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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta segunda-feira seu ex-advogado pessoal, Todd Blanche, para o cargo de procurador-geral, elevando um aliado leal e de confiança que, como procurador-geral interino, demonstrou disposição para atender às exigências mais rigorosas do líder republicano. O anúncio, insinuado por funcionários da Casa Branca na semana passada, ocorre em meio ao crescente escrutínio público sobre Blanche devido ao seu papel na iniciativa do governo de aprovar um fundo de US$ 1,8 bilhão (R$ 9,3 bilhões), com dinheiro dos contribuintes, para indenizar aqueles que alegam ter sido vítimas de perseguição política por parte do governo durante o mandato do ex-presidente Joe Biden, incluindo, muito provavelmente, os manifestantes que atacaram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
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A nomeação foi divulgada em um comunicado publicado na segunda-feira no site da Casa Branca, informando que Trump havia enviado o nome de Blanche ao Senado. Ainda não está claro se o advogado, que promoveu uma visão expansiva do poder Executivo em detrimento do Legislativo, tanto como advogado de defesa de Trump quanto como segundo em comando do Departamento de Justiça, terá apoio suficiente no Senado para ser confirmado, em meio ao aumento das tensões entre a Casa Branca e os republicanos no Congresso.
Uma audiência de confirmação para Blanche pode representar um teste político delicado para os republicanos, enquanto o partido se prepara para as eleições de meio de mandato deste ano. Uma reunião recente a portas fechadas entre Blanche e senadores republicanos foi descrita como tensa, com dezenas de parlamentares criticando duramente o advogado em relação ao fundo de US$ 1,8 bilhão. Os senadores, no entanto, não conseguiram aprovar restrições a tais pagamentos, sugerindo que seu descontentamento com a Casa Branca pode ter diminuído.
Seu caminho para a nomeação permanente que tanto almeja também será complicado pela persistente mágoa — e por perguntas sem resposta — relacionadas à sua gestão da divulgação de milhões de páginas de arquivos investigativos referentes ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Nas últimas semanas, sua antecessora, Pam Bondi — que foi demitida em abril após Trump ter expressado publicamente sua frustração com os esforços dela para processar seus inimigos políticos — atribuiu a principal responsabilidade pela divulgação dos arquivos de Epstein a Blanche durante uma entrevista a uma comissão da Câmara.
Blanche, ex-procurador federal em Manhattan, abandonou sua reputação de voz moderada dentro do departamento ao buscar energicamente um cargo cujo principal pré-requisito, na visão de funcionários atuais e antigos, é nunca dizer não ao chefe.
Uma ampla gama de ex-funcionários da lei criticou duramente o tipo de justiça de Blanche, afirmando que ele usou o poder de acusação para punir os inimigos de Trump e, nesse processo, prejudicou gravemente a reputação do departamento perante os tribunais e o público.
Como procurador-geral interino, Blanche tomou uma série de medidas contra alvos de Trump, incluindo a autorização para indiciar James B. Comey, ex-diretor do FBI, por publicar nas redes sociais uma imagem de conchas dispostas de maneira a formar a frase “86-47”, que Blanche descreveu como uma ameaça crível de violência contra um presidente em exercício. Isso porque a expressão “86” é uma gíria que surgiu no jargão de restaurantes para significar jogar algo fora, e “47” teoricamente se refere a Trump, o 47º presidente dos Estados Unidos.
Blanche chegou a expressar reservas internas sobre o plano bastante incomum de criação do fundo, que também incluía uma ampla proteção contra investigações fiscais para Trump, sua família e seus negócios, que poderiam valer mais de US$ 100 milhões (R$ 520 milhões).
Mas o ex-advogado pessoal do presidente e um de seus principais assessores, Stanley Woodward Jr., aprovaram o plano, ao contrário de alguns nomeados de primeiro mandato de Trump que renunciaram ou ofereceram forte resistência quando confrontados com exigências que consideravam questionáveis. O plano foi imediatamente atacado como um fundo político ilícito por democratas e republicanos.
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Em depoimento perante os parlamentares na semana passada, Blanche disse que o Departamento de Justiça estava desistindo do plano para o fundo, mas manteria a proteção de Trump contra investigações fiscais. Mais tarde, o presidente americano questionou o abandono do fundo, dizendo: “Eu adoro isso”.
— Todd Blanche nunca deixou de agir como advogado pessoal de Donald Trump — disse Stacey Young, fundadora da Justice Connection, uma organização de ex-funcionários do departamento que inclui muitos procuradores de carreira forçados a sair por Blanche, que buscava remodelar o departamento ao gosto de Trump. — Ele usou sua posição de destaque no departamento para fazer um acordo corrupto com o presidente e sua família, promover processos vingativos, demitir ilegalmente funcionários de carreira, difamar denunciantes e atacar o Judiciário.
O fundo foi resultado de negociações secretas entre os advogados particulares de Trump e funcionários que trabalhavam para Blanche, como forma de resolver um processo de US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) que Trump havia movido contra o governo devido ao vazamento de suas declarações de imposto de renda, e reivindicações não relacionadas de cerca de US$ 230 milhões (R$ 1,19 bilhões) que Trump havia apresentado contra o Departamento de Justiça e o FBI por investigações e processos anteriores.
Blanche e sua equipe buscaram criar um acordo que impedisse o governo de pagar dinheiro dos contribuintes a Trump, o que eles consideravam uma potencial catástrofe ética, legal e política. Em seu depoimento aos senadores na última terça-feira, Blanche insistiu que a proteção de Trump e de sua família contra auditorias ou investigações fiscais não seria afetada pela retirada da proposta do fundo e permaneceria em vigor.
— Então, a imunidade total não é algo que o senhor vai revogar? — perguntou a deputada Rosa DeLauro, democrata de Connecticut, que acusou Blanche de priorizar os interesses financeiros do presidente em detrimento do bem público. — O senhor não deveria estar neste cargo.
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Mas Trump, que afirmou dever sua liberdade aos esforços jurídicos incansáveis ​​de Blanche em seu nome nos processos criminais contra ele, parece acreditar no contrário. Blanche conquistou a confiança do magnata enquanto o republicano estava fora do cargo, enfrentando múltiplas investigações e acusações.
Blanche tornou-se advogado de defesa de Trump em 2023 e o representou quando ele foi a julgamento um ano depois, na cidade de Nova York. Trump foi condenado por falsificação de documentos comerciais.
