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Uma vereadora argentina apresentou, nesta semana, um projeto de lei à Assembleia Legislativa local para proibir o fumo de cigarros e o uso de cigarros eletrônicos em frente a escolas, casas de repouso e hospitais na capital da província de Buenos Aires. O projeto será analisado pelas comissões competentes e aprovado em breve.
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Florencia Barcia, representante do bloco La Libertad Avanza (LLA) na cidade de La Plata, afirmou em sua proposta que o objetivo é ampliar as áreas livres de fumo. A proposta de lei estipula que a medida se aplicará não apenas a cigarros tradicionais, mas também a cigarros eletrônicos.
“Fica proibido fumar nas calçadas adjacentes às entradas de hospitais, clínicas, centros de saúde e residências para idosos, 24 horas por dia, e nas calçadas adjacentes às entradas de escolas e centros educacionais de qualquer nível, incluindo instituições onde são realizados estágios docentes, enquanto estiverem em funcionamento”, diz o primeiro artigo da iniciativa apresentada ao órgão deliberativo na última quarta-feira.
Caso a iniciativa avance, o município local precisará definir as áreas abrangidas pela nova regulamentação. O município também deverá afixar placas indicando a proibição de fumar, com as especificações estabelecidas pela regulamentação e o número da respectiva portaria. Simultaneamente, as autoridades de cada estabelecimento deverão ser informadas para que possam comunicar a proibição de fumar aos funcionários e clientes nas calçadas em frente a esses locais.
O que diz a regulamentação
Na Argentina, a venda, importação e publicidade de vapes ou cigarros eletrônicos são proibidas pela ANMAT (Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica) desde 2011. No entanto, apesar dessa restrição legal, existe um mercado ativo, operando principalmente por meio de canais digitais e lojas físicas especializadas que funcionam sob diversos modelos.
Os cigarros eletrônicos, também chamados de vapes, foram introduzidos no mercado em 2006 como uma alternativa ao fumo de cigarros tradicionais. O dispositivo produz um aerossol que é inalado, simulando o ato de fumar. Consiste em uma bateria, um atomizador e um cartucho contendo líquido aromatizado que pode ter altas concentrações de nicotina.
Existem inúmeros modelos de cigarros eletrônicos e líquidos recarregáveis ​​disponíveis em diferentes sabores e concentrações de nicotina. O líquido para cigarro eletrônico vem em um cartucho ou tanque recarregável, embora os cigarros eletrônicos descartáveis ​​estejam se tornando cada vez mais populares devido ao seu menor custo. Nenhum aromatizante foi aprovado para inalação.
Poucos dias antes do fim de duas semanas do cessar-fogo iniciado em 8 de abril entre EUA, Israel e o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste domingo que os EUA apreenderam à força um navio de bandeira iraniana que tentava escapar do bloqueio naval americano imposto no Estreito de Ormuz. Em uma postagem em uma rede social, o líder americano afirmou que a embarcação foi alertada a parar por um contratorpedeiro de míssil guiado da Marinha americana no Golfo de Omã, mas não o fez.
“Nosso navio da Marinha os deteve imediatamente, abrindo um buraco na sala de máquinas”, afirmou, afirmando que fuzileiros navais dos UA detêm a custódia do cargueiro, de nome Touska, e estão vendo o que está a bordo.
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Mais cedo, Trump e autoridades iranianas deram declarações opostas sobre se haveria uma segunda rodada de negociações nesta semana no Paquistão para alcançar um acordo que ponha fim à guerra. Horas depois de republicano anunciar que autoridades americanas se dirigiram a Islamabad, capital paquistanesa, a mídia estatal do Irã informou que a República Islâmica ainda não havia concordado em manter um segundo encontro após o fracasso do primeiro, em 11 de abril — a reunião presencial de mais alto nível entre iranianos e americanos em décadas.
Os relatos conflitantes surgiram enquanto o Estreito de Hormuz, via por onde passam 20% da produção global de petróleo e gás, continuou praticamente fechado, no que foi caracterizado por Trump como uma “total violação do nosso cessar-fogo”, em uma postagem em sua rede Truth Social. No sábado, o Irã reverteu a reabertura da passagem em resposta à decisão de Washington de manter um bloqueio naval aos portos iranianos na região, algo que a República Islâmica também classifica como uma violação da trégua.
