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Ao anunciar que os EUA vão permanecer na Venezuela e “essencialmente vão comandar o país” até que uma transição política ocorra após a captura neste sábado do líder Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro o grande interesse de Washington: o petróleo venezuelano, que corresponde a 17% das reservas mundiais, as maiores do mundo.
— Nossas grandes petrolíferas, as maiores de qualquer lugar no mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar infraestrutura horrivelmente quebrada, a infraestrutura do petróleo, e começar a fazer dinheiro para o país — disse Trump em seu pronunciamento.
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A companhia petrolífera americana Chevron já opera atualmente na Venezuela graças a uma autorização especial.
O interesse dos EUA em relação ao petróleo já havia ficado claro no último dia 16, quando os EUA iniciaram um bloqueio naval contra petroleiros do país, tomando o controle de ao menos duas embarcações com o argumento de que seria uma forma de cortar a entrada de recursos que financiam organizações ligadas ao narcotráfico.
As autoridades americanas afirmam que a cúpula chavista, incluindo Nicolás Maduro, opera junto a esses grupos e lucram com o esquema. Mas, já naquele momento, o próprio Trump mencionou o interesse nos ativos do país ao anunciar o bloqueio.
— A Venezuela está completamente cercada pela maior Armada já reunida na História da América do Sul. E só vai ficar maior, e o impacto neles vai ser algo nunca antes visto, até que devolvam aos EUA todo o petróleo, terra e outros ativos que roubaram de nós anteriormente — disse o presidente em dezembro.
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Nacionalização nos anos 2000
Por décadas, empresas americanas atuaram na extração e comercialização de petróleo venezuelano, até que o ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013) realizou um processo de nacionalização do setor no começo dos anos 2000. Isso fez com que a maioria das empresas americanas se retirassem do país. Após a apreensão do primeiro petroleiro, outras autoridades americanas vincularam os dois cenários.
“O suor, a engenhosidade e o trabalho árduo dos americanos criaram a indústria petrolífera na Venezuela”, escreveu o vice-chefe de Gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, em um comentário nas redes sociais. “Essa expropriação tirânica foi o maior roubo de riqueza e propriedade americanas já registrado.”
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Assunto estratégico
Trump definiu como principal linha de política externa e de segurança a retomada da hegemonia dos EUA no Hemisfério Ocidental, afirmando textualmente uma volta da Doutrina Monroe na estratégia de segurança nacional, divulgada no fim do ano passado. Entre os objetivos listados no documento, estão a contenção de potências extrarregionais no continente americano, seja por meio de cooperação civil ou militar, bem como por meio de exploração de ativos importantes.
Estratégia de Segurança Nacional dos EUA 2025: O que diz o documento sobre cada região do mundo
Em participação no podcast The Daily, o jornalista do New York Times Anatoly Kurmanaev, que atualmente cobre a crise entre EUA e Venezuela, apontou como o controle das maiores reservas de petróleo conhecidas no mundo tem uma importância estratégica.
— Em parte, significa que os EUA poderiam controlar a oferta de petróleo, controlar os preços globais [da commodity] e recompensar seus aliados e punir seus adversários por meio da manipulação desse mercado — explicou Kurmanaev, acrescentando os benefícios geopolíticos. — Controlar essas reservas permitiria aos EUA seguir seu plano de se tornar o ator dominante nas Américas, expulsando adversários como China, Rússia e Irã da região, e dominar o ambiente político e econômico do país.
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Atualmente, a China é a principal compradora do petróleo venezuelano — o que, além do fornecimento da matéria-prima, é visto como estratégico por Pequim, ao criar um laço de dependência econômica e abrir espaço para possíveis investimentos partindo de uma posição de vantagem. Na estratégia de segurança nacional, a contenção da China é um elemento que permeia todo o racional da política americana.
Impacto para Caracas
Mesmo sob embargos americanos e longe de seu ápice, a indústria petrolífera ainda é o coração da economia venezuelana. Por causa do bloqueio imposto em dezembro, a PDVSA anunciou o fechamento de poços de petróleo na Faixa do Orinoco, por falta de espaço de armazenamento e disparada dos estoques dispararam, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.
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O objetivo seria diminuir a produção em ao menos 25%, representando um corte de 15% sobre a produção total da Venezuela, que gira em torno de 1,1 milhão de barris por dia. A decisão representou um choque de realidade para Maduro, que vinha tentando manter as exportações. O fechamento de poços foi considerado um último recurso devido aos desafios operacionais e aos altos custos envolvidos para reativá-los. (Com Bloomberg)

