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As autoridades dos Estados Unidos detiveram uma pessoa para interrogatório, em relação ao sequestro da mãe da apresentadora da NBC News Savannah Guthrie, informaram diversos veículos de imprensa americanos nesta terça-feira.
Acredita-se que Nancy Guthrie, mãe da jornalista, tenha sido sequestrada de sua casa em Tucson, Arizona, na noite de 31 de janeiro ou na madrugada de 1º de fevereiro. Com base em fontes policiais não identificadas, a CNN, a ABC e a Fox News informaram que uma pessoa foi detida para interrogatório em conexão com o sequestro. O indivíduo preso não foi acusado formalmente, segundo informou a CNN.
Apresentadora de TV dos EUA, Savannah Guthrie suplica pela vida da mãe a sequestradores; vídeo
Polícia diz acreditar que mãe desaparecida de apresentadora americana ainda está viva
O FBI divulgou imagens, na manhã de terça-feira, de um indivíduo mascarado e “armado” que parece estar mexendo na câmera da porta da frente da casa da mãe da jornalista.
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O diretor do FBI, Kash Patel, publicou seis fotos e três vídeos em preto e branco em sua conta no Twitter mostrando um indivíduo mascarado na varanda da casa da mulher de 84 anos.
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– Desde esta manhã, as autoridades descobriram essas imagens, recentemente indisponíveis, mostrando um indivíduo armado que parece ter mexido na câmera da porta da frente de Nancy Guthrie nas primeiras horas de seu desaparecimento – afirmou Patel.
O caso gerou ampla cobertura da mídia. Dezenas de jornalistas e equipes de televisão se reuniram na tranquila área residencial onde a vítima mora.
Savannah Guthrie e sua mãe Nancy
Reprodução/X
A filha de Nancy, Savannah, é uma das apresentadoras do popular programa “Today” da NBC News, lançado em 1952, um dos programas americanos de maior duração ainda no ar.
Bilhete de resgate
O FBI também indicou que a família de Nancy Guthrie recebeu um bilhete de resgate exigindo pagamento.
As imagens divulgadas na terça-feira pelo FBI mostram um indivíduo usando uma máscara de esqui, uma jaqueta com zíper, luvas e uma mochila, aproximando-se da porta da frente da casa de Nancy Guthrie.
Ele parece manipular a câmera por alguns segundos antes de se afastar para arrancar plantas, que ele então usa para cobrir a câmera.
As autoridades locais relataram na semana passada que a câmera da campainha da casa de Nancy Guthrie foi desconectada à 1h47 da manhã de domingo, 1º de fevereiro.
O software detectou a presença de uma pessoa menos de meia hora depois, às 2h12 da manhã, mas nenhum vídeo estava disponível, especificaram.
Savannah Guthrie explicou no Instagram, na segunda-feira, que acreditava que sua mãe “ainda estivesse viva”, mas que sua família havia chegado “a um ponto de desespero”.
A família teme por sua vida caso ela não siga o tratamento prescrito para seu problema cardíaco.

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (19) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Os parlamentares analisam a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 32/15. Se acolhida, a medida ainda terá de ser discutida por uma comissão especial.

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Na última quarta-feira (13), a comissão realizou audiência pública sobre o tema, que dividiu a opinião dos participantes. Na ocasião, o relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), citou pesquisa recente que aponta que 90% dos brasileiros defendem a redução da maioridade penal.

Para o parlamentar, é preciso dar uma resposta ao clamor social. Ele argumenta ainda que a Constituição permite a mudança.

“O caminho mais técnico e equilibrado é manter a regra geral de inimputabilidade até os 18 anos e criar uma exceção para jovens de 16 e 17 anos em crimes de extrema gravidade”.

Na proposta, Coronel Assis prevê ainda a manutenção de garantias para os jovens, como o cumprimento de penas em unidades separadas dos adultos, procedimentos processuais específicos e a proibição de penas cruéis.

Já o advogado e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, defende que a proposta é “oportunista e demagógica”, com fins eleitoreiros às vésperas do pleito deste ano.

