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Horas após o início de um cessar-fogo de 10 dias no Líbano, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que Israel não voltará a atacar o território libanês por ordem de Washington, em um tom imperativo poucas vezes usado para se dirigir em público ao principal aliado na região e sócio na guerra contra o Irã. A declaração de Trump ocorre enquanto milhares de pessoas deslocadas pelo conflito retornam para o sul do Líbano, contrariando as recomendações das Forças Armadas israelenses e libanesas e do movimento Hezbollah, que mantêm desconfianças mútuas sobre um acordo definitivo.
Veja vídeo: Milhares de deslocados retornam ao sul do Líbano após início de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah
Trégua em vigor: Cessar-fogo no Líbano promete alívio aos civis e espaço para diplomacia, mas caminho para a paz ainda é longo
“Israel não vai mais bombardear o Líbano. Eles estão PROIBIDOS pelos EUA de fazer isso. Já basta é já basta!!!”, escreveu o presidente americano em uma publicação na rede social Truth Social, um dia após anunciar o cessar-fogo pelo mesmo canal.
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A interrupção dos combates no Líbano repercutiu de forma divergente nos EUA e em Israel, mostrando uma inconsistência na unidade entre os aliados. Enquanto Trump comemorou publicamente o acordo, afirmando que seria a 10ª guerra que solucionaria, as declarações partindo do governo israelense não acompanharam o tom otimista sobre uma paz duradoura — com autoridades precisando explicar o porquê de parar uma operação militar vista pela maioria dos eleitores israelenses, segundo pesquisas, como necessária para manter a segurança no norte do país, alvo prioritário de ataques do Hezbollah.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta daria uma chance para avançar com uma “solução diplomática e militar” com o governo libanês a pedido de Trump, com a ressalva de que a ameaça às comunidades no norte do país não foi eliminada e que ” trabalho não terminou”. Em uma declaração em separado, antes da declaração de Trump, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a desmilitarização do sul do Líbano teria que ser feito “por via diplomática ou pela retomada das atividades militares”, e indicou que as forças do país, que seguem em território libanês, continuarão a demolir estruturas ligadas ao Hezbollah. As declarações não calaram as críticas.
Blindados de Israel trafegam por vila destruída após bombardeios israelenses no Sul do Líbano
Jack Guez/AFP
Avichai Stern, prefeito de Kiryat Shmona, cidade no extremo norte de Israel, anunciou que as escolas e os serviços municipais ficartão fechados no domingo — dia útil no Estado judeu — em protesto contra o acordo de cessar-fogo com o Líbano. O prefeito é uma das vozes que exige o desmantelamento do Hezbollah como organização militar e civil, o estabelecimento de linhas defensivas eficazes ao longo da fronteira libanesa e a proteção integral para moradores e instituições públicas.
Embora o acordo tenha destravado outra frente de guerra no Oriente Médio — o Irã concordou com a reabertura total do Estreito de Ormuz após o cessar-fogo ser alcançado no Líbano, abrindo caminho para uma possível solução duradoura para a guerra com os EUA —, o impacto interno para o governo Netanyahu, ao menos de forma imediata, foi negativo. Críticos e mesmo aliados à direita, aproveitaram o momento para acusar a aparente incapacidade do premier de resistir à pressão de Trump, que já tinha forçado a pausa dos ataques ao Irã.
— Um cessar-fogo deve vir de uma posição de força e ser uma decisão israelense, refletindo uma vantagem que sirva às negociações — disse Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior cujo novo partido de oposição centrista, Yashar, está ganhando nas pesquisas. — Tem surgido um padrão no qual tréguas estão sendo impostas a nós: em Gaza, no Irã e agora no Líbano.
Volta para casa
Mesmo sem um acordo definitivo, milhares de famílias libanesas contrariam recomendações feitas por autoridades do país e de Israel e começaram a retornar a suas cidades a sul do rio Litani e em bairros de Beirute considerados redutos do Hezbollah. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas pelo conflito — com estimativas menos conservadoras falando em mais de 2 milhões de afetados.
