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A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi resultado de uma operação militar de grande escala, articulada a partir da informação decisiva de uma companheira sentimental do chefe do cartel, que permitiu as forças armadas mexicanas chegarem até ele.
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Procurado havia anos pelo México e pelos Estados Unidos, com mandados de prisão por crime organizado e tráfico de drogas, Oseguera Cervantes teve o paradeiro revelado após a investigação militar localizar um homem de confiança ligado a uma de suas companheiras. Na sexta-feira, esse homem levou a mulher a Tapalpa, em Jalisco, onde ela se encontrou com o líder do cartel.
A pista que levou ao esconderijo
A localização exata foi confirmada com apoio da inteligência norte-americana, por meio da análise de “informações adicionais muito importantes dos Estados Unidos”. Depois que a mulher passou a noite com “El Mencho” e deixou o local, as forças especiais confirmaram que ele permanecia ali, cercado por seu grupo de segurança.
Com a confirmação, foi montado um cerco por terra e ar. Forças especiais do Exército e da Guarda Nacional se posicionaram em solo, enquanto uma força aeromóvel com seis helicópteros permaneceu de prontidão em estados vizinhos. A Força Aérea Mexicana atuou com aviões de reconhecimento e interceptação. Na madrugada de domingo, confirmou-se a presença de El Mencho, dando início à ação. A presidente Claudia Sheinbaum acompanhava a operação à distância.
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Cerco militar, fuga pela mata e confrontos
O confronto inicial foi descrito como intenso. Em meio à troca de tiros, “El Mencho” fugiu com dois seguranças, deixando para trás um grupo fortemente armado para conter o avanço militar. Oito criminosos morreram nesse primeiro embate. Entre as armas apreendidas estavam dois lança-foguetes, semelhantes aos utilizados pelo CJNG em 2015 para derrubar um helicóptero militar.
Na tentativa de escapar, Oseguera Cervantes buscou abrigo em uma área florestal com cabanas nos arredores de Tapalpa. Embora estivessem armados com lança-foguetes, eles não foram usados, segundo o relato oficial. As forças especiais conseguiram localizá-lo e o localizaram escondido entre a vegetação, iniciando novo confronto. Nesse momento, “El Mencho” e seus dois seguranças ficaram feridos. Um helicóptero militar foi atingido por disparos e precisou fazer pouso de emergência. Dois indivíduos foram detidos e três militares ficaram feridos.
Após o controle da área, o líder do cartel e seus seguranças foram colocados em um helicóptero para serem levados a um hospital. No trajeto, morreram em decorrência da gravidade dos ferimentos. Segundo o secretário da Defesa, “estavam em estado muito grave”. Por receio de represálias, o plano de voo foi alterado, e a aeronave seguiu para a Cidade do México, e não para a capital de Jalisco.
Retaliação coordenada em sete estados e queda de ‘El Tuli’
A morte do chefe do CJNG desencadeou uma onda de violência coordenada por um operador identificado como “El Tuli”, descrito como responsável logístico e financeiro e homem de confiança do líder. Ele passou a oferecer 20 mil pesos por cada militar morto. A retaliação incluiu bloqueios de estradas, incêndios de veículos e ataques a instalações militares, à Guarda Nacional e a comércios em sete estados.
Os episódios mais graves ocorreram em Jalisco, onde 25 membros da Guarda Nacional foram mortos, além de um funcionário do sistema prisional, um integrante do Ministério Público estadual, uma mulher e 30 supostos criminosos. No estado vizinho de Michoacán, quatro homens armados foram abatidos e 15 integrantes das forças de segurança ficaram feridos.
A escalada violenta terminou com a localização de “El Tuli” por uma brigada de fuzileiros paraquedistas. Ele morreu em confronto.
Com o operador, foram encontrados armamentos e grandes quantias em dinheiro, incluindo quase um milhão de dólares em moeda americana e o equivalente a 400 mil dólares em pesos mexicanos.

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Dez pessoas foram mortas a tiros em uma área rural do centro do México, informaram autoridades locais neste domingo, no mais recente episódio de violência em um país que se prepara para sediar a Copa do Mundo a partir do próximo mês.
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Seis homens, três mulheres e um menor morreram no ataque a tiros que ocorreu dentro de uma casa no município de Tehuitzingo, a cerca de 200 quilômetros ao sul da Cidade do México, informou a Secretaria de Segurança do Estado de Puebla em um comunicado. O Ministério Público acrescentou que nove pessoas morreram no local “por ferimentos a bala” e uma mulher morreu a caminho do hospital.
— Nossa linha de investigação aponta para um caso familiar — disse a promotora Idamis Pastor. Segundo ela, seis das vítimas eram membros da mesma família e as outras quatro eram “trabalhadores”.