“Os parlamentares sabem sobre a inconstitucionalidade da proposta baseada na supressão de direitos fundamentais dos adolescentes de responderem por seus atos com base no ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], e não pelo Código Penal”, disse, ao citar que o critério de maioridade penal aos 18 anos é adotado pela muitas nações.

“Reduzir a idade penal seria como reconhecer a incapacidade do Estado em educar e incluir socialmente seus adolescentes. Quando o Estado, a sociedade e as famílias excluem, o crime acaba incluindo”, completou, ao classificar a proposta como ilusória e com o objetivo de ludibriar a opinião pública.

Números

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

*Com informações da Agência Senado

As Forças Armadas do Irã ameaçaram nesta terça-feira abrir novas frentes de guerra contra os EUA se o conflito de alta-intensidade entre os dois países for retomado. A indicação ocorre um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, revelar que interrompeu de última hora planos para bombardear Teerã, a pedido de aliados no Golfo, o que encerraria de fato o cessar-fogo vigente há cerca de 40 dias. A falta de progresso nas negociações diplomáticas e a tensão constante entre autoridades aumentou o nível de preparo de estrategistas militares nos dois países, que projetam planos de guerra para uma renovação das hostilidades — no caso iraniano, incluindo uma vasta gama de respostas, incluindo uma iniciativa para capacitar civis a usarem fuzis.
Pesquisa NYT/Siena: Maioria dos eleitores dos EUA rejeita retomada da guerra contra o Irã mesmo sem fim imediato de programa nuclear
Anistia Internacional: Aumento ‘impactante’ no Irã faz execuções no mundo baterem recorde em 2025
— Se o inimigo for tolo o suficiente para cair na armadilha sionista mais uma vez e lançar uma nova agressão contra o nosso amado Irã, nós vamos abrir novas frentes, com novos equipamentos e novos métodos — afirmou o porta-voz militar iraniano Mohammad Akraminia, citado pela agência de notícias ISNA nesta terça.
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A avaliação de especialistas é de que o Irã se preparou para um conflito prolongado na primeira fase da guerra, estimando que pudesse durar cerca de três meses. A leitura inicial fez com que Teerã limitasse o uso de mísseis para sustentar semanas de ataques contra Israel e alvos regionais, segundo o especialista em questões de segurança iraniana do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança, Hamidreza Azizi, em entrevista ao New York Times.
Em contraste, se a guerra recomeçar, a leitura da liderança iraniana é de uma mudança no perfil dos combates, “curtos, porém de alta intensidade”, incluindo ataques coordenados e pesados contra a infraestrutura energética do Irã. A repercussão disso na prática, avalia Azizi, seria o disparo de dezenas ou centenas de mísseis por dia para “enfrentar efetivamente o inimigo e também mudar os cálculos do outro lado”.
O impacto imediato seria maior para países árabes do Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Arábia Saudita e Catar, bombardeados na primeira fase da guerra. Os danos no caso de uma ação mais direcionada e intensa poderiam, no entanto, ter uma dimensão diferente, sobretudo para o setor energético do país — o que aprofundaria a crise de fornecimento de petróleo e gás, que já é uma ferramenta de pressão econômica usada pelo Irã.
Autoridades iranianas e analistas alinhados ao governo têm feito ameaças e declarações agressivas a países da região, sobretudo contra os Emirados Árabes, que abriga bases militares americanas e, de acordo com relatos recentes, teria realizado ataques secretos contra Teerã durante a ofensiva.
— Certamente devemos fazer os Emirados voltarem à era de andar de camelo, e podemos fazer isso — disse Mehdi Kharatian, analista próximo às forças de segurança iranianas, em uma entrevista em podcast no mês passado. — Se necessário, ocuparemos Abu Dhabi.
Por mais hiperbólicas que sejam essas declarações, elas refletem correntes importantes de pensamento dentro da liderança da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo Ali Alfoneh, pesquisador sênior do Arab Gulf States Institute.
