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Às vésperas de um dos períodos turísticos mais movimentados do Japão, um caso policial alterou a rotina de um dos zoológicos mais populares do país. Em Asahikawa, no norte japonês, a abertura da temporada de verão do zoológico Asahiyama foi adiada depois que um funcionário disse à polícia ter descartado o corpo da esposa no incinerador usado pelo parque para queimar carcaças de animais mortos.
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A revelação colocou o local no centro de uma investigação criminal e levou autoridades municipais a manter o zoológico fechado por mais tempo, enquanto a polícia aprofunda as apurações. O Asahiyama, inaugurado em 1967, estava fechado desde 8 de abril para manutenção e deveria reabrir nesta quarta-feira, a tempo da Golden Week — sequência de feriados que tradicionalmente impulsiona o turismo no Japão. Agora, permanecerá fechado ao menos até sexta-feira.
Na semana passada, policiais fizeram buscas dentro das instalações do zoológico após o funcionário relatar que teria usado o incinerador do parque para se desfazer do corpo da mulher, segundo a imprensa japonesa. O equipamento é normalmente usado para descartar carcaças de animais quando morrem.
As autoridades já procuravam pela mulher depois que uma amiga registrou seu desaparecimento junto à polícia. Foi durante essa apuração que surgiu o relato que mudou o rumo do caso.
O impacto vai além da investigação criminal. Com mais de 1 milhão de visitantes por ano, o Asahiyama é um dos zoológicos mais conhecidos do Japão, famoso por recintos projetados para aproximar público e animais, com estruturas incomuns como cúpulas de vidro e áreas suspensas que permitem observação mais próxima dos bichos.
‘Crise sem precedentes’, diz prefeito
Diante da crise, o governo municipal pediu desculpas pelo transtorno e alertou que o parque pode voltar a fechar sem aviso prévio caso a investigação exija novas diligências.
Em entrevista coletiva, o prefeito de Asahikawa, Hirosuke Imazu, descreveu o momento como uma “crise sem precedentes”.
— Ninguém poderia ter previsto isso — afirmou. Em seguida, acrescentou: — Estou tomado por uma imensa ansiedade e enfrento uma crise de magnitude sem precedentes.
Apesar do abalo, a prefeitura tenta preservar a temporada turística.
— Estamos nos preparando para recebê-los, então esperamos que o maior número possível de pessoas venha ao parque — disse Imazu, mirando a reabertura assim que as condições permitirem
Um muro memorial localizado em Golders Green, no norte de Londres, foi alvo de uma possível tentativa de incêndio criminoso. O caso aconteceu na Limes Avenue, na madrugada desta segunda-feira (27), e está sendo investigado pela Polícia Metropolitana, com apoio da unidade antiterrorismo, embora o incidente não esteja sendo tratado, até o momento, como ato terrorista.
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O memorial presta homenagem a milhares de manifestantes mortos durante a repressão no Irã, em janeiro, e fica próximo a um centro judaico. Parte do muro também é dedicada às vítimas do ataque do Hamas ao festival de música Nova, em Israel, em 2023. Uma mensagem recente de solidariedade à comunidade judaica, após ataques recentes, também foi afixada nas proximidades.
Segundo a polícia, inicialmente acreditava-se que o fogo poderia ter sido provocado por uma vela, mas imagens de câmeras de segurança mostraram uma pessoa utilizando um líquido inflamável para tentar iniciar as chamas. O incêndio atingiu a área, mas o muro em si não foi danificado. O caso foi registrado às 00h15 de segunda-feira e comunicado oficialmente às autoridades no início da noite.
Comunidade relata medo crescente
Ali Vahedi, voluntário do grupo comunitário Miga Rally, responsável pela construção do memorial e pela organização da segurança do local, afirmou que o clima de insegurança se agravou nas últimas semanas. Segundo ele, drones têm sobrevoado a área e pessoas já chegaram a arremessar objetos, como tomates, contra o memorial.