Um fluxo de pessoas tomou a principal rodovia rumo ao sul do Líbano na sexta-feira, após a entrada em vigor do cessar-fogo. Motoristas esperaram durante horas em engarrafamentos que se formaram na ponte Qasmiyeh, única que ainda permite atravessar o rio Litani. Escavadeiras trabalharam para reabrir estrutura, bombardeada por Israel horas antes do início da trégua. Assim que a passagem foi liberada, motocicletas e depois carros começaram a atravessar em fila, com alguns buzinando em comemoração e acenando bandeiras amarelas do Hezbollah.
Milhares de deslocados retornam ao sul do Líbano horas após início de trégua
Mediação dos EUA e restrições a Hezbollah: Veja quais são os principais pontos de cessar-fogo de Israel no Líbano
— Saímos uma hora antes de o cessar-fogo entrar em vigor para podermos chegar à ponte assim que ela abrisse, permitindo que retornássemos à nossa cidade — disse Amani Atrash, de 37 anos, que fugiu para o norte no início da guerra e aguardava em uma fila que se estendia por quilômetros a nordeste de Tiro. — A espera é muito difícil porque queremos chegar lá o mais rápido possível.
A rodovia que liga as cidades de Sidon e Tiro, no sul, estava congestionada por quilômetros por volta das 09h (03h em Brasília), com dezenas de milhares de carros seguindo para o sul, muitos carregados com colchões, utensílios de cozinha e cobertores. Muitas das pessoas deslocadas não tinham ideia do que havia acontecido com suas casas ao longo das últimas seis semanas de guerra.
— Quando fugimos, levamos 16 horas na estrada, e hoje é a mesma coisa — disse Ghufran Hamzeh, que aguardava na ponte de Qasmiyeh com seu filho, após viajar de Beirute, em entrevista à AFP. — Mas isso não importa. O importante é que estamos voltando para nossa aldeia e nossa terra. Não sei se minha casa foi destruída ou não. Se foi destruída, isso não muda nada: vou montar uma tenda na frente dela e ficar lá.
Mais de 1,4 mil edifícios destruídos: Imagens de satélite mostram escala de demolições israelenses no Líbano
Incertezas
As comemorações pelo cessar-fogo e o retorno apressado para casa ocorrem sob desconfiança no cessar-fogo. Muitos dos que voltavam para o sul demonstravam cautela e sinais de esgotamento com as idas e vindas da guerra, que começou em 2023, foi interrompida em 2024 e retomada em março deste ano.
Ayman Sojod, de 55 anos, que morava nos subúrbios do sul de Beirute antes de fugir para a cidade portuária de Biblos, ao norte da capital libanesa, onde aluga uma casa desde os ataques israelenses contra o Líbano em 2024, voltou aos arredores da cidade para avaliar a situação nesta sexta. Ele disse que planejava levar a família em dois ou três dias.
Meninos acenam com bandeiras do Líbano e do Hezbollah enquanto passam por prédio danificado em meio a retorno de deslocados no sul de Beirute
Fadel Itani/AFP
— Continuarei pagando o aluguel porque não se pode confiar no inimigo — disse Sojod sobre a casa em Biblos. — Ainda estamos preocupados que algo possa acontecer, então esses 10 dias não serão fáceis.
A perspectiva de retorno do conflito foi apontada por Israa Jaber, de 54 anos, como uma possibilidade “devastadora”. Ela deixou sua casa na cidade de Srifa durante os bombardeios no mês passado às pressas. Sua filha, Lamis, de 9 anos, ainda sente falta do ursinho de pelúcia e do estojo de maquiagem que teve de deixar para trás.
— Se tivermos que partir novamente, eu não posso descrever o quão frustrante seria. Seria devastador — afirmou Israa (Com NYT e AFP)

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O governo brasileiro tem a expectativa de que seja assinado um acordo de cooperação para o combate ao narcotráfico na conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump. É a informação que eu obtive junto a uma alta fonte do governo. Se as conversas avançarem nas próximas horas os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Justiça Wellington Lima e Silva, iriam também na viagem a Washington para o encontro marcado entre os dois líderes para esta quinta-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Justiça de Israel decidiu prolongar até domingo a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do ativista espanhol-palestino Saif Abu Keshek, presos após participarem de uma flotilha que tentava chegar à Faixa de Gaza. Os dois são acusados pelas autoridades israelenses de ligação com o Hamas — o que negam —, enquanto Brasil e Espanha pedem a libertação imediata e contestam a legalidade da detenção.
