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Contra a posição de Ventura, que defendia um adiamento em nível nacional, não previsto em lei, a eleição decisiva, que convoca 11 milhões de portugueses no país e no exterior, será realizada neste domingo. Os resultados serão divulgados à noite, com projeções de boca de urna a partir das 20h (horário local e GMT).
— Estou certo de que será feito tudo o que for necessário para garantir a segurança e a normalidade do processo eleitoral — declarou no sábado o primeiro-ministro Luís Montenegro.
Embora o papel do chefe de Estado português seja principalmente simbólico, ele atua como árbitro em momentos de crise e tem o poder de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas antecipadas.
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Seguro, político experiente de 63 anos que passou a última década afastado da vida pública, liderava com 67% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa divulgada na quarta-feira.
Ventura, deputado de 43 anos, aparecia com 33% das intenções de voto, de acordo com o mesmo levantamento.
A abstenção como “grande rival”
Enquanto a vitória anunciada já levantava temores de desmobilização do eleitorado no segundo turno, as condições climáticas adversas dos últimos dias levaram o candidato socialista a apontar a abstenção como seu “grande rival”.
— É preciso ir votar no domingo — insistiu na sexta-feira à noite, durante seu último comício de campanha, após repetir diversas vezes que o país acordaria na segunda-feira “em um pesadelo” caso o candidato de extrema direita saísse vencedor.
— Há quem faça de tudo para que os portugueses não vão votar — disse, em referência ao pedido de adiamento apresentado por Ventura.
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O presidente do partido antissistema Chega (“Basta”, em português), que promete uma “ruptura” com as forças políticas que governam Portugal há 50 anos, queixou-se de ter feito campanha em um cenário de “todos contra um”, o que teria tornado sua eleição “muito mais difícil”.
Seguro venceu o primeiro turno há três semanas, com 31,1% dos votos, e desde então garantiu o apoio de diversas personalidades políticas da extrema esquerda, do centro e até da direita, mas não do primeiro-ministro Luís Montenegro.
“O verdadeiro líder da direita”
O chefe do governo minoritário de direita, que no Parlamento por vezes conta com o apoio dos socialistas e em outras ocasiões da extrema direita, recusou-se a indicar voto no segundo turno após a eliminação do candidato apoiado por seu partido.
Ventura, por sua vez, avançou mais uma etapa ao chegar ao segundo turno com 23,5% dos votos, confirmando o crescimento eleitoral do Chega, partido que se tornou a principal força de oposição após as eleições legislativas de maio de 2025.
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A liderança da extrema direita busca “consolidar sua base eleitoral”, mas também “se afirmar como o verdadeiro líder da direita portuguesa”, explicou à AFP o cientista político José Santana Pereira, professor do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE).
O próximo presidente tomará posse no início de março, sucedendo o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupa o cargo há dez anos.






