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A cidade futurista idealizada por Akon ficou no passado, ao menos é o que confirmou o próprio cantor durante sua participação num podcast. A “Akon City” foi anunciada em 2018 com promessas de inovação urbana e tecnológica e seria erguida no Senegal. O artista afirmou que foi estratégico parar de promover o empreendimento, avaliado em de US$ 6 bilhões, pois o projeto se tornava, cada vez mais, alvo de ataques e de campanhas de desinformação, à medida em que ganhava visibilidade.
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Akon participou do podcast de Kid L, num episódio publicado no canal do YouTube em 24 de fevereiro, com cerca de 53 minutos de duração, em que falou sobre diferentes temas. O cantor foi perguntado de forma direta pelo apresentador sobre como o projeto está se desenvolvendo.
— Parei de o promover porque percebi que quanto mais eu o promovia, mais popular ele ficava, e começou a se tornar um alvo — disse. — A África é um daqueles lugares onde o sistema foi projetado para reprimir o desenvolvimento por causa de todos os recursos disponíveis e de como eles poderiam explorá-los. Projetos como este só precisam inspirar confiança nas pessoas.
O assunto sobre a cidade foi aos poucos desaparecendo das entrevistas concedidas por Akon. Em julho do ano passado, o governo senegalês confirmou o abandono do local e a suspensão do projeto, que previa arranha-céus e criptomoeda própria, que seria batizada de Akoin.
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No podcast Akon explicou que preferiu adotar o silêncio quanto ao empreendimento quando passou a perceber um aumento na quantidade de “fake news” sobre o projeto e na atividade de bots nas redes sociais.
— Eu meio que já tinha percebido para onde isso estava indo, então pensei: “OK, vou diminuir o ritmo da divulgação e deixar o projeto seguir seu curso” — disse o cantor, e prosseguiu. — Percebi que quanto mais as pessoas sabiam o que eu estava fazendo, mais sabotagens aconteciam. Comecei a ver muitas notícias falsas e bots online.
(Veja o trecho do podcast sobre o assunto no vídeo abaixo.)
Akon disse que manchetes como “a cidade não vai acontecer” e “terras estão sendo tomadas” estavam ficando “maiores e mais profundas”. Esse cenário chegou num ponto em que ele não conseguiu mais se defender das acusações, contou.
O podcaster ainda fez uma intervenção falando sobre o crescimento de páginas e portais que acabam por criar ou propagar notícias falsas e a repercussão que acabam gerando.
Com investimentos estimados em US$ 6 bilhões, a Akon City previa hospitais, escolas, centros comerciais, sistema de resíduos, uma usina solar e uma rede de transporte urbano de ponta, tudo alimentado por energia limpa. O modelo econômico seria baseado na Akoin, criptomoeda desenvolvida por Akon. O projeto chegou a ser comparado à fictícia Wakanda, do universo Pantera Negra da Marvel, devido à estética arrojada e ao ideal pan-africanista.
No entanto, passados cinco anos da cerimônia de lançamento, o terreno de 800 hectares em Mbodiène, a cerca de 100 km de Dacar, seguia praticamente intocado. Não havia ruas, redes elétricas ou moradias construídas. A Akoin enfrentou dificuldades para se manter financeiramente viável.

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Taiwan afirmou neste sábado que é uma nação “independente” após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter advertido a ilha, reivindicada pela China, contra a declaração formal de independência.
Taiwan “é uma nação democrática, soberana e independente, e não está subordinada à República Popular da China”, declarou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
O ministério também observou que a venda de armas para a ilha faz parte dos compromissos de segurança dos Estados Unidos com Taiwan e que, nesse sentido, a política de Washington “permanece inalterada”.
“Em relação à venda de armas entre Taiwan e os Estados Unidos, isso não é apenas um compromisso de segurança dos EUA com Taiwan, claramente estipulado na Lei de Relações com Taiwan, mas também uma forma de dissuasão conjunta contra ameaças regionais”, afirmou o ministério.
A declaração de Taiwan ocorreu um dia após a conclusão da visita de Trump a Pequim.