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A decisão foi tomada por um tribunal na cidade de Ashkelon, a cerca de 60 km de Tel Aviv. Esta foi a segunda vez que os ativistas compareceram à Justiça desde que foram levados ao país. Segundo um jornalista da AFP presente na audiência, ambos chegaram ao tribunal com os pés algemados.
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Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos na semana passada após serem interceptados em alto-mar, nas proximidades da Grécia, enquanto estavam a bordo da flotilha Global Sumud. A embarcação fazia parte de uma mobilização internacional que pretendia romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza.
“O tribunal aprovou a detenção deles até a manhã de domingo”, afirmou à AFP Miriam Azem, coordenadora internacional da ONG israelense Adalah, que acompanha o caso.
No domingo anterior, a Justiça israelense já havia autorizado uma primeira prorrogação da prisão preventiva por dois dias. Desde então, a ONG Adalah afirma ter tido acesso aos ativistas e denunciou supostos “maus-tratos” durante a detenção — acusações que foram negadas pelas autoridades de Israel.
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A prisão gerou reação internacional. Os governos de Brasil e da Espanha cobraram a libertação dos ativistas. O governo espanhol classificou a medida como “ilegal” e “inaceitável” e afirmou, por meio do Ministério das Relações Exteriores, que Israel não apresentou “nenhuma prova” das supostas ligações com o Hamas, grupo que governa Gaza.
A flotilha interceptada fazia parte de uma iniciativa maior, inicialmente composta por cerca de 50 embarcações, com o objetivo de levar ajuda e chamar atenção para a crise humanitária no território palestino, devastado pela guerra e com acesso severamente limitado a suprimentos básicos.
Já o Ministério das Relações Exteriores de Israel sustenta que os dois ativistas têm vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), entidade sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Segundo Washington, a organização atuaria de forma clandestina em apoio ao Hamas.
A baleia jubarte conhecida como Timmy, pode já estar morta mesmo após a operação privada de resgate que ocorreu no final do mês de abril. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (5), o Museu Oceanográfico Alemão, em Stralsund, afirmou que não há informações verificáveis sobre o paradeiro do animal desde 2 de maio e que, diante de seu estado debilitado, é “muito provável” que ela não tenha sobrevivido.
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Após semanas encalhada, baleia ‘Timmy’ é finalmente retirada de banco de areia na Alemanha
Segundo os especialistas, o último avistamento confirmado ocorreu às 9h24 daquele dia, por meio de um drone, já em mar aberto no Mar do Norte. Desde então, nenhuma instituição independente conseguiu confirmar a localização ou o estado de saúde da baleia. O museu defende que, para comprovar o sucesso da missão, os responsáveis pela operação devem divulgar o modelo exato do rastreador instalado no animal, registros fotográficos da fixação do dispositivo e os dados brutos completos transmitidos.
Timmy havia encalhado diversas vezes na Baía de Wismar, no Mar Báltico, desde o mês de março, mas foi retirada por uma iniciativa privada financiada pela empresária do setor equestre Karin Walter-Mommert e pelo cofundador da MediaMarkt, Walter Gunz. A operação teria custado ao menos 1,5 milhão de euros, sem incluir despesas com navios e tripulação.
Inicialmente celebrada como uma ação de salvamento, a remoção da baleia passou a ser alvo de críticas de cientistas e ambientalistas. A veterinária Kirsten Tönnies, ligada à iniciativa privada, afirmou que o mamífero foi liberado “cedo demais” e sem o acompanhamento previsto. O plano original era soltá-lo mais distante da costa, em águas mais profundas, mas a liberação ocorreu a cerca de 70 quilômetros ao norte de Skagen, na Dinamarca, em uma rota marítima movimentada .