“A situação está ficando mais perigosa”, disse à Press Association. Ele relatou ainda que a polícia informou que o suspeito utilizou um líquido para iniciar o incêndio e que o fogo só não causou danos maiores porque foi percebido e apagado rapidamente por uma pessoa que passava pelo local.
Outro voluntário, Vahlid Baghi, classificou a tentativa de incêndio como “chocante”. Já Ahad Ghanbary destacou que há preocupação real entre moradores, especialmente porque Golders Green concentra uma forte presença tanto da comunidade judaica quanto de iranianos exilados. Segundo ele, os grupos convivem de forma próxima e compartilham o temor diante da escalada de ataques.
O episódio ocorre poucas semanas após outro suposto ataque incendiário que destruiu quatro ambulâncias da comunidade judaica na mesma região. A Polícia Metropolitana afirmou ter reforçado a presença policial com patrulhas armadas e agentes do Projeto Servator, especializados em identificar comportamentos suspeitos e possíveis preparações para crimes.
O superintendente-chefe Luke Williams afirmou que a corporação reconhece o aumento da preocupação entre moradores e que a polícia trabalha em estreita colaboração com líderes comunitários e organizações locais. Já Phil Rosenberg, presidente do Conselho de Deputados dos Judeus Britânicos, declarou solidariedade à comunidade britânico-iraniana e afirmou que o país enfrenta uma ameaça potencialmente ligada a ações coordenadas contra grupos judaicos e opositores do regime iraniano.
Um grupo que se identifica como Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia (Hayi) reivindicou a autoria de uma série de ataques incendiários contra locais judaicos no norte de Londres, além de um incidente envolvendo drones próximos à embaixada israelense. Dois homens chegaram a ser presos sob leis antiterrorismo, mas foram liberados posteriormente — um sem acusação formal e outro sob fiança até julho. A investigação segue em andamento.
Por trás da imagem de uma criança supostamente em tratamento contra o câncer, havia uma farsa construída dentro de casa. Na Austrália do Sul, uma mulher de 45 anos foi condenada a quatro anos e três meses de prisão após admitir que fingiu que o filho de seis anos tinha câncer para arrecadar milhares de dólares em doações e financiar um padrão de vida luxuoso.
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O nome da condenada não pode ser divulgado por razões legais. Ela se declarou culpada por uma acusação de praticar atos suscetíveis de causar dano ao filho e por dez acusações de fraude.
Segundo o processo, a mulher raspou a cabeça e as sobrancelhas do menino, enfaixou sua cabeça e suas mãos e ainda lhe administrou medicamentos para tornar a mentira convincente diante de familiares, amigos e da comunidade.
A encenação começou depois que a criança consultou um oftalmologista após um acidente. A partir dali, segundo o caso apresentado no tribunal, a mãe passou a dizer ao marido, à família, a amigos e à escola do menino que ele havia sido diagnosticado com câncer ocular.
Para sustentar a história, obrigou o filho a usar cadeira de rodas e restringiu suas atividades diárias, criando a impressão de que ele passava por sessões de radioterapia. Segundo a imprensa local citada no processo, também deu ao menino analgésicos e suplementos de saúde.
No Tribunal Distrital, o juiz descreveu as ações como “cruéis”, “calculadas” e “manipuladoras”.
A acusação afirmou que a mulher “usou egoisticamente o filho como instrumento de engano” para ludibriar pessoas próximas e a comunidade, acrescentando que as doações ajudaram a família a viver “a vida dos ricos e famosos”.
Defesa cita vício em jogos e colapso financeiro
A defesa sustentou que a mulher desenvolveu vício em jogos de azar após a pandemia de Covid-19 e que “tirou proveito” do acidente do filho em meio a um colapso financeiro. Seus advogados classificaram o caso como “um erro monumental e grave de julgamento”, afirmando que ela tentava aliviar egoisticamente o estresse financeiro da família.
Segundo a defesa, ela foi diagnosticada com transtorno de personalidade borderline e vivia acima de suas possibilidades.
— Infelizmente, ela gastava mais do que seus rendimentos permitiam e vivia acima de suas possibilidades — afirmou o advogado, acrescentando que a cliente tinha a crença “tolamente equivocada” de que a família precisava “das marcas mais recentes”.