Durante a cúpula entre as duas potências mundiais, o presidente chinês, Xi Jinping, pressionou Trump para que não apoiasse a ilha autônoma, que a China reivindica como parte de seu território e não descarta a reunificação, mesmo pela força.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado a morte de Abu-Bilal al-Minuki, segundo comandante do Estado Islâmico, que estava escondido na Nigéria. Na declaração feita em sua rede social, a Truth Social, o americano afirmou que contou com o apoio das forças armadas da Nigéria.
Trump afirmou ainda que Abu-Bilal al-Minuki era “o terrorista mais ativo do mundo” e que chegaram ao local onde ele estava escondido por meio de fontes que mantinham informados sobre sua atividade.
A operação foi classificada pelo presidente como “meticulosamente planejada e extremamente complexa” e a ação enfraquece a operação global do Estado Islâmico. Trump ainda agradece o apoio dado pelo governo da Nigéria.
O governo de Donald Trump instruiu nesta semana os procuradores federais a utilizarem leis antiterroristas para atingir autoridades mexicanas cúmplices no tráfico de drogas, uma escalada significativa em sua campanha contra o narcotráfico proveniente do México, de acordo com um funcionário americano familiarizado com as declarações. Essa nova diretriz foi anunciada na quarta-feira por Aakash Singh, um procurador-geral adjunto associado, durante uma teleconferência interna com promotores em escritórios regionais, e representa uma nova tática agressiva na estratégia antidrogas do governo, que quase certamente tensionará ainda mais seu relacionamento com o México. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma festa de aniversário em uma boate na cidade de Arkhangelsk, na Rússia, terminou em violência quando homens mascarados invadiram o local e agrediram convidados, em um episódio que ilustra o crescimento de grupos vigilantes nacionalistas no país. A organizadora da comemoração, Katya, que integrava a cena alternativa e LGBTQIAPN+ da cidade, estava prestes a apagar as velas de seu aniversário de 30 anos quando a ação começou. Segundo a BBC, ela afirma que os invasores insultaram os presentes com termos homofóbicos, agiram com violência generalizada e obrigaram sua mãe a se ajoelhar no chão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Comissionado em 1975, o USS Nimitz (CVN-68) é o porta-aviões em operação mais antigo do mundo e se tornou, ao longo das últimas décadas, um dos maiores símbolos da supremacia naval americana. Na última semana, o navio passou pelo Rio de Janeiro durante o que pode ser sua última viagem, embora os sinais indiquem que a aposentadoria do gigante de 333 metros ainda não deve acontecer tão cedo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No momento em que a guerra na Ucrânia entra em seu quinto ano, e as negociações para uma trégua estão mais congeladas do que nunca, alguns sinais começam a ser percebidos nas linhas de frente — onde centenas de milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas — e nas estratégias de guerra pelo ar. De acordo com análises de terreno, os ucranianos conseguiram, pela primeira vez desde 2024, avançar mais do que a Rússia na atual contraofensiva, enquanto Moscou realiza bombardeios mortais em resposta aos danos à sua infraestrutura.
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De acordo com análise do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), as tropas ucranianas recuperaram, em abril, mais território do que os russos conquistaram no mesmo período, uma diferença de 116 km² a favor de Kiev, o que não acontecia desde agosto de 2024, quando a Ucrânia invadiu parte da região de Kursk, dentro da Federação Russa.
Em termos numéricos, parece desprezível — a Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, em torno de 115 mil km² — mas o indicador carrega nas entrelinhas pistas de mudanças. Para efeito de comparação, em novembro do ano passado, o “saldo” era favorável aos russos, com 576 km² de diferença. Em março, um mês depois do início da contraofensiva, a vantagem foi reduzida a 23 km².
Mapa da guerra na Ucrânia
Editoria de Arte
Uma estratégia que tem nos drones o seu personagem principal.
Sem armamentos suficientes para conter um dos mais poderosos exércitos do planeta, os ucranianos desenvolveram uma dinâmica indústria de drones de monitoramento, defesa e, especialmente, ataque. Desde aeronaves não tripuladas complexas, com mais de mil quilômetros de autonomia, até equipamentos mais simples e não menos eficazes.
— Precisamos entender que nunca teremos mais pessoal e nunca teremos uma vantagem numérica sobre o inimigo —disse Mykola Zinkevych, comandante de uma unidade de drones no Exército ucraniano, à CNN. — Portanto, precisamos conquistar essa vantagem por meio da tecnologia.
