Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O Pentágono divulgou nesta sexta-feira (12) um terceiro lote de arquivos de supostos avistamentos de OVNIs ocorridos no nordeste dos Estados Unidos. O material inclui imagens, representações em vídeo desenvolvidas após descrições e relatos sobre orbes brilhantes, que por vezem aparecem com uma tonalidade vermelha.
O material foi divulgado por meio do Departamento de Guerra, o Departamento de Defesa renomeado por Donald Trump, dos Estados Unidos. São 72 arquivos do FBI, da CIA e do próprio Pentágono sobre os chamados “fenômenos anômalos não identificados”, os Unidentified Anomalous Phenomena (UAP, na sigla em inglês). Esses materiais datam dos últimos anos.
Um deles, de fevereiro deste ano, cita entrevistas do FBI com duas pessoas que relataram ter visto uma luz intensa e brilhante no meio do quintal de sua casa em uma noite, destaca a Reuters. A arquivo divulgado tem trechos omitidos. Porém é possível ver como o objeto não identificado que supostamente foi avistado é descrito, sendo de cor vermelha “brilhante e bonita”, como “nunca tinha visto”. Essa esfera ainda continha um “sol de plasma branco”.
Em julho de 2025, por volta das 22h, horário locl no nordeste dos Estados Unidos, uma testemunha observou uma luz intensa e brilhante de seu quintal; imagem consta no terceiro lote de documentos sobre OVINs liberados pelo Pentágono
Reprodução / Departamento de Guerra dos EUA
No mesmo local, semanas depois, teriam sido avistados alguns orbes brancos sobrevoando a casa a uma altitude muito maior. A informação consta em um relatório do FBI que foi divulgado nesta nova leva.
De acordo com um documento do FBI de 2024, um ex-oficial de inteligência do Exército dos EUA e quatro membros de sua unidade observaram um UAP sobre as Montanhas Cheyenne, no Colorado. O objeto que paira no ar tem formas bem definidas, aponta o site The Washington Times.
Entre o material divulgado estão videos que, na verdade, tratam-se de representações do que foi narrado por testemunhas dos supostos avistamentos.
Os dois primeiros lotes de arquivos de supostos avistamentos de OVNIs foram divulgados em 8 e 22 de maio. A divulgação tem sido estimulada pelo governo de Donald Trump, sem um objetivo claro.
Autoridades dos Estados Unidos investigam o aparecimento de uma grande inscrição com os números “8647” no gramado do National Mall, em Washington, poucos dias antes de uma série de eventos programados para a região. O Departamento do Interior informou na quinta-feira que apura as circunstâncias em que a marca surgiu em uma área próxima ao Memorial da Segunda Guerra Mundial.
Avaliação: Desaprovação de Trump atinge novo recorde em pesquisa recente, a seis meses das eleições de meio de mandato
Em janeiro: Trump processará o NYT por pesquisa de opinião desfavorável e sugere criminalização de levantamentos
A inscrição foi observada por um fotógrafo da Reuters que estava no topo do Monumento a Washington pouco antes da chegada das autoridades ao local. Imagens de webcams instaladas no monumento também mostraram os números em uma extensa faixa do National Mall. Embora os números 8, 6 e 7 sejam visíveis, o 4 não aparece de forma definida.
Não está claro quando as marcas surgiram. Fotos do National Mall feitas pela Getty Images em 5 de junho não mostravam a inscrição. Imagens registradas pela EarthCam indicam que os números foram aparecendo gradualmente ao longo de alguns dias. Na tarde de quinta-feira, as marcas não pareciam facilmente distinguíveis a partir do nível do solo.
Testemunhas relataram que vários veículos de emergência bloquearam a área por volta das 13h, no horário local (14h em Brasília), enquanto a equipe de paraquedismo do Exército dos EUA, os Golden Knights, realizava um salto no National Mall. Agentes da Polícia de Parques dos EUA e integrantes da Guarda Nacional também estiveram no local.
Preocupações em comum: Em coalizão, e não culto a Trump, movimento Maga é minoria, indica pesquisa
O Departamento do Interior classificou o episódio como um “vandalismo insano”. Em comunicado, um porta-voz afirmou que “qualquer ameaça contra o presidente é levada muito a sério pelo Departamento” e que a Polícia de Parques investigará o caso e responsabilizará os envolvidos.
