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Os dois agentes federais que abriram fogo contra o enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis, no sábado, foram afastados de suas funções, informou um funcionário do Departamento de Segurança Interna nesta quarta-feira, enquanto mais vozes, inclusive de membros do Partido Republicano, se manifestam contra a Casa Branca devido à forma como lidou com o caso.
*Em atualização.

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Cuba está disposta a mudanças em sua economia e governo e ansiosa para continuar as negociações com os EUA, mas não acredita que Washington esteja participando das conversas diplomáticas de boa fé, disse o embaixador cubano nas Nações Unidas, Ernesto Soberón Guzmán, em entrevista ao New York Times.
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— Cuba está disposta a conversar sobre tudo com os EUA. Não há nenhum assunto proibido em nossas conversas, com base na reciprocidade e na igualdade — disse Ernesto Soberón Guzmán, embaixador cubano, em entrevista na quarta-feira. — Obviamente, não ajuda um clima de diálogo e confiança que dia sim, dia não, haja declarações como: “Estamos prontos para tomar Cuba”.
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A entrevista de uma hora de duração foi a primeira oficialmente concedida por um funcionário do governo cubano em exercício ao New York Times em anos.
— A retórica belicista não ajuda — disse Guzmán. — Criar diferentes pretextos para uma agressão militar contra Cuba, que é o que eles estão fazendo, não ajuda.
O embaixador cubano afirmou que o governo de Havana tomou a decisão de falar com a imprensa dos EUA para demonstrar para o público americano que Cuba deseja paz e cooperação com Washington, apesar da intensificação da campanha de pressão do governo do presidente Donald Trump contra a ilha.
Essa pressão aumentou na quarta-feira, quando promotores americanos acusaram formalmente Raúl Castro, ex-presidente cubano e talvez ainda a figura mais poderosa do país, de ordenar que militares cubanos abatessem dois aviões civis sobre Cuba em 1996, matando quatro pessoas, incluindo três cidadãos americanos.
O ex-presidente cubano, Raúl Castro
Ariel LEY ROYERO / ACN / AFP
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Essa foi uma das medidas mais agressivas até o momento em uma campanha americana que já dura meses para pressionar o governo cubano a ceder o poder ou a fazer concessões políticas e econômicas significativas.
O governo Trump impôs um bloqueio de petróleo efetivo à ilha, com algumas exceções, o que contribuiu para a escassez de alimentos, falhas no sistema de saúde, preços da gasolina no mercado paralelo acima de US$ 40 por galão e apagões que duraram até 22 horas por dia.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em um vídeo dirigido ao povo cubano na quarta-feira — mesma data em que os EUA encerraram sua ocupação militar de Cuba em 1902 — que Washington não era responsável ​​por esses problemas.
— A verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível ou comida é porque aqueles que controlam o seu país desviaram bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo — disse Rubio em espanhol, referindo-se à GAESA, um conglomerado administrado por militares cubanos que controla, segundo algumas estimativas, até 70% da economia de Cuba.— O presidente Trump está propondo uma nova relação entre os EUA e Cuba. Mas essa relação deve ser direta com vocês, o povo cubano, e não com a GAESA.
Pessoas cozinham com lenha em meio a crise energética em Havana, em 13 de maio de 2026
Yamil Lage/AFP
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Guzmán afirmou que os comentários de Rubio eram, “para qualquer pessoa com um mínimo de bom senso”, “um insulto à inteligência humana”. Foram os EUA que interromperam o fluxo de petróleo venezuelano que antes sustentava Cuba, disse ele, e foram os EUA que ameaçaram outras nações para que suspendessem envios de petróleo à ilha.
O embaixador ainda reiterou declarações recentes de autoridades cubanas de que a ilha esgotou suas reservas de combustível e está sustentando sua matriz energética exclusivamente com petróleo produzido internamente e energia renovável, principalmente proveniente de painéis solares.
— Quando você continua tirando e tirando sem reposição, uma hora acaba — disse ele.
O governo Trump ofereceu a Cuba US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos para amenizar os efeitos da crise energética, embora tenha condicionado à distribuída da ajuda pela Igreja Católica ou outros grupos considerados confiáveis, e não pelo governo cubano.
