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O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã entrou em vigor nesta segunda-feira, após o prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para restringir o acesso marítimo a portos iranianos terminar às 11h (no horário de Brasília). A medida foi acompanhada por ameaças diretas do presidente americano, que afirmou que embarcações militares iranianas que se aproximarem da área serão “imediatamente eliminadas”.
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“Aviso: se qualquer um desses navios chegar perto do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO”, escreveu Trump em publicação nas redes sociais pouco depois do horário previsto para o início do bloqueio. Em outra mensagem, acrescentou que os EUA utilizariam “o mesmo sistema de morte” empregado contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no mar, classificando-o como “rápido e brutal”.
Segundo Trump, a Marinha iraniana já teria sido amplamente destruída. O líder americano afirmou que 158 navios foram “completamente obliterados”, ressaltando que o que ainda não foi atingido foi “o pequeno número do que eles chamam de ‘navios de ataque rápido’, porque não os considerávamos uma grande ameaça”, escreveu.
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O bloqueio do tráfego marítimo foi anunciado pelo republicano no domingo, após negociações entre EUA e Irã no Paquistão encerrarem sem acordo. As conversas haviam buscado estender um cessar-fogo frágil entre os dois países, em meio a um conflito de seis semanas que já deixou milhares de mortos na região. O impasse envolveu, entre outros pontos, o futuro do programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz.
O centro United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), afiliado à Marinha Real britânica, informou que as restrições marítimas estavam sendo aplicadas a embarcações de qualquer bandeira que operem com portos iranianos, terminais de petróleo ou instalações costeiras. Segundo o aviso, as medidas abrangem toda a costa iraniana.
O Comando Central dos Estados Unidos já havia indicado anteriormente que o bloqueio seria aplicado “de forma imparcial” contra navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos iranianos. Um aviso também indicou que embarcações poderiam ser interceptadas, desviadas ou capturadas. Navios neutros que não tenham feito escala no Irã não seriam impedidos, podendo, no entanto, ser revistados.
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O Irã classificou a ameaça como “ato de pirataria” e afirmou que atingirá todos os portos dentro e próximos ao Golfo Pérsico caso seus próprios centros de navegação sejam ameaçados. A segurança dos portos da região é “ou para todos ou para ninguém”, disseram as forças armadas iranianas em comunicado nesta segunda, sinalizando que o Irã está pronto para retomar ataques. O movimento aumentaria as tensões entre os EUA e a China, que compra quase todo o petróleo iraniano.
O bloqueio também eleva a pressão sobre o cessar-fogo entre os dois países, firmado há menos de uma semana. Autoridades iranianas acusaram os EUA de violar a trégua ao permitir que Israel continue a bombardear o Líbano. O Paquistão, que mediou o acordo, afirmou que todas as frentes regionais faziam parte do entendimento e disse que continuará tentando intermediar uma solução diplomática.
“O Paquistão continua comprometido em manter esse impulso pela paz e estabilidade”, disse o premier paquistanês, Shehbaz Sharif, nas redes sociais, indicando a continuidade dos esforços diplomáticos.
