforçar a presença na área.
Trump também mencionou as Ilhas Chagos, território britânico localizado no Oceano Índico, ao criticar a decisão britânica. Segundo ele, teria sido mais conveniente utilizar as instalações da ilha durante a operação. “Teria sido muito mais conveniente pousar ali do que voar por muitas horas extras, então estamos muito surpresos”, afirmou.
Em outra declaração, o presidente disse que o Reino Unido tem sido “muito, muito pouco cooperativo com aquela ilha estúpida”, acrescentando em seguida: “É uma pena. Aquele país, o Reino Unido, e eu amo aquele país, eu o amo.”
No sábado, Trump voltou a criticar o governo britânico em uma publicação na rede social Truth Social. “O Reino Unido, nosso outrora Grande Aliado, talvez o maior de todos, está finalmente considerando seriamente o envio de dois porta-aviões para o Oriente Médio”, escreveu. Em seguida, afirmou: “Tudo bem, Primeiro-Ministro Starmer, não precisamos mais deles – mas nos lembraremos. Não precisamos de pessoas que se envolvem em guerras depois que já vencemos!”
Starmer defendeu sua posição durante um discurso no Parlamento britânico, reiterando que o país não participou da ofensiva inicial. “Não esteve envolvido nos ataques iniciais contra o Irã e não participará de nenhuma ação ofensiva agora”, disse o primeiro-ministro. Ele acrescentou: “Mas, diante da saraivada de mísseis e drones do Irã, protegeremos nosso povo na região.”
Ainda no pronunciamento, Starmer afirmou que respeita a discordância do presidente americano, mas manteve sua decisão. “O presidente Trump expressou sua discordância com nossa decisão de não nos envolvermos nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional da Grã-Bretanha. Foi o que fiz e mantenho minha decisão.”
O discurso do rei ocorrerá durante a celebração anual do Dia da Commonwealth, que reúne representantes dos 56 países que integram a comunidade, formada em grande parte por antigas colônias do Império Britânico. A cerimônia na Abadia de Westminster também marcará uma das maiores reuniões da família real desde a prisão do Prince Andrew, ocorrida em 19 de fevereiro.
Na conclusão da prévia divulgada, o monarca afirma: “Trabalhando juntos, podemos garantir que a Commonwealth continue sendo uma força para o bem — alicerçada na comunidade, comprometida com o tipo de sustentabilidade restauradora que traz retorno sobre o investimento, enriquecida pela cultura, firme no cuidado com o nosso planeta e unida na amizade e no serviço ao seu povo.”
O Irã anunciou que o órgão responsável por decidir o nome do novo aiatolá do país, sucessor de Ali Khamenei, chegou a um consenso. Conforme divulgado pelas agências de notícias Aljazeera e Reuters neste domingo, autoridades iranianas dizem que um candidato foi escolhido pela assembleia formada por 88 membros com base no conselho do falecido líder supremo de que seu substituto deveria “ser odiado pelo inimigo”. Ainda não se sabe quem foi o escolhido.
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Segundo líder supremo do Irã depois da revolução de 1979 e a figura política mais importante do país depois do aiatolá Ruhollah Khomeini, o aiatolá Ali Khamenei morreu no dia 28 de fevereiro em ataques dos EUA e de Israel ao Irã, conforme anunciado no dia pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Quem era o líder supremo Ali Khamenei?
O antigo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em fevereiro
Distribuição via AFP: KHAMENEI.IR
Khamenei nasceu em um dos centros do islã do Irã, Mashad, em junho de 1939. Segundo filho de um teórico religioso, chamado pelo futuro líder supremo de “um pouco cético”, não teve uma infância de luxos, morando em uma casa pequena com seus pais e sete irmãos.
Na juventude, seguiu o caminho do pai nos estudos religiosos, e aos 19 anos foi para Qom, a “capital religiosa” do Irã, onde passou a ter contatos com intelectuais de diversas correntes políticas. Ali, teve aulas com o já influente Ruhollah Khomeini — na época, em meados dos anos 1960, começava a surgir um movimento organizado de oposição ao xá Reza Pahlevi, ao qual Khamenei se uniu em seus primeiros momentos.
