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Um vídeo publicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social, mostra o ataque aéreo que matou o chefe do grupo criminoso de origem venezuelana Tren de Aragua. Niño Guerrero foi morto em uma operação militar americana realizada em coordenação com autoridades da Venezuela, anunciaram Washington e Caracas na sexta-feira (12) à noite.
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A imagem a que mostra a vista aérea de um edifício rodeado de vegetação, quando ocorre uma explosão, que levanta uma nuvem de fumaça. Não é possível distinguir claramente ninguém nas imagens.
“Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero, do tristemente conhecido Tren de Aragua”, publicou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social. “Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, acrescentou.
A Venezuela confirmou pouco depois que Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, havia sido “neutralizado” e que houve “confrontos” com integrantes de “estruturas do crime organizado”.
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El Niño Guerrero morreu em uma “operação coordenada” com os Estados Unidos, executada no estado de Bolívar, no sudeste do país, afirma um comunicado do Ministério das Comunicações venezuelano. “Teve apoio tecnológico especializado e aconteceu com mecanismos de cooperação e de troca de informações de inteligência”, acrescentou a pasta.
Os Estados Unidos realizaram em janeiro uma incursão militar em Caracas e capturaram o então presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York, acusado de narcotráfico. Desde então, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa como presidente interina, sob as pressões de Washington.
“Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais um refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar”, afirmou Trump na Truth Social.
‘Organização terrorista’
Os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma organização terrorista em janeiro de 2025. O grupo, que atua em vários países da América Latina, surgiu em 2014, na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, e se dedica à prática de extorsão, assassinatos encomendados, tráfico de drogas, prostituição, tráfico de pessoas e até garimpo ilegal, embora também tenha empreendido em alguns negócios legalizados.
O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de R$ 25 milhões por informações que levassem à prisão ou condenação do líder do Tren de Aragua. Ele foi alvo de sanções dos Estados Unidos em julho de 2025, juntamente com outros cabeças da organização.
Ataque contra o grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua
US PRESIDENT DONALD TRUMP’S TRUTH SOCIAL ACCOUNT / AFP
Em dezembro, promotores federais de Nova York apresentaram acusações contra 70 membros da gangue, entre eles Guerrero, por associação criminosa e tráfico de drogas e armas de fogo. Após ocupar militarmente a prisão de Tocorón em setembro de 2023, o governo Maduro anunciou que havia “desmantelado totalmente” a gangue. Naquela época, Niño Guerrero era um fugitivo da Justiça.
Segundo o centro de análises Insight Crime, Guerrero, que teria 42 anos, tornou o grupo “o que ele é hoje durante sua prisão em Tocorón”. Sob sua liderança, o local “se tornou uma das prisões mais notórias do país, em grande parte devido à política não oficial do governo venezuelano de entregar o controle de algumas prisões a chefões do crime conhecidos como ‘pranes'”.

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O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã pode ser concluído nas próximas 24 horas, segundo o governo do Paquistão, que atua como mediador entre os dois países.
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“Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Com a finalização provavelmente nas próximas 24 horas, o Paquistão se prepara para a assinatura eletrônica do acordo imediatamente depois, seguida de discussões técnicas na próxima semana”, afirmou o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, na rede social X.
Sharif já tinha dito na tarde de sexta-feira, também via X, que o texto final de um memorando estaria pronto.
“Podemos confirmar que um texto final, acordado por ambas as partes [EUA e Irã], do acordo de paz foi alcançado, e o Paquistão está agora trabalhando em estreita colaboração com os dois lados para finalizar os próximos passos”, anunciou Sharif em uma publicação na rede social X.
Depois de semanas de negociações estagnadas, Washington e Teerã revelaram nos últimos dias que estavam próximos de um acordo para acabar com o conflito, iniciado em 28 de fevereiro com a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica.
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A incerteza, no entanto, persistiu, com uma intensa troca de ameaças e hostilidades. Neste sábado, o governo dos Estados Unidos anunciou que derrubou vários drones iranianos que pretendiam atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz.
A televisão estatal iraniana Irib informou que o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi declarou que, sem a conclusão de um acordo sobre todas as questões, não é possível afirmar com certeza que um princípio de acordo com os Estados Unidos foi alcançado.