“A ameaça de retaliação iraniana contra grandes produtores de petróleo continua sendo um dos poucos fatores que restringem o comportamento dos EUA em relação ao Irã”, escreveu o pesquisador.
O vice-presidente executivo do Quincy Institute, Trita Parsi, apontou em uma publicação na rede social X que o objetivo da retaliação poderia ser causar dano máximo não apenas ao setor energético, mas a data centers do país, em meio às ambições de Abu Dhabi de se tornar um hub de inteligência artificial alinhado aos EUA.
Concessões?: Mídia iraniana diz que EUA propuseram isenção temporária de sanções ao petróleo em meio a impasse sobre acordo de paz
O outro estreito
Enquanto o controle do Estreito de Ormuz continua sendo um ponto controverso nas negociações de cessar-fogo, estrategistas militares iranianos avaliam estender suas operações de bloqueio ao tráfego naval no Oriente Médio para além da principal via comercial. Em caso de uma nova escalada, Teerã poderia tentar exercer controle sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, com ajuda das milícias Houthis do Iêmen.
A avaliação dos analistas é de que se o governo iraniano acreditar que o controle sobre Ormuz está ameaçado — uma vez que os EUA trataram publicamente sobre a intenção de liberar a passagem com o emprego das Forças Armadas —, uma solução seria ampliar as ações ofensivas no segundo estreito, fazendo os americanos terem que se dividir em duas frentes marítimas.
Kharatian disse na entrevista em podcast do mês passado que, se os EUA atacarem a infraestrutura econômica iraniana, o Irã retaliará limitando o tráfego em Bab el-Mandeb. A manobra em si, porém, pode ser difícil de realizar, uma vez que os aliados no Iêmen têm reagido com cautela aos combates mais recentes, com analistas atribuindo isso a cálculos de estoques militares disponíveis cada vez menores.
Estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb
Editoria de Arte
Treinamento civil
Mesmo sem o retorno de fato das hostilidades, o regime iraniano usa a sombra da ameaça americana para manter a mobilização em setores populares, mantendo a população civil engajada para o caso de necessidade de uma resistência patriótica. Em Teerã, treinamentos para capacitar civis ao uso de fuzis AK-47 foram vistos nas últimas semanas.
Autoridades instalaram estandes de treinamento militar por toda Teerã para ensinar ao público o básico do manuseio de armas, buscando preparar a sociedade iraniana para a possibilidade de um combate corpo a corpo, embora as ofensivas ao país tenham se concentrado em ataques aéreos até o momento. Na Praça Haft-e Tir, nos últimos dias, um soldado da Guarda Revolucionária do Irã ensinou por quase meia hora um grupo de iranianos a montar e desmontar um fiz AK-47, além de demonstrar diferentes tipos de munição.
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— A resposta das pessoas, de homens e mulheres, tem sido extraordinária. É totalmente voluntária — disse Nasser Sadeghi, soldado responsável por um dos treinamentos realizados no estande da Praça Haft-e Tir. — O objetivo é promover a cultura do martírio e da vingança pelo sangue do líder. Se Deus quiser, nos próximos dias, dependendo do que as autoridades superiores considerarem apropriado, outras armas também serão incluídas no treinamento.
Entre os participantes, havia homens com pouca experiência militar prévia, bem como mulheres vestidas com chador, algumas com faixas na cabeça e nos pulsos com a bandeira iraniana. Crianças e adolescentes também foram vistos posando para fotos com fuzis descarregados.
— Se Deus quiser, poderemos usá-la contra a agressão inimiga, caso um dia eles tenham más intenções contra esta terra — disse Fardin Abbasi, um funcionário público de 40 anos, após participar de um dos treinamentos.
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Mahnaz, uma mulher de 39 anos mãe de três filhos, disse que aprender a usar armas se tornou necessário nas circunstâncias atuais.
— Na minha opinião, nessas circunstâncias que os EUA criaram para nós, onde não poupam mulheres, crianças, jovens ou idosos, é nosso dever humano pelo menos aprender a atirar e a manusear armas — disse ela em entrevista à agência de notícias AFP. — Para que, se necessário, possamos usá-las com facilidade.
