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Um passeio de pesca no gelo terminou em tragédia neste domingo (18) no lago Chaumont, no norte do estado de Nova York. Bryan LaPlante, de 33 anos, morreu após conseguir retirar o filho de seis anos da água gelada depois que a moto de neve em que estavam caiu em um buraco no gelo. Michael Booth, de 48 anos, que os acompanhava, também não resistiu. As informações foram confirmadas por autoridades locais.
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Segundo relato de um parente à WWNY, LaPlante conseguiu erguer o filho para fora da água, mas não teve forças para se salvar. O pai dele, Patrick LaPlante, de 51 anos, foi ao lago após o grupo não retornar para casa e tentou socorrer o filho, chegando a cair no gelo. Ele conseguiu sair, mas não encontrou Bryan nem Booth naquele momento.
Resgate e investigação
O menino de seis anos não foi localizado no local do acidente. Pouco depois, reapareceu sozinho, após caminhar cerca de três quilômetros desde o lago. O avô e o neto foram levados ao Hospital Clifton-Fine, onde receberam atendimento por hipotermia. Mais tarde, equipes de resgate encontraram Bryan LaPlante e Michael Booth inconscientes na água; ambos foram encaminhados ao hospital, mas morreram, segundo as autoridades.
O diretor dos Serviços de Emergência do Condado de St. Lawrence, Richard Rusaw, informou que havia equipamentos de pesca flutuando nos buracos abertos no gelo. A investigação sobre as circunstâncias das mortes segue em andamento.
Em uma publicação no Facebook, a irmã de Bryan, Paige LaPlante, afirmou que ele “morreu salvando seu filho”. Ela acrescentou que Booth orientou a criança a seguir a lua para encontrar o caminho de volta para casa, chamando todos os envolvidos de heróis.
No dia do acidente, Clifton registrou neve fraca e nevoeiro gelado, com temperatura em torno de 25°F (cerca de -4°C). A região enfrenta condições severas de inverno: partes de Nova York receberam mais de 60 centímetros de neve na semana passada, e a previsão indica a chegada de uma onda de frio ártico ao nordeste dos Estados Unidos, com novos episódios de neve entre domingo e segunda-feira, segundo serviços meteorológicos locais.

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Em mais um episódio de tensão política em La Paz, milhares de trabalhadores marcham nesta sexta-feira na capital política da Bolívia para exigir a renúncia do presidente de centro-direita Rodrigo Paz. Com apenas seis meses no poder, o líder enfrenta pressão social, principalmente de povos indígenas, agricultores e mineiros, que mantêm bloqueios de estradas há três semanas, em meio à pior crise econômica do país em quatro décadas.
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— Que renuncie, caralho! — grita a multidão de camponeses, operários, mineiros, transportadores e professores que paralisa as ruas da capital, provocando escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos.
Vestidos com capacetes ou ponchos, os manifestantes, muitos deles carregando bandeiras indígenas, avançam em direção ao centro da cidade em meio ao barulho de rojões. Os acessos à praça de armas, em frente ao palácio do governo, estão protegidos por grades e vigiados por centenas de policiais de choque. Muitos comércios fecharam as portas, e vendedores ambulantes recolheram suas mercadorias por medo de saques.
— Seis meses de governo e ele não conseguiu resolver o básico, os preços da cesta básica. Temos que escolher entre comprar carne ou comprar leite — disse à AFP Melina Apaza, de 50 anos, da região mineradora de Oruro, no sul do país.
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Em meio à convulsão social, o governo anunciou nesta semana que reorganizaria seu Gabinete com funcionários com “capacidade de escuta”. Na primeira mudança, nomeou um novo ministro do Trabalho. Ao assumir o cargo, Williams Bascopé prometeu abrir canais de diálogo com os manifestantes, afirmando que vai conversar com “todos os líderes que, de forma aberta e sincera, apresentarem propostas que sejam obviamente razoáveis”.
— Precisamos nos sentar e ouvir como podemos colaborar e onde falhamos, sempre colocando os interesses do país e de seus cidadãos em primeiro lugar. Não precisamos de arrogância, precisamos de humildade e sinceridade — disse, ressaltando que, embora o direito de protesto seja respeitado, ele “tem várias condições”. — Precisamos aprimorar essa prática. Precisamos sentar e conversar; não podemos nos ferir mutuamente.
O tom foi semelhante ao adotado por Rodrigo Paz, que, na quarta-feira, disse que não dialogaria com “vândalos”, mas que manteria as “portas abertas” para “aqueles que respeitam a democracia”. No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores do país, Fernando Aramayo, denunciou os grupos que participam dos protestos por buscarem enfraquecer o governo e alterar a “ordem democrática e constitucional”. Bascopé substitui o ex-ministro Edgar Morales, que apresentou sua renúncia para “pacificar o país”.
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As reivindicações iniciais por aumentos salariais, combustíveis de qualidade e estabilização da economia se radicalizaram com o passar dos dias. Agora, os manifestantes pedem a saída do presidente, que pôs fim a 20 anos de governos socialistas liderados por Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce. O governo, por sua vez, alega que os protestos são orquestrados por Morales, um foragido da justiça por um caso de suposto tráfico de crianças.
