Ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos atingiram nesta terça-feira o prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por eleger o novo líder supremo do Irã, segundo relatos da imprensa local. Imagens divulgadas pela mídia iraniana mostram o edifício com danos severos após os bombardeios. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto no sábado em ataques realizados por forças americanas e israelenses.
Veja: Imagens de satélite mostram danos a bases americanas após ataques do Irã no Golfo
Acompanhe ao vivo: Israel ataca alvos no Irã e Líbano, e EUA pedem que americanos deixem 14 países da região
Não está claro quem estava dentro do prédio no momento da ofensiva. Sob condição de anonimato, uma fonte da Defesa israelense confirmou ao Times of Israel que a Força Aérea bombardeou um edifício na cidade iraniana de Qom onde altos clérigos estavam reunidos para eleger o novo líder supremo. De acordo com a autoridade, a Assembleia dos Peritos é composta por 88 membros, mas ainda não há confirmação sobre quantos deles estavam no local no momento do ataque.
Prédio do órgão que escolhe o líder supremo do Irã sofre ataque de Israel e dos EUA
Sem mencionar o ataque, veículos de comunicação do Irã afirmaram que Mojtaba Khamenei, filho do líder da República Islâmica morto, “está em plena saúde”. A agência de notícias Mehr escreveu que Mojtaba “acompanha neste momento questões relacionadas às famílias dos mártires, a condução dos assuntos, consultas e a análise de temas importantes do país”. Segundo filho de Ali Khamenei, Mojtaba tem sido mencionado nos últimos anos como possível sucessor do pai.
O escritório e a residência de Ali Khamenei foram bombardeados no fim de semana, ainda nas primeiras horas do início da guerra com Israel e os EUA. A mídia iraniana anunciou na segunda que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, esposa do aiatolá, morreu após passar três dias em coma. O mesmo ataque também matou Zahra Haddad Adel, esposa de Mojtaba Khamenei, uma filha e um genro de Ali Khamenei, além de um neto.
Estratégia coordenada
Os Estados Unidos e Israel vêm atacando delegacias de polícia, centros de detenção e escritórios de inteligência do Irã, além de alvos militares tradicionais, em um aparente esforço para enfraquecer as complexas e arraigadas agências de segurança do país. Para especialistas ouvidos pelo New York Times, os ataques podem fazer parte de uma estratégia para incentivar a manifestação de iranianos contrários ao regime.
— Este é claramente um dos principais objetivos desta operação: desmantelar a máquina operacional de um regime — afirmou Farzin Nadimi, analista de defesa especializado no Irã no Washington Institute for Near East Policy.
O presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, classificaram a ofensiva como uma “oportunidade histórica” para que os iranianos derrubem seu governo. Eles ofereceram poucas explicações públicas sobre como uma população civil desarmada poderia fazer isso diante de um aparato de forças de segurança fortemente armado.
Ainda não está claro se os ataques encorajarão os iranianos a tentar derrubar o governo. Mesmo assim, analistas dizem que atingir delegacias locais e centros de detenção — locais onde dezenas de milhares de manifestantes e dissidentes foram mantidos ao longo de ondas de protestos antigoverno no Irã — terá um peso simbólico para muitos iranianos.
As Forças Armadas de Israel, por sua vez, deram sinais contraditórios sobre suas intenções. O tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, afirmou na terça-feira que Israel estava “agindo contra ameaças militares e terroristas aos nossos civis”. Mas acrescentou: “Estamos mirando o aparato de segurança iraniano, que também inclui elementos relevantes para a repressão do povo iraniano”.
Entre esses alvos, segundo Shoshani, está a Basij, uma milícia à paisana afiliada à força militar mais poderosa do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica. A Basij, estimada em cerca de um milhão de integrantes, desempenhou papel central na repressão a protestos anteriores e auxiliou na repressão brutal às manifestações nacionais que começaram em janeiro e deixaram milhares de mortos.
O Exército israelense divulgou um vídeo mostrando um ataque de grande intensidade contra o que afirmou ser o quartel-general da unidade Thar-Allah, da Guarda Revolucionária, na capital Teerã, que no passado foi uma das principais forças encarregadas de defender o governo e instituições estatais. Vídeos gravados em Teerã e verificados pelo New York Times mostram montes de escombros ao redor dos restos destruídos de uma delegacia próxima à Praça Nilufar, na região central da cidade.