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Em um momento em que equipes de negociadores de EUA e Irã estão envolvidos em tratativas de um acordo para por fim à guerra no Oriente Médio, a TV estatal iraniana divulgou a versão de uma minuta do memorando de entendimento entre os dois países, prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de 30 dias após a assinatura, e a retirada das forças navais americanas da região. A versão, que a própria emissora afirmou se tratar de um texto não-oficial, elevou a expectativa em torno de um acordo e afetou imediatamente o preço do petróleo.
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O canal IRIB News apresentou a versão da minuta nesta quarta. De acordo com os termos descritos, o Irã se comprometeria em garantir a retomada do fluxo naval por Ormuz ao patamar anterior à guerra — quando circulava pelo estreito o equivalente a 1/5 da produção de petróleo e gás do mundo. Os EUA, por sua vez, retirariam suas forças navais da região, encerrando o bloqueio aos portos iranianos, que Washington manteve em vigor mesmo com a trégua entre os dois países.
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Ainda segundo o descrito no documento, o trânsito de embarcações militares não estaria incluído nos termos. A gestão da navegação pela rota ficaria compartilhada entre Irã e Omã, que negociam a parte um formato de co-gestão. EUA, Israel e países do Golfo Pérsico, incluindo o Catar, manifestaram-se anteriormente contra a ideia de Teerã ter reconhecidamente poder sobre o trânsito naval.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou no fim de semana contra comentários sobre os supostos elementos de um acordo, afirmando que um texto final ainda não estava pronto. O diálogo entre Teerã e Washington acontece de forma indireta, mediado pelo Paquistão. Em momentos anteriores, essas tratativas foram descritas como um envio de proposições — sem necessariamente incluir nos termos apenas as questões pré-aprovados pelos dois lados.
Apesar disso, o preço do petróleo caiu após a divulgação da notícia. O preço do barril Brent, uma das referências internacionais, recuou quase 4%, para menos de US$ 96.
O cenário de um acordo amplo, porém, permanece incerto. Embora Trump tenha sinalizado progressos no fim de semana, e uma reunião de gabinete nesta quarta-feira tenha elevado as expectativas de uma definição sobre o Oriente Médio, o Comando Central dos EUA (Centcom) voltou a atacar posições no Irã no começo da semana — levando a Guarda Revolucionária iraniana a prometer retaliações.
Em paralelo, Teerã também deu sinais de algum tipo de normalização. Autoridades iranianas disseram nesta quarta-feira que 25 embarcações, incluindo navios petroleiros e cargueiros, cruzaram Ormuz nas últimas 24 horas, após aceitarem coordenar a passagem com os organismos responsáveis do país. A Guarda Revolucionária afirmou que embarcações de “países hostis” continuam proibidas de passar por Ormuz. (Com NYT e AFP)

Os partidos do chamado centrão, que reúne coligações da direita tradicional, tentam derrubar a transição de 60 dias para iniciar a implementação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 no Brasil e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Um outro destaque para limitar a extensão do fim da escala 6×1 foi retirado após acordo.

A sessão da Comissão Especial que trata do assunto na Câmara dos Deputados começou na manhã desta quarta-feira (27). Os parlamentares debatem ainda quatro destaques que tentam mudar o texto do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

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O bloco partidário que reúne União, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos apresentou quatro destaques, mas aceitou retirar um deles após acordo para que todos possam falar durante a sessão. Há mais de 30 deputados inscritos.

Dois destaques apresentados pelo centrão preveem a exclusão da regra de transição proposta pelo relator, que estabelece a entrada em vigor do fim da escala 6×1, assim como a redução da jornada de 44 para 42 horas, em 60 dias após a promulgação da proposta.

A redução para as 40 horas está prevista para ocorrer 14 meses após a publicação do texto no Diário Oficial. 

O pedido de supressão da regra de transição ocorre após o relator Leo Prates não acolher as emendas apresentadas por mais de 170 parlamentares do centrão e da oposição que pretendiam estabelecer uma regra de transição de 10 anos a partir da promulgação da Emenda Constitucional.

Destaque retirado

Um dos destaques apresentados pelo centrão foi retirado, no início da sessão, após acordo com o presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP).

O destaque pedia a exclusão dos dois dias de repouso obrigatório por semana para os casos em que, por Lei, sejam estabelecidos regimes de trabalho diferenciados. Se esse destaque fosse aprovado, o fim da escala 6×1 poderia ser limitado por lei posterior que tratasse de categorias específicas.

Transição 

Um outro destaque, apresentado pelo Psol e pela Rede, pede a exclusão do artigo que impõe uma regra de transição maior – de um ano em vez de 60 dias – para o fim da escala 6×1 dos terceirizados vinculados à administração pública.

Na mesa da Comissão, havia ainda dois pedidos de retirada da PEC da pauta e dois pedidos para adiar a votação, todos apresentados pelo deputado Gilson Marques (Novo-SC), que acabou retirando os pedidos de adiamento de votação, após acordo para que todos tenham direito de falar na sessão.