Perto dos estandes de treinamento, outros postos ofereciam chá, serviços de aconselhamento psicológico e assistência médica, enquanto alto-falantes transmitiam discursos, cânticos e homenagens a comandantes militares mortos. A televisão estatal iraniana também abraçou a iniciativa, chegando a convidar um membro da Guarda Revolucionária para ensinar um apresentador de televisão a mirar e disparar um fuzil de assalto. (Com AFP e NYT)
Uma turista de 33 anos morreu após ser esmagada por dois elefantes durante uma confusão em um acampamento turístico no estado de Karnataka, no sul da Índia, neste domingo (18). O caso aconteceu no Dubare Elephant Camp, atração conhecida por permitir contato próximo entre visitantes e os animais.
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Segundo informações divulgadas por veículos locais e internacionais, a mulher acompanhava uma atividade de banho dos elefantes às margens do rio Cauvery quando dois exemplares começaram a se enfrentar repentinamente. Durante a briga, ela acabou atingida e prensada pelos animais.
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A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. As autoridades indianas abriram investigação para apurar as circunstâncias do acidente e avaliar se houve falhas nos protocolos de segurança do local.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento de tensão durante a confusão entre os elefantes. As imagens passaram a ser compartilhadas com alertas de conteúdo sensível devido à gravidade da cena.
O Dubare Elephant Camp é um dos destinos turísticos mais conhecidos de Karnataka e oferece atividades como alimentação, banho e interação com elefantes treinados. O local recebe visitantes de diferentes regiões da Índia e também turistas estrangeiros.
Casos envolvendo ataques ou acidentes com elefantes são recorrentes no país, especialmente em áreas onde há contato frequente entre humanos e os animais. Autoridades ambientais indianas costumam reforçar orientações de segurança em atrações turísticas ligadas à vida selvagem.
O órgão interno de fiscalização e controle do Pentágono anunciou uma investigação sobre os ataques das Forças Armadas dos EUA contra lanchas supostamente ligadas ao tráfico de drogas no Oceano Pacífico e no Caribe — operações que já mataram 192 pessoas, segundo as estimativas oficiais, e que são parte da política de combate ao “narcoterrorismo” lançada pelo presidente Donald Trump. O órgão vai avaliar se a ofensiva seguiu as diretrizes de seleção de alvos em meio às alegações de que os ataques foram ilegais e correspondem a execuções extrajudiciais.
“O escopo desta avaliação inclui o processo conjunto para embarcações selecionadas como alvo na área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA, como parte da Operação Lança do Sul”, informou o escritório do Inspetor-Geral independente do Pentágono, em comunicado à Bloomberg News.
O objetivo da avaliação é determinar se o Pentágono seguiu um processo de seis fases chamado Ciclo Conjunto de Seleção de Alvos (Joint Targeting Cycle, em inglês), escreveu Bryan T. Clark, inspetor-geral assistente, em um memorando de 11 de maio enviado ao general Joseph Donovan, líder do Comando Sul dos EUA, e a Bradley Hansell, subsecretário de inteligência e segurança. A investigação foi iniciada pelo próprio órgão e não em resposta a um pedido do Congresso, informou a agência.
“Realizaremos a avaliação no Pentágono e na sede do Comando Sul [e] poderemos identificar locais adicionais durante a avaliação”, disse Clark.
(Com Bloomberg e AFP)
*Matéria em atualização
Imagens que circulam nas redes sociais após a tragédia nas Maldivas mostram o interior da chamada “caverna dos tubarões”, onde cinco mergulhadores italianos morreram durante uma expedição submarina no atol de Vaavu. O vídeo, gravado dentro da caverna Thinwana Kandu, revela corredores estreitos, sinuosos e escuros no complexo submerso onde os corpos foram localizados a cerca de 49 metros de profundidade.