Já aliados dos EUA demonstraram cautela. O Reino Unido indicou que não participará do bloqueio, enquanto a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, disse que o bloqueio naval planejado “não faz sentido” e é “mais um episódio nesta espiral descendente para a qual fomos arrastados”. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que França e Reino Unido sediarão uma conferência com países dispostos a participar de uma “missão multinacional pacífica” para garantir a segurança do estreito, mas que ela será “estritamente defensiva”.
Macron: França e Reino Unido propõem conferência sobre ‘missão multinacional pacífica’ para Ormuz
Os mercados reagiram à escalada. Os preços do petróleo subiram com o temor de restrições na oferta, enquanto as ações americanas abriram em leve queda. O aumento das tensões ocorre em uma via marítima estratégica por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Autoridades iranianas também alertaram para impactos econômicos. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o cerco no Golfo elevará os preços da gasolina para os americanos, observando que o preço médio do galão nos EUA já supera US$ 4,12, acima dos níveis registrados antes do início da guerra.
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A geografia da região permitiu que o Irã utilizasse o Estreito como instrumento de pressão ao longo da guerra, impedindo seletivamente a passagem de embarcações pela via marítima e elevando os preços do petróleo no processo. Ao fechar o Estreito, Trump poderia cortar uma importante fonte de receita para o governo iraniano, embora isso também possa elevar ainda mais os preços do petróleo e do gás.
Isso porque um bloqueio de navios iranianos cortaria uma linha vital financeira para Teerã, que manteve as exportações de petróleo em níveis pré-guerra e arrecadou milhões de dólares extras com a alta dos preços do petróleo provocada pelo conflito. O bloqueio de Trump também poderia ter grande impacto sobre a China, parceiro comercial-chave da República Islâmica. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, disse nesta segunda que a medida ameaça o comércio global e pediu que ambos os lados “permaneçam calmos”.
Enquanto EUA e Israel interromperam os bombardeios ao Irã — e Teerã, por sua vez, parou de disparar mísseis contra Estados do Golfo — Israel manteve sua invasão do Líbano para atingir o Hezbollah, grupo militante apoiado por Teerã. Nesta segunda-feira, o Exército israelense disse ter cercado Bint Jbeil, uma cidade em colina a cerca de 4 km da fronteira israelense, e que iniciará um ataque. O Hezbollah considera Bint Jbeil um de seus principais redutos e a chama de “capital da resistência”.
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A ofensiva de Israel no Líbano — que, segundo o governo libanês, já matou mais de 2 mil pessoas — foi um ponto de discórdia durante a negociação dos termos do cessar-fogo entre EUA e Irã. Conversas entre Israel e o governo libanês, que há anos promete desarmar o Hezbollah sem sucesso, devem ocorrer nesta semana.
Os desdobramentos em Ormuz e no Líbano ameaçam prolongar e ampliar a guerra, enquanto a escassez emergente de energia alimenta temores de uma crise inflacionária global. O acordo de cessar-fogo de duas semanas deve expirar em 22 de abril, caso o bloqueio americano não leve ao seu colapso antes disso. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que qualquer embarcação militar que tente se aproximar do Estreito “sob qualquer pretexto” será considerada uma violação do cessar-fogo, segundo a TV estatal iraniana.
Embora nenhum dos lados tenha se comprometido com uma segunda rodada de negociações, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que os países chegaram a um entendimento sobre várias questões, mas persistem divergências “em dois ou três pontos-chave”. Um funcionário americano, que pediu anonimato, disse no domingo que estava claro para a equipe dos EUA que a delegação iraniana não compreendia o principal objetivo do governo Trump, que era garantir que a República Islâmica nunca tenha uma arma nuclear.
(Com Bloomberg e AFP)