O anúncio americano de que o vice-presidente JD Vance iria liderar a delegação dos EUA, acompanhado dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner, surgiu com a retomada da ameaça de Trump de bombardear a infraestrutura civil do Irã, caso o estreito não seja reaberto e não haja extensão do cessar-fogo, que expira na próxima quarta-feira.
“Estamos oferecendo um ACORDO muito justo e razoável”, escreveu Trump na rede social. “Espero que o aceitem, porque, se não, os EUA vão destruir cada instalação elétrica, cada ponte, no Irã.”
O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, criticou a postura dos Estados Unidos nas negociações que vêm acontecendo desde o a anúncio do cessar-fogo, feito no dia 7 de abril, entre os dois países. Em uma reunião com altos funcionários do governo, neste domingo (19), Aref teria chamado a posição americana de infantil e contraditória. Ele justificou, afirmando que os americanos teriam “implorado” por um cessar-fogo, quando estariam “sob pressão”, mas adotaram uma postura inflexível posteriormente. As declarações foram divulgadas pela agência estatal de notícias Irna.
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A três dias do fim do período estipulado para o cessar-fogo na região, o futuro ainda segue incerto no Oriente Médio. Enquanto enviados americanos viajam ao Paquistão para negociações com o Irã, o presidente Donald Trump ameaça ataques a centrais elétricas, caso não haja acordo. Já os iranianos mantém o Estreito de Ormuz fechado, contrariando o que seria uma exigência americana para o fim dos ataques.
Na mesma reunião citada, o vice-presidente Aref disse ainda que o Irã manterá suas conquistas de guerra, referindo-se ao Estreito de Ormuz e sua posição como rota estratégica, chamando ainda as sanções econômicas ao Irã de ineficazes. Aref ainda pediu apoio da população durante o conflito e elogiou os negociadores iranianos.
Neste domingo, o Irã também aprovou um pacote de apoio às indústrias danificadas na guerra, junto com medidas para aumentar as reservas agrícolas do país.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou neste domingo estar “horrorizado” com uma série de incêndios criminosos de caráter “antissemita” registrados em Londres nas últimas semanas.
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No sábado, um princípio de incêndio causou danos leves a uma sala da Kenton United Synagogue, em Harrow, que presta orientação de segurança a grupos judaicos. Não houve feridos.
“Estou horrorizado com as recentes tentativas de incêndios antissemitas no norte de Londres”, escreveu Starmer na rede X.
“Isso é algo abominável e não será tolerado. Ataques contra nossa comunidade judaica são ataques contra o Reino Unido”, acrescentou o líder trabalhista. “Não descansaremos até encontrar os responsáveis.”
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O rabino-chefe do Reino Unido, Ephraim Mirvis, já havia alertado para o fortalecimento de “uma campanha sustentada de violência e intimidação” contra a comunidade judaica no país.
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A polícia investiga múltiplos ataques incendiários, ou tentativas, contra propriedades judaicas na capital britânica no último mês.
Sobre o incidente mais recente, a Polícia Metropolitana de Londres informou que agentes em patrulha notaram danos na janela da sinagoga de Kenton na noite de sábado.
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“Ao inspecionar mais de perto, viram fumaça em uma sala e evidências de que uma garrafa com algum tipo de acelerante foi lançada pela janela”, disse a corporação em comunicado.
No fim de março, quatro ambulâncias pertencentes à comunidade judaica foram incendiadas em Golders Green, também no norte de Londres.
Um homem adulto invadiu duas casas e matou oito crianças a tiros na madrugada deste domingo (19), em Shreveport, cidade do estado da Louisiana, nos Estados Unidos. De acordo com a agência de notícias AP, o atirador invadiu duas casas e fugiu, tendo sido morto pela polícia posteriormente, durante a perseguição. As crianças têm idades entre 1 e 14 anos, algumas ainda teriam sido atingidas em um terceiro local.
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Sem divulgar o nome do atirador, a polícia confirmou que ele se trata de um homem adulto que seria parente de algumas das vítimas. A investigação ainda vai apurar a motivação do ataque. No total, dez pessoas foram baleadas.
“Eu simplesmente não sei o que dizer, estou em choque. Não consigo imaginar como um evento como esse pôde acontecer.”, disse o chefe de polícia de Shreveport, Wayne Smith, ainda de acordo com informações da AP.
A cidade de Shreveport tem apenas 180 mil habitantes. O prefeito local, Tom Arceneaux, classificou o evento como “a pior tragédia que já tiveram”.