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Quatro das vítimas, a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri e a pesquisadora Muriel Oddenino, foram encontrados nesta segunda-feira por uma equipe finlandesa especializada em resgates de mergulho profundo. Gianluca Benedetti, o quinto integrante do grupo, havia sido localizado anteriormente, próximo à entrada da caverna. Segundo Ahmed Shaam, porta-voz do governo das Maldivas, os corpos estavam “bem no interior da caverna, no terceiro segmento”, praticamente juntos.
Assista:
Vídeo reforça mistério sobre tragédia
As imagens da caverna ajudaram a ampliar os questionamentos sobre o que teria acontecido durante o mergulho. O local, situado a cerca de 60 milhas da capital Malé, possui aproximadamente 60 metros de extensão e é dividido em três câmaras. No vídeo, um mergulhador atravessa passagens apertadas enquanto a estrutura aparece praticamente sem vida marinha, exceto pela presença de uma arraia.
As autoridades ainda investigam as causas da tragédia, mas diferentes hipóteses surgiram nos últimos dias. Uma delas envolve as condições climáticas adversas registradas na região. Um alerta amarelo de mau tempo havia sido emitido na véspera da expedição, com ventos de até 48 km/h atingindo o arquipélago. O marido de Monica, Carlo Sommacal, afirmou ao jornal La Repubblica que a mergulhadora era extremamente experiente e não teria ignorado os riscos deliberadamente.
— Ela jamais teria colocado a vida da filha ou das outras pessoas em risco por imprudência. Alguma coisa aconteceu lá embaixo — disse
Caverna dos Tubarões nas Maldivas
YouTube/MERGULHADORES DO NEVA
Outro ponto investigado é a profundidade da operação. Posteriormente, foi revelado que o iate Duke of York, de onde o grupo partiu, não possuía autorização para mergulhos acima de 30 metros. Os italianos, no entanto, foram encontrados a cerca de 160 pés de profundidade, o equivalente a quase 49 metros. Especialistas também levantaram dúvidas sobre o tipo de equipamento utilizado no mergulho.
As operações de recuperação dos corpos continuam sendo consideradas extremamente perigosas. No sábado, um mergulhador militar das Maldivas morreu durante a tentativa de resgate, vítima de doença descompressiva, elevando para seis o número total de mortos no caso. Equipamentos especializados enviados pelo Reino Unido e pela Austrália estão sendo usados na operação, que inclui scooters subaquáticas e cilindros capazes de reciclar o ar.
Um estudante de 10 anos ficou gravemente ferido após cair de uma tirolesa de uma altura superior a seis metros durante uma visita escolar ao Dolygaer Outdoor Centre, na região de Brecon Beacons, no País de Gales. O acidente ocorreu na última semana, enquanto o grupo participava de atividades no centro de aventuras ao ar livre.
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Funcionários do local e um professor prestaram os primeiros socorros imediatamente após a queda. Um profissional de resgate em montanha que estava na região também auxiliou no atendimento até a chegada dos paramédicos. O menino foi levado para a Unidade Infantil do Hospital Príncipe Charles, em Merthyr Tydfil, onde permanece internado há cinco dias. Segundo informações divulgadas pela instituição, ele está se recuperando.
Investigação sobre o acidente
Em comunicado, um porta-voz do Dolygaer Outdoor Centre informou que a equipe agiu rapidamente após o incidente e afirmou que o local seguirá colaborando com as investigações sobre as circunstâncias da queda.
— Por volta das 20h, o aluno sofreu uma queda. Funcionários da escola e um professor responderam imediatamente para prestar os primeiros socorros. O atendimento médico recebeu apoio adicional de um profissional de resgate em montanha — declarou.
O centro também afirmou que sua principal preocupação é o bem-estar do estudante, da família e das pessoas que testemunharam o acidente.
— A Dolygaer mantém o compromisso com os mais altos padrões de segurança e cooperará integralmente com quaisquer investigações adicionais — acrescentou o porta-voz.
A diretora-executiva da Escola Primária Libanus, Nicola Williams, desejou uma rápida recuperação ao aluno e afirmou que a instituição dará suporte às apurações.
