Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A Procuradoria-Geral da Venezuela anunciou na manhã desta segunda-feira (hora local) que partiu do órgão a solicitação de prisão preventiva do líder da oposição Juan Pablo Guanipa, alegando que ele violara os termos de sua soltura poucas horas antes.
“A Procuradoria-Geral reitera que as medidas cautelares determinadas pelos tribunais estão condicionadas ao estrito cumprimento das obrigações impostas”, afirmou o órgão, solicitando que os tribunais “o transfiram para prisão domiciliar”.
Venezuela deve caminhar rumo a um processo eleitoral, disse líder político logo após ser libertado
Guanipa deixou a prisão no início da tarde de domingo e percorreu vários centros de detenção, em Caracas, de motocicleta, onde se encontrou com familiares de presos políticos e conversou com a imprensa.
Logo após a abordagem e consequente detenção, a reação inicial de correligionários, como a líder opositora e Nobel da Paz María Corina Machado; e da família de Guanipa, como seu filho Ramón, vieram a público denunciar o que acusaram de sequestro.
“Há poucos minutos, Juan Pablo Guanipa foi sequestrado no bairro de Los Chorros, em Caracas. Homens fortemente armados, vestidos à paisana, chegaram em quatro veículos e o levaram à força. Exigimos sua libertação imediata”, escrevera Corina em sua conta na revista X.
Aliados de María Corina Machado são soltos dias antes de votação de projeto de anistia na Venezuela
Guanipa é um colaborador próximo de María Corina. Ele entrou na clandestinidade em janeiro de 2025, após acompanhá-la a um protesto contra a posse de Maduro para um terceiro mandato consecutivo, e foi preso em maio daquele ano.
O filho de Guanipa, Ramón, chegou a exigir provas de vida do pai e sua “libertação imediata”, responsabilizando o governo.
Initial plugin text
Entenda: Veja o que mudou na Venezuela um mês após queda de Nicolás Maduro
“Ele estava em um evento às 23h45 quando foi emboscado por aproximadamente 10 agentes sem identificação. Eles apontaram armas para ele, estavam fortemente armados e levaram meu pai”, disse Ramón, em um vídeo publicado no X.
“Exijo prova imediata de que ele está vivo e responsabilizo o regime por tudo o que acontecer com meu pai. Basta dessa repressão”, acrescentou.

