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O panorama apresentado pela organização no documento, publicado no fim da semana passada, mostra que mais de 1,8 mil instalações médicas, incluindo hospitais, centros de atenção primária, clínicas, farmácias e laboratórios, foram completamente destruídas ou danificadas desde que o atentado terrorista lançado pelo Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deu início à incessante campanha militar israelense.
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Em uma coletiva de imprensa em Genebra na sexta-feira, a representante da OMS para os territórios palestinos ocupados, Reinhilde van de Weerdt, afirmou que o valor indicado no relatório seria necessário para reconstruir ou reparar as construções atingidas pela guerra, substituir equipamentos, comprar medicamentos e treinar novos profissionais.
Mesmo com um cessar-fogo estabelecido no ano passado, que vem sendo amplamente respeitado, apesar de incidentes de violência continuem sendo realizados, os atendimentos de saúde em Gaza continuam extremamente limitados, afetados diretamente pelos bloqueios impostos por Israel nas fronteiras, controlando o que entra e o que sai do território.
Em um recorte apresentado pela OMS, relativo ao tratamento de pacientes com câncer em Gaza, os dados apontam uma média de seis pacientes mortos por dia, em razão de atrasos no tratamento, causados pela escassez quase total de estrutura e medicamentos.
Impacto direto da guerra
Além do dano estrutural e da falta de medicamentos provocados por ações militares, outros impactos profundos ao acesso à saúde decorreram da guerra. Ainda de acordo com a representante da OMS, 80% dos cerca de 1,6 mil acampamentos de deslocados pelo conflito registraram infestações de roedores e outras pragas que espalham doenças. Há relatos de propagação de doenças de pele em uma proporção igual dos acampamentos.
A crise nos acampamentos e entre a população civil é ampla e multifacetada. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou nesta terça-feira que Israel estaria usado o acesso a água como arma de guerra, negando aos palestinos um recurso essencial. Um terço dos pedidos da ONG para transportar unidades de dessalinização, bombas, cloro e outros produtos para tratamento da água, reservatórios, repelentes de insetos ou latrinas “foi rejeitado ou ficou sem resposta”, afirmam representantes.
Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, “a privação deliberada de água infligida aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel”, afirma a MSF em um comunicado.
Em Genebra, a representante da OMS criticou as normas impostas pelo governo israelense para a retirada de pacientes para receber tratamento fora da Faixa de Gaza, citando um processo complexo e que na prática priva o direito ao atendimento digno. As autoridades israelenses alegam que as autorizações são necessárias por razões de segurança, e retiradas médicas têm sido realizadas em alguma medida.
Um grupo de 81 crianças palestinas feridas ou doentes, acompanhadas por 108 familiares, chegou à Jordânia para receber tratamento nesta terça-feira — o 26º grupo desde o início da guerra pela iniciativa “Corredor Médico da Jordânia”, acordada pelo Rei Abdullah II após uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, em fevereiro de 2025. De acordo com a iniciativa, cerca de 2 mil crianças serão transportadas para a Jordânia para receber tratamento médico. (Com AFP)