Desde que assumiu o cargo de vice-procurador-geral no início de 2025, Blanche implementou mudanças drásticas no Departamento de Justiça, onde descreveu com orgulho a demissão de mais de 200 agentes e promotores que trabalharam em casos envolvendo Trump ou seus aliados. Ele também falou sobre estar em guerra com os juízes federais.

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“Foi terrível. Tudo, tudo desabou”, lamenta Yilsmaris Blanco, de 39 anos, enquanto observa a destruição em que se transformou Catia la Mar, uma das cidades mais atingidas pelos dois terremotos que devastaram o estado venezuelano de La Guaira. Enquanto equipes de resgate tentam localizar sobreviventes, moradores seguem procurando parentes presos sob os escombros e fazem apelos por reforço nas operações de salvamento.
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— Há gente viva ali e ninguém vem salvar — desabafa uma mulher cuja filha ficou soterrada sob um edifício de 12 andares que desabou. O relato resume o desespero de famílias que aguardam a chegada de equipamentos e mais equipes para retirar sobreviventes.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira e provocaram a morte de pelo menos 164 pessoas e deixaram 971 feridos, segundo a presidente interina, Delcy Rodríguez. As equipes de resgate continuam as buscas por desaparecidos sob os escombros em diferentes regiões do país.
No norte da Venezuela, às margens do Caribe, La Guaira foi a região mais atingida. O governo a declarou “zona de desastre”. Em Catia la Mar, uma equipe da AFP encontrou edifícios reduzidos a montes de concreto, ruas sem energia elétrica e moradores que passaram a noite ao relento, temendo novas réplicas após mais de 20 tremores secundários.
— Agradecemos a Deus porque estamos vivos, mas há pessoas que neste momento estão sofrendo com familiares soterrados, com parentes presos sob os escombros que não conseguem retirar — disse Yilsmaris Blanco.
Moradores fazem buscas por conta própria
Larry Rojas, de 49 anos, vive em uma área formada por cerca de 200 torres residenciais. Alguns prédios permanecem de pé apenas parcialmente, com grandes rachaduras e paredes abertas. Outros desabaram completamente.
— Não temos nada, neste momento não temos nada, nem força, nem coragem para entrar ali, imagine só.
Grande parte da região continua sem energia elétrica, e dezenas de moradores passaram a noite nas ruas. Em meio à escuridão, muitos temem novos tremores enquanto aguardam notícias de parentes desaparecidos.
— Há sobreviventes lá embaixo — afirma Lisbeth Vasquez, que conseguiu deixar um dos edifícios junto com a família.
Durante a noite, equipes de resgate trabalharam entre os escombros enquanto familiares tentavam localizar parentes por conta própria, gritando seus nomes. Jornalistas da AFP presenciaram moradores retirando os corpos de um homem e de uma mulher e colocando-os no porta-malas de uma caminhonete.
A reportagem também encontrou uma farmácia de Catia la Mar com as portas de vidro destruídas e as prateleiras vazias. As autoridades ainda não confirmaram se houve saques após a emergência.
José Pacheco, chefe de operações do Grupo de Resgate Unido da Venezuela, afirma que a prioridade agora é ampliar a estrutura de resgate.
— O que falta é ajuda, principalmente com equipamentos técnicos, os equipamentos que estão em Caracas, pessoas que sabem quais ferramentas usar e que podem vir ajudar aqui em La Guaira. Que venham.
Segundo ele, cerca de 14 edifícios foram atingidos apenas na área onde atua.
— Você pode ver como estão as estruturas, como esta aqui, totalmente desabada, e o que falta é ajuda.
Com 30 anos de experiência em operações de resgate, Pacheco afirma nunca ter visto um desastre semelhante.
‘O prédio começou a descer’
Antonio Bermúdez, de 45 anos, estava na sala de casa quando os tremores começaram.
— Comecei a ser sacudido, procurei abrigo debaixo de uma coluna. Eu estava entre o meu quarto e o banheiro. Tremia cada vez mais forte, tremia cada vez mais forte.
Ele conta que tentou se proteger enquanto o edifício cedia.
— Eu me agarrei à parede, me agarrei à parede, me agarrei à parede e o prédio começou a descer.
Sentado na rua, Bermúdez tenta acomodar uma das pernas, que ficou ferida depois que uma laje caiu sobre ele durante a fuga.
Sem energia elétrica, muitos moradores percorrem as ruas com lanternas e enfrentam também a falta de água.
— Também não temos água, estamos morrendo de sede. Entramos na estrutura e temos medo de que ela também desabe — relata Larry Rojas.
Ao lado de outros moradores, ele reforça o apelo às autoridades.
— De verdade, que alguém nos ajude, que enviem máquinas. É disso que precisamos para entrar nos prédios que desabaram.
Os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira repercutiram amplamente na imprensa internacional, que descreveu o desastre como uma tragédia de grandes proporções e ressaltou tanto a destruição provocada pelos abalos quanto o temor de que o número de vítimas aumente à medida que as equipes de resgate avancem nas áreas atingidas.
Terremotos na Venezuela: número de mortos chega a 164, diz presidente interina; ao menos 971 pessoas estão feridas
‘Uma verdadeira tragédia’: presidente interina descreve cenário de destruição após terremotos na Venezuela
No Reino Unido, o The Guardian destacou o clima de “medo e destruição” instalado em Caracas após o colapso de edifícios e os fortes tremores. A publicação relatou que milhares de moradores passaram a noite do lado de fora de suas casas por receio de réplicas, enquanto equipes de emergência trabalham entre montanhas de concreto na tentativa de localizar sobreviventes.
The Guardian destacou os terremotos na Venezuela com chamada para o risco de um elevado número de mortos após o colapso de edifícios em Caracas
Reprodução
Na França, o Le Monde classificou o episódio como o “terremoto duplo mais mortal em 126 anos” na Venezuela, enfatizando que o país enfrenta um de seus desastres naturais mais severos da história recente. O jornal também ressaltou o estado de emergência decretado pelas autoridades e a mobilização nacional diante da dimensão da tragédia.
O francês Le Monde classificou os abalos como o “terremoto duplo mais mortal em 126 anos” na Venezuela em sua manchete principal
Reprodução
A agência Reuters concentrou sua cobertura na devastação registrada na capital venezuelana e nas projeções preocupantes sobre o número de vítimas. A reportagem cita uma moradora que comparou a situação a um “filme de terror” e destaca avaliações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) segundo as quais o total de mortos pode crescer significativamente conforme as buscas avancem sob os escombros.