O marido da mulher, que chegou a ser investigado, teve o caso retirado pela polícia. Em depoimento, descreveu a devastação causada pela fraude.
— Destruiu minha vida e a dos meus filhos — afirmou.
Em outra declaração, disse:
— Eu confiava completamente em você como minha esposa e nunca duvidei de você. Eu era dedicado à nossa família. Agora me sinto como um peão em um jogo de xadrez.
Do lado de fora do tribunal, resumiu o sentimento da família em uma frase: “nenhuma sentença será capaz de justificar o que foi feito com meus filhos”.
A mulher poderá pedir liberdade condicional em abril do próximo ano.
Subiu para 16 o número de mortos na colisão entre dois trens nos arredores de Jacarta, capital da Indonésia, após uma passageira ferida morrer no hospital nesta quarta-feira. Segundo as autoridades, todas as vítimas fatais eram mulheres.
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O acidente ocorreu no fim da noite de segunda-feira, quando um trem de longa distância atingiu o último vagão — reservado exclusivamente para mulheres — de um trem suburbano que estava parado perto da estação Bekasi Timur, na região metropolitana da capital.
A batida desencadeou uma complexa operação de resgate que durou quase 12 horas. Equipes de emergência precisaram abrir à força as estruturas destruídas para retirar passageiros presos entre os destroços.
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O porta-voz da polícia de Jacarta, Budi Hermanto, afirmou nesta quarta-feira à AFP que uma mulher de 25 anos morreu pela manhã, elevando o número de vítimas fatais para 16.
Ao todo, 90 pessoas ficaram feridas no acidente. Dessas, 44 já receberam alta após atendimento hospitalar, segundo a polícia.
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Investigação mira causas do acidente
A agência nacional de busca e resgate informou que todas as mortes ocorreram entre passageiras que estavam no trem suburbano.
Segundo as autoridades, o comboio estava parado em uma passagem de nível após um incidente envolvendo um táxi quando foi atingido na traseira pelo outro trem.
O ministro dos Transportes, Dudy Purwagandhi, informou à imprensa nesta quarta-feira que foi aberta uma investigação contra a empresa de táxis.
Diante da tragédia, o presidente Prabowo Subianto atribuiu o acidente à insegurança nas passagens de nível e ordenou melhorias em todo o país, incluindo instalação de postos de vigilância e construção de viadutos.
Acidentes de transporte são recorrentes na Indonésia, arquipélago do Sudeste Asiático onde sistemas de ônibus, ferrovias e aviação frequentemente enfrentam críticas por falhas de manutenção e infraestrutura precária.
Um total de 21 pessoas foi executado e mais de 4 mil foram detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, afirmou a ONU nesta quarta-feira.
Segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, a escalada repressiva ocorreu após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que desencadearam o conflito.
De acordo com o organismo, “ao menos nove pessoas foram executadas em relação aos protestos de janeiro de 2026, dez por suposta filiação a grupos de oposição e duas por espionagem”.
A agência informou ainda que, no mesmo período, mais de 4 mil pessoas foram presas “sob acusações relacionadas à segurança nacional”.
ONU relata tortura e desaparecimentos forçados
“Muitos detidos foram vítimas de desaparecimentos forçados, tortura ou outras formas de tratamento cruel, desumano e degradante, em particular confissões obtidas sob coação — às vezes televisionadas — e simulações de execução”, acrescentou o organismo da ONU.
“Consterna-me constatar que, além das graves consequências do conflito, as autoridades continuam violando os direitos do povo iraniano de forma brutal e impiedosa”, disse o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado no comunicado.
“Faço um apelo às autoridades para que suspendam todas as execuções, estabeleçam uma moratória sobre a pena de morte, garantam plenamente o respeito aos direitos de defesa e ao direito a um julgamento justo, e libertem imediatamente as pessoas detidas arbitrariamente”, insistiu.
Segundo várias organizações não governamentais, entre elas a Anistia Internacional, o Irã é o país que mais recorre à pena de morte depois da China.