Cerca de 50 bloqueios foram registrados nas estradas do país nesta sexta-feira, segundo dados oficiais. O governo informou que quatro pessoas morreram por não conseguirem chegar a tempo a centros médicos. Nos últimos dias, o governo foi obrigado a implantar uma ponte aérea, com voos de Santa Cruz (leste) e Cochabamba (centro) para abastecer a cidade com carnes e vegetais. Também anunciou um futuro “corredor humanitário” nas estradas.
A Bolívia atravessa sua pior crise econômica desde a década de 1980. O país esgotou suas reservas em dólares para sustentar uma política de subsídios aos combustíveis, que o presidente Paz eliminou em dezembro, e sua inflação anual atingiu 14% em abril.
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Em meio à tensão, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na quarta-feira a expulsão da embaixadora colombiana, Elizabeth García, por considerar que o presidente Gustavo Petro se envolveu em “interferência direta” nos assuntos da Bolívia. Petro descreveu os protestos como uma “insurreição popular” e, à rede colombiana Caracol Radio, reagindo à expulsão da embaixadora, afirmou que a Bolívia está “caminhando rumo ao extremismo”.
— A Bolívia, como está neste momento, merece se abrir para um grande diálogo nacional (…), ou a consequência poderá ser um massacre da população — acrescentou o presidente colombiano.
Na terça-feira, o governo Paz, um novo aliado do presidente Donald Trump, recebeu apoio público dos Estados Unidos. O subsecretário de Estado Christopher Landau expressou sua solidariedade, afirmando que a Bolívia está enfrentando um “golpe de Estado”. Em março, os EUA anunciaram o Escudo das Américas, uma aliança de segurança com 17 países da região, incluindo a Bolívia, para enfrentar o crime organizado.
A ascensão de Paz ao poder pôs fim a 20 anos de administrações socialistas lideradas por Morales e Luis Arce (2020-2025).
A chefe da inteligência dos EUA, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia nesta sexta-feira, encerrando o mandato de uma figura controversa de longa data que parecia estar em desacordo com o presidente Donald Trump sobre a guerra com o Irã. Em uma carta a Trump publicada no X, Gabbard afirmou que estava renunciando ao cargo de Diretora de Inteligência Nacional para cuidar do marido, após ele ter sido diagnosticado com uma “forma extremamente rara de câncer ósseo”. Fontes ouvidas pela agência Reuters, no entanto, afirmaram que a Casa Branca forçou a sua renúncia.
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“Infelizmente, devo apresentar minha renúncia, com efeito a partir de 30 de junho de 2026”, escreveu ela em uma carta a Trump. “Meu marido, Abraham, foi recentemente diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Ele enfrentará grandes desafios nas próximas semanas e meses. Neste momento, preciso me afastar do serviço público para estar ao seu lado e apoiá-lo integralmente nesta batalha. Não posso, em sã consciência, pedir a ele que enfrente essa luta sozinho enquanto continuo nesta posição exigente e que consome muito do meu tempo.”
Trump, por sua vez, elogiou Gabbard em uma mensagem na sua rede social, Truth Social. “Tulsi fez um trabalho incrível e sentiremos saudades dela”, disse o republicano, acrescentando que seu vice, Aaron Lukas, assumiria como diretor interino.
Como diretora de Inteligência Nacional, Gabbard comandava todas as agências que compõem a Comunidade de Inteligência dos EUA: a CIA (Agência Central de Inteligência), a NSA (Agência de Segurança Nacional) e o FBI (Departamento Federal de Investigação), entre outros órgãos.
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Gabbard é a mais recente integrante do Gabinete de Trump a deixar o cargo, após as demissões de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Pam Bondi, secretária de Justiça. Sua renúncia já era aventada por alguns funcionários da Casa Branca nas últimas semanas, embora ela negasse os rumores.
Ela raramente era vista presente quando Trump tomava decisões importantes em matéria de segurança nacional e era amplamente considerada, tanto dentro do governo quanto por parlamentares no Congresso, como uma integrante não essencial da equipe de segurança nacional do presidente.
Divergências sobre a guerra
Seu mandato como chefe da inteligência americana foi marcado por desavenças com Trump, particularmente sobre a guerra dos EUA com o Irã. Segundo relatos, ela não estava presente na sala quando Trump se reuniu com seus principais assessores imediatamente antes do lançamento dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o país, em 28 de fevereiro.
Após o início da guerra, ela repetidamente contradisse ou deixou de apoiar integralmente as justificativas apresentadas pelo governo Trump para o lançamento da guerra. Ela se recusou repetidamente a endossar a alegação de Trump de que o Irã representava uma ameaça iminente, uma avaliação que o governo usou para justificar os ataques. Em depoimento ao Congresso, ela enfatizou que a decisão era “responsabilidade do presidente”.
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Mas antes mesmo da guerra, o presidente já havia insinuado em vários episódios suas divergências com Gabbard, afirmando, em uma ocasião, que ela era “mais branda” do que ele na questão de conter as ambições nucleares de Teerã.
— Não me importo com o que ela disse — respondeu Trump sobre declarações divergentes de Gabbard em março do ano passado, que iam contra as alegações de Israel de que o Irã estava correndo para desenvolver uma bomba. — Acho que eles estiveram muito perto de concretizar isso.
Escolha controversa
Ex-democrata, Gabbard foi uma escolha surpreendente para liderar o gigantesco aparato de espionagem dos EUA, dado seu histórico de questionamento de informações de inteligência e oposição às intervenções militares americanas no exterior.