Outras imagens verificadas pelo jornal mostram danos em outra delegacia no centro de Teerã no início desta semana. Grande parte do sistema de segurança iraniano está profundamente enraizada nas cidades, e ataques americanos e israelenses contra esses locais trazem alto risco de mortes de civis. Alguns ativistas de direitos humanos também expressaram preocupação de que ataques a instalações de segurança possam colocar em perigo pessoas detidas ali.
Em atualização.
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Não está claro quem estava dentro do prédio no momento da ofensiva. Sob condição de anonimato, uma fonte da Defesa israelense confirmou ao Times of Israel que a Força Aérea bombardeou um edifício na cidade iraniana de Qom onde altos clérigos estavam reunidos para eleger o novo líder supremo. De acordo com a autoridade, a Assembleia dos Peritos é composta por 88 membros, mas ainda não há confirmação sobre quantos deles estavam no local no momento do ataque.
Prédio do órgão que escolhe o líder supremo do Irã sofre ataque de Israel e dos EUA
Sem mencionar o ataque, veículos de comunicação do Irã afirmaram que Mojtaba Khamenei, filho do líder da República Islâmica morto, “está em plena saúde”. A agência de notícias Mehr escreveu que Mojtaba “acompanha neste momento questões relacionadas às famílias dos mártires, a condução dos assuntos, consultas e a análise de temas importantes do país”. Segundo filho de Ali Khamenei, Mojtaba tem sido mencionado nos últimos anos como possível sucessor do pai.
O escritório e a residência de Ali Khamenei foram bombardeados no fim de semana, ainda nas primeiras horas do início da guerra com Israel e os EUA. A mídia iraniana anunciou na segunda que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, esposa do aiatolá, morreu após passar três dias em coma. O mesmo ataque também matou Zahra Haddad Adel, esposa de Mojtaba Khamenei, uma filha e um genro de Ali Khamenei, além de um neto.
Estratégia coordenada
Os Estados Unidos e Israel vêm atacando delegacias de polícia, centros de detenção e escritórios de inteligência do Irã, além de alvos militares tradicionais, em um aparente esforço para enfraquecer as complexas e arraigadas agências de segurança do país. Para especialistas ouvidos pelo New York Times, os ataques podem fazer parte de uma estratégia para incentivar a manifestação de iranianos contrários ao regime.
— Este é claramente um dos principais objetivos desta operação: desmantelar a máquina operacional de um regime — afirmou Farzin Nadimi, analista de defesa especializado no Irã no Washington Institute for Near East Policy.
O presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, classificaram a ofensiva como uma “oportunidade histórica” para que os iranianos derrubem seu governo. Eles ofereceram poucas explicações públicas sobre como uma população civil desarmada poderia fazer isso diante de um aparato de forças de segurança fortemente armado.
Ainda não está claro se os ataques encorajarão os iranianos a tentar derrubar o governo. Mesmo assim, analistas dizem que atingir delegacias locais e centros de detenção — locais onde dezenas de milhares de manifestantes e dissidentes foram mantidos ao longo de ondas de protestos antigoverno no Irã — terá um peso simbólico para muitos iranianos.
As Forças Armadas de Israel, por sua vez, deram sinais contraditórios sobre suas intenções. O tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, afirmou na terça-feira que Israel estava “agindo contra ameaças militares e terroristas aos nossos civis”. Mas acrescentou: “Estamos mirando o aparato de segurança iraniano, que também inclui elementos relevantes para a repressão do povo iraniano”.
Entre esses alvos, segundo Shoshani, está a Basij, uma milícia à paisana afiliada à força militar mais poderosa do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica. A Basij, estimada em cerca de um milhão de integrantes, desempenhou papel central na repressão a protestos anteriores e auxiliou na repressão brutal às manifestações nacionais que começaram em janeiro e deixaram milhares de mortos.
O Exército israelense divulgou um vídeo mostrando um ataque de grande intensidade contra o que afirmou ser o quartel-general da unidade Thar-Allah, da Guarda Revolucionária, na capital Teerã, que no passado foi uma das principais forças encarregadas de defender o governo e instituições estatais. Vídeos gravados em Teerã e verificados pelo New York Times mostram montes de escombros ao redor dos restos destruídos de uma delegacia próxima à Praça Nilufar, na região central da cidade.
Outras imagens verificadas pelo jornal mostram danos em outra delegacia no centro de Teerã no início desta semana. Grande parte do sistema de segurança iraniano está profundamente enraizada nas cidades, e ataques americanos e israelenses contra esses locais trazem alto risco de mortes de civis. Alguns ativistas de direitos humanos também expressaram preocupação de que ataques a instalações de segurança possam colocar em perigo pessoas detidas ali.
Em atualização.










