Em meio a disputa por inclusão em cessar-fogo: Israel e Hezbollah entram em confronto além de zona no sul do Líbano
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A reunião de gabinete ocorre dias depois de Trump enviar sinais trocados sobre as negociações. Ainda no sábado, o presidente afirmou que “grande parte” de um acordo havia sido fechado com o Irã — com fontes citadas pela imprensa internacional se referindo a um memorando de 14 pontos que serviria de ponto de partida para outras fases de implementação, incluindo definições sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. A declaração do presidente atraiu críticas de republicanos e democratas, e forçou um recuo à maneira de Trump: que disse que os termos ainda não tinham sido finalizados e alertou que não iria “precipitar” um acordo, chamando os críticos de “perdedores”.
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Os sinais sobre as negociações não dissiparam as tensões bélicas. Os EUA atacaram entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça instalações iranianas, incluindo bases de lançamento de míssil e embarcações que acusaram como suspeitas de instalar minas navais. O Comando Central dos EUA (Centcom) classificou as medidas como “autodefesa”. A Guarda Revolucionária do Irã prometeu retaliar ações ofensivas.
— A possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo. As Forças Armadas estão em alerta, com os carregadores cheios — declarou Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha iraniana nesta quarta-feira, citado pela agência de notícias Tasnim. — Não duvidem de que transformaremos a área de Chabahar até Mahshahr em um cemitério para os agressores.
Em declarações à imprensa à margem de uma cúpula de segurança em Moscou, o vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri, afirmou que o governo em Teerã ainda não considera ter obtido qualquer acordo, citando particularmente o gargalo representado pelas divergências sobre Ormuz.
— Até que cheguemos a um acordo sobre todas as questões, consideramos que não chegamos a um acordo sobre nada — disse Bagheri, citado pela agência russa Ria Novosti.
Embora os EUA tenham anunciado que manteriam o bloqueio naval a portos iranianos até um acerto final entre as partes, Teerã afirma ter o controle da passagem vital para o mercado mundial de petróleo e gás. Autoridades da nação persa afirmaram que 25 navios cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, citando petroleiros e navios-cargueiros, que supostamente teriam aceitado coordenar a passagem com as forças iranianas. O país negocia diretamente com Omã uma nova estrutura para regular o trânsito de embarcações pela passagem.
A Guarda Revolucionária, porém, afirmou que embarcações de “países hostis” continuam proibidas de passar por Ormuz.
Em meio às trocas de ameaça entre EUA e Irã, não está claro como pontos centrais serão negociados. Em uma das disputas que excede a capacidade de decisão das duas partes, Teerã exige que a trégua entre ambos se estenda ao Líbano, onde Israel e Hezbollah travam combates no terreno — os aliados de Washington pressionam para que, em sentido contrário, seja garantida liberdade operacional contra o movimento aliado ao Irã.
Em uma nota divulgada nesta quarta-feira, o Ministério da Inteligência do Irã indicou que o objetivo dos EUA e de Israel continuava sendo derrubar a República Islâmica e desmembrar o país, em um sinal da extensão da desconfiança. A nota diz que “o inimigo agora persegue, por outros meios, o objetivo de derrubar e fragmentar o país. (Com AFP e NYT)









