O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou, na manhã desta segunda-feira, sua renúncia ao cargo e à liderança do Partido Trabalhista. No comando da política britânica há menos de dois anos, ele era pressionado em seu partido desde maio, quando os trabalhistas foram os grandes derrotados nas eleições locais. Mal avaliado pelos britânicos, Starmer, no entanto, permanecerá como primeiro-ministro até que o Partido Trabalhista escolha um novo líder.
Fim da linha: Keir Starmer anuncia renúncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido e liderança do Partido Trabalhista
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Para se candidatar, o concorrente precisa do apoio de 81 parlamentares trabalhistas (20% do total), e a decisão final caberia aos membros do partido. Há diversos possíveis concorrentes, e disputas pela liderança às vezes produzem resultados inesperados, mas três nomes são os principais cotados.
Andy Burnham
Andy Burnham fala com apoiadores e jornalistas após vencer eleição suplementar que o levou ao Parlamento britânico, em Ashton-in-Makerfield, na Inglaterra
Darren Staples / AFP
O momento político favorece Andy Burnham, prefeito da Grande Manchester, no norte da Inglaterra, e o único nome de peso do Partido Trabalhista que parece ser significativamente mais popular entre os eleitores do que Starmer, segundo pesquisas de opinião. Na sexta-feira, Burnham venceu uma eleição suplementar considerada crucial no Reino Unido, garantindo uma cadeira no Parlamento, o que o qualifica para disputar a liderança do Partido.
Burnham já havia dito que desafiaria Starmer pela liderança do Partido Trabalhista e, em seu discurso de vitória, afirmou que o resultado representa uma oportunidade para mudanças dentro da legenda.
— Digo ao meu próprio partido: esta é a última chance de mudar — declarou após conquistar quase 55% dos votos e superar Robert Kenyon, do Reform UK, por mais de 9 mil votos. — Foi isso que as pessoas me disseram diretamente nas centenas de portas em que bati. Precisamos ouvi-las, agir de acordo com o que dizem e fazer isso da maneira certa. Não haverá uma segunda chance. Mas agora existe uma oportunidade.
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Wes Streeting
Wes Streeting, cotado para substituir Keir Starmer como premier do Reino Unido
Brook Mitchell/AFP
Wes Streeting renunciou ao posto de secretário de Saúde no governo de Keir Starmer após a derrota do Partido Trabalhista nas eleições locais de maio. Ele conta com apoio da ala mais à direita do partido e é amplamente reconhecido como um dos comunicadores mais eficazes do governo. Sua imagem, no entanto, foi prejudicada por ligações com Peter Mandelson, demitido do cargo de embaixador do Reino Unido em Washington quando veio à tona a profundidade de sua amizade com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Angela Rayner
Angela Rayner, cotada para substituir Keir Starmer como premier do Reino Unido
Thomas Krych/Anadolu via AFP
Angela Rayner era a candidata preferida da ala à esquerda dos trabalhista, até Andy Burnham conseguir uma cadeira no Parlamento na última sexta-feira. Ex vice-líder do Partido Trabalhista, ela, porém, renunciou no ano passado em meio a uma controvérsia tributária que ainda não foi resolvida.
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Após a derrota dos trabalhistas nas eleições locais de maio, Rayner foi um dos quadros a aumentar a pressão sobre Starmer quando divulgou uma declaração criticando uma “cultura tóxica de compadrio” dentro do Partido, alertando que a legenda pode estar diante de sua “última chance”. Não seria surpresa se ela desistisse de desafiar Starmer pessoalmente para apoiar a candidatura de Andy Burnham à liderança do Partido Trabalhista.
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Andy Burnham
Andy Burnham fala com apoiadores e jornalistas após vencer eleição suplementar que o levou ao Parlamento britânico, em Ashton-in-Makerfield, na Inglaterra
Darren Staples / AFP
O momento político favorece Andy Burnham, prefeito da Grande Manchester, no norte da Inglaterra, e o único nome de peso do Partido Trabalhista que parece ser significativamente mais popular entre os eleitores do que Starmer, segundo pesquisas de opinião. Na sexta-feira, Burnham venceu uma eleição suplementar considerada crucial no Reino Unido, garantindo uma cadeira no Parlamento, o que o qualifica para disputar a liderança do Partido.
Burnham já havia dito que desafiaria Starmer pela liderança do Partido Trabalhista e, em seu discurso de vitória, afirmou que o resultado representa uma oportunidade para mudanças dentro da legenda.
— Digo ao meu próprio partido: esta é a última chance de mudar — declarou após conquistar quase 55% dos votos e superar Robert Kenyon, do Reform UK, por mais de 9 mil votos. — Foi isso que as pessoas me disseram diretamente nas centenas de portas em que bati. Precisamos ouvi-las, agir de acordo com o que dizem e fazer isso da maneira certa. Não haverá uma segunda chance. Mas agora existe uma oportunidade.
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Wes Streeting
Wes Streeting, cotado para substituir Keir Starmer como premier do Reino Unido
Brook Mitchell/AFP
Wes Streeting renunciou ao posto de secretário de Saúde no governo de Keir Starmer após a derrota do Partido Trabalhista nas eleições locais de maio. Ele conta com apoio da ala mais à direita do partido e é amplamente reconhecido como um dos comunicadores mais eficazes do governo. Sua imagem, no entanto, foi prejudicada por ligações com Peter Mandelson, demitido do cargo de embaixador do Reino Unido em Washington quando veio à tona a profundidade de sua amizade com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Angela Rayner
Angela Rayner, cotada para substituir Keir Starmer como premier do Reino Unido
Thomas Krych/Anadolu via AFP
Angela Rayner era a candidata preferida da ala à esquerda dos trabalhista, até Andy Burnham conseguir uma cadeira no Parlamento na última sexta-feira. Ex vice-líder do Partido Trabalhista, ela, porém, renunciou no ano passado em meio a uma controvérsia tributária que ainda não foi resolvida.
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