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Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o resgate de um cachorro que ficou soterrado após os dois terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira. Equipes que atuam nas áreas devastadas pelos tremores também têm se dedicado a salvar animais de estimação presos sob os escombros. Em meio às buscas por sobreviventes, a Organização Internacional de Cães de Busca e Resgate (IRO, na sigla em inglês) informou que seis equipes formadas por cães e condutores estão a caminho do país para reforçar as operações de salvamento.
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Veja o momento do resgate:
Cachorro é resgatado de escombros dos terremotos na Venezuela
Nas imagens, o animal aparece preso entre destroços enquanto integrantes da equipe de resgate tentam alcançá-lo. Em um primeiro momento, os socorristas oferecem água ao cachorro. Em seguida, iniciam um trabalho cuidadoso de remoção de pedras até conseguirem retirá-lo em segurança. Já fora dos escombros, o cão é carregado nos braços de um dos resgatistas, enquanto os integrantes da operação comemoram o salvamento.
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O resgate ocorre em meio a uma ampla mobilização de equipes nacionais e internacionais para localizar sobreviventes dos terremotos. A chegada de seis equipes de cães farejadores à Venezuela, enviadas pela IRO, deve reforçar os trabalhos nas áreas atingidas.
Em entrevista à BBC, a porta-voz da organização, Nicola Puchelt, explicou que as primeiras 72 horas após um desastre são consideradas decisivas para o resgate de pessoas com vida, embora ainda seja possível encontrar sobreviventes depois desse período. Segundo ela, dois cães participam de cada busca: o primeiro sinaliza a possível presença de uma vítima sob os escombros e o segundo confirma a localização antes do início das escavações.
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Puchelt também destacou o preparo dos animais e de seus condutores, que enfrentam longas jornadas em ambientes de alto risco e precisam demonstrar grande resistência física e emocional durante as operações.
Os esforços de resgate ocorrem após os dois terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira. O primeiro abalo, de magnitude 7,2, foi registrado às 18h04 no horário local, a cerca de 200 quilômetros a oeste de Caracas. Pouco depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, atingiu uma área próxima ao primeiro epicentro. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), trata-se do terremoto mais forte registrado no país desde 1900.
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Nesta sexta-feira, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que o número de mortos subiu para 589. Equipes de emergência seguem trabalhando para localizar sobreviventes nas regiões mais atingidas.
A comunidade internacional também ampliou o apoio às operações humanitárias. Militares e equipes técnicas de países como Brasil, EUA, El Salvador, México e Suíça chegaram a Caracas nas últimas horas, integrando uma força formada por representantes de ao menos 17 nações. Além das buscas, organismos internacionais e governos estrangeiros anunciaram ajuda às vítimas e apoio aos esforços de reconstrução.
(Com New York Times)