Pessoas caminham por uma rua durante um apagão em Havana, em 13 de maio
Yamil Lage/AFP
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Guzmán disse que Cuba pretendia aceitar a ajuda, mas também a considerou um “insulto”. Ele atribuiu muitos dos problemas econômicos da ilha ao embargo comercial e ao bloqueio do petróleo impostos pelos EUA, embora a economia planificada estatal também contribua há muito tempo para a pobreza generalizada.
Em meio às crescentes tensões, Washington e Havana estão em negociações há meses. John Ratcliffe, diretor da CIA, viajou para a ilha na semana passada para exigir que Cuba promova reformas econômicas significativas e bloqueie operações de inteligência russas e chinesas em seu território.
A CIA afirmou em um comunicado que Ratcliffe disse às autoridades cubanas “que os EUA estão preparados para se engajar seriamente em questões econômicas e de segurança, mas somente se Cuba fizer mudanças fundamentais”.
Guzmán disse que as autoridades cubanas veem diversas áreas de cooperação mutuamente benéficas, incluindo migração, turismo, agricultura, produção de medicamentos e combate ao tráfico internacional de drogas.
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YAMIL LAGE / AFP
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Ele se recusou a dar detalhes sobre possíveis mudanças na economia cubana ou em seu sistema político, que tem essencialmente um único partido e nenhuma imprensa livre. Afirmou, porém, que Havana não estava disposta a receber lições de Washington sobre democracia, criticando diversos aspectos do sistema americano, incluindo o colégio eleitoral, o redesenho dos distritos eleitorais e a influência de doadores políticos ricos.
— É essa a democracia que eles querem para Cuba? Não nos interessa — disse o diplomata.
Ele acrescentou que Washington mantém relações positivas com diversas nações que não possuem sistemas democráticos.
— Portanto, a democracia em Cuba não é o motivo pelo qual os EUA estão exercendo pressão — concluiu.
Um avião da Força Aérea do Reino Unido (RAF) foi interceptado de forma “perigosa e repetida” por dois caças russos durante uma missão sobre o Mar Negro no mês passado, segundo denuncia o governo britânico. O episódio, descrito por Londres como o mais grave desde 2022, aumentou a tensão entre Rússia e países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em meio à guerra na Ucrânia.
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De acordo com o Ministério da Defesa britânico, um caça russo Su-35 voou tão perto da aeronave RC-135 Rivet Joint, usada para vigilância eletrônica, que acionou sistemas de emergência do avião britânico e chegou a desativar o piloto automático. Em outro momento, um Su-27 realizou seis passagens em frente à aeronave, aproximando-se a apenas seis metros do nariz do avião da RAF.
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A aeronave britânica estava desarmada e realizava um voo de rotina em espaço aéreo internacional, como parte das operações de monitoramento da Otan no leste europeu, segundo Londres. Apesar das manobras russas, a tripulação britânica completou a missão. O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, classificou a ação como “perigosa e inaceitável”. O governo britânico informou ainda que convocou representantes da embaixada da Rússia para se manifestarem formalmente contra o episódio.
— Essas ações criaram um sério risco de acidentes e potencial escalada — alertou o secretário de Defesa.
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O RC-135 Rivet Joint é uma aeronave especializada em inteligência eletrônica e coleta de sinais, utilizada para monitorar movimentações militares e sistemas de defesa. Missões desse tipo se tornaram frequentes desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
O caso ocorre em um momento de aumento da atividade militar russa nas fronteiras da Otan. Nas últimas semanas, o Reino Unido acusou Moscou de intensificar operações aéreas e marítimas no Atlântico Norte, no Báltico e no Mar Negro, enquanto aliados europeus reforçam missões de vigilância na região.
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Nos confrontos diretos da guerra, a Ucrânia dá sinais pontuais de sucesso na contenção de avanços terrestres russos e impõe custos elevados à Rússia com seus ataques com drones a instalações militares e energéticas. Por outro lado, Moscou intensificou o volume dos bombardeios contra cidades ucranianas, deixando centenas de vítimas nas últimas semanas. No campo diplomático, não há qualquer sinal de que os dois lados planejem retomar as negociações para um acordo de paz duradouro.
O caso dos dois irmãos franceses de três e cinco anos encontrados sozinhos em uma estrada entre Alcácer do Sal e Comporta, em Portugal, passou a mobilizar autoridades portuguesas e francesas diante da suspeita de crimes cometidos nos dois países. As crianças teriam sido abandonadas pela própria mãe, que segue desaparecida.