A comissão reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos ordenou nesta terça-feira uma revisão antecipada da licença da rede ABC, em meio à pressão pública do presidente Donald Trump pela demissão do comediante Jimmy Kimmel por uma piada dirigida à primeira-dama Melania Trump.
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A ordem da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) atinge a Disney, proprietária da ABC, e suas afiliadas de televisão, ampliando uma controvérsia que mistura humor político, pressão institucional e debate sobre liberdade de expressão.
O casal Trump havia pedido que a emissora cancelasse o programa noturno Jimmy Kimmel Live! por uma piada do apresentador, descrita por eles como um chamado à violência, dias antes de uma suposta tentativa de assassinato do presidente americano.
A controvérsia remonta ao programa exibido em 16 de abril, dois dias antes de um suspeito armado invadir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington.
Naquela edição, Kimmel se apresentou como mestre de cerimônias do jantar e dirigiu-se à primeira-dama Melania, dizendo: “Senhora Trump, a senhora tem a aura de uma futura viúva”.
O presidente afirmou na segunda-feira que Kimmel deveria ser demitido “imediatamente” por essas palavras.
A primeira-dama também atacou o apresentador em comunicado, no qual instou a ABC a “tomar uma posição” contra ele.
Debate sobre liberdade de expressão
Kimmel minimizou as críticas naquele mesmo dia. “Foi uma piada muito leve” sobre “o fato de que ele tem quase 80 anos e ela é mais jovem do que eu”, disse em seu programa de segunda-feira.
O apresentador também chamou Trump ao diálogo sobre o discurso “de ódio”, em aparente referência aos comentários inflamados do presidente contra migrantes, opositores políticos e meios de comunicação.
— Concordo que a retórica de ódio e violenta é algo que devemos rejeitar — afirmou Kimmel.
A Casa Branca voltou à carga na terça-feira. O diretor de comunicação, Steven Cheung, chamou Kimmel no X de “ser humano deplorável” por “insistir nessa piada em vez de fazer o correto e pedir desculpas”.
Durante seu programa de terça-feira, Kimmel exibiu um vídeo de Trump brincando sobre sua idade ao receber em Washington o rei Charles III horas antes.
O presidente comentou que seus pais ficaram casados por 63 anos e virou-se para Melania para dizer: “É um recorde que não conseguiremos igualar, querida, sinto muito”.
— Ele acabou de fazer uma piada sobre a própria morte? — questionou Kimmel em seu programa: — Só Donald Trump pediria minha demissão por fazer uma piada sobre a idade dele e, um dia depois, sairia por aí fazendo uma piada sobre sua idade avançada.
Grande nome dos programas de entrevistas noturnos nos Estados Unidos, Kimmel tem estado no centro do debate sobre a liberdade de expressão protegida pela Constituição.
Em meados de setembro, a ABC suspendeu temporariamente seu programa depois que o apresentador insinuou que Trump e seu movimento MAGA tentavam tirar proveito político do assassinato do influenciador ultraconservador Charlie Kirk.
Essa suspensão havia sido sugerida publicamente, entre outros, pelo presidente da FCC, Brendan Carr, nomeado por Trump.
Em julho, o grupo Skydance Media aceitou, a pedido da FCC, introduzir mudanças na linha editorial da CBS, frequentemente criticada por Trump, para obter sinal verde à compra da Paramount Global.
Poucos dias antes, a CBS cancelou um programa concorrente do de Kimmel, The Late Show, de Stephen Colbert, por razões supostamente financeiras, embora críticos tenham visto a medida como censura.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, fará nesta quarta-feira sua primeira apresentação ao Congresso americano sobre a guerra no Oriente Médio, em um momento em que os esforços para pôr fim ao conflito seguem travados e as negociações de paz com Teerã enfrentam um novo impasse.
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O secretário de Defesa, alvo de críticas da oposição democrata pela pouca informação fornecida sobre o conflito, responderá às perguntas dos integrantes da Comissão de Forças Armadas da Câmara dos Representantes ao lado de Dan Caine, chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos.