Jeans, colarinho clerical e o terço no pulso: foi assim que o padre português Guilherme Peixoto, o padre DJ, compareceu para uma apresentação de música eletrônica no sábado (18) em uma “rave” na praça mais emblemática da Argentina, um evento em homenagem ao papa Francisco, um ano após sua morte.
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Versões techno da trilha sonora de Super Mario e de “Ameno (dori me)”, o clássico dos anos 1990 que emula um canto gregoriano, foram misturadas a trechos de discursos de Francisco na Praça de Maio, centro político dos argentinos transformado em uma grande festa católica.
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Da mesa de som, Peixoto animava dezenas de milhares de pessoas, com a catedral de Buenos Aires de um lado e a sede do governo atrás.
O objetivo é fazer com que “a música consiga tocar os corações a tal ponto que os jovens voltem para casa com vontade de mudar o mundo”, disse Peixoto à AFP antes da apresentação.
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No palco, uma cruz iluminada era observada acima do padre. Um telão exibia a imagem de uma grande pomba branca como símbolo do Espírito Santo.
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A apresentação começou com um áudio de Francisco: “A Igreja não é uma ONG”. Duas horas depois, o padre português de 52 anos recordou a mensagem do falecido papa aos jovens: “Façam bagunça”.
Trechos de “Sólo le pido a Dios”, do músico argentino León Gieco, foram tocados em meio a encíclicas papais. O público cantou. Muitos usavam auréolas com luzes brancas que os vendedores ambulantes comercializavam por menos de 10 dólares.
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Tomás Ferreira, um advogado de 25 anos, não é católico, mas considerou muito bom “que o padre tente unir as pessoas com a música eletrônica e a religião”.
“A religião está se modernizando e isso é bom”, disse à AFP. Ele já tinha comparecido a uma apresentação de Peixoto em Lisboa em 2023.
De Guimarães à cabine de DJ
Natural de Guimarães, Peixoto é padre da Arquidiocese de Braga, no norte de Portugal, desde 1999. Suas missas dominicais, explica sorridente, “são normais, é uma liturgia normal”.
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Ele foi seminarista aos 13 anos, mas sempre manteve um pé na música: na juventude tocou órgão em uma banda de pop-rock com colegas do seminário. “Ir para a igreja e sair para um bar ou um clube para ouvir música era igual, era normal”, recordou à AFP.
No início dos anos 2000, organizou noites de karaokê para arrecadar fundos para sua paróquia endividada e foi então que começou a fazer mixagens. Ele comprou equipamento, começou a assistir vídeos no YouTube e aprendeu sozinho durante anos.
“Quando comecei a aprender a mixar, também comecei a aprender a ganhar uma cultura de música eletrônica. Já não era apenas para entender exatamente como se organiza um set, mas também o que é isso de uma viagem de música eletrônica. Foi um processo longo”, contou Peixoto.
Momento chave
A pandemia foi o momento crucial: “O mundo parou”, lembra. Ele começou a fazer lives no Facebook, os vídeos viralizaram e ele recebeu o apelido de “padre DJ”.
“O techno começou a ficar um pouquinho mais melódico, que é o que eu toco agora”, disse Peixoto. “O techno não é tão forte como tocava antes, para permitir também que possa ser um veículo que transmita mensagens, pensamentos, músicas ao longo do set”.
Que mensagens? “Mensagens de paz”, responde.
O padre Peixoto já tocou em Lisboa, Beirute, México e Rio de Janeiro, entre outras cidades. Mas, para ele, o grande momento aconteceu em uma apresentação em Ibiza, em julho de 2024, quando celebrou 25 anos de sacerdócio tocando para milhares de pessoas.
“Eu estava muito apreensivo para saber como, em Ibiza, em uma cultura de música eletrônica total e em um ambiente de férias, eles iam olhar para um padre ali na cabine”.
Mas o temor passou rápido. “Eu senti a comunhão entre todos, foi um momento importante”.
Ele disse que “não sabia se estava transmitindo a energia ou recebendo toda a força”. “Provavelmente os dois. Mas foi esse momento, esse momento chave”.
A comunhão o convenceu a seguir com a música. “Arrepia quando vejo os jovens, quando sinto que estamos todos unidos na pista de dança, que estamos todos nesta viagem juntos”.