A Secretaria de Segurança do Estado de Puebla informou que soldados, tropas da Guarda Nacional e policiais estaduais foram enviados à região “para esclarecer o ocorrido e prender os responsáveis”. O México é um dos três países anfitriões da Copa do Mundo da FIFA, que será realizada de 11 de junho a 19 de julho, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá. A partida de abertura será na Cidade do México.
O estado de Puebla não sediará nenhuma partida da Copa do Mundo, mas receberá um amistoso na próxima sexta-feira entre as seleções do México e de Gana, e outro em junho entre Espanha e Peru.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, se orgulha da queda no número de homicídios desde que assumiu o cargo em 2014, em um país assolado pela violência relacionada ao narcotráfico há décadas. Segundo dados oficiais, a média diária de homicídios caiu 40%, de 86,9% em setembro de 2014 para 52,5% em abril do ano passado.
O México registrou mais de 450 mil homicídios desde o início da operação militar antidrogas em dezembro de 2006. Na sexta-feira, um tiroteio deixou cinco mortos em uma casa no estado de Guanajuato, um dos mais violentos do país.
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No final de abril, quatro membros de uma família, incluindo dois menores, foram assassinados em uma residência em um bairro residencial da Cidade do México. As autoridades relacionaram o crime ao roubo de dois veículos e outros objetos de valor.
Cuba teve acesso a mais de 300 drones militares e começou a discutir planos para utilizá-los para atacar a base americana em Guantánamo, navios militares dos Estados Unidos e, possivelmente, até mesmo a Flórida, informou o site americano Axios com base em informações de inteligência de Washington. A notícia vem à tona em um momento de grande tensão entre os dois países, em que autoridades de Havana acusam Washington de preparar o terreno político para uma ação militar contra a ilha de governo comunista.
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O fato evidencia a preocupação do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a ameaça representada por Cuba devido aos avanços na guerra com drones e à presença de assessores militares iranianos em Havana, declarou ao Axios uma fonte de alto escalão da administração americana. Os supostos riscos que a proximidade com a ilha — aliada da Rússia e do Irã — ofereceria ao território americano são usados há meses como argumento por Trump para alimentar o discurso de que a derrubada do regime comunista cubano é uma questão de segurança nacional americana.
A ilha comunista enfrentou sucessivos governos dos Estados Unidos desde a década de 1960. Como presidente, Trump já ameaçou várias vezes “tomar o controle” do país caribenho, que fica a apenas 150 quilômetros do estado americano da Flórida. A região abriga uma grande e politicamente influente comunidade de exilados cubanos.
— Quando pensamos nesses tipos de tecnologias tão perto, e em uma série de maus atores que vão de grupos terroristas a cartéis de drogas, passando pelos iranianos e pelos russos, isso é preocupante — disse a fonte, que não foi identificada. — É uma ameaça crescente.
Cuba adquire drones de ataque da Rússia e do Irã desde 2023 e busca comprar mais, indicaram funcionários do governo americano. Havana rejeitou as acusações.
“O esforço anticubano para justificar, sem qualquer pretexto, uma agressão militar contra Cuba se intensifica a cada hora, com acusações cada vez mais inverossímeis”, afirmou no X o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío. “Os Estados Unidos são o país agressor. Cuba, o país agredido, amparado no princípio de legítima defesa”.
A reportagem do Axios foi publicada poucos dias após o diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), John Radcliffe, ter visitado Havana, onde os cubanos enfrentam constantes apagões provocados pelo bloqueio de combustíveis imposto pelo governo Trump. Segundo o Axios, Radcliffe advertiu as autoridades em Havana para que não se envolvam em atos de hostilidade.
— O diretor Ratcliffe deixou claro que Cuba não pode mais servir como plataforma para que adversários impulsionem agendas hostis em nosso hemisfério — disse ao Axios um funcionário não identificado da CIA.
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Ele também afirmou, após a operação militar dos Estados Unidos em janeiro para derrubar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que Cuba seria a próxima. A imprensa americana também informou que as autoridades dos EUA buscam processar o ex-presidente Raúl Castro, irmão de 94 anos do falecido líder revolucionário Fidel Castro. Fontes ouvidas pela rede americana CBS e pela agência de notícias Reuters afirmaram que o caso contra Raúl teria como fundamento a queda de um avião há 30 anos, da organização Irmãos ao Resgate — fundada por militantes exilados cubanos anti-Castro na Flórida.
Um ataque com drone provocou um incêndio numa instalação de apoio da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, no domingo, tensionando ainda mais um cessar-fogo já frágil relacionado ao conflito com o Irã.