O Paquistão tenta levar as duas partes a um acordo desde a instauração, em 8 de abril, de um cessar-fogo. Islamabad foi a sede, em abril, de negociações sem sucesso entre os países para um acordo de paz.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro no início da ofensiva dos EUA e de Israel contra a República Islâmica, será enterrado em 9 de julho, em sua cidade natal, Mashhad, no nordeste do país. A informação foi divulgada neste sábado pela televisão estatal.
O funeral de Ali Khamenei estava inicialmente previsto para março, mas foi adiado em consequência da guerra. A cerimônia terá duração de seis dias, a partir de 4 de julho, em Teerã e nas cidades sagradas de Qom e Mashhad.
Ali Khamenei permaneceu no poder durante quase 37 anos. Ele foi sucedido por seu filho Mojtaba Khamenei, nomeado em 8 de março. O novo líder supremo do Irã, no entanto, não aparece em público ao menos desde o ataque que matou o pai.
Mojtaba Khamenei divulga primeira mensagem
Reprodução e Tasnim News Agency, CC BY 4.0
Fontes dizem que Mojtaba Khamenei teria sofrido ferimentos graves no mesmo bombardeio que matou seu pai. Em maio, no entanto, um funcionário do alto escalão do Ministério da Saúde iraniano afirmou que o atual líder supremo teria sofrido apenas “ferimentos superficiais” no ataque.
Após uma noite de tempestades, tanto políticas quanto meteorológicas, trabalhadores começaram a remover o nome do presidente dos EUA, Donald Trump, da fachada de mármore branco do John F. Kennedy Center for the Performing Arts nas primeiras horas da manhã deste sábado, atendendo a uma decisão de um juiz federal que considerou ilegal a mudança de nome da instituição.

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As letras começaram a ser retiradas pouco depois das 3h da manhã (no horário local), após a instituição solicitar uma extensão do prazo que terminaria à meia-noite. Matt Floca, diretor-executivo do Kennedy Center, pediu a um tribunal federal distrital mais 12 horas para certificar o cumprimento da ordem, atribuindo o atraso a uma tempestade de verão.
Os trabalhadores passaram cerca de oito horas na sexta-feira montando enormes andaimes diante da seção da fachada que exibia o nome de Trump. Em seguida, nas primeiras horas de sábado, penduraram grandes lonas brancas na estrutura. Isso bloqueou a visão da remoção, que representava uma importante vitória simbólica para os opositores da tomada de controle do icônico centro de artes por Trump.
No entanto, uma abertura nas lonas permitiu que um fotógrafo do New York Times observasse um trabalhador retirando da parede a letra “A”. Não houve som de ferramentas elétricas; a letra aparentemente foi removida manualmente.
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Durante toda a sexta-feira, advogados de Trump e do Kennedy Center tentaram obter uma intervenção judicial para manter o nome do presidente na fachada enquanto recorriam da decisão.
Mas, depois que tanto o tribunal distrital quanto um tribunal federal de apelações negaram os pedidos de suspensão imediata da decisão, os trabalhadores passaram a erguer os andaimes com determinação para alcançar as letras. Uma plateia barulhenta de algumas centenas de pessoas se reuniu para acompanhar.
O conselho diretor do centro, alinhado a Trump, votou há quase seis meses pela inclusão do nome do atual presidente dos EUA na instituição, provocando indignação em Washington e uma crise no principal centro cultural da capital americana. Em uma instituição já abalada pela intervenção presidencial, as 18 novas letras fixadas ao edifício — menos de um dia após a votação — elevaram ainda mais a tensão.
Trabalhadores começam a retirar o nome de Donald Trump da fachada do Kennedy Center, em Washington
Alex Kent/NYT
Parlamentares democratas condenaram a medida como um ato de “narcisismo”; vários artistas cancelaram apresentações no centro; e a deputada Joyce Beatty, membro do conselho por direito do cargo, entrou com uma ação judicial classificando a mudança como uma “violação flagrante do Estado de Direito”. Beatty acompanhou a operação na manhã de sábado, permanecendo na praça em frente ao Kennedy Center mesmo após a equipe de trabalho deixar o local por volta das 4h.
O debate sobre a adequação da mudança de nome produziu uma cena incomum em Washington. Durante dois dias, o centro cultural às margens do rio Potomac recebeu uma enxurrada de visitantes não para assistir a uma sinfonia ou balé, mas para verificar se o nome do presidente seria removido do mármore. Enquanto observadores mantinham vigília, uma sucessão constante de acontecimentos judiciais alimentava a incerteza sobre se a remoção realmente aconteceria.