Ainda como congressista, Gabbard já expressava oposição a uma guerra contra o Irã. Ela foi questionada sobre seu encontro em 2017 com o então líder sírio Bashar al-Assad, agora deposto, e sobre a disseminação de propaganda do Kremlin, particularmente teorias da conspiração falsas sobre a guerra na Ucrânia.
Ela também era vista com suspeita por alguns devido às suas opiniões sobre a vigilância do governo dos EUA e seu apoio a Edward Snowden, que vazou informações da NSA e foi considerado por ambos os lados do Congresso como alguém que colocou em risco a segurança dos americanos.
Com New York Times e AFP.
Um voo da United Airlines precisou fazer um pouso de emergência nos Estados Unidos após um passageiro tentar abrir uma das portas da aeronave durante o trajeto, segundo autoridades americanas. O caso aconteceu na quinta-feira, em um voo que partiu de Newark, em Nova Jersey, com destino à Cidade da Guatemala.
De acordo com registros de comunicação com a torre de controle, o passageiro tentou abrir a porta “2L” do avião enquanto a aeronave voava a cerca de 36 mil pés — aproximadamente 11 mil metros de altitude. Ainda segundo o relato, ele também teria agredido outro viajante durante a confusão a bordo.
O voo 1551, operado em um Boeing 737 MAX 8, transportava 145 passageiros e seis tripulantes. O piloto desviou a rota e pousou no Aeroporto Internacional Washington Dulles, na Virgínia. Policiais aguardavam a aeronave no local e retiraram o suspeito após o desembarque. Não houve registro de feridos.
Em nota, a United informou que o voo foi cancelado após o incidente e que os passageiros receberam hospedagem e foram realocados em outra aeronave na manhã seguinte.
O episódio ocorre semanas após outro incidente envolvendo um voo da companhia. No início de maio, um passageiro foi acusado de tentar invadir a cabine de comando e agredir um comissário durante um voo da United nos Estados Unidos.
O secretário interino da Marinha dos Estados Unidos afirmou na última quinta-feira que as vendas de armas para Taiwan foram colocadas em “pausa” para garantir que as Forças Armadas americanas tenham munição suficiente para a guerra no Irã. O anúncio ocorre após uma semana do retorno do presidente americano, Donald Trump, em viagem de dois dias à China.
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Washington reconhece oficialmente apenas Pequim, mas, segundo sua própria legislação, é obrigado a fornecer armas à ilha autônoma, diante de uma China que não descarta o uso da força no futuro para assumir o controle do território. Atualmente, está paralisada a compra de um pacote de armas americanas no valor de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 70,5 bilhões).
— Neste momento estamos fazendo uma pausa para garantir que temos as munições necessárias para a operação Fúria Épica [operação no Irã] — declarou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, ao Congresso
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A porta-voz do Escritório Presidencial de Taiwan, Karen Kuo, afirmou nesta sexta-feira que não recebeu “nenhuma informação que indique que os EUA pretendam fazer quaisquer ajustes nesta venda de armas”.
Tema da cúpula entre Trump e Xi Jinping
O futuro da ilha foi um dos temas dominantes da recente visita de Trump a Pequim. Na ocasião, o presidente chinês, Xi Jinping, advertiu severamente que uma condução inadequada da questão poderia levar as duas potências a um “conflito”. Antes da viagem, o republicano afirmou que conversaria com Xi sobre a venda de armas para a ilha. Isso já representa uma mudança em relação à posição anterior de Washington, que não consultava Pequim sobre o tema. Até que às vésperas da cúpula, a China se manifestou contrariamente à venda de armas americanas a Taiwan.
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— Nós nos opomos firmemente ao envolvimento dos Estados Unidos em qualquer forma de laços militares com a região de Taiwan, pertencente à China, e nos opomos firmemente à venda de armas dos Estados Unidos para a região de Taiwan. Essa posição é consistente e inequívoca — disse Zhang Han, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan em Pequim, antes da chegada de Trump.
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O Republicano chegou a afirmar que não assumiu compromissos sobre Taiwan durante o encontro com o presidente chinês, mas fez inúmeras declarações ao retornar do país asiático que põe em xeque o futuro da relação de Washington com Taipei. Ainda a bordo do Air Force One, no retorno da viagem, Trump afirmou que discutiu com Xi sobre Taiwan em “grandes detalhes” e que “tomaria uma decisão” sobre os pacotes de armas.
(Com AFP)
Um australiano quebrou o recorde de escalada do Monte Everest a partir do nível do mar, ao chegar ao topo do mundo 50 dias após sua partida, inicialmente de bicicleta, das margens do Golfo de Bengala, anunciou sua equipe nesta sexta-feira (22).
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Oliver Foran, de 27 anos, havia iniciado sua jornada no começo de abril na Índia, com a esperança de bater o recorde de 67 dias e arrecadar fundos para construir um centro de apoio à saúde mental na Austrália.
— Ele chegou ao cume em 20 de maio (…) Bateu o recorde de subida do Everest a partir do nível do mar em 50 dias — afirmou à AFP Adriana Brownlee, da organização da expedição, AGA Adventures.
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O recorde era do alpinista sul-coreano Kim Chang-ho, que em 2013 percorreu a pé o curso do rio Ganges e continuou em um caiaque, antes de chegar ao Nepal de bicicleta e alcançar o topo do mundo em 67 dias.
— Acabamos de alcançar o cume do Monte Everest (…), acabamos de estabelecer um recorde mundial do mar ao cume, pela saúde mental dos jovens e pela minha mãe — comemorou Foran em um vídeo gravado no topo e publicado nesta sexta-feira em sua conta no Instagram.
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Em uma entrevista à AFP no mês passado, durante sua jornada, Foran contou que havia sido motivado por “algo maior” do que ele, em referência à morte da mãe por um tumor cerebral durante sua adolescência.
Inicialmente, ele percorreu 1.150 quilômetros de bicicleta a partir da costa indiana do golfo de Bengala, depois chegou a pé ao acampamento-base e, por fim, subiu até o cume de 8.849 metros.
Em mais uma frente de pressão contra Cuba, autoridades dos EUA anunciaram na quinta-feira a prisão pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) da cidadã cubana Adys Lastres Morera, irmã da presidente do Grupo de Administração Empresarial SA (GAESA) — conglomerado que controla entre 40% e 70% da economia da ilha caribenha e que se tornou um dos pontos centrais da campanha atual de Washington.
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Irmã de Ania Guillermina Lastres Morena, que exerce a liderança da empresa, Adys foi acusada pelas autoridades americanas de ser a responsável “pela gestão dos ativos ilícitos da GAESA no exterior”. A cubana foi presa em Miami, onde residia desde 2023. A residência permanente da cubana foi revogada pelo secretário de Estado Marco Rubio, na quarta, que a acusou de administrar “ativos imobiliários” a partir da Flórida, e “auxiliar o regime comunista de Havana”. Ela ficará sob custódia do ICE até a deportação.
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“Não haverá lugar nenhum nesta Terra — muito menos em nosso país — onde nacionais estrangeiros que ameaçam nossa segurança nacional possam viver luxuosamente”, afirmou Rubio em um post na rede social X, na noite de quinta-feira.
Washington intensificou uma campanha de pressão contra Havana desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca. Inicialmente, o governo americano ameaçou sancionar países que exportassem petróleo e outros combustíveis para Cuba, o que provocou uma grave escassez no território, repercutindo em apagões de até 22 horas. Em meio a novas pressões por mudanças na política e na economia da ilha comunista, o Departamento de Justiça americano indiciou Raúl Castro, um dos líderes revolucionários de 1959 e ex-presidente — em um movimento que elevou temores de uma repetição da intervenção na Venezuela, que levou à captura do presidente Nicolás Maduro.
Entre declarações hostis, negociações de alto nível e reforço da presença militar na região, autoridades dos EUA, incluindo Rubio, apontaram diretamente para a Gaesa, alvo de sanções no início do mês. A empresa, originalmente fundada por Raúl Castro para impulsionar o setor de defesa cubano, evoluiu para um império com US$ 18 bilhões em ativos e negócios variados, de acordo com Washington.
— Eles lucram com hotéis, construção civil, bancos, lojas e até mesmo com o dinheiro que seus parentes enviam dos EUA. Tudo, absolutamente tudo, passa pelas mãos deles — disse Rubio, que também afirmou que a organização tem profundos laços com a elite militar em Havana, em um vídeo gravado em espanhol.
Secretário de Estado, Marco Rubio
Brendan Smialowski / AFP
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Protesto e ‘mudança de regime’
Rubio advertiu na quinta-feira que Washington estava muito focado em mudar o sistema comunista de Cuba, horas depois de a acusação formal apresentada contra Castro. Também na quinta, a Suprema Corte dos EUA autorizou ações judiciais sobre bens americanos apreendidos por Cuba em 1960. Em paralelo, o Exército americano também havia anunciado o envio do porta-aviões USS Nimitz e seus navios de escolta ao Caribe.
Rubio, cubano-americano e ferrenho opositor do governo de Havana, descreveu o país caribenho, situado a cerca de 145 quilômetros da Flórida, como um “Estado falido” mergulhado em uma grave crise econômica. Afirmou ainda que Havana não vai conseguir que “ganhar tempo”, e que embora o país sempre prefira “uma solução diplomática”, Trump tinha outras opções em relação a Cuba, que “sempre representou uma ameaça para a segurança nacional”.
Na ilha comunista, milhares de pessoas, entre elas vários militares, policiais, funcionários públicos e empregados de estatais, participaram de uma manifestação de apoio a Raúl Castro nesta sexta, em frente à embaixada dos EUA em Havana. Na primeira fila estiveram o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outros membros do governo. (Com NYT e AFP)
Cerca de 500 moradores da Groenlândia protestaram na noite da última quinta-feira em frente ao recém-inaugurado consulado dos Estados Unidos na capital do país, Nuuk, contra os planos do presidente americano, Donald Trump, de anexar o território ainda administrado pela Dinamarca. Os manifestantes agitavam bandeiras da Groenlândia e exibiam cartazes com mensagens em inglês como “Go home, USA” (“Voltem para casa, EUA”, em tradução livre), “Make America Go Away!” (“Façam os EUA irem embora!”) e “We are not for sale” (“Não estamos à venda”).
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Trump argumentou repetidamente que os Estados Unidos precisam controlar a Groenlândia por razões de segurança nacional, alegando que, caso contrário, o território poderia cair nas mãos da China ou da Rússia. Para Grethe Kramer Berthelsen, uma groenlandesa de 68 anos, o protesto tinha como objetivo esclarecer a situação.
— A Groenlândia nos pertence. É o nosso país. Não pertence à Dinamarca nem aos Estados Unidos. Somos um povo e vivemos aqui, na Groenlândia — declarou.
