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Uma das menores nações do mundo, Tuvalu declarou estado de emergência nesta segunda-feira (13) devido a “riscos críveis” ao abastecimento de combustível decorrentes da guerra no Oriente Médio.
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Em um comunicado divulgado na noite desta segunda-feira, o chefe de Estado de Tuvalu, Tofiga Vaevalu Falani, afirmou que o estado de emergência se limitará à principal ilha do país, Funafuti, por pelo menos duas semanas.
A decisão foi tomada “em vista da crescente instabilidade nos sistemas de geração e distribuição de eletricidade, juntamente com riscos críveis ao abastecimento de combustível, que, em conjunto, ameaçam a prestação confiável de serviços essenciais em Funafuti”.
Funafuti abriga a capital do país, onde residem dois terços dos 10 mil habitantes desta nação do Pacífico.
Tuvalu pretende fazer a transição da geração de eletricidade a diesel para um sistema 100% solar até 2030, mas ainda destina uma grande parte do seu orçamento anual aos combustíveis fósseis.
Em 2021, Tuvalu gastou o equivalente a 70% do seu PIB em combustíveis, mas essa percentagem caiu agora para cerca de 25%.
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Efeito da guerra no mundo
Os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, têm se expandido pelo mundo. Uma das principais preocupações, com o conflito que tem escalonado e afetado infra-estruturas importantes, é o aumento do valor dos combustíveis, um reflexo direto do impacto na produção e na venda do petróleo. Os altos preços têm levado países a repensarem suas rotinas. Alguns já adotaram a gratuidade em transporte público em seus grandes centros, a fim de desestimular o uso de veículos de passeio.
No Nepal, a medida anunciada no último dia 5 reflete diretamente na escala de trabalho. O país no sul da Ásia agora contará com fins de semana de dois dias. A mudança, na prática, significa reduzir a semana de trabalho de seis para cinco dias nos escritórios governamentais e instituições de ensino. Até agora, o sábado era o único dia de folga para os funcionários públicos do país. Agora, os escritórios do governo funcionarão das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira.
O Nepal é conhecido mundialmente pela cordilheira do Himalaia, onde fica o Monte Everest, ponto mais alto do planeta e atração cobiçada por aventureiros que o escalam todos os anos. O país não tem litoral e abriga uma população de 30 milhões de habitantes. Sem poços de petróleo ou outras fontes de combustíveis fósseis, depende da importação, sendo feita quase que exclusivamente através da Índia, o que o torna vulnerável a flutuações de valores do mercado internacional.
O transporte público estatal na capital do Paquistão e nas províncias mais populosas do país será gratuito durante o mês de baril, anunciaram autoridades governamentais após um aumento acentuado nos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio. O anúncio ocorreu após protestos de rua e longas filas em postos de gasolina, provocados por um aumento de 42,7% nos preços dos combustíveis, para US$ 1,74 por litro, no início deste mês.
No Egito, houve redução de horários de funcionamento de comércios e incentivo ao trabalho remoto. Na Etiópia, funcionários não essenciais receberam licença para diminuir deslocamentos. Já as Filipinas declararam emergência nacional, com subsídios a motoristas, redução de serviços de balsa e adoção de semana de trabalho de quatro dias para servidores públicos.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que as forças americanas voltarão a bombardear o Irã “em um nível e intensidade muito maiores do que antes” se Teerã não concordar em assinar um acordo de paz mediado pelo Paquistão. A declaração de Trump ocorre um dia depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmar que a ofensiva contra o Irã havia sido encerrada, e que Washington estaria envolvida apenas em uma ação defensiva.
“Supondo que o Irã concorde em ceder o que foi acordado, o que talvez seja uma grande suposição, a já lendária Operação Fúria Épica chegará ao fim, e o altamente eficaz bloqueio permitirá que o Estreito de Ormuz fique ABERTO A TODOS, incluindo o Irã. Se não concordarem, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes”, escreveu o presidente americano em uma publicação na Truth Social.
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Embora o método de negociação de Trump inclua frequentemente declarações ambíguas e ameaças como forma de fazer pressão, a sequência de declarações partindo da cúpula do governo revela certa inconsistência. Em uma carta endereçada ao Congresso americano na semana passada, o presidente garantiu que as hostilidades com o Irã foram “encerradas” após a entrada em vigor do cessar-fogo do início de abril — em uma estratégia que especialistas apontaram como uma tentativa de contornar a obrigatoriedade de buscar autorização dos parlamentares para usar as Forças Armadas.
