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Ameaçada diversas vezes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a iraniana Ilha de Kharg, é um alvo atrativo para as tropas americanas, mas que também oferece grandes riscos operacionais e de alto custo político para o líder republicano. No local, estão localizadas instalações que até antes da guerra eram responsáveis por aproximadamente 90% das exportações de petróleo bruto do país persa. Aumentando o escopo de pontos negativos que uma tomada deste território tem a oferecer há também neste cálculo a preparação iraniana, já em curso há meses, para caso o Pentágono autorize uma operação do tipo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Marcos Paulo Almeida vive há três anos em Las Vegas e costuma acompanhar futebol sempre que pode. Mas, na Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, o brasileiro acredita que muitos imigrantes latinos em situação irregular, como ele, vão evitar estádios e eventos ligados á maior competição de futebol do planeta pelo receio com o endurecimento da política migratória do presidente Donald Trump e a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Equador está reduzindo os preços da cerveja em mais de 20% por meio de um corte temporário de impostos para angariar “apoio extra” para a seleção nacional de futebol durante a Copa do Mundo, disse o presidente Daniel Noboa.
O governo eliminará um imposto especial sobre cerveja e outras bebidas com teor alcoólico moderado até 19 de julho, disse Noboa em declarações divulgadas pelo jornal El Universo.
A Copa do Mundo da FIFA de 2026 começou na quinta-feira, com um jogo entre México e África do Sul. A seleção do Equador estreia no dia 14 de junho contra a Costa do Marfim, na Filadélfia. Noboa deve viajar para os Estados Unidos hoje e permanecer lá até a próxima segunda-feira, de acordo com um decreto executivo que não detalhou sua agenda.
Com quase três décadas de atuação, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) foi o vencedor da categoria Mundo do Prêmio Faz Diferença 2025, cuja festa de premiação foi realizada na noite desta quinta-feira na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. Os colunistas do GLOBO Ancelmo Gois e Míriam Leitão apresentaram a festa.
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A premiação consolida a trajetória do Cebri na promoção do debate sobre temas centrais da agenda internacional e a contribuição para aproximar o Brasil de discussões globais. A diretora-presidente do Cebri, Julia Dias Leire, e o presidente do Conselho Curador da instituição, José Pio Borges, receberam o prêmio da editora de Mundo, Leda Balbino, e do colunista Lauro Jardim.
— O Cebri foi criado há 28 anos sob a inspiração do nosso saudoso chanceler Luiz Fernando Lampreia, que percebeu a crescente inserção do Brasil no mundo e o papel de um think tank independente e apolítico para oferecer uma perspectiva brasileira sobre o Brasil no cenário internacional. — afirmou José Pio Borges. — Foram vários os percalços que enfrentamos, vários os lugares que ocupamos, mas essa premiação nesta noite também celebra nossa nova sede.
O Faz Diferença é uma realização do jornal O GLOBO, com patrocínio da Firjan SESI e apoio da Petrobras, Light e Naturgy.
A Casa Branca organizou, nesta quinta-feira (11), uma visita para a imprensa ao enorme ringue de luta conhecido como “The Claw”, que receberá uma luta do Ultimate Fighting Championship (UFC) no 80º aniversário do presidente Donald Trump.
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Os jornalistas, inclusive um repórter da AFP, tiveram acesso pela primeira vez à estrutura de 28 metros de altura (mais alta do que a própria Casa Branca), que os trabalhadores vêm construindo há várias semanas no histórico Jardim Sul.
No centro está o chamado “Octógono”, a arena octogonal onde 14 lutadores do UFC vão se enfrentar diante de Trump em um evento sem precedentes na noite do próximo domingo (14).
Empresas como a marca de cerveja Bud Light e o mercado de previsão Polymarket têm seus nomes estampados na estrutura acolchoada do ringue do torneio de 60 milhões de dólares (R$ 308,8 milhões na cotação atual).
Ao redor do octógono haverá assentos acolchoados pretos para 4.500 convidados, cada um com um aviso na parte de trás que diz: “Aviso: não suba na cadeira”, caso os espectadores se empolguem demais.
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Um enorme letreiro vermelho, branco e azul que diz “UFC Freedom 250” recebe os visitantes. Um logotipo similar aparece nas telas de vídeo fixadas na lateral da arena.
Trata-se de um lembrete de que o evento tem como objetivo dar início às celebrações do 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, assim como o fato de que o UFC está financiando o custo do espetáculo.
Da parte de trás da estrutura, os jornalistas podiam ver barracas de cerveja que se estendiam até a fonte do Jardim Sul e banheiro químicos.
Atrás dela, há uma enorme estrutura instalada na Elipse, a área verde nos arredores do recinto, onde, segundo a Casa Branca, até 125 mil pessoas poderão assistir ao evento gratuitamente em telões gigantes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta quinta-feira o promotor federal de Nova York, Jay Clayton, como novo chefe da Inteligência Nacional, após receber críticas de integrantes de seu próprio partido por tentar colocar no cargo um aliado sem experiência na área. O líder americano havia designado interinamente para comandar os serviços de inteligência William “Bill” Pulte, um homem de sua confiança, mas sem experiência prévia em segurança nacional ou inteligência.