A Reuters enfatizou os alertas de cientistas para um possível aumento no número de vítimas e para a destruição generalizada causada pelos terremotos
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Também dos Estados Unidos, a Associated Press (AP) descreveu os terremotos como alguns dos mais fortes a atingir a Venezuela em mais de um século. A agência ressaltou o colapso de prédios residenciais, os danos à infraestrutura urbana e o início da chegada de ajuda internacional para apoiar as operações de resgate e assistência humanitária.
A Associated Press repercutiu a atualização do balanço oficial de mortos e feridos após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela
Reprodução
O Washington Post deu destaque ao número inicial de mortos e publicou que os terremotos derrubaram edifícios na capital venezuelana, ressaltando que autoridades ainda buscavam desaparecidos e que havia expectativa de agravamento do balanço oficial. O jornal enfatizou a rapidez com que o desastre se transformou em uma crise humanitária.
O Washington Post destacou a expectativa de aumento no número de mortos após o desabamento de edifios provocado pelos terremotos em Caracas
Reprodução
O número de pessoas mortas após os dois terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira chegou a 164, segundo a presidente interina do país, Delcy Rodríguez. Segundo ela, ao menos 971 ficaram feridas.
Aos gritos: venezuelanos procuram por parentes em meio a escombros após terremoto
Auxílio: Trump diz que EUA estão ‘prontos e dispostos’ a ajudar a Venezuela após terremotos
Prédios destruídos, feridos e pânico: veja imagens de destruição causada por terremoto na Venezuela
Além disso, dezenas de edifícios desabaram. O governo decretou estado de emergência, fechou o principal aeroporto do país e mantém equipes em busca de sobreviventes.
Os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com menos de um minuto de intervalo e, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), configuram o maior terremoto registrado na Venezuela em mais de um século. Desde então, cerca de 20 réplicas foram registradas e diversos países anunciaram ajuda às autoridades venezuelanas.
Como foram os terremotos?
O primeiro tremor, de magnitude 7,2, ocorreu às 18h04 no horário local (19h04 em Brasília), com epicentro a 21 quilômetros a oeste de Morón e cerca de 200 quilômetros a oeste de Caracas, segundo o USGS.
Menos de um minuto depois, um segundo terremoto, de magnitude 7,5, atingiu uma área próxima ao primeiro epicentro. Desde então, foram registradas cerca de 20 réplicas.
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Segundo dados históricos do USGS, o tremor de magnitude 7,5 foi o mais forte a atingir a Venezuela em mais de um século. O último terremoto de intensidade superior ocorreu em 1900, quando um abalo de magnitude estimada em 7,7 provocou “danos consideráveis” na costa nordeste do país.
O órgão classificou o desastre como uma “catástrofe que deverá ter consequências consideráveis”.
Equipes da AFP encontraram dezenas de edifícios desabados ou gravemente danificados em La Guaira. Sem energia elétrica, moradores passaram a noite nas ruas ou procuraram familiares entre os escombros.
Terremotos na Venezuela: país registra 10 réplicas após abalos que deixaram ao menos 164 mortos
AFP
Em Caracas, um edifício de 22 andares desabou completamente em Chacao. Diversas regiões também registraram falta de energia e ruas cobertas por cacos de vidro.
O Aeroporto Internacional de Maiquetía sofreu danos estruturais e foi fechado.
— O Aeroporto de Maiquetía está fechado devido aos graves danos em sua infraestrutura — afirmou Delcy Rodríguez.
O governo interino decretou estado de emergência em todo o país e declarou La Guaira como “zona de desastre”.
Segundo Delcy Rodríguez, dezenas de edifícios desabaram e as equipes seguem trabalhando na busca por sobreviventes.
— Há dezenas de prédios desabados e estamos empenhados em árduos esforços de resgate para salvar as vidas que Deus nos permitir salvar.
Resgates
Equipes de emergência continuam procurando pessoas soterradas em edifícios e casas que desabaram. Em Chacao, moradores e voluntários também participam das buscas.
— Precisamos de lanternas — pediu uma pessoa que ajudava a procurar sobreviventes entre os escombros.
Sim. Os abalos foram percebidos na Colômbia, onde jornalistas da AFP relataram luminárias balançando, alarmes disparando e moradores deixando edifícios em Bogotá.
Terremoto na Venezuela tem reflexos no Brasil
Reprodução
No Brasil, houve registros de tremores em Belém, Manaus, Santarém (PA), Macapá e Cutias do Araguari (AP).
Que ajuda internacional foi oferecida?
Os Estados Unidos anunciaram o envio de equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária. O presidente Donald Trump afirmou que o país está “pronto, disposto e apto a ajudar”.
A Alemanha também se colocou à disposição para apoiar as operações de resgate. Segundo o ministro da Defesa, Boris Pistorius, o país poderá mobilizar até seis aeronaves militares de transporte A400M, caso o governo venezuelano solicite oficialmente a ajuda.
Países da América Latina, além de Espanha, Itália, China, Índia e da União Europeia, também manifestaram solidariedade e ofereceram apoio à Venezuela.
O que ainda falta saber?
As autoridades ainda trabalham para dimensionar o impacto dos terremotos, especialmente em La Guaira, estado apontado pelo governo como o mais atingido e que ainda não foi incluído no balanço oficial de mortos e feridos.
Também não há, até o momento, um levantamento consolidado sobre o número de desaparecidos, pessoas soterradas, desabrigados e edifícios destruídos. Equipes de resgate seguem mobilizadas nas áreas afetadas, enquanto novas informações devem ser divulgadas à medida que os trabalhos avançarem.
A sequência de terremotos registrada nas últimas horas em diferentes regiões do planeta — da Venezuela ao Norte da Califórnia, passando pela Península de Kamchatka, na Rússia, e pela costa do Japão — reacendeu a atenção para uma das áreas geologicamente mais instáveis do mundo: o chamado Círculo de Fogo do Pacífico.
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A expressão designa uma longa cadeia de vulcões, fossas oceânicas e zonas de intensa atividade sísmica ao redor das bordas do Oceano Pacífico. Apesar do nome, o Círculo de Fogo não forma exatamente um círculo: tem o formato de uma ferradura de cerca de 40 mil quilômetros, que se estende do extremo sul da América do Sul, sobe pela costa oeste das Américas, cruza o Estreito de Bering, desce por Japão e Sudeste Asiático e chega à Nova Zelândia. Vulcões ativos e adormecidos na Antártica completam a região.