A Polícia de Parques informou que a causa da descoloração da grama ainda não foi determinada. Segundo a corporação, amostras foram coletadas para análise e a investigação permanece em andamento. Em alguns trechos, a grama adquiriu uma coloração marrom que formava o desenho dos números em contraste com o verde do entorno.
A Casa Branca encaminhou perguntas sobre o caso ao Departamento do Interior. Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca, disse que “qualquer pessoa que participe ou endosse violência política ou uma cultura de assassinato deve ser condenada nos termos mais severos possíveis”.
O primeiro longo ano: Trump 2.0 abraça intervencionismo para impor ‘realismo predador’ ao mundo
O Serviço Secreto e o FBI também remeteram questionamentos à Polícia de Parques, responsável pela investigação. Uma fonte das forças de segurança afirmou à CNN que o Serviço Secreto atuará em parceria com a Polícia de Parques caso um suspeito seja identificado.
Entenda a expressão
A expressão “8647” tem sido utilizada por opositores do presidente Donald Trump como forma de protesto contra seu governo. Aliados do presidente e o Departamento de Justiça afirmam que a combinação numérica pode ser interpretada como um chamado à violência.
O número “86” é uma gíria originada no setor de restaurantes, usada com o sentido de expulsar, retirar ou se livrar de algo, enquanto Trump é o 47º presidente dos Estados Unidos.
A sequência numérica está no centro de pelo menos um caso criminal de grande repercussão. Em abril, promotores federais acusaram o ex-diretor do FBI James Comey de ameaçar Trump após ele publicar nas redes sociais, em 2025, uma fotografia de conchas organizadas na areia de uma praia para formar os números “8647”.
Comey removeu a publicação e afirmou que desconhecia a possibilidade de a imagem ser interpretada como um incentivo à violência. O ex-diretor do FBI declarou que pretende contestar as acusações, inclusive com base em argumentos relacionados à liberdade de expressão.
Em versão ‘sem coleira’: Trump inicia 2º ano no poder dos EUA com débil contrapeso a seu ‘Executivo imperial’
No início deste mês, um juiz federal decidiu que o Serviço Nacional de Parques não poderia impedir que um grupo de manifestantes anti-Trump exibisse uma bandeira com a inscrição “8647” nas proximidades do National Mall. O episódio ocorre enquanto a área se prepara para receber eventos de comemorações dos 250 anos da independência dos EUA.
O National Mall também deve sediar uma feira de 16 dias chamada “Great American State Fair”, com início previsto para 25 de junho. Trump tem acompanhado de perto intervenções realizadas no local, incluindo trabalhos de revitalização e pintura do Espelho d’Água.
A cidade de Herat, no oeste do Afeganistão, amanheceu nesta sexta-feira sob forte esquema de segurança após uma semana marcada por prisões, protestos e confrontos. Veículos militares foram posicionados em diferentes pontos da cidade, enquanto agentes patrulhavam a área onde uma nova manifestação havia sido convocada em resposta à detenção de dezenas de mulheres acusadas de descumprir as rigorosas regras de vestimenta impostas pelo Talibã. Diante dos esforços de repressão, o protesto acabou cancelado.
— As pessoas desistiram da manifestação hoje para evitar mais derramamento de sangue — disse uma professora de 34 anos, que não foi identificada por razões de segurança.
Entenda: Novo decreto do Talibã sobre divórcio formaliza casamento infantil no Afeganistão, alerta a ONU
Guga Chacra: Talibã silencia mulheres afegãs
A tensão mais recente teve início no sábado, quando a polícia da moralidade prendeu dezenas de mulheres por não usarem o chador ou a burca, vestimentas que cobrem todo o corpo. A Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA, na sigla em inglês) documentou a detenção de pelo menos 30 mulheres em Herat apenas no fim de semana. Em resposta, moradores foram às ruas para protestar contra as prisões.
Uma manifestação realizada por dezenas de homens na terça-feira, no distrito de Injil, foi dispersada com tiros de munição real, segundo duas testemunhas ouvidas pela AFP. A polícia local negou o uso de armas e acusou os manifestantes de tentarem perturbar a ordem pública. Segundo dez especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, no entanto, ao menos dez pessoas, incluindo um menor de idade, foram mortas. Outras 20 ficaram feridas.