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Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Celebração dos 200 anos de instalação da Câmara dos Deputados

Ex-presidentes da Câmara dos Deputados defenderam seus legados, ressaltaram a independência da instituição e a importância do Parlamento para a defesa da democracia.

Eles foram convidados para a sessão solene que comemorou os 200 anos da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (6). A sessão de abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa foi realizada em 6 de maio de 1826, quando deputados e senadores passaram a atuar no processo legislativo brasileiro.

Marco Maia
O ex-deputado Marco Maia (RS), que presidiu a Câmara no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, destacou períodos de conquistas durante sua gestão. Ele citou a votação do novo Código Florestal, a Comissão da Verdade, a PEC da empregada doméstica e o segundo turno da votação da PEC do trabalho escravo, cujo primeiro turno havia sido votado há mais de 10 anos.

Para o ex-presidente, a Câmara é a síntese do pensamento médio da sociedade brasileira, mas deve ter sempre a defesa da democracia como objetivo.

“Acho que não deveríamos aliviar as penas para quem tentou dar um golpe. Se tivéssemos vivenciado um golpe em 2023, não estaríamos aqui comemorando os 200 anos. Acho que a Câmara deveria ser dura, porque não devemos tergiversar contra a democracia”, criticou Maia.

Eduardo Cunha
O ex-presidente Eduardo Cunha (RJ) destacou a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a aprovação do chamado orçamento impositivo como marcos de independência da Câmara em relação ao governo. Cunha foi afastado dias depois da abertura do processo de impeachment da presidência da Casa por decisão do então ministro do STF, Teori Zavascki.

“O processo de impeachment foi a parte mais relevante como presidente e como deputado, esse processo coroou uma independência da câmara que se tornou mais forte naquele momento, mas a votação da imposição das emendas parlamentares, foi tão relevante como o processo de impeachment”, disse o ex-deputado.

Waldir Maranhão
O ex-presidente Waldir Maranhão (MA), que ocupou o cargo após o afastamento de Eduardo Cunha, afirmou que não se arrepende de ter anulado a sessão que autorizou a abertura do processo de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o Regimento permitia que ele tomasse tal decisão, que acabou sendo ignorada pelo Senado, que prosseguiu com o processo.

“O recorte da história do Brasil pela democracia há um impeachment e, nesse percurso, vimos que o impeachment não é solução para nenhuma nação, o impeachment é um aprendizado amargo e, naquele momento, eu estava no exercício e compreendi que o regimento era a regra que me dava condições para que país pudesse avaliar o impeachment, já que estávamos na contramão da história”, afirmou o ex-parlamentar.

Arlindo Chinaglia
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que presidiu a Câmara entre 2007 e 2009, afirmou que o Parlamento deve estar sempre a serviço da sociedade.

Para ele, a instituição é uma das mais questionadas pela sociedade, mas é uma das mais importantes e sólidas da história. “Não há democracia sem Parlamento aberto, forte e claro. O mais importante é a população acompanhar”, disse o deputado.

Michel Temer
O ex-presidente da República Michel Temer (SP), que ocupou o cargo de presidente da Câmara por três mandatos, afirmou que também comemorou os 200 anos do Parlamento. “O Parlamento sempre foi um exemplo de democracia e é muito relevante para o Brasil”, destacou Temer.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Celebração dos 200 anos de instalação da Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (6) uma sessão solene em comemoração aos 200 anos da Casa. O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), abriu a solenidade no Plenário Ulysses Guimarães.

Participam da sessão solene o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP); o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin; e o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; o ex-presidente da República e ex-presidente da Câmara Michel Temer; e os deputados Lafayette de Andrada (PL-MG), da Comissão Especial dos 200 anos da Câmara, e Laura Carneiro (PSD-RJ), representando a bancada feminina.

História
A primeira Constituição do Brasil, de 1824, criou a Assembleia Geral Legislativa, composta pela Câmara dos Deputados, com 102 integrantes, e pela Câmara dos Senadores, com 50. A primeira legislatura começou em 6 de maio de 1826.

A Constituição de 1988, a sétima do país, estabeleceu a atual configuração do Poder Legislativo, exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados (513 parlamentares) e do Senado Federal (81).

Assista ao vivo

Mais informações a seguir.

Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Motta concede entrevista à Rádio Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta quarta-feira (6), em entrevista à Rádio Câmara, a valorização da Constituição Federal. A propósito do aniversário de 200 anos da Casa, comemorados nesta quarta-feira (6), ele afirmou que o país vive um momento democrático e disse que a Carta Magna deve orientar as decisões públicas.

A sessão de abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa foi realizada em 6 de maio de 1826, quando deputados e senadores passaram a atuar no processo legislativo brasileiro.

“É sempre importante reforçar o momento em que o País vive, exaltar nossa Constituição, nossa Carta Magna, para que seja sempre o nosso norte para tomar qualquer decisão”, defendeu o presidente.

PEC 6×1
Motta voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. Segundo ele, a mudança pode dar aos trabalhadores mais tempo para lazer, família e saúde. O presidente disse que a proposta deve ser debatida com cautela e responsabilidade. Para ele, o texto deve atender às demandas dos trabalhadores sem prejudicar a produtividade no país.