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Segundo as investigações, os menores teriam sido levados da França antes de entrarem em Portugal pela região de Bragança. As autoridades afirmam que as crianças foram vendadas sob o pretexto de participarem de um “jogo” e depois abandonadas em uma estrada isolada.
Quando foram encontradas, carregavam apenas uma garrafa de água, uma fruta e pequenas mochilas.
Os irmãos foram localizados por um casal responsável por uma padaria na região, que acolheu os menores até a chegada da Guarda Nacional Republicana (GNR).
O ex-inspetor da Polícia Judiciária e comentarista da CNN Portugal Gustavo Silva afirmou que a prioridade das autoridades é garantir o “interesse superior das crianças”.
Segundo ele, uma convenção internacional permite “agilizar processos para fazer regressar as crianças ao país de origem, neste caso a França”. Gustavo Silva ressaltou que o mais urgente é assegurar que os menores “estejam bem física e clinicamente”.
O especialista afirmou que o caso pode envolver crimes como sequestro e abandono em situação de perigo.
Segundo ele, as crianças teriam sido colocadas “em perigo, inclusive risco de morte”, já que não possuem idade para autonomia.
O crime de abandono em situação de perigo ocorre quando alguém sujeita outra pessoa “a uma situação da qual ela, por si só, não possa se defender” ou abandona alguém que tinha obrigação de proteger.
Para Gustavo Silva, as duas hipóteses podem se aplicar ao caso.
— O crime de abandono em situação de perigo é agravado quando cometido, neste caso, pela mãe, podendo resultar em pena de dois a cinco anos de prisão. Felizmente não estamos lamentando uma situação pior — afirmou.
Caso o abandono tivesse provocado a morte das crianças, a pena poderia chegar a dez anos de prisão.
Portugal e França podem disputar investigação
O caso também abriu discussão sobre qual país terá competência para conduzir as investigações. Segundo Gustavo Silva, em uma “primeira análise”, o crime de abandono pode ser enquadrado pela legislação portuguesa, já que os fatos ocorreram em Portugal.
Ele ressaltou, porém, que será necessário avaliar mecanismos de cooperação internacional e analisar “se faz sentido separar responsabilidades”. Segundo o especialista, o suposto sequestro das crianças teria ocorrido na França.
“As autoridades francesas, no limite, poderão acabar assumindo a investigação dos dois crimes”, afirmou, citando o “vínculo muito forte” com o país de origem da família. Especialistas também demonstraram preocupação com os impactos psicológicos do episódio.
A psicóloga Melanie Tavares afirmou que situações como essa podem provocar consequências emocionais profundas.
— É a sensação de abandono, de estarem perdidas, desprotegidas, de não terem recursos familiares para, no fundo, aliviar o medo — declarou.
Ela acrescentou que os menores “foram expostos ao perigo”.
Segundo a psicóloga, o fato de as crianças estarem juntas pode ter amenizado parcialmente o sofrimento, já que havia “um ponto de contato que já existia antes dessa experiência traumática”.
Melanie Tavares alertou ainda para possíveis sintomas nos próximos dias, como dificuldade para dormir, alterações alimentares, irritabilidade e isolamento.
— Isso obviamente vai trazer, nos próximos dias, alguns sintomas aos quais quem cuidar dessas crianças precisará estar muito atento — afirmou.
A especialista demonstrou preocupação especial com o fato de o suposto abandono ter sido apresentado como um “jogo”. Para ela, a situação pode deixar marcas permanentes na relação das crianças com figuras parentais.
— Essas crianças vão viver em angústia permanente, uma angústia muito grande de abandono e uma angústia de separação — declarou.
Ela acrescentou:
— Isso é um trauma que vai ficar, tal como uma tatuagem. Fica para a vida.
As imagens do resgate de uma cadela que caiu de um penhasco no litoral da Inglaterra passaram a circular nas redes sociais nesta quarta-feira após serem publicadas no Facebook pela equipe da RNLI, instituição britânica de salvamento marítimo. O caso aconteceu na sexta-feira (15) em Ilfracombe, no condado de Devon, quando Bailey, uma labradora preta, escapou da coleira ao se assustar com outro cachorro durante um passeio com os donos.