Na quinta-feira, o grupo divulgou uma nota em que condenava tanto as detenções quanto a repressão das manifestações. O comunicado classificou as prisões por violação do código de vestimenta como potencialmente arbitrárias e ilegais, citando o exercício da liberdade de expressão e o direito de não discriminação baseada no gênero.
“Igualdade, reunião pacífica, liberdade de expressão e de circulação, além da proteção contra detenções arbitrárias, são direitos fundamentais”, diz o texto. Enquanto isso, a ONU Mulheres afirmou que o caso “aumentou o medo e apreensão entre mulheres e meninas” em todo o país.
Entre as mulheres detidas em Herat estava uma profissional de saúde empregada pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF). Ela estava a caminho do trabalho na ala pediátrica do Hospital Regional de Herat no sábado quando foi abordada pela polícia da moralidade e acusada de descumprir o código de vestimenta. Segundo a MSF, ela ficou detida por dois dias e foi liberada após assinar, junto de seu marido e familiares, um compromisso por escrito de usar as roupas exigidas pelo Ministério para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício (PVPV).
“Este incidente não é isolado. As mulheres no Afeganistão já enfrentam restrições extremamente severas à liberdade de circulação e ao acesso à vida pública”, escreveu a organização. O PVPV não comentou as detenções de mulheres em Herat por supostas violações do código de vestimenta, apesar dos pedidos de esclarecimento feitos pela imprensa.
Já na quarta-feira, o braço local do PVPV em Herat publicou uma lista de novas regulamentações que inclui a proibição do uso de maquiagem, a vedação à exposição de qualquer parte do cabelo e a obrigatoriedade do uso de meias e máscaras faciais. O aviso deixa explícito que o descumprimento das normas pode resultar em detenção e prisão.
Em todo o país, as mulheres devem estar quase totalmente cobertas quando saem de casa. Muitas usam a abaya, uma túnica longa, combinada com um véu islâmico e uma cobertura facial, em vez do chador ou da burca.O acesso a parques, academias e outros espaços públicos já é proibido às mulheres, enquanto a educação das meninas é interrompida aos 12 anos.
Nesta sexta-feira, um jornalista da AFP observou veículos militares posicionados em diferentes áreas de Herat patrulhando a região onde a manifestação estava prevista para ocorrer. Policiais armados circulavam em motocicletas, enquanto novos postos de controle foram instalados com a presença de agentes de inteligência. Segundo moradores, a presença das forças de segurança na região aumentou significativamente desde quinta-feira.
— Havia muitas forças armadas circulando por toda parte. Foi horrível. Em cada rua há um carro particular suspeito com pessoas em roupas comuns sentadas observando os moradores — disse uma testemunha, acrescentando que agentes também passaram a verificar celulares da população, dificultando qualquer tentativa de mobilização. — Até mesmo o deslocamento de um pequeno grupo de pessoas de uma área para outra ficou difícil. O clima está muito ruim.
(Com AFP)
A partida do Papa Leão XIV de Tenerife, ao final de uma visita de uma semana à Espanha, foi adiada nesta sexta-feira devido a um problema técnico na aeronave, o que levou o pontífice a desembarcar, segundo um repórter da AFP presente no local.
O rei Felipe VI da Espanha, que havia acabado de se despedir do Papa na pista do aeroporto, embarcou na aeronave da companhia Iberia. Em seguida, ambos desembarcaram e retornaram ao terminal.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou nesta sexta-feira uma ampliação das atividades autorizadas para as empresas privadas no país, como parte das “prioridades” econômicas estudadas pelo governo para enfrentar a crise. Sob pressão devido ao bloqueio petrolífero imposto por Washington desde janeiro, o governo cubano anunciou nos últimos meses diversas reformas voltadas para uma maior abertura econômica.
Entenda: Pressão dos EUA com ameaça de sanções provoca retirada de empresas estrangeiras de Cuba
Contexto: Chefe do Pentágono alerta Cuba contra compra de armas durante visita à base de Guantánamo
Miguel Díaz-Canel afirmou nesta sexta-feira que mais atividades serão autorizadas para as empresas privadas e que a aprovação de novos negócios será acelerada e descentralizada.