“É uma mudança muito estruturante, pois terá impactos positivos e irá requerer cuidado com a economia, para que algo muito positivo não seja danoso para a produtividade. Cautela e diálogo para que a melhor saída possa ser dada. Mas essa pauta é um compromisso da Câmara com os trabalhadores”, disse Motta.

 

Misoginia
Em relação ao projeto que criminaliza a misoginia (PL 896/23), Motta afirmou que o país tem números de violência contra a mulher que envergonham. O projeto equipara misoginia (ódio ou aversão a mulheres) ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível. A proposta prevê penas de 2 a 5 anos de prisão, visando combater discursos de ódio e discriminação baseados na crença na supremacia masculina.

Motta lembrou a assinatura do pacto entre os três Poderes contra o feminicídio e citou projetos aprovados pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher. Entre eles, mencionou propostas que determinam o uso de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres, endurecem penas e buscam prevenir a violência, como a campanha Antes que Aconteça.

“Não vamos permitir nenhum tipo de violência contra as mulheres em nenhum nível, e precisamos ter meios legais. Estamos dizendo à sociedade que aquilo que elas estão sofrendo também dói em nós e que temos a responsabilidade de representar esse sentimento”, defendeu Hugo Motta.

Terras raras
Por fim, o presidente defendeu a aprovação do projeto que cria o marco legal dos minerais críticos, conhecidos como terras raras (PL 2780/24). Segundo ele, a proposta deve ser votada esta semana no Plenário da Câmara dos Deputados.

Hugo Motta afirmou que o projeto busca garantir os interesses nacionais e abrir a exploração dos minerais críticos para o restante do mundo

O presidente afirmou que o objetivo é fazer com o que o País não seja apenas um exportador de commodities, mas possa produzir riqueza e gerar valor agregado com investimentos em educação e tecnologia.

