A guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã “não tem nada a ver com a Otan”, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz do governo alemão, depois que Donald Trump pressionou seus aliados a ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz, uma rota marítima fundamental para o mercado mundial de petróleo.
Ofensivas: Ataques do Irã deixam oito marinheiros mortos e 20 mil presos no Estreito de Ormuz desde o início do conflito
Contexto: Estreito de Ormuz certamente seguirá bloqueado, diz novo líder supremo do Irã em primeiro pronunciamento
— A Otan é uma aliança para a defesa do território [de seus membros e, na situação atual], não existe mandato para mobilizar a Otan — declarou o porta-voz alemão, Stefan Kornelius, em coletiva de imprensa.
“Esta guerra não tem nada a ver com a Otan. Não é a guerra da Otan”, enfatizou o porta-voz do chanceler Friedrich Merz.
Kornelius respondia, assim, a comentários feitos por Trump horas antes.
O presidente republicano disse ao jornal Financial Times que a Aliança Atlântica — cujos membros ele já pressionou anteriormente a aumentar os gastos militares — enfrenta um futuro “muito ruim” se não ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, cujo fechamento de fato pelo Irã fez o preço do petróleo ultrapassar os 100 dólares por barril.
Europa avalia alternativas
Mesmo assim, a diplomacia europeia está trabalhando para avaliar o que pode ser feito para restabelecer o trânsito nesse ponto estratégico.
Ainda nesta segunda-feira, os ministros das Relações Exteriores da União Europeia discutirão uma possível modificação da missão naval do bloco no mar Vermelho, Aspides, para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.
“Temos interesse em manter o Estreito de Ormuz aberto e, por isso, estamos debatendo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, declarou antes do início da reunião em Bruxelas a chefe da diplomacia dos 27, Kaja Kallas.
Vários ministros demonstraram cautela e pediram tempo antes de tomar uma decisão sobre uma eventual modificação do mandato dessa missão, que atualmente conta com três navios patrulha.
Plano coletivo fora da Otan
De Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que trabalha com seus aliados em “um plano coletivo viável” para reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir o impacto econômico, embora tenha ressaltado que esse plano “não será e nunca foi pensado como uma missão da Otan”.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, esclareceu que seu país não oferecerá “nenhuma participação militar”, embora esteja disposto a “garantir, por via diplomática, a segurança do trânsito pelo Estreito de Ormuz”. “Esta guerra começou sem nenhuma consulta prévia”, enfatizou.
No sábado, Trump havia manifestado interesse em formar uma coalizão de países para garantir a segurança nesse estreito, por onde passa o petróleo extraído do Irã, do Iraque e das monarquias árabes do Golfo, atacadas por Teerã como forma de retaliação desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O republicano incluiu a China na lista de países.
Austrália e Japão descartaram participar de uma missão naval.
Ofensivas: Ataques do Irã deixam oito marinheiros mortos e 20 mil presos no Estreito de Ormuz desde o início do conflito
Contexto: Estreito de Ormuz certamente seguirá bloqueado, diz novo líder supremo do Irã em primeiro pronunciamento
— A Otan é uma aliança para a defesa do território [de seus membros e, na situação atual], não existe mandato para mobilizar a Otan — declarou o porta-voz alemão, Stefan Kornelius, em coletiva de imprensa.
“Esta guerra não tem nada a ver com a Otan. Não é a guerra da Otan”, enfatizou o porta-voz do chanceler Friedrich Merz.
Kornelius respondia, assim, a comentários feitos por Trump horas antes.
O presidente republicano disse ao jornal Financial Times que a Aliança Atlântica — cujos membros ele já pressionou anteriormente a aumentar os gastos militares — enfrenta um futuro “muito ruim” se não ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, cujo fechamento de fato pelo Irã fez o preço do petróleo ultrapassar os 100 dólares por barril.
Europa avalia alternativas
Mesmo assim, a diplomacia europeia está trabalhando para avaliar o que pode ser feito para restabelecer o trânsito nesse ponto estratégico.
Ainda nesta segunda-feira, os ministros das Relações Exteriores da União Europeia discutirão uma possível modificação da missão naval do bloco no mar Vermelho, Aspides, para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.
“Temos interesse em manter o Estreito de Ormuz aberto e, por isso, estamos debatendo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, declarou antes do início da reunião em Bruxelas a chefe da diplomacia dos 27, Kaja Kallas.
Vários ministros demonstraram cautela e pediram tempo antes de tomar uma decisão sobre uma eventual modificação do mandato dessa missão, que atualmente conta com três navios patrulha.
Plano coletivo fora da Otan
De Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que trabalha com seus aliados em “um plano coletivo viável” para reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir o impacto econômico, embora tenha ressaltado que esse plano “não será e nunca foi pensado como uma missão da Otan”.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, esclareceu que seu país não oferecerá “nenhuma participação militar”, embora esteja disposto a “garantir, por via diplomática, a segurança do trânsito pelo Estreito de Ormuz”. “Esta guerra começou sem nenhuma consulta prévia”, enfatizou.
No sábado, Trump havia manifestado interesse em formar uma coalizão de países para garantir a segurança nesse estreito, por onde passa o petróleo extraído do Irã, do Iraque e das monarquias árabes do Golfo, atacadas por Teerã como forma de retaliação desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O republicano incluiu a China na lista de países.
Austrália e Japão descartaram participar de uma missão naval.