É nessa faixa que ocorrem cerca de 90% de todos os terremotos do planeta. A região também concentra aproximadamente 75% dos vulcões ativos da Terra, segundo dados geológicos citados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. Ao todo, uma cadeia de 452 vulcões se distribui ao longo da área.
Equipes de resgate buscam vítimas em um prédio que desabou após um terremoto em Caracas
MANAURE QUINTERO/AFP
A explicação está no movimento das placas tectônicas. Essas placas são grandes blocos da crosta terrestre que se encaixam como peças de um quebra-cabeça, mas não permanecem paradas: elas se deslocam sobre o manto, uma camada formada por rochas sólidas e material parcialmente fundido. Quando essas placas colidem, se afastam ou deslizam lateralmente umas em relação às outras, podem provocar terremotos, formar vulcões ou abrir fossas profundas no fundo dos oceanos.
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No Círculo de Fogo, boa parte da atividade ocorre em zonas de convergência, quando uma placa tectônica mergulha sob outra em um processo chamado subducção. Esse movimento forma fossas oceânicas profundas e favorece a produção de magma, que sobe até a superfície e cria arcos vulcânicos. É o caso das Ilhas Aleutas, no Alasca, que acompanham a Fossa Aleuta, onde a Placa do Pacífico mergulha sob a Placa Norte-Americana. A fossa chega a 7.679 metros de profundidade, e as ilhas concentram 27 dos 65 vulcões historicamente ativos dos Estados Unidos.
Processo semelhante ocorre na Cordilheira dos Andes, na América do Sul, paralela à Fossa Peru-Chile. Ali, a Placa de Nazca mergulha sob a Placa Sul-Americana. A região abriga o Nevados Ojos del Salado, na fronteira entre Chile e Argentina, considerado o vulcão ativo mais alto do mundo, com 6.879 metros.
Há também zonas divergentes, onde as placas se afastam. Nesses pontos, o magma sobe, esfria em contato com a água do mar e cria nova crosta oceânica. Um exemplo é a Elevação do Pacífico Leste, uma área de expansão do assoalho oceânico associada às placas do Pacífico, de Cocos, de Nazca e Antártica. A região também reúne fontes hidrotermais no fundo do mar.
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Outro tipo de limite entre placas é o transformante, quando elas deslizam horizontalmente uma ao lado da outra. O atrito faz com que trechos fiquem presos até que a tensão acumulada rompa as rochas, provocando terremotos. A Falha de San Andreas, na Califórnia, é uma das mais conhecidas do Círculo de Fogo. Com cerca de 1.287 quilômetros de extensão e 16 quilômetros de profundidade, ela marca o limite entre a Placa Norte-Americana, que se move para o sul, e a Placa do Pacífico, que se desloca para o norte. O movimento nessa falha causou o terremoto de San Francisco de 1906, que destruiu quase 500 quarteirões, matou cerca de 3 mil pessoas e deixou metade da população da cidade desabrigada.
Terremoto provoca pânico em Caracas nesta quarta-feira (24)
MANAURE QUINTERO / AFP
Tremores na Venezuela
Nesta quarta-feira, dois fortes terremotos atingiram a Venzuela, provocando desabamentos em Caracas e deixando moradores assustados. O primeiro tremor, de magnitude 7,1, teve epicentro a oeste de Morón, comunidade na costa caribenha venezuelana, a cerca de 168 quilômetros da capital. O abalo ocorreu a 22 quilômetros de profundidade. Um minuto depois, o Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou um segundo terremoto, ainda mais forte, de magnitude 7,5, com epicentro 16 quilômetros a sudoeste de Morón e profundidade de 10 quilômetros.
Os tremores estão entre os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. Em Caracas, moradores deixaram prédios que balançavam e permaneceram nas ruas após o anoitecer. Paredes inteiras ruíram em alguns pontos da cidade, deixando móveis visíveis da rua. Colunas de poeira foram vistas em dois bairros da capital, em áreas normalmente movimentadas por restaurantes e comércios. Algumas pessoas se sentaram no chão abraçadas a seus animais de estimação enquanto a poeira se acumulava ao redor.
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“Começou de leve e depois foi crescendo gradualmente, e no fim todos tivemos que sair de casa, ir para a rua e nos reunir”, disse o morador de Caracas Hector Ricci.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que o terremoto foi sentido em vários estados. Segundo ele, o bairro de Altamira, em Caracas, registrou “situações alarmantes”, com casas e edifícios desabados. Cabello sugeriu que havia pessoas feridas e pediu que motoristas dessem passagem a ambulâncias e equipes de emergência.
“Entendemos que algumas pessoas possam estar desesperadas, mas estamos agindo de acordo com os protocolos para ativar os esforços de ajuda e resgate para atender aqueles que mais precisam”, disse Cabello na televisão estatal. “Tenham muito cuidado com crianças e idosos; liguem uns para os outros e verifiquem se ninguém se feriu.”
O ministro também orientou a população a permanecer fora de imóveis, diante do risco de réplicas agravarem danos estruturais. “O prédio realmente balançou de um lado para o outro. Irreal. A força foi incrivelmente forte”, relatou o morador Roberto Gamas. “Nós estávamos andando e ele nos jogava de um lado para o outro. Tudo no apartamento caiu. Bem, graças a Deus conseguimos sair.”
Mais tremores
Outro terremoto também foi sentido no norte da Califórnia, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor ocorreu às 8h10, no horário local, a cerca de 11 quilômetros ao norte de Redwood Valley. Moradores de áreas distantes, como Eureka, ao norte, e Sacramento, a sudeste, relataram ter sentido o abalo. Em Mendocino County, cerca de 7.400 imóveis ficaram sem energia.
O sistema ShakeAlert, operado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos e integrado ao aplicativo MyShake, enviou notificações a celulares no Norte da Califórnia e em partes do Oregon. “O MyShake absolutamente funcionou neste evento e alertou um grande número de pessoas em um curto período de tempo”, disse Suresh Raman, gerente do aplicativo no Laboratório de Sismologia da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Segundo ele, cerca de 650 mil pessoas receberam o aviso. Dados preliminares indicaram que 99% dos alertados receberam a notificação antes de sentir o tremor, caso o tenham sentido. Em San Francisco, o aviso teria chegado cerca de 35 segundos antes da chegada das ondas sísmicas.
Após o tremor principal, foram registrados abalos secundários na mesma área. Esses eventos, conhecidos como réplicas, ocorrem quando há ajustes ao longo da porção da falha que se rompeu no terremoto inicial. Podem acontecer dias, semanas ou até anos depois, e em alguns casos têm magnitude igual ou superior à do primeiro tremor.