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Criado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o cargo de diretor de Inteligência Nacional está entre os mais poderosos do governo americano. O posto é responsável por coordenar o trabalho da Agência Central de Inteligência (CIA) e de diversas outras agências de inteligência dos EUA.
Pulte, que ocupava o cargo de diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação (FHFA, na sigla em inglês), havia sido nomeado para substituir Tulsi Gabbard, que renunciou ao cargo no fim de maio.
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“Tenho o prazer de anunciar a nomeação do altamente respeitado Jay Clayton (…) para ser o próximo diretor de Inteligência Nacional”, escreveu Trump nas redes sociais, ao mesmo tempo em que pediu ao Senado que confirme a indicação “o mais rápido possível”.
Ao anunciar a indicação, Trump afirmou que “poucas pessoas em toda a comunidade jurídica são tão respeitadas quanto Jay”.
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Antes de ser nomeado promotor federal do estado de Nova York, Clayton presidiu a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA durante o primeiro mandato de Trump.
A polêmica em torno de Pulte culminou nesta quinta-feira, quando a Câmara dos Representantes rejeitou uma prorrogação de três semanas de um importante programa de vigilância sem mandado judicial, em um gesto de protesto. A legislação expira à meia-noite de sexta-feira e, com o Congresso fora de sessão, será difícil aprovar uma nova extensão antes do prazo.
A votação fracassou em meio ao descontentamento com Pulte, acusado pelos democratas de utilizar bancos de dados governamentais para buscar informações prejudiciais sobre adversários políticos de Trump.
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Os democratas afirmaram que não apoiariam sequer uma renovação temporária do programa sem reformas que protegessem a privacidade dos americanos e sem que a promoção de Pulte fosse revertida.
Recentemente, Trump determinou que Pulte promovesse cortes de pessoal na comunidade de inteligência, argumentando que, por ocupar o cargo de forma interina e não depender da aprovação do Senado, ele estaria “menos limitado”.
A ex-diretora de Inteligência Nacional Tulsi Gabbard anunciou em maio que deixaria o cargo para cuidar do marido, que enfrenta um câncer. Inicialmente, sua saída estava prevista para 30 de junho, mas Trump antecipou a data para 19 de junho.
(Com AFP e New York Times)
Dezenas de manifestantes e policiais entraram em confronto nesta quinta-feira do lado de fora do Estádio Azteca, na Cidade do México, enquanto era disputada a primeira metade da partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 no local, constataram jornalistas da AFP.
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Grupos de professores, familiares de desaparecidos e estudantes se concentraram desde cedo nos arredores do estádio, mas encontraram um forte esquema de segurança policial. No entanto, um grupo que exige justiça para pessoas desaparecidas removeu algumas barreiras que protegiam o perímetro do estádio e trocou agressões com os agentes que faziam a segurança do local durante o jogo entre México e África do Sul.
Armados com paus e bastões, alguns jovens quebraram os vidros de veículos da polícia, enquanto ao fundo era possível ver o Azteca, onde minutos antes o México havia marcado o primeiro gol da Copa do Mundo.
Em alguns momentos, os policiais lançaram gás para tentar dispersar os manifestantes, que corriam pelos arredores do estádio. Policiais montados também tentaram conter os protestos.
As manifestações lideradas desde a semana passada por uma ala dissidente do sindicato dos trabalhadores da educação chegaram a colocar em dúvida a abertura da Fan Fest da Fifa, instalada na emblemática Praça do Zócalo, onde também fica o Palácio Presidencial.
Apesar disso, milhares de torcedores conseguiram entrar na praça, em meio a empurrões e desorganização.
Um professor de 27 anos foi esfaqueado no pescoço ao tentar proteger alunos durante um ataque com faca em uma escola de Manchester, no norte da Inglaterra. O caso ocorreu nesta terça-feira na Co-op Academy, no bairro de Blackley, e deixou também dois estudantes de 14 anos feridos. A suspeita é uma adolescente da mesma idade, que foi detida no local.
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Segundo a polícia da Grande Manchester, agentes foram acionados após relatos de um esfaqueamento na unidade de ensino. Funcionários conseguiram conter a adolescente antes da chegada das autoridades, evitando que mais pessoas fossem feridas. A jovem foi inicialmente presa sob suspeita de agressão grave e posteriormente mantida sob custódia com base na Lei de Saúde Mental do Reino Unido.
As três vítimas — o professor e dois estudantes, um menino e uma menina de 14 anos — sofreram ferimentos compatíveis com golpes de faca. As autoridades informaram que os machucados não foram considerados graves e que todos já receberam alta hospitalar.
Veículos britânicos identificaram o professor ferido como Maysum Abdullah, docente de ciências e pai de uma criança. De acordo com relatos divulgados pela imprensa local, ele teria sido atingido ao tentar proteger estudantes e desarmar a adolescente. Sua esposa afirmou que recebeu uma ligação informando que o marido havia sido esfaqueado e agradeceu o apoio recebido pela família.