— Para as formas de gestão não estatais, as atividades proibidas serão limitadas para que seu escopo de atuação seja o mais amplo possível — declarou o chefe de Estado em pronunciamento à imprensa nacional transmitido pela televisão estatal.
Initial plugin text
— Está sendo realizado (…) um processo para aprovar, no menor tempo possível, todas as solicitações que estavam pendentes — assegurou.
As empresas privadas, com até 100 funcionários, foram autorizadas em 2021 e ocupam um espaço cada vez maior na economia cubana. Desde fevereiro, elas passaram a ter acesso à importação de combustível, atividade que até então era centralizada pelo Estado.
Deportados e abandonados: EUA enviam milhares de cubanos ao México sem garantias legais, aponta relatório da HRW
O governo também permitirá que empresários privados invistam na economia em igualdade de condições com investidores estrangeiros, vários dos quais deixaram recentemente o país por receio de sanções dos Estados Unidos.
Díaz-Canel afirmou ainda que está sendo estudada a possibilidade de eliminar os intermediários estatais nas atividades de importação e exportação.
Sob pressão dos EUA: Cuba faz apelo à comunidade internacional na ONU
O presidente reiterou a importância da “descentralização” das atividades econômicas e do fortalecimento da “autonomia das empresas estatais”, que representam 80% da economia cubana.
Além disso, anunciou uma “reestruturação da máquina estatal”, com menos ministérios e uma “redução significativa” do número de servidores públicos, medida que deverá ser aprovada em julho pelo Parlamento. A redução do funcionalismo já havia sido anunciada há três anos, mas nunca foi implementada.
Díaz-Canel também recordou o objetivo do Estado de reformular a “libreta” (cartão de racionamento), para que beneficie os mais pobres, e não toda a população cubana, marcada por desigualdades crescentes.
‘Demonstração de força’: EUA ampliam voos de espionagem sobre Cuba, e especialistas veem recado de intimidação
Diversas reformas da conhecida “libreta” foram anunciadas ao longo dos últimos anos, mas ainda não saíram do papel.
— Essas reformas serão discutidas e aprovadas muito em breve, de forma ágil — garantiu.
— O país não está paralisado; o país enfrenta essa situação com inteligência — afirmou, em referência à política de máxima pressão adotada por Washington.
Invasão, captura de Castro ou colapso: Entenda os possíveis desdobramentos da crise entre Cuba e os EUA
Além do bloqueio petrolífero, os EUA impuseram diversas sanções à economia cubana.
Essa situação agravou profundamente a crise econômica, social e energética enfrentada há vários anos pelo país, submetido ao embargo dos EUA desde 1962.
No último dia de sua viagem de uma semana à Espanha, o Papa Leão XIV voltou a colocar a migração no centro de sua agenda. Em uma série de compromissos nas Ilhas Canárias — um dos principais pontos de chegada de migrantes à Europa pela rota do Atlântico —, o Pontífice defendeu a integração dos recém-chegados, criticou a indiferença diante das mortes no mar e dirigiu uma advertência direta às redes de tráfico humano.
— Todos nós somos, de alguma forma, migrantes. Somos todos peregrinos a caminho da nossa pátria celestial. Ajudemo-nos uns aos outros a tornar esta jornada mais humana para todos, contribuindo com o que estiver ao nosso alcance — disse.
Contexto: Nas Ilhas Canárias, Papa Leão XIV enviará mensagem ao mundo em defesa dos migrantes
Abençoada pelo Papa Leão XIV: Sagrada Família é vista por moradores de Barcelona como ameaça de despejos
A passagem pelas Canárias marcou a etapa final de uma viagem que também incluiu Madri e Barcelona. Localizado a mais de mil quilômetros da Espanha continental, o arquipélago se tornou nos últimos anos um dos principais destinos de embarcações que partem da costa africana em direção à Europa. Apenas em 2025, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase 1,2 mil pessoas morreram ou desapareceram na rota.