— Podemos confirmar que um aluno da escola se envolveu em um acidente em um centro de atividades local na semana passada e toda a comunidade escolar deseja a ele uma recuperação completa e rápida — disse.
O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista, passou a ser investigado pela Justiça da Espanha no caso do resgate público da companhia aérea Plus Ultra, ligada a empresários venezuelanos, durante a pandemia de Covid-19. É a primeira vez que um ex-chefe de governo espanhol se torna formalmente alvo de investigação criminal.
A Audiência Nacional, tribunal sediado em Madri especializado em casos financeiros complexos, informou nesta terça-feira que convocou Zapatero para depor no próximo dia 2 de junho sobre “o resgate da companhia aérea Plus Ultra”.
A empresa recebeu, em março de 2020, um empréstimo público de 53 milhões de euros — cerca de US$ 62 milhões — concedido pelo governo espanhol durante a pandemia.
Zapatero, que governou a Espanha entre 2004 e 2011, é investigado por suspeitas de organização criminosa, tráfico de influência e falsidade documental.
Em 2021, a Plus Ultra operava apenas quatro aeronaves Airbus A-340 em rotas para Equador, Peru e Venezuela.
Mesmo assim, foi beneficiada com recursos do fundo emergencial de 10 bilhões de euros criado pelo governo do atual primeiro-ministro Pedro Sánchez para socorrer empresas consideradas estratégicas durante a crise sanitária.
Investigação mira supostas comissões e elo com aliado de Zapatero
Segundo o jornal El País, que cita fontes próximas à investigação, as apurações se concentram em uma empresa de consultoria ligada a um aliado político de Zapatero.
De acordo com o periódico, a empresa teria atuado como intermediária financeira no pagamento de supostas comissões ocultas relacionadas ao resgate da companhia aérea.
Os escritórios do ex-primeiro-ministro e empresas pertencentes às filhas dele foram alvo de buscas.
O caso gerou forte controvérsia política na Espanha desde a concessão do auxílio à Plus Ultra.
Partidos conservadores da oposição criticaram os vínculos da companhia com empresários venezuelanos próximos ao governo de Nicolás Maduro.
O episódio ganhou ainda mais repercussão após vir à tona que o então ministro dos Transportes da Espanha, José Luis Ábalos, reuniu-se em Madri, em janeiro de 2020, com Delcy Rodríguez, figura central do governo venezuelano e proibida de entrar na União Europeia.
Ábalos está atualmente preso e responde a outra investigação por corrupção.
A Plus Ultra tem sede em Madri, mas seus principais acionistas são empresários venezuelanos que, segundo setores da direita espanhola, mantêm proximidade com o chavismo.
O filho do fundador da rede de moda Mango foi detido no âmbito da investigação sobre a morte do empresário Isak Andic, segundo afirmou à AFP nesta terça-feira uma fonte próxima ao caso.
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Andic, de 71 anos, criador de uma das maiores marcas de moda do mundo — com cerca de 2.800 lojas —, morreu em dezembro de 2024 após cair de uma altura considerável enquanto fazia trilha com o filho nos arredores de Barcelona. A morte causou grande comoção no mundo empresarial.
Em 2025, segundo o El País, a polícia catalã alterou a linha de investigação — de acidente para possível homicídio — e concentrou o inquérito em Jonathan Andic, filho da vítima.
Fontes policiais confirmaram à AFP, na ocasião,apenas que a investigação segue em andamento e que o caso foi encaminhado à Justiça para mais informações, embora o processo esteja sob sigilo judicial.
Ainda de acordo com o El País, Jonathan, que era a única pessoa presente no momento do incidente, foi interrogado e apresentou “contradições”, o que reforçou as suspeitas.
Outra testemunha, Estefanía Knuth, golfista profissional e companheira de Isak Andic, relatou à polícia o mau relacionamento entre pai e filho, segundo o jornal.
Em resposta ao El País no ano passado, a família expressou confiança de que “este processo terminará o mais rápido possível e será comprovada a inocência de Jonathan Andic”.
Isak Andic, nascido em Istambul, era uma das pessoas mais ricas da Espanha, com fortuna estimada pela Forbes em US$ 4,5 bilhões.