Veja outras postagens

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou da base aérea de Guarulhos, em São Paulo, no início da tarde desta sexta-feira (26) com destino a Venezuela. O voo leva bombeiros e membros da Defesa Civil de diferentes estados do país, que vão prestar ajuda humanitária para a população da nação vizinha, que sofreu com um terremoto na quarta-feira (24).
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A aeronave usada para o transporte é a KC-390 Milllenium, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa. O modelo é fabricado pela Embraer e já foi usado em diversas missões humanitárias, em países como Haiti e Líbano, em apoio à catástrofe de chuvas no Rio Grande do Sul e no transporte das urnas funerárias das vítimas do acidente aéreo de Vinhedo.
Segundo a FAB o avião transporta 12 toneladas de material de apoio, 36 bombeiros, seis cães dos bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná e quatro agentes da Defesa Civil. Os profissionais são especializados em atividades de busca e resgate urbano.
Também viajam quatro profissionais da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel. Como mostrou O GLOBO, a missão usará equipamentos de monitoramento de espectro capazes de identificar e localizar sinais emitidos por dispositivos de telecomunicações — como sinais de aparelhos celulares — tecnologia que pode auxiliar equipes de resgate na localização de sobreviventes em áreas atingidas por desastres naturais.
Eles devem desembarcar na base militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, na Venezuela. A mobilização foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores.
Uma baleia-barbatana fêmea, grávida e ameaçada de extinção, foi encontrada morta presa à proa de um navio de cruzeiro da Royal Caribbean ao chegar ao porto de Seward, no Alasca. O animal, de cerca de 18,6 metros de comprimento, foi localizado na estrutura submersa da embarcação na última sexta-feira (19). A causa oficial da morte ainda é investigada, mas exames preliminares indicam que a baleia sofreu ferimentos compatíveis com uma colisão com o navio.
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O navio envolvido é o Ovation of the Seas, com capacidade para mais de 4 mil passageiros. Após a chegada ao porto, o corpo da baleia foi rebocado até uma praia para a realização da necropsia por especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa), do Alaska SeaLife Center e do Alaska Veterinary Pathology Services.
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Segundo a Noaa, a baleia estava em bom estado nutricional e havia morrido pouco tempo antes da autópsia. A necropsia preliminar identificou traumas contundentes na mandíbula, na coque indicam uma colisão com a embarcação. A confirmação da causa da morte ainda depende de exames complementares.
O órgão também confirmou que a fêmea estava grávida. A baleia-barbatana é a segunda maior espécie do planeta, atrás apenas da baleia-azul, e está protegida pela legislação ambiental dos Estados Unidos devido ao risco de extinção.
Navio de cruzeiro Ovation of the Seas
Divulgação | Royan Caribbean
Em nota, a Royal Caribbean afirmou estar “profundamente entristecida” com o incidente e disse que está colaborando integralmente com as autoridades federais.
— Levamos qualquer impacto à vida marinha com a máxima seriedade. Estamos cooperando plenamente com a Noaa e trabalharemos em parceria com a agência após a conclusão da investigação — informou a empresa.
O caso provocou reação de entidades ambientalistas. O Centro para a Diversidade Biológica americano enviou uma carta à Royal Caribbean pedindo que os navios da companhia reduzam a velocidade para, no máximo, 10 nós (18,5 km/h) em áreas frequentadas por baleias. Segundo a organização, colisões com embarcações são uma das principais causas de morte da espécie e a redução da velocidade é uma das medidas mais eficazes para evitar acidentes.
Com as operações de resgate entrando em um período crítico para encontrar sobreviventes quase 48 horas após os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira, a extensão da destruição provocada pelos maiores tremores em um século no país sul-americano começa a ficar mais evidente nesta sexta-feira, quando as autoridades anunciaram que o número de mortes confirmadas chegou a 589 e o de feridos a cerca de 4,3 mil, enquanto uma estimativa oficial aponta que 250 prédios ficaram destruídos ou danificados em todo o país — um fator que levantou questionamentos sobre o quanto a crise econômica e os índices de corrupção na política de Caracas ao longo de décadas intensificaram o efeito do fenômeno natural.