Soldados testam um drone Vampire na região de Donetsk, na Ucrânia, em 5 de maio de 2024
Mauricio Lima / The New York Times
No ano passado, a “Operação Teia de Aranha” surpreendeu o comando russo com seus enxames de drones explodindo aeronaves e equipamentos de milhões de dólares. No mesmo período, os militares ucranianos afirmaram ter assumido o controle de uma posição no terreno e feito prisioneiros de guerra à distância, apenas com robôs. Agora, também são usados para inutilizar armamentos como os canhões de artilharia, pilar das ações da Rússia, e para barrar avanços das tropas invasoras.
— Destruir o poder de fogo inimigo desempenha um papel muito importante em qualquer operação, já que cada arma inimiga que permanecer operacional terá como alvo nossas unidades em todas as etapas da missão — disse Illia, chefe de reconhecimento da 148ª Brigada de Artilharia, em entrevista ao Kyiv Independent, na região de Zaporíjia.
Em abril, o comandante das forças ucranianas, Oleksandr Syrskii, escreveu no Telegram que os drones eram responsáveis por 90% das baixas russas, e que, em março, o número de alvos destruídos por eles aumentou 55% em relação a fevereiro. Nas redes sociais, vídeos de drones se aproximando de soldados antes de serem detonados acumulam alguns milhares de likes, expondo uma vulnerabilidade crucial das tropas a serviço do presidente russo, Vladimir Putin.
— Toda a premissa da tática de negociação de Putin é usar essa guerra cognitiva para convencer o Ocidente de que não há sentido em apoiar a Ucrânia e que eles deveriam simplesmente pressionar a Ucrânia a ceder agora a todas as exigências da Rússia — disse Christina Harward, pesquisadora do ISW, à CNN. — Isso realmente está desmascarando toda essa narrativa.
Voluntários fazem redes para soldados russos em Pskov
Olga MALTSEVA / AFP
Isso não significa que os ucranianos estejam no controle total. Os russos também apostam alto em tecnologia, e as linhas de frente jamais estiveram tão saturadas com drones aéreos e terrestres, atrasando ou inviabilizando movimentações além de alguns metros por dia, o que favorece os ucranianos. Para quebrar o impasse, Moscou apela para uma estratégia conhecida como “mil cortes”, cujo nome é emprestado de um antigo método de execução chinês.
Pela técnica, ao invés de ações com tropas regulares, formadas por centenas de integrantes, grupos pequenos de até 10 pessoas buscam falhas nas linhas defensivas ucranianas para, posteriormente, abrir caminho às unidades de infantaria. Em locais como Pokrovsk e Kupiansk, essas forças chegaram a hastear bandeiras russas e anunciar sua conquista, manobra com um forte componente de propaganda.
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Além da mudança de humores no terreno, um dos maiores sucessos militares ucranianos desde o início da invasão foi levar ao território russo o conflito ordenado por Putin. Os ataques com armas convencionais e, especialmente, drones, causam impactos duros ao complexo militar-industrial e à indústria de energia, crucial para manter os esforços de guerra. Terminais de exportação de petróleo e gás no Mar Negro e Mar Báltico são atingidos com frequência, e como disse recentemente um comentarista local, “não há mais lugar a salvo dos drones ucranianos na Federação Russa”:
Instalações em Perm, a cerca de 1,5 mil km da fronteira entre Rússia e Ucrânia, foram atacadas no começo do mês, suspendendo a produção em um local que, em 2024, processou 250 mil barris de petróleo por dia. Em Astrakhan, no Mar Cáspio, os drones provocaram um grande incêndio em uma unidade de processamento de gás. Outro alvo recorrente é o porto de Ust-Luga, no Mar Báltico, um dos principais terminais de exportação de petróleo e gás.
Nesta sexta-feira, números obtidos pela agência Reuters apontaram que a exportação marítima de petróleo e derivados caiu 9,8% em abril, em relação a março, e 17% em relação a abril do ano passado. Desde janeiro os ataques ucranianos forçaram uma redução de 770 mil barris diários na capacidade de processamento diária do país.