— A consciência humana não pode permanecer indiferente diante das vítimas dos naufrágios e da falta de ajuda, diante desses cemitérios do mar. Cada vida perdida nessas rotas é um fracasso para a família humana. Existe também um naufrágio silencioso após a chegada: ficar sozinho em uma cidade, sem língua, sem vínculos, sem trabalho, sem confiança e exposto àqueles que se aproveitam da vulnerabilidade. Integrar é impedir esse segundo naufrágio.
‘Caminho recíproco’
A primeira parada de Leão XIV em Tenerife foi o centro de acolhimento Las Raíces, em La Laguna. Hoje com cerca de 500 pessoas abrigadas, o local chegou a receber mais de 2 mil durante os momentos mais críticos da crise migratória. Diante de migrantes e voluntários, o Pontífice destacou a dimensão humana da experiência migratória e pediu solidariedade, defendendo que “integrar-se é um caminho recíproco”:
— Quem chega aprende a habitar uma nova terra, e quem recebe aprende a ampliar a própria casa sem diluir sua identidade nem fechar o coração ao encontro. A vocês, irmãos migrantes, cabe abrir-se com confiança à comunidade que os recebe, aprender sua língua, respeitar suas leis, conhecer seus costumes, participar da vida comum e oferecer com gratidão seus dons.
Igreja mais alta do mundo: Quando vai terminar a construção da Sagrada Família, onde Papa faz missa hoje?
Leão XIV também agradeceu o trabalho realizado por autoridades, instituições e organizações que atuam no acolhimento dos recém-chegados e recordou o Papa Francisco (1936-2025), que, segundo ele, desejava visitar o arquipélago. Ao mencionar o nome do centro, Las Raíces, Leão XIV lembrou uma imagem frequentemente utilizada por seu antecessor para defender a importância de não esquecer as origens.
— Chamou-me a atenção o nome deste centro de acolhimento, Las Raíces. Meu predecessor, o querido Papa Francisco, que tanto desejou poder estar com vocês, gostava de utilizar a imagem das raízes para indicar a necessidade de não esquecer as origens, de permanecer unidos e de confiar no Senhor — declarou.
Tráfico humano
Mais tarde, em La Laguna, o Papa participou de um encontro com organizações religiosas e leigas que prestam assistência a migrantes. Cerca de 4 mil pessoas acompanharam o evento, segundo o Vaticano. No local, o Pontífice ouviu relatos sobre as travessias até as Canárias e as dificuldades enfrentadas após a chegada à Europa, e afirmou que as “lágrimas e o sangue” daqueles que foram explorados ao tentar chegar ao continente “clamam a Deus”.
A fala de Leão XIV foi feita no mesmo dia em que o Pacto de Migração da União Europeia (UE), que endurece as regras para pedidos de asilo, entrou plenamente em vigor. As Ilhas Canárias registraram um pico migratório em 2024, quando receberam 46,8 mil migrantes em situação irregular, ante menos de mil em 2015, segundo dados oficiais.
‘Bíblia em pedra’ de Gaudí: Conheça a história da Sagrada Família, igreja mais alta do mundo e onde Papa celebra missa hoje
Em uma das passagens mais contundentes da viagem, o Papa dirigiu-se às organizações criminosas que lucram com a migração irregular, acusando as redes de explorar pessoas vulneráveis, reter documentos, enganar famílias e transformar o sofrimento em negócio. Segundo relatório da Europol divulgado no ano passado, traficantes de migrantes têm se tornado mais ágeis na exploração da instabilidade geopolítica e das pressões econômicas, adaptando seus modelos de atuação para incorporar ferramentas online.
— Parem. Convertam-se — pediu o Papa. — Por cada vida perdida, cada família enganada, cada corpo submetido, cada mulher ameaçada, cada trabalhador explorado, terão de comparecer diante da justiça divina.
Neste ano, a polícia desmantelou uma rede criminosa da Nigéria que traficava pessoas na Espanha e outra que explorava mulheres ucranianas vulneráveis que haviam recebido status de proteção no país, informou a Europol. No ano passado, as autoridades espanholas desarticularam uma rede de tráfico humano que atraiu mais de mil mulheres para o país com ofertas de emprego falsas antes de forçá-las à prostituição.
Leão, que iniciou sua viagem em Madri, tornou-se o primeiro Papa a discursar no Parlamento espanhol, onde advertiu que a escalada dos conflitos está empurrando o mundo para uma crise profunda. Ele também visitou Barcelona, onde inaugurou a mais nova das torres geométricas da Basílica da Sagrada Família, hoje a igreja mais alta do mundo.