O Escritório de Imprensa de Abu Dhabi informou que um gerador elétrico pegou fogo do lado de fora da instalação principal. O comunicado acrescentou que não houve vazamento de radiação ou vítimas humanas e confirmou que a usina continuou operando normalmente.
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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que o incêndio afetou um gerador elétrico e disse que um dos reatores da usina precisou de um aporte de energia provida por geradores de emergência a diesel por alguns minutos.
A AIEA acrescentou que foi informada de que os níveis de radiação na usina nuclear de Barakah permanecem normais e que não houve feridos “após um ataque com drone”.
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O secretário-geral da AIEA, Rafael Grossi, expressou sua “grave preocupação com o incidente” e disse que “atividades militares que ameaçam a segurança nuclear são inaceitáveis”.
Ele instou todas as partes “a manterem a máxima contenção militar perto de qualquer usina nuclear para evitar o perigo de um acidente nuclear”.
Cessar-fogo frágil
Nenhuma das partes envolvidas na guerra reivindicou a autoria do ataque, e o governo dos Emirados Árabes não culparam publicamente ninguém. No entanto, as tensões com o Irã aumentaram acentuadamente nas últimas semanas, após repetidos ataques com drones e mísseis ligados ao conflito regional mais amplo.
O incidente ocorre num momento em que as negociações de cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos permanecem paralisadas, aumentando os temores de que o conflito possa reacender.
Em meio a negociações para manutenção do cessar-fogo, a mídia estatal iraniana continua a circular imagens de guerra, incluindo transmissões mostrando apresentadores recebendo treinamento com armas de fogo e aparecendo armados no ar.
O Irã afirmou neste sábado que países europeus estão tentando obter passagem de seus navios comerciais pelo Estreito de Ormuz em negociação direta com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, autoridade que está gerindo o país na prática durante a guerra.
Segundo a rede de TV americana CNN, essa informação está sendo veiculada pela mídia estatal do país no Golfo Pérsico, bem como pelas agências de notícias Mehr e Nour, autorizadas pelo governo, e pelo próprio serviço de comunicação da Guarda.
Ormuz é uma extensão de mar no Golfo Pérsico considerada estratégica, por ser um local onde 20% da produção mundial de petróleo precisa passar para ser destinada ao mercado.
Desde o início da guerra entre EUA e Irã, em fevereiro, a travessia da passagem está fechada, com poucos navios tendo conseguido salvo conduto para navegar ali até agora.
O anúncio sobre a negociação com europeus foi feito após Ebrahim Azizi, um parlamentar iraniano, ter dito que apenas embarcações e entidades que “cooperam com o Irã” se beneficiarão de um novo “mecanismo para gerenciar o tráfego no Estreito de Ormuz ao longo de uma rota designada”.
Em postagem nas redes sociais, ele disse que “as taxas necessárias serão cobradas pelos serviços especializados prestados por meio desse mecanismo”.
Países europeus não comentaram as afirmações até a publicação desta notícia.
Um alerta amarelo de tempo severo foi emitido às embarcações na região de Atol de Vaavu, nas Maldivas, antes da tragédia que deixou cinco mergulhadores italianos mortos, na quinta-feira (14). Neste sábado (16), um mergulhador da equipe de resgate também morreu ao tentar chegar no local onde estão os corpos.
Segundo o governo italiano, os mergulhadores tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade, perto da ilha de Alimatha. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado das Maldivas.
Apesar do mergulho arriscado, na caverna conhecida por sua forte correnteza, toda a equipe de mergulhadores era formada por pesquisadores, em sua maioria experientes. Monica Montefalcone, professora de biologia marinha na Universidade de Gênova, e sua filha de 20 anos, Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; e o cientista marinho Federico Gualtieri, foram as vítimas da excursão. Eles estavam acompanhados de um instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, que também morreu.
Resgate de ‘alto risco’
Um mergulhador profissional da equipe de resgate que procurava os corpos do grupo de mergulhadores italianos mortos nas Maldivas também morreu durante a operação. A informação foi publicada pelo jornal italiano La Repubblica. Segundo a publicação, o Sargento-Mor Mohammed Mahdi, das Forças de Defesa Nacional das Maldivas, sofreu de doença descompressiva, condição causada pela formação de bolhas de gás (normalmente nitrogênio) no sangue e nos tecidos. Ela ocorre quando há uma queda brusca de pressão, como em uma subida rápida durante mergulhos autônomos.
Ele participava da operação com outros sete colegas e passou mal. Mahdi chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, ordenou o envio de pessoal adicional às Maldivas para apoiar a embaixada e auxiliar as famílias das vítimas. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado das Maldivas.
O porta-voz do governo das Maldivas , Mohamed Hussain Shareef, afirmou que a caverna “é tão profunda que nem mesmo mergulhadores com os melhores equipamentos se aventuram a chegar perto”.