O papa Leão XIV fez neste domingo um chamado à “esperança” em uma missa campal diante de 100 mil pessoas em Kilamba, perto de Luanda, a capital de Angola.
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Em sua homilia, o pontífice convidou os católicos a “olhar o futuro com esperança” na primeira missa do pontífice em Angola, celebrada em Kilamba, a cerca de 30 quilômetros de Luanda.
“Podemos e queremos construir um país onde as velhas divisões fiquem definitivamente superadas, onde o ódio e a violência desapareçam, onde o flagelo da corrupção seja curado por uma nova cultura de justiça e de partilha”, disse diante de cerca de 100 mil pessoas, segundo o Vaticano, que citou autoridades locais.
Papa Leão XIV em Santa Missa em Kilamba, no sétimo dia de uma viagem apostólica de 11 dias à África
Alberto Pizzoli/ AFP
Após sua chegada a Angola, a terceira etapa de uma turnê africana de 11 dias, o sumo pontífice criticou os “sofrimentos” e as “catástrofes sociais e ambientais” geradas pela “lógica de exploração” dos recursos do país, rico em petróleo e minerais.
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Foi uma intervenção que colocou em evidência o estilo mais firme que o papa adotou desde o início de sua turnê, poucos dias depois de ter sido duramente criticado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Uma verdadeira maré humana se reuniu em Kilamba, a cerca de trinta quilômetros de Luanda, para a missa ao ar livre.
Muitos dormiram ali mesmo, no chão, vestidos com camisetas com a efígie do papa americano ou exibindo bandeiras amarelas e brancas do Vaticano.
Fiéis católicos dormindo em barracas em Kalimba, onde o Papa Leão XIV celebrou missa neste domingo
AFP
No país, “a riqueza está concentrada nas mãos de uma minoria muito pequena e, é claro, a guerra que conhecemos (1975-2002) não fez mais do que agravar a situação”, declarou à AFP o sacerdote angolano Pedro Chingandu, que chegou cedo ao local.
“Precisamos de uma verdadeira democracia, uma redistribuição da riqueza e justiça”, acrescentou.
Esperança e reconciliação
Patricio Musanga, de 32 anos, natural de Kinshasa, usava um boné branco com a efígie de Leão XIV na cabeça e esperava “uma mensagem de esperança para a juventude”, mas também de “reconciliação nacional”, “paz” e “interculturalidade”.
Para este congolês naturalizado angolano, que vive em Luanda há 10 anos, tal mensagem “pode servir realmente para toda a África, porque praticamente em todos os países os problemas são os mesmos”, começando pela “falta de emprego” entre os jovens.
Depois de João Paulo II (1978-2005) em 1992 e Bento XVI (2005-2013) em 2009, Leão XIV é o terceiro pontífice a visitar este país, antiga colônia portuguesa que se independentizou em 1975.
O papa tem previsão de se deslocar de helicóptero ao santuário mariano de Muxima, pequena cidade situada a cerca de 130 km da capital, transformada no grande centro do catolicismo na África Austral.
Empoleirada às margens do rio Kwanza, que deu nome à moeda nacional, a igreja de Nossa Senhora de Muxima atrai cerca de dois milhões de peregrinos por ano.
Esses fiéis viajam para ver uma estátua da Virgem Maria, chamada carinhosamente de Mama Muxima, que, segundo a lenda, teria aparecido naquele local.
“Muxima representa, para o povo angolano, um ponto central para o enraizamento da devoção popular a Nossa Senhora da Imaculada Conceição”, explica à AFP o advogado católico Domingos das Neves.
Trata-se de um dos santuários marianos mais antigos da África subsaariana, precisou.
Os colonos portugueses de Angola construíram essa igreja em 1599, erguendo também uma fortaleza em uma colina que domina o rio, que deságua no oceano Atlântico perto de Luanda.
Segundo os responsáveis religiosos, seu objetivo era batizar os escravos antes de sua travessia do Atlântico rumo às Américas.
Desigualdades
Cerca de um terço da população angolana vive abaixo do limiar internacional de pobreza, fixado em 2,15 dólares diários, segundo o Banco Mundial.
“O papa vem a Angola plenamente consciente da realidade que nosso país enfrenta, em particular no que diz respeito às profundas assimetrias sociais e desigualdades, que também derivam de uma distribuição desigual da riqueza”, afirmou das Neves.
Angola foi palco, em julho de 2025, de três dias de manifestações, acompanhadas de saques, contra o alto custo de vida.