Com amplo apoio popular, a PEC é apoiada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e criticada pela oposição. Na última sessão, a votação foi adiada por pedido de vista apresentado pelo deputado Maurício Macron (PL-RS).

Entenda 

O texto da PEC prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

Após os primeiros 60 dias, a jornada será reduzida para 42 horas semanais, chegando a 40 horas 14 meses após promulgação da Emenda Constitucional.

O relator ainda modifica o Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

A PEC também permite que o trabalhador faça a escala 6×1, desde que o segundo dia de folga obrigatória por semana seja compensado dentro do mesmo mês.

A legislação traz ainda restrições para trabalhadores que recebem salário igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS (R$ 21.188,87 em valores atuais). Os empregados que recebem esse valor ou mais ficariam dispensados de cumprir a jornada prevista na proposta.

A PEC prevê uma regra de transição maior para os terceirizados da Administração Pública. Nesse caso, as empresas teriam 12 meses para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho.

 

No encontro que teve com Flávio Bolsonaro na terça-feira (26), Donald Trump citou que recebeu o presidente Lula há poucas semanas e voltou a chamar o brasileiro de “dinâmico”. O elogio já tinha sido feito por Trump a Lula em uma rede social, após os dois chefes de Estado se reunirem em Washington. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A vitória do procurador-geral do Texas, Ken Paxton, nas primárias republicanas para o Senado transformou o estado — tradicional reduto conservador — em um novo campo de batalha político nos Estados Unidos. O resultado amplia o mapa eleitoral da disputa pelo controle do Senado, antecipa as linhas de ataque de democratas e republicanos e servirá como um teste da influência do presidente Donald Trump na eleição geral de novembro.
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Os democratas ainda enfrentam um cenário difícil para tentar transformar o Texas em um estado competitivo. Ainda assim, o partido vê uma oportunidade com a candidatura de James Talarico, deputado estadual e estudante de seminário que tem defendido uma plataforma política inclusiva. Ao mesmo tempo, a ascensão de Paxton — um procurador-geral cercado de escândalos — após derrotar o senador John Cornyn com o apoio “completo e total” de Trump promete uma disputa de grandes proporções no estado.
Ampliando o mapa eleitoral
Democratas e até parte dos republicanos avaliam que a indicação de Paxton pode colocar o Texas entre os estados decisivos para definir o controle do Senado. Hoje, os republicanos ocupam 53 cadeiras na Casa. Para retomar a maioria, os democratas precisam manter todos os assentos que já controlam e conquistar mais quatro em novembro. Até então, o foco do partido estava em estados como Alaska, Maine, Carolina do Norte e Ohio. A queda na popularidade de Trump, porém, levou estrategistas a enxergar no Texas um novo caminho possível.
Ao mesmo tempo, aliados republicanos já demonstram preocupação com o impacto da atuação de Trump nas primárias. O presidente também apoiou candidatos que derrotaram senadores republicanos considerados pouco leais, como Bill Cassidy, na Louisiana, levantando dúvidas sobre possíveis dificuldades para a agenda do partido no Congresso.
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Abrindo a disputa com ataques
Na noite da vitória, Paxton e Talarico adotaram discursos duros e trataram a disputa como decisiva para o futuro político do estado. Enquanto Paxton classificou Talarico como um liberal “esquisito”, o democrata afirmou que o rival representa interesses de doadores bilionários que roubam recursos públicos das pessoas trabalhadoras comuns.
— Sem sombra de dúvida, serei o alvo número 1 dos democratas em novembro — declarou Paxton diante de apoiadores.
Pouco antes de o republicano subir ao palco em Plano, no Texas, a campanha de Talarico divulgou um vídeo chamando Paxton de “o político mais corrupto da América”.
— Por 50 anos, megadoadores e seus políticos fantoches, como Ken Paxton, roubaram de nós com subornos, resgates financeiros e cortes de impostos para bilionários — disse Talarico. — Isso acaba este ano. Neste estado. Nesta disputa.
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Os democratas finalmente podem colocar o Texas em jogo?
Nenhum democrata vence uma eleição estadual no Texas desde 1994. Ainda assim, integrantes do partido acreditam que a candidatura de Paxton — marcada por controvérsias — oferece a melhor chance de vitória em anos. O apoio tardio de Trump ajudou Paxton a vencer com folga uma primária republicana de baixa participação. Mas ainda há dúvidas sobre o impacto desse respaldo em uma eleição geral, em meio à queda de popularidade do presidente, à impopularidade da guerra contra o Irã e à alta no preço dos combustíveis.
— Paxton não sabe ampliar seu apelo — afirmou Matt Mackowiak, assessor sênior de Cornyn. — Ele disputa eleições gerais como se fossem primárias.
O ex-deputado Beto O’Rourke, que quase derrotou o senador Ted Cruz em 2018, avalia que a força de Paxton entre republicanos mais ideológicos pode não se repetir em novembro, já que o procurador é “extremo demais e ligado demais a Trump, cuja popularidade continua caindo”. A avaliação é semelhante a do cantor texano Bobby Pulido, vencedor do Grammy Latino e candidato democrata ao Congresso, que também vê uma disputa competitiva.
— O Vale do Rio Grande tem eleitores conservadores que não são necessariamente MAGA — afirmou. — E Paxton é claramente um candidato MAGA.
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Na noite da eleição, Talarico tentou se aproximar dos eleitores moderados de Cornyn. Em uma publicação nas redes sociais, agradeceu ao senador pelo serviço prestado ao estado e afirmou que seus apoiadores “têm lugar” em sua campanha.
Disputa promete bater recordes de gastos
Depois da primária para o Senado mais cara da história recente dos EUA — com US$ 128 milhões em anúncios apenas na disputa republicana — os dois lados já se preparam para uma campanha que, segundo estrategistas, pode custar milhões de dólares adicionais.
Talarico arrecadou cerca de US$ 40,2 milhões entre setembro e março. Paxton, por outro lado, enfrentou dificuldades para atingir suas metas financeiras e ficou bem abaixo dos US$ 20 milhões que dizia precisar para derrotar Cornyn. Mesmo assim, venceu com facilidade.
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Republicanos aliados de Cornyn alertaram que a candidatura de Paxton obrigará o partido a investir milhões extras para defender uma cadeira antes considerada segura — desviando recursos de outras disputas competitivas pelo país.
Talarico tenta ampliar apoio entre eleitores negros
Os eleitores negros, base historicamente fiel aos democratas, apoiaram majoritariamente a deputada Jasmine Crockett nas primárias de março. Desde então, Talarico intensificou esforços para se aproximar desse eleitorado. Participou do funeral do reverendo Jesse Jackson em Chicago, encontrou-se com o ex-presidente Barack Obama em Austin, discursou na formatura da Paul Quinn College — faculdade historicamente negra em Dallas — e se reuniu com Opal Lee, ativista que liderou a campanha para tornar o Juneteenth um feriado federal.
Mesmo assim, Crockett avalia que Talarico tem priorizado republicanos moderados decepcionados com Trump e Paxton em detrimento de parte do eleitorado negro democrata.
— Ele está enfrentando dificuldades com alguns de nossos eleitores negros mais consistentes — afirmou. — Tenho muitas dúvidas de que eleitores negros que votam esporadicamente se sintam motivados, porque não estou convencida de que sejam um alvo. O alvo aparentemente tem sido os MAGA desiludidos.
Talarico também tem bagagem…
Nas últimas semanas, republicanos passaram a atacar Talarico como alguém culturalmente desconectado dos valores tradicionais do Texas. Vídeos divulgados em podcasts, redes sociais e veículos conservadores mostram declarações do democrata usando a história da concepção de Jesus Cristo para defender o direito ao aborto, dizendo que “Deus é não binário”, apoiando direitos transgênero e alertando sobre “homens brancos radicalizados”.
Um grupo ligado ao conservador Club for Growth lançou um anúncio classificando Talarico como um “esquisitão woke para o Senado”. Em seu discurso de vitória, Paxton também tentou criar apelidos para o rival, em um estilo semelhante ao de Trump, chamando Talarico de “Tofu Talarico” e “Jimmy James dos seis gêneros”.
A estratégia busca apresentar Talarico — que fez da fé um dos pilares da campanha — como liberal demais para um estado onde o eleitorado evangélico tem peso relevante. Assessores do democrata, por outro lado, afirmam que algumas falas estão sendo retiradas de contexto. O próprio Talarico disse continuar defendendo os princípios por trás das declarações, embora reconheça que hoje se expressaria de forma diferente.
… mas Paxton também
O histórico de Paxton já é amplamente conhecido no Texas. Ele foi indiciado por fraude financeira, sofreu impeachment, foi acusado de roubar uma caneta de US$ 1 mil e enfrenta um processo de divórcio movido pela esposa, que cita “motivos bíblicos”. Além disso, teve papel ativo na tentativa de reverter o resultado da eleição presidencial de 2020 vencida por Trump e discursou no ato de 6 de janeiro de 2021, antes da invasão do Capitólio.
Paxton e sua esposa, a senadora estadual Angela Paxton, iniciaram um processo de mediação para dissolver o casamento. O casal tentou manter o caso sob sigilo, mas voltou atrás após questionamentos de veículos de imprensa. Caso não haja acordo, o julgamento está marcado para o fim de junho. Uma exposição pública do fim do casamento durante a campanha eleitoral seria vista como um problema adicional para Paxton diante de Talarico, que construiu sua candidatura em torno de uma imagem de integridade e religiosidade.
Horas antes da vitória de Paxton nas primárias, Angela Paxton divulgou sua lista de apoios políticos. O marido, de quem está separada, não foi mencionado.
Enquanto equipes de negociadores de EUA e Irã seguem imersas em diálogos indiretos em busca de um acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio, o presidente americano, Donald Trump, convocou uma reunião de gabinete para esta quarta-feira, aumentando a expectativa de uma possível definição. A tensão entre os países escalou nos últimos dias, após novas ações militares americanas serem acusadas de violações ao cessar-fogo por parte de Teerã — cujas autoridades mantêm certo ceticismo sobre as negociações.
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A reunião de gabinete ocorre dias depois de Trump enviar sinais trocados sobre as negociações. Ainda no sábado, o presidente afirmou que “grande parte” de um acordo havia sido fechado com o Irã — com fontes citadas pela imprensa internacional se referindo a um memorando de 14 pontos que serviria de ponto de partida para outras fases de implementação, incluindo definições sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. A declaração do presidente atraiu críticas de republicanos e democratas, e forçou um recuo à maneira de Trump: que disse que os termos ainda não tinham sido finalizados e alertou que não iria “precipitar” um acordo, chamando os críticos de “perdedores”.