“Haverá uma investigação separada sobre como esses mergulhadores foram além da profundidade permitida, mas nosso foco agora é a busca e o resgate”, disse ele após o incidente.
A guarda costeira e as unidades militares das Maldivas lançaram uma operação de busca e resgate de “alto risco” utilizando mergulhadores especializados , barcos e apoio aéreo, mas as condições climáticas adversas na área, incluindo ventos fortes e um alerta amarelo oficial, tornaram as operações mais difíceis do que o esperado.
Um comunicado da Força de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF) afirma que “um corpo foi encontrado entre os cinco mergulhadores no Atol de Vaavu”. “O corpo foi encontrado dentro de uma caverna. Acredita-se que os outros quatro mergulhadores também estejam dentro da mesma, que se estende a uma profundidade de cerca de 60 metros”.
Única sobrevivente
Uma mulher, estudante da Universidade de Gênova, foi a única sobrevivente do grupo de mergulhadores vítimas de uma tragédia que deixou cinco italianos mortos nas Maldivas. Apesar de estar preparada para se juntar aos colegas pesquisadores no mergulho, na quinta-feira (14), a jovem decidiu permanecer a bordo do iate enquanto o grupo desceu ao fundo do mar no Atol de Vaavu, informou o jornal italiano La Repubblica.
Não ficou claro por que a estudante, que não foi identificada, mudou de ideia e permaneceu no iate, o Duke of York. Ela foi a “única sobrevivente direta daquele dia” e uma “testemunha fundamental para a reconstrução dos momentos finais antes do acidente”, informou o veículo. Embora as autoridades tenham afirmado que havia cerca de 20 pessoas a bordo da embarcação, quando ela saiu em direção a Atol de Vavvu, ela era a única que deveria ter mergulhado.
Toxicidade do oxigênio
Segundo a mídia local, uma das hipóteses mais aceitas pela guarda costeira e por especialistas é a toxicidade do oxigênio. Esse fenômeno ocorre quando a mistura do cilindro é inadequada, tornando o oxigênio tóxico em certas profundidades.
“A 50 metros de profundidade no mar, existem vários riscos; é uma verdadeira tragédia”, afirma Alfonso Bolognini, presidente da Sociedade Italiana de Medicina Subaquática e Hiperbárica. “Podemos formular diversas hipóteses neste momento: uma mistura respiratória inadequada pode criar uma crise hiperóxica quando há um aumento na pressão parcial de oxigênio nos tecidos e no plasma sanguíneo, o que pode causar problemas neurológicos.”
“É provável que algo tenha dado errado com os tanques”, disse o pneumologista Claudio Micheletto ao veículo de comunicação italiano Adnkronos. “A morte por toxicidade do oxigênio, ou hiperóxia, é uma das mortes mais dramáticas que podem ocorrer durante um mergulho — um fim horrível”, acrescentou Micheletto, diretor de pneumologia do Hospital Universitário de Verona.
A candidata de direita Keiko Fujimori e o político de esquerda Roberto Sánchez disputarão o segundo turno presidencial no Peru em 7 de junho, confirmou neste domingo a autoridade eleitoral ao proclamar oficialmente os resultados. A filha do ex-ditador Alberto Fujimori venceu o primeiro turno disputado no mês passado com 17,1% dos votos, seguida por Sánchez, com 12%, informou o Júri Nacional de Eleições (JNE) após concluir a apuração oficial das eleições caóticas de 12 de abril.
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O ultraconservador Rafael López Aliaga, com 11,9%, ficou em terceiro lugar e foi superado por Sánchez por apenas 21.209 votos.
“Impugnaremos imediatamente este grave crime de traição à pátria. Não aceitaremos resultados que são produto de fraude e corrupção”, escreveu o ex-prefeito de Lima em sua conta no X.
O primeiro turno, em 12 de abril, foi marcado por problemas na distribuição de urnas e cédulas, o que atrasou a abertura das seções eleitorais em vários locais de votação, especialmente em Lima — onde vive um terço dos eleitores. De maneira inédita, o pleito teve que ser estendido até o dia seguinte para mais de 50 mil peruanos que não haviam conseguido votar.
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Por causa das falhas, nos dias que se seguiram ao pleito, o JNE passou a contestar publicamente a autoridade da Onpe, fragilizando um processo de apuração que deveria acontecer de maneira coordenada entre as instituições.
Pressionado nas redes sociais, onde recebeu inclusive ameaças de morte, Piero Corvetto, chefe do Onpe, acabou renunciando antes que os resultados fossem anunciados. Oficialmente, os números finais serão divulgados apenas no domingo, devido ao alto número de atas contestadas que ainda estão sendo analisadas pelo JNE.