Os manifestantes viraram as costas para o consulado e fizeram dois minutos de silêncio para expressar seu descontentamento com os Estados Unidos.
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— Devemos permanecer absolutamente unidos contra este ataque à Groenlândia — explicou a manifestante Anne Nyhus. — O que Trump e seus associados se permitem fazer é verdadeiramente ultrajante.
O novo consulado, localizado no coração da capital da ilha ártica, havia sido inaugurado pouco antes, na presença do embaixador dos EUA na Dinamarca, Kenneth Howery. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, recusou-se a comparecer à cerimônia. No início da semana, ele recebeu o enviado especial de Trump para a Groenlândia, Jeff Landry, que chegou a Nuuk sem ser convidado, cinco meses após sua nomeação.
Landry disse à AFP na quarta-feira que os Estados Unidos deveriam fortalecer sua presença no território autônomo dinamarquês.
— É hora de os Estados Unidos reafirmarem sua presença na Groenlândia — disse após uma visita de quatro dias. — A Groenlândia precisa dos Estados Unidos.
Presença militar americana
Apesar das declarações de Trump no início do ano sugerindo que os EUA poderiam assumir o controle da Groenlândia “do jeito fácil ou do jeito difícil”, autoridades americanas não teriam levantado, nas últimas negociações, ocorridas na semana passada, qualquer hipótese de anexação do território — cenário rejeitado publicamente pela Dinamarca e pela Otan.
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Atualmente, os EUA mantêm apenas uma base militar ativa na Groenlândia, a Base Espacial de Pituffik, no noroeste da ilha. Durante a Guerra Fria, os americanos chegaram a operar cerca de 17 instalações militares no território.
O acordo de defesa firmado entre EUA e Dinamarca em 1951 — atualizado em 2004 — já oferece ampla margem para expansão da presença militar americana na Groenlândia, desde que as autoridades dinamarquesas sejam previamente informadas. Especialistas em segurança no Ártico afirmam que Copenhague historicamente nunca rejeitou pedidos americanos para ampliar operações militares no território.
O interesse renovado de Trump pela Groenlândia reacendeu tensões dentro da Otan e expôs o valor estratégico crescente do Ártico em meio à disputa geopolítica entre EUA, Rússia e China. Nos bastidores, porém, Washington passou a priorizar a via diplomática para ampliar sua presença militar na região sem aprofundar o desgaste com um aliado histórico da aliança militar ocidental.
Um dia depois de os Estados Unidos acusarem o ex-presidente cubano Raúl Castro de assassinato pela derrubada, em 1996, de dois aviões, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Cuba representa uma “ameaça à segurança nacional” — e que as chances de um acordo pacífico ser alcançado são “baixas”. Embora tenha afirmado que Washington prefere uma “solução diplomática”, ele advertiu que o presidente Donald Trump tem o direito e a obrigação de proteger seu país contra qualquer ameaça.
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Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou Rubio de “mentiras” e afirmou que a ilha jamais representou uma ameaça aos Estados Unidos. Ele ainda criticou o secretário por tentar “instigar uma agressão militar” e acusou o governo americano de atacar seu país “de forma implacável e sistemática”. Nos últimos meses, os cubanos têm enfrentado longos apagões e escassez de alimentos, retrato de uma crise de combustível que tem sido agravada por um efetivo bloqueio americano ao petróleo.
Ainda que Trump tenha dito acreditar que nenhuma “escalada” seria necessária, a Casa Branca também afirmou que não toleraria um “Estado pária” a 144 km do território dos EUA. As recentes declarações, feitas em meio a campanha de pressão contra Havana, alimentam as incertezas sobre o futuro da ilha. Veja, abaixo, possíveis cenários elencados por especialistas ouvidos pela rede britânica BBC:
EUA podem capturar Raúl Castro
A acusação contra Castro, de 94 anos, relacionada à derrubada de duas aeronaves civis por caças cubanos em 1996, provocou especulações de que forças americanas poderiam lançar uma operação para capturá-lo e levá-lo a um tribunal nos EUA. A ação seria semelhante ao que foi feito em janeiro, quando americanos invadiram a Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Também relembraria a operação Just Cause de 1989, quando milhares de soldados invadiram o Panamá para derrubar e deter o então líder Manuel Noriega.
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Até agora, Trump evitou responder às perguntas sobre a possibilidade de uma operação semelhante em Cuba. Mas vários parlamentares americanos defenderam abertamente uma missão desse tipo, com o senador Rick Scott afirmando a jornalistas que “a mesma coisa que aconteceu com Maduro deveria acontecer com Raúl Castro”. Especialistas, por sua vez, afirmam que a captura de Castro seria viável do ponto de vista militar, mas envolveria riscos e complicações, incluindo sua idade avançada e uma possível resistência.
— Em alguns aspectos, talvez seja mais fácil retirá-lo de lá. O valor simbólico dele faz com que seja fortemente protegido, mas certamente é possível — disse Adam Isacson, especialista regional da ONG Washington Office on Latin America, à BBC, acrescentando, porém, que sua captura talvez não tenha grande impacto sobre o governo cubano como um todo. — A dinastia da família Castro é influente, mas não é mais central para aquilo que eles construíram.