Na Rússia, a Península de Kamchatka, uma das áreas mais ativas do planeta por estar localizada no Círculo de Fogo, também registrou atividade sísmica. Um terremoto de magnitude 5,0 ocorreu nesta quarta-feira na costa leste da península, segundo o serviço geofísico da Academia Russa de Ciências. O epicentro foi localizado no Golfo de Kronotsky, a cerca de 161 quilômetros de Petropavlovsk-Kamchatsky, a uma profundidade de 15 quilômetros. Tremores fracos, entre 2 e 3 na escala de intensidade, foram sentidos em partes da cidade, sem relatos imediatos de danos ou vítimas.
A região já vinha registrando uma sequência de abalos. Em 19 de junho, sismólogos identificaram 25 terremotos na costa da península, alguns com magnitude de até 6,9. Três deles foram sentidos por moradores, com intensidade de até 4 em algumas áreas.
No Japão, outro país situado no Círculo de Fogo e entre os mais sujeitos a terremotos no mundo, um forte abalo atingiu a costa norte nesta quinta-feira. A Agência Meteorológica do Japão informou que o terremoto teve magnitude 7,2 e ocorreu ao largo da costa leste de Iwate, a cerca de 50 quilômetros de profundidade. A leitura inicial era de 6,9, a mesma magnitude registrada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. Não houve alerta de tsunami.
O tremor atingiu a região nordeste do Japão durante o horário de pico da manhã e também foi sentido levemente em Tóquio. Não havia relatos imediatos de feridos ou danos, segundo o principal porta-voz do governo, Minoru Kihara. A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou a jornalistas, em Tóquio, que a equipe de emergência do governo está “colocando a vida das pessoas em primeiro lugar”, enquanto avalia informações e prepara operações de socorro, se necessário. Ela pediu que moradores das áreas afetadas tenham cautela diante da possibilidade de réplicas.
Tomoko Nagane, diretora de uma escola primária na cidade de Hashikami, na província de Aomori, contou à emissora estatal NHK que dirigia quando o alerta de terremoto disparou e que sentiu um balanço lateral moderado. Segundo ela, as crianças que já estavam na escola ficaram em segurança, embora algumas tenham chorado de medo. As aulas foram canceladas, e os alunos voltaram para casa em segurança.
Imagens da TV pública mostraram jornalistas em cidades fortemente atingidas, como Sendai e Morioka, relatando que sentiram o tremor por alguns minutos, mas não observaram danos. O transporte, no entanto, sofreu impacto: a East Japan Railway Co. suspendeu alguns trens-bala e linhas locais para checagens de segurança. Usinas e instalações nucleares, incluindo a Fukushima Daiichi, danificada pelo terremoto e tsunami de 2011, e uma instalação de reprocessamento de combustível nuclear em Aomori, não relataram anormalidades, informou Kihara.
O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico dos Estados Unidos chegou a emitir um alerta para as Ilhas Virgens. Autoridades da República Dominicana também emitiram um aviso para a ilha. Outro alerta para Porto Rico foi rapidamente suspenso.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou como “uma verdadeira tragédia” a situação em La Guaira, estado apontado pelo governo como o mais afetado pelos dois terremotos que atingiram o país na quarta-feira. Até o momento, as autoridades confirmaram 32 mortos e mais de 700 feridos, mas o balanço oficial ainda não inclui as vítimas da região, onde equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes entre edifícios destruídos.
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Os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com menos de um minuto de intervalo e, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. O governo decretou estado de emergência, fechou o Aeroporto Internacional de Maiquetía devido aos danos estruturais e recebeu ofertas de ajuda internacional, incluindo dos Estados Unidos e da Alemanha.
Em pronunciamento transmitido pela emissora estatal VTV, Rodríguez afirmou que La Guaira vive “uma verdadeira tragédia”. O estado, que abriga cerca de 500 mil habitantes, ainda não teve seus dados incorporados ao balanço oficial de vítimas.
— Neste momento, temos relatos de 32 mortos.
Ela acrescentou que há “mais de 700 feridos”, mas ressaltou que os números ainda não refletem a situação em La Guaira.
Segundo a presidente interina, dezenas de edifícios desabaram e as equipes seguem trabalhando para localizar sobreviventes.
— Há dezenas de prédios desabados e estamos empenhados em árduos esforços de resgate para salvar as vidas que Deus nos permitir salvar.
O governo interino decretou estado de emergência em todo o território nacional e declarou La Guaira como “zona de desastre”. Rodríguez também informou que o Aeroporto Internacional de Maiquetía permanecerá fechado.
— O Aeroporto de Maiquetía está fechado devido aos graves danos em sua infraestrutura.
Ela acrescentou que, desde os dois principais tremores, foram registradas cerca de 20 réplicas e classificou o episódio como “um evento grave”.
Maior terremoto em mais de um século
Segundo dados históricos do USGS, o terremoto de magnitude 7,5 registrado na quarta-feira foi o mais forte a atingir a Venezuela em mais de um século. O último abalo de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um terremoto de magnitude estimada em 7,7 provocou “danos consideráveis” na costa nordeste do país.
Os terremotos ocorreram com menos de um minuto de intervalo. O primeiro, de magnitude 7,2, foi registrado às 18h04 no horário local (19h04 em Brasília), com epicentro a 21 quilômetros a oeste de Morón e cerca de 200 quilômetros a oeste de Caracas. Pouco depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, atingiu uma área próxima ao primeiro epicentro. O USGS classificou o desastre como uma “catástrofe que deverá ter consequências consideráveis”.
La Guaira vive cenário de devastação
Equipes da AFP encontraram dezenas de edifícios desabados ou gravemente danificados em uma região próxima a Caracas. Sem energia elétrica, moradores passaram a noite nas ruas ou procuraram familiares entre os escombros.
— Não temos nada, neste momento não temos nada, nem força, nem coragem para entrar ali, imagine só — disse Larry Rojas, de 49 anos, diante de um prédio desabado sob o qual sua família está presa.
Terremotos na Venezuela: país registra 10 réplicas após abalos que deixaram ao menos 32 mortos
AFP
A moradora Yilsmaris Blanco, de 39 anos, descreveu o momento dos tremores.
— Foi terrível, foi terrível. Tudo, tudo desabou, tudo, tudo.
Ela acrescentou:
— Agradecemos a Deus porque estamos vivos, mas há pessoas que neste momento estão sofrendo com familiares soterrados, com parentes presos sob os escombros que não conseguem retirar.