Campanha polarizada
Além disso, mudanças recentes nas regras eleitorais incentivaram a fragmentação partidária e multiplicaram as candidaturas, que passaram de 30. As pesquisas, que apontavam um segundo turno entre Keiko e dois outros candidatos da direita, enfrentaram dificuldades metodológicas devido ao elevado número de candidatos e ao comportamento volátil do eleitorado — cerca de 20% dos peruanos decidem o voto apenas no dia da eleição.
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Assim como Castillo em 2021, Sánchez repetiu tendências históricas do eleitorado peruano e venceu sobretudo nas regiões andinas, onde mais de um milhão de eleitores votaram no primeiro turno, segundo o Onpe. Como são regiões de acesso mais difícil, as atas demoraram mais para ser contabilizadas.
Agora, há o temor que o segundo turno seja novamente judicializado, aponta a especialista peruana. Também como em 2021, Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, morto em 2024, enfrentará um candidato da esquerda que nunca havia disputado uma eleição. É a quarta tentativa da candidata de chegar à Presidência — em 2011, foi derrotada por Ollanta Humala e, em 2016, perdeu para o economista Pedro Pablo Kuczynski. Tanto Castillo quanto Kuczynski não conseguiram concluir seus mandatos.
— O cenário atual repete as dinâmicas de 2021, mas teremos um segundo turno ainda mais polarizado entre o fujimorismo e a esquerda. Como parte de uma tendência global e de um ecossistema de imprensa fragmentado e fragilizado, as campanhas se tornaram muitos personalistas, centradas nas figuras dos candidatos, e não em suas propostas — explicou ao GLOBO a cientista política peruana Adriana Urratia. — O segundo turno tende a ser marcado mais por um “voto contra” o outro candidato, do que pelo apoio aos programas econômicos, de saúde e educação de seu próprio candidato.
Sánchez inicia a campanha para o segundo turno com vários problemas na Justiça. Na semana passada, o Ministério Público pediu cinco anos e quatro meses de prisão para o candidato por supostamente ter apresentado declarações falsas ao organismo eleitoral sobre doações em outras campanhas, entre 2018 e 2020.
Nos últimos anos, devido às mudanças recentes, os representantes dos órgãos passaram a ser nomeados pelo Congresso — que, após uma profunda crise política e sucessivos impeachments, funciona hoje como peça central na escolha de presidentes interinos. Na última década, nenhum presidente eleito conseguiu terminar seu mandato de cinco anos.
O Papa Leão XIV viralizou no TikTok, neste sábado (16), fazendo a trend do “six seven”. O vídeo, publicado pelo padre genovês Don Roberto Fiscer, já acumula mais de 15 milhões de visualizações na rede.
Nas imagens, o padre, ao lado de crianças, pede ao Papa que reproduza o gesto do meme com as mãos. O pontífice atende ao pedido com um sorriso, para a alegria dos pequenos. A gravação foi feita no Salão das Bênçãos, no Palácio Apostólico do Vaticano, durante uma cerimônia neste sábado.
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Entenda a trend
A moda começou a partir de uma música, “Doot Doot”, do rapper Skrilla, que fala dos números em referência a uma rua de Chicago. Mas se popularizou em um jogo de basquete, com o jogador LaMelo Ball, do Charlotte Hornets, quem tem 2m de altura, ou 6 pés e 7 polegadas, nas medidas usadas nos Estados Unidos. Depois, um menino americano apareceu em um vídeo, comemorando um ponto em uma partida também de basquete com o meme. A partir dali, o conteúdo viralizou. A expressão chegou a ser eleita a palavra do ano por um dicionário inglês, no fim de 2025.
O jogador LaMelo Ball, em partida pela NBA
Jordan Bank/Getty Images/AFP
Nas escolas, quando o professor pede para os alunos abrirem na página 67 ou simplesmente fala o número seis, já é suficiente para os estudantes começarem a se movimentar e reproduzir o meme. Ele é classificado como um conteúdo “brain rot” (“cérebro podre”), ou seja, que não tem um significado ou sentido específico, é apenas uma espécie de código das crianças e adolescentes para repetirem o movimento.
Em geral, as modas que ganham o TikTok e outras redes têm uma vida útil. Mas o “6 7” está mostrando que vai mesmo marcar uma geração. Ana Paula Santos, assessora pedagógica também da Currículo Be, percebe que a brincadeira já dura alguns meses entre os alunos e está até aumentando de público.
— Eu nunca vi uma trend durar tanto tempo, escutei em setembro do ano passado e ainda não acabou. Aqui no Leblon, é febre. Eles fazem toda vez que algum professor cai na besteira de falar os tão temidos números. Antes era só no Ensino Fundamental 2 (alunos entre 11 e 14 anos de idade), mas agora até no Ensino Fundamental 1 (alunos entre 6 e 10 anos de idade) acontece — relata Ana Paula.