Champanhe gelada
Na quinta-feira, um dos primeiros sinais de movimentação surgiu quando seguranças instalaram grades metálicas pretas para bloquear a entrada principal e a passagem próxima à fachada do edifício. Visitantes questionavam voluntários e seguranças sobre quando as letras seriam retiradas, mas obtinham poucas respostas.
A poucos minutos dali, moradores do complexo Watergate planejavam festas improvisadas. Duas organizações de voluntários, Hands Off the Arts e Free the Kennedy Center, coordenaram uma transmissão ao vivo da fachada por meio de uma câmera instalada em uma varanda do Watergate.
Christine Lienert e Debra Wilfong mantiveram champanhe gelado aguardando a retirada das letras. Quando souberam, na quinta-feira à noite, que isso não ocorreria naquele momento, guardaram novamente as garrafas. Na sexta-feira, Lienert voltou com o champanhe, mas acabou indo embora quando percebeu que a remoção poderia demorar horas; o gelo de sua caixa térmica já havia derretido.
Nem todos os presentes eram favoráveis à retirada do nome. Jeanette Mercado e seu marido, Bert, viajaram de Wasco, no Vale Central da Califórnia, para visitar os monumentos da capital e se depararam com os andaimes e a multidão.
— Gosto de Trump, gosto do que ele está fazendo pelo nosso país, acho que ele é uma bênção para nosso país e não vejo nada de errado em acrescentarem seu nome — afirmou Jeanette, quase sem conseguir ser ouvida em meio aos gritos de “tirem isso daí”.
Seu marido, também apoiador de Trump, tinha uma opinião diferente:
— Deveria haver um senso de continuidade aqui. Por que inserir o seu próprio nome? — questionou.
Em dezembro de 2025, o conselho do Kennedy Center votou pela inclusão do nome de Trump no edifício em reconhecimento ao que dirigentes descreveram como sua dedicação à instituição e sua ajuda para garantir US$ 257 milhões destinados a uma reforma considerada necessária.
Quando o juiz federal Christopher R. Cooper decidiu sobre a ação de Joyce Beatty no final de maio, concluiu que o conselho não possuía autoridade para renomear unilateralmente a instituição. Segundo ele, esse poder pertence exclusivamente ao Congresso, citando a legislação de 1964 que dedicou o centro à memória de Kennedy, defensor das artes e apoiador de sua criação.
“O rótulo ‘Trump Kennedy Center’ acrescenta um nome inteiramente novo ao título formal da instituição”, escreveu Cooper, “e relega o nome do presidente Kennedy ao segundo plano”.
O juiz concedeu ao centro um prazo de duas semanas, até sexta-feira, para restaurar o nome original no edifício e em todos os materiais oficiais.
Queda na venda de ingressos
Ao recusar suspender seu próprio prazo na sexta-feira, Cooper observou que o Kennedy Center já havia tomado medidas para cumprir a decisão. Na semana anterior, funcionários receberam instruções para alterar imediatamente formulários, contas em redes sociais e assinaturas de e-mail. Pouco depois, o nome de Trump desapareceu do topo do site oficial do centro.
“Esses esforços enfraquecem a ideia de que os réus sofreriam dano irreparável ao cumprir integralmente a ordem”, escreveu o magistrado.
Ao solicitar a suspensão da decisão ao tribunal de apelações, o Kennedy Center argumentou, entre outras coisas, que remover o nome agora e eventualmente restaurá-lo depois seria “extremamente confuso para o público”.
O recurso continha argumentos jurídicos e referências a precedentes, mas também apresentava uma introdução em estilo que lembrava o modo de escrever de Trump, com sua pontuação peculiar e tendência à autopromoção.
Assinado por Brett A. Shumate, procurador-geral adjunto do Departamento de Justiça, o documento afirmava que a retirada do nome poderia prejudicar seriamente a arrecadação de recursos, pois muitos doadores que contribuíram com milhões de dólares só teriam feito isso porque o nome Trump estava no edifício.
“Muitos fizeram isso”, acrescentava o texto, “porque adoravam o conceito de dois Grandes Presidentes, um Republicano e um Democrata, trabalhando juntos como um só — de muitas formas, uma relação bipartidária!”