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Grupos da sociedade civil venezuelana afirmaram que conjuntos habitacionais construídos ainda no governo Hugo Chávez estão entre as áreas mais afetadas pelos desmoronamentos, incluindo um na cidade de Catia La Mar, na região de La Guaira, onde ao menos 100 prédios caíram, de acordo com o autoridades da cúpula do governo. Especialistas em construção civil e prevenção a abalos sísmicos apontam que parte das construções parece ter sido construída antes da entrada em vigor da atual legislação ou não ter passado pela fiscalização adequada — embora não descartem construções irregulares.
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— Os terremotos não matam pessoas. O que mata é o colapso da infraestrutura — disse o professor Ilan Kelman, especializado em desastres e saúde da University College London, em entrevista ao New York Times.
Já à rede britânica BBC, o mesmo especialista afirmou que Caracas possui um código de obras que inclui “disposições sísmicas modernas”, mas classificou a fiscalização como uma “questão de sorte”, e que as situações sociais e políticas podem ter dificultado o monitoramento e a aplicação da lei no país.
Também citando as recorrentes crises financeiras e os índices de corrupção no país, o professor associado especializado em riscos naturais na Universidade de Coventry, Matthew Blackett, disse em entrevista à rede CNN que muitos edifícios anteriores às normas vigentes provavelmente nunca receberam a manutenção adequada, o que pode ter contribuído para a tragédia em larga escala. Em uma declaração pública, o filho do ex-presidente Nicolás Maduro afirmou que parte dos prédios que ruíram teriam sido construídos entre as décadas de 1950 e 1980.
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— Se você olhar para um lugar como São Francisco, após os terremotos do fim da década de 1980, houve incentivos e financiamento do governo para reforçar os edifícios e garantir que fossem seguros. As construções foram inspecionadas e condenadas caso não atendessem a esses padrões — disse o professor. — Isso não aconteceu lá [na Venezuela].
Se confirmada a relação direta com a queda dos prédios, não seria a primeira vez que a crise sócio-econômico-política do país prejudica assuntos estratégicos em Caracas. Especialistas apontaram, pouco após a captura de Nicolás Maduro por militares americanos, que a Defesa Nacional do país havia sido sucateada por décadas, por uma combinação de falta de financiamento e promoções de oficiais por relações políticas. As relações politicamente motivadas levaram o país a ocupar uma das posições mais baixas em rankings internacionais sobre percepção de corrupção no mundo.
Mesmo na operação de resgate em curso, há digitais da defasagem venezuelana. Fontes em Caracas e La Guaira afirmam que os esforços estão sendo severamente prejudicados pela falta de maquinário pesado, como tratores e escavadeiras estatais, que estariam em estado de abandono, sem peças de reposição ou manutenção. Observadores especulam que a falta desses equipamentos pode prejudicar até mesmo as equipes técnicas internacionais enviadas ao país para auxiliar as missões de resgate.
Mulher dá à luz no meio dos escombros na Venezuela
Cenário grave
Embora especialistas em desastres com soterramento afirmem que não existe uma medida de tempo exata de sobrevida para uma vítima sob de escombros — em 2023, dois irmãos sobreviveram cerca de oito dias antes de serem resgatados na Turquia —, muitos defendem que haveria uma “janela de ouro” de sobrevivência de 72 horas, quando é mais provável resgatar vítimas com vida.
— As chances de encontrar sobreviventes em um prédio que desabou após cinco a sete dias são pequenas, mas não inexistentes — disse o professor associado da Harvard Medical School, Jarone Lee, em entrevista ao New York Times, em que classificou as primeiras 24 a 48 horas como cruciais.
Busca por sobreviventes sob destroços continua em Caracas
Ainda de acordo com o professor, que estuda e participa de operações de resposta a desastres há mais de uma década, certas circunstâncias pontuais podem ampliar as chances de sobrevivência. Edifícios desmoronados, em alguns casos, criam espécies de “bolsões vazios”, onde sobreviventes ficam presos, mas não esmagados. Dependendo da disponibilidade de ar, água e alimentos, uma pessoa pode sobreviver por dias ou até semanas.