O meme chegou também a inspirar músicas no Brasil, como a “Six Seven”, da cantora Laurinha Costa, em que ela canta um refrão descrevendo uma equação passada por uma professora em que o resultado é justamente 67.
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Uma equipe de elite composta por mergulhadores de caverna finlandeses acaba de desembarcar nas Ilhas Maldivas para uma missão de altíssimo risco: localizar e resgatar quatro italianos que desapareceram em um complexo subaquático profundo no Atol de Vaavu. Convocados pela DAN Europe (rede de assistência médica a mergulhadores), os especialistas preparam seus equipamentos para retomar as buscas na manhã desta segunda-feira (18).
O grupo de resgate conta com Jenni Westerlund, Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist — os dois últimos ganharam fama mundial após o documentário Diving Into The Unknown (2016), que registrou o resgate dramático de corpos em uma caverna na Noruega.
A entrada dos finlandeses ocorre em um momento crítico. As Forças de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF), que coordenavam a operação, suspenderam os trabalhos no dia 16 após uma tragédia paralela: o sargento-mor Mohamed Mahudhee, um dos mergulhadores militares que tentava acessar uma câmara estreita do complexo, morreu em decorrência de doença descompressiva.
Resgate de ‘altíssimo risco’: o que se sabe sobre a morte de cinco italianos após mergulho em cavernas submersas nas Maldivas
Reprodução/X
A DAN Europe classificou o local do acidente como “altamente complexo”. A entrada da caverna fica a uma profundidade letal de 55 a 60 metros, estendendo-se por centenas de metros em um labirinto de salões e passagens apertadas.
“As vítimas podem estar em áreas de dificílimo acesso, o que exige um planejamento extremamente cuidadoso. É uma operação de extremo risco”, explicou Laura Marroni, CEO da DAN Europe.
O caso gerou uma forte troca de acusações. A Albatros Top Boat, operadora italiana responsável pelo barco Duke of York, onde o grupo estava hospedado, afirmou que o roteiro do grupo previa apenas mergulhos rasos para a coleta de amostras de corais. Nas Maldivas, ultrapassar a marca de 30 metros de profundidade é estritamente proibido sem uma licença especial.
Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Stella garantiu que a empresa jamais autorizaria a entrada em uma caverna a 50 metros. Ela revelou um detalhe assustador: embora fossem mergulhadores experientes, as vítimas pareciam usar equipamentos recreativos padrão, totalmente impróprios para o nível de técnica e redundância de gás exigidos em cavernas profundas.
O governo das Maldivas suspendeu a licença de operação do barco Duke of York por tempo indeterminado enquanto as investigações ocorrem. Paralelamente, o Ministério Público de Roma abriu seu próprio inquérito para apurar responsabilidades.
“Todo mundo ali sabe que as regras foram quebradas”, cravou o instrutor veterano Shaff Naeem à agência de notícias ANSA. Consultor da guarda costeira e com mais de 50 mergulhos técnicos na mesma caverna, Naeem especula que a tragédia foi causada por um “efeito dominó”: a combinação letal de falta de cilindros extras (falta de gás), narcose por nitrogênio (que causa desorientação mental severa em grandes profundidades) e baixa visibilidade no teto da caverna.
Para agravar o cenário, a região estava sob alerta amarelo meteorológico no momento do mergulho, com fortes ventos, mar agitado e a presença das perigosas e violentas correntes típicas daquele atol.
Um bando sobrevoa toneladas de lixo acumuladas em um terreno que parece infinito visto da estrada pública que o margeia. É o sinal inconfundível no céu para quem busca chegar ao aterro sanitário nos arredores de Ushuaia, na Argentina. Nos últimos dias, o local entrou na mira da comunidade internacional — ainda sem evidências concretas — como o possível ponto de origem do surto de hantavírus no navio MV Hondius. Apesar das críticas ao impacto ambiental do lixão a céu aberto, os moradores locais rejeitam veementemente a teoria de que o primeiro passageiro adoecido a bordo contraiu o vírus enquanto observava pássaros na região.
— É tudo invenção da mídia e até jogada política — afirma Luis, ao chegar para trabalhar no terreno localizado a cerca de sete quilômetros do centro. Ele atua na guarita do primeiro acesso de terra, que, úmida pela chuva com neve do início da manhã, tem textura de argila ao caminhar. Sua função é controlar as notas fiscais de entrada, por onde também passam os funcionários que operam os tratores encarregados de cobrir os resíduos descarregados pelos caminhões de lixo.