Equipes de resgate trabalham em um prédio residencial parcialmente destruído após ataques de drones e mísseis russos em Kiev
ROMAN PILIPEY/AFP
A resposta russa vem em violentos ataques aéreos. Na madrugada de quinta-feira, misseis e drones atingiram a capital ucraniana, deixando 24 mortos, incluindo três crianças. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao mesmo tempo em que condenou o ataque e prometeu retaliações, acusou os russos de planejarem ações contra escritórios do governo e contra sua residência oficial. Na semana passada, o tradicional desfile do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial, em Moscou, foi reduzido e não incluiu veículos blindados e tanques, decisão creditada a uma suposta ameaça de drones ucranianos (o que não aconteceu). Na ocasião, o comando militar russo prometeu bombardear o centro de Kiev se houvesse algum tipo de interferência.
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Nesta sexta, os dois países trocaram 205 prisioneiros, cada um, como parte de um acordo de cessar-fogo de três dias, firmado no início do mês por intermédio do presidente americano, Donald Trump. A proposta prevê novas trocas — são mil de cada lado —, mas é uma gota no oceano diante da distância de acordo definitivo que encerre os quatro anos de guerra. A Rússia não abre mão de suas demandas territoriais, enquanto a Ucrânia exige o pagamento de reparações e garantias de segurança, dentre outros temas igualmente sem solução. Hoje, não há previsão de novas reuniões entre os dois lados.
Cuba conseguiu restabelecer sua rede elétrica nacional nesta sexta-feira, após um apagão massivo que deixou sete das 15 províncias da ilha sem energia no dia anterior, devido a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos. No entanto, cortes de energia programados continuam devido à limitada capacidade de geração de energia do país.
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“O Sistema Nacional de Energia foi restabelecido”, informou a empresa estatal de eletricidade UNE nesta tarde. Entretanto, a central termoelétrica Antonio Guiteras, a cerca de 100 quilômetros da capital e a mais importante da ilha, permanece fora de serviço devido a uma avaria.
Havana acusa os Estados Unidos de serem os responsáveis ​​pela situação “particularmente tensa” em sua rede elétrica, que tem sido assolada por apagões prolongados devido à escassez de combustível. Washington, por sua vez, afirma que a crise atual é resultado de má gestão interna.
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A crise na ilha comunista se agravou após meses de um bloqueio quase total americano ao envio de combustível ao país. Desde o fim de janeiro, apenas um petroleiro russo com 100 mil toneladas de petróleo bruto foi autorizado a atracar em Cuba, aliviando a crise em abril. O combustível, porém, já se esgotou, fazendo o país conviver com cortes de eletricidade que ultrapassam 19 horas diárias na capital — enquanto em várias províncias os apagões se estendem por dias inteiros.
Outro navio de bandeira russa, o Universal, transportava diesel para a ilha comunista, mas interrompeu sua viagem há mais de três semanas e permanece parado perto das Bermudas, de acordo com dados da Vortexa Ltd.
O desabastecimento provocou protestos pelo país. Na quarta-feira, dezenas de pessoas, em sua maioria mulheres, algumas batendo panelas, protestaram contra os intermináveis apagões em San Miguel del Padrón, um bairro periférico de Havana. Durante a noite, moradores de vários bairros da capital também bateram panelas para expressar o cansaço, segundo depoimentos ouvidos pela AFP. “Acendam as luzes”, gritaram os moradores de Playa, um bairro na zona oeste da capital.
Pessoas cozinham com lenha em meio a crise energética em Havana, em 13 de maio de 2026
Yamil Lage/AFP
Mesmo antes do bloqueio americano aos combustíveis, que agravou a situação, o país comunista já convivia com apagões nos últimos anos. Além de depender de combustível importado — que vinha em grande parte da Venezuela, antes da intervenção americana que derrubou Nicolás Maduro —, o maquinário antigo utilizado pelo sistema cubano frequentemente precisou passar por manutenções longas nos últimos anos, interrompendo o fornecimento de energia. Havana tenta investir em meios renováveis com ajuda da China, incluindo a instalação de painéis solares.
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Ajuda condicionada
O Departamento de Estado dos EUA afirmou na terça-feira que Washington está disposto a oferecer US$ 100 milhões (cerca de R$ 501 milhões do câmbio atual) para ajudar a superar a crise na ilha, condicionando a ajuda à coordenação da distribuição dos recursos pela Igreja Católica. O montante não seria transferido diretamente para os cofres do governo, mas sim na forma de “assistência humanitária direta ao povo cubano”.