O depoimento de Hegseth, uma das figuras mais controversas do governo Donald Trump, ocorre enquanto Washington demonstra ceticismo em relação à proposta iraniana para reabrir o estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de hidrocarbonetos que Teerã bloqueou após o início da guerra, há dois meses, desencadeada por ataques lançados contra o país pelos Estados Unidos e por Israel.
Vários funcionários americanos não desmentiram informações da CNN e do jornal The Wall Street Journal, segundo as quais Trump vê com desconfiança a oferta iraniana, mesmo com o frágil cessar-fogo em vigor entre as partes.
Durante um jantar de Estado na Casa Branca na terça-feira, Trump disse ao rei Charles III, do Reino Unido, e a outros convidados que Teerã havia sido “derrotado militarmente”.
Mas Amir Akraminia, porta-voz do Exército iraniano, afirmou na terça-feira à televisão estatal que a república islâmica não considera “que a guerra tenha terminado” e declarou que Teerã “não confia nos Estados Unidos”.
Proposta iraniana esbarra em exigências de Washington
A mais recente proposta de Teerã, transmitida pelo mediador Paquistão e analisada por Trump e seus assessores em uma reunião na segunda-feira, estabelece linhas vermelhas que incluem o sensível programa nuclear iraniano e o estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Fars.
De acordo com as reportagens, o plano também contemplaria um afrouxamento do controle iraniano sobre o estreito e o levantamento, por Washington, do bloqueio aos portos iranianos enquanto prosseguem negociações mais amplas.
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que a oferta iraniana era “melhor” do que imaginavam, mas questionou se os funcionários por trás dela tinham autoridade, após Israel matar altos dirigentes da república islâmica.
Rubio, em entrevista à Fox News, afirmou que as exigências de Washington para reabrir Ormuz são “voltar a como deveria ser”, retomando a situação anterior aos ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.
— Eles são muito bons negociadores — disse Rubio, acrescentando que qualquer acordo final precisaria ser “um que os impeça definitivamente de buscar uma arma nuclear”.
Por sua vez, o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei Nik, advertiu que Washington “deve abandonar suas exigências ilegais e irracionais”.
— Os Estados Unidos já não estão em condições de impor sua política às nações independentes — afirmou, segundo a televisão estatal.
O Catar, aliado de Washington que foi alvo de ataques iranianos apesar de seu papel como mediador, advertiu para a possibilidade de um “conflito congelado” caso não seja encontrada uma solução definitiva.
Os preços do petróleo dispararam após o alerta de Doha e as reportagens indicando que Trump dificilmente aceitaria a proposta iraniana. O barril do Brent, referência global, está acima do nível alcançado antes de ambas as partes anunciarem o cessar-fogo no início de abril, em torno de 112 dólares, enquanto o WTI americano superou os 100 dólares na terça-feira pela primeira vez em duas semanas. Ambos os contratos operavam com leve alta nesta quarta-feira.
Ataques no Líbano mantêm outra frente da guerra aberta
A violência persiste no Líbano, outra frente do conflito, apesar de uma trégua recentemente estendida entre Israel e Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã que arrastou o país para a guerra ao lançar foguetes contra Israel.
Pela primeira vez desde o início do cessar-fogo, o Exército libanês afirmou na terça-feira que um ataque israelense teve como alvo suas tropas, deixando dois soldados feridos no sul do país.
O Exército israelense havia advertido moradores de mais de uma dúzia de vilarejos e cidades para evacuarem imediatamente, alegando que a “violação do cessar-fogo” por parte do Hezbollah o obrigava a agir.
Oito pessoas, entre elas três socorristas, morreram em ataques israelenses no sul do Líbano.
Apesar de manter a ocupação de uma faixa de território ao longo da fronteira, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que seu país “não tem ambições territoriais no Líbano”.
Um homem de 50 anos levou os restos mortais da própria irmã até uma agência bancária no estado de Odisha, no leste da Índia, para tentar sacar 20 mil rúpias (cerca de R$ 1 mil) depositadas em nome dela. O caso aconteceu nesta segunda-feira (27) e ganhou repercussão após vídeos mostrarem Jeetu Munda caminhando com o esqueleto da irmã, Kalara Munda, de 56 anos, pelas ruas da região rural de Keonjhar.