Mudança de liderança em Havana
Outra possibilidade levantada por autoridades americanas, segundo a BBC, é a chegada de uma nova liderança ao poder em Havana. Especialistas observam que esse caminho poderia ser semelhante à substituição de Maduro por Delcy Rodríguez na Venezuela, mantendo o governo em grande parte intacto, embora com mudanças significativas na relação com a administração Trump. O republicano já afirmou que conversa com figuras dentro da ilha que esperam ajuda americana diante do agravamento da crise econômica.
“Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar”, escreveu o americano na rede Truth Social em 12 de maio. Dias depois, o diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com autoridades cubanas, incluindo o neto de Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, e o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas. Também na quinta-feira, Rubio disse que os EUA vão “dialogar com os cubanos”, que, afirmou, “precisam tomar uma decisão”:
— O sistema deles simplesmente não funciona — disse.
Política externa: Suprema Corte dos EUA autoriza ações judiciais sobre bens americanos apreendidos por Cuba em 1960
As mudanças desejadas pelos EUA poderiam incluir um compromisso de abertura econômica, maior investimento estrangeiro e participação de grupos de exilados cubanos, além da promessa de encerrar a presença de agências de inteligência russas ou chinesas na ilha, publicou a BBC, destacando que essas mudanças poderiam manter o governo cubano em grande parte intacto. Segundo analistas, porém, o desafio, no caso de Cuba, é que não há uma figura óbvia e pronta para assumir o poder.
— Assim como queriam evitar instabilidade na Venezuela, eles querem evitar instabilidade em Cuba. Forçar uma mudança de regime seria arriscado demais para isso — disse Michael Shifter, professor de estudos latino-americanos da Universidade Georgetown e ex-presidente do centro de estudos Inter-American Dialogue, sediado em Washington. — [Mas] não acho que exista uma Delcy Rodríguez evidente em Cuba, e o poder funciona de maneira diferente em Cuba e na Venezuela. É difícil encontrar o que eles procuram.
Manifestantes participam de um ato em apoio ao ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, indiciado por um tribunal dos Estados Unidos, em frente à Embaixada americana em Havana, em 22 de maio de 2026
Adalberto Roque / AFP
Em meio ao impasse, uma manifestação de apoio a Castro foi organizada nesta sexta-feira em frente à embaixada dos EUA em Havana para denunciar o indiciamento do ex-presidente cubano. Milhares de pessoas, entre elas vários militares, policiais, funcionários públicos e empregados de estatais e familiares de Castro participaram da concentração, organizada em uma esplanada batizada de “tribuna anti-imperialista”, situada em frente à embaixada. Na primeira fila estavam o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outros membros do governo, todos com uniforme militar. Raúl Castro não estava presente.
Cuba pode entrar em colapso
Uma terceira possibilidade é que Cuba ceda à pressão econômica que enfrenta. O próprio presidente americano afirmou, em declarações à imprensa nesta semana, que acredita que “não haverá escalada” porque a ilha está “desmoronando”. Especialistas, porém, descrevem um quadro mais complexo, no qual os mecanismos de controle do governo cubano sobre a população permanecem amplamente intactos, apesar da crise.
— É preciso distinguir entre a economia cubana e o Estado e governo cubanos — afirmou Shifter à BBC. — A economia cubana pode entrar em colapso, e está entrando em colapso, mas o Estado ainda funciona, especialmente na área de segurança.
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Um eventual colapso do Estado também poderia representar um desafio para o governo Trump caso grandes contingentes de cubanos deixassem o país, especialmente rumo aos Estados Unidos. Cubanos que chegaram mais recentemente aos EUA não escaparam da dificuldade de acesso ao asilo político e de outras restrições migratórias do governo Trump. Para Isacson, em caso de colapso, grande parte da população cubana fará “tudo o que puder para sair” da ilha, “da mesma forma que aconteceu com o Haiti”.
— A Flórida é o lugar mais próximo, mas eu também esperaria ver algumas pessoas indo para o México — disse ele, acrescentando que ficou “surpreso” por esse êxodo ainda não ter começado.— As pessoas provavelmente estão sobrevivendo com 1.000 ou 1.500 calorias por dia e sem acesso a cuidados básicos de saúde. Você imaginaria que elas já estariam construindo seus barcos.
Na quinta-feira, Rubio afirmou que o país aceitou uma oferta americana de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) em ajuda humanitária. Segundo o chefe da diplomacia americana, no entanto, os EUA não irão permitir que os recursos sejam controlados por estruturas ligadas ao governo cubano. Washington exigiu reformas políticas e econômicas, embora os detalhes permaneçam pouco claros. Falando a jornalistas no Salão Oval, Trump afirmou que Cuba é “um país fracassado” e que seu governo tenta ajudá-la “em uma base humanitária”.
— Outros presidentes analisaram isso por 50, 60 anos, pensando em fazer alguma coisa, e parece que eu serei aquele que fará isso. Então, eu ficaria feliz em fazer isso — afirmou.
A crueldade se tornou algo comum na Cisjordânia, onde colonos israelenses extremistas espancam e atiram em palestinos, roubam suas ovelhas, arrancam suas plantações de oliveiras e tocam fogo em seus carros e casas. Colonos, fora da lei de inúmeras maneiras, raramente enfrentam consequências por suas ações — porém, mesmo para os palestinos que vivem sob a ameaça constante de ataques, algumas formas de violência ainda têm a capacidade de chocar. Foi o caso de um vídeo que viralizou mostrando um colono ameaçando uma cadela de um ano e meio com um pedaço de madeira em cada mão, e golpeando-a com força na cabeça.
