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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira sua intenção de construir um calçadão com seu nome perto do Lincoln Memorial, um marco icônico da capital americana, Washington.
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Trump afirmou que a passarela ligaria o imponente monumento de mármore branco, construído em homenagem ao presidente Abraham Lincoln, ao Rio Potomac.
— Eles querem chamá-lo de Calçada Trump — disse o presidente a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, outro prédio histórico da cidade que tem sido alvo das investidas de revitalização do presidente republicano.
Desde que retornou ao poder, o bilionário tem tentado deixar sua marca em Washington, mas seus projetos de renovação têm sido alvo de uma série de contestações judiciais.
Na última sexta-feira, ele anunciou que abrirá mão da gestão do Kennedy Center após uma decisão judicial ordenar a retirada de seu nome da tradicional instituição cultural de Washington. O juiz também determinou a suspensão, até nova ordem, do fechamento do centro por dois anos para a realização de reformas.
Após assumir o comando do Kennedy Center, o republicano acrescentou seu nome à instituição por decisão do conselho de administração, dominado por seus aliados. O centro de artes cênicas, localizado no coração de Washington, foi batizado em homenagem ao ex-presidente democrata assassinado John F. Kennedy.
Em dezembro, o conselho de administração alterou o nome da instituição para “Trump Kennedy Center”. Pouco depois, o nome do republicano foi adicionado à fachada do edifício em letras douradas posicionadas acima do nome de Kennedy.
A sentença estabelece que apenas o Congresso tem autoridade para alterar o nome do centro. Além disso, a decisão concedeu ao governo republicano um prazo de 14 dias para retirar o nome de Trump da fachada.
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A menos de três meses da celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, e em meio ao conflito com o Irã, Trump tenta colocar sua marca sobre alguns dos símbolos mais reconhecíveis do país. O presidente americano já terá sua imagem em passaportes comemorativos, sua assinatura em futuras cédulas de dólar e seu governo disputa, ao mesmo tempo, arquivos presidenciais, monumentos em Washington e a moldura política da festa nacional.

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As autoridades do estado de Veracruz, no México, investigam o sequestro da jornalista Roxana Guzmán Ramírez, na última terça-feira (2), e realizam buscas para localizar seu paradeiro. O caso mobilizou entidades de defesa da liberdade de expressão, que exigem uma resposta rápida das forças de segurança e o esclarecimento do desaparecimento.
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Segundo o jornal mexicano El Universal, Roxana foi levada por homens armados que invadiram sua residência no município de Nanchital. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que os criminosos entram no imóvel antes de retirar a jornalista à força.
Diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, Roxana é conhecida pela cobertura de temas de interesse local na região de Veracruz. O veículo publica informações sobre segurança pública, meio ambiente, cultura, esportes, denúncias da população e casos de pessoas desaparecidas. A página mantida pela jornalista reúne cerca de 21 mil seguidores no Facebook.
O desaparecimento gerou reações de organizações ligadas à proteção de jornalistas. Entidades como a Artigo 19, a Aliança de Meios MX e a Associação Mexicana de Jornalistas Deslocados e Agredidos manifestaram preocupação com o caso e cobraram das autoridades mexicanas ações para encontrar a profissional.
De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras, Roxana já havia solicitado proteção à Comissão Estadual de Atenção e Proteção aos Jornalistas de Veracruz após denunciar suposto assédio por parte de um funcionário público da região.
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A jornalista também enfrentou episódios de violência anteriormente. Em 2017, seu companheiro, Carlos Fernández Escalante, foi assassinado. Após o crime, ela deixou Veracruz por alguns anos, retornando posteriormente a Nanchital.
Segundo a mídia local, Fernández Escalante, conhecido como “El loco”, sobreviveu a outro ataque em 2015 e, três anos antes, havia sido preso por militares do Exército por posse de armas de fogo e drogas.
A Procuradoria-Geral de Justiça de Veracruz informou que abriu uma investigação para esclarecer o sequestro. O governo estadual afirmou que agentes de segurança estão mobilizados em operações de busca para localizar Roxana Guzmán e identificar os responsáveis pelo crime.
Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre o paradeiro da jornalista nem detalhes sobre a motivação do sequestro.
O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou, nesta quinta-feira, sanções econômicas contra o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, sua esposa e membros da família Castro, em meio à contínua pressão econômica sobre a ilha. Díaz-Canel já havia sido sancionado em julho do ano passado, devido à repressão dos protestos cidadãos de 2021.