Em entrevistas na terça-feira, autoridades próximas a Trump se esforçaram para diferenciar as ações militares no Irã. Ainda pela manhã, o secretário de Defesa Pete Hegseth disse em entrevista coletiva no Pentágono que a operação “Fúria Épica” — como foi batizada a ofensiva lançada em parceria com Israel contra o Irã — era um esforço diferente do “Projeto Liberdade”, anunciado por Trump no domingo, acrescentando que essa segunda teria um escopo apenas defensivo.
Horas depois, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou, também em coletiva de imprensa, que a operação “Fúria Épica” havia chegado ao fim, mencionando a comunicação direta de entre Trump e o Congresso dos EUA, e reforçando a mensagem de Hegseth sobre o uso defensivo dos militares americanos no Oriente Médio.
— A operação terminou. A “Fúria Épica”, como o presidente notificou ao Congresso, nós concluímos essa etapa. Alcançamos os objetivos dessa operação — disse Rubio. — Agora estamos focados no “Projeto Liberdade”. O que isso pode acarretar no futuro é especulação.
À noite, após as declarações dos aliados, Trump se manifestou pelas redes sociais, afirmando que as atividades do “Projeto Liberdade” seriam suspensas, alegando avanços nas negociações com o Irã — o que foi reivindicado por Teerã como uma vitória na frente militar, após a iniciativa americana apenas ter garantido a passagem de dois navios por Ormuz.
Fontes da Casa Branca ouvidas em anonimato pelo portal de notícias americano Axios disseram que um memorando de 14 pontos está em discussão nas conversas mediadas pelo Paquistão. Entre as medidas incluídas no documento estariam as bases para uma futura negociação sobre o programa nuclear iraniano.
*Matéria em atualização
As Forças Armadas do Irã retrataram a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender o “Projeto Liberdade”— iniciativa que pretendia liberar o tráfego de embarcações mercantes pelo Estreito de Ormuz e durou cerca de 48 horas — como uma vitória iraniana, em um momento em que há sinais de avanços nas negociações diplomáticas para encerrar a guerra. Enquanto fontes na Casa Branca expressam otimismo com um memorando de 14 pontos que incluiria compromissos como a definição de um formato para futuras tratativas nucleares, Teerã anunciou a criação de uma agência reguladora para ordenar o tráfego pela rota naval, em uma aparente tentativa de reafirmar controle sobre a região.
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A Marinha iraniana divulgou um comunicado afirmando que Ormuz poderia ser reaberto a navios civis após o fim das “ameaças de agressores”, e agradeceu a proprietários e capitães das embarcações aportadas na região desde o início da guerra por “respeitarem” as normas estabelecidas por Teerã. Em uma série de publicações on-line, o braço naval da Guarda Revolucionária afirmou que “com novos protocolos em vigor, a passagem segura e estável pelo estreito será garantida”.
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Embora o novo protocolo não tenha sido detalhado pelos militares, o governo iraniano lançou oficialmente o website de um novo órgão, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, descrito pela imprensa estatal como um “órgão regulador” para ordenar o tráfego na hidrovia. Uma emissora iraniana afirmou que o novo sistema prevê que todas as embarcações que pretendem transitar pelo Estreito de Ormuz receberão um e-mail de um endereço vinculado à Autoridade, informando-as sobre as novas regras e regulamentos para a passagem.
O preço do barril de petróleo caiu nos principais mercados internacionais na manhã desta quarta-feira após a suspensão do projeto de escolta americano anunciada por Trump, após garantir a passagem de apenas dois navios americanos — enquanto ao menos duas embarcações, uma emiradense e outra francesa terem sido alvejadas. A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, retratou a decisão como um “recuo” de Trump para “encobrir o fracasso” da operação. A Irna chamou a decisão de “derrota americana” e afirmou que o republicano usou sua “última carta”.