As aves necrófagas que sobrevoam o lixão a céu aberto de Ushuaia são uma atração imperdível para quem busca uma experiência única
Fabian Marelli/La Nacion
— Converso todos os dias com o pessoal que trabalha aqui. Nunca aconteceu nada com eles; ninguém teve hantavírus, e eles estão aqui todo santo dia. Se o rato e o vírus estivessem aqui, os trabalhadores teriam ficado doentes. Pode até haver ratos porque é um lixão, mas só à noite, quando não há movimento. E, definitivamente, não é a espécie de roedor da qual estão falando — disse o trabalhador ao jornal La Nación.
Somente a partir de segunda-feira, quando uma equipe do Instituto Malbrán (referência em doenças infecciosas na Argentina) iniciar os trabalhos no local junto com autoridades locais de saúde e pesquisadores do Conicet, serão feitas capturas e coletas de amostras para determinar se o vírus ultrapassou as fronteiras do continente e chegou à ilha da Terra do Fogo. Por enquanto, infectologistas, epidemiologistas e ex-autoridades de saúde da província concordam que a maior expectativa é que esses levantamentos apenas confirmem o que todos na região já dão como certo: a província está livre do hantavírus.
O mistério do paciente zero
Há três dias, a Sociedade Argentina de Infectologia (SADI) divulgou um comunicado reiterando que ainda falta determinar onde e como ocorreu a primeira exposição ao vírus (o chamado “paciente zero”), que desencadeou a cadeia de contágios a bordo. Até o momento, há 11 pessoas infectadas conhecidas, segundo a última atualização da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O aterro sanitário de Ushuaia está localizado a cerca de sete quilômetros da cidade.
Fabian Marelli/La Nacion
Sabe-se, até agora, que a variante causadora é a Andes Sul, que possui semelhanças genéticas com a cepa detectada durante o forte surto em Epuyén, na província de Chubut, entre 2018 e 2019, e também em casos registrados no Chile.
O primeiro a apresentar sintomas a bordo do cruzeiro Hondius foi o ornitólogo holandês Leo Schlperoord (caso-índice) e, em seguida, sua esposa, Mirjam Schlperoord-Huisman, ambos de Haulerwijk, nos Países Baixos. Antes de embarcarem, eles viajaram por Argentina, Chile e Uruguai durante cinco meses focados na observação de aves. O roteiro incluiu áreas da Patagônia onde a variante viral é endêmica, há forte presença dos roedores silvestres que servem como reservatório natural e onde, recentemente, foram detectados outros casos da doença.
“Até o momento”, publicou a SADI, “não há certeza sobre o local provável de infecção (das duas primeiras vítimas). A hipótese de trabalho dos órgãos envolvidos é que o paciente 1 teria adquirido a infecção antes de embarcar, por exposição ambiental durante atividades realizadas na Argentina e no Chile”.
Os caminhos públicos que circundam o aterro sanitário, os locais ideais para observação de pássaros.
Fabian Marelli/La Nacion
O lixão como ponto turístico
Para os guias turísticos de observação de aves e moradores locais adeptos da prática, as imediações do aterro sanitário representam apenas um ponto de interesse entre tantos outros, como o litoral ou o Parque Nacional da Terra do Fogo. A teoria de que a infecção ocorreu nos dois dias e meio em que o casal permaneceu em Ushuaia, antes de embarcar no navio, é vista como absurda na cidade. Uma ONG local rastreou até um portal de notícias britânico a origem do que os moradores de Ushuaia classificam como fake news.
Em um ponto, no entanto, os guias locais concordam: seguindo a lógica de que o casal observou aves em vários lugares do continente, é muito provável que, ao chegarem a Ushuaia, eles tenham de fato visitado o aterro sanitário. O local fica a poucos minutos de táxi do centro, tem acesso fácil e, no nicho da ornitologia, é famoso para a observação de aves raras.
O aterro sanitário a céu aberto contém diversos tipos de resíduos
Fabian Marelli/La Nacion
— Para observação de aves é espetacular. Lá fica o caracara-de-darwin, uma ave nativa do sul da Patagônia que faz ninho no alto da Cordilheira dos Andes. Por isso, o lugar mais garantido e fácil de vê-la é o aterro sanitário — explicou Esteban Daniels, guia e fotógrafo da agência Birding Ushuaia.
Segundo ele, a espécie é o grande atrativo do lixão, dividindo espaço com a águia-chilena e até mesmo com condores, quando estes decidem aparecer. — São aves de rapina que aproveitam o local para se alimentar — destacou.