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Os sinais sobre as negociações não dissiparam as tensões bélicas. Os EUA atacaram entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça instalações iranianas, incluindo bases de lançamento de míssil e embarcações que acusaram como suspeitas de instalar minas navais. O Comando Central dos EUA (Centcom) classificou as medidas como “autodefesa”. A Guarda Revolucionária do Irã prometeu retaliar ações ofensivas.
— A possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo. As Forças Armadas estão em alerta, com os carregadores cheios — declarou Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha iraniana nesta quarta-feira, citado pela agência de notícias Tasnim. — Não duvidem de que transformaremos a área de Chabahar até Mahshahr em um cemitério para os agressores.
Em declarações à imprensa à margem de uma cúpula de segurança em Moscou, o vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri, afirmou que o governo em Teerã ainda não considera ter obtido qualquer acordo, citando particularmente o gargalo representado pelas divergências sobre Ormuz.
— Até que cheguemos a um acordo sobre todas as questões, consideramos que não chegamos a um acordo sobre nada — disse Bagheri, citado pela agência russa Ria Novosti.
Embora os EUA tenham anunciado que manteriam o bloqueio naval a portos iranianos até um acerto final entre as partes, Teerã afirma ter o controle da passagem vital para o mercado mundial de petróleo e gás. Autoridades da nação persa afirmaram que 25 navios cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, citando petroleiros e navios-cargueiros, que supostamente teriam aceitado coordenar a passagem com as forças iranianas. O país negocia diretamente com Omã uma nova estrutura para regular o trânsito de embarcações pela passagem.
A Guarda Revolucionária, porém, afirmou que embarcações de “países hostis” continuam proibidas de passar por Ormuz.
Em meio às trocas de ameaça entre EUA e Irã, não está claro como pontos centrais serão negociados. Em uma das disputas que excede a capacidade de decisão das duas partes, Teerã exige que a trégua entre ambos se estenda ao Líbano, onde Israel e Hezbollah travam combates no terreno — os aliados de Washington pressionam para que, em sentido contrário, seja garantida liberdade operacional contra o movimento aliado ao Irã.
Em uma nota divulgada nesta quarta-feira, o Ministério da Inteligência do Irã indicou que o objetivo dos EUA e de Israel continuava sendo derrubar a República Islâmica e desmembrar o país, em um sinal da extensão da desconfiança. A nota diz que “o inimigo agora persegue, por outros meios, o objetivo de derrubar e fragmentar o país. (Com AFP e NYT)
O chamado Conselho da Paz criado por Donald Trump para reconstruir Gaza e resolver conflitos está mergulhado em uma série de problemas legais e sua conta bancária tem saldo zero, apesar das promessas bilionárias de financiamento, segundo o jornal Financial Times (FT).
Criado em janeiro por Trump, que supostamente deverá dirigi-lo pessoalmente mesmo após deixar a Casa Branca, o Conselho não recebeu um único dólar, segundo o jornal britânico, que cita quatro fontes próximas ao processo.
Em vez de utilizar um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, declarou um porta-voz da iniciativa.
De acordo com o FT, “não existe nenhum mecanismo independente de transparência”.
Trump concebeu de forma discricionária o mecanismo para reconstruir Gaza, onde Israel e o Hamas concluíram em outubro um cessar-fogo sob pressão dos Estados Unidos.
Os países da União Europeia se distanciaram do fórum, que concede amplo espaço a parceiros históricos dos Estados Unidos no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em atrair sua atenção.
Dois presidentes sul-americanos, o argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, apoiaram com entusiasmo a iniciativa de Trump.
No entanto, o entusiasmo diminuiu quando veio à tona que um assento permanente no Conselho custava US$ 1 bilhão (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, por exemplo, descartou que seu país pagasse o valor exigido.
Até agora, há depósitos no valor de “zero dólar” na conta, afirmou uma fonte ao FT.
O jornal informou que pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do “Alto Representante” do Conselho, Nikolai Mladenov.
O Conselho da Paz “prestará contas sobre suas finanças” ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, “quando for considerado oportuno”, acrescentou a fonte da iniciativa.
Os Emirados Árabes Unidos destinaram US$ 100 milhões (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados.
Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em US$ 71,4 bilhões (R$ 402 bilhões) os recursos necessários para a reconstrução de Gaza nos próximos dez anos, segundo um estudo realizado em conjunto com o Banco Mundial.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, nessa terça-feira (26), projeto de lei da deputada Índia Armelau (PL) que prevê o uso, em ambientes públicos e privados, de banheiros e vestiários neutros para uso de pessoas trans, não binárias ou que não realizaram cirurgia de afirmação de gênero. A medida vale para hospitais, universidades, centros de convenções, terminais de transporte, espaços culturais, centros esportivos e shoppings do estado. 

O projeto segue agora para o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a medida.

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Durante a votação, a líder da bancada do PCdoB e primeira deputada trans da Casa, Dani Balbi, solicitou que a manifestação de cada parlamentar fosse nominal. A proposta foi aprovada por 29 votos favoráveis, 13 contrários e uma abstenção. Logo após a aprovação, Balbi encaminhou ofício ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, pedindo veto total à decisão.

Para a autora da proposta, deputada Índia Armelau, a criação de um terceiro banheiro busca proteger mulheres e crianças. A parlamentar afirma que pessoas trans devem ser respeitadas, mas argumenta que a proposta visa a garantir a segurança e o conforto nos banheiros femininos. “Eu aceito as pessoas trans, mas também preciso ser respeitada como mulher”, explicou.

De acordo com a iniciativa, os ambientes deverão contar com fraldário para crianças de até três anos, vaso sanitário infantil, lavatório adequado e acessibilidade para pessoas com deficiência (PCDs) ou com mobilidade reduzida. O texto também proíbe o acesso de crianças desacompanhadas e de pessoas cisgênero aos banheiros neutros. No entanto, instituições religiosas, como igrejas, seminários teológicos e unidades confessionais, ficam dispensadas da obrigação.

A medida determina ainda que os espaços tenham sinalização específica, inclusive em braille. O projeto define como banheiros e vestiários neutros aqueles destinados a pessoas cuja identidade de gênero não se enquadra nos espectros masculino e feminino ou que não tenham se submetido a procedimento cirúrgico de redesignação de gênero.

Multa

De acordo com o texto, a instalação e adequação dos banheiros deverão seguir requisitos técnicos, especialmente normas de acessibilidade e vigilância sanitária. Os estabelecimentos já em funcionamento terão prazo de 12 meses, após a publicação da lei, para fazer as adaptações necessárias.

O descumprimento poderá acarretar advertências, multas e até interdição do estabelecimento em caso de reincidência. As multas poderão começar em 1.100 UFIRs-RJ — cerca de R$ 5.456 — e dobrar em caso de nova infração.

Os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised), com aplicação em programas de conscientização sobre os direitos das pessoas trans não redesignadas e não binárias, além do atendimento a vítimas de violência motivada por identidade de gênero ou orientação sexual.

O texto também prevê a criação de um canal específico para recebimento de denúncias relacionadas ao descumprimento da norma e para prevenção de atos discriminatórios. Além disso, determina que o Poder Público promova campanhas educativas de combate à transfobia em espaços coletivos, incentivando a convivência respeitosa e inclusiva.

Na justificativa, Índia Armelau declara que o Brasil é um país conservador e sugeriu que o Estado possa auxiliar financeiramente na implementação da medida em grandes espaços públicos. Segundo ela, o estado do Rio estaria sendo pioneiro ao discutir o tema.

Contraponto

A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) criticou a aprovação do projeto que institui banheiros e vestiários “neutros” no estado, o que pode criar restrições relacionadas ao uso por pessoas trans. A parlamentar já encaminhou ofício ao governador Ricardo Couto pedindo veto integral à proposta.

Para Dani Balbi, a proposta é “claramente inconstitucional” e representa mais um capítulo na tentativa de institucionalizar a segregação e a transfobia no espaço público. A deputada propôs uma emenda que veta os estabelecimentos que têm banheiros e vestiários neutros de proibir que pessoas trans e não binárias se utilizem dos locais correspondentes à sua identidade de gênero.

Caso essa e outras adequações não sejam aceitas, ela afirmou que vai adotar todas as medidas jurídicas cabíveis para derrubar a lei. A parlamentar lembrou que já atua judicialmente contra legislações semelhantes aprovadas em municípios fluminenses, como Petrópolis e Campos dos Goytacazes.