Pouco depois de assumir o comando da Igreja Católica, Leão XIV tentou resolver por telefone uma simples atualização cadastral em seu banco nos Estados Unidos, mas, mesmo após responder corretamente às perguntas de segurança, foi orientado a comparecer pessoalmente a uma agência e acabou tendo a ligação encerrada ao revelar a identidade. A história foi contada pelo reverendo Tom McCarthy, amigo próximo, a um grupo de católicos em Naperville, Illinois, na semana passada.
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O Papa se identificou como Robert Prevost, dizendo que queria alterar o número de telefone e o endereço que o banco tinha em seu cadastro, disse McCarthy. O Pontífice, então, respondeu corretamente às perguntas de segurança.
A mulher do outro lado da linha, funcionária do banco, por sua vez, disse que isso não era suficiente: ele teria que ir pessoalmente a uma agência.
— Ele disse: ‘Bem, não vou poder fazer isso’ — contou McCarthy em um vídeo compartilhado nas redes sociais, relembrando a crescente frustração do novo papa enquanto o público ria.
A funcionária do banco pediu desculpas e o Pontífice tentou uma abordagem diferente:
— Faria diferença para você se eu dissesse que sou o Papa Leão? — perguntou ele, segundo McCarthy.
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A funcionária, em meio a situação, desliga o telefone. O problema foi resolvido graças à intervenção de outro padre que tinha ligação com o presidente do banco, disse o reverendo. Não houve informações sobre a atendente que encerrou a ligação com o cliente mais famoso do banco.
— Você consegue imaginar ser conhecida como a mulher que desligou na cara do Papa? — disse o amigo de Leão XIV.
Francisco também se aventurou
Mesmo enquanto lideram mais de 1 bilhão de católicos ao redor do mundo e vivem cercados por luxo e obras de arte inestimáveis, os Papas às vezes acabam envolvidos em situações cotidianas, tanto por acaso quanto por escolha. Nas primeiras 24 horas do pontificado do Papa Francisco, em 2013, ele insistiu em pagar sua própria conta de hotel e recolher sua própria bagagem, um gesto de humildade para o clero católico.
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Leão veio de origens modestas em Dolton, Illinois, um pequeno subúrbio nos arredores de Chicago, antes de servir como bispo no Peru e se tornar Papa, há quase um ano.
McCarthy confirmou por e-mail que a história do problema com o banco é verdadeira. O padre é um agostiniano e conheceu Leão pela primeira vez na década de 1980, em Chicago, onde ambos cresceram em bairros operários na cidade e em seus subúrbios próximos, e já visitou o amigo enquanto Papa, no Vaticano.
Um porta-voz do Vaticano não respondeu a um e-mail pedindo comentários sobre o episódio com o banco.
Agências de notícias e jornais iranianos repercutiram nesta quarta-feira a suspensão anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, do “Projeto Liberdade” — uma iniciativa apresentada cerca de 48 horas antes pelo republicano com objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz a navios mercantes — como um fracasso das pretensões americanas. Muitas das publicações retrataram que a disputa pelo controle da rota naval representa uma derrota estratégica para Washington, e diretamente para Trump.
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A capa do jornal Kayhan, publicação conservadora influente nacionalmente, estampou uma montagem de Trump levando as mãos à cabeça, parecendo preocupado, a frente de uma representação de Ormuz sob o olhar de militares iranianos. A manchete do jornal afirma: “A montanha de erros de Trump aumentou! O Estreito de Hormuz tornou-se mais tenso”.
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A agência de notícias Mehr noticiou: “Trump recua novamente ao suspender as operações no Estreito de Ormuz”. O texto apontou que a decisão do presidente foi anunciada após “firmes advertências do Irã a Washington” e “o fracasso dos Estados Unidos em alcançar os objetivos do projeto diante da forte oposição de Teerã” — anunciada no domingo, a iniciativa teve início na segunda e foi capaz de liberar a passagem de dois navios americanos. O tráfego anterior ao início da guerra era de aproximadamente 130 navios por dia.
Outras publicações seguiram o mesmo tom da cobertura. A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, retratou a decisão como um “recuo” de Trump para “encobrir o fracasso” da operação. A Irna chamou a decisão de “derrota americana” e afirmou que o republicano usou sua “última carta”.
Jornais impressos também publicaram sobre a situação em Ormuz e a presença americana na região. O Farhikhtegan escreveu que “o trumpismo vai significar a ruína da América”, enquanto o jornal reformista Shargh enquadrou a crise geopolítica atual como um desdobramento da disputa entre China e EUA. (Com AFP)
Ted Turner, magnata da mídia e filantropo que fundou a CNN, rede pioneira de notícias 24 horas que revolucionou o jornalismo televisivo, morreu nesta quarta-feira, segundo comunicado da Turner Enterprises. Ele tinha 87 anos.
Empresário de Atlanta nascido em Ohio, Turner recebeu o apelido de “A Boca do Sul” por seu estilo franco e expansivo. Ao longo da carreira, construiu um império de mídia que incluiu a primeira superestação da TV a cabo, canais populares dedicados a filmes e desenhos animados, além de equipes esportivas profissionais, como o Atlanta Braves.
Turner também foi conhecido internacionalmente como velejador, filantropo e ativista. Fundou a Fundação das Nações Unidas, defendeu a eliminação global das armas nucleares e se tornou um dos maiores proprietários de terras dos Estados Unidos, com atuação destacada na preservação ambiental. Teve papel importante na reintrodução de bisões no oeste americano e criou o desenho “Capitão Planeta” para educar crianças sobre o meio ambiente.
Mas foi sua visão ousada de transmitir notícias do mundo inteiro em tempo real, a qualquer hora do dia, que o tornou mundialmente famoso — depois que a ideia finalmente se consolidou.
Em 1991, Turner foi eleito “Homem do Ano” pela revista “Time” por “influenciar a dinâmica dos acontecimentos e transformar espectadores em 150 países em testemunhas instantâneas da história”.
Turner acabou vendendo suas redes para a Time Warner e, mais tarde, deixou o setor. Ainda assim, continuou a demonstrar orgulho da CNN, que chamava de “maior realização” de sua vida.
“Ted foi um líder intensamente envolvido e comprometido, intrépido, destemido e sempre disposto a apostar em um palpite e confiar em seu próprio julgamento”, disse Mark Thompson, presidente e CEO da CNN Worldwide, em comunicado. “Ele foi e sempre será o espírito regente da CNN. Ted é o gigante sobre cujos ombros estamos, e todos nós faremos uma pausa hoje para reconhecê-lo e reconhecer seu impacto em nossas vidas e no mundo.”
Pouco mais de um mês antes de completar 80 anos, em 2018, Turner revelou que tinha demência com corpos de Lewy, um distúrbio cerebral progressivo. No início de 2025, ele foi hospitalizado com um caso leve de pneumonia, antes de se recuperar em uma clínica de reabilitação.
Turner deixa cinco filhos, 14 netos e dois bisnetos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que as forças americanas voltarão a bombardear o Irã “em um nível e intensidade muito maiores do que antes” se Teerã não concordar em assinar um acordo de paz mediado pelo Paquistão. A declaração de Trump ocorre um dia depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmar que a ofensiva contra o Irã havia sido encerrada, e que Washington estaria envolvida apenas em uma ação defensiva.
“Supondo que o Irã concorde em ceder o que foi acordado, o que talvez seja uma grande suposição, a já lendária Operação Fúria Épica chegará ao fim, e o altamente eficaz bloqueio permitirá que o Estreito de Ormuz fique ABERTO A TODOS, incluindo o Irã. Se não concordarem, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes”, escreveu o presidente americano em uma publicação na Truth Social.
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Embora o método de negociação de Trump inclua frequentemente declarações ambíguas e ameaças como forma de fazer pressão, a sequência de declarações partindo da cúpula do governo revela certa inconsistência. Em uma carta endereçada ao Congresso americano na semana passada, o presidente garantiu que as hostilidades com o Irã foram “encerradas” após a entrada em vigor do cessar-fogo do início de abril — em uma estratégia que especialistas apontaram como uma tentativa de contornar a obrigatoriedade de buscar autorização dos parlamentares para usar as Forças Armadas.
Em entrevistas na terça-feira, autoridades próximas a Trump se esforçaram para diferenciar as ações militares no Irã. Ainda pela manhã, o secretário de Defesa Pete Hegseth disse em entrevista coletiva no Pentágono que a operação “Fúria Épica” — como foi batizada a ofensiva lançada em parceria com Israel contra o Irã — era um esforço diferente do “Projeto Liberdade”, anunciado por Trump no domingo, acrescentando que essa segunda teria um escopo apenas defensivo.
Horas depois, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou, também em coletiva de imprensa, que a operação “Fúria Épica” havia chegado ao fim, mencionando a comunicação direta de entre Trump e o Congresso dos EUA, e reforçando a mensagem de Hegseth sobre o uso defensivo dos militares americanos no Oriente Médio.
— A operação terminou. A “Fúria Épica”, como o presidente notificou ao Congresso, nós concluímos essa etapa. Alcançamos os objetivos dessa operação — disse Rubio. — Agora estamos focados no “Projeto Liberdade”. O que isso pode acarretar no futuro é especulação.
À noite, após as declarações dos aliados, Trump se manifestou pelas redes sociais, afirmando que as atividades do “Projeto Liberdade” seriam suspensas, alegando avanços nas negociações com o Irã — o que foi reivindicado por Teerã como uma vitória na frente militar, após a iniciativa americana apenas ter garantido a passagem de dois navios por Ormuz.
Fontes da Casa Branca ouvidas em anonimato pelo portal de notícias americano Axios disseram que um memorando de 14 pontos está em discussão nas conversas mediadas pelo Paquistão. Entre as medidas incluídas no documento estariam as bases para uma futura negociação sobre o programa nuclear iraniano.
*Matéria em atualização
As Forças Armadas do Irã retrataram a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender o “Projeto Liberdade”— iniciativa que pretendia liberar o tráfego de embarcações mercantes pelo Estreito de Ormuz e durou cerca de 48 horas — como uma vitória iraniana, em um momento em que há sinais de avanços nas negociações diplomáticas para encerrar a guerra. Enquanto fontes na Casa Branca expressam otimismo com um memorando de 14 pontos que incluiria compromissos como a definição de um formato para futuras tratativas nucleares, Teerã anunciou a criação de uma agência reguladora para ordenar o tráfego pela rota naval, em uma aparente tentativa de reafirmar controle sobre a região.
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A Marinha iraniana divulgou um comunicado afirmando que Ormuz poderia ser reaberto a navios civis após o fim das “ameaças de agressores”, e agradeceu a proprietários e capitães das embarcações aportadas na região desde o início da guerra por “respeitarem” as normas estabelecidas por Teerã. Em uma série de publicações on-line, o braço naval da Guarda Revolucionária afirmou que “com novos protocolos em vigor, a passagem segura e estável pelo estreito será garantida”.
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Embora o novo protocolo não tenha sido detalhado pelos militares, o governo iraniano lançou oficialmente o website de um novo órgão, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, descrito pela imprensa estatal como um “órgão regulador” para ordenar o tráfego na hidrovia. Uma emissora iraniana afirmou que o novo sistema prevê que todas as embarcações que pretendem transitar pelo Estreito de Ormuz receberão um e-mail de um endereço vinculado à Autoridade, informando-as sobre as novas regras e regulamentos para a passagem.
O preço do barril de petróleo caiu nos principais mercados internacionais na manhã desta quarta-feira após a suspensão do projeto de escolta americano anunciada por Trump, após garantir a passagem de apenas dois navios americanos — enquanto ao menos duas embarcações, uma emiradense e outra francesa terem sido alvejadas. A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, retratou a decisão como um “recuo” de Trump para “encobrir o fracasso” da operação. A Irna chamou a decisão de “derrota americana” e afirmou que o republicano usou sua “última carta”.
A justificativa apresentada por Trump na terça-feira foi de que avanços na mesa de negociações com o Irã tinham aberto caminho para uma resolução diplomática. Fontes do governo americano citadas pelo portal americano Axios afirmaram que houve avanços para a assinatura de um memorando de entendimento com o Irã, que encerraria a guerra e estabeleceria um formato para negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O documento foi descrito pelas fontes como um termo de uma página, com 14 pontos, incluindo temas como a suspensão do enriquecimento nuclear iraniano, o levantamento das sanções ao país e a restauração do livre trânsito pelo Estreito de Ormuz. A expectativa do governo americano é de que uma resposta seja dada em 48 horas.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou em uma publicação no X nesta quarta-feira que tem “grandes esperanças” de que a dinâmica atual no Estreito de Ormuz leve à paz, após Trump anunciar na terça a suspensão do Projeto Liberdade — que durou apenas um dia. Fontes do governo paquistanês confirmaram que as negociações de paz continuam em curso, com mensagens sendo trocadas pelos negociadores.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou durante uma viagem oficial à China que a nação persa continua com esforços “sérios e firmes” no campo diplomático. O chanceler chinês,Wang Yi, pediu uma interrupção completa das hostilidades no Oriente Médio e apelou aos governos do Irã e dos EUA pela reabertura do Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”. (Com AFP)