Esta nova onda de sanções acrescenta Alejandro Castro Espín, filho do histórico líder revolucionário Raúl Castro, ao seu neto, Raúl Alejandro Castro, e ao enteado do presidente, Manuel Anido Cuesta.
Em atualização.
O controle do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seu partido será posto à prova nesta quinta-feira no Congresso, em uma série de votações que evidenciam as divisões internas do Partido Republicano. O Senado iniciou uma maratona legislativa para debater um projeto de lei que destina quase US$ 70 bilhões (R$ 354 bilhões) ao longo de três anos para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e para a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).
Contexto: Republicanos marcam reunião sobre fundo de US$ 1,8 bilhão de Trump para indenizar aliados após decisão judicial suspender operação
Entenda: Juíza dos EUA bloqueia temporariamente fundo bilionário de Trump para indenizar aliados políticos
Os democratas, que criticam as ações dessas duas agências desde o retorno de Trump ao poder em janeiro de 2025, opõem-se veementemente a este projeto e planejam propor uma série de emendas para enfraquecê-lo. Embora o financiamento do ICE e do CBP geralmente goze do consenso da direita, o mesmo não se pode dizer de outras seções do texto, acrescentadas a pedido da Casa Branca.
Entre as questões em debate está o fundo “anti-instrumentalização” proposto, avaliado em aproximadamente US$ 1,8 bilhão (R$ 9 bilhões na cotação atual), que o governo afirma ter como objetivo indenizar indivíduos considerados vítimas do sistema judiciário. Os republicanos derrotaram uma tentativa inicial dos democratas de impedir a criação do fundo nesta quinta-feira, embora espera-se que haja mais tentativas de adicionar tal medida ao projeto de lei de repressão à imigração do partido.
A oposição democrata denuncia a proposta como uma “caixa-preta” que poderia beneficiar os apoiadores de Trump que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Diversos legisladores republicanos também expressaram sua oposição a esse fundo, incluindo os senadores Mitch McConnell, o ex-líder da maioria, Thom Tillis, e Lisa Murkowski.
Veja: Com rara oposição republicana, Trump sofre revés no Senado em meio a críticas por fundo de US$ 1,8 bilhão
Do outro lado do Capitólio, na Câmara dos Representantes (equivalente à dos Deputados no Brasil), os legisladores planejam votar nesta quinta-feira um pacote de ajuda militar de US$ 8 bilhões (R$ 40 bilhões) para a Ucrânia, justamente quando o governo Trump reduziu consideravelmente o apoio a Kiev conquistado por seu antecessor democrata, Joe Biden.
Caso as emendas relativas ao fundo “anti-instrumentalização” e ao texto sobre a Ucrânia sejam aprovadas, representarão um novo revés para Trump no Congresso.
Na quarta-feira, a Câmara dos Representantes aprovou uma resolução que ordena o fim da guerra contra o Irã — uma medida em grande parte simbólica — graças aos votos de quatro parlamentares republicanos. O Senado poderá seguir o mesmo caminho nos próximos dias.
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Inicialmente, o projeto de lei relativo ao ICE e ao CBP também previa US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) para o Serviço Secreto, a agência responsável pela proteção de figuras políticas nos Estados Unidos. Os fundos seriam utilizados para infraestrutura de segurança relacionada ao projeto do salão de baile da Casa Branca promovido por Trump.
No entanto, diante da oposição de vários senadores republicanos, que rejeitam o uso de fundos públicos para esse fim, o projeto de lei deixou de incluir esse bilhão de dólares.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs nesta quinta-feira um encontro presencial com Vladimir Putin em uma rara carta aberta ao líder russo, afirmando também estar pronto para um “cessar-fogo total”.
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“A Ucrânia propõe o fim desta guerra por meio de um diálogo direto entre nós e você. Proponho um encontro”, disse Zelensky na carta. “A Ucrânia está pronta para um cessar-fogo total durante o período de negociações”.
O governo colombiano retirou nesta quinta-feira sua proposta de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para consagrar reformas sociais e anticorrupção na Constituição, após a derrota da esquerda no primeiro turno da eleição presidencial.
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O presidente, Gustavo Petro, havia defendido veementemente a Assembleia Constituinte como forma de contornar a obstrução do Congresso às suas reformas sociais e econômicas. A proposta foi duramente criticada pela oposição, que o acusou de querer emendar a Constituição para permitir e buscar a reeleição.