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Segundo veículos locais como India Today, Telegraph India e Hindustan Times, Kalara morreu há cerca de dois meses após uma doença. O dinheiro na conta era resultado da venda de gado. Como não havia outros herdeiros legais e o beneficiário registrado também havia morrido, Jeetu tentava acessar o valor como único sucessor.
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Ele afirmou que foi várias vezes à agência de Maliposi do Odisha Grameen Bank, ligado ao Indian Overseas Bank (IOB), mas não conseguiu sacar o dinheiro por não apresentar a documentação exigida. Segundo ele, funcionários pediram que levasse a titular da conta. “Embora eu lhes dissesse que ela havia falecido, eles não me deram ouvidos”, disse ao India Today. Sem entender o processo formal, ele decidiu desenterrar os restos mortais da irmã e levá-los ao banco.
Homem leva esqueleto da irmã ao banco para provar morte e sacar dinheiro na Índia; caso é #FATO
Reprodução/X
Ele conseguiu sacar o dinheiro?
A polícia foi chamada e informou que houve falha de comunicação. O inspetor Kiran Prasad Sahu afirmou que Jeetu, descrito como analfabeto e morador de comunidade tribal, não compreendia o procedimento legal para sacar dinheiro de uma conta de pessoa falecida. Após o episódio, a polícia e a administração local prometeram ajudar na emissão da certidão de óbito e na liberação do valor. O esqueleto foi enterrado novamente sob supervisão policial.
Nesta terça-feira (28), o Indian Overseas Bank publicou um esclarecimento no X e negou que funcionários tenham exigido a presença física da correntista morta. “Contrariando certos relatos da mídia, os funcionários do banco não exigiram a presença física de um cliente falecido para saque”, afirmou.
Segundo o banco, saques por terceiros só podem ser feitos com autorização formal e, em caso de morte, é necessária a apresentação de documentos válidos, principalmente a certidão de óbito. A instituição informou que o pagamento será processado com prioridade assim que a documentação for apresentada.
Publicação do Indian Overseas Bank
Captura de tela
Cientistas implantaram dispositivos que liberavam cocaína e substâncias derivadas da droga em salmões juvenis para investigar um problema crescente nos rios e lagos do mundo: a contaminação da água por resíduos de entorpecentes descartados no esgoto. O resultado repercutiu após a publicação da pesquisa em 20 de abril, chamando a atenção pela reação dos peixes ao principal metabólito do entorpecente: eles nadaram até 1,9 vez mais por semana e se afastaram mais do ponto de soltura do que os animais não contaminados.
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A pesquisa, publicada na revista Current Biology, acompanhou 105 salmões do Atlântico em um lago natural na Suécia, o Vättern. Os animais receberam implantes de liberação lenta com cocaína, com benzilecgonina — principal produto da decomposição da droga no organismo e no ambiente, como é encontrado em águas poluídas — ou com nenhuma substância, no caso do grupo de controle. Depois, foram monitorados por telemetria acústica durante oito semanas.
Segundo os pesquisadores, o objetivo não era “drogar” os peixes de forma artificial, mas sim simular a exposição contínua a compostos que já têm sido detectados em ambientes aquáticos, principalmente em regiões urbanas abastecidas por sistemas de esgoto insuficientes para remover contaminantes químicos.
Pesquisador segura cápsulas de liberação lenta — algumas contendo cocaína, outras com um composto gerado quando o organismo metaboliza a droga — do tipo implantado em dezenas de salmões de 2 anos
Jörgen Wiklund via The New York Times
Os dados mostraram que a benzilecgonina provocou efeitos ainda maiores do que a própria cocaína. Os salmões expostos ao metabólito se deslocaram até 12,3 quilômetros a mais do que os peixes não expostos, ampliando sua área de circulação no lago.
Impactos ambientais
Para os cientistas, essa mudança de comportamento pode trazer impactos ecológicos relevantes. Ao gastar mais energia nadando e se deslocando para áreas incomuns, os peixes podem encontrar habitats inadequados, ficar mais vulneráveis a predadores e comprometer o crescimento e a alimentação.