Os advogados de Joyce Beatty responderam que o recurso foi apresentado “na última hora”, numa tentativa transparente de pressionar o tribunal e manipular o sistema judicial.
As decisões de Cooper ameaçaram enfraquecer o esforço de Trump para remodelar a paisagem cultural de Washington. No início de seu segundo mandato, ele transformou o Kennedy Center em peça central dessa visão.
Trump assumiu o controle da instituição internamente, removendo indicados do governo Biden do conselho e substituindo-os por aliados que rapidamente o elegeram presidente do órgão. Também promoveu mudanças estéticas externas, como pintar de branco colunas douradas para adequá-las ao seu gosto. No principal evento da instituição, o Kennedy Center Honors, atuou pessoalmente como apresentador.
Em fevereiro, Trump anunciou a intenção de fechar o centro por dois anos para resolver problemas de manutenção que considerava graves.
A ação movida por Beatty também contestou esse fechamento planejado, questionando se a medida não teria sido concebida para ocultar a queda nas vendas de ingressos e a saída de artistas.
Após meses de disputa judicial, Cooper concordou em bloquear temporariamente o fechamento, concluindo que o conselho havia tomado uma decisão “mal informada e aparentemente predeterminada” ao aprovar o plano presidencial. Contudo, afirmou que não continuaria impedindo a medida caso os conselheiros analisassem a questão de forma séria.
Autoridades alinhadas a Trump no Kennedy Center anunciaram imediatamente que recorreriam da decisão sobre a mudança de nome, afirmando estar confiantes de que os tribunais reconheceriam “a vontade do conselho de homenagear as contribuições históricas do presidente Trump ao centro cultural da nação”.
Os planos para o recurso tornaram-se menos certos depois que Trump reagiu à decisão com uma publicação furiosa nas redes sociais. Sem controle sobre os assuntos do centro, escreveu ele, não tinha “nenhum interesse em continuar o que só poderia ser uma jornada sem esperança para a ‘TERRA DO NUNCA’”.
O nome do presidente aparecia não apenas na fachada, mas também em papéis timbrados, cartazes e placas de sinalização. Nesta semana, uma placa de estacionamento tinha a palavra Trump coberta por fita branca, enquanto em um dos ônibus do centro o nome havia sido riscado com marcador preto.
Ainda assim, o conselho decidiu prosseguir com o recurso.
Na sexta-feira, Allerton Kilborn, de 79 anos, levou um livro para passar o tempo enquanto aguardava o que esperava ser a retirada do nome de Trump. Ele saiu de sua casa em Chevy Chase, Maryland, e permaneceu mais de 12 horas no local, alternando entre a área externa e o interior climatizado do centro.
— Pela aventura. Isto é história” — disse. — Sou tão velho que conheci John Kennedy pessoalmente e sempre fui um enorme admirador dele — afirmou. Para ele, acrescentar o nome de Trump ao memorial dedicado a Kennedy foi uma profanação. — Não sou religioso, mas vejo isso em termos religiosos — concluiu.

A mídia estatal libanesa relatou ataques israelenses no sul do país no sábado, pouco depois de o exército israelense emitir um alerta de evacuação para 20 localidades, incluindo a cidade de Nabatieh, antes de incursões na região.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) relatou ataques aéreos israelenses em diversas áreas abrangidas pelo alerta de evacuação, incluindo as aldeias de Rihan e Sujud, localizadas próximas a Nabatieh.
Os Estados Unidos afirmaram ter abatido vários drones iranianos que tinham como alvo navios comerciais no Estreito de Ormuz na madrugada de sábado, horas depois de ambos os lados terem declarado que um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio estava mais próximo do que nunca.
A interceptação ocorreu após semanas de negociações interrompidas entre Teerã e Washington, mediadas pelo Paquistão, marcadas por ameaças e trocas de tiros, apesar de uma frágil trégua acordada em abril.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM), que supervisiona as operações na região, publicou em sua conta no Facebook que o Irã havia “lançado vários drones de ataque unidirecional em uma tentativa de atingir navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz”.
“As forças americanas abateram todos eles nas últimas horas, enquanto o fluxo de tráfego pelo estreito continua sem impedimentos”, afirmou.
O CENTCOM acrescentou que o Estreito de Ormuz — uma importante rota marítima para o comércio de petróleo e gás do Golfo — “permanece aberto para trânsito”, apesar do bloqueio imposto pelo Irã desde o início da guerra.