“O resultado refletido nas recentes eleições (…) não permite a convocação da Assembleia Constituinte”, escreveu Petro, o primeiro presidente de esquerda da história do país, em sua conta no X.
A decisão ocorre em meio à campanha presidencial, após o protegido político de Petro, o popular senador Iván Cepeda, ter perdido por uma pequena margem para o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella no primeiro turno. Os dois se enfrentarão no segundo turno das eleições em 21 de junho, no qual De la Espriella lidera as pesquisas.
O resultado “deixou a porta aberta para um retorno aos métodos do fascismo violento (…). Apoio a decisão tomada pelo comitê cidadão da Assembleia Nacional Constituinte de suspender o processo de coleta de assinaturas”, acrescentou Petro, que está legalmente impedido de concorrer à reeleição.
A surpreendente vitória da extrema direita no primeiro turno do pleito ocorre em meio à pior onda de violência no país na última década e com crescente pressão fiscal devido aos altos gastos do governo de esquerda.
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Petro deixará o cargo em 7 de agosto, após quatro anos no poder marcados por investimentos significativos em programas sociais e o maior aumento do salário mínimo, medidas populares entre a classe trabalhadora.
O esquerdista prometeu durante sua campanha que não modificaria a Constituição de 1991, mas mudou de ideia e começou a coletar assinaturas em maio. As reformas propostas focaram em questões sociais, econômicas e ambientais, bem como naquelas relacionadas à implementação da paz no país, marcado por décadas de conflito.
Senadores republicanos derrotaram nesta quinta-feira uma tentativa inicial dos democratas de impedir o presidente dos EUA, Donald Trump, de criar um fundo para indenizar seus aliados políticos, embora novas propostas para incluir tal medida no projeto de lei de imigração do partido fossem esperadas ainda hoje, podendo atrair o apoio dos democratas.
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A primeira votação foi sobre uma moção do senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria, para devolver o projeto de lei à comissão e adicionar uma proibição à criação do fundo. A moção foi rejeitada por 50 votos a 49, com três republicanos que buscam a reeleição — os senadores Susan Collins, do Maine, Jon Husted, de Ohio, e Dan Sullivan, do Alasca — juntando-se aos democratas em apoio à proposta.
Embora o Departamento de Justiça tenha declarado que não dará mais prosseguimento ao plano de Trump de criar um fundo de US$ 1,8 bilhão (R$ 9 bilhões) para pagar pessoas que ele alega terem sido vítimas do governo, a emenda foi uma tentativa dos democratas de forçar os republicanos a votarem sobre o assunto, o que seria politicamente doloroso.
— Os Estados Unidos nunca viram um caso de corrupção tão flagrante quanto o fundo secreto de Donald Trump — destacou Schumer ao apresentar sua moção.
Mas isso também ofereceu uma oportunidade para os senadores republicanos que expressaram preocupação com o fundo obterem garantias dos líderes do Partido Republicano sobre emendas que poderiam apresentar para acabar de vez com a ideia. Entre eles estão os senadores John Cornyn, do Texas, Bill Cassidy, da Louisiana, Lisa Murkowski, do Alasca, e Thom Tillis, da Carolina do Norte.
Todos eles sugeriram que o Congresso deveria agir decisivamente para bloquear o fundo, mesmo depois de Todd Blanche, o procurador-geral interino, ter declarado sob juramento à Câmara esta semana que o fundo estava morto permanentemente.
O Senado ficou paralisado por horas durante a votação, enquanto os republicanos se aglomeravam no plenário em discussões acaloradas sobre como abordar a questão. Collins votou “sim” logo no início, após se reunir no plenário do Senado com os líderes republicanos. Mas Cassidy, Husted e Sullivan adiaram seus votos por horas. Mais tarde, Cassidy disse a repórteres que estava aguardando o melhor acordo possível.
— Eu só queria otimizar as chances de sucesso — declarou ele após votar contra a medida.
Tillis, que também votou contra, disse a repórteres que ele e outros republicanos estavam trabalhando em diversas propostas que “liberariam o fundo” sem comprometer o projeto de lei.
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O impasse foi exatamente o que Schumer havia previsto por dias, ao ameaçar usar o projeto de lei de imigração para pressionar os republicanos em relação ao fundo, ao salão de baile de Trump na Casa Branca e a uma série de outros aspectos impopulares de sua agenda.