Leia o comunicado na íntegra:
Declaração do Museu Oceanográfico Alemão: Transmissão de dados da baleia jubarte:
Informações científicas verificáveis ​​de forma independente sobre o paradeiro da baleia no Mar do Norte são de enorme importância para a investigação do caso da baleia jubarte que encalhou diversas vezes no Mar Báltico e para lidar com futuros encalhes de grandes baleias vivas.
O último avistamento confirmado da baleia jubarte em mar aberto foi em 2 de maio, às 9h24, por meio de um drone. Desde então, não houve mais informações verificáveis ​​de forma independente sobre o paradeiro ou o estado de saúde do animal. Dado que a baleia estava extremamente debilitada e encalhou repetidamente em um curto período após tentativas anteriores de resgate, é muito provável que ela não tivesse forças para nadar em águas profundas por um período prolongado e que não esteja mais viva. Para comprovar o sucesso da missão de resgate, é essencial que as seguintes informações sejam divulgadas de forma transparente: o modelo exato do rastreador, a localização e o tipo de fixação na baleia com evidências fotográficas, os dados brutos completos transmitidos e o acesso à transmissão ao vivo dos dados para uma organização independente. Informações verificáveis ​​sobre a situação do País de Gales não são apenas de grande interesse científico e público, mas também devem ser do interesse próprio de iniciativas privadas.
Rastreamento contestado e dúvidas sobre o resgate
A promessa de monitoramento por GPS também virou alvo de desconfiança. A equipe responsável afirmou ter instalado um dispositivo capaz de acompanhar o animal e transmitir seus sinais vitais, mas especialistas contestam essa possibilidade. Ao jornal Bild, o biólogo marinho Peter Madsen, da Universidade de Aarhus, afirmou que não há transmissor GPS comercial capaz de fornecer esse tipo de dado fisiológico em baleias.
Além disso, permanece incerto como a soltura ocorreu de fato. Segundo reportagem da Euro News, relatos apontam que Timmy teria se chocado diversas vezes contra as laterais da embarcação durante o transporte e não há clareza se ela foi solta com segurança ou simplesmente retirada do navio sem condições reais de sobrevivência.
Quando encalhou, em março, a baleia apresentava fragmentos de redes de pesca na boca. Biólogos marinhos também questionam a versão da equipe de resgate de que o animal teria expelido sozinho o plástico ingerido. Organizações como o Greenpeace e cientistas do próprio museu haviam se manifestado contra o transporte, defendendo outra abordagem para um animal já considerado gravemente fragilizado .
O caso reacendeu o debate sobre a conservação dos mares do Norte e Báltico. Entidades como o WWF Alemanha alertam que, embora 45% dessas áreas sejam oficialmente protegidas, os ecossistemas seguem em estado crítico devido à pesca intensiva, ao aquecimento das águas e à exploração de combustíveis fósseis. Para especialistas, o destino de Timmy expõe não apenas um resgate controverso, mas também a fragilidade crescente da vida marinha na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Papa Leão XIV está “ameaçando muitos católicos” pela forma com que se manifesta sobre a guerra contra o Irã, acusando o Pontífice de não se importar se Teerã vai desenvolver ou não armas nucleares. O novo comentário de Trump reacende a divergência entre a liderança americana e líder da Santa Sé, dias antes de uma visita oficial do secretário de Estado Marco Rubio ao Vaticano.
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— Eu acredito que ele [Papa Leão XIV] está colocando muitos católicos e muitas pessoas em risco. Mas, enfim, se depende do Papa… Ele acha que está tudo certo o Irã ter uma arma nuclear — afirmou o presidente em uma entrevista no domingo ao apresentador conservador Hugh Hewitt, em uma fala que ganhou repercussão internacional nesta terça-feira.
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Trump e Leão XIV trocaram críticas publicamente nos últimos meses. O primeiro Papa americano da História — que também tem nacionalidade peruana — já havia atacado a política anti-imigração de Trump e a guerra no Irã, mas foi após um discurso antibélico que o presidente americano partiu para um enfrentamento público, chamando-o de “fraco” e “terrível” em política externa. O Sumo Pontífice reagiu dizendo ter o “dever moral de se manifestar” contra a guerra e assegurou não ter “medo” do governo Trump.