A justificativa apresentada por Trump na terça-feira foi de que avanços na mesa de negociações com o Irã tinham aberto caminho para uma resolução diplomática. Fontes do governo americano citadas pelo portal americano Axios afirmaram que houve avanços para a assinatura de um memorando de entendimento com o Irã, que encerraria a guerra e estabeleceria um formato para negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O documento foi descrito pelas fontes como um termo de uma página, com 14 pontos, incluindo temas como a suspensão do enriquecimento nuclear iraniano, o levantamento das sanções ao país e a restauração do livre trânsito pelo Estreito de Ormuz. A expectativa do governo americano é de que uma resposta seja dada em 48 horas.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou em uma publicação no X nesta quarta-feira que tem “grandes esperanças” de que a dinâmica atual no Estreito de Ormuz leve à paz, após Trump anunciar na terça a suspensão do Projeto Liberdade — que durou apenas um dia. Fontes do governo paquistanês confirmaram que as negociações de paz continuam em curso, com mensagens sendo trocadas pelos negociadores.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou durante uma viagem oficial à China que a nação persa continua com esforços “sérios e firmes” no campo diplomático. O chanceler chinês,Wang Yi, pediu uma interrupção completa das hostilidades no Oriente Médio e apelou aos governos do Irã e dos EUA pela reabertura do Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”. (Com AFP)

A Câmara Municipal do Rio aprovou projeto de lei que estabelece limite de 5% para a ocupação de cargos comissionados por pessoas que não pertencem aos quadros efetivos do município. A proposta foi aprovada em sessão extraordinária nessa terça-feira (5) e será encaminhada para sanção do prefeito.

“Essa medida legal reforça o compromisso com a responsabilidade fiscal, boa gestão e valorização dos servidores efetivos, que são a ampla maioria do serviço público municipal, inclusive nas funções de chefia e de confiança. Nunca é demais reforçar que a responsabilidade com as contas públicas e boa gestão fazem a diferença na vida das pessoas”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.

A iniciativa é baseada em medidas adotadas pelo governo estadual, que vem priorizando a reorganização e a racionalização da máquina pública diante de desafios fiscais significativos. A medida busca reforçar princípios de responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e valorização dos servidores concursados e consolida, em lei, uma prática de gestão que prioriza o fortalecimento do quadro efetivo.

Desde 2021, o percentual de cargos comissionados ocupados por não concursados foi reduzido para 3,6% do total de servidores ativos.

De acordo com o presidente da Câmara, Carlo Caiado, autor da medida, a proposta reforça o compromisso com uma gestão mais equilibrada e responsável.

“A Câmara está fazendo a sua parte ao avançar com um projeto que organiza a máquina pública, valoriza o servidor de carreira e estabelece limites claros. É uma medida de respeito ao contribuinte e de cuidado com o futuro da cidade”, afirmou.

A iniciativa acompanha a evolução positiva das contas públicas municipais nos últimos anos. O orçamento da cidade cresceu de R$ 32 bilhões, em 2021, para R$ 52 bilhões previstos para 2026, com destaque para o recorde de execução orçamentária e investimentos de R$ 5,5 bilhões, o equivalente a 10,6% da despesa total. O município mantém indicadores fiscais com nível de endividamento controlado e margem para novos investimentos, além de registrar suficiência de caixa próxima a R$ 1 bilhão no último ano.

O mistério em torno de restos mortais encontrados em uma área de mata de Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos, foi finalmente solucionado mais de duas décadas depois. A Polícia Estadual do Oregon confirmou, no final do mês de abril, que os ossos pertenciam a Robert Lee Horton, de 47 anos, que havia se mudado do Havaí para a cidade pouco antes de desaparecer, em 2004.
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Os restos mortais de Horton foram encontrados em dezembro daquele ano por duas pessoas que exploravam uma região arborizada próxima ao Cemitério Riverview. No local, os investigadores localizaram também um abrigo improvisado feito de tecido, além de panelas, alimentos e roupas, mas nenhum documento de identificação que pudesse ajudar a esclarecer quem era a vítima.
O gabinete do legista tentou realizar uma autópsia, mas não conseguiu determinar a causa da morte. Ainda assim, os exames permitiram concluir que os restos pertenciam a um homem branco, com idade estimada entre 45 e 55 anos e altura entre 1,68 metro e 1,75 metro.
DNA e genealogia ajudaram a solucionar o caso
Em 2010, uma amostra de DNA foi enviada ao Centro de Identificação Humana da Universidade do Norte do Texas, mas as buscas em bancos de dados não trouxeram resultados. O caso permaneceu sem solução até que, oito anos depois, investigadores receberam verba federal para aplicar técnicas mais avançadas de análise genética em casos de restos mortais não identificados.