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No vídeo, a cadela, uma pastor-belga malinois chamada Lucy, urra de dor e tenta desesperadamente escapar. Mas ela havia sido acorrentada a uma oliveira para ficar na sombra durante uma tarde quente. O que acontece em seguida, registrado pelos donos do animal — uma família palestina na vila de Atara — é extremamente difícil de assistir e também de descrever.
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Até recentemente, a violência em Atara seguia um roteiro mais típico, com objetivo de forçar palestinos a fugir em busca de segurança — abandonando suas casas, pastagens e terras agrícolas para colonos invasores, de modo que os espaços árabes diminuíssem e os espaços judaicos se expandissem. Um grupo de jovens colonos estabeleceu um posto avançado ilegal chamado Kfar Tarfon no ano passado, a cerca de 1,2 Km da casa da família Abu Rejalah, na montanhosa Atara, ao norte de Ramallah.
Segundo os moradores, eles atiravam pedras nos carros palestinos na estrada principal que leva à cidade. Também assediaram um criador beduíno de ovelhas na periferia de Atara até que ele desistisse e fosse embora. Moradores da vila disseram que, no outono passado, sentiram medo demais para colher centenas de oliveiras localizadas logo abaixo do posto avançado.
Depois, os colonos passaram a mirar a família Abu Rejalah, que estava crescendo — e não fugindo — à medida que os sete filhos de Hassan Abu Rejalah, de 50 anos, começavam a se casar e ter seus próprios filhos. A casa da família, em expansão e ainda em construção, com três andares, é visível de Kfar Tarfon através de um pequeno vale.
Os colonos conduziam suas ovelhas pela pequena propriedade da família, destruindo plantações, segundo Abu Rejalah, dois de seus filhos e outros membros da família. Eles chegavam até a porta da casa como se fossem donos do lugar, roubando vegetais colhidos e danificando o portão da entrada diante das câmeras de vigilância.
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Também acusaram dois membros da família de tê-los atacado, segundo Abu Rejalah. A família afirmou que a acusação era falsa. Em 9 de janeiro, soldados israelenses prenderam seus filhos Ibrahim, de 31 anos, e Daoud, de 26, que foram espancados, levados a uma delegacia israelense, presos em uma prisão militar por cinco dias e depois libertados sem acusação formal, pai e filho.
Questionado sobre as prisões, o Exército israelense confirmou que soldados detiveram palestinos após um civil israelense afirmar que eles haviam atirado pedras nele. O Exército não respondeu se os palestinos foram espancados. Disse apenas que eles foram entregues à polícia, que não respondeu às perguntas sobre o incidente. Experiências assim são familiares demais para os palestinos em toda a Cisjordânia. O incomum foi a crueldade contra os animais.
Ano passado, um vizinho da família que mora mais perto do posto dos colonos encontrou um jumento morto pendurado em uma de suas oliveiras, disseram moradores. O episódio foi citado como uma das razões pelas quais os habitantes da vila desistiram da colheita anual de azeitonas, um marco da vida palestina e importante fonte de renda.
Membros da família Abu Rejalah disseram que, em 18 de fevereiro, encontraram um colono pastoreando suas ovelhas em sua propriedade e atirando pedras em outro cachorro, Angel, um vira-lata com mistura de Malinois. Dois dias depois, o animal morreu em decorrência dos ferimentos.
Ninguém filmou o ataque, mas em 14 de maio, quando um colono magro apareceu na casa da família e atirou uma pedra em uma janela, Ibrahim gravou um vídeo de dentro da residência. Ele chamou a polícia israelense e os serviços de segurança palestinos. Soldados israelenses chegaram logo depois, segundo ele, e mandaram o homem embora. Ibrahim disse que os oficiais israelenses e palestinos o alertaram: “Enquanto eles estiverem por perto, não saiam de casa”.
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Editoria de Arte
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Crueldade animal extrema
O mesmo colono — que, segundo a polícia, foi identificado na quinta-feira — voltou no dia seguinte por volta das 18h. Ninguém saiu de casa. Dois membros da família pegaram seus celulares e começaram a gravar. Nos vídeos, cuja autenticidade foi verificada pelo New York Times, o jovem, vestindo um moletom com capuz, segura um pedaço de madeira e está acompanhado de dois cães brancos. Ele anda de um lado para o outro, observando as janelas da casa. Depois, caminha até a oliveira à qual Lucy está acorrentada. Perto dali, outra cadela, Cheetah, solta, lhe faz companhia.
O homem pega uma pedra e a atira contra um dos cães. Cheetah, ensanguentada, foge. Lucy não consegue. O homem, segurando um pedaço de madeira em cada mão, começa a espancá-la violentamente. A cadela tenta colocar a árvore entre ela e o agressor, mas ele a alcança ao redor do tronco para golpeá-la. Ao vê-la ferida, aproxima-se ainda mais.
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Ele esmurra sua cabeça, balançando os dois pedaços de madeira. Uma vez. Duas vezes. Somente após pelo menos o 17º golpe duplo a cadela desaba. O agressor não para. Ele a golpeia mais nove vezes.
Ibrahim Abu Rejalah disse que ligou para a polícia israelense enquanto o ataque ainda acontecia e foi informado de que soldados seriam enviados imediatamente. Segundo ele, policiais e soldados só apareceram dias depois, no domingo. Questionada sobre o caso, a polícia israelense declarou na quinta-feira que só tomou conhecimento do incidente depois que o vídeo do ataque viralizou nas redes.