Análises sobre o perfil dos desabamentos na Venezuela, porém, indicam um cenário preocupante. Um levantamento realizado pela rede americana CNN, com base em vídeos que mostram a destruição no país, sugerem que muitos dos edifícios destruídos seguiram um padrão chamado “colapso panqueca”, em que as estruturas cedem de uma forma e em um nível que o espaço entre os andares fica reduzido a um mínimo — a análise cita que em um dos casos, um prédio em La Guaira cujos andares tinham por volta de três metros cada, ficaram comprimidos a até 30 centímetros.
— Essas edificações colapsam exatamente da maneira que estamos vendo: desabamentos em estilo ‘panqueca’, com um andar caindo sobre o outro — disse Christian Málaga-Chuquitaype, engenheiro estrutural do Imperial College de Londres, ao visualizar imagens do desabamento em entrevista ao New York Times. (Com NYT e AFP)
Cachorro é resgatado de escombros dos terremotos na Venezuela
Um bebê de 18 meses encontrado dentro de um carro no estacionamento de um hospital universitário em Marselha, no sudeste da França, morreu, anunciou o hospital nesta sexta-feira (26), em meio a uma onda de calor que assola o país.
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Os bombeiros da segunda maior cidade da França disseram ter sido alertados sobre a presença da criança na terça-feira, pouco antes das 14h (9h em Brasília). O bebê foi levado para o pronto-socorro pediátrico do Hospital La Timone.
Éric Berton, reitor da Universidade Aix-Marselha, cuja faculdade de medicina é vinculada ao hospital, confirmou a morte em um comunicado enviado à AFP, que havia sido divulgado inicialmente pela BFMTV. Segundo o jornal La Provence, o bebê morreu na quarta-feira.
Diversas fontes indicam que um dos pais da criança a esqueceu no veículo. Essa pessoa trabalha diariamente no campus universitário de La Timone e, segundo o La Provence, é o pai da criança.
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A onda de calor que afeta o país, assim como grande parte da Europa, há quase uma semana, já causou inúmeras tragédias, com 55 mortes por afogamento na França e a morte de várias pessoas em situação de rua.
Na cidade de Marselha, as temperaturas rondavam os 30°C na terça-feira, dia em que o bebê foi encontrado no carro.
Na segunda-feira, dois irmãos, de 2 e 4 anos, também foram encontrados mortos dentro do carro da família em Carpentras, no sudeste de França. E na quarta-feira, outra criança, de 3 anos, morreu dentro de um veículo familiar em Saint-Gratien, a noroeste de Paris.
Nesta sexta-feira, a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, afirmou esperar “mortes” nos próximos dias relacionadas com esta onda de calor, excepcional pela sua intensidade e duração, embora ainda não tenha divulgado quaisquer números sobre o total de vítimas mortais.
Uma adolescente britânica de 13 anos ficou ferida após ser agredida durante uma briga generalizada por uma espreguiçadeira em um hotel na região da Catalunha, na Espanha. A jovem sofreu uma fratura no nariz e foi levada ao hospital depois de ser atingida no rosto por um homem adulto. O episódio, registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais, ocorreu em um resort na cidade de Santa Susanna e mobilizou funcionários e policiais.
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Segundo o portal britânico The Sun, a adolescente sentou-se em uma espreguiçadeira sem saber que o local já estaria sendo utilizado por outra família. Em vez de pedir que ela saísse, um homem teria partido para a agressão física, desencadeando uma briga envolvendo diversas pessoas. As imagens mostram turistas trocando socos, puxões de cabelo e empurrões ao redor da piscina, enquanto crianças e outros hóspedes tentam deixar o local.
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Uma testemunha afirmou que o agressor “não disse uma palavra” antes de atacar a adolescente. A menina deixou a área da piscina com o rosto ensanguentado e suspeita de fratura no nariz. Outras pessoas também sofreram ferimentos, incluindo cortes, hematomas e arranhões.
Ainda de acordo com os relatos, muitos hóspedes acreditaram inicialmente que se tratava de um atentado, devido aos gritos, ao barulho de vidros quebrando e ao pânico que tomou conta do resort. Pais correram para retirar os filhos da piscina enquanto funcionários tentavam conter a confusão até a chegada da polícia.
Após receber atendimento médico, a adolescente e sua família foram transferidas para outro hotel. Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao caso. A operadora de viagens responsável pela reserva dos turistas informou que apura o ocorrido e presta assistência aos clientes afetados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que viaje para a Venezuela na próxima semana para ver como as Forças Armadas do Brasil podem ajudar o país vizinho diante dos impactos do terremoto ocorrido na última quarta-feira (24).

Lula deu a ordem ao ministro durante evento da Marinha, em Itajaí (SC). Após determinar a ida de Múcio Monteiro à Venezuela, Lula pediu um minuto de silêncio pelas 589 mortes registradas até agora no país.

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O número de vítimas pode ser ainda maior. O site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado pela sociedade civil para reunir informações extraoficiais sobre vítimas, estima que mais de 40 mil pessoas desaparecidas.

Os terremotos de 7.2 e 7.5 da escala Ritcher afetaram, principalmente, o estado de La Guaira, onde houve o desabamento de uma série de edifícios.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira que enviará o ministro da Defesa, José Múcio, à Venezuela para discutir como o Brasil poderá auxiliar o país após os terremotos que deixaram ao menos 589 mortos.
A declaração foi feita durante a cerimônia de lançamento e batismo da Fragata “Cunha Moreira”, em Itajaí (SC). Antes de seu discurso, Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas e aos feridos pela tragédia.
— Queria, Zé Mucio, determinar que na semana que vem você fosse à Venezuela para discutir o que a nossa Defesa pode fazer de ajuda ao povo da Venezuela — disse o presidente.
Segundo o novo balanço divulgado pelo governo venezuelano nesta sexta, o número de mortos subiu para 589, mais que o dobro das 265 vítimas informadas inicialmente. Equipes de resgate seguem em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros, principalmente em Caracas e no estado de La Guaira, uma das áreas mais atingidas pelos tremores.
Diversos países já mobilizaram apoio humanitário à Venezuela, com o envio de equipes de busca e resgate, especialistas e equipamentos. O Brasil está entre as nações que ofereceram ajuda ao país vizinho.
Organizações humanitárias estão se preparando para uma operação de grande escala para fornecer abrigo, água e itens básicos a até 200 mil pessoas que podem ter sido afetadas pelos dois grandes terremotos que atingiram o norte da Venezuela na noite de quarta-feira, segundo o representante de uma organização não governamental de ajuda humanitária em Caracas.
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Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país na quarta-feira deixaram um cenário de devastação, com dezenas de edifícios desabados, especialmente na região de La Guaira, cidade costeira vizinha a Caracas. Jankiel Rosenwald, assessor na Venezuela da World Vision, organização humanitária de base religiosa, disse que sua entidade e outras organizações de ajuda estão elaborando planos para fornecer abrigo, água e kits de higiene aos desabrigados.
— Tenho amigos, pessoas que conheço, que passaram a noite passada em praças públicas sem nada além da roupa que estavam vestindo — disse, acrescentando que, mesmo antes dos terremotos, o sistema de saúde e a rede elétrica do país já estavam em condições precárias, enfraquecidas após décadas de dificuldades econômicas. — Isso vai levar tudo ao limite.
Autoridades venezuelanas informaram que centenas de edifícios foram destruídos, muitos deles na cidade portuária de La Guaira. Também há preocupação de que as áreas de ocupação precária na região afetada, onde moradias frágeis são construídas em encostas, tenham sofrido danos severos. A crise econômica que o país enfrenta há uma década enfraqueceu os serviços de resgate e, em algumas das áreas mais devastadas pelos terremotos, moradores disseram ter visto poucos socorristas e uma presença mínima do governo.
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Rosenwald contou que estava na festa de aniversário de 2 anos do filho de um amigo, em um apartamento no décimo andar, quando os terremotos atingiram a região. Segundo ele, as crianças e suas mães gritaram de desespero. Ele foi até seu próprio apartamento para buscar sua cadela, Macarena, e encontrou uma grande rachadura na parede externa do edifício, o que fez o prédio parecer inabitável. Em seguida, ajudou uma vizinha que estava presa em seu apartamento porque a porta havia emperrado. De acordo com Rosenwald, tremores secundários continuaram sendo sentidos com frequência na quinta-feira.
— Eu podia ver, por toda a cidade, as pessoas do lado de fora, nas ruas, completamente abaladas, emocionalmente sobrecarregadas e sem saber o que fazer ou como reagir — disse Rosenwald. — As pessoas perguntavam: “Podemos voltar para casa? Deixei tudo lá dentro, as chaves, o celular. Posso subir de novo? Devo?”.
Principais desafios
Na manhã desta sexta-feira, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o número de mortos pelos terremotos subiu para 589, enquanto 2,9 mil pessoas ficaram feridas. Ela também disse que decidiu “militarizar” a área do estado de La Guaira, indicando que militares venezuelanos já estão no estado. Delcy não especificou, no entanto, o que a medida significará na prática.
Ao mesmo tempo, a chegada contínua de ajuda internacional e de equipes de resgate não resolve um dos principais desafios do país: a falta de maquinário pesado. Durante a crise econômica da Venezuela, tratores, escavadeiras e outros equipamentos pesados pertencentes ao Estado se deterioraram por falta de peças de reposição e manutenção.
Equipes internacionais de busca e resgate de pelo menos 17 países estão sendo mobilizadas para ajudar, anunciou a ONU nesta sexta-feira. Socorristas de El Salvador e do México já desembarcaram em Caracas. A imprensa venezuelana também informou sobre a chegada de equipes e suprimentos enviados pelo Chile e pela Suíça. As operações de resgate avançam lentamente, e ainda há corpos visíveis sob os escombros.
Países como Espanha, Portugal e China anunciaram mortes e desaparecimentos de seus cidadãos. A Espanha confirmou quatro mortos e 99 desaparecidos. Portugal informou nove mortos e 56 cidadãos ainda não localizados. Enquanto isso, a líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, pediu a libertação de “todos os presos políticos”, civis e militares.
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Os terremotos também interromperam os serviços de comunicação e de internet em algumas áreas, e muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades para restabelecer contato com familiares e amigos. Há também quem recorra à internet em busca de pessoas desaparecidas. Em um dos sites criados para esse fim, quase 50 mil pessoas foram registradas como desaparecidas.
Após o presidente Donald Trump prometer ajudar seus “novos e grandes amigos”, os Estados Unidos anunciaram um pacote de US$ 150 milhões em ajuda e o envio de dois navios de guerra, aviões de transporte e helicópteros para apoiar a Venezuela. Um general do Comando Sul dos EUA, Kevin J. Jarrard, já está em Caracas para “supervisionar” as operações e prestar “assistência humanitária nas áreas afetadas”.
A maior parte dos países da América Latina também manifestou solidariedade e ofereceu ajuda. Espanha, Alemanha, Itália, China e Índia igualmente prometeram enviar equipes de resgate. O primeiro terremoto ocorreu às 18h04 de quarta-feira, no horário local, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Quase um minuto depois ocorreu o segundo tremor, de magnitude 7,5, o mais forte registrado na Venezuela desde 1900. A força dos terremotos foi sentida até na Colômbia. Desde então, já foram registradas mais de 130 réplicas.
(Com AFP)
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Conselho de Ética reunido

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados realiza duas reuniões na próxima terça-feira (30).

A primeira reunião será realizada às 11 horas, em plenário a ser definido, para apreciar os seguintes pareceres preliminares:

  • do deputado Delegado Fábio Costa (PP-AL), apresentado à REP 2/26, do Psol, contra o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP);

O partido reclama que, durante o tempo em que o parlamentar presidiu a Comissão de Segurança Pública da Câmara, ele desrespeitou a atuação dos deputados do Psol que compunham o colegiado.

  • do deputado Moses Rodrigues (União-CE), apresentado à REP 5/26, do PL, contra o deputado Rogério Correia (PT-MG);

O partido acusa Correia de publicar uma imagem manipulada por inteligência artificial que simulava um encontro entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e empresários do setor financeiro.

  • do deputado Moses Rodrigues, apresentado à REP 6/26, também do PL, contra Rogério Correia;

O partido acusa Correia de agredir fisicamente os deputados Alfredo Gaspar (União-AL) e Luiz Lima durante a reunião da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

  • do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), apresentado à REP 8/26, do Missão, contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP);

O partido reclama de postagem de Erika Hilton nas redes sociais, que teria usado termos ofensivos, como “imbeCIS” e “esgoto da sociedade”, para criticar opositores políticos.

O Missão afirma que a mensagem é ofensiva e discriminatória contra mulheres cisgênero (aquelas cuja identidade de gênero corresponde ao sexo biológico).

Nessa fase da tramitação, o conselho analisa os pareceres sobre a admissibilidade das representações.

Depoimento de testemunhas
A segunda reunião será realizada às 16 horas, no plenário 11, para vai ouvir testemunhas no processo movido contra o deputado André Janones (Avante-MG) pelo PL (REP 8/25).

O partido acusa Janones de ter pedido a devolução de parte do salário de servidores para beneficiar sua campanha.

Foram convocados para prestar depoimento:

  • o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho;
  • a prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes Ferreira; e
  • os ex-assessores de André Janones, Cefas Luiz e Alisson Alves Camargos.

As testemunhas foram indicadas pelo relator do processo, deputado Fausto Santos Jr. (União-AM).

Uma recém-nascida foi encontrada morta em um monte de lixo de um centro de triagem de resíduos em Rowley Regis, na região de West Midlands, na Inglaterra. O caso, divulgado nesta sexta-feira, mobiliza a polícia britânica, que faz um apelo público para localizar a família da criança, considerada a principal preocupação das autoridades neste momento.
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Segundo a Polícia de West Midlands, o corpo da bebê foi encontrado por volta do meio-dia desta quarta-feira dentro de uma carga de resíduos levada por uma empresa privada de coleta até uma área industrial na Station Road. Os investigadores acreditam que a recém-nascida foi transportada inadvertidamente junto com o lixo durante a operação de coleta.
A empresa atua em diferentes regiões, incluindo West Midlands, Staffordshire, Warwickshire e West Mercia, mas, segundo a polícia, não há indícios de envolvimento da companhia na morte da criança.
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A investigação busca identificar a bebê, esclarecer as circunstâncias da morte e localizar a mãe. A chefe da investigação, inspetora Kylie Westlake, afirmou que equipes analisam imagens de câmeras de segurança e mantêm contato com hospitais, mas reforçou que a prioridade é garantir que a mulher receba ajuda.
— Embora ainda não saibamos o que aconteceu, sabemos que há uma mãe precisando de ajuda, e ela é nossa prioridade absoluta neste momento — disse a investigadora, em comunicado divulgado pela polícia.
Segundo os investigadores, todas as informações serão tratadas com sensibilidade, uma vez que a prioridade é encontrar os familiares da criança.

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