(Com AFP)
O cachorro de estimação de um casal virou protagonista durante um casamento em Ibiza, na Espanha, ao decidir que o vestido da noiva era o lugar ideal para descansar no meio da cerimônia.
Policiais se disfarçam de mascotes da Copa de 2026 para prender suspeito de tráfico no Peru; veja vídeo
Vídeo mostra pescador fisgando tubarão-branco gigante em praia nos EUA; animal foi devolvido ao mar
O momento aconteceu quando Justine Lavoie Fitzpatrick e o marido, Matthew, trocavam alianças. O cão Mambo, querido pelo casal, se aproximou da noiva e se acomodou sobre a cauda do vestido, arrancando reações emocionadas dos convidados.
Initial plugin text
Justine contou à Storyful que ela e Matthew “queriam muito” que Mambo “fizesse parte do nosso dia especial e ele não poderia ter feito um trabalho melhor”.
Segundo a noiva, a cena tocou os presentes. “Todos ficaram emocionados, alguns riram, outros choraram”, disse Justine.
China acusa serviços estrangeiros de usar ‘tartarugas espiãs’ e peixes com sensores para mapear seu litoral
Mambo, ao que tudo indica, gostou dos holofotes. De acordo com Justine, o cachorro repetiu o gesto também no momento em que o bolo era cortado.
Nas redes sociais, a noiva brincou com a situação ao publicar o registro no Instagram.
“Se eu caibo, eu sento, (em uma manta muito cara), digamos assim”, escreveu Justine na legenda.
A morte da princesa Bajrakitiyabha, anunciada nesta sexta-feira (12) pela Casa Real da Tailândia, provocou uma reconfiguração na linha de sucessão da monarquia do país e ampliou as incertezas sobre o futuro da Coroa. Filha mais velha do rei Maha Vajiralongkorn, a princesa tinha 47 anos e estava hospitalizada desde dezembro de 2022, após sofrer uma grave doença cardíaca que a deixou inconsciente.
Microplasma no coração: Entenda infecção que causou morte de princesa tailandesa aos 47 anos
Diplomata e defensora dos direitos das mulheres: quem era a princesa Bajrakitiyabha, que morreu após mais de três anos em coma na Tailândia
Em comunicado, a Casa Real informou que o estado de saúde da princesa se agravou progressivamente apesar do acompanhamento médico contínuo. Segundo a nota, ela morreu na quinta-feira, às 19h48 no horário local.
Sucessão sob incerteza
Com a morte de Bajrakitiyabha, desaparece da linha sucessória uma figura considerada por observadores da monarquia como uma das mais preparadas para assumir o trono no futuro. Sua imagem era frequentemente associada a uma possível renovação da instituição, cuja popularidade diminuiu desde a ascensão de Vajiralongkorn ao trono, em 2016, após a morte do rei Bhumibol Adulyadej.
Agora, a sucessão passa a se concentrar principalmente no príncipe Dipangkorn Rasmijoti, de 21 anos, e na princesa Sirivannavari Nariratana, de 39. O príncipe é o primeiro na linha sucessória, embora rumores recorrentes sobre possíveis limitações cognitivas nunca tenham sido confirmados oficialmente pela Casa Real. Já Sirivannavari, conhecida por sua atuação no universo da moda, participa ocasionalmente de compromissos oficiais no país.
A discussão sobre a sucessão também envolve os quatro filhos que o rei teve com sua segunda esposa, Sujarinee Vivacharawongse. Eles foram afastados da família real após o exílio da mãe, em 1996, e seguem excluídos da linha sucessória. Nos últimos anos, o retorno temporário de Vacharaesorn Vivacharawongse à Tailândia alimentou especulações sobre uma possível reaproximação com a monarquia, mas os irmãos voltaram a enfrentar restrições para entrar no país em 2025.
Diante desse cenário, esegundo a EFE, especialistas avaliam que a sucessão permanece aberta a diferentes possibilidades. A hipótese de o trono passar para uma das irmãs do rei é considerada improvável devido à idade avançada e a questões de saúde.