As críticas do republicano indignaram vários dirigentes, incluindo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni — uma líder de extrema direita que costuma atuar como ponte entre a Europa e Washington. Ao sair em defesa de Leão XIV, ela também foi criticada por Trump
Leão XIV nunca se posicionou a favor do Irã obter armas nucleares. Ele também tem se mostrado um seguidor da tradição antibelicista do Vaticano, um aspecto marcante de seu antecessor, o Papa Francisco.
Papa Leão XIV reage e diz que ‘não tem medo’ de Trump. ‘Vou seguir firme contra a guerra’
A renovação da polêmica acontece dias antes de um dos principais assessores de Trump, Marco Rubio, ao Vaticano. A agenda foi anunciada na segunda-feira, e o encontro vai acontecer na quinta. O Departamento de Estado afirmou que o secretário vai analisar junto à Santa Sé “a situação no Oriente Médio e os interesses comuns” nas Américas.
A audiência do Papa com Rubio, que é católico devoto que vai regularmente à missa, está prevista para as 11h30 (6h30 em Brasília) de quinta, e deverá durar cerca de 30 minutos. O diplomata também se reunirá com o secretário de Estado e número dois do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, segundo uma fonte do governo italiano.
Segundo a imprensa italiana, a audiência no Vaticano tem como objetivo tentar retomar as relações bilaterais após a polêmica surgida em abril por causa das críticas de Trump contra o Papa. (Com AFP)
Em meio a acusações de Teerã sobre descumprimentos ao cessar-fogo temporário com as ações no Estreito de Ormuz na segunda-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira que o “Projeto Liberdade”, uma operação anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, para liberar o tráfego de embarcações civis pela rota naval, é uma iniciativa temporária e defensiva, separada da Operação Fúria Épica — como foi batizada a ofensiva contra o Irã, em parceria com Israel.
— O Projeto Liberdade tem natureza defensiva, escopo focado e duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana — afirmou Hegseth. — Forças americanas não vão precisar entrar em águas territoriais iranianas ou no espaço aéreo. Não é necessário. Não estamos buscando briga, mas o Irã também não pode ser autorizado a bloquear países inocentes e seus bens em águas internacionais.
*Matéria em atualização
O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país no diálogo com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, culpou Washington nesta terça-feira pela nova onda de violência no Estreito de Ormuz e acusou as forças americanas de violarem o cessar-fogo, um dia após o início de uma operação para liberar o tráfego de navios mercantes na região. Em um momento que há confirmação de ao menos uma embarcação escoltada por navios militares dos EUA, a autoridade iraniana afirmou que Teerã “ainda nem sequer começou” a impor pressão sobre o controle de Ormuz.
Impacto da guerra: Bloqueio e sanções agravam crise e podem forçar concessões do Irã, mas sem a rendição esperada por Trump
Bloqueio rompido?: EUA anunciam tráfego de contratorpedeiros e navios mercantes americanos no Estreito de Ormuz; Irã nega
“A nova equação do Estreito de Ormuz está se consolidando. A segurança da navegação e do trânsito de energia foi colocada em risco pelos Estados Unidos e seus aliados ao violarem o cessar-fogo e imporem um bloqueio; no entanto, seu mal será reduzido”, escreveu Ghalibaf. “Sabemos muito bem que a continuidade da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem sequer começamos”.
A declaração do presidente do Parlamento do Irã ocorre após o início do “Projeto Liberdade”, iniciativa anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, no domingo, para liberar a passagem de navios mercantes presos no estreito desde o início da guerra. O primeiro dia da operação, na segunda-feira, levou a um embate direto entre forças iranianas e americanas, com a confirmação de Washington sobre o afundamento de seis lanchas rápidas da nação persa, além de disparos de projéteis pelo Irã que voltaram a atingir a região.