Os democratas apresentaram sua proposta como uma votação para forçar cada republicano a responder a uma pergunta básica: eles defendiam ajudar as famílias americanas que sofrem com a crise de acessibilidade a moradia ou apoiavam a corrupção do presidente?
— Os republicanos estão confiando na palavra de Todd Blanche, que construiu sua carreira mentindo, de que o governo simplesmente vai acabar com esse fundo secreto — disse Schumer.
Os republicanos, por sua vez, disseram que o foco no fundo bilionário — que se tornou um grande obstáculo para a aprovação de seu projeto de lei de imigração de US$ 70 bilhões (R$ 354 bilhões), embora a medida seja omissa sobre o assunto — era uma tentativa dos democratas de desviar a atenção de sua oposição ao financiamento do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e da Patrulha da Fronteira.
O senador John Thune, republicano da Dakota do Sul e líder da maioria, discursou na manhã de quinta-feira para tentar manter o foco no projeto de lei de imigração, que deveria ser um ponto de união para o partido. Esperava-se que o Senado votasse o projeto ainda na quinta-feira.
— Estamos aqui hoje somente porque os democratas se recusam a destinar um único dólar para nossas fronteiras e para a aplicação da lei de imigração — afirmou Thune.
Os republicanos estão usando um processo orçamentário especial para aprovar sua medida de imigração no Senado sem sofrer obstrução, o que significa que podem obtê-la sem um único voto democrata.
Mas antes da votação final, eles enfrentaram uma maratona de votações que durou horas e que deve incluir mais votações sobre o fundo, um acordo com a Receita Federal que protege Trump, seus negócios e sua família de auditorias, seu salão de baile na Casa Branca e outras questões nas quais os democratas tentarão colocar os republicanos em uma situação delicada politicamente a poucos meses das eleições legislativas.
Uma juíza proibiu o candidato de ultradireita à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, de utilizar a camisa da seleção colombiana de futebol como “símbolo” de seu partido político, após reclamações da esquerda em plena campanha para o segundo turno.
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Iván Cepeda, candidato de esquerda e herdeiro político do presidente colombiano, Gustavo Petro, acusou na segunda-feira (1) o ultradireitista de “roubar” e se apropriar da camisa.
O segundo turno entre os dois candidatos será realizado em 21 de junho, depois que De la Espriella venceu o primeiro turno.
O excêntrico advogado de 47 anos, favorito para a presidência segundo as pesquisas, costuma usar a camisa da seleção nacional em eventos públicos a poucos dias da Copa do Mundo na América do Norte, que começa em 11 de junho.
Determina-se a “cessação imediata e definitiva” do uso da camisa “como símbolo identificador de seu partido político, de sua campanha ou de sua imagem pessoal em espaços públicos ou em qualquer meio”, diz a decisão de um juiz de Bogotá.
Alguns dos milhões de seguidores do político conhecido como “El Tigre” usam a camisa com a cabeça do animal estampada e a acompanham com sua característica saudação militar nos comícios.
Na Colômbia, milhares de cidadãos também saem às ruas com a camisa tricolor em apoio à seleção e com entusiasmo diante do iminente início do torneio de futebol mais importante do mundo.
A politização do símbolo nacional gerou desconforto entre os seguidores da esquerda e foi aplaudida pela extrema direita, que vê o uso da camisa como um ato de “patriotismo”.
A Colômbia disputará sua primeira partida na Copa do Mundo em 17 de junho contra o Uzbequistão.
Quatro petroleiros de bandeira iraniana cruzaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira com cargas, um evento sem precedentes desde meados de abril e a implementação do bloqueio americano aos portos iranianos, de acordo com dados da empresa de rastreamento marítimo Kpler, divulgados nesta quinta-feira. A Kpler detectou a passagem dos navios Hilda I, Amber, Silvia I e Happiness I, que transportavam um total de 7 milhões de barris de petróleo.
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Todos as embarcações carregaram suas mercadorias em meados de abril na Ilha de Kharg, o principal terminal petrolífero do país, por onde normalmente passa 90% do petróleo da República Islâmica. Os navios cruzaram o estreito na segunda-feira com seus transponders AIS desligados.
A Kpler utiliza principalmente imagens de satélite para rastrear embarcações que transportam matérias-primas. Os quatro navios são petroleiros que transportam frequentemente petróleo iraniano para uma área offshore na costa da Malásia e de Singapura, onde é transferido em alto-mar para outros petroleiros que completam a viagem até o cliente final, geralmente chinês.