A equipe conseguiu extrair DNA de um osso e, em 2022, recebeu um relatório de genealogia genética que apontava parentes distantes de Horton. Apesar do avanço, a identificação definitiva ainda levou alguns anos. No fim de 2025, o caso foi reaberto e, após uma revisão detalhada da árvore genealógica, Horton passou a ser considerado o provável desaparecido.
“Incrivelmente, no início de 2026, Robert Lee Horton, nascido em 1957, foi identificado como um provável candidato desaparecido desde 2004”, informou a Polícia Estadual do Oregon em comunicado divulgado em abril. Segundo familiares, eles tentaram manter contato após a mudança dele para Portland, mas Horton deixou de atender ligações e de responder correspondências.
A confirmação veio após a polícia receber uma amostra de DNA da mãe de Horton, que indicou “probabilidade de 100% de parentesco”. Segundo as autoridades, ela soube da morte do filho mais de 20 anos depois, mas faleceu pouco tempo depois. “Embora nenhum tempo possa diminuir a dor sentida pelos entes queridos de Robert Horton, esperamos que essa identificação traga algum alívio e as respostas que eles tanto merecem”, afirmou o chefe de polícia de Portland, Bob Day.
O eclipse solar total mais longo do século XXI já tem data marcada e deve mobilizar observadores em diferentes partes do mundo. Previsto para ocorrer em 2 de agosto de 2027, o fenômeno terá duração máxima de cerca de seis minutos e 23 segundos, período em que o dia se transformará temporariamente em noite em regiões específicas do planeta.
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Segundo especialistas, o evento não deverá se repetir com características semelhantes por mais de um século. A expectativa é maior em países europeus, especialmente na Espanha, onde o eclipse será visível em condições privilegiadas e deve atrair grande público. Informações da agência EFE indicam que o País Basco, sobretudo a província de Álava, aparece entre os locais mais favoráveis para a observação.
Ao longo do fenômeno, a faixa de visibilidade será restrita. O eclipse poderá ser visto com maior intensidade no Norte da África, no Oriente Médio e em partes da Europa, incluindo regiões da Península Ibérica, além de áreas como Groenlândia e Islândia.
Fenômenos raros durante a escuridão
Durante a fase de totalidade, o céu deve escurecer a ponto de permitir a visualização de estrelas e até de alguns planetas. Entre os efeitos mais aguardados estão as chamadas “Pérolas de Baily”, pontos de luz que surgem quando os raios solares passam por irregularidades da superfície da Lua, e o chamado “Anel de Diamante”, quando resta apenas um feixe luminoso intenso antes da cobertura total do Sol.
Esses efeitos são breves, durando poucos segundos, mas considerados alguns dos momentos mais marcantes do eclipse. A combinação entre longa duração e condições específicas de alinhamento torna o evento de 2027 um dos mais relevantes do século para a astronomia observacional.
Para acompanhar o fenômeno com segurança, especialistas recomendam o uso de óculos próprios para eclipse durante todas as fases, exceto no curto período de totalidade. A observação direta sem proteção pode causar danos permanentes à visão.
Apesar da raridade do evento, o calendário astronômico seguirá com outros registros nos anos seguintes. Em 2028, por exemplo, está previsto um eclipse parcial, integrante de uma sequência menos frequente de fenômenos desse tipo.
Mais de quatro anos depois de um Boeing 737-800 da China Eastern despencar 29 mil pés e cair em uma montanha no sul da China, matando todas as 132 pessoas a bordo, novos dados de voo parecem indicar que alguém na cabine pode ter desligado intencionalmente o fornecimento de combustível para os motores.
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O desastre, ocorrido em março de 2022 na região remota de Guangxi, foi o mais letal da aviação chinesa em décadas. Até agora, porém, a Administração de Aviação Civil da China (CAAC, na sigla em inglês) não respondeu à principal pergunta sobre o caso: o que provocou o mergulho fatal do voo MU5735, da China Eastern Airlines.
Destroços do avião Boeing 737, que caiu na China Reprodução/CGTNOfficial
O Globo
Dados divulgados pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), em resposta a um pedido com base na Lei de Liberdade de Informação, mostram que as chaves de combustível dos dois motores foram desligadas simultaneamente antes de o Boeing 737-800 cair.
