A imagem de Andrew Mountbatten-Windsor deixando uma esquadra da polícia na pequena cidade de Aylsham, em Norfolk, assutado no banco traseiro de um carro, dominou as primeiras páginas dos principais jornais britânicos. O registo, feito na noite de quinta-feira, tornou-se imediatamente um dos retratos mais emblemáticos da crise envolvendo o ex-príncipe.
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Na véspera, ele se tornou o primeiro membro da família real britânica, na história moderna, a ser detido. O irmão mais novo do rei Charles III passou mais de dez horas sob custódia antes de ser libertado “sob investigação”. A polícia não detalhou os elementos que motivaram a detenção por suspeita de má conduta no exercício de funções públicas.
A fotografia que dominou as capas foi capturada por Phil Noble, fotógrafo sénior da agência Reuters. Segundo ele, o registo foi resultado de preparação, persistência — e um grau significativo de sorte.
Noble percorreu cerca de cinco horas até Norfolk após a divulgação da notícia. Diante da incerteza sobre o local exato da detenção — havia diversas esquadras possíveis na jurisdição — a equipe da Reuters percorreu diferentes pontos até identificar aquela que poderia ser a correta.
— Provavelmente esta foi a quarta ou quinta esquadra que visitamos naquela noite — relatou em entrevista à CNN.
Imagens divulgadas pela BBC mostram momento em que agentes chegam a uma das propriedades da família real onde ex-príncipe Andrew ficava após perder títulos reais
Reprodução/BBC
Pouco antes da saída de Andrew, o fotógrafo já havia deixado o local, mas regressou após receber uma mensagem da colega alertando para a chegada de veículos à garagem da esquadra. Minutos depois, as portas se abriram.
— Os deuses da fotografia estavam do meu lado. Foi um daqueles momentos raros em que tudo se encaixa — ressaltou ele.
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Ao todo, Noble fez seis fotografias. Duas ficaram completamente escuras, uma desfocada, duas mostravam apenas agentes. Uma capturou o momento que se tornaria histórico.
— Para cada foto dessas, a taxa de acerto é muito baixa. Quando olhei para trás da câmara, depois de um dia longo, tive de me beliscar — disse.
Ex-príncipe Andrew: quem é
Detido nesta quinta-feira (19), data em que completa 66 anos, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor enfrenta os desdobramentos das investigações sobre o caso Jeffrey Epstein. A prisão do integrante da família real britânica traz à tona sua polêmica passagem pelo Brasil em 2007. Na ocasião, em visita oficial como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional e Investimentos, Andrew reuniu-se com o presidente Lula, mas deixou um rastro de impressões negativas.
O episódio brasileiro ganhou destaque anos depois na biografia Entitled: The Rise and Fall of the House of York, que traça um retrato pouco lisonjeiro do filho da rainha Elizabeth II. No livro, a passagem por São Paulo é descrita como um exemplo do comportamento considerado arrogante do duque.
Em abril daquele ano, Andrew participou da inauguração do 11º Cultura Inglesa Festival, no Centro Brasileiro Britânico, em Pinheiros. Segundo relato presente na biografia, ele teria ignorado a anfitriã responsável por recebê-lo, Norinka Ford. De acordo com o livro, o príncipe manteve-se inexpressivo, não se dirigiu a ela nem à pessoa sentada ao seu lado, criando um clima constrangedor.
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O momento mais comentado, porém, envolveu a apresentação musical da noite. A banda Os Britos — formada por músicos ligados a grupos como Barão Vermelho e Kid Abelha — apresentou covers dos The Beatles. Conforme o relato da obra, Andrew teria sido “rude e cruel” ao comentar que o grupo “deveria se limitar a tocar música brasileira”.
Ainda segundo o livro, o duque deixou o evento de maneira repentina, sem cumprimentar celebridades e convidados que aguardavam para conhecê-lo. Ele teria se levantado abruptamente e se dirigido à saída, forçando sua equipe, o embaixador britânico e os seguranças a correr para organizar a partida. A anfitriã ficou encarregada de conter o constrangimento entre os presentes.
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Noble percorreu cerca de cinco horas até Norfolk após a divulgação da notícia. Diante da incerteza sobre o local exato da detenção — havia diversas esquadras possíveis na jurisdição — a equipe da Reuters percorreu diferentes pontos até identificar aquela que poderia ser a correta.
— Provavelmente esta foi a quarta ou quinta esquadra que visitamos naquela noite — relatou em entrevista à CNN.
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Reprodução/BBC
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