Caso não haja um sucessor considerado adequado, a monarquia tailandesa poderá recorrer a mecanismos já utilizados em outros momentos de sua história, incluindo a escolha de parentes mais distantes para preservar a continuidade da dinastia.
Os Estados Unidos planejam reduzir significativamente as aeronaves e navios de guerra que disponibilizam para operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Europa, segundo dois altos funcionários europeus. A medida acelera o esforço americano de diminuir a proteção oferecida aos aliados europeus ao longo de oito décadas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Com 98,258% das urnas apuradas após quase uma semana de apuração, a eleição presidencial no Peru está sendo decidida por uma margem de 1.303 votos a favor de Keiko Fujimori (Força Popular), filha do ex-ditador Alberto Fujimori. Enquanto a contabilização de cada voto avança lentamente, em um processo que pode só atingir os 100% no mês que vem, começam a surgir os primeiros sinais de que a disputa pode se encerrar nos tribunais, em um momento em que o partido de esquerda Juntos pelo Peru (JP), do candidato Roberto Sánchez, tenta invalidar os votos de cerca de 2,4 mil mesas eleitorais, sob alegação de fraude. O partido de direita também apresentou um pedido para impugnação de votos.
Keiko Fujimori é de direita ou esquerda?: Conheça a obstinada herdeira de um clã que disputa sua quarta eleição no Peru
Às vésperas do segundo turno: Justiça decide levar candidato da esquerda a julgamento
O representante legal do partido Juntos pelo Peru, Carlos Zafra Flores, apresentou um primeiro recurso eleitoral nesta apuração perante um Júri Eleitoral Especial (JEE) em Lima na quinta-feira. A petição alega que foram detectados “padrões de repetição exata” em mesas de votação durante a jornada eleitoral de 7 de junho em favor do fujimorismo. A sigla sustenta que o padrão idêntico de votos em diferentes mesas “desafia toda probabilidade matemática” e “indica uma adulteração sistemática e coordenada no preenchimento das atas de apuração”.
Initial plugin text
Ao longo do dia, outros três ofícios foram apresentados a órgãos da justiça eleitoral peruana, em um total de quatro pedidos de anulação de votos. O pedido é pela anulação de 1.751 mesas eleitorais no Peru e 649 nos EUA, em áreas onde Keiko obteve a maioria dos votos. Ainda na quinta, a candidata de direita fez uma declaração à imprensa, afirmando que seu partido não encontrou qualquer elemento de ilegalidade.
O Força Popular também apresentou recursos de nulidade, alegando irregularidades no dia da votação. A solicitação foi direcionada a mesas de votação na região de Puno, alcançando mais de 7 mil votos — 5.932 deles em favor de Sánchez. A sigla alegou que “representantes devidamente credenciados” não tiveram acesso à sala de votação, e que “fatos graves que afetam a transparência, a legalidade e a autenticidade do sufrágio” são causa de nulidade.
À medida que a apuração avançava e desenhava o cenário de uma decisão apertada, tanto Sánchez quanto Keiko fizeram apelos em respeito ao processo eleitoral. A candidata de direita largou na frente, com maioria em centros urbanos como Lima, onde os votos foram apurados mais rapidamente, e viu a liderança escapar à medida que votos de zonas pobres do país, sobretudo da região andina, pesaram a favor do esquerdista. A dianteira foi retomada por Keiko com ajuda da contabilização dos votos do exterior.
Enquanto o partido apresentou o pedido de impugnação dos votos, Sánchez manteve uma postura mais reservada. Na quinta, o candidato participou de reuniões com representantes das missões da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia que acompanharam o processo eleitoral. Ele evitou levantar acusações diretas de fraude eleitoral, mas compartilhou nas redes sociais um depoimento de um advogado de seu partido questionando o envio de atas eleitorais em malas desde o exterior.
Oficialmente, os candidatos e partidos não romperam com a institucionalidade. Keiko, em sua fala na quinta-feira, minimizou um possível efeito desestabilizador do pedido de impugnação do partido rival, afirmando que a sigla estava “no direito” de fazê-lo. Em declarações públicas, o secretário-geral do JP, Ernesto Zunini, falou à imprensa que o grupo político respeitará o resultado da votação. (Com El Comércio)

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress