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Em uma jornada eleitoral que já se desenhava imprevisível pela quantidade de candidatos na disputa, as eleições presidenciais no Peru do último domingo foram marcadas por graves falhas de organização e atrasos prolongados que impediram ao menos 63 mil eleitores de depositarem seus votos nas urnas — muitas das quais sequer chegaram a ser abertas até o fechamento das seções eleitorais às 18h (20h em Brasília).
Falhas de organização e atrasos impediram ao menos 63 mil eleitores de depositarem seus votos nas urnas
ERNESTO BENAVIDES / AFP
Nesta segunda, as autoridades eleitorais estenderam os comícios por mais um dia, nos quais também são eleitos deputados e senadores, porque não conseguiram distribuir cédulas, urnas e outros materiais em 13 centros de votação no sul de Lima. Os eleitores afetados foram convocados nesta segunda-feira às 07h00 locais (09:00 no horário de Brasília). Assim como no dia anterior, também foram registrados atrasos.
— É uma perda de tempo e é incômodo. As autoridades são incompetentes — criticou Nancy Gómez, empregada doméstica de 56 anos, que votou na segunda-feira.
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A Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), organizadora das eleições, responsabilizou pelos incidentes uma empresa de transporte contratada para distribuir o material.
Disputa pelo segundo lugar
As projeções indicam que os 50 mil votos em disputa nesta segunda-feira não ameaçariam a ida de Fujimori ao segundo turno previsto para junho. Com 53% das atas contabilizadas em nível nacional, disputam a posição o ultraconservador Rafael López Aliaga (14,5%), seguido de perto pelo social-democrata Jorge Nieto (12,8%).
Nestas eleições, mais de 27 milhões de peruanos foram convocados às urnas para escolher também deputados e senadores pela primeira vez desde 1990, já que o país voltará a ter um parlamento bicameral em julho.
O atual presidente interino, José María Balcázar, não podia se candidatar à reeleição.










