“Supondo que o Irã concorde em ceder o que foi acordado, o que talvez seja uma grande suposição, a já lendária Operação Fúria Épica chegará ao fim, e o altamente eficaz bloqueio permitirá que o Estreito de Ormuz fique ABERTO A TODOS, incluindo o Irã. Se não concordarem, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes”, escreveu o presidente americano em uma publicação na Truth Social.
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Embora o método de negociação de Trump inclua frequentemente declarações ambíguas e ameaças como forma de fazer pressão, a sequência de declarações partindo da cúpula do governo revela certa inconsistência. Em uma carta endereçada ao Congresso americano na semana passada, o presidente garantiu que as hostilidades com o Irã foram “encerradas” após a entrada em vigor do cessar-fogo do início de abril — em uma estratégia que especialistas apontaram como uma tentativa de contornar a obrigatoriedade de buscar autorização dos parlamentares para usar as Forças Armadas.
Em entrevistas na terça-feira, autoridades próximas a Trump se esforçaram para diferenciar as ações militares no Irã. Ainda pela manhã, o secretário de Defesa Pete Hegseth disse em entrevista coletiva no Pentágono que a operação “Fúria Épica” — como foi batizada a ofensiva lançada em parceria com Israel contra o Irã — era um esforço diferente do “Projeto Liberdade”, anunciado por Trump no domingo, acrescentando que essa segunda teria um escopo apenas defensivo.
Horas depois, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou, também em coletiva de imprensa, que a operação “Fúria Épica” havia chegado ao fim, mencionando a comunicação direta de entre Trump e o Congresso dos EUA, e reforçando a mensagem de Hegseth sobre o uso defensivo dos militares americanos no Oriente Médio.
— A operação terminou. A “Fúria Épica”, como o presidente notificou ao Congresso, nós concluímos essa etapa. Alcançamos os objetivos dessa operação — disse Rubio. — Agora estamos focados no “Projeto Liberdade”. O que isso pode acarretar no futuro é especulação.
À noite, após as declarações dos aliados, Trump se manifestou pelas redes sociais, afirmando que as atividades do “Projeto Liberdade” seriam suspensas, alegando avanços nas negociações com o Irã — o que foi reivindicado por Teerã como uma vitória na frente militar, após a iniciativa americana apenas ter garantido a passagem de dois navios por Ormuz.
Fontes da Casa Branca ouvidas em anonimato pelo portal de notícias americano Axios disseram que um memorando de 14 pontos está em discussão nas conversas mediadas pelo Paquistão. Entre as medidas incluídas no documento estariam as bases para uma futura negociação sobre o programa nuclear iraniano.
*Matéria em atualização