No verão, com a chegada dos cruzeiros, e até abril, quando a alta temporada turística se encerra, é quando o local atrai mais curiosos estrangeiros. Agora, no entanto, o mais comum é ver apenas moradores. Durante a visita da reportagem do La Nación à estrada que cerca o lixão neste sábado, não havia ninguém observando aves na região. No interior do terreno, apenas algumas máquinas operavam. O local só retomará seu funcionamento habitual e pesado na segunda-feira.
Um incêndio de grandes proporções destruiu, neste sábado, um hotel histórico de Bariloche, conhecido por estar nos primeiros quilômetros da avenida Bustillo, em frente ao lago Nahuel Huapi, na Argentina. O Hotel Huemul é um estabelecimento com mais de 70 anos de história, localizado na avenida Ezequiel Bustillo, 1500. Todas as equipes de bombeiros da cidade trabalharam no local para combater as chamas.
As autoridades locais suspeitam que o fogo teria se originado de uma queima de folhas secas que saiu do controle, mas o caso ainda está sob investigação. Uma mulher e dois bombeiros receberam atendimento médico por inalação de monóxido de carbono. Os brigadistas foram levados ao Hospital de San Carlos de Bariloche e encontram-se estáveis.
Imagens publicadas nas redes sociais mostraram a forma impactante como o fogo, que começou por volta das 15h, consumiu a estrutura do hotel e como, aos poucos, pedaços das janelas e paredes foram se despedaçando e caindo no chão. O responsável pela Defesa Civil de Bariloche afirmou em declarações à televisão que o hotel sofreu danos estruturais significativos em suas duas alas. Além disso, o telhado, o forro e o andar superior sofreram perda total.
— A estrutura da chaminé e da alvenaria colapsou. Já há fissuras nas paredes de concreto — disse ele em entrevista à emissora TN, descrevendo a situação como danos irrecuperáveis.
Vargas destacou que o incêndio exigiu uma grande mobilização de recursos, inclusive da cidade vizinha de Dina Huapi. — É algo que não víamos há muito tempo, dessa magnitude. Infelizmente, o estrago é bastante visível — explicou.
Os moradores da região mostraram como as chamas e a fumaça podiam ser vistas de suas casas, em imagens que permitem observar a rapidez com que o fogo avança quando sai do controle. O estabelecimento foi fundado em 1938 e contava com 98 quartos. Está situado a apenas dois minutos do centro de Bariloche e tem acesso direto ao lago.
Além disso, é cercado por montanhas e árvores, com vista para a Cordilheira dos Andes. Em seu site, o hotel se promove como “um lugar único” que permite “viver a genuína experiência da Patagônia Argentina”. As chamas atingiram diretamente o setor de entrada do hotel, que estava em obras. Em seguida, teriam subido rapidamente para os andares superiores.
Hotel antes do incêndio
Reprodução
Passadas das 20h, bombeiros, agentes do Serviço de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (SPLIF) de Bariloche, a polícia de Río Negro e a Defesa Civil continuavam com um grande esquema de operação, embora as chamas já estivessem controladas. Entre outras medidas, o acesso de pessoas à área do incêndio foi bloqueado e cortes no trânsito foram estabelecidos na avenida Bustillo.
Nelson Leal, chefe do SPLIF, ressaltou que será necessário aguardar a fase de investigação da polícia e do Ministério Público para saber o que causou o incêndio. — Aparentemente, ocorreu devido a uma queima de pastagem na margem do lago, que faz divisa com o terreno do hotel. Mas é preciso aguardar a fase de perícia. Foi uma grande tragédia para um hotel muito antigo de Bariloche — esclareceu à TN.
Paralelamente, Daniel Muñoz, bombeiro que atuou na operação, disse ao mesmo canal que os brigadistas chegaram ao hotel após receberem a denúncia de uma queima “que fugiu do controle”.— Os funcionários do hotel estavam realizando uma queima. A estrutura já estava comprometida.
O prefeito de Bariloche, Walter Cortés, deu detalhes sobre a situação e garantiu que a falta de vento e a baixa temperatura atual, entre 6 e 7°C, ajudaram a combater as chamas. — Para nós, é uma verdadeira pena. São acidentes. Estamos colaborando e vendo como podemos ajudar para que não se propague mais — afirmou em entrevista ao canal.
Em seguida, deixou uma mensagem aos moradores da cidade: — Tranquilidade, estamos todos aqui e vamos apagá-lo. O incêndio será apagado. Nossos caminhões-pipa com bombas estão no local, vamos levar água aonde for possível e fazer de tudo para acabar com o incêndio. Às vezes, quando essas coisas acontecem, a gente sente angústia, mas também é preciso fazer prevenção.
Sobre este último ponto, argumentou que muitos hotéis antigos “às vezes não têm os equipamentos de segurança adequados”. “São hotéis de madeira, seca, que é um combustível para o fogo”, acrescentou.

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