O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir os campos de gás iranianos se Teerã continuar seus ataques contra o Catar, o segundo maior exportador mundial de gás natural liquefeito, em uma escalada que voltou a elevar os preços do petróleo nesta quinta-feira.
Novo episódio da guerra: Irã alerta o Golfo sobre violenta retaliação após ataque a campo de gás compartilhado com o Catar
Entenda em 5 pontos: Por que é tão difícil reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de 20% do petróleo?
Se o Irã “decidir imprudentemente atacar” o Catar, então os Estados Unidos, “com ou sem a ajuda e o consentimento de Israel, destruirão massivamente todo o campo de gás de South Pars”, escreveu o presidente dos Estados Unidos em sua plataforma Truth Social.
Ele também confirmou que o ataque de quarta-feira a esse campo iraniano no Golfo foi responsabilidade de Israel e que os Estados Unidos “não tinham conhecimento” dessa ação.
Em represália, o Irã atacou na quarta-feira Ras Laffan, no Catar, o maior complexo industrial e porto de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, e voltou a fazê-lo na quinta-feira.
A empresa estatal de energia do Catar, QatarEnergy, relatou “danos consideráveis” na madrugada de quinta-feira, mas os incêndios provocados pelo ataque foram controlados, segundo o Ministério do Interior, que não registrou vítimas.
O Catar é o segundo maior exportador mundial de GNL, e o Ministério das Relações Exteriores lamentou que os ataques na região “ultrapassaram todas as linhas vermelhas ao ter como alvo civis, assim como instalações civis e vitais”.
Por sua vez, Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, também fechou um centro de processamento de gás natural após a queda de destroços de mísseis interceptados.
Esse novo episódio na guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã impulsionou os preços do petróleo, levando o barril de Brent a mais de 112 dólares nesta quinta-feira.
Os temores de uma ampliação do conflito para todo o Oriente Médio se intensificaram, e a Arábia Saudita afirmou que “reserva-se o direito” de responder militarmente ao Irã, que ataca regularmente seu território com drones e mísseis.
Corredor seguro
O bloqueio por parte do Irã do estratégico estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e do gás mundiais, permanece no centro das atenções.
Ao sul do estreito, no Golfo de Omã, um navio foi atingido nesta quinta-feira por um “projétil desconhecido” e um incêndio foi declarado a bordo, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Outro navio foi atingido em frente à costa catariana de Ras Laffan, segundo a mesma fonte.
A Organização Marítima Internacional (OMI) reúne-se de forma urgente nesta quinta-feira em Londres para exigir a criação de um corredor marítimo seguro para evacuar os navios bloqueados no Golfo.
O órgão da ONU responsável pela segurança no mar estima que 20 mil marinheiros aguardam atualmente a bordo de 3.200 navios perto do estreito de Ormuz.
Assim como no Federal Reserve dos Estados Unidos, o forte aumento dos preços da energia devido à guerra dominará nesta quinta-feira a reunião do Banco Central Europeu, que teme consequências para a inflação e o crescimento.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta-feira uma moratória nos ataques à infraestrutura energética, após uma conversa com Trump e o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani.
— As populações civis e suas necessidades essenciais, assim como a segurança do abastecimento energético, devem ser preservadas da escalada militar — afirmou Macron.
Em quase três semanas, a guerra deixou mais de 2.200 mortos, segundo as autoridades, principalmente no Irã e no Líbano, o segundo front de guerra, onde se enfrentam Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
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Se o Irã “decidir imprudentemente atacar” o Catar, então os Estados Unidos, “com ou sem a ajuda e o consentimento de Israel, destruirão massivamente todo o campo de gás de South Pars”, escreveu o presidente dos Estados Unidos em sua plataforma Truth Social.
Ele também confirmou que o ataque de quarta-feira a esse campo iraniano no Golfo foi responsabilidade de Israel e que os Estados Unidos “não tinham conhecimento” dessa ação.
Em represália, o Irã atacou na quarta-feira Ras Laffan, no Catar, o maior complexo industrial e porto de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, e voltou a fazê-lo na quinta-feira.
A empresa estatal de energia do Catar, QatarEnergy, relatou “danos consideráveis” na madrugada de quinta-feira, mas os incêndios provocados pelo ataque foram controlados, segundo o Ministério do Interior, que não registrou vítimas.
O Catar é o segundo maior exportador mundial de GNL, e o Ministério das Relações Exteriores lamentou que os ataques na região “ultrapassaram todas as linhas vermelhas ao ter como alvo civis, assim como instalações civis e vitais”.
Por sua vez, Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, também fechou um centro de processamento de gás natural após a queda de destroços de mísseis interceptados.
Esse novo episódio na guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã impulsionou os preços do petróleo, levando o barril de Brent a mais de 112 dólares nesta quinta-feira.
Os temores de uma ampliação do conflito para todo o Oriente Médio se intensificaram, e a Arábia Saudita afirmou que “reserva-se o direito” de responder militarmente ao Irã, que ataca regularmente seu território com drones e mísseis.
Corredor seguro
O bloqueio por parte do Irã do estratégico estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e do gás mundiais, permanece no centro das atenções.
Ao sul do estreito, no Golfo de Omã, um navio foi atingido nesta quinta-feira por um “projétil desconhecido” e um incêndio foi declarado a bordo, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Outro navio foi atingido em frente à costa catariana de Ras Laffan, segundo a mesma fonte.
A Organização Marítima Internacional (OMI) reúne-se de forma urgente nesta quinta-feira em Londres para exigir a criação de um corredor marítimo seguro para evacuar os navios bloqueados no Golfo.
O órgão da ONU responsável pela segurança no mar estima que 20 mil marinheiros aguardam atualmente a bordo de 3.200 navios perto do estreito de Ormuz.
Assim como no Federal Reserve dos Estados Unidos, o forte aumento dos preços da energia devido à guerra dominará nesta quinta-feira a reunião do Banco Central Europeu, que teme consequências para a inflação e o crescimento.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta-feira uma moratória nos ataques à infraestrutura energética, após uma conversa com Trump e o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani.
— As populações civis e suas necessidades essenciais, assim como a segurança do abastecimento energético, devem ser preservadas da escalada militar — afirmou Macron.
Em quase três semanas, a guerra deixou mais de 2.200 mortos, segundo as autoridades, principalmente no Irã e no Líbano, o segundo front de guerra, onde se enfrentam Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.