“Estamos dispostos a ouvir os detalhes da proposta e como ela seria implementada”, respondeu o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, nesta quinta-feira, nas redes sociais, após inicialmente ter chamado a proposta de “fábula” destinada a “enganar o povo de Cuba e os próprios americanos”.
Em janeiro, Trump assinou um decreto declarando que a ilha, localizada a 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” aos Estados Unidos, e ameaçou retaliar qualquer país que queira fornecer ou vender petróleo para Havana.
As tensões entre Washington e Havana se intensificaram nas últimas semanas, embora os dois países mantenham negociações. Uma reunião diplomática de alto nível foi realizada na capital cubana em 10 de abril.
Com AFP e Bloomberg.
O nascimento de Satrio Wiratama, nome que significa “guerreiro valente e nobre”, foi celebrado com entusiasmo pela equipe do zoológico Taman Safari Indonesia, em 27 de novembro de 2025. Ele é o primeiro panda-gigante nascido na Indonésia. Agora, o simpático filhote se prepara para sua estreia diante do público, prevista para ocorrer até o fim deste mês, segundo a administração do local.
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Ainda desenvolvendo os trejeitos típicos de um panda-gigante, como aprender a escalar, é chamado por seus cuidadores de Rio. Ele é o único panda-gigante nascido em um zoológico fora da China nos últimos três anos, segundo Aswin Sumampau, diretor do Taman Safari Indonesia.
O jovem panda, cuja pelagem ainda tem alguns pelos avermelhados, pesa atualmente mais de 11 kg. Ele é muito ativo e continua sendo amamentado, de acordo com Bongot Huaso Mulia, veterinário que cuida do filhote. No recinto preparado para seus pais, o animal brincava com um urso panda de pelúcia e um anel de dentição de bambu.
Rio é filho de Hu Chun e de um panda macho, Cai Tao, ambos com 15 anos de idade. Os dois chegaram à Indonésia em 2017, quando tinham apenas sete anos. A mudança para o novo país aconteceu no âmbito de uma parceria de conservação de 10 anos com a China. A escolha da nova casa ocorreu para celebrar os 60 anos de relações bilaterais entre os dois países, na chamada “diplomacia do panda” da China.
O trio vive em um espaço construído especialmente para eles no parque na ilha de Java, no centro do arquipélago. Conhecido como Palácio dos Pandas, está situado em uma colina cercada por aproximadamente 5 mil metros quadrados de terra e, entre os atrativos, tem área para dormir, instalações médicas e áreas de recreação internas e externas, destaca a AP.
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A reprodução de pandas, incluindo em ambientes naturais, é um desafio. O próprio Rio nasceu por inseminação artificial. Aswin Sumampau espera que o filhote possa ajudar a fornecer novos dados genéticos sobre pandas-gigantes, auxiliando nas pesquisas realizadas pelos dois países.
Nascido há 170 dias, com sua emblemática pelagem branca e preta, ele goza de excelente saúde.
— Muitos indonésios precisavam viajar até a China apenas para ver filhotes de panda. Agora já não precisam mais — declarou a jornalistas o diretor Aswin Sumampau.
A China envia para todo o planeta animais considerados “tesouros nacionais” no âmbito de sua “diplomacia do panda”, que consiste em fornecer ou emprestar esses animais a outros países como demonstração de amizade.
Mesmo antes de sua apresentação ao público, prevista para o fim deste mês, Rio já conta com inúmeros admiradores ansiosos para conhecê-lo.
“O pequeno panda é meigo, adorável e derrete o coração”, escreveu um admirador nas redes sociais do zoológico.
Com informações da AFP e da AP.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou Taiwan nesta sexta-feira contra qualquer declaração de independência, após o presidente chinês, Xi Jinping, pressioná-lo para impedir que Washington apoiasse a ilha. Trump encerrou sua visita de Estado alegando ter fechado alguns acordos comerciais “fantásticos”, embora não tenha dado muitos detalhes e não tenha parecido ter feito nenhum progresso com a China em relação à guerra com o Irã.
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Trump convidou Xi para visitar Washington em setembro, indicando que ambos os lados provavelmente buscarão estabilizar as relações frequentemente turbulentas entre as duas maiores economias do mundo.
Em uma questão crucial para Xi, Trump deixou claro que se opõe a uma declaração de independência de Taiwan.