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Segundo a RNLI, o animal caiu de uma altura de cerca de 18 metros em direção ao mar agitado. Apesar do impacto, Bailey conseguiu sobreviver e se abrigar entre rochas próximas à costa, mas ficou ilhada por causa das ondas fortes. O tutor da cadela, Chris Carter, acionou equipes de emergência, e a Guarda Costeira tentou inicialmente alcançá-la pelo alto do penhasco. O terreno instável, porém, impediu a aproximação.
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Resgate no mar revolto
Diante da dificuldade, uma equipe da RNLI de Ilfracombe lançou um bote salva-vidas para se aproximar da área. O tripulante Richard Woolmer entrou na água e nadou até as rochas para resgatar o animal. Segundo a instituição, os donos acompanhavam a operação do alto do penhasco enquanto o salva-vidas tentava chegar até Bailey.
— Inicialmente, não consegui vê-la porque a base do penhasco era bastante escavada, mas depois ouvi a cadela latir — contou Richard, de 51 anos, que também atua como bombeiro salva-vidas.
Ele afirmou que decidiu participar diretamente da ação por já ter experiência com cães da mesma raça.
— Tenho dois labradores e me dou bem com cachorros. O mar estava muito agitado e havia muitas rochas, então foi preciso usar o bom senso — disse.
Imagens do resgate circulam nas redes sociais
Facebook/RNLI Ilfracombe
Após alcançar Bailey, o socorrista conseguiu conduzi-la de volta ao bote usando a coleira peitoral que ela usava. Os dois foram içados para a embarcação sob aplausos de pessoas que acompanhavam o resgate da parte superior do penhasco. Em seguida, a cadela foi devolvida aos donos.
Em nota, a RNLI afirmou que sempre atende ocorrências envolvendo animais em perigo para evitar que tutores tentem realizar resgates por conta própria e acabem se colocando em risco.
“Se vir alguém ou um animal em dificuldades, não tente fazer o resgate sozinho. Ligue para o serviço de emergência e peça ajuda à Guarda Costeira”, orientou o timoneiro Stuart Carpenter.
À medida que a notícia do indiciamento do ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, pelo Departamento de Justiça dos EUA se espalhava pelo mundo, muitos cubanos permaneciam no escuro. Os apagões generalizados na ilha, assolada pela escassez de combustível, e o sinais de telefonia instável ​​fizeram com que a notícia da nova e acentuada escalada de pressão de Washington sobre o governo cubano demorasse a chegar a muitos dos próprios moradores do país.
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Presos sob o jugo de um regime repressivo e sob as punitivas sanções americanas, os cubanos que acompanhavam as notícias em seus smartphones com telas escuras e televisores antigos se dividiam quanto à legitimidade das acusações americanas — que imputam a Castro denúncias de assassinato e conspiração no abate de dois aviões em 1996, que matou quatro pessoas, incluindo três americanos. Muitos, porém, compartilhavam um cansaço comum com o status quo.
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— Isso tem que mudar — disse Yoandy Benítez Ramirez, de 24 anos, operária de uma fábrica de tabaco em Havana.
Os cubanos enfrentam apagões, fome e uma crise de saúde, que se agravou depois que o governo do presidente americano, Donald Trump, praticamente cortou o fornecimento de petróleo para Cuba em janeiro, e muitos anseiam por uma solução que alivie seu sofrimento.
Trump usou uma acusação federal nos EUA contra Nicolás Maduro, o líder autoritário da Venezuela, como pretexto para reritá-lo do poder com uma operação em janeiro. Não se sabe se os militares de Washington estão se preparando para uma operação semelhante em Cuba. Mas muitos cubanos se perguntam se a acusação foi apenas mais uma manobra em uma dolorosa e prolongada campanha de pressão ou o catalisador para uma intervenção americana mais incisiva.
— Não acho que uma intervenção militar seja a solução, mas se for preciso, bem… o que precisamos é que isso acabe de uma vez por todas, agora mesmo — disse Yasiel Lugones, de 27 anos, motorista de entregas, sentado em sua motocicleta em Havana.
Homem bate panela perto de fogueira acesa durante protesto contra a falta de energia e os apagões no bairro de Lawton, em Havana, em 14 de maio
Yamil Lage/AFP
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Ele disse que esperava um desmantelamento completo de toda a classe dominante de Cuba. “Toda a liderança, toda a família Castro”, disse ele.