A Câmara Municipal do Rio aprovou projeto de lei que estabelece limite de 5% para a ocupação de cargos comissionados por pessoas que não pertencem aos quadros efetivos do município. A proposta foi aprovada em sessão extraordinária nessa terça-feira (5) e será encaminhada para sanção do prefeito.

“Essa medida legal reforça o compromisso com a responsabilidade fiscal, boa gestão e valorização dos servidores efetivos, que são a ampla maioria do serviço público municipal, inclusive nas funções de chefia e de confiança. Nunca é demais reforçar que a responsabilidade com as contas públicas e boa gestão fazem a diferença na vida das pessoas”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.

A iniciativa é baseada em medidas adotadas pelo governo estadual, que vem priorizando a reorganização e a racionalização da máquina pública diante de desafios fiscais significativos. A medida busca reforçar princípios de responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e valorização dos servidores concursados e consolida, em lei, uma prática de gestão que prioriza o fortalecimento do quadro efetivo.

Desde 2021, o percentual de cargos comissionados ocupados por não concursados foi reduzido para 3,6% do total de servidores ativos.

De acordo com o presidente da Câmara, Carlo Caiado, autor da medida, a proposta reforça o compromisso com uma gestão mais equilibrada e responsável.

“A Câmara está fazendo a sua parte ao avançar com um projeto que organiza a máquina pública, valoriza o servidor de carreira e estabelece limites claros. É uma medida de respeito ao contribuinte e de cuidado com o futuro da cidade”, afirmou.

A iniciativa acompanha a evolução positiva das contas públicas municipais nos últimos anos. O orçamento da cidade cresceu de R$ 32 bilhões, em 2021, para R$ 52 bilhões previstos para 2026, com destaque para o recorde de execução orçamentária e investimentos de R$ 5,5 bilhões, o equivalente a 10,6% da despesa total. O município mantém indicadores fiscais com nível de endividamento controlado e margem para novos investimentos, além de registrar suficiência de caixa próxima a R$ 1 bilhão no último ano.

O mistério em torno de restos mortais encontrados em uma área de mata de Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos, foi finalmente solucionado mais de duas décadas depois. A Polícia Estadual do Oregon confirmou, no final do mês de abril, que os ossos pertenciam a Robert Lee Horton, de 47 anos, que havia se mudado do Havaí para a cidade pouco antes de desaparecer, em 2004.
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Os restos mortais de Horton foram encontrados em dezembro daquele ano por duas pessoas que exploravam uma região arborizada próxima ao Cemitério Riverview. No local, os investigadores localizaram também um abrigo improvisado feito de tecido, além de panelas, alimentos e roupas, mas nenhum documento de identificação que pudesse ajudar a esclarecer quem era a vítima.
O gabinete do legista tentou realizar uma autópsia, mas não conseguiu determinar a causa da morte. Ainda assim, os exames permitiram concluir que os restos pertenciam a um homem branco, com idade estimada entre 45 e 55 anos e altura entre 1,68 metro e 1,75 metro.
DNA e genealogia ajudaram a solucionar o caso
Em 2010, uma amostra de DNA foi enviada ao Centro de Identificação Humana da Universidade do Norte do Texas, mas as buscas em bancos de dados não trouxeram resultados. O caso permaneceu sem solução até que, oito anos depois, investigadores receberam verba federal para aplicar técnicas mais avançadas de análise genética em casos de restos mortais não identificados.
A equipe conseguiu extrair DNA de um osso e, em 2022, recebeu um relatório de genealogia genética que apontava parentes distantes de Horton. Apesar do avanço, a identificação definitiva ainda levou alguns anos. No fim de 2025, o caso foi reaberto e, após uma revisão detalhada da árvore genealógica, Horton passou a ser considerado o provável desaparecido.
“Incrivelmente, no início de 2026, Robert Lee Horton, nascido em 1957, foi identificado como um provável candidato desaparecido desde 2004”, informou a Polícia Estadual do Oregon em comunicado divulgado em abril. Segundo familiares, eles tentaram manter contato após a mudança dele para Portland, mas Horton deixou de atender ligações e de responder correspondências.
A confirmação veio após a polícia receber uma amostra de DNA da mãe de Horton, que indicou “probabilidade de 100% de parentesco”. Segundo as autoridades, ela soube da morte do filho mais de 20 anos depois, mas faleceu pouco tempo depois. “Embora nenhum tempo possa diminuir a dor sentida pelos entes queridos de Robert Horton, esperamos que essa identificação traga algum alívio e as respostas que eles tanto merecem”, afirmou o chefe de polícia de Portland, Bob Day.

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