— Não quero que alguém declare independência e, sabe, depois tenhamos que viajar 15 mil quilômetros para ir à guerra — disse Trump, segundo um trecho divulgado de uma entrevista à Fox News. — Não queremos que ninguém pense: vamos declarar independência porque os Estados Unidos nos apoiam.
Trump acrescentou que ainda não havia decidido nada em relação a uma possível venda de armas para a ilha, que tem seu principal apoio militar em Washington.
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— Quero que Taiwan baixe a temperatura. Quero que a China baixe a temperatura — declarou ele.
Os Estados Unidos reconhecem apenas a China e não apoiam a independência oficial de Taiwan, mas historicamente não declararam explicitamente se se opõem a ela. Segundo a legislação dos EUA, Washington é obrigado a fornecer armas a Taiwan para sua defesa, mas não está claro se as forças americanas viriam em auxílio da ilha em caso de ataque.
Presidentes dos EUA, Donald Trump (dir.), e da China, Xi Jinping, após visita complexo governamental de Zhongnanhai em Pequim
Evan Vucci/ AFP/ 15-5-2026
Conflito
Na quinta-feira, com firmeza incomum, Xi alertou que “a questão de Taiwan é a mais importante nas relações” entre Washington e Pequim.
— Se bem administradas, as relações entre os dois países podem permanecer globalmente estáveis. Se mal administradas, os dois países entrarão em conflito, ou mesmo em guerra — disse Xi, segundo a mídia estatal.
Pequim reivindica Taiwan, uma ilha com um governo democrático, como parte de seu território desde o fim da Guerra Civil Chinesa em 1949. O governo chinês defende uma solução pacífica, mas reserva-se o direito de usar a força.
Essas conversas sobre Taiwan são talvez o ponto alto da cúpula em Pequim.
— Donald Trump conseguiu as imagens que queria, e os chineses ficaram felizes em fornecê-las a ele. Na minha opinião, tratava-se mais de fortalecer a dinâmica entre os dois países do que de alcançar resultados específicos — disse Jacob Stokes, especialista do Centro para uma Nova Segurança Americana.
A visita anunciada de Xi a Washington representará um novo teste para o frágil status quo entre as duas potências.
Bonnie Glaser, do German Marshall Fund, observou que, até lá, a China “pressionará fortemente” para que Trump se abstenha de tomar qualquer decisão sobre a venda de armas para Taiwan.
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Acordos ‘fantásticos’
Pequim e Washington concordaram em continuar implementando “todos” os seus acordos comerciais existentes e em estabelecer conselhos sobre comércio e investimento, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em um comunicado divulgado na sexta-feira após o encontro entre Trump e Xi.
O presidente dos EUA aludiu a alguns acordos comerciais “fantásticos” e afirmou que a China se comprometeu a comprar “200 grandes” aviões da Boeing, mas que o acordo incluía “uma promessa de 750 aviões, que será de longe a maior encomenda da história, se eles fizerem um bom trabalho com os 200”.
Trump também afirmou que Xi lhe garantiu que a China “não forneceria equipamentos militares” a Teerã, país que praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o trânsito global de hidrocarbonetos.
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— Ele gostaria que o Estreito de Ormuz fosse aberto e disse: “Se eu puder ajudar de alguma forma, ficarei feliz em ajudar” — acrescentou durante uma entrevista à Fox News.
No entanto, nenhuma das declarações oficiais da China mencionou esses elementos.
Por sua vez, Xi disse que foi uma “visita histórica” ​​e que, até hoje, ambos os lados estabeleceram “uma nova relação bilateral, que é uma relação de estabilidade estratégica construtiva”.
Trump minimizou alguns pontos de tensão entre as duas superpotências, como questões de espionagem, propriedade intelectual ou ciberataques atribuídos à China.
A bordo do Air Force One, o republicano disse:
— O que vocês fazem, vocês sabem, nós também fazemos. Nós espionamos vocês loucamente também. Eu disse [a Xi]: “Nós fazemos muitas coisas com vocês que vocês nem imaginam”.

O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico.

José Dirceu está internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele está sendo atendido pela equipe dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.

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Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005, Dirceu já foi eleito três vezes deputado federal e presidiu o Partido dos Trabalhadores (PT) entre 1995 e 2002. 

Atualmente, José Dirceu é pré-candidato a deputado federal.

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