O empresário abriu sua primeira loja em Barcelona em 1984. Desde então, a Mango se expandiu rapidamente por toda a Espanha e consolidou-se como um dos principais grupos de moda do mundo, com mais de 16,4 mil funcionários, segundo o site oficial da companhia.
A polícia de South Yorkshire, no Reino Unido, informou à mãe de Ben Needham que não será mais responsável pela investigação sobre o desaparecimento do menino britânico, que sumiu com um ano de idade em julho de 1991, na ilha grega de Kos. A decisão foi comunicada a Kerry Needham, hoje com 51 anos, durante uma videochamada, realizada neste mês de maio, com a oficial de ligação familiar e encerra formalmente a atuação britânica em um dos casos de desaparecimento mais antigos envolvendo cidadãos do país.
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Segundo o jornal Mirror, agentes da unidade de crimes graves afirmaram que futuras apurações caberão exclusivamente à polícia grega, alegando falta de tempo e recursos. Abalada, Kerry lamentou a decisão e disse temer o fim das buscas.
— Esta é uma notícia devastadora. O caso agora ficará exclusivamente nas mãos das autoridades gregas. Se isso acontecer, acho que posso desistir da busca por Ben, porque a polícia grega só quis que esse caso fosse esquecido — afirmou.
Ben desapareceu em 24 de julho de 1991 enquanto brincava perto de uma casa de campo na região de Iraklis, em Kos, onde os avós reformavam a propriedade. Naquele verão, Kerry havia se mudado para a ilha com o filho para recomeçar a vida ao lado dos pais. Enquanto ela trabalhava em um hotel, o menino ficou sob os cuidados dos avós. Por volta das 14h30, a família percebeu que ele havia sumido sem deixar rastros. Inicialmente, pensaram que ele estivesse com o tio adolescente, mas logo constataram que não era o caso e acionaram a polícia local.
Dois dias depois, testemunhas disseram ter visto uma criança com características semelhantes às de Ben no aeroporto local, mas a pista nunca foi confirmada. A família voltou para a Inglaterra em setembro daquele ano, prometendo manter as buscas. Desde então, o caso passou por diversas reviravoltas, incluindo a divulgação de imagens de progressão de idade, recompensas milionárias e novas investigações conduzidas por autoridades britânicas e gregas.
Em 2012, ganhou força a teoria de que Ben teria morrido acidentalmente ao ser atingido por uma escavadeira em um olival próximo à fazenda. O operador da máquina, Konstantinos “Dino” Barkas, teria confessado o acidente antes de morrer, segundo uma fonte anônima. Escavações realizadas em 2016 encontraram objetos que inicialmente reforçaram essa hipótese, mas exames posteriores enfraqueceram a conclusão e nenhum vestígio definitivo da criança foi localizado.
Kerry sempre resistiu à versão do acidente e sustentou a possibilidade de sequestro.
— Se tivesse havido um acidente, teria havido alguma coisa. Eles escavaram tão fundo naquela área que encontraram um antigo cemitério. Então, tenho certeza de que poderiam encontrar um fragmento de uma criança ou uma gota de sangue, qualquer coisa. Mas não encontraram nada — disse anteriormente.
Em nota, a polícia de South Yorkshire afirmou que continuará disponível para apoiar as autoridades gregas caso surjam novas evidências e reiterou o compromisso de prestar suporte à família.
“No entanto, após 35 anos, devemos garantir que todas as rotas apropriadas estejam em funcionamento e continuem adequadas à sua finalidade”, declarou a corporação.
Hoje vivendo em Antalya, na Turquia, Kerry afirma que planos para reinterrogar testemunhas e realizar uma reunião com o Ministério Público grego foram cancelados. Agora, qualquer nova informação será encaminhada à Interpol e às autoridades da Grécia, um cenário que, para ela, representa o risco de o caso de Ben desaparecer de vez.
A Rússia anunciou na terça-feira que suas Forças Armadas iniciaram três dias de exercícios com armas nucleares, envolvendo milhares de soldados em todo o país.
“De 19 a 21 de maio de 2026, as Forças Armadas da Federação Russa realizarão um exercício de preparação e uso de forças nucleares em caso de ameaça de agressão”, informou o Ministério da Defesa russo.

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