— É um ciclo sem fim, lidamos com a mesma coisa há mais de 60 anos — disse Lugones. — Eles passam o tempo agindo como se fôssemos uma propriedade, passando-a de mão em mão, e agora precisam ir embora. Não os queremos.
O governo cubano condenou imediatamente a acusação do Departamento de Justiça americano na quarta-feira. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou a acusação como “uma ação política, sem qualquer fundamento legal” e afirmou que ela estava sendo usada para justificar uma possível agressão militar contra a ilha.
Alguns cubanos consideraram as acusações ilegítimas, argumentando que Cuba agiu em legítima defesa após seu espaço aéreo ter sido repetidamente violado pelo grupo que organizou os voos na década de 1990, a Irmãos ao Resgate.
Pessoas fazem fila para comprar pão em uma rua de Havana, em 18 de maio
Yamil Lage/AFP
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— Cuba tomou a decisão correta ao abatê-los — disse Frank Alejandro Font, de 24 anos, engenheiro mecânico em Havana, alertando para os riscos de um ataque militar estrangeiro. — Muitos cubanos estão pedindo uma intervenção, mas sempre há danos colaterais.
Nos dias que antecederam o anúncio, circularam rumores em Cuba de que algo aconteceria na quarta-feira. Os EUA realizariam uma intervenção militar? Um grande protesto se formaria no país? Jovens cubanos brincavam com os mais velhos, dizendo que eles deveriam estar prontos para pegar velhos fuzis soviéticos guardados.
A piora das condições de vida em Cuba levou a um número crescente de protestos, mas especialistas dizem que é improvável que as manifestações se transformem em um levante popular que ameace o regime.
É difícil encontrar pesquisas de opinião confiáveis ​​em Cuba. Uma pesquisa recente do site de notícias cubano El Toque, que coletou mais de 40 mil respostas, constatou que cerca de 56% dos cubanos residentes na ilha e quase 70% dos que vivem no exterior apoiariam uma intervenção militar dos EUA.
Mural em Havana com imagens dos últimos líderes cubanos: Fidel Castro, Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel
YAMIL LAGE / AFP
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Embora os resultados da pesquisa — que coletou respostas de participantes voluntários — não possam ser considerados representativos, suas conclusões provavelmente refletem o cansaço de muitos cubanos, disse o professor Michael J. Bustamante, professor de história e chefe do Departamento de Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami.
— Não acho que isso signifique que os cubanos gostem da ideia de uma potência estrangeira entrar e resolver seus problemas — disse Bustamante. — Mas acho que as pessoas estão em um nível tão alto de exasperação e desespero que aceitarão ajuda de onde quer que ela venha.
Raúl Cardoso, um cubano aposentado de 70 anos, disse que, seja qual for a decisão dos EUA, eles deveriam simplesmente acatá-la.
— Se eles vão entrar, que entrem logo — disse Cardoso. — E se não, que parem de falar tanto.
Dois tubarões mutilados foram encontrados mortos nas águas de Maiorca, na Espanha, em um caso que gerou preocupação entre autoridades ambientais e organizações de preservação marinha. Os animais foram localizados nesta terça-feira (19) perto de Cala Nova, um dos destinos turísticos mais frequentados por britânicos na ilha espanhola.
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Segundo a polícia espanhola, os corpos flutuavam no mar com marcas de sangue visíveis na água. As imagens do resgate foram publicadas no Facebook pela Fundação Palma Aquarium, entidade que participou da operação junto com a Guarda Civil e autoridades portuárias da região.
Os animais foram identificados como tubarões-de-seis-guelras-de-nariz-curto, espécie que pode atingir cerca de 4,8 metros e vive em águas profundas desde a época dos dinossauros. De acordo com a fundação, tratava-se de duas fêmeas adultas que apresentavam “graves ferimentos na região dorsal”, compatíveis com cortes provocados por objetos afiados e interação com atividades pesqueiras.
“Ambos os animais estavam em estado de conservação fresco e as lesões tinham afetado a medula espinal, causando a sua morte”, informou a entidade em comunicado divulgado nas redes sociais.