Teerã adotou essa prática ao longo do tempo para contornar as sanções internacionais contra sua commodity. Inicialmente, os quatro petroleiros rastreados mantiveram suas operações apesar do conflito. Mas suspenderam as atividades em 13 de abril, quando Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Islâmica.
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Três petroleiros ligados ao Irã já haviam desafiado o bloqueio em 15 de abril, segundo Kpler. No entanto, nenhum tentou fazê-lo desde então. Apesar de o Exército dos Estados Unidos anunciar regularmente ações contra petroleiros que tentam violar o bloqueio.
Quatro trabalhadores rurais imigrantes morreram queimados vivos dentro de uma van na região da Calábria, no sul da Itália, em um crime que chocou o país e reacendeu as discussões sobre a exploração de mão de obra estrangeira no campo. O ataque ocorreu na segunda-feira (1), na área de serviço da cidade de Amendolara, às margens da rodovia estatal 106, conhecida como Jônica. Dois cidadãos paquistaneses foram detidos menos de 24 horas depois, acusados dos homicídios, segundo o jornal italiano Corriere della Sera.
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As vítimas eram três afegãos e um paquistanês que trabalhavam na agricultura da região. Um quinto ocupante do veículo conseguiu escapar com queimaduras e sobreviveu. Segundo relatos divulgados pela imprensa italiana, ele afirmou que os suspeitos forneciam apenas alimentação e moradia aos trabalhadores, sem efetuar os pagamentos devidos.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela investigação mostram dois homens bloqueando as portas do veículo pelo lado de fora enquanto um líquido inflamável era lançado pela parte traseira do automóvel. Em seguida, o carro foi incendiado. As gravações foram decisivas para a prisão dos suspeitos.
De acordo com o site Euronews, os detidos foram identificados como Safeer Ahmed e Ali Raza, ambos de 31 anos. Eles respondem por homicídio múltiplo com diversos agravantes.
O único sobrevivente do ataque, Taj Mohammad Alamyar, cidadão afegão
Reprodução / Mattina News
O sobrevivente relatou às autoridades que os trabalhadores eram submetidos a condições de exploração e intimidação. Em entrevistas reproduzidas pela imprensa europeia, ele afirmou que os migrantes eram ameaçados e trabalhavam sem receber salários, situação que teria provocado conflitos com os suspeitos. Segundo o jornal The Independent, as vítimas teriam discutido sobre salários atrasados, já que não recebiam pagamento desde 20 de abril pelo trabalho de colheita de frutas.
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A primeira ministra Giorgia Meloni, que se posiciona por regras mais rigorosas para a migração na Europa, foi às redes sociais para se solidarizar com as famílias.
“O horrível assassinato dos quatro trabalhadores rurais na Calábria chocou a todos nós. A notícia das primeiras detenções, tornadas possíveis também graças aos elementos prontamente coletados pelos investigadores por meio do sistema de videovigilância da área onde os fatos ocorreram, representa um passo importante em direção ao esclarecimento da verdade e das responsabilidades. Meu pensamento vai às vítimas e aos seus familiares. A Itália não recua diante da violência e da barbárie: é fundamental lançar plena luz sobre esse terrível crime e levar todos os responsáveis à justiça”, escreveu ela.
O caso também voltou a colocar em evidência o chamado caporalato, sistema ilegal de recrutamento de mão de obra amplamente associado à exploração de trabalhadores rurais na Itália. Segundo dados citados pela Euronews, ao menos 230 mil trabalhadores agrícolas no país sofrem algum tipo de exploração laboral, o equivalente a cerca de um em cada quatro empregados do setor.
Imagens de câmeras de segurança mostram momento em que os imigrantes foram atacados na Itália
Reprodução / Mattina News
Os resultados das primárias realizadas na última terça-feira em seis estados americanos, com apuração lenta e ainda em curso no maior deles, a Califórnia, oferecem pistas importantes para as eleições de meio de mandato, daqui a cinco meses. Nas prévias do Partido Democrata prevaleceu o pragmatismo. Já nas do Partido Republicano, registrou-se a primeira vitória, em nove anos, de um candidato para cargo majoritário sem apoio do cada vez mais impopular Donald Trump. Em novembro estará em jogo o controle do Congresso e o fôlego da guinada à extrema direita no país do Trump 2.0, com o início extraoficial da corrida para a Casa Branca em 2028. As consultas internas desta semana ocorreram ainda em Nova Jersey, Novo México, Iowa, Montana e Dakota do Sul. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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