A Suíça se prepara para uma votação acirrada sobre uma proposta para limitar a população a 10 milhões, após uma campanha dupla que combinou um apelo refinado aos moderados preocupados com a sustentabilidade com uma mensagem anti-imigração mais dura. Antes da votação de domingo, o Partido Popular Suíço (SVP) apresentou a iniciativa como uma solução para a acessibilidade à habitação e uma defesa do meio ambiente, argumentando que a imigração está forçando o país a pavimentar suas renomadas paisagens alpinas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um sistema circulatório oculto pulsa logo abaixo da superfície do planeta. Ali, incrustadas no solo, encontram-se densas redes de microrganismos conhecidos como fungos micorrízicos arbusculares. Esses fungos se fixam às raízes das plantas, enviando longos e finos filamentos através do solo. Estes transportam água e nutrientes para as plantas e absorvem carbono, ajudando a manter grandes quantidades dele fora da atmosfera. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Quando os pesquisadores da Universidade do Texas e de Stanford concluíram que satélites russos eram a fonte das interferências no sinal de GPS registradas sobre a Europa desde 2019, a pergunta que ficou no ar não era mais técnica, e sim estratégica: por quê? As intervenções identificadas seguem padrão de dias úteis e horário comercial — um indício, para especialistas, de que Moscou ensaia capacidade de guerra eletrônica contra a Otan.
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O paper Chasing Lightning (“À caça do relâmpago”, em tradução livre), publicado em maio de 2026 e ainda em fase de revisão científica, identificou a constelação russa, que atua formalmente contra mísseis balísticos, como responsável por 75 dias de perturbações que derrubaram sinais de GPS, Galileo e BeiDou. E sobre um território que vai da Polônia ao Canadá.
O principal autor do estudo, o professor americano Todd Humphreys, descarta uma ação acidental. O padrão temporal das interferências, concentradas entre terças e quintas, sempre em horário comercial europeu, é incompatível com qualquer falha aleatória de hardware.
— Estou convicto de que é jamming deliberado — disse Humphreys ao GLOBO.
Para Mauricio Santoro, pesquisador colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha e especialista em relações internacionais, a descoberta se encaixa com precisão num quadro que a Europa já reconhece, mesmo sem nomear abertamente.
— Um embaixador aposentado brasileiro que viajou recentemente à Europa me disse que, para ele, o continente estava em pré-guerra com a Rússia. Achei uma expressão muito boa — disse Santoro. — Você não tem exércitos atirando uns nos outros, mas todo um cenário de tensão, de preparação militar, de disputa por domínios novos do campo de batalha.
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Estação de satélites construída pelos EUA na Guerra Fria, conhecida como ‘Mickey Mouse’, em colina perto de Kangerlussuaq, no oeste da Groenlândia, em junho de 2025
Ivor Prickett/The New York Times
A tensão nas relações entre a Europa e a Rússia não era tão elevada desde o fim da Guerra Fria. A Alemanha ampliou seus gastos militares de forma expressiva. Polônia, países bálticos e Romênia reforçam suas defesas diante da ameaça de incursões russas. Drones sobrevoam fronteiras. E, segundo Santoro, as interferências no GPS se encaixam nesse contexto como um ensaio, não uma operação de combate, mas um teste de capacidade para uso eventual.
A lógica foi resumida por Humphreys: se a Rússia quisesse causar dano real, bastaria calibrar o sinal para coincidir exatamente com a frequência central do GPS e mantê-lo ativo de forma contínua. Hoje, a interferência está centrada 2 Megahertz ao lado da frequência-alvo e dura apenas alguns segundos, o suficiente para verificar que o sistema funciona e insuficiente para revelar todo o potencial destrutivo.
— Se os sinais fossem calibrados para coincidir exatamente com a frequência central do GPS e transmitidos de forma contínua, o impacto sobre aviação, navegação marítima, sistemas bancários e redes elétricas representaria uma escalada massiva em guerra eletrônica — alertou o cientista.
Ajuda no front: Escassez de soldados leva Ucrânia a ampliar uso de robôs para conter avanço russo no campo de batalha
O GPS como arma
Ao longo de quatro anos de conflito contra a Ucrânia, a Rússia disparou milhares de mísseis de cruzeiro contra o território vizinho, todos dependentes de sistemas de navegação por satélite para encontrar seus alvos. O GPS, nesse contexto, deixou de ser apenas uma ferramenta civil e se tornou infraestrutura de combate.
Santoro lembra um episódio recente que ilustra bem a disputa. Em 2024, mísseis iranianos erraram alvos em larga escala — resultado, segundo especialistas, de interferências americanas e israelenses nos sistemas de navegação. No ano seguinte, a precisão iraniana melhorou de forma expressiva. A hipótese mais aceita é a de que Teerã trocou o GPS pelo BeiDou chinês, aproveitando a cooperação militar com Pequim.
Satélite GPS
Freepik
— Quando a gente fala dessa capacidade de usar um satélite para interferir com o GPS, isso tem um impacto enorme nos mísseis de cruzeiro — disse Santoro. — Controlar esse domínio espacial é fundamental para a guerra contemporânea quando você está falando de estados com alto nível tecnológico.
Na prática, a dimensão do risco vai além dos campos de batalha. Do espaço, a visibilidade é direta e total, ou seja, um jamming contínuo e calibrado afetaria simultaneamente aviação civil, navegação marítima, sincronização de sistemas bancários, redes de energia elétrica e logística.
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Quem responde e como?
A dificuldade de atribuição — foram seis anos de cálculos e estudos científicos para identificar o satélite responsável — não é um detalhe secundário, e pode ser interpretada como parte da estratégia. Sem prova técnica incontestável, qualquer resposta diplomática ou militar do Ocidente fica juridicamente fragilizada.
Representação visual do congestionamento de satélite na órbita da Terra
Reprodução/satellitemap.space
A Otan ainda não tem doutrina clara para tratar ataques no espectro eletromagnético como atos de guerra. Ataques cibernéticos russos contra a Estônia, anos atrás, foram classificados como guerra híbrida, não como agressão militar direta. Santoro acredita que essa classificação deve mudar com o tempo, à medida que o dano potencial desses ataques se torna mais evidente.
Dentro da ONU, a União Internacional de Telecomunicações é o fórum competente, mas sua velocidade, segundo o especialista, é incompatível com a urgência do tema. Humphreys é direto ao avaliar que os governos precisam confrontar a Rússia diplomaticamente e, ao mesmo tempo, investir em sistemas de navegação completamente independentes do GPS, combinando sinais terrestres de alta potência com distribuição de tempo por fibra óptica.
Relatório: Bloqueio de sinais de GPS em regiões do Oriente Médio é resultado provável de ‘guerra eletrônica’
Santoro vai na mesma direção ao observar que países como China, Coreia do Sul e Reino Unido já desenvolvem redes alternativas. Mesmo o Brasil, que não está envolvido em conflitos diretos com outros países, já criou um Grupo Técnico através da Agência Espacial Brasileira (AEB) para estudar e propor a implantação de um Sistema Brasileiro de Posição, Navegação e Tempo (PNT).
Segundo a AEB, os objetivos são o diagnóstico das vulnerabilidades da atual dependência de sistemas estrangeiros de navegação, como o GPS; a formulação de estratégias para o desenvolvimento de um sistema nacional autônomo; e o mapeamento das capacidades industriais, laboratoriais e tecnológicas necessárias à viabilização do projeto.
— A maioria dos sistemas de localização foram afetados. No momento, isso é um incômodo. Mas, se os sinais de interferência fossem sintonizados para coincidir exatamente com os do GPS/Galileo/BDS, teríamos um problema significativo. É necessário confrontar a Rússia sobre essa interferência e preparar sistemas de backup que sejam totalmente independentes [para lidar com o fato] — afirma Humphreys.
Um cadáver em decomposição foi encontrado no porta-malas de um carro estacionado em frente ao estádio no México onde a seleção iraniana de futebol treina para a Copa do Mundo de 2026, confirmou a AFP nesta sexta-feira (12). O veículo, um SUV Toyota cinza, estava no estacionamento de um supermercado de frente para o Estádio Caliente, em Tijuana, local utilizado diariamente pela equipe persa e situado perto de seu hotel.
O ‘Team Melli’ foi forçado, de última hora, a estabelecer seu campo base no México em vez de nos Estados Unidos, como havia sido planejado originalmente, devido ao conflito em curso entre Washington e Teerã. Ao abrir o veículo, os policiais se depararam com um forte odor de putrefação. Agentes protegidos por trajes de segurança examinaram o corpo no local antes de removê-lo.
A Promotoria de Tijuana informou à AFP que uma patrulha localizou o carro e, ao inspecioná-lo, “encontrou uma pessoa envolta em um saco preto no porta-malas, apresentando sinais de violência”. O órgão informou que o veículo estava estacionado no local desde quarta-feira.
Tijuana é considerada uma das cidades mais perigosas do país, tendo registrado mais de 1.200 homicídios em 2025, segundo estatísticas oficiais.
Um comboio fortemente armado da Guarda Nacional escolta o ônibus que transporta a seleção iraniana entre o hotel e o estádio, um trajeto que leva apenas um minuto. Na sexta-feira, a equipe deixou o estádio logo após as autoridades terem removido o corpo.
A equipe não respondeu à AFP sobre se a segurança seria reforçada após o incidente.
O Irã estreia na Copa do Mundo na segunda-feira contra a Bélgica, em Los Angeles, na partida de abertura do Grupo G, que também inclui Egito e Nova Zelândia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na noite desta sexta-feira que os Estados Unidos realizaram um ataque mortal contra o líder do Tren de Aragua, uma gangue transnacional fundada na Venezuela. O ataque “rápido e letal” das forças militares dos EUA contra Héctor Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, “foi coordenado de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Contexto: Conheça o Tren de Aragua, facção considerada ‘terrorista’ pela Casa Branca e alvo de operação de deportação dos EUA
Entenda: Quem é ‘Niño Guerrero’, líder do Trem de Arágua, maior organização criminosa da Venezuela
O governo Trump tem repetidamente descrito o Tren de Aragua como um dos focos de suas políticas de deportação, indicando que os membros da organização infiltraram-se ilegalmente no país e “estão conduzindo uma guerra irregular e realizando ações hostis”.
O Tren de Aragua nasceu em 2014, dentro da prisão de Tocorón, no estado de Aragua. Sob a liderança de Flores, Tocorón tornou-se uma das prisões mais notórias da Venezuela. A liberdade dos criminosos no local e os lucros obtidos com suas atividades permitiram a construção de uma piscina, restaurante, boate e até um zoológico dentro da prisão.
Condenado a 17 anos por múltiplos homicídios, tráfico de drogas e outros crimes, Flores é um indivíduo conhecido pela polícia venezuelana há anos. No começo dos anos 2000, já era conhecido por atacar policiais, havendo registro de ao menos um homicídio em 2005.
Ele passou pela prisão algumas vezes, em 2010 e 2013, antes de ser preso pela última vez em 2018, já como líder do Tren de Aragua. Foi nas passagens pelo sistema prisional que transformou a cadeia de Tocorón na central de operações de sua organização criminosa.
Apesar de encarcerado, Guerrero continuava a chefiar o grupo mafioso que atua em uma vasta gama de crimes, como sequestro, roubo, tráfico de drogas, prostituição e extorsão, além de assassinatos por encomenda.
Em 2022, autoridades colombianas acusaram o grupo de pelo menos 23 assassinatos depois que a polícia começou a encontrar partes de corpos em sacos plásticos. Integrantes do grupo também foram presos no Chile e no Brasil, onde a gangue se aliou ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Relatórios obtidos pelo GLOBO mostram que a facção assumiu o controle de bocas de fumo em pelo menos cinco bairros de Roraima, além de Manaus e cidades fronteiriças no Amazonas.
Presença nos EUA
Nos Estados Unidos, embora muitos detalhes sobre o tamanho e a sofisticação do grupo ainda sejam desconhecidos, a gangue passou a ser uma preocupação real para as autoridades nos últimos anos. Em Nova York, o grupo tem se concentrado no roubo de celulares, furtos no varejo e assaltos. A gangue ainda está envolvida na distribuição de uma droga sintética rosa em pó, conhecida como Tusi, frequentemente misturada com cetamina, MDMA ou fentanil.
As autoridades também acreditam que o grupo recruta membros dentro dos abrigos para migrantes da cidade e que, em diferentes momentos, entrou em conflito ou formou alianças com outras gangues. Em outras partes do país, pessoas acusadas de ligação com o Tren de Aragua foram indiciadas por crimes como tiroteios e tráfico de pessoas, geralmente tendo como alvo membros da comunidade venezuelana.

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