As informações foram extraídas do gravador de dados de voo, uma das duas “caixas-pretas” do avião, recuperada dos destroços e enviada ao laboratório do NTSB, em Washington, para análise. A participação da agência americana ocorreu porque a Boeing, fabricante da aeronave, é sediada nos Estados Unidos.
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“Verificou-se que, enquanto a aeronave voava em cruzeiro a 29 mil pés, as chaves de combustível dos dois motores passaram da posição de funcionamento para a posição de corte. As rotações dos motores diminuíram após o movimento das chaves de combustível”, afirmou o relatório do NTSB.
As chaves de combustível em aviões comerciais são controles físicos que regulam o fluxo de combustível para os motores. No 737, um piloto precisa puxar a chave para cima antes de movê-la da posição de funcionamento para a de corte.
“Esses dados mostram claramente que as chaves de combustível foram colocadas manualmente na posição desligada pouco antes da queda”, disse David Soucie, analista de segurança aérea da CNN.
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“Não há indicação de que as chaves tenham sido recolocadas na posição ligada. Isso indica que não houve tentativa de religar os motores”, acrescentou. “Se as chaves tivessem sido desligadas por engano, os pilotos teriam feito uma tentativa de ligá-las novamente.”
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NOEL CELIS / AFP
O gravador de dados de voo parou de registrar informações quando os geradores do avião perderam energia, a 26 mil pés, e não capturou os momentos finais da queda, segundo o relatório. O gravador de voz da cabine — a outra “caixa-preta” da aeronave — continuou gravando com bateria reserva.
Investigadores americanos conseguiram obter quatro gravações de voz do gravador de cabine danificado e as enviaram à CAAC. O NTSB afirmou, no entanto, que não manteve cópia dos arquivos de áudio.
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A CNN informou que procurou a CAAC e a China Eastern Airlines para comentar o caso. A autoridade chinesa já havia negado anteriormente que a queda tivesse sido intencional.
O especialista em aviação Tony Stanton, da consultoria australiana Strategic Air, alertou que o documento do NTSB não deve ser tratado como um relatório final de acidente.
“O material divulgado não prova, por si só, motivo, intenção ou quem moveu as chaves”, afirmou Stanton.
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Ele acrescentou, porém, que a sequência de eventos é “muito difícil de conciliar com uma falha mecânica convencional dos dois motores e é muito mais consistente com o desligamento de combustível comandado por um ser humano”.
Ainda assim, segundo Stanton, qualquer movimento dos controles da cabine em “uma perda extrema de controle e uma descida em alta velocidade” precisa ser interpretado junto com “dados completos validados, evidências do CVR (gravador de voz da cabine), estado da aeronave e a análise final da autoridade investigadora”.
Relatos anteriores já haviam indicado a possibilidade de que alguém na cabine tenha provocado deliberadamente a queda do avião. Em maio de 2022, o Wall Street Journal informou que dados extraídos do gravador de voo danificado mostravam que comandos humanos enviados aos controles levaram o avião ao mergulho fatal, citando pessoas familiarizadas com a investigação.
“O avião fez o que foi instruído a fazer por alguém na cabine”, disse ao jornal uma pessoa a par da avaliação preliminar de autoridades americanas.
Segundo o Wall Street Journal, autoridades dos EUA envolvidas na investigação concentravam suas apurações nas ações de um piloto. O jornal também informou que havia a possibilidade de outra pessoa a bordo ter invadido a cabine e causado a queda deliberadamente.
A especulação sobre suicídio de piloto já havia levado a CAAC a emitir uma negativa. Em seu relatório preliminar, a autoridade chinesa afirmou que os tripulantes de voo e de cabine tinham licenças válidas, haviam descansado o suficiente e passado por exames de saúde no dia do voo.
A China não publica uma atualização da investigação desde 2024, quando a CAAC divulgou um comunicado no segundo aniversário do acidente reiterando conclusões anteriores de que não havia encontrado problemas com a aeronave, a tripulação ou as condições meteorológicas.
A autoridade afirmou que não foram detectadas falhas ou anormalidades nos sistemas, estruturas ou motores do avião antes da decolagem. Antes da queda, também não houve anormalidades nas comunicações por rádio e nos comandos de controle, nem relatos de condições meteorológicas perigosas no espaço aéreo da aeronave ou ao longo da rota, segundo a CAAC.
A China tem enfrentado críticas públicas por não divulgar um relatório final sobre a tragédia, com questionamentos sobre por que os investigadores ainda não tornaram públicas informações das “caixas-pretas”.