Veja outras postagens

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (19) que a Organização Mundial da Saúde (OMS), agência da ONU da qual Donald Trump retirou os EUA, demorou a identificar um surto mortal de ebola na África. A agência de saúde da ONU declarou o ressurgimento da febre hemorrágica altamente contagiosa como uma emergência de saúde pública global e convocou uma reunião urgente sobre a crise.
— Obviamente, essa situação será gerenciada pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) e pela OMS, que infelizmente reagiu um pouco tarde — disse Rubio.
Aumento de casos: EUA farão controles de detecção de ebola em aeroportos e restrições de entrada de visitantes que estiveram em países afetados
Entenda: Existe risco do surto letal de Ebola chegar ao Brasil? Especialistas avaliam
Na segunda-feira (18), o país anunciou que reforçará as precauções para prevenir a propagação do ebola por meio da realização de controles sanitários em aeroportos para passageiros das zonas afetadas. Além disso serão implementadas restrições de entrada para portadores de passaportes não americanos que tenham viajado para Uganda, a RDC ou o Sudão do Sul durante os últimos 21 dias.
O secretário de Estado declarou que os Estados Unidos, que destinaram cerca de 13 milhões de dólares (65,4 milhões de reais) em ajuda após cortes drásticos no ano passado, esperam abrir cerca de 50 clínicas para tratar o ebola na República Democrática do Congo, o país que investiga mais casos.
— É um pouco difícil chegar lá porque fica numa área rural… e num local de difícil acesso, num país devastado pela guerra — disse Rubio.
Como o Ebola é transmitido entre humanos? Isto é o que se sabe sobre o contágio do vírus
Ainda na segunda-feira, o diretor da OMS, Matthew Kavanagh, afirmou que a resposta americana até agora havia sido “decepcionante”.
— O governo afirmou que poderia negociar acordos bilaterais e substituir a capacidade da OMS com esforços internos. Este surto demonstra claramente que essa é uma estratégia fracassada — declarou à AFP.
Os Estados Unidos alertaram seus cidadãos para que evitem viajar para a região afetada.
Em uma de suas primeiras decisões ao retornar à presidência no ano passado, Trump iniciou a retirada dos EUA da OMS, que ele criticou duramente por sua resposta à Covid-19. Os Estados Unidos deixaram a agência oficialmente no fim de janeiro deste ano.
Não existe vacina ou tratamento terapêutico para a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo surto declarado no final da semana passada.
O ebola matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos.
Portugal endureceu as regras para concessão de cidadania e aumentou de cinco para sete anos o tempo mínimo de residência exigido para brasileiros pedirem a nacionalidade. A nova Lei da Nacionalidade, que entrou em vigor nesta terça-feira, também altera a forma de contagem do prazo, restringe critérios para filhos de imigrantes e pode ampliar ainda mais o tempo de espera — cenário que impacta diretamente milhares de brasileiros que vivem ou planejam viver no país. As mudanças refletem um movimento mais amplo do governo português de restrição da política migratória.
Contexto: Brasileiros correm para tirar cidadania de Portugal antes das regras apertarem hoje
Portugal Giro: Novas regras para tirar cidadania de Portugal valem a partir de hoje
A nova lei foi promulgada no início de maio, após revisão de trechos considerados inconstitucionais, e inaugura uma fase de incertezas sobre a aplicação prática das novas regras, especialmente para quem já tem processos em andamento.
A principal alteração atinge quem busca a cidadania por tempo de residência. O prazo mínimo passou de cinco para sete anos para cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), grupo do qual o Brasil faz parte, e pode chegar a dez anos para estrangeiros de outras nacionalidades.
Initial plugin text
Além disso, a contagem do tempo passa a considerar apenas o período após a emissão da autorização de residência, desconsiderando a fase inicial de regularização migratória. Na prática, isso pode prolongar ainda mais o caminho até a cidadania.
As mudanças afetam diretamente brasileiros, que formam a maior comunidade estrangeira em Portugal, com mais de 500 mil residentes.
Uma década: Em Portugal, conclusão de novos pedidos de cidadania pode levar dez anos
Para o advogado Wilson Bicalho, professor de pós-graduação de direito migratório, o novo cenário altera o planejamento de quem pretende se naturalizar.
— O aumento do prazo muda completamente a estratégia de quem pretende obter a nacionalidade. Não é apenas esperar mais tempo, mas manter a regularidade migratória por um período mais longo, o que exige mais organização e segurança jurídica — afirma.
Corrida por pedidos
Antes da entrada em vigor da nova lei, houve uma corrida de brasileiros para antecipar pedidos de cidadania.
18 horas de espera: Brasileiros passam madrugada na fila para tirar cidadania em Portugal
Escritórios de imigração relataram aumento significativo na demanda, e o próprio Instituto de Registos e Notariado (IRN) confirmou a alta nos processos.
O advogado Diego Mayer, especialista em direito migratório, afirma que chegou a trabalhar em cerca de 300 pedidos de cidadania em duas semanas.
— O escritório viveu uma corrida contra o relógio. Trabalhamos até de madrugada para submeter todos os processos antes da entrada em vigor das novas regras — conta. — Para as famílias que chegaram até nós, agir antes da publicação no Diário da República significou anos a menos.
Atrasos: Pedidos de cidadania à espera de decisão em Portugal disparam quase 1000%
Mayer também ressalta que houve pedidos de cidadania de descendentes de judeus sefarditas, grupo que deixou de ter direito à obtenção da cidadania com as novas regras.
Casos como o da profissional de TI Andrea Amaral ilustram o movimento. A brasileira se encaixava nas exigências e diz que resolveu entrar logo com o processo por tempo de residência em junho de 2025, temendo possível retroatividade.
— Entrei com o processo antes da alteração, uma vez que já cumpria os requisitos da época. E para não ser prejudicada por uma mudança legislativa — explica.
Endurecimento das regras
A nova legislação também endurece as regras para filhos de estrangeiros nascidos em Portugal. Agora, o reconhecimento da nacionalidade passa a exigir vínculo mais claro dos pais com o país, incluindo residência legal por um período mínimo de cinco anos.
As mudanças também acendem um alerta entre brasileiros que planejavam usar a cidadania europeia como estratégia de mobilidade internacional e como porta de entrada para negócios na Europa.
Entenda: Pedidos submetidos antes ficam livres das novas regras para tirar cidadania de Portugal
Segundo Marcial Sá, advogado internacionalista do Godke Advogados, as mudanças podem afetar estratégias empresariais.
— Com o aumento do prazo para obtenção da cidadania, será necessário rever estratégias migratórias, societárias e tributárias para evitar insegurança jurídica durante esse período maior de residência — destaca.
Para o advogado, embora a abertura de empresas no país continue possível mesmo sem cidadania portuguesa, o novo prazo pode afetar vantagens práticas e operacionais para empresários brasileiros.
— A cidadania facilita acesso a crédito, circulação plena dentro da União Europeia, segurança sucessória e até expansão empresarial para outros países do bloco. Agora, o investidor terá um ciclo mais longo até alcançar esse status — diz.
Veja: Pedidos de cidadania portuguesa por judeus sefarditas disparam no Brasil
Apesar das novas regras, ainda há dúvidas sobre como ficarão os processos já em andamento. A expectativa é que pedidos protocolados sigam a legislação anterior, mas especialistas alertam para riscos jurídicos caso haja mudanças na aplicação das normas.
A nova lei faz parte de um movimento mais amplo de endurecimento das regras migratórias em Portugal e já provoca reações no meio jurídico. Além do aumento de prazos, o texto prevê critérios mais rigorosos para concessão da nacionalidade e discute até a possibilidade de perda do direito em casos específicos, pontos que ainda podem ser analisados pelo Tribunal Constitucional.
Com as novas regras em vigor, o acesso à cidadania portuguesa se torna mais longo e complexo. O cenário pode redefinir planos de vida de brasileiros que veem o país como porta de entrada para a Europa.
O que muda na prática
Veja, ponto a ponto, o que muda com a nova lei de cidadania portuguesa:
Prazo maior de residência: o tempo mínimo de residência legal passou de 5 para 7 anos para brasileiros e imigrantes de nações africanas de língua portuguesa (CPLP) solicitarem a cidadania;
Mais rigor para outras nacionalidades: estrangeiros fora da CPLP podem precisar comprovar até 10 anos de residência;
Nova contagem do prazo: o tempo só começa a contar após a emissão da autorização de residência, desconsiderando o período de espera por regularização migratória;
Regras mais duras para filhos de imigrantes: crianças nascidas em Portugal passam a depender de comprovação de residência legal dos pais por um período mínimo, reforçando a exigência de vínculo formal com o país;
Fim de algumas possibilidades de acesso: foram restringidas modalidades de obtenção da nacionalidade, como vias ligadas a descendência específica (como a de judeus sefarditas);
Critérios mais rigorosos no geral: a lei amplia exigências e pode tornar o processo mais longo e burocrático;
Impacto para empresários: prazo maior pode adiar acesso a benefícios como crédito e circulação no mercado europeu.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro depois que o dono do Banco Master foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Segundo o senador, o encontro após Vorcaro ter passado dez dias detido por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), serviu para encerrar a participação do banqueiro na produção do filme que retrata a história do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

