O Partido Trabalhista britânico sofreu um duro golpe nesta sexta-feira após a derrota nas eleições para a cadeira parlamentar da cidade de Manchester. A vitória ficou com a bombeira hidráulica Hannah Spencer, de 34 anos, do Partido Verde, pertencente ao mesmo espectro que os trabalhistas, que ficaram com o terceiro lugar. A perda ocorre nos territórios de Gorton e Denton, redutos históricos do partido.
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O revés chega ao então líder da agremiação e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, apenas duas semanas após escândalos envolvendo o ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, com o caso Epstein. Starmer vive um ambiente de pressão por ter nomeado Mandelson como embaixador, mesmo com conhecimento de seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, embora posteriormente o tenha forçado a renunciar.
Com menos de dois anos no cargo, Starmer vê o desenvolvimento de um cenário desfavorável para seu partido que, de acordo com as previsões, deve ter um desempenho abaixo nas eleições locais — que elegem os conselheiros locais, responsáveis por administrar serviços públicos —deste ano, que ocorrem no mês de maio. De acordo com uma pesquisa publicada em fevereiro pelo instituto de pesquisa YouGov, sobre as intenções de voto no Reino Unido, o partido de extrema direita Reform UK venceria a eleição com 24% dos votos. Em seguida, viriam os conservadores e os trabalhistas, com aproximadamente 18% cada, mantendo uma ligeira vantagem sobre o Partido Verde (17%) e o Liberal Democrata (14%).
Este é mais um episódio de uma série de outros que mostram a crise enfrentada pelo Partido Trabalhista, que é alvo de críticas da população nos âmbitos sociais e econômicos. Em pesquisas, cidadãos reclamam do aumento do custo de vida e a falta de melhorias nos serviços públicos.
Segundo baque do partido
A perda em Manchester não é a primeira do partido desde o retorno ao poder. No ano passado, em maio, o grupo político foi vencido em eleição suplementar, desta vez pelo Reform UK.
Esta derrota representa o segundo revés sofrido pelo Partido Trabalhista em eleições suplementares, das duas realizadas desde seu retorno ao poder. A anterior, em maio de 2025, foi vencida pelo partido de extrema direita Reform UK.
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— Quando fui eleito líder dos Verdes, disse que estávamos aqui para substituir o Partido Trabalhista, e eu estava falando sério. As pessoas agora sabem que votar em nós é a melhor maneira de derrotar o Reform UK — comemorou o líder do Partido Verde, Zack Polanski, cujo partido tem crescido desde que ele assumiu a liderança em setembro de 2025.
A plataforma esquerdista dos Verdes — focada em taxação de fortunas e no apoio à Palestina — ressoou fortemente em um distrito com significativa população muçulmana e histórico de apoio ao trabalhismo. O Partido Trabalhista agora enfrenta questionamentos internos por ter se deslocado ao centro e adotado políticas de imigração mais rígidas para competir com o Reform UK.
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Com menos de dois anos no cargo, Starmer vê o desenvolvimento de um cenário desfavorável para seu partido que, de acordo com as previsões, deve ter um desempenho abaixo nas eleições locais — que elegem os conselheiros locais, responsáveis por administrar serviços públicos —deste ano, que ocorrem no mês de maio. De acordo com uma pesquisa publicada em fevereiro pelo instituto de pesquisa YouGov, sobre as intenções de voto no Reino Unido, o partido de extrema direita Reform UK venceria a eleição com 24% dos votos. Em seguida, viriam os conservadores e os trabalhistas, com aproximadamente 18% cada, mantendo uma ligeira vantagem sobre o Partido Verde (17%) e o Liberal Democrata (14%).
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A plataforma esquerdista dos Verdes — focada em taxação de fortunas e no apoio à Palestina — ressoou fortemente em um distrito com significativa população muçulmana e histórico de apoio ao trabalhismo. O Partido Trabalhista agora enfrenta questionamentos internos por ter se deslocado ao centro e adotado políticas de imigração mais rígidas para competir com o Reform UK.