O Boeing 737 fazia a rota entre Kunming, no sudoeste da China, e Guangzhou em 21 de março de 2022, quando perdeu contato com o controle de tráfego aéreo sobre a cidade de Wuzhou. A bordo estavam 123 passageiros e nove tripulantes.
Gauri Devi, uma agricultora indiana, cozinha chapati, um tipo de pão achatado tradicional, em seu fogão a gás alimentado por biogás proveniente de esterco de vaca, animal venerado como a personificação das divindades hindus e símbolo da mãe nutridora. Desde que a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã bloqueou o vital Estreito de Ormuz, por onde passa 60% do gás liquefeito de petróleo (GLP) consumido pela Índia, seus habitantes têm lutado para obter botijões de gás.
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Mas, desde a década de 1980, o gigante asiático tem promovido a produção de biogás em áreas rurais e subsidiado mais de cinco milhões de biodigestores que transformam resíduos agrícolas em gás de cozinha e lodo rico em nitrogênio para fertilizante. No contexto atual, Gauri Devi, de 25 anos, está mais feliz do que nunca por ter um.
“Dá para cozinhar de tudo com ele”, desde chá a legumes, até lentilhas, enfatiza ela em sua cozinha em Nekpur, uma vila em Uttar Pradesh, a cerca de 30 km de Nova Delhi.
A Índia consome mais de 30 milhões de toneladas de GLP anualmente e importa mais da metade. O governo garante que não há escassez, mas, devido a atrasos no fornecimento, compras por pânico e o mercado negro, os moradores às vezes precisam esperar horas para conseguir um botijão.
“Ouro Negro”
Em seu estábulo, Devi mistura baldes de esterco com água e depois despeja a mistura em um tanque subterrâneo do tamanho de um carro, coberto com um balão inflável de armazenamento. Transportado por tubos, o metano permite que ela dispense os botijões de gás, exceto em casos de emergência ou grandes refeições. O sedimento residual é então usado como fertilizante.
“O esterco é excelente, de verdade”, diz Pramod Singh, um agricultor que possui uma unidade de biogás para seis pessoas desde 2025, abastecida diariamente com 30 a 45 quilos de esterco de quatro vacas.
Gauri Devi, uma agricultora indiana, cozinha um pão em seu fogão a gás alimentado por biogás proveniente de esterco de vaca, animal sagrado no país
Arun Sankar/AFP
Este fertilizante caseiro é ainda mais valioso agora que o comércio global desses suplementos foi severamente afetado pela guerra que eclodiu no Oriente Médio em 28 de fevereiro.
“Essa mistura é ouro negro”, afirma Pritam Singh, um líder agrícola.
A agricultura emprega mais de 45% da força de trabalho da Índia, e o país mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de habitantes, também possui um dos maiores rebanhos bovinos do planeta. O gigante asiático, que também é o terceiro maior poluidor do mundo depois da China e dos Estados Unidos, está promovendo a produção de biogás em larga escala após se comprometer a alcançar a neutralidade de carbono até 2070. Dezenas de enormes usinas de metanização estão sendo construídas em toda a Índia com investimentos de vários milhões de dólares.
“Minifábricas”
Da mesma forma, pequenas unidades continuam a ser construídas em áreas rurais, custando entre 25.000 e 30.000 rúpias (entre R$ 1.300 a R$ 1.550), muitas vezes subsidiadas pelo Estado. Neste país predominantemente hindu, onde esterco e urina de vaca são usados ​​para revestir paredes, como combustível e em rituais, convencer as pessoas a adotarem o biogás foi fácil, observa Pritam Singh.
Indianos cozinham com esterco sagrado de vaca devido à crise no Oriente Médio
Niharika Kulkarni/AFP
Depois de construir sua primeira unidade em 2007, o agricultor ajudou a instalar outras 15 em sua aldeia somente no ano passado, conta ele, observando um interesse ainda maior desde a ofensiva EUA-Israel contra o Irã. Até o momento, o biogás ainda representa apenas uma pequena parcela do combustível para cozinhar, já que o GLP é considerado mais prático.
“As unidades de biogás não são apenas equipamentos; são minifábricas”, explica A.R. Shukla, presidente da Associação Indiana de Biogás. “Elas exigem instalação, operação regular e manutenção”, acrescenta. Mesmo com subsídios, o custo inicial é uma barreira para muitos.
“Trabalhamos o dia todo em terras alheias; não temos terra para isso”, explica Ramesh Kumar Singh, um trabalhador braçal que espera com cerca de cem outras pessoas para conseguir um botijão de gás na aldeia vizinha de Madalpur.
“Estou aqui, no calor sufocante, com fome e sede”, lamenta Mahendri, de 77 anos, que espera desesperadamente há três dias para poder voltar para casa com um desses preciosos botijões.
São iridescentes, de um azul brilhante e com aparência gelatinosa, com tentáculos urticantes que pendem de seus corpos achatados e ovais. Com apenas 7 a 10 centímetros de comprimento, essas criaturas de aparência alienígena usam uma pequena membrana transparente para captar rajadas de vento, impulsionando-as pelo oceano.
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Essa aba, ou vela, é o que lhes rendeu o apelido de “Marinheiros ao Vento”, mas é menos útil quando essas criaturas ficam encalhadas aos milhares nas praias da Califórnia, nos Estados Unidos, como acontece agora.
Nos últimos dias, tanto entusiastas da natureza quanto pessoas comuns que passam pelo local relataram o fenômeno, publicando fotos da invasão nas redes sociais e em sites de observação da biodiversidade.
Esses carnívoros marinhos, cujo nome científico é Velella velella, não são exatamente águas-vivas, mas são parentes próximos. Eles aparecem todas as primaveras e fazem isso há “milhões de anos”, disse Steven Haddock, biólogo marinho do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (Monterey Bay Aquarium Research Institute). Mas a cada poucos anos (incluindo este), quando ventos particularmente fortes sopram na direção certa, milhões deles podem ser levados às praias em grande número, “desde a Baixa Califórnia até o Alasca”, disse ele.
Este ano, foram avistadas ao longo da costa de Washington e Oregon, embora a maioria dos avistamentos até agora tenha ocorrido na Califórnia.
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Apesar dos ferrões da velela, quem se deparar com elas não precisa se preocupar, disse Haddock. É improvável que elas piquem um humano que as pegue pela vela.
— Talvez as pessoas nunca tenham visto tantas coisas gelatinosas sendo trazidas pela correnteza para a praia, mas isso não é motivo para alarme — disse ele.
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Geralmente, vivem perto da superfície do oceano, onde podem se aglomerar aos milhares. Haddock disse que, às vezes, se acumulam de tal forma que, se você estiver em um barco e vir uma colônia, parecerá que você pode sair e caminhar sobre elas.
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Elas servem de presa para animais maiores, como tartarugas marinhas e peixes-lua, disse ele. A velella, cujo nome deriva de uma palavra latina que significa “pequena vela”, geralmente se alimenta de plâncton, usando seus ferrões pendentes para capturá-los.
E para aqueles que possam se sentir compelidos a ajudá-los a retornar ao seu lar no oceano, realmente não faz sentido, disse Haddock. Quando as criaturas chegam às praias, normalmente já estão perto do fim de seu ciclo de vida.
Baldes transbordando de flores enfeitam a barraca de Yuvita Anggi Prinanda em Bali, mas sua fragrância não consegue mascarar o mau cheiro do lixo que se acumula em algumas áreas desta ilha na Indonésia, famosa por sua beleza natural. O maior aterro sanitário de Bali foi declarado zona proibida para resíduos orgânicos no início de abril, como parte do esforço do governo para fazer cumprir uma proibição de longa data sobre lixões a céu aberto. Sem alternativas imediatas, o lixo está se acumulando nas ruas, atraindo ratos ou sendo queimado por moradores frustrados, criando uma fumaça acre que gera preocupações com a saúde.
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“Como dono de um negócio, isso é um verdadeiro incômodo”, disse Yuvita à AFP. O empresário de 34 anos tem usado seus parcos ganhos para pagar uma empresa privada para remover o lixo ao redor de sua barraca. “Alguns clientes, talvez incomodados pelo cheiro, acabaram não comprando nada”, lamentou.
Só o negócio dele gera cerca de quatro grandes sacos pretos cheios de lixo por dia, principalmente folhas e restos de flores, que se somam às cerca de 3.400 toneladas de lixo produzidas diariamente na ilha. Em teoria, a Indonésia proibiu os lixões a céu aberto em 2013, mas só agora está tentando implementar a medida integralmente.
“Muitos ratos aqui”
Na praia de Kuta, um destino turístico popular que é frequentemente inundado por lixo plástico trazido pelas ondas, sacos de lixo se acumulam até a altura da cintura em um estacionamento.
“Há muitos ratos aqui à noite. O cheiro não é nada agradável”, disse o turista australiano Justin Butcher.
Maior aterro sanitário de Bali foi declarado zona proibida para resíduos orgânicos em abril, como parte do esforço do governo para cumprir proibição de lixões a céu aberto
Sonny Tumbelaka/AFP
Cerca de 7 milhões de turistas visitaram esta ilha no ano passado, que tem uma população nativa de 4,4 milhões, e contribuíram para a sua produção de lixo. Pessoas flagradas descartando ou queimando lixo podem pegar até três meses de prisão e pagar uma multa de 50 milhões de rúpias (mais de R$ 14 mil), segundo I Dewa Nyoman Rai Dharmadi, chefe da agência de segurança pública da ilha, embora muitos sintam que não têm outra escolha.
Em 16 de abril, centenas de trabalhadores da limpeza urbana levaram caminhões cheios de lixo até o gabinete do governador em protesto.
“Se não coletarmos o lixo dos nossos clientes, estamos fazendo algo errado; se coletarmos, onde vamos jogá-lo?”, questionou o manifestante I Wayan Tedi Brahmanca.
Em resposta, o governo local anunciou que permitiria o descarte limitado de lixo no aterro sanitário de Suwung como medida temporária até o final de julho. Mas, a partir de agosto, o governo prometeu fechar os lixões a céu aberto em todo o país, embora não esteja claro quais alternativas estarão disponíveis até lá.
Transformando Resíduos em Composto
Nur Azizah, especialista em gestão de resíduos da Universidade Gadjah Mada, na Indonésia, disse à AFP que o aterro sanitário de Suwung recebe cerca de mil toneladas de lixo por dia e opera acima da sua capacidade há anos. Até 70% desse lixo é orgânico, o que “é perigoso porque, com o tempo, gera metano, que pode causar explosões e deslizamentos de terra”.
Cerca de 7 milhões de turistas visitaram Bali em 2025 e contribuíram para a produção de lixo na região
Sonny Tumbelaka/AFP
Isso já aconteceu diversas vezes. Em março, um desabamento no maior aterro sanitário da Indonésia, nos arredores de Jacarta, deixou sete mortos após soterrar caminhões e barracas de comida. Nur afirmou que a única solução a longo prazo é uma campanha educativa em larga escala, focada principalmente na compostagem.
A chefe da agência de meio ambiente e florestas de Denpasar, capital de Bali, Ida Bagus Wirabawa, disse à AFP que o governo vem realizando oficinas de conscientização e distribuindo composteiras desde o ano passado.
Os 284 milhões de habitantes da Indonésia produzem mais de 40 milhões de toneladas de resíduos anualmente, dos quais quase 40% são restos de comida e quase um quinto é plástico, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Apenas cerca de um terço é “gerenciado” — ou seja, reciclado ou processado — de acordo com Nur. O restante acaba na natureza.
“Não gerenciamos os resíduos adequadamente, o que levou a uma situação de emergência em todas as cidades e regiões”, admitiu recentemente o então Ministro do Meio Ambiente, Hanif Faisol Nurofiq, a repórteres. Ele foi posteriormente substituído.
O governo indonésio estabeleceu a meta de iniciar vários projetos de conversão de resíduos em energia em junho, incluindo um em Bali que poderia processar cerca de 1.200 toneladas por dia, mas esses projetos podem levar anos para entrar em operação.
Ruas arrasadas, casas e lojas demolidas, incluindo um café popular. Isso é o que restou da cidade de Bint Jbeil, a poucos quilômetros da fronteira israelense, quase dois meses depois de Israel ter relançado sua ofensiva terrestre no sul do Líbano. A destruição desta cidade, um reduto do Hezbollah, se repete inúmeras vezes no sul do Líbano, uma região exuberante de paisagens onduladas, onde Israel arrasou vilarejos na fronteira como parte de um esforço para preparar o terreno para uma ocupação maior. A abordagem, segundo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, foi inspirada nas táticas usadas pelos militares em Gaza, onde as forças israelenses reduziram bairros, prédios e ruas inteiras a escombros. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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