No caso de Petrópolis, a norma municipal que restringia o uso de banheiros conforme o chamado “sexo biológico” teve seus efeitos suspensos por medida cautelar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após ação apresentada pela parlamentar em conjunto com lideranças políticas locais.

Segundo Balbi, o projeto aprovado na Alerj viola princípios constitucionais básicos, como a dignidade da pessoa humana, a igualdade, a privacidade e o direito à identidade de gênero.

“A possibilidade de transformar banheiros e vestiários em instrumentos de segregação é cruel, inconstitucional e incompatível com a realidade. Pessoas trans existem, trabalham, estudam e circulam pela cidade todos os dias. O espaço público não pode ser organizado pelo ódio e pela exclusão”, afirmou.

Para a parlamentar, propostas desse tipo podem expor pessoas trans a situações de constrangimento, violência e adoecimento físico e psicológico, além de confrontarem entendimentos já consolidados pelo STF sobre identidade de gênero e combate à discriminação.

“Vamos reagir no campo político e jurídico. O Rio de Janeiro não pode retroceder para uma lógica de segregação que nega direitos fundamentais e coloca vidas em risco”, acrescentou Dani Balbi.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consolidou seu poder sobre o Partido Republicano com a vitória de seu candidato, o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, no segundo turno das primárias partidárias para o Senado. Paxton derrotou o senador John Cornyn com mais de 60% dos votos, informaram veículos americanos na noite de terça-feira.
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A vitória de Paxton, anunciada pela Fox News e pela CNN após o fechamento das urnas, evidenciou o poder de Trump de impulsionar e destruir carreiras de republicanos — mesmo em meio a sinais de rebelião de congressistas por causa da guerra contra o Irã, do projeto do salão de baile da Casa Branca e do fundo para recompensar seus aliados.
Cornyn, de 74 anos e senador desde 2002, era inicialmente o favorito, mas o apoio tardio de Trump a Paxton transformou a disputa. O resultado expôs mais uma vez a tensão entre os republicanos antes das eleições de meio de mandato de novembro: o apoio de Trump pode ser decisivo em uma primária, mas também pode deixar candidatos mais vulneráveis depois.
Paxton, de 63, enfrentou escândalos legais, éticos e pessoais, incluindo um processo de impeachment em 2023 na Câmara dos Representantes do Texas, acusações de suborno e um divórcio conturbado. O Senado estadual concluiu que ele era inocente no julgamento político. Durante uma festa após a eleição na noite de terça-feira, Paxton agradeceu a Trump:
— Quando todos em Washington disseram para ele me abandonar e abandonar o povo do Texas, ele não deu ouvidos — afirmou, classificando o apoio de Trump como “a força mais poderosa da política”.
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Cornyn representava a ala institucional do partido, mantendo vínculos com doadores e dirigentes republicanos em Washington. Trump, no entanto, elogiou Paxton na Truth Social e classificou Cornyn como desleal por não defender suas prioridades. Cornyn respondeu que o rival facilitaria ataques democratas na eleição geral.
O vencedor enfrentará o democrata James Talarico, deputado estadual e figura emergente em nível nacional, que afirma que ambos os republicanos representam um sistema político falido. A derrota de Cornyn amplia a lista de republicanos punidos após se afastarem de Trump, segundo precedentes recentes, incluindo legisladores federais e estaduais.
Em seu discurso de concessão da derrota, Cornyn citou as escrituras ao dizer que “combati o bom combate, terminei a corrida e mantive a fé”.
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Em uma publicação no X, Talarico agradeceu a Cornyn: “Não concordamos em tudo, mas ambos ainda acreditamos no serviço público”, disse. “Aos apoiadores do senador Cornyn: há lugar para vocês em nossa campanha.”
Embora os republicanos partam como favoritos no Texas — onde Trump venceu por quase 14 pontos em 2024 —, os democratas acreditam ter chances contra Paxton.
O movimento libanês Hezbollah afirmou nesta quarta-feira que combatentes entraram em confronto com soldados de Israel a norte do rio Litani, em uma zona além do limite estabelecido pelos próprios militares do Estado judeu como área operacional. O Exército israelense intensificou os ataques contra o Líbano em um momento em que negociadores de EUA e Irã discutem se a frente de guerra deve ser incluída em um acordo para encerrar o conflito regional que bloqueia o Estreito de Ormuz — algo que a liderança israelense rejeita, tentando desvincular as duas questões.