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A bióloga Rachel Ann Hauser-Davis, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que não participou do estudo, mas lidera pesquisas semelhantes no Brasil, avaliou que a pesquisa representa um avanço importante por mostrar efeitos em ambiente natural, e não apenas em laboratório. Ela ponderou, porém, que o uso de implantes de liberação lenta não reproduz perfeitamente a forma como a contaminação ocorre na natureza.
Os autores alertam que o problema pode atingir outras espécies aquáticas. Estudos anteriores, como o da Fiocruz, já identificaram efeitos de drogas ilícitas e medicamentos em enguias, crustáceos e até tubarões. A conclusão é que resíduos humanos lançados nos cursos d’água podem alterar cadeias alimentares e dinâmicas populacionais de forma ainda pouco compreendida.
Além da poluição química, o salmão do Atlântico já enfrenta pressões como mudanças climáticas, perda de habitat e barragens. Para os pesquisadores, a contaminação por cocaína e seus derivados pode se somar a esses fatores e agravar a situação da espécie.
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, reclamou nesta terça-feira do broche com um mapa da Venezuela usado por sua homóloga, Delcy Rodríguez, durante visitas oficiais a dois países caribenhos que incluem o território disputado de Essequibo. A área de 160 mil km² está no centro de uma disputa centenária entre Caracas e Georgetown, que foi reacendida em 2015, quando a empresa americana ExxonMobil descobriu vastas reservas de petróleo na região.
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Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos EUA em janeiro. Como vice-presidente, ela era responsável pelo caso Essequibo perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ). Durante suas duas visitas oficiais às ilhas de Granada e Barbados, Rodríguez usou um broche de ouro com o contorno de um mapa da Venezuela.
Ali considerou “profundamente lamentável” que essas reuniões apresentassem a “exibição proeminente de símbolos” que afirmam a reivindicação territorial da Venezuela sobre a área disputada. Em uma carta enviada à Comunidade do Caribe (CARICOM), o líder guianense destacou que a Venezuela não pode tentar normalizar, por meio de símbolos, mapas, legislação, nomeações ou demonstrações oficiais, uma questão que permanece sem solução.
Presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez usou broche representando o território de Essequibo anexado ao seu país durante visita a Granada
Daniela Millan/ Presidência da Venezuela/AFP
Georgetown está pedindo à mais alta corte das Nações Unidas que ratifique as fronteiras estabelecidas em uma sentença arbitral de 1899, que a Venezuela não reconhece. Caracas está recorrendo ao Acordo de Genebra, que assinou em 1966, antes da independência da Guiana do Reino Unido. Esse acordo anulou a decisão de 1899 e lançou as bases para uma solução negociada.
“Usar as plataformas da CARICOM para projetar ou promover uma reivindicação territorial contra um Estado-membro corre o risco de ser interpretado como aquiescência ou tolerância”, escreveu Ali.
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O broche que “o obceca nada mais é do que a expressão de uma verdade histórica, fortemente validada desde o Acordo de Genebra de 1966, muito antes deste espetáculo midiático”, escreveu o Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, no Telegram.
“Vocês sabem que o Presidente da Guiana está causando um escândalo porque eu sempre uso o broche com o mapa da Venezuela, o único mapa que conheço. Agora eles se incomodam até com a minha forma de me vestir”, respondeu Rodríguez mais tarde durante um evento político em Carabobo, norte da Venezuela. “Estaremos na Corte Internacional de Justiça nos próximos dias para reafirmar nossa posição histórica”, acrescentou.
A CARICOM respondeu em um comunicado que eventos oficiais em países membros “não devem ser usados, direta ou indiretamente, para promover ou dar a impressão de legitimar reivindicações”. Rodríguez governa sob pressão dos Estados Unidos, aliado da Guiana. Washington garante que defenderá Georgetown em caso de conflito com a Venezuela. O presidente defende uma “negociação de boa fé” para resolver a disputa territorial.

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