Na capital Caracas, jornalistas da AFP relataram cenas de destruição e pânico. Um edifício de 22 andares desabou completamente em Chacao, na zona leste da cidade, enquanto moradores gritavam os nomes de familiares e voluntários escalavam os escombros em busca de sobreviventes.
— Precisamos de lanternas — pediu uma das pessoas que participavam das buscas.
A comerciante Heidi Romero, de 42 anos, contou que estava no último andar do shopping Sambil quando o terremoto começou.
— Nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência; foi assim que nos tiraram de lá.
Já a funcionária de banco Odalis Escalona, de 54 anos, descreveu os danos em um edifício.
— A escada cedeu, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível.
Além dos desabamentos, diversas regiões ficaram sem energia elétrica e várias ruas foram cobertas por cacos de vidro.
Os tremores também foram sentidos na Colômbia, onde jornalistas da AFP relataram luminárias balançando, alarmes disparando e moradores deixando edifícios em Bogotá. No Brasil, houve registros de tremores em Belém, Manaus, Santarém (PA), Macapá e Cutias do Araguari (AP).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo está preparado para auxiliar a Venezuela.
— Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar! Ordenei a todas as agências do nosso governo que se preparem para agir rapidamente.
Ele acrescentou:
— Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos. Os primeiros relatos não são bons.
A Alemanha também anunciou que está pronta para apoiar as operações de resgate. Segundo o ministro da Defesa, Boris Pistorius, o país poderá mobilizar até seis aeronaves militares de transporte A400M, caso o governo venezuelano solicite oficialmente a ajuda.
— As Forças Armadas alemãs estão preparadas e podem disponibilizar até seis aeronaves de transporte A400M em curto prazo, assim que nos for solicitado apoio.
Além de Estados Unidos e Alemanha, países da América Latina, Espanha, Itália, China, Índia e a União Europeia manifestaram solidariedade e ofereceram apoio ao governo venezuelano.
Um adolescente de 15 anos desapareceu na tarde de quarta-feira enquanto nadava na reserva natural de Testwood Lakes, próxima à cidade de Totton, no condado de Hampshire, no sul da Inglaterra. Equipes de emergência iniciaram uma ampla operação de buscas que mobilizou policiais, bombeiros, ambulâncias, drones e unidades marítimas na tentativa de localizar o jovem.
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Segundo informações divulgadas pelas autoridades britânicas, o desaparecimento foi comunicado por volta das 13h35 (horário local), depois que o menino foi visto entrando na água e não retornou à superfície. A área foi isolada para permitir o trabalho das equipes de resgate, enquanto amigos e testemunhas aguardavam notícias no local. As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal The Sun.
Em comunicado, a Polícia de Hampshire informou que conduz uma operação conjunta envolvendo diversas agências e pediu que a população evite a região até o encerramento das buscas. Também participam da ação o Serviço Nacional de Apoio Aéreo da Polícia (NPAS), o Serviço de Ambulâncias do Centro-Sul e o Corpo de Bombeiros de Hampshire e Ilha de Wight.
De acordo com relatos de testemunhas à imprensa local, o adolescente fazia parte de um grupo de cerca de dez jovens que se reuniram nos lagos durante a tarde. Um dos integrantes acionou os serviços de emergência ao perceber que ele havia desaparecido enquanto nadava.
A Hampshire & Isle of Wight Wildlife Trust, entidade responsável pela administração da reserva natural, confirmou que fechou o acesso ao local até novo aviso em razão do incidente e afirmou estar colaborando com os serviços de emergência.
O caso ocorre em meio à onda de calor que atinge o Reino Unido e levou milhares de pessoas a buscar rios, lagos e praias para aliviar as altas temperaturas. Até a publicação das informações mais recentes, o adolescente ainda não havia sido localizado, e as autoridades seguiam com as buscas.
Um ônibus elétrico de dois andares foi destruído por um incêndio na noite de quarta-feira em uma garagem de Westbourne Park, no oeste de Londres, durante a intensa onda de calor que atinge o Reino Unido. Apesar da proporção das chamas e da grande coluna de fumaça que se formou sobre a região, não houve registro de mortos ou feridos, segundo o Corpo de Bombeiros de Londres.
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Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o veículo completamente tomado pelo fogo enquanto funcionários da garagem acompanham a ocorrência à distância. O incêndio também atingiu dois pontos de recarga para veículos elétricos instalados no local.
Veja o vídeo:
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De acordo com os bombeiros, equipes foram acionadas por volta das 18h23 (horário local) e conseguiram controlar o incêndio pouco antes das 19h15. Cerca de 25 militares e quatro viaturas participaram da operação, que levou ao fechamento temporário da garagem de Westbourne Park.
As autoridades ainda investigam o que provocou o incêndio. Até o momento, não há indicação oficial de que o fogo tenha sido causado pela bateria do ônibus elétrico ou pelas altas temperaturas registradas no país, embora o episódio tenha ocorrido no mesmo dia em que diversas regiões britânicas enfrentaram calor excepcional para o período.
Segundo o serviço meteorológico Met Office, uma temperatura provisória de 36,1°C foi registrada em Gosport, no sul da Inglaterra, colocando o dia entre os mais quentes já observados em junho no Reino Unido. O calor extremo provocou uma série de transtornos, com interrupções no transporte ferroviário, fechamento antecipado de escolas e alertas das autoridades para que a população evitasse deslocamentos desnecessários.
O ônibus incendiado operava a linha 23 da rede de transporte londrina e ficou completamente destruído. A investigação sobre as circunstâncias do incidente continua, e os bombeiros permaneceram no local após o controle das chamas para realizar o trabalho de rescaldo e garantir a segurança da área.
A Alemanha anunciou nesta quinta-feira que está pronta para apoiar as operações de resgate na Venezuela após os terremotos que atingiram o país na quarta-feira e deixaram ao menos 32 mortos e mais de 700 feridos. Segundo o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, o país poderá enviar até seis aeronaves militares de transporte A400M, caso o governo venezuelano solicite oficialmente a ajuda.
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— As Forças Armadas alemãs estão preparadas e podem disponibilizar até seis aeronaves de transporte A400M em curto prazo, assim que nos for solicitado apoio — declarou Pistorius.
Segundo dados históricos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de magnitude 7,5 registrado na quarta-feira foi o mais forte a atingir a Venezuela em mais de um século. O último abalo de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um terremoto de magnitude estimada em 7,7 provocou “danos consideráveis” na costa nordeste do país.
Os terremotos ocorreram com menos de um minuto de intervalo. O primeiro, de magnitude 7,2, foi registrado às 18h04 no horário local (19h04 em Brasília), com epicentro a 21 quilômetros a oeste de Morón e cerca de 200 quilômetros a oeste de Caracas.
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Pouco depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, atingiu uma área próxima ao primeiro epicentro. Desde então, o USGS registrou aproximadamente 20 réplicas e classificou o desastre como uma “catástrofe que deverá ter consequências consideráveis”.
La Guaira é a área mais atingida
Em pronunciamento transmitido pela emissora estatal VTV, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou o primeiro balanço oficial de vítimas.
— Neste momento, temos relatos de 32 mortos.
Ela acrescentou que há “mais de 700 feridos”, mas ressaltou que o levantamento ainda não inclui o estado de La Guaira, apontado como a região mais afetada pelos terremotos.
Diversas áreas atingidas por terremoto na Venezuela ficaram sem energia elétrica, e muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro
Manaure Quintero/AFP
Segundo Rodríguez, dezenas de edifícios desabaram e as equipes seguem trabalhando na busca por sobreviventes.
— Há dezenas de prédios desabados e estamos empenhados em árduos esforços de resgate para salvar as vidas que Deus nos permitir salvar.
O governo interino declarou estado de emergência e classificou La Guaira como “zona de desastre”. A presidente também informou que o Aeroporto Internacional de Maiquetía permanecerá fechado.
— O Aeroporto de Maiquetía está fechado devido aos graves danos em sua infraestrutura.
Ela acrescentou que “houve 20 réplicas” e classificou o episódio como “um evento grave”, afirmando que alguns estados foram particularmente afetados.
Caracas registra desabamentos e busca por sobreviventes
Em Caracas, jornalistas da AFP relataram cenas de destruição e pânico. Um edifício de 22 andares desabou completamente em Chacao, na zona leste da capital, enquanto moradores gritavam os nomes de familiares e voluntários escalavam os escombros em busca de sobreviventes.
— Precisamos de lanternas — pediu uma pessoa que participava das buscas.
A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos
Federico Parra/AFP
A comerciante Heidi Romero, de 42 anos, contou que estava no último andar do shopping Sambil quando o terremoto começou.
— Não, eu nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência; foi assim que nos tiraram de lá.
Já a funcionária de banco Odalis Escalona, de 54 anos, descreveu os danos em um edifício.
— A escada cedeu, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível.
Além dos desabamentos, diversas regiões ficaram sem energia elétrica e várias ruas foram cobertas por cacos de vidro.
Trump e países latino-americanos oferecem ajuda
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o número de vítimas como “devastador” e afirmou que seu governo está preparado para auxiliar a Venezuela.
“Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar! Ordenei a todas as agências do nosso governo que se preparem para agir rapidamente”, publicou Trump. E acrescentou: “Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos. Os primeiros relatos não são bons”.
A maioria dos países da América Latina também manifestou solidariedade e ofereceu apoio ao governo venezuelano.
A líder da oposição María Corina Machado, que está fora da Venezuela desde novembro, publicou uma mensagem às vítimas.
— Meu coração, meu abraço infinito e minhas orações estão com todos os lares venezuelanos nestas horas de angústia.
Tremores foram sentidos em países vizinhos
Segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, os abalos foram fortemente sentidos nos estados de Trujillo, Carabobo, Miranda e La Guaira.
Os tremores também foram percebidos em outros países. Na Colômbia, jornalistas da AFP relataram luminárias balançando, alarmes disparando e moradores deixando edifícios em Bogotá. No Brasil, houve registros de tremores em Belém, Manaus, Santarém (PA), Macapá e Cutias do Araguari (AP).
Pouco depois dos terremotos na Venezuela, um tremor de magnitude 7,2 atingiu o norte do Japão. Segundo a agência meteorológica japonesa, não havia relatos de vítimas ou danos materiais.
Uma plataforma digital criada após os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira passou a reunir registros de pessoas desaparecidas e de sobreviventes localizados. O site desaparecidosterremotovenezuela.com foi lançado diante das falhas de comunicação provocadas pelos abalos e busca ajudar famílias que ainda não conseguiram contato com parentes e amigos.
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A plataforma permite cadastrar pessoas desaparecidas e informar quando elas forem encontradas em segurança. Na página inicial, os organizadores fazem um apelo aos usuários: “Após o terremoto, muitas famílias ainda não têm notícias de seus entes queridos. Se você não consegue entrar em contato com alguém, registre essa pessoa aqui. E, se já a encontrou, avise-nos para que seu nome traga tranquilidade, e não angústia”.
Terremotos na Venezuela: plataforma digital é lançada para ajudar na localização de desaparecidos e sobreviventes
Reprodução
Nas primeiras horas de funcionamento, o site contabilizava 9.721 registros. Desse total, 9.166 pessoas continuavam sem contato, enquanto 555 já haviam sido localizadas em segurança.
Balanço oficial ainda não inclui La Guaira
Pouco depois da meia-noite, em pronunciamento transmitido pela emissora estatal VTV, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou 32 mortes e mais de 700 feridos em decorrência dos terremotos.
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Segundo ela, o balanço ainda não inclui informações de La Guaira, estado apontado como o mais afetado pelos abalos.
— Estamos resgatando as pessoas que ficaram soterradas nos edifícios e nas casas que desabaram.
Até o momento, as imagens de destruição mais amplamente divulgadas concentram-se no município de Chacao, em Caracas.
Comunicação interrompida dificulta buscas
As comunicações permanecem interrompidas em La Guaira, dificultando a avaliação da dimensão do desastre. Familiares e amigos de moradores afirmam que ainda há poucas informações sobre a situação no estado.
A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos
Federico Parra/AFP
Enquanto isso, imagens de pessoas desaparecidas passaram a circular nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, na tentativa de localizar sobreviventes e obter informações sobre moradores das áreas atingidas.
USGS projeta até 100 mil mortes
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) divulgou uma estimativa preliminar segundo a qual os terremotos podem resultar entre 10 mil e 100 mil mortes.
A projeção foi elaborada pelo sistema PAGER, que utiliza modelos automáticos para calcular o impacto potencial de grandes terremotos com base na intensidade do tremor, na população exposta e na vulnerabilidade das edificações atingidas.
O órgão emitiu um alerta laranja, classificação que indica risco significativo de vítimas e danos materiais. O USGS ressalta, no entanto, que a estimativa não representa um balanço oficial, mas uma projeção baseada em probabilidades. Segundo o sistema, a faixa entre 10 mil e 100 mil mortos é a que apresenta a maior probabilidade entre os cenários analisados.