Cerca de trinta pessoas morreram e centenas foram detidas, e as organizações de direitos humanos denunciaram o uso desproporcional da força por parte das autoridades.
Segundo analistas, esses distúrbios refletem o descontentamento em relação ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder desde a independência de Portugal em 1975.
O MPLA venceu as últimas eleições, em 2022, com 51% dos votos. Os próximos pleitos estão previstos para 2027.
A Blue Origin, empresa espacial do bilionário americano Jeff Bezos, reutilizou e recuperou com sucesso neste domingo (19) um propulsor para seu enorme foguete New Glenn, uma façanha técnica que pode aumentar seu ritmo de lançamentos e ampliar sua rivalidade com a empresa SpaceX.
A empresa de Bezos já havia lançado o New Glenn em duas oportunidades, mas apenas com propulsores novos. Antes, havia lançado seu foguete menor, o New Shepard, utilizado principalmente para o turismo espacial suborbital, com componentes reutilizados, embora em uma operação tecnicamente menos exigente.
A reutilização inédita do propulsor acontece em um cenário de concorrência intensa entre a empresa de Bezos e a SpaceX, do magnata da tecnologia Elon Musk, que também já recuperou um propulsor de um foguete lançado.
Foguete da Blue Origin, de Jeff Bezos
Reprodução / Blue Origin
O foguete New Glenn, com quase 100 metros de altura, decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos, com seu propulsor reutilizado às 7h25 locais (8h25 de Brasília), transportando um satélite de comunicações para a empresa AST SpaceMobile.
Após a decolagem, os dois estágios do foguete se separaram e o estágio superior continuou a viagem levando o satélite ao espaço. Seu propulsor pousou com sucesso em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e trinta segundos depois da decolagem.
Em novembro, a Blue Origin recuperou pela primeira vez um propulsor do New Glenn, um desafio técnico que terminou com um pouso vertical controlado em uma plataforma flutuante.
Uma tentativa anterior de recuperar o propulsor, em janeiro de 2025, fracassou depois que os motores não conseguiram ser reativados durante a descida.
O propulsor utilizado no lançamento de domingo foi recondicionado após o voo anterior. Para a primeira reutilização, a empresa substituiu todos os motores e fez diversas modificações.
O New Glenn está no centro das ambições espaciais de Bezos, enquanto ele compete com Musk no programa lunar Artemis da Nasa, no qual suas respectivas empresas espaciais desenvolvem módulos de alunissagem para a agência espacial americana.
Os Estados Unidos intensificam os esforços para levar astronautas novamente à superfície da Lua em 2028, antes do fim do segundo mandato do presidente Donald Trump e com a intenção de superar a China, que tem aspirações similares.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que representantes americanos estão a caminho do Paquistão para negociações com o Irã.
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“Meus representantes estão indo para Islamabad, no Paquistão; eles estarão lá amanhã à noite para negociações”, escreveu nas redes sociais.
“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que aceitem, porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”, acrescentou.
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Ao alertar que “não haverá mais ‘senhor bonzinho’” caso as conversas fracassem, Trump afirmou que essas infraestruturas “serão derrubadas rapidamente, com facilidade”.
A composição da delegação americana também gerou versões divergentes. Um funcionário da Casa Branca disse que o vice-presidente JD Vance participará das negociações em Islamabad, acompanhado do enviado especial Steve Witkoff e do genro de Trump, Jared Kushner, poucos minutos após o presidente americano ter afirmado o contrário. Segundo Trump, Vance não estaria à frente da delegação americana por motivos de segurança.
Ainda não está claro se o Irã participará das conversas nem quem integrará sua equipe negociadora caso envie representantes ao Paquistão.
No sábado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que lidera as negociações por Teerã, afirmou que houve algum avanço nas conversas com os EUA, mas que ainda há impasses importantes e que um acordo final está distante.
Segundo ele, qualquer entendimento deverá ocorrer de forma gradual, com medidas recíprocas, e Washington precisa “reconquistar a confiança do povo iraniano”.
(Com New York Times e AFP)
Foi no período de sede vacante, o intervalo entre a morte de um Papa e a escolha do sucessor. A uma semana do início do conclave, o presidente dos Estados Unidos arriscou uma piada sobre o perfil ideal do substituto de Francisco. “Eu gostaria de ser Papa. Seria minha escolha número um”, gracejou. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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