Como escreveu o jornalista e dissidente Akbar Ganji em um longo perfil sobre as bases intelectuais de Khamenei para a revista Foreign Affairs, talvez nenhum líder religioso do Irã tenha sido tão cosmopolita como ele, um ávido consumidor de obras de autores clássicos iranianos, russos e franceses: em 2001, em uma entrevista na TV, disse que “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, era o melhor romance da História.
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Ao mesmo tempo, seus anos acadêmicos moldaram posições de sua trajetória política, a começar pela ideia de que o Ocidente e os valores das democracias liberais estavam diante de um declínio inevitável, e que expressavam uma visão de mundo abertamente islamofóbica. Também era um admirador das ideias do poeta egípcio Sayyid al-Qutb, principal teórico da Irmandade Muçulmana e que propagava a ideia de um Estado islâmico: para Khamenei, “o Islã sem um governo e uma nação muçulmana sem o Islã são algo sem sentido”.
A morte de Khamenei: mísseis espaciais e 20 anos de preparo
Mísseis Sparrow, usados por Israel
Reprodução: rafael.co.il
Israel utilizou um míssil balístico pouco conhecido, capaz de sair da atmosfera terrestre antes de atingir o alvo, para matar Khamenei, em um ataque surpresa contra Teerã. O armamento, chamado Blue Sparrow, tem alcance aproximado de 2 mil quilômetros e foi projetado para atingir alvos altamente protegidos.
Cilindros metálicos longos, considerados destroços do míssil, foram encontrados no oeste do Iraque, ao longo do que seria sua rota de voo até o território iraniano. O Blue Sparrow integra uma série de mísseis lançados do ar — que inclui também os modelos Black Sparrow e Silver Sparrow — originalmente desenvolvidos para simular os mísseis Scud utilizados pelo Iraque contra Israel durante a Guerra do Golfo de 1991.
Com cerca de 6,5 metros de comprimento e peso aproximado de 1,9 tonelada, o Blue Sparrow foi criado inicialmente como míssil-alvo para testes de sistemas de defesa aérea. Posteriormente, foi adaptado para uso ofensivo como munição ar-superfície, graças à sua alta velocidade e trajetória quase balística.
A capacidade de sair e reentrar na atmosfera terrestre dificulta sua interceptação e reduz o tempo de reação do alvo, tornando-o adequado para atingir objetivos estratégicos e sensíveis em ambientes altamente protegidos, sem expor aeronaves tripuladas.
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Autoridades americanas também confirmaram o uso de novos sistemas de armas durante a operação. O Pentágono divulgou imagens da primeira utilização em combate do Precision Strike Missile, um míssil de alcance ampliado de cerca de 500 quilômetros.
Segundo uma fonte informada sobre a operação, o ataque contra o Irã vinha sendo planejado havia meses. O cronograma foi alterado quando os serviços de inteligência descobriram que Khamenei participaria pessoalmente de uma reunião na manhã de sábado.
Durante mais de duas décadas, a unidade de inteligência cibernética israelense Unit 8200 monitorou os guarda-costas do líder iraniano e invadiu câmeras de trânsito ao redor de seu complexo em Teerã.
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Nos últimos meses, Khamenei vinha passando grande parte das noites em um bunker subterrâneo — tão profundo que, segundo relatos, levava cerca de cinco minutos para chegar até ele. O regime iraniano acreditava que Israel atacaria à noite.
O cálculo se mostrou errado.
Caças israelenses F-15 e outras aeronaves decolaram por volta das 7h30 (horário local do Irã) e chegaram à posição de ataque menos de duas horas depois. Às 9h40 começaram os bombardeios, incluindo o lançamento de mísseis Blue Sparrow. Pelo menos 30 ataques de precisão foram direcionados diretamente ao complexo do líder supremo.
Simultaneamente, Israel interrompeu o serviço telefônico na área do complexo, impedindo que assessores pedissem ajuda. Ainda assim, rapidamente surgiram relatos de ataques aéreos na capital iraniana.
Vídeos publicados nas redes sociais mostraram colunas de fumaça se elevando de vários pontos de Teerã, incluindo a área do complexo do líder supremo. Até as 18h, já era evidente que os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel haviam causado danos significativos, com ao menos seis edifícios atingidos.
Na manhã seguinte, às 5h no horário local, a mídia estatal iraniana confirmou a morte de Khamenei.
O Irã atacou ao menos duas infraestruturas no Golfo Pérsico neste domingo, atingindo tanques de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait e danificando uma usina de dessalinização no Bahrein, enquanto Teerã intensificava sua campanha de mísseis e drones contra países vizinhos pela segunda semana consecutiva. Dois guardas de fronteira também foram mortos “enquanto cumpriam seu dever nacional”, informou o Ministério do Interior do Kuwait, sem detalhar as circunstâncias.
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Países vizinhos têm suportado grande parte da resposta de Teerã depois que os Estados Unidos e Israel lançaram uma grande campanha aérea contra o Irã. Desde o início da guerra, 16 pessoas — oito delas civis — morreram nos países do Golfo, segundo uma contagem da AFP.
‘A República Islâmica será forçada a responder’
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou no domingo que a República Islâmica “será forçada a responder” contra países vizinhos se seus territórios forem usados para atacar o Irã. No sábado, o presidente havia pedido desculpas aos países vizinhos que hospedam bases militares dos EUA por ataques ocorridos em seus territórios.
Arábia saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait relataram novos ataques, depois que fortes explosões foram ouvidas no dia anterior em Dubai e Manama. Tanques de combustível no aeroporto internacional do Kuwait foram alvo de um ataque com drone, informou o Exército.
A agência oficial “Kuwait News Agency” disse que um incêndio no aeroporto foi controlado e que não houve “ferimentos significativos”. Os militares classificaram o ataque com drone como “um alvo direto contra infraestrutura vital”. Um comunicado separado afirmou que algumas instalações civis sofreram danos materiais devido à queda de fragmentos e destroços resultantes das operações de interceptação.
‘Ameaças de drones’ e corte ‘preventivo’ na produção de petróleo
A companhia petrolífera estatal do Kuwait anunciou um corte “preventivo” na produção de petróleo, enquanto os militares do país disseram neste domingo que responderam a vários ataques de drones e mísseis. As autoridades afirmaram que o prédio principal da seguridade social do Kuwait também foi alvo, sofrendo danos materiais, e que não receberia visitantes neste domingo.
O Ministério do Interior do Bahrain informou que um ataque de drone iraniano danificou uma usina de dessalinização de água, acusando Teerã de atingir “aleatoriamente” uma infraestrutura civil.
A Guarda Revolucionária do Irã disse, no sábado, que atingiu a base americana de Juffair no Bahrein, afirmando que ela havia sido usada anteriormente para atacar uma usina de dessalinização iraniana naquele mesmo dia.
O escritório nacional de comunicação do Bahrein declarou, depois, que o ataque iraniano à instalação de dessalinização não afetou o abastecimento de água nem a capacidade da rede. Destroços de mísseis também feriram três pessoas e danificaram um prédio universitário na área de Muharraq, segundo outro comunicado do Ministério do Interior.
Drones interceptados
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou, neste domingo, que interceptou 33 drones, acrescentando que não houve relatos de danos ou vítimas.
Entre eles estava um drone que tinha como alvo o distrito diplomático de Riyadh, interceptado sem causar danos materiais ou ferimentos em civis. O porta-voz do ministério disse que a capital e áreas ao redor foram alvo de 26 drones.
Um dos drones também teve como alvo o campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país, segundo o ministério saudita da Defesa.
Nos últimos anos, o Oriente Médio se candidatou a ser o terceiro maior polo de inteligência artificial (IA) do mundo, atrás apenas de EUA e China — o movimento prevê a movimentação de trilhões de dólares por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e Bahrein. Porém, o novo conflito na região lançou uma nuvem de incertezas sobre o plano da região de reduzir a dependência do petróleo, abrindo possibilidades para o Brasil e o Rio, em particular, ganharem espaço nesse cenário tecnológico.
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— Alguns países do Oriente Médio tentaram passar uma certa noção de normalidade ao longo dos últimos anos, quase que para fazer esquecer que ali é uma região que tem instabilidades crônicas. Portanto, seria possível fomentar IA e inovação. Uma guerra como essa quebra a lógica de normalidade. Quando você quer inovar, é preciso estabilidade e tranquilidade — explica ao GLOBO Tanguy Baghdadi, professor de Relações Internacionais do Ibmec.
O sinal amarelo veio na segunda-feira (2), quando a Amazon comunicou que dois de seus data centers nos Emirados Árabes foram diretamente atingidos por drones suicidas, em uma ação deliberada do Irã, segundo a Agência Fars, que é alinhada com o governo dos aiatolás. No mesmo dia, a gigante americana informou que um de seus centros de dados no Bahrein também foi atingido.
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Editoria de Arte
“Os ataques causaram danos estruturais, interrompendo o fornecimento de energia para nossas infraestruturas, e, em alguns casos, resultaram em atividades de combate a incêndios que resultaram em danos adicionais causados pela água”, disse comunicado da Amazon.
Não é uma situação que o governo americano, as grandes empresas de tecnologia e os investidores globais e locais podem alegar surpresa. Em julho do ano passado, Christopher S. Chivvis e Sam Winter-Levy, da think tank Fundação Carnegie para a Paz Internacional, assinaram um artigo no Washington Post intitulado: “O Golfo não é o lugar ideal para construir a infraestrutura mundial de IA”. No texto, os data centers planejados para a região são descritos como “alvos fáceis” para ataques de drones baratos e mísseis, especialmente vindos do Irã.
E essa não é a única fragilidade da região. Um dos outros atrativos para a instalação de infraestrutura de IA no Golfo é a sua condição de ponto de conexão de importantes cabos submarinos, que conectam 4 bilhões de pessoas na África, na Ásia e na Europa: 17 cabos passam pelo Mar Vermelho e outros cabos adicionais, conectando Irã, Iraque, Kuwait e Catar, estão no estreito de Ormuz, que foi fechado pelos iranianos com o início do ataque dos EUA.
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Embora muito difíceis de se tornarem alvos ativos de drones iranianos, um dano acidental pode ter consequências importantes para o tráfego global na internet. Em 2024, três cabos no Mar Vermelho foram rompidos após um navio ser atingido por um míssil dos houthis. Resultado: 25% do tráfego entre Ásia, Europa e Oriente Médio foi interrompido e o reparo de um dos cabos levou cinco meses por dificuldades de acesso à região.
Plano para não ser dependente de petróleo
Além da localização estratégica, o Oriente Médio reúne diferentes atrativos para se tornar exportador de poder computacional, um dos recursos mais desejados da atualidade. Os países têm capacidade de investimento, muito espaço físico para a construção de data centers e oferecem energia barata. No ano passado, Tareq Amin, CEO da Humain, empresa estatal da Arábia Saudita, projetava oferecer reduções de custo entre 20% e 40% em relação aos EUA. É a situação ideal para tentar diversificar economias amarradas ao petróleo.
— Há dois anos, eu participei do Fórum Internacional de Governança da Internet em Riade, Arábia Saudita. Por lá, há movimento para que Oriente Médio não seja mais visto só como exportador de petróleo. Eles apostam muito primeiro na infraestrutura de computação, na geração de energia e em uma infraestrutura computacional, não só para empresas locais, mas também para exportação — conta ao GLOBO Diogo Cortiz, professor da PUC-SP.
Brad Smith, presidente da Microsoft, e Peng Xiao, do G42, em anúncio de data centers nos Emirados Árabes
G42/Divulgação
Parte da inspiração para alguns desses países é Israel, que na última década passou a vender o slogan “startup nation”, como consequência dos investimentos em tecnologia. Arábia Saudita e os Emirados Árabes passaram a liderar esse movimento na região, apontando para IA e tecnologia como caminho de diversificação em documentos que planejam seus futuros — Catar e Bahrein passaram a seguir os vizinhos.
“Não permitiremos que o nosso país fique à mercê da volatilidade dos preços de commodities”, diz o documento Visão 2030, que a Arábia Saudita publicou em 2016 para projetar sua década seguinte. A ideia é que a IA e a economia de dados possam contribuir com até US$ 135 bilhões para a economia até 2030. Já o Plano Nacional de IA 2031 dos Emirados Árabes projeta que a IA se torne 20% do PIB que não tem origem em petróleo.
As duas nações começaram a tentativa de transformação tecnológica olhando primeiro para fora, contribuindo com bilhões de dólares para o Vision Fund, o maior fundo de investimentos em tecnologia da história, criado pelo conglomerado japonês SoftBank. Os US$ 100 bilhões ajudaram a financiar startups como Uber, Rappi, ByteDance e WeWork. Os fundos soberanos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes administram US$ 2 trilhões.
Para levar IA para o próprio território, os dois países decidiram criar “campeões nacionais” da tecnologia. Os Emirados Árabes criaram a G42 em 2018 com forte apoio do fundo Mubadala, que conta com cerca de US$ 300 bilhões. Seis anos mais tarde, o príncipe saudita Mohammed bin Salman criou a Humain, apoiada pelo fundo soberano do país que tem cerca de US$ 1 trilhão, para que seja a “Aramco da IA”. A missão das duas é fomentar diferentes projetos de IA na região.
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O desejo tecnológico da região se transformou em uma relação mutualista entre EUA e os países da região. A disponibilidade de capital atraiu empresas americanas de tecnologia, que são usadas para acelerar a transformação digital do Oriente Médio à medida que o governo americano usa seu domínio sobre essas empresas para afastar a China da região — a G42, por exemplo, tinha laços estreitos com os asiáticos, incluindo a Huawei, mas foi obrigada a cortar relações ainda no governo de Joe Biden.
O resultado dessa relação foi observado em maio do ano passado, quando a visita de Donald Trump à região gerou US$ 2,2 trilhões em promessas de investimento. OpenAI, G42, Oracle, Nvidia e SoftBank anunciaram o Stargate UAE, um super campus de IA de 5 gigawatts em Abu Dhabi, que seria o maior fora dos EUA. Já a Amazon prometeu US$ 5 bilhões para um centro de IA com a Humain em Riade, na Arábia Saudita.
Já em janeiro, Emirados Árabes e o Catar anunciaram a entrada para o Pax Silica, iniciativa americana lançada em dezembro de 2025, para garantir cadeias de suprimentos seguras e confiáveis para semicondutores, IA e minerais críticos. O objetivo é criar um ecossistema tecnológico entre países aliados para reduzir dependências externas em tecnologia. É o alinhamento total entre esses países e Washington.
Bunkers e cavernas
As cifras ficam bem distantes dos US$ 65 bilhões que o Rio de Janeiro projetou atrair em investimentos de data centers até 2032, mas o alinhamento total entre vizinhos do Irã, Washington e big tech transforma os data centers do Golfo em grandes alvos — até aqui data centers comerciais não estavam entre as baixas em zonas de guerra. Centros de dados como os da Amazon são estruturas impossíveis de serem escondidas, e a agência Fars confirmou que os ataques desta semana foram propositais.
Assim, especialistas afirmam que os países da região terão que oferecer planos de segurança reforçados para as companhias de tecnologia, que vão além de cercas elétricas e câmeras. Será preciso investir em equipamentos militares. Na Europa, por exemplo, bunkers da segunda guerra abrigam data centers, enquanto a China abriga servidores da Tencent em cavernas.
Data center da Amazon nos EUA dá uma ideia do tamanho de estruturas que viraram alvo no Oriente Médio
Nathan Howard/Bloomberg
— A corrida da inteligência artificial começa a virar também uma corrida armamentista. As empresas vão correr para garantir a segurança de suas infraestruturas — diz Gustavo Macedo, professor do Insper.
“Investimentos em nuvem, armazenamento e arquitetura de data center serão uma prioridade. No entanto, a construção de data centers exige muito capital e leva vários anos. O aumento dos custos de construção, os custos mais altos de financiamento e os atritos na cadeia de suprimentos podem atrasar os prazos de execução”, escreveu a consultoria IDC em relatório nesta semana. A firma projeta que o gasto da região com tecnologia da informação pode diminuir entre um e dois pontos percentuais caso o conflito dure entre seis e nove meses.
Brasil atrai por segurança
Além de atrasar construções e assustar investidores, o conflito também ameaça a mão de obra qualificada que mora — ou planejava se mudar — para a região. Amazon, Nvidia, Google e Snap fecharam seus escritórios em Dubai durante a semana. Ainda que a maioria dos especialistas tenha muitas incertezas sobre o impacto do conflito — a duração é o maior deles —, eles apontam que o Brasil pode tirar vantagem.
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— Tudo isso torna o Brasil mais atrativo para o mercado global de IA, porque somos um lugar de muita segurança. O Brasil está afastado e não é um alvo. Isso pode nos dar vantagem mesmo com a não votação do Redata — diz Macedo, em referência à medida provisória que cria um regime específico para o setor e que perdeu validade.
No entanto, o sonho do Oriente Médio como potência tecnológica ainda não está destruído. Ele pode ter sido apenas adiado, pois algumas das vantagens permanecem: capital, recursos energéticos e localização estratégica.
Um homem de 45 anos foi acusado de homicídio culposo no Reino Unido após autoridades concluírem que o suposto abuso doméstico exercido por ele contribuiu para o suicídio de uma mulher em 2020, em um caso considerado raro pela Justiça britânica.
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Seyhan Assaf compareceu neste sábado ao tribunal de magistrados de Bromley, em Londres, acusado de homicídio culposo e de exercer comportamento coercitivo ou controlador contra Gillian Morand, de 36 anos. A mulher morreu em março de 2020, no sudeste da capital inglesa, e a morte havia sido inicialmente classificada como suicídio.
Segundo a polícia metropolitana de Londres, denúncias posteriores de abuso doméstico sofrido pela vítima levaram à abertura de uma nova investigação sobre o caso. A apuração concluiu que o comportamento do suspeito ao longo do relacionamento pode ter contribuído para a morte de Morand.
Durante a audiência, Assaf confirmou apenas seu nome, data de nascimento e endereço. Ele foi mantido sob custódia e deverá comparecer novamente à Justiça no dia 7 de abril, desta vez no tribunal criminal Old Bailey, em Londres.
Promotores afirmam que há evidências suficientes para levar o caso adiante e que a acusação atende ao interesse público. Processos desse tipo são incomuns no país, já que estabelecer um vínculo direto entre abuso doméstico e suicídio da vítima costuma ser juridicamente complexo. A polícia também pediu que qualquer pessoa que tenha conhecido Gillian Morand ou tido contato com ela na década anterior à morte procure as autoridades para ajudar nas investigações.
Casos que buscam responsabilizar agressores por suicídios ligados a violência doméstica têm recebido atenção crescente no Reino Unido, diante de alertas de especialistas de que muitas mortes de mulheres nessas circunstâncias podem estar subnotificadas ou não investigadas adequadamente.
A Nasa divulgou o cardápio completo que será levado pelos astronautas da missão Artemis II, primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos. Ao todo, serão 189 itens de comida e bebida selecionados para alimentar a tripulação durante a jornada de cerca de dez dias no espaço.
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O menu inclui pratos como salada de manga, peito bovino desidratado estilo barbecue, mirtilos, abóbora, além de condimentos como mostarda picante e geleia de morango. Também foram incluídos cinco tipos diferentes de molho de pimenta, escolhidos para ajudar a realçar o sabor dos alimentos — algo importante porque o paladar pode ficar menos sensível em microgravidade.
Entre as bebidas disponíveis para os astronautas estão limonada, sidra de maçã e bebidas matinais de sabores como baunilha, chocolate e morango. Café também fará parte da rotina da tripulação, com estoque suficiente para cerca de uma xícara por dia para cada astronauta ao longo da missão.
Como a nave Orion não possui sistema de refrigeração nem possibilidade de reabastecimento durante o voo, todos os alimentos precisam ser escolhidos com antecedência e preparados para permanecer seguros e estáveis por todo o período da viagem. Muitos dos pratos são desidratados ou embalados de forma especial para serem reidratados com água dentro da cápsula.
A tripulação da missão Artemis II
Divulgação/Nasa
A tripulação da Artemis II será formada pelos astronautas americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. A missão testará sistemas de suporte à vida e outras tecnologias essenciais para futuras viagens tripuladas à superfície lunar.
O voo marca um passo importante no programa Artemis, iniciativa da Nasa que pretende levar humanos novamente à Lua e preparar futuras missões tripuladas a Marte.
O Golfo Pérsico é uma fonte dominante de fertilizantes. Embora a região seja mais conhecida como uma grande produtora de petróleo e gás natural, sua abundância de energia estimulou o desenvolvimento de fábricas que produzem as matérias-primas de muitos tipos de fertilizantes, especialmente os que fornecem nitrogênio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado, 7, que não tem interesse em negociar com o Irã e levantou a possibilidade de que a guerra com o país só termine quando Teerã não tiver mais um exército funcional ou qualquer liderança no poder.
Em declarações à imprensa a bordo do Força Aérea Um, no sábado, Trump disse que a campanha aérea poderia tornar as negociações inviáveis ​​caso todos os potenciais líderes iranianos sejam mortos e as forças armadas iranianas sejam destruídas.
“Em algum momento, acho que não haverá mais ninguém para dizer ‘Nós nos rendemos'”, disse Trump.
No domingo, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Ali Mohammad Naini, afirmou que o país ainda é capaz de enfrentar “pelo menos seis meses de uma guerra intensa” contra os Estados Unidos e Israel.
Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel atacaram um depósito de petróleo ao sul de Teerã, no primeiro ataque registrado contra a infraestrutura petrolífera iraniana desde o início do conflito.
Os ataques também afetaram um depósito de combustível no noroeste da capital, de acordo com um jornalista da AFP que viu chamas e fumaça saindo do local
Durante a noite, a cerca de 1.500 km de distância, em Beirute, Israel reivindicou ter realizado um “ataque de precisão” contra “comandantes-chave” da Força Quds, o braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que acusou de planejar “ataques terroristas”.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, Israel bombardeou um complexo hoteleiro no coração de Beirute, matando quatro pessoas e ferindo dez.
O ataque teve como alvo o Hotel Ramada, no bairro costeiro de Raouché, uma área turística que anteriormente havia sido poupada de ataques israelenses contra o movimento xiita pró-Irã, o Hezbollah.
Um ataque de Israel contra um hotel no centro de Beirute, capital do Líbano, matou pelo menos quatro pessoas e deixou outras dez feridas neste domingo, 8, segundo autoridades libanesas. O governo israelense, por sua vez, afirmou ter atingido comandantes da Guarda Revolucionária do Irã que estavam no local.
O exército israelense anunciou anteriormente que havia “iniciado uma nova onda de ataques em Beirute”, afirmando que o alvo eram os subúrbios do sul da capital, um reduto do Hezbollah.
Um comunicado separado divulgado posteriormente afirmou que as forças israelenses realizaram um “ataque preciso” em Beirute, visando “comandantes-chave” da Força Quds, o braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária do Irã.
O comunicado, que não especificou a localização exata, acusou os comandantes não identificados de planejarem “ataques terroristas contra o Estado de Israel e seus civis”.
Israel “continuará a eliminar precisamente os comandantes do regime terrorista iraniano onde quer que atuem”, afirmou.
Céu de Beirute é tomado por fumaça após nova onda de ataques israelenses
FADEL itani / AFP
Um fotógrafo da AFP presente no hotel à beira-mar bombardeado viu um quarto com vidros estilhaçados e paredes carbonizadas, enquanto as forças de segurança isolavam o local.
A área do hotel em Raouche é um importante destino turístico e havia permanecido intocada pelos ataques israelenses durante a guerra entre Israel e o Hezbollah, que terminou com um cessar-fogo em novembro de 2024.
Dezenas de hóspedes em pânico fugiram do hotel com suas bagagens, relatou o fotógrafo. Duas testemunhas disseram ter ouvido um estrondo alto antes da chegada de ambulâncias ao local.
Também neste domingo, o Exército de Israel anunciou o lançamento de mísseis contra bases militares “em todo o Irã”.
Na véspera, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu prosseguir com a guerra “com toda a nossa força”, declarando um plano para erradicar a liderança do Irã, mesmo com Teerã insistindo que não se renderia.

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