A Venezuela registrou 10 réplicas durante a madrugada desta quinta-feira, após os dois terremotos que atingiram grande parte do país na tarde de quarta-feira. Segundo a Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas (Funvisis), os novos abalos tiveram magnitudes entre 2,4 e 4,5 e profundidades que variaram de 4,8 a 9 quilômetros.
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As réplicas ocorreram principalmente nos estados de La Guaira e Miranda. Das dez registradas, seis foram em La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, que ocorreram com menos de um minuto de intervalo e provocaram pânico nas regiões central e oeste do país.
A réplica mais intensa ocorreu às 1h48, em La Guaira, com magnitude 4,5 e epicentro a 6 quilômetros a oeste de Naiguatá. Outros tremores também foram registrados nos estados de Aragua, Miranda e Falcón ao longo da madrugada.
La Guaira ainda está fora do balanço oficial de vítimas
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou a situação em La Guaira como “uma verdadeira tragédia”. O estado, que abriga cerca de 500 mil habitantes, ainda não teve seus dados incorporados ao balanço oficial de vítimas.
Até o momento, as autoridades confirmaram 32 mortos e mais de 700 feridos em decorrência dos terremotos. Segundo Rodríguez, esses números ainda não incluem os impactos registrados em La Guaira, onde a dimensão dos danos continua sendo avaliada.
Maior terremoto desde 1900
O terremoto de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela nesta quarta-feira é o mais forte registrado no país em mais de um século, segundo dados históricos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
De acordo com o instituto, o último tremor de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um terremoto de magnitude estimada em 7,7 atingiu a costa venezuelana, a nordeste de Caracas, provocando “danos consideráveis”.
O primeiro tremor de magnitude 7,2 foi registrado às 18h04 no horário local (22h04 GMT), a cerca de 200 quilômetros a oeste da capital venezuelana.
Pouco depois, um segundo abalo, de magnitude 7,5, ocorreu a cerca de 45 quilômetros do primeiro epicentro. Em seguida, o USGS registrou cerca de 20 réplicas.
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O serviço geológico americano classificou o terremoto como uma “catástrofe que deverá ter consequências consideráveis”. Até o momento, não foram divulgados balanços oficiais sobre vítimas ou danos provocados pelos tremores.
Destruição
Os dois terremotos devastadores deixaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos, em meio à destruição generalizada de prédios e cenas de pânico em Caracas e outras partes do país, segundo relatos oficiais.
O primeiro terremoto, de magnitude 7,2 na escala Richter, teve seu epicentro a 21 km a oeste de Morón, às 18h04 (horário local, 19h04 em Brasília), e foi seguido quase um minuto depois por um terremoto mais forte, de magnitude 7,5, a poucos quilômetros de distância, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os terremotos foram sentidos também no Brasil e na Colômbia.
“Neste momento, temos relatos de 32 mortos” e “mais de 700 feridos”, disse a presidente interina Delcy Rodríguez, observando que ainda não tinha dados do estado de La Guaira, adjacente à capital e a área mais afetada, especificou ela. “Há dezenas de prédios desabados e estamos empenhados em árduos esforços de resgate para salvar as vidas que Deus nos permitir salvar”, disse Rodríguez em uma mensagem à nação após a meia-noite.
As cenas em Caracas eram de destruição e pânico, segundo um jornalista da AFP, que viu um prédio de 22 andares completamente destruído na área de Chacao, na zona leste da cidade. Pessoas nas ruas gritavam os nomes de seus parentes e alguns voluntários escalavam os escombros.
“Precisamos de lanternas”, implorava um deles ao cair da noite.
A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos
Federico Parra/AFP
Do lado de fora do shopping Sambil, também em Chacao, Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos, expressou seu espanto com a magnitude dos tremores.
“Não, eu nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência; “Foi assim que nos tiraram de lá”, disse ela à AFP. “A escada cedeu, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível”, disse Odalis Escalona, ​​uma funcionária de banco de 54 anos.
O presidente Donald Trump disse que os dois terremotos causaram um “número devastador” de mortes.
“Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar! Ordenei a todas as agências do nosso governo que se preparem para agir rapidamente.” Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos.” “Os primeiros relatos não são bons”, escreveu Trump em uma rede social.
A maioria dos países da América Latina também expressou solidariedade e ofereceu ajuda. O governo interino declarou estado de emergência devido à gravidade dos danos e declarou La Guaira uma “zona de desastre”.
Aeroporto fechado
Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro. Prédios desabaram em várias partes de Caracas, relataram jornalistas da AFP. Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis sobreviventes.
“Houve 20 réplicas; este é um evento grave, […] alguns estados foram particularmente afetados”, observou Delcy Rodríguez.
Os tremores danificaram parte das instalações do Aeroporto Internacional de Maiquetía, em La Guaira, a cerca de 40 km de Caracas. “O Aeroporto de Maiquetía está fechado devido aos graves danos em sua infraestrutura”, declarou a presidente. Caracas também possui o Aeroporto Militar de La Guaira, Carlota, localizado no centro da cidade.
Diversas áreas atingidas por terremoto na Venezuela ficaram sem energia elétrica, e muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro
Manaure Quintero/AFP
A líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, enviou uma mensagem de apoio.
“Meu coração, meu abraço infinito e minhas orações estão com todos os lares venezuelanos nestas horas de angústia”, escreveu Machado, que está fora da Venezuela desde novembro.
Na Colômbia
O terremoto foi fortemente sentido nos estados de Trujillo, Carabobo, Miranda e La Guaira, segundo o Ministro do Interior, Diosdado Cabello. A Venezuela é frequentemente abalada por tremores. Os terremotos mais fortes dos últimos tempos foram os de Cariaco (nordeste) em Em 1997, um terremoto causou 73 mortes, e em Caracas, em 1967, outro deixou 236 vítimas fatais.
O terremoto foi sentido até mesmo na capital colombiana, Bogotá, onde lâmpadas balançaram, alarmes soaram e alguns moradores evacuaram prédios por precaução, segundo jornalistas da AFP. Registros de tremores também foram relatados no Brasil, nas capitais Belém e Manaus, além das cidades de Santarém do Pará (PA), Macapá e Cutias do Araguari (AP).
Pouco depois do terremoto na Venezuela, um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o norte do Japão na quinta-feira, informou a agência meteorológica do país, sem relatos de vítimas ou danos materiais.

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