Professor de ciências Maysum ao lado da esposa, Samia, que foi às redes sociais para agradecer às pessoas que ofereceram apoio à família
Reprodução | Redes Sociais
O ataque provocou um bloqueio de segurança na escola e mobilizou equipes de emergência. Pais relataram momentos de apreensão enquanto aguardavam informações sobre os filhos. A direção informou que o incidente foi isolado e que não há risco adicional para alunos e funcionários.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a polícia informou que a investigação segue em andamento e pediu que a população não compartilhe especulações ou informações não confirmadas nas redes sociais.
— Sabemos que o impacto sobre aqueles que estiveram envolvidos ou testemunharam o incidente será significativo, e queremos assegurar à comunidade que estamos tratando o caso com toda a seriedade — afirmou o inspetor Jon Shilvock.
Agentes permanecerão na região para prestar apoio à comunidade escolar enquanto as investigações prosseguem.
Israel libertou um dos fundadores e principais líderes do grupo islamista palestino Hamas na Cisjordânia, Hasan Yusef, de 71 anos, que estava detido sem julgamento desde outubro de 2023, anunciou nesta quinta-feira um de seus filhos.
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Yusef foi “libertado perto da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia”, declarou seu filho, Owais Yusef. Ele acrescentou que seu pai foi transferido para um hospital em Ramallah, onde reside.
Cofundador do Hamas na década de 1980 ao lado do xeque Ahmed Yassin e de outros integrantes palestinos da Irmandade Muçulmana, Yusef é um dos líderes do movimento na Cisjordânia.
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A polícia israelense não respondeu aos questionamentos da AFP para confirmar a informação.
Yusef foi preso em outubro de 2023 e encarcerado em uma prisão israelense sob o regime de detenção administrativa, pouco depois do ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.
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Israel ampliou o uso da detenção administrativa contra palestinos após o início da guerra, o que permite prender indivíduos sem acusação formal por períodos de até seis meses, renováveis sucessivamente.
As autoridades israelenses afirmam que esse procedimento permite manter suspeitos sob custódia e prevenir possíveis ataques enquanto continuam reunindo provas.
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Organizações de defesa dos direitos humanos, por sua vez, afirmam que o sistema favorece abusos.
Yusef já foi preso diversas vezes. Sua última libertação havia ocorrido em julho de 2020, após 16 meses em detenção administrativa.
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Ex-membro do Parlamento Palestino, atualmente dissolvido, Yusef mantém uma relação conturbada com seu filho mais velho, Mosab Hasan Yusef, que espionou durante dez anos o movimento de seu pai para Israel.
Entre 1997 e 2007, Mosab trabalhou para o Shin Bet, a agência de segurança interna israelense, antes de se mudar para os Estados Unidos, onde vive sob uma nova identidade. Em 2010, publicou o livro Son of Hamas (“Filho do Hamas”).
O chefe de gabinete da Argentina, Manuel Adorni, admitiu ter ocultado pelo menos US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões) de suas declarações patrimoniais, argumentando que poupava dinheiro “por fora, como todos” os seus compatriotas, em meio a questionamentos sobre seu patrimônio.
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O principal ministro do presidente argentino, Javier Milei, envolvido em controvérsia há mais de três meses devido a revelações sobre compras de imóveis e viagens luxuosas em família, afirmou ao canal de notícias LN+ que apresentou uma declaração revisada com correções ao Escritório Anticorrupção na quarta-feira.
— Claro que cometi um erro. Vou pagar até o último imposto que me corresponder, até a última multa, todos os juros, tudo o que decorrer desse erro — afirmou.
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As informações também serão incorporadas à investigação conduzida pela Justiça sobre supostas inconsistências em seu patrimônio.
Segundo o relato do ministro, todo o dinheiro teve origem em sua atividade privada e em investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de assumir o cargo de porta-voz presidencial em dezembro de 2023.
— Reconstituindo a história, investimos cerca de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 1 milhão) e ganhamos aproximadamente US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) — disse.
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Adorni reconheceu que ele e sua esposa optaram por manter esses recursos sem declarar porque “a maneira de escapar da velha política era ter uma poupança por fora”.
Muitos argentinos historicamente desconfiam do sistema bancário, marcado por sucessivas crises econômicas e fortes picos inflacionários.
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O reconhecimento desses fundos não declarados representa uma mudança no discurso do chefe de Gabinete, que declarou ao Congresso em 29 de abril que “nunca houve ocultação” de seu patrimônio.
Adorni, de 46 anos, tornou-se um dos colaboradores mais importantes de Milei durante sua atuação como porta-voz presidencial, cargo que deixou em novembro para assumir a Chefia de Gabinete.
O presidente ultraliberal mantém apoio irrestrito a Adorni. Em diferentes ocasiões, afirmou saber que o ministro “tem tudo em ordem”.
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A polêmica começou em março, quando a imprensa voltou sua atenção para uma viagem oficial a Nova York na qual Adorni levou a esposa, além de viagens de férias em jato particular com a família.
Outros vazamentos desencadearam uma investigação judicial sobre a compra, nos últimos dois anos, de imóveis que não teriam sido declarados.
O ministro ainda não foi convocado a prestar depoimento no âmbito dessa investigação.

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