A polícia ainda disse que a investigação foi “intensiva” e pediu que o agressor “se entregasse, pois o longo braço da polícia o alcançará”. Em seu próprio comunicado, o Exército israelense acrescentou que Kfar Tarfon era um “posto avançado ilegal” e que “deveria ser esvaziado”.
Colono israelense agrediu repetidamente cão de família palestina com porrete de madeira
Reprodução/X/Government Communication Center – Palestine
No posto dos colonos, na terça-feira, dois homens abordados por repórteres do New York Times se recusaram a comentar.
— Não há nada para vocês aqui — disse um deles em hebraico.
Quando lhe mostraram uma imagem congelada do vídeo do ataque e pediram que identificasse o agressor, o homem não respondeu e foi embora.
Sobrevivente
A cadela sobreviveu, de alguma forma. Seu crânio sofreu fraturas em apenas dois pontos, abaixo de um corte de 10 centímetros, disse o veterinário Ashraf Shiban, que atua em Rama, no norte de Israel. O tratamento está sendo pago por um grupo israelense de resgate animal.
Lucy perdeu a visão do olho esquerdo, mas Shiban disse, na quarta-feira, que ela já estava voltando a comer. Com o tempo, afirmou, ela deverá se recuperar.
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Membros da família Abu Rejalah disseram temer novos ataques por parte dos colonos de Kfar Tarfon, especialmente agora que falaram publicamente sobre as hostilidades. Eles demonstraram pouca confiança de que o agressor será punido. Pareciam igualmente incrédulos de que o ataque tivesse acontecido.
— Trabalhei por anos dentro de Israel. Toda casa tem um animal de estimação, um cachorro ou um gato. Eles amam animais — disse Hassan Abu Rejalah. — O que faria alguém fazer uma coisa dessas, senão para assustar as pessoas?
A mãe e o padrasto dos dois irmãos franceses encontrados abandonados em uma estrada no sul de Portugal foram detidos pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e serão apresentados à Justiça sob suspeita de violência doméstica e exposição ao abandono.
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As crianças, de três e cinco anos, foram encontradas sozinhas na Estrada Nacional 253, entre Alcácer do Sal e Comporta, na região de Monte Novo do Sul. Segundo as autoridades, os meninos estavam chorando e carregavam apenas pequenas mochilas com mantimentos, uma garrafa de água e uma fruta.
Os suspeitos foram identificados como Marine Rousseau, de 41 anos, e Marc Ballabriga, de 55. Imagens de videovigilância registraram a entrada do casal em Portugal no dia 11 de maio, em um posto de combustível na região de Miranda do Douro.
Segundo a CNN Portugal, os dois foram localizados nesta sexta-feira em um café em Fátima, onde permaneciam havia várias horas sentados em uma esplanada. Ainda de acordo com a emissora, o casal foi surpreendido “sem grande reação” pela polícia.
Após a detenção, Marine Rousseau e Marc Ballabriga foram levados para instalações da GNR em Palmela e seguirão para o tribunal de Setúbal, onde passarão pelo primeiro interrogatório judicial. As autoridades portuguesas avaliam a possibilidade de prisão preventiva devido à gravidade dos crimes investigados.
Marine Rousseau, de 41 anos. em Fátima
Reprodução
Crianças disseram que tudo começou como um ‘jogo’
As investigações indicam que as crianças foram levadas da França para Portugal pela mãe e pelo padrasto. Um outro filho de Marine Rousseau, de 16 anos, permaneceu em território francês. Os irmãos relataram às autoridades portuguesas que a mãe disse que fariam um “jogo” antes de colocar vendas nos olhos dos dois.
Quando retiraram as vendas, segundo o relato, já estavam sozinhos na estrada.
As crianças foram encontradas por Eugénia e Artur Quintas, um casal da região. Segundo a CNN, os irmãos estavam “na beira da estrada”, “chorando” e “chamando pelo pai”.
O casal acolheu os menores até a chegada da Guarda Nacional Republicana.
A partir do primeiro contato com as crianças, os agentes acionaram a embaixada da França e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
Os policiais também utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial para auxiliar na comunicação com os irmãos, o que ajudou as autoridades portuguesas a relacionarem o caso a uma investigação já em andamento na França.
Os meninos já receberam alta hospitalar e foram encaminhados para uma família de acolhimento temporário. As autoridades francesas iniciaram os procedimentos para o retorno das crianças ao país de residência habitual por meio de mecanismos de cooperação internacional.
O pai biológico está a caminho de Portugal, mas a eventual entrega dos menores dependerá de avaliação das autoridades francesas.
“Enquanto França não tiver a certeza de que o pai biológico é responsável”, as crianças não serão entregues a ele, afirmou Carlos Bastos Leitão, superintendente-chefe da PSP. Segundo o especialista, caso o pai não seja considerado apto, os irmãos poderão retornar desacompanhados para a tutela do Estado francês.
As autoridades portuguesas também investigam o histórico do padrasto das crianças. Segundo o jornal francês Le Parisien, Marc Ballabriga já foi condenado anteriormente por violência doméstica, com pena suspensa.
Ainda de acordo com a CNN, Ballabriga deixou a atividade policial após um período depressivo.
Apesar das acusações, moradores de Colmar, cidade francesa onde Marine Rousseau vivia, demonstraram surpresa com o caso, segundo reportagem da CNN Portugal.

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