Notícias relacionadas:

Na última semana, reportagens do portal The Intercept Brasil expuseram mensagens de áudio que o senador enviou a Vorcaro, pedindo-lhe dinheiro para pagar custear parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados.

Até o portal The Intercept Brasil tornar público que Vorcaro teria injetado dinheiro na produção, Flávio dizia não ter relações com o banqueiro. Com o vazamento de seus áudios, passou a admitir o contato com Vorcaro, alegando que se aproximou do banqueiro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e antes de a Polícia Federal (PF) e o Poder Judiciário reunirem provas do que pode ser a maior fraude já cometida contra o Sistema Financeiro Nacional no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.

“Fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, declarou Flávio a jornalistas nesta terça-feira. “E para dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação [as suspeitas contra o Master] era grave, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo.”

Segundo o produtor executivo e roteirista do filme, o deputado federal Mário Frias (PL-SP), quem apresentou Flávio a Vorcaro foi o publicitário Thiago Miranda. Dono da agência MiThi, Miranda é suspeito de ter contratado influenciadores digitais para participarem de uma campanha organizada contra o Banco Central (BC), em favor do Banco Master. Em novembro de 2025, o BC oficializou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras do conglomerado Master.

O próprio Miranda já confirmou a mais de um veículo de imprensa que intermediou o aporte milionário de Vorcaro no filme sobre Jair Bolsonaro. A versão foi confirmada hoje por Flávio.

“Ele me disse que conhecia uma pessoa que já havia investido em outros filmes. E me apresentou este investidor, o Vorcaro. Uma pessoa que, na época, era uma pessoa que circulava em todas as rodas, aqui em Brasília, ia a eventos com a presença de ministros, alta-roda de empresários, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, inclusive fora do Brasil”, comentou o senador, dizendo que, ao aceitar o dinheiro de Vorcaro, considerava o banqueiro uma pessoa “acima de qualquer suspeita”.

Ainda de acordo com o senador, Vorcaro cumpriu com o combinado até maio de 2025, quando passou a atrasar os pagamentos – até então liberados por intermédio de outras empresas e fundos de financiamento.

“Nesse meio tempo, como as pessoas que estavam envolvidas na produção do filme não conseguiam retorno [resposta do banqueiro], eu tentava […] cobrar ele, ter alguma posição. Eu falava: ‘se você não conseguir honrar, não tem problema. Vou atrás de outros investidores’. E ele me dizia sempre que ia honrar com o contrato integralmente”, acrescentou o senador.

“No final de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram, em que eu peço uma luz, uma palavra final sobre o que vai acontecer, porque o filme já estava [correndo] grande risco de ser encerrado, o que seria uma grande catástrofe”, comentou Flávio, destacando que, logo após ele ter enviado o áudio revelado pelo The Intercept Brasil, Vorcaro foi preso pela primeira vez.

“Nesse momento, vimos que deu uma virada de chave. Entendemos melhor que a situação era muito mais grave”, admitiu Flávio, voltando a falar sobre a reunião que teve com Vorcaro, quando este, por determinação judicial, já estava usando tornozeleira eletrônica e não podia deixar a cidade de São Paulo. Ele reafirmou que todos os seus encontros com o banqueiro foram “única e exclusivamente para tratar do filme”.

Por determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Vorcaro foi libertado dez dias após ser detido preventivamente, na primeira fase da Compliance Zero, mas voltou a ser detido em 4 de março, na terceira etapa da operação.

Ao fim do anúncio à imprensa, o senador informou que solicitou à produtora do filme sobre seu pai que apresente uma prestação de contas transparente do orçamento da produção. O senador disse que também pediu que eventuais lucros futuros sejam colocados à disposição da Justiça.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (19), que vai pedir à Caixa Econômica Federal um estudo para identificar os motivos de o programa Reforma Casa Brasil não atingir os resultados esperados.

Segundo ele, apesar do volume de recursos disponíveis, o financiamento vem sendo acessado por poucas pessoas, o que indica a existência de entraves na sua execução, já que há um grande número de pessoas que deseja fazer uma pequena obra em suas residências.

Notícias relacionadas:

Em discurso durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo, Lula disse estranhar essa situação e que, por isso, decidiu encomendar o estudo à Caixa.

Segundo Lula, a burocracia pode ser um dos motivos para que o Reforma Casa Brasil ainda não tenha atingido a meta prevista. 

“Eu posso dizer, vou adivinhar aqui, vou chutar: é a burocracia. Posso dizer, sem conhecer a fundo, mas é a burocracia que está emperrando o financiamento”, afirmou o presidente.

“Não é possível [haver tão pouco acesso ao programa] com a quantidade de gente que quer fazer um puxadinho, uma garagem, um quarto, um banheiro, uma churrasqueira”, disse ele, cobrando soluções. 

A expectativa, segundo Lula, é de que o estudo seja apresentado pela Caixa na semana que vem.

Programa

O Reforma Casa Brasil é uma linha de crédito voltada para quem já faz parte do Minha Casa Minha Vida e precisa melhorar a própria moradia, como reformar telhado, ampliar cômodos ou fazer ajustes estruturais.

O financiamento é feito com recursos do Fundo Social, que reúne verbas públicas para investimentos sociais.

Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu reduzir os juros e o ampliar o prazo de crédito do programa. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a redução da jornada de trabalho será feita de forma colaborativa, com o governo federal atento às demandas específicas de cada setor econômico, de forma a beneficiar a sociedade como um todo.

A declaração foi feita após Lula ter recebido, em São Paulo, uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta terça-feira (19), durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic).

Notícias relacionadas:

“Não se escondam de fazer qualquer proposta para nós. A construção civil é imprescindível para o futuro deste país. Em qualquer momento histórico, ela é quem gera emprego com mais facilidade. É ela quem pode fazer as coisas acontecerem”, disse o presidente.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Especificidades de cada categoria

Na sequência, Lula disse que o governo estará atento às reivindicações relacionadas à redução da escala 6 por 1, que possibilitará, aos trabalhadores brasileiros, ter dois dias de descanso semanal.

“A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor isso na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, para fazer as coisas resultarem no benefício que nós queremos para a sociedade brasileira”, disse ele, na tentativa de transmitir segurança aos empresários do setor.

“Não fiquem assustados com o fim da escala 6 por 1. Isso é algo necessário, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa; quer mais tempo para o lazer; quer mais tempo para estudar e para namorar. Isso normal porque a sociedade tem avançado muito, com os avanços tecnológicos”, acrescentou.

Dirigindo-se aos empresários da construção civil, Lula disse que precisa deles para gerar empregos, bem como para construir casas e tocar obras de infraestrutura. “E vocês precisam de mim para fazer financiamento. É uma mão de duas vias. Eu dou e recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for assim, não funciona”.

 

O conselheiro-geral do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Brian Morrissey, deixou o cargo na segunda-feira, poucas horas após o governo do presidente americano, Donald Trump, anunciar a criação de um fundo de US$ 1,776 bilhão (cerca de R$ 8,8 bilhões) de “anti-instrumentalização”, que pode beneficiar aliados políticos do presidente, segundo pessoas familiarizadas com a decisão. O mecanismo foi apresentado como uma forma de permitir que supostas vítimas de uso político do sistema judicial busquem compensação.
Diplomacia performática: Cessar-fogos perdem sentido na era Trump e viram instrumento político em conflitos globais
Pesquisa: Maioria dos eleitores dos EUA rejeita retomada da guerra contra o Irã mesmo sem fim imediato de programa nuclear, aponta pesquisa
A renúncia de Morrissey acontece sete meses após ele ser confirmado pelo Senado. O advogado não respondeu aos pedidos de comentário.
— Morrissey serviu ao Tesouro dos EUA com honra e integridade. Desejamos a ele o melhor em seus próximos empreendimentos — afirmou um porta-voz do Tesouro.
Initial plugin text
Em sua carta de renúncia, ele disse ser grato por ter trabalhado com Trump e com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
O Departamento de Justiça criou o fundo para indenizar pessoas que alegam ter sido alvo indevido do governo de Joe Biden — entre elas apoiadores de Trump e ex-integrantes de sua equipe. O grupo inclui também participantes da invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. A medida, considerada sem precedentes, poderia permitir ao governo pagar apoiadores com dinheiro público por meio do Departamento de Justiça, que está sob seu controle.
Guerra no Oriente Médio: Mídia iraniana diz que EUA propuseram isenção temporária de sanções ao petróleo em meio a impasse sobre acordo de paz
O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que a iniciativa cria “um processo legal para que vítimas sejam ouvidas e possam buscar reparação”.
O Tesouro será responsável por depositar US$ 1,776 bilhão em uma conta controlada por um grupo selecionado por Blanche. Os recursos virão do Judgment Fund, um fundo de financiamento sem limite definido usado pelo governo federal para pagar acordos judiciais sem necessidade de aprovação do Congresso.
Ainda não está claro quem poderá receber os recursos do fundo. A iniciativa, no entanto, reforça uma narrativa adotada por Trump desde o retorno ao poder: a de que órgãos de investigação foram “instrumentalizados” contra ele e seus aliados durante o governo Biden.
Nova tática: Departamento de Justiça dos EUA usará leis antiterroristas para atingir autoridades mexicanas em guerra contra o narcotráfico
Uma comissão composta por cinco membros, que ainda não foram anunciados, administrará o fundo, informou o Departamento de Justiça. Trump terá poder para demitir qualquer um dos integrantes.
A medida provocou reação imediata de democratas e entidades de fiscalização, que classificaram o fundo como incomum e potencialmente ilegal. Críticos afirmam que a medida pode direcionar recursos públicos a aliados do presidente e abrir espaço para alegações infundadas de perseguição.
— Trata-se de um esquema para retirar recursos públicos e transformá-los em um caixa paralelo — afirmou o deputado Jamie Raskin, principal democrata no Comitê Judiciário da Câmara.
Negociações a portas fechadas: EUA exigem poder de veto sobre investimentos e presença militar fixa na Groenlândia
A criação do fundo faz parte de um acordo para encerrar uma ação de US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões), movida por Trump contra a Receita Federal americana (IRS), vinculada ao Departamento do Tesouro. No processo, ele acusava o órgão de não ter evitado o vazamento de suas informações fiscais durante seu primeiro mandato. Reportagens mostraram que o então presidente pagou apenas US$ 750 (cerca de R$ 3,7 mil) em imposto federal no ano em que assumiu o cargo e não pagou nada em outros períodos.
Segundo o Departamento de Justiça, o próprio Trump não receberá nenhum pagamento, mas um pedido formal de desculpas.
O presidente desistiu da ação contra o IRS na segunda-feira após questionamentos de um juiz sobre a legalidade de processar uma agência que ele próprio controla.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou nesta terça-feira em Pequim para a 25ª visita oficial à China em seu mandato, com uma pauta extensa e complexa para discutir com o líder chinês, Xi Jinping. Desde um projeto bilionário para ampliar a oferta de gás russo ao mercado chinês, passando pelo contexto geopolítico atual — como as duas guerras que envolvem os dois países direta e indiretamente — até o desejo de Moscou de reafirmar a “amizade sem limites”. Mas a viagem também é marcada pelo crescente desequilíbrio entre as duas nações, e pela passagem recente de outro protagonista global por Pequim, o presidente dos EUA, Donald Trump.
Marcelo Ninio: Chegada de Putin a Pequim dias após visita de Trump reafirma a centralidade da China na geopolítica mundial
Entenda: China desafia sanções dos EUA ao petróleo iraniano em ação que ameaça pôr bancos no fogo cruzado
Tal como o líder americano, a delegação russa inclui alguns pesos pesados da economia: presidentes de gigantes do setor de energia (Rosneft e Gazprom), de grandes bancos locais (VTB e Sberbank), além dos chefes das agências de desenvolvimento, de energia nuclear e exploração espacial. A presidente do Banco Central Russo, Elvira Nabiullina — a principal arquiteta do modelo econômico que blindou o país das sanções —, oito ministros e cinco vice-primeiros-ministros integram o grupo.
Dias antes, a delegação de Trump que esteve na China incluiu empresários e formuladores de políticas públicas, mas o Kremlin diz que não passa de coincidência.
— Não estamos competindo com ninguém em nossas delegações e estamos desenvolvendo nossa própria relação independente e multifacetada com a República Popular da China, que nós, e nossos amigos chineses, chamamos de parceria estratégica privilegiada e especial — disse o secretário de Imprensa da Presidência russa, Dmitry Peskov, na segunda-feira.
Com mísseis balísticos: Bielorrússia e Rússia realizam manobras militares envolvendo armas nucleares
Um ponto crucial é destravar o projeto de um novo gasoduto russo, o Força da Sibéria 2, com capacidade planejada de até 50 bilhões de m³ de gás natural por ano, o que dobraria a oferta aos chineses. O plano foi tema das últimas quatro viagens de Putin ao país, mas apenas em setembro do ano passado as engrenagens começaram a se mover, quando a iniciativa foi incluída em um memorando oficial. Em março, os chineses confirmaram o início de “trabalhos preparatórios para a rota central do gasoduto russo-chinês”, como parte de seu plano quinquenal (até 2030), sem mencionar o projeto pelo nome.
Nos mais de 10 anos que se passaram desde que o Força da Sibéria 2 foi apresentado, houve mais questões do que certezas em Pequim. O risco de incrementar a dependência energética dos russos, a diferença entre o que a Rússia queria cobrar e o que a China queria pagar (a demanda mais recente era de US$ 50 por mil m³, quase dez vezes menos do que o cobrado dos europeus) e os investimentos atrasaram a batida do martelo.
Vladimir Putin e Xi Jinping: proximidade durante a Cúpula da Organização para Cooperação de Xangai
Alexander KAZAKOV / POOL / AFP
O que poucos contavam era como o governo de Donald Trump ajudaria a quebrar o impasse. Os bombardeios americanos contra centrais nucleares iranianas, em junho passado, e a “Operação Fúria Épica”, lançada em fevereiro, causaram o maior choque energético em décadas, e serviram de plataforma para os russos se credenciarem como fornecedores estáveis de petróleo e gás.
— Tradicionalmente, a China encara sua segurança energética sob a ótica da limitação do fornecimento por gasoduto a no máximo 25% do mercado e tem se mostrado relutante em depender excessivamente de Moscou — disse Laurent Ruseckas, diretor executivo de gás global da S&P Global, ao The Moscow Times. — Mas, no contexto da crise atual, ter um fornecimento maior por gasoduto pode parecer mais positivo do que negativo.
Aprendizado: Estrategistas militares da China tiram lições de guerra entre EUA e Irã e recalculam planos para eventual conflito
Em entrevista à agência Interfax, Yuri Ushakov, assessor de Putin, declarou que os líderes vão discutir o tema em Pequim, sem antecipar se darão um “passo mais sério”, como o anúncio público do gasoduto (como anseia o Kremlin). Para analistas, são pequenas as chances de que o Força da Sibéria 2 comece a operar antes de 2030.
— Tendo como pano de fundo a crise no Oriente Médio, a Rússia mantém o papel de fornecedora confiável de recursos energéticos, e a China, o de consumidora responsável — acrescentou.
Initial plugin text
Desde a declaração conjunta emitida às margens dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, em fevereiro de 2022, na qual Rússia e China declararam que “amizade entre os dois Estados não tem limites”, e que “não existem áreas de cooperação ‘proibidas’”, os laços bilaterais ganharam corpo econômico e político.
Com a invasão à Ucrânia, naquele mesmo fevereiro, a Rússia se viu sob sanções poucas vezes vistas na História moderna, e a China surgiu como um parceiro crucial para manter o esforço de guerra e apoiar os pilares econômicos. As trocas comerciais praticamente dobraram em volume, em comparação com o período pré-2022, e moedas nacionais — o rublo e, especialmente, o iuan — foram usadas em 99% dos pagamentos, confirmou o ministro das Finanças, Anton Siluanov, em 2025
Mas os números escondem um desequilíbrio: ao mesmo tempo em que Moscou se apresenta, como definiu Ushakov, como um fornecedor confiável de commodities energéticas, o país se tornou dependente da tecnologia chinesa, incluindo dos chamados bens de “uso duplo”, que podem ser empregados na indústria civil e na construção de armamentos, mísseis e, mais recentemente, drones.
Sem acordo: Pequim vai ignorar sanções dos EUA contra grupos chineses acusados de comprar petróleo iraniano
Para especialistas, um cenário que pode ganhar corpo na forma de valores, sem compromissos mais abrangentes, como uma participação mais direta da China na Ucrânia. Hoje, as tropas de Putin não conseguem mais avançar por terra como antes, e suas instalações militares e de energia estão à mercê dos drones ucranianos.
— Putin precisa disso mais do que Xi. A Rússia agora é o parceiro júnior e dependente, após a desastrosa guerra de Putin na Ucrânia — disse Timothy Ash, pesquisador da Chatham House, à rede al-Jazeera. — Assim como Trump foi pedir favores a Pequim, Putin também fará o mesmo. A China tem todas as cartas na manga.
Segundo o jornal britânico Financial Times, Xi disse a Trump que Putin pode, “no fim das contas” , se arrepender da decisão de ter invadido a Ucrânia. As fontes acrescentaram que o tom usado pelo líder chinês foi mais duro do que o usado no passado para se referir ao conflito. Os dois ainda discutiram o conflito no Irã, para o qual a China defende um plano de cinco pontos até agora ignorado por Washington. Como a Rússia, os iranianos são grandes fornecedores de petróleo para os chineses.
Embora os envolvidos prefiram evitar o tema, as visitas de Trump e Putin à China estão intimamente conectadas pelas guerras sem solução, e, em algo caro a Pequim, demonstram como hoje os chineses estão dando as cartas, e como estão dispostos a transitar entre os diferentes campos geopolíticos, sem deixar de impor suas visões de mundo.
— A visita de Trump teve como objetivo estabilizar a relação bilateral mais importante do mundo; a visita de Putin visa tranquilizar um parceiro estratégico de longa data — disse Wang Zichen, vice-secretário-geral do think tank Centro para a China e a Globalização, à Associated Press. — Para a China, essas duas vertentes não são mutuamente exclusivas.
Dois cidadãos norte-americanos foram presos após invadirem a jaula de Punch, um filhote de macaco-japonês que viralizou nas redes sociais por aparecer carregando um orangotango de pelúcia, em um zoológico nos arredores de Tóquio. O caso ocorreu neste domingo, no zoológico da cidade de Ichikawa, perto de Tóquio, no Japão.
Ex-mergulhador militar comenta tragédia em ‘Caverna dos Tubarões’ nas Maldivas: ‘Nunca entrei na terceira câmara’
Assista: Vídeo revela interior da ‘caverna dos tubarões’, onde cinco italianos morreram durante mergulho nas Maldivas
Segundo a CNN, um dos homens pulou para dentro da área do animal enquanto o outro filmava a ação.
A administração do zoológico informou que registrou um boletim de ocorrência por danos nesta segunda-feira, e afirmou que adotará medidas para evitar novos episódios semelhantes.
Um dos suspeitos, de 24 anos, afirmou ser estudante universitário. Ele é acusado de escalar a cerca da área destinada ao macaco. O segundo homem, de 27 anos, disse ser cantor. Os dois negaram as acusações.
A polícia informou que nenhum animal ficou ferido durante a invasão. De acordo com a imprensa japonesa, os dois foram detidos sob suspeita de obstrução forçada de estabelecimento comercial.
Macaco ficou famoso por apego a brinquedo de pelúcia
Punch vive no zoológico de Ichikawa e ganhou popularidade nas redes sociais após ser transferido, em janeiro deste ano, para uma jaula compartilhada com outros macacos.
Apegado a bichinho de pelúcia, macaco enfrenta dificuldades em se integrar a bando em zoo
Desde então, o zoológico passou a publicar atualizações frequentes sobre o filhote.
O animal chamou atenção pelo forte apego a um orangotango de pelúcia, que costuma carregar consigo.
Segundo o zoológico, Punch teve dificuldades para interagir com outros macacos após ter sido abandonado pela mãe, situação que ajudou a impulsionar a repercussão da história nas redes sociais.
Ainda de acordo com a instituição, o filhote continua apegado ao brinquedo, mas vem melhorando a convivência com os outros animais do grupo.
Um especialista local em mergulho classificou como “acidente anunciado” a tragédia que matou cinco mergulhadores italianos em uma caverna submersa nas Maldivas, após uma expedição a mais de 50 metros de profundidade. Segundo ele, a terceira câmara da chamada “Caverna dos Tubarões”, onde os corpos foram encontrados, era considerada perigosa até mesmo por profissionais experientes.
Assista: Vídeo revela interior da ‘caverna dos tubarões’, onde cinco italianos morreram durante mergulho nas Maldivas
Leia também: Corpos de quatro italianos desaparecidos em mergulho são encontrados em caverna nas Maldivas
Em entrevista exclusiva ao tabloide britânico Daily Mail, o ex-mergulhador militar Shafraz Naeem afirmou que já visitou o complexo subaquático “inúmeras vezes”, mas nunca entrou na terceira câmara por razões de segurança. O acidente aconteceu na quinta-feira (14), quando cinco italianos desapareceram após mergulharem na região de Thinwana Kandu, conhecida localmente como “Caverna dos Tubarões”.
O corpo do instrutor local Gianluca Benedetti, que liderava o grupo, foi encontrado na sexta-feira próximo à passagem de entrada da caverna, a cerca de 60 metros de profundidade. Os demais integrantes foram localizados apenas na segunda-feira, presos no fundo da terceira câmara, em uma área de escuridão total, por uma equipe de mergulhadores finlandeses especializados em operações técnicas de resgate.
— A caverna é implacável. É fechada, completamente escura e só se consegue ver onde a luz aponta — afirmou Naeem ao jornal britânico. — Se algo dá errado, você não consegue simplesmente subir à superfície como em um mergulho comum.
Além de Benedetti, morreram Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; o biólogo marinho Federico Gualtieri; e a pesquisadora Muriel Oddenino.
Falta de preparo e riscos extremos
Segundo Naeem, o grupo utilizava equipamentos recreativos, inadequados para mergulho técnico em cavernas profundas. Nas Maldivas, o limite permitido para mergulho recreativo é de 30 metros, enquanto a entrada da caverna fica a cerca de 50 metros abaixo da superfície.
O especialista afirmou ainda que não foram encontradas cordas-guia, conhecidas como “fio de Ariadne”, consideradas essenciais em mergulhos de caverna para orientar os mergulhadores em ambientes escuros e confinados. Para ele, a ausência desse recurso reforça a hipótese de falhas graves de planejamento e segurança.
— Pessoas sem treinamento específico para mergulho em cavernas ou sem o equipamento adequado tendem a sofrer narcose por nitrogênio. A partir daí, tudo começa a piorar — disse.
A narcose por nitrogênio é um efeito causado pela pressão em grandes profundidades, capaz de comprometer o julgamento, provocar ansiedade e desorientação. Especialistas também investigam a possibilidade de toxicidade por oxigênio, fenômeno que pode ocorrer quando a mistura respiratória usada no cilindro se torna inadequada para profundidades elevadas.
O presidente da Sociedade Italiana de Medicina Subaquática e Hiperbárica, Alfonso Bolognini, afirmou ao tabloide que uma crise hiperóxica ou um episódio de pânico dentro da caverna podem ter desencadeado a tragédia. Segundo ele, a baixa visibilidade e a agitação da água tornam qualquer erro potencialmente fatal em ambientes confinados.
Resgate teve nova morte
As operações de busca também terminaram em tragédia para as equipes de resgate. O mergulhador militar Mohamed Mahudhee morreu após sofrer doença descompressiva durante os trabalhos na região. Amigo próximo de Mahudhee, Naeem criticou a decisão das autoridades locais de enviá-lo para uma operação de alto risco sem, segundo ele, treinamento e equipamentos técnicos adequados.
A equipe responsável por localizar os corpos foi enviada pela Divers’ Alert Network Europe (DAN Europe), organização especializada em emergências de mergulho. Segundo a entidade, os profissionais utilizaram sistemas avançados de respiração conhecidos como “rebreathers”, capazes de reciclar o gás respiratório e prolongar o tempo de permanência em profundidade.
A tragédia também levantou questionamentos sobre a fiscalização do turismo de mergulho nas Maldivas. Naeem afirmou ao Daily Mail que algumas operadoras locais são conhecidas por promover mergulhos profundos acima dos limites permitidos para atrair turistas interessados em observar tubarões e outras espécies marinhas.
A empresa italiana responsável pela viagem negou ter autorizado uma descida além do limite legal permitido no país. Em declaração ao jornal italiano Corriere della Sera, representantes da operadora disseram que o plano original previa apenas uma expedição científica para coleta de amostras de corais em profundidades consideradas padrão.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (19) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Os parlamentares analisam a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 32/15. Se acolhida, a medida ainda terá de ser discutida por uma comissão especial.

Notícias relacionadas:

Na última quarta-feira (13), a comissão realizou audiência pública sobre o tema, que dividiu a opinião dos participantes. Na ocasião, o relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), citou pesquisa recente que aponta que 90% dos brasileiros defendem a redução da maioridade penal.

Para o parlamentar, é preciso dar uma resposta ao clamor social. Ele argumenta ainda que a Constituição permite a mudança.

“O caminho mais técnico e equilibrado é manter a regra geral de inimputabilidade até os 18 anos e criar uma exceção para jovens de 16 e 17 anos em crimes de extrema gravidade”.

Na proposta, Coronel Assis prevê ainda a manutenção de garantias para os jovens, como o cumprimento de penas em unidades separadas dos adultos, procedimentos processuais específicos e a proibição de penas cruéis.

Já o advogado e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, defende que a proposta é “oportunista e demagógica”, com fins eleitoreiros às vésperas do pleito deste ano.

“Os parlamentares sabem sobre a inconstitucionalidade da proposta baseada na supressão de direitos fundamentais dos adolescentes de responderem por seus atos com base no ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], e não pelo Código Penal”, disse, ao citar que o critério de maioridade penal aos 18 anos é adotado pela muitas nações.

“Reduzir a idade penal seria como reconhecer a incapacidade do Estado em educar e incluir socialmente seus adolescentes. Quando o Estado, a sociedade e as famílias excluem, o crime acaba incluindo”, completou, ao classificar a proposta como ilusória e com o objetivo de ludibriar a opinião pública.

Números

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

*Com informações da Agência Senado

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress