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Depois do ataque à base aérea da RAF em Akrotiri, no Chipre, o Reino Unido anunciou o envio de helicópteros com capacidade antidrone, da Marinha Real Britânica, além do destróier HMS Dragon, para reforçar a segurança de sua instalação na região. Embora o país não tenha participado dos ataques, aviões britânicos estão participando do que o governo descreveu como “operações defensivas” para proteger cidadãos e aliados do Reino Unido no Oriente Médio.
HMS Dragon é um dos seis contratorpedeiros de defesa aérea Tipo 45 da Marinha Real Britânica
AFP
Em pronunciamento à nação, o presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que uma fragata francesa, a Languedoc, chegaria ao Chipre na noite de terça-feira, acrescentando que também estava enviando “recursos adicionais de defesa aérea para lá”. Horas depois, Macron afirmou que a França enviaria seu único porta-aviões, o Charles de Gaulle, para o Mediterrâneo em resposta ao agravamento da crise.
— O Chipre foi alvo de ataques nos últimos dias e precisa do nosso apoio — disse o presidente.
Presidente francês, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento televisionado sobre a guerra no Oriente Médio
Sébastien Bozon/AFP
Na última segunda-feira, a Grécia anunciou que enviaria quatro caças F-16 e duas fragatas, incluindo uma equipada com o sistema de interferência antidrone, ao Chipre. Em visita a Nicósia na terça-feira, o ministro da Defesa grego, Nikos Dendias, prometeu que “a Grécia continuará presente para auxiliar de todas as formas na defesa da República de Chipre”.
Os aliados, que planejam a retirada de seus cidadãos da região, esperam que esses recursos militares possam impedir novas incursões de drones e evitar baixas que poderiam arrastar o Reino Unido e a União Europeia para um conflito do qual até agora tentaram se manter afastados. Alemanha, França e Reino Unido não chegaram a endossar ou condenar explicitamente os ataques americanos-israelenses em uma declaração conjunta. Em vez disso, condenaram a retaliação do Irã, reiteraram suas críticas ao regime do país, pediram a “retomada das negociações” e afirmaram que permanecem em “estreito contato com nossos parceiros internacionais”.
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Ainda assim, mesmo tendo apresentado seu envolvimento como defensivo, correm o risco de serem arrastados para uma guerra regional em espiral. Esses perigos ficaram ainda mais evidentes nesta quarta-feira, quando os sistemas de defesa aérea da Otan, a aliança militar liderada por Washington, abateram um míssil iraniano que se dirigia para o espaço aéreo da Turquia, naquele que se acredita ser o primeiro caso em que as forças da aliança foram acionadas diante de um ataque ao espaço aéreo de um país membro.
“Uma munição balística lançada do Irã, que foi detectada atravessando o espaço aéreo iraquiano e sírio e seguindo em direção ao espaço aéreo turco, foi interceptada em tempo hábil pelos sistemas de defesa aérea e antimíssil da Otan posicionados no Mediterrâneo Oriental e neutralizada”, afirmou o Ministério da Defesa da Turquia, em comunicado.
A porta-voz da Otan, Allison Hart, por sua vez, condenou os ataques do Irã que passaram pela Turquia, acrescentando que a aliança “está firme ao lado de todos os aliados, incluindo a Turquia”.
— Nossa postura de dissuasão e defesa permanece forte em todos os domínios, inclusive no que diz respeito à defesa aérea e antimíssil — disse Hart.
Enquanto a maioria dos países europeus tenta, pelo menos, apoiar os EUA defensivamente, o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, emergiu como o crítico mais veemente de Trump no continente, recusando-se a envolver seu país na guerra, mesmo após as ameaças comerciais do presidente americano.
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— Não seremos cúmplices de algo que seja ruim para o mundo, nem contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente para evitar represálias de alguém — disse Sánchez, durante um pronunciamento televisionado, nesta quarta-feira.
Paquistão e China
A Arábia Saudita também foi alvo do Irã durante sua onda de ataques retaliatórios. Na terça-feira, o Irã lançou ataques em Riad e na Província Oriental, mas, segundo o Ministério da Defesa saudita, os drones foram interceptados com sucesso. Horas depois, o vice-primeiro-ministro do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou que Islamabad lembrou o Irã de seu pacto estratégico de defesa mútua com a Arábia Saudita.
— Assinamos um Acordo Estratégico de Defesa Mútua com a Arábia Saudita e o mundo inteiro sabe disso. É um acordo soberano. Estamos vinculados a ele — disse Dar durante um discurso no Senado paquistanês, relembrando que o acordo é claro: um ataque à Arábia Saudita é um ataque ao Paquistão. — Tendo isso em vista, alertei imediatamente nossos irmãos na liderança do Irã e pedi que, por favor, levassem isso em consideração.
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A China, por sua vez, mandará um enviado especial ao Oriente Médio para mediar o conflito, informou o ministro das Relações Exteriores Wang Yi, nesta quarta-feira, a seus homólogos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Para o ministro, a China aprecia a contenção da Arábia Saudita e sua insistência em resolver as diferenças por meios pacíficos.
Em uma conversa telefônica separada com o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, Wang disse que a “linha vermelha” da proteção de civis em conflitos não deve ser cruzada e que alvos não militares, incluindo aqueles relacionados à energia, não devem ser atacados. Wang, que também pediu a proteção da segurança das rotas marítimas, disse que a propagação e a escalada do conflito para a Arábia Saudita e outros estados do Golfo não são algo que a China deseja.
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— A China insta veementemente todas as partes a cessarem as operações militares, retomarem o diálogo e as negociações o mais breve possível e evitarem uma maior escalada das tensões — afirmou o ministro.
No início desta semana, Pequim instou todos os lados envolvidos na guerra com o Irã a garantirem a passagem segura de navioss pelo Estreito de Ormuz, uma rota marítima fundamental para o abastecimento mundial de petróleo, que foi fechado pela República Islâmica depois da campanha de bombardeios. Sendo o maior importador mundial de petróleo e gás, a China está entre as nações mais expostas, embora possua amplas reservas. Quase metade de suas importações de petróleo bruto transitou pelo estreito em dezembro do ano passado.
— O uso indiscriminado da força é inaceitável, independentemente da justificativa — concluiu o ministro chinês.