Suspeita sobre embarcações de pesca
A Fundação Marilles, organização ambiental das Ilhas Baleares, afirmou que os tubarões apresentavam cortes no pescoço e na coluna vertebral, lesões consideradas compatíveis com mortes ocorridas a bordo de barcos de pesca. A ONG criticou o uso de arrastões, embarcações que utilizam grandes redes arrastadas pelo fundo do oceano para captura de peixes e que frequentemente acabam prendendo outras espécies marinhas.
— Ainda existe uma minoria de pescadores que, em vez de libertar esses animais, optam por matá-los — declarou a fundação.
A entidade pediu a adoção de redes mais resistentes e mecanismos que impeçam o aprisionamento de grandes animais durante operações de pesca de arrasto. Apesar das críticas, a Fundação Palma Aquarium ressaltou que “a grande maioria dos pescadores desenvolve a sua atividade de forma responsável” e defendeu maior cooperação entre pescadores, cientistas e autoridades ambientais para proteger espécies ameaçadas.
Os corpos dos tubarões foram levados ao Palma Aquarium, onde passarão por análises científicas e coleta de amostras para estudos sobre as populações de tubarões no mar Balear e os riscos enfrentados pela espécie.
A descoberta ocorreu poucos dias após outro episódio envolvendo tubarões ganhar repercussão internacional. No sábado, o pescador australiano Steven “Mattas” Mattaboni, de 38 anos, morreu após ser atacado por um tubarão de aproximadamente 4,8 metros na Ilha Rottnest, perto de Perth, na Austrália. Pai de duas crianças, ele foi lembrado pela esposa, Shirlene, como um homem “leal, generoso e profundamente ligado ao oceano”.
Um pônei precisou ser resgatado após ficar completamente preso dentro de um grande pneu de trator em um campo na cidade de Stoke-on-Trent, na Inglaterra. As imagens da operação, divulgadas, nesta quinta-feira (21), pela Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA, na sigla em inglês), chamaram atenção pela situação inusitada do animal e pelo esforço coletivo necessário para libertá-lo.
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A RSPCA é uma associação que atua na Inglaterra e no País de Gales promovendo o bem-estar animal e investigando casos de crueldade e abandono. Segundo a própria entidade, centenas de animais são resgatados todos os anos em operações semelhantes.
De acordo com a organização, moradores da região acionaram socorristas depois de avistarem o pônei preso dentro do pneu tombado no chão. Quando a agente de resgate Nicola Riley chegou ao local, encontrou o animal imobilizado e em evidente estado de angústia.
“Seu pelo estava extremamente emaranhado e sujo, e embora ele estivesse respirando, era evidente que estava angustiado”, afirmou um porta-voz da instituição.
Imagens do animal circulam nas redes sociais
Reprodução/RSPCA
Resgate em etapas
Segundo a RSPCA, moradores ajudaram a erguer o pesado pneu enquanto a equipe trabalhava cuidadosamente para libertar o animal aos poucos. Nicola Riley descreveu a operação como “muito delicada”.
“O pobre pônei estava completamente preso contra o pneu e, compreensivelmente, muito assustado e desconfortável. Tivemos que adotar uma abordagem gradual para libertá-lo em segurança”, disse.
A agente explicou que o trabalho começou pela soltura das patas dianteiras, seguida da liberação do ombro e, por fim, do pescoço e da parte frontal do corpo do animal.
“Felizmente, todos trabalharam muito bem juntos e conseguimos retirá-lo sem causar nenhum ferimento”, acrescentou.
Após ser libertado, o pônei ainda permaneceu cambaleante por alguns instantes, com parte do corpo dentro do pneu, antes de conseguir sair completamente. Segundo a RSPCA, o objeto foi removido do campo para evitar novos acidentes.
“Ele logo voltou a pastar e a andar pelo campo novamente. Mas isto poderia ter terminado de forma muito diferente, por isso estou muito grata aos moradores locais que pararam para ajudar”, afirmou Riley.