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O comando militar em Teerã confirmou ter disparado mísseis, foguetes e drones em resposta a violações do bloqueio decretado pela Guarda Revolucionária iraniana por navios dos EUA. Além de tiros de advertência contra embarcações de guerra, disparos atingiram ao menos um navio petroleiro e um porto nos Emirados Árabes Unidos. Um navio sul-coreano também registrou uma explosão na segunda-feira, em um caso que foi colocado em investigação. Seul anunciou nesta terça estar analisando um pedido dos EUA para se unir ao esforço para liberar a rota naval.
Os novos bombardeios contra um país do Golfo Pérsico acenderam um alerta global sobre uma nova escalada do conflito, que levou a um choque no preço do petróleo desde o início da guerra. Líderes de países europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenaram os ataques contra Abu Dhabi.
Em um comunicado exibido na TV estatal iraniana, o alto comando militar negou que planejasse atingir os Emirados Árabes, culpando o “aventureirismo militar americano” pelos fatos do dia anterior — uma declaração no mesmo tom adotado por Ghalibaf, que afirmou que os descumprimentos dos EUA colocavam a segurança da navegação e do trânsito de energia “em risco”.
Em Washington, Trump minimizou as consequências dos ataques iranianos na véspera. Em um post na segunda-feira, o presidente americano disse que “além do navio sul-coreano, até este momento não houve danos ao atravessar o estreito”.
Uma fonte israelense ouvida pela CNN afirmou que EUA e Israel mantém estreita coordenação neste momento para uma possível nova rodada de ataques contra o Irã, que teria como alvo a infraestrutura energética e o assassinato de altos funcionários da nação persa. Os planos seriam os mesmos de antes do início da trégua e teriam como objetivo arrancar concessões nas negociações, que não foram alcançados em tratativas diplomáticas.
Escolta naval
Embora a operação militar dos EUA para liberar o tráfego em Ormuz tenha começado na segunda-feira, os detalhes sobre a participação permaneciam incertos. Comunicados do Comando Central dos EUA apontaram que as embarcações civis seriam “guiadas” pelo estreito, o que levantou dúvidas sobre se isso se limitaria a um compartilhamento de informações sobre rotas seguras ou se seria estendido a uma escolta naval de fato.
A empresa de navegação dinamarquesa Maersk anunciou nesta terça-feira que um de seus navios, o Alliance Fairfax, de bandeira americana, atravessou o Estreito de Ormuz escoltado pelas forças de Washington.
O navio estava bloqueado no Golfo desde fevereiro e foi “oferecida a oportunidade” de partir em companhia do Exército americano. “Posteriormente, o navio deixou o Golfo Pérsico acompanhado por meios militares americanos” em 4 de maio, informou a empresa em um comunicado. (Com AFP)
A Justiça da Flórida marcou para 2 de junho de 2026 a execução de Andrew Richard Lukehart, de 53 anos, condenado pelo assassinato de Gabrielle Hanshaw, um bebê de apenas cinco meses, em fevereiro de 1996. O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou, na sexta-feira (1), a nona ordem de execução do ano no estado, determinando que a pena seja cumprida por injeção letal.
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Segundo registros judiciais obtidos pela emissora News4Jax, Lukehart tinha 22 anos na época do crime e cuidava da filha de sua namorada quando tentou trocar sua fralda. Como a bebê não permaneceu deitada de costas, ele teria empurrado repetidamente e com força a cabeça e o pescoço da criança contra o chão, provocando sua morte.
Tentativa de encobrir o assassinato
Após o crime, ele jogou o corpo da menina em um lago próximo e deixou o local. Cerca de 30 minutos depois, ligou para a namorada alegando que Gabrielle havia sido sequestrada por um desconhecido e que ele estaria perseguindo o suposto autor do rapto. Inicialmente, disse à polícia que o sequestro havia ocorrido em frente à casa da companheira, mas depois mudou a versão e afirmou que tudo teria acontecido em uma loja.
As contradições levaram à descoberta da farsa, e Lukehart acabou confessando o assassinato. Durante o julgamento, ele afirmou aos jurados que entrou em pânico ao perceber que a criança havia parado de respirar. “Fiquei com medo, entrei em pânico, corri para fora, joguei a fralda fora, pulei no meu carro, liguei o motor e fui embora”, declarou. Após cerca de uma hora e meia de deliberação, o júri o considerou culpado.