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, instruiu na terça-feira que os militares expandissem as operações para além da zona-tampão estabelecida no sul do Líbano. Inicialmente, o Estado judeu anunciou como objetivo tornar toda a área entre a fronteira e o rio Litani (a cerca de 30 Km, em média) em zona livre do Hezbollah. O corpo d’água é um marco tradicional nos acordos envolvendo Líbano, Israel e Hezbollah, tendo sido usado, em acordos anteriores, para estabelecer zonas de atuação da ONU, áreas sem atividade militar e etc.
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A al-Manar TV, emissora pertencente ao movimento libanês, transmitiu um comunicado do grupo sobre confrontos “à queima-roupa” com as tropas israelenses na cidade de Zawtar al-Sharqiyah, a cerca de um quilômetro e meio ao norte do rio.
As Forças Armadas do Estado judeu também promoveram novos bombardeios contra o sul de Israel, com um novo alerta de retirada sendo emitido para a população civil em Nabatieh, uma das maiores zonas urbanas do sul do país. A instrução foi para que os civis se deslocassem para norte do rio Zahrani. Um dia antes, os militares afirmaram ter atacado mais de 100 alvos do Hezbollah, incluindo centros de comando e depósitos de armas. O Ministério da Saúde libanês indicou que 31 pessoas morreram, incluindo quatro menores de idade.
Fontes militares israelenses ouvidas em condição de anonimato pelo New York Times afirmaram que as tropas estavam operando à frente da “linha de defesa avançada”, referindo-se a área ocupada por Israel desde a retomada do conflito neste ano. Ainda na terça, Netanyahu havia dito que um grande contingente havia sido mobilizado para capturar território adicional no país.
Questão iraniana
A frente de guerra no Líbano é encarada por Israel como uma extensão dos combates iniciados em 7 de outubro de 2023, quando o grupo terrorista Hamas atacou a partir da Faixa de Gaza. Em meio à resposta no enclave, que estimativas apontam ter matado cerca de 75 mil pessoas, deslocado quase toda a população e dizimado a infraestrutura do território, o governo Netanyahu prometeu acabar com a ameaça do “Eixo da Resistência”, uma aliança de movimentos armados sob influência do Irã, do qual o Hezbollah faz parte.
No atual momento do conflito, porém, o governo israelense tem atuado para desvincular as questões que envolvem as diferentes frentes de guerra. Em meio às negociações entre EUA e Irã para firmar um acordo decisivo de paz, que reabra o Estreito de Ormuz e encerre as hostilidades, o Estado judeu pediu a Washington que não aceitasse a exigência de Teerã de incluir o Líbano no cessar-fogo.
Fontes informadas sobre as negociações, ouvidas pelo jornal americano Wall Street Journal afirmaram que o governo israelense pressiona para que os EUA incluam no acordo a liberdade de operação no Líbano — o oposto da demanda iraniana, que pleiteia um cessar-fogo regional. (Com NYT e AFP)
O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo em que aparece segurando duas cobras com as mãos nuas na Flórida. As imagens mostram Kennedy recolhendo os animais no quintal da casa de praia do médico Mehmet Oz, atualmente responsável pelos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid, ligados ao departamento comandado por ele.
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Na gravação, publicada na terça-feira, Kennedy aparece descalço enquanto se aproxima dos répteis rastejando pelo chão. Em seguida, ele se agacha e segura as cobras diante da câmera, sorrindo, mesmo quando os animais parecem mordê-lo. Na legenda, o secretário escreveu: “Cheryl incentiva a remoção de um par de Black Racers do pátio do Dr. Oz”, em referência à esposa, a atriz Cheryl Hines. Durante o vídeo, é possível ouvir uma mulher dizendo: “Bobby, por favor”.
Assista:
Secretário de Saúde dos EUA, Kennedy Jr., publica vídeo capturando cobras
Autoridades fazem alerta após repercussão
Após a repercussão do caso, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida reforçou orientações para que moradores mantenham distância de serpentes, especialmente durante a primavera, período em que elas ficam mais ativas.
“Mantenha distância das cobras e admire-as de longe”, publicou a agência em uma rede social.
“Resista à tentação de pegá-la. Mesmo nossas cobras não venenosas podem dar uma mordida dolorosa”, acrescentou o órgão.
Segundo o Serviço Nacional de Parques dos EUA, as chamadas “black racers” não são venenosas e costumam ser inofensivas para humanos quando não são perturbadas.
O episódio soma-se a outros relatos envolvendo Kennedy e animais. Em abril, durante uma audiência no Capitólio, a deputada democrata Adelita Grijalva questionou o secretário sobre reportagens que afirmavam que ele teria mutilado um guaxinim atropelado para estudá-lo posteriormente.
— Eu estava lendo um artigo esta manhã que falava sobre sua inclinação para realizar suas próprias pesquisas médicas — afirmou a parlamentar durante a sessão.
Kennedy também já enfrentou críticas de ambientalistas após alegações de que teria decapitado uma baleia morta encontrada em uma praia usando uma motosserra, para transportar parte do animal no teto de seu veículo.

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