O que esperar da visita à China do presidente russo, Vladimir Putin? Diante dessa pergunta, na véspera da chegada de Putin a Pequim na última terça, Fyodor Lukyanov, um dos mais conhecidos analistas de política internacional da Rússia, deu uma resposta que reflete a intimidade construída entre os dois países nos últimos anos: “Os contatos são tão frequentes que não precisamos esperar algo especial de cada um deles”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Poucas semanas antes da cerimônia de formatura do ensino médio, o estudante hondurenho Luis Fernando Cabrera Chavarria, de 18 anos, passou a realizar suas provas finais dentro de um centro de detenção de imigrantes no Texas, nos Estados Unidos. Aluno da Northeast Early College High School, em Austin, ele foi preso em 1º de maio durante uma blitz policial enquanto voltava para casa após um turno noturno de trabalho em uma unidade da rede Popeyes.
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Segundo o Departamento de Segurança Pública do Texas, Cabrera Chavarria foi parado por um policial rodoviário na Interestadual 35 devido a um suposto registro vencido do veículo. O agente atuava sob o programa 287(g), parceria entre autoridades locais e o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês), que permite a aplicação de leis federais de imigração em abordagens rotineiras.
Após constatar que o jovem não possuía documentação legal para permanecer no país, o policial acionou o ICE. Cabrera Chavarria foi então transferido para o Centro de Processamento de Imigração do Condado de Karnes, onde segue detido enquanto responde a procedimentos migratórios.
Tentativa de participar da formatura
Apesar da detenção, o estudante continua realizando atividades escolares com apoio do distrito educacional de Austin, que informou estar em contato com a equipe jurídica do adolescente para garantir acesso às tarefas e avaliações. A expectativa da defesa é conseguir sua liberação antes da cerimônia de formatura, marcada para 2 de junho.
— Eles já o fizeram perder o baile de formatura. Já o fizeram perder várias aulas. Hoje ele está fazendo uma prova final praticamente da prisão — afirmou o deputado democrata Greg Casar à emissora KXAN, após visitar o centro de detenção.
O advogado do estudante, Jim Harrington, entrou com um pedido de habeas corpus questionando a legalidade da prisão. O caso deve avançar após resposta do governo federal e posterior análise judicial.
De acordo com a defesa, Cabrera Chavarria chegou aos Estados Unidos em 2019, aos 11 anos, junto da família, vinda de Honduras. Além de trabalhar para ajudar nas despesas da casa, ele atuava como goleiro do time de futebol da escola e ajudou a equipe a conquistar títulos distritais e estaduais.
Familiares e professores descrevem o jovem como dedicado e responsável. Sua irmã relatou que ele conciliava aulas, treinos e jornadas de trabalho que frequentemente terminavam às 2h da manhã. Nos períodos livres, ainda ajudava a cuidar do sobrinho bebê.
— Ele quer se formar. Ele quer subir ao palco com a sua turma. Ele é um líder. Tem bom coração e bom caráter — disse o ex-professor de inglês Joe Dunlap à KXAN.
Em nota, o ICE afirmou que o estudante “admitiu livremente não ter base legal ou documentação para permanecer nos EUA” e declarou que ele permanecerá sob custódia enquanto o processo migratório estiver em andamento. Um representante da agência acrescentou que pessoas em situação irregular deveriam deixar o país voluntariamente para preservar futuras possibilidades de retorno legal aos Estados Unidos.
Um aeroporto australiano foi parcialmente evacuado nesta quinta-feira após um objeto suspeito mobilizar uma unidade antibombas e provocar interrupções em voos. Depois da operação, a polícia concluiu que o artefato era apenas um aparelho de depilação a laser.
O caso ocorreu no aeroporto de Avalon, próximo a Melbourne, no estado de Victoria, no sul da Austrália.
O terminal foi esvaziado nas primeiras horas da manhã depois que o objeto foi identificado durante uma inspeção de segurança.
“A Unidade de Resposta a Bombas realizou inspeções em um objeto e determinou que se tratava de um dispositivo de depilação a laser”, informou a polícia estadual em comunicado enviado à AFP.
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Reprodução/TV
Segundo o inspetor interino Nick Uebergang, o aparelho foi encontrado junto com uma embalagem de chocolate quente em uma esteira de bagagens enquanto agentes eram acionados para avaliar o risco.
— A pessoa que estava com a bolsa também não foi muito cooperativa conosco no início, o que complicou um pouco as coisas — afirmou.
O incidente provocou atrasos e cancelamentos de diversos voos ao longo da manhã. Apesar da mobilização, o proprietário do objeto não foi acusado de nenhum crime.
O aeroporto retomou as operações normalmente após a conclusão da inspeção policial.

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