Em março de 1997, um mês após a condenação, os jurados votaram por 9 a 3 pela recomendação da pena de morte. Ao ouvir a sentença, Lukehart permaneceu sentado com expressão considerada fria no tribunal, enquanto familiares reagiram com desespero, sua mãe deixou o local gritando.
A nova execução ocorre dias após a morte de James Ernest Hitchcock, de 70 anos, também na Flórida. Ele foi executado na quinta-feira (30) por ter assassinado Cynthia Driggers, de 13 anos, em 1976. Segundo dados do sistema penal americano, 47 pessoas foram executadas nos Estados Unidos no ano passado. A Flórida liderou o número de execuções, seguida por Alabama, Carolina do Sul e Texas. No estado, todas as penas capitais são cumpridas por injeção letal, com a aplicação de um sedativo, um agente paralisante e uma substância que interrompe o funcionamento do coração.
Um menino de três anos morreu no México após ser deixado dentro de um carro superaquecido por mais de 12 horas, em um caso que gerou comoção e levou à abertura de uma investigação por possível negligência. A vítima, identificada como Vicente, foi encontrada inconsciente dentro de um veículo estacionado em frente a uma residência em Mexicali, no estado de Baja California, no sábado (2).
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De acordo com informações da polícia divulgadas pelo portal NewsX, a mãe da criança teria saído para uma festa e retornado pouco depois da meia-noite de sexta. Ao chegar em casa, ela entrou e adormeceu, supostamente esquecendo que o filho ainda permanecia preso à cadeirinha no banco do carro. Na manhã seguinte, com a rápida elevação das temperaturas, o veículo se transformou em uma espécie de estufa.
Os serviços de emergência foram acionados por volta das 13h30 de sábado na Avenida Capellania, no bairro La Rioja Residencial, após uma mulher pedir socorro. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a mãe carregando Vicente e relatando que ele não respondia. Os paramédicos constataram a ausência de sinais vitais ainda no local.
Exposição extrema ao calor
Segundo peritos forenses, a criança morreu por insolação severa após prolongada exposição ao calor extremo dentro do automóvel. Foram identificadas queimaduras nos braços e nas pernas, provocadas pelo contato com superfícies aquecidas e pelas altas temperaturas no interior do veículo. O chefe do Serviço Médico Legal, Cesar Gonzalez Vaca, afirmou que a autópsia não encontrou indícios de violência física.
Os investigadores estimam que Vicente tenha morrido entre 9h e 10h da manhã, período em que os termômetros já ultrapassavam os 33°C. O menino, segundo o laudo inicial, apresentava peso e tamanho compatíveis com sua idade e não tinha sinais prévios de problemas de saúde.
O Gabinete do Procurador-Geral do Estado de Baja California abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Moradores da região pedem que o caso seja tratado como negligência. O episódio relembra outro caso recente ocorrido em junho, quando um bebê de um ano morreu após ser deixado em um carro a 46°C nos Estados Unidos enquanto a mãe realizava um procedimento estético. Na ocasião, Maya Hernandez, de 20 anos, fechou acordo judicial e poderá cumprir até 15 anos de prisão por homicídio culposo.
Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta segunda-feira (4), uma fábrica da Warburtons, uma das maiores fabricantes de pães e produtos de panificação do Reino Unido, na cidade de Burnley, no condado de Lancashire, na Inglaterra. As chamas mobilizaram equipes de emergência e levaram à evacuação completa do prédio, segundo informou a própria empresa.
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O Serviço de Bombeiros e Resgate de Lancashire informou que foi acionado às 14h45 (horário local) para combater o fogo em um imóvel comercial na Billington Road. Ao todo, 12 viaturas e duas plataformas aéreas com escada foram enviadas ao local. As autoridades também pediram que moradores evitassem a região e mantivessem portas e janelas fechadas caso vissem ou sentissem cheiro de fumaça.
A repercussão do caso aumentou após Dave Fishwick, empresário britânico conhecido por inspirar o filme e a série “Bank of Dave”, da Netflix, publicar um vídeo nas redes sociais enquanto sobrevoava a cidade em seu helicóptero. A produção retrata sua trajetória ao fundar um banco comunitário para ajudar pequenos empresários e moradores locais.
Assista:
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Vídeo mostrou dimensão das chamas
Nas imagens divulgadas nesta segunda-feira, Fishwick afirmou que pretendia ajudar no resgate dos funcionários e descreveu a dimensão do incêndio. “Estou sobrevoando Burnley. Espero que todos estejam bem. Há um incêndio enorme. É inacreditável o tamanho do incêndio”, disse. Segundo ele, o telhado da fábrica parecia estar em chamas e a fumaça subia “até as nuvens”.
Em outro trecho, o empresário afirmou que fazia muito tempo que não via um incêndio daquela proporção. A cena chamou atenção nas redes sociais e reforçou a gravidade do incidente, embora, até o momento, não haja registro de feridos.
Em nota, um porta-voz da Warburtons confirmou que todos os funcionários conseguiram deixar o prédio com segurança. “Agradecemos aos bombeiros, que estão trabalhando arduamente para controlar o incêndio. Ainda não sabemos a causa do incêndio nem a extensão total dos danos”, declarou a empresa.
Um homem de 25 anos morreu após um ataque a tiros durante um churrasco em Brixton, no sul de Londres, na madrugada de sábado (2). O caso aconteceu minutos antes de um segundo episódio de violência, quando um homem foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca a menos de 1,5 quilômetro de distância. A Polícia Metropolitana investiga se os dois crimes têm relação.
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Segundo as autoridades, a polícia foi acionada nas primeiras horas da manhã após relatos de diversos disparos na Coldharbour Lane. Informações preliminares apontam que os tiros partiram de um veículo e atingiram quatro pessoas que estavam no local.
Equipes especializadas da polícia e do Serviço de Ambulâncias de Londres prestaram os primeiros socorros ainda na rua antes de as vítimas serem levadas ao hospital.
Entre os feridos estava Keanu Taylor, de 25 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde. A família dele está sendo acompanhada por agentes especializados, segundo a polícia.
Outras três pessoas, com idades de 21, 47 e 70 anos, também foram hospitalizadas. De acordo com a investigação, os ferimentos foram considerados não fatais e sem risco de sequelas permanentes.
Testemunhas relataram que dezenas de pessoas correram em pânico quando os disparos começaram nas proximidades da churrasqueira.
Investigação de homicídio e possível conexão entre os casos
Após a morte de Taylor, os detetives abriram uma investigação de homicídio e intensificaram a busca pelos responsáveis pelo ataque.
O inspetor-chefe Allam Bhangoo, responsável pelo caso, afirmou que a prioridade é identificar e prender os autores do crime.
— Enquanto trabalhamos rapidamente para identificar os responsáveis, nossos pensamentos estão com a família e os amigos de Keanu neste momento incrivelmente difícil — disse em coletiva de imprensa.
Ele classificou o episódio como “um ato de violência chocante”, com forte impacto sobre os envolvidos e sobre a comunidade local.
— Quero tranquilizar os moradores, garantindo que estamos trabalhando com urgência para identificar e prender os responsáveis. É fundamental que qualquer pessoa que tenha testemunhado o ocorrido, ou que possua qualquer informação ou filmagem, se apresente. Até o menor detalhe pode ser crucial para nossa investigação — afirmou.
Segundo Bhangoo, a região continuará com reforço no policiamento nos próximos dias.
Pouco mais de uma hora após o tiroteio, a polícia foi novamente acionada, desta vez para a Acre Lane, a cerca de 700 metros do primeiro crime, após relatos de um esfaqueamento.
No local, um homem de 33 anos foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca. Ele foi socorrido e levado às pressas ao hospital, onde permanece internado em estado grave.
A Polícia Metropolitana informou que apura a possibilidade de os dois ataques estarem conectados, mas, até o momento, ninguém foi preso em relação a nenhum dos casos.

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