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Ele foi jogar fora um saco de lixo em uma caçamba localizada na rua Leandro N. Alem, 4900, em frente ao Clube de Golfe Mar del Plata, quando o gesto cotidiano se transformou em algo extraordinário — e macabro. Entre os resíduos da caçamba, o vizinho encontrou um crânio humano.
A descoberta chocante ocorreu na manhã de sábado (3), após um vizinho assustado ligar para o 911 para relatar o achado. Quando a polícia chegou ao local, a pessoa que havia feito a ligação já não estava mais presente, mas o crânio foi encontrado, mal escondido entre sacos de lixo, caixas de papelão e outros detritos.
Agentes da 9ª delegacia de polícia, responsável pela área de Playa Grande, a apenas dois quarteirões da Avenida Juan B. Justo, isolaram o local da descoberta e acionaram equipes da Polícia Científica para realizar os primeiros procedimentos.
Hipótese inicial
Segundo fontes policiais citadas pela mídia local, o crânio, completamente desprovido de pele e cabelo, aparentava ter sido tratado com algum tipo de composto químico, como ocorre com restos ósseos preparados para estudos médicos.
A polícia envolveu a Unidade Funcional de Instrução e Julgamento nº 7, chefiada pelo promotor Carlos María Russo, que determinou a realização de diligências complementares para apurar se os restos mortais têm origem em um crime violento e, em caso positivo, proceder à identificação.
De acordo com avaliações iniciais de especialistas, o crânio não apresenta sinais de violência recente e pode ter passado por tratamento químico, o que reforça a hipótese de se tratar de material de estudo anatômico descartado de forma irregular.
Mesmo assim, o promotor Russo ordenou a realização de um exame forense para esclarecer a origem do crânio e descartar definitivamente a possibilidade de que seja resultado de um crime grave.
O episódio trouxe à memória, em Mar del Plata, outro caso ocorrido em uma noite fria de meados de 2024, quando uma equipe de coleta de lixo do distrito de General Pueyrredón encontrou vários restos mortais dentro de um saco de lixo deixado em uma lixeira na esquina das ruas Italia e Rivadavia. Na ocasião, a investigação ficou a cargo do promotor Leandro Arévalo.
Um grupo raro de planetas que vagam pelo espaço sem estar ligados a qualquer estrela começa a revelar seus segredos. Ao contrário da maioria dos corpos celestes, que orbitam estrelas de forma estável, esses chamados planetas errantes desafiam os modelos tradicionais da astronomia ao viajar sozinhos pelo espaço interestelar. A identificação recente de um desses objetos, com medições precisas de massa e distância, representa um avanço inédito, segundo estudo publicado na revista Science.
A pesquisa, publicada na revista Science, nesta quinta-feira (1), conseguiu caracterizar um planeta à deriva localizado a cerca de 3.000 parsecs da Terra, o equivalente a aproximadamente 10 mil anos-luz. O trabalho também trouxe novos elementos para compreender os processos de formação e ejeção planetária, além de ajudar a explicar a existência do chamado “deserto de Einstein”, uma faixa quase vazia entre planetas subyovianos e anãs marrons.
Uma observação rara no espaço profundo
A análise só foi possível graças a uma combinação incomum de observações feitas a partir da Terra e do telescópio espacial Gaia. Durante um evento de microlente gravitacional, o Gaia registrou seis observações em apenas 16 horas, justamente no pico do aumento de brilho de uma estrela de fundo, causado pela passagem do planeta errante.
Essa sequência ocorreu porque o planeta se moveu quase perpendicularmente ao eixo de precessão do telescópio, uma geometria considerada fortuita pelos pesquisadores. Esse alinhamento permitiu aplicar a técnica da paralaxe de microlente gravitacional, essencial para calcular a distância do objeto, algo que normalmente não é possível nesse tipo de evento.
Até então, a maioria dos exoplanetas era detectada por métodos indiretos ligados às suas estrelas hospedeiras, como o trânsito — quando o planeta provoca pequenas quedas periódicas no brilho da estrela — ou pela oscilação causada pela atração gravitacional. Para planetas errantes, que não emitem luz própria nem orbitam estrelas, esses métodos simplesmente não funcionam.
Nesse cenário, a microlente gravitacional se tornou a única ferramenta viável. O fenômeno ocorre quando um objeto massivo curva e amplifica a luz de uma estrela distante ao cruzar a linha de visão do observador, produzindo um aumento súbito de brilho. A forma dessa curva permite estimar a massa, mas geralmente deixa ambígua a relação entre massa e distância.
A quebra dessa limitação ocorreu no evento associado ao planeta designado KMT-2024-BLG-0792, também identificado como OGLE-2024-BLG-0516. Observações simultâneas feitas por diferentes instrumentos, incluindo o Gaia, permitiram calcular com precisão a paralaxe gravitacional e, assim, definir ambos os parâmetros fundamentais.
As medições indicaram que o planeta tem cerca de 22% da massa de Júpiter, valor um pouco inferior ao de Saturno. A estrela de fundo observada no evento foi identificada como uma gigante vermelha, o que ajudou a refinar ainda mais os cálculos apresentados no artigo da Science.
Os resultados reforçam um padrão já sugerido por estudos anteriores: a maioria dos planetas errantes parece ter massas menores que a de Júpiter, indicando que se formaram em discos protoplanetários e foram ejetados após interações gravitacionais violentas. Objetos mais massivos encontrados fora de sistemas estelares tendem a ser anãs marrons, grandes demais para serem planetas e pequenas demais para sustentar fusão nuclear.
Segundo os autores, essa distribuição ajuda a explicar o “deserto de Einstein”. Quanto maior a massa de um planeta, menor a chance de ele ser completamente expulso de seu sistema original. Por isso, predominam entre os errantes corpos com massas semelhantes ou inferiores às de Saturno ou Netuno. Como resume o estudo, processos dinâmicos extremos moldam tanto os planetas que permanecem ligados às suas estrelas quanto aqueles condenados a vagar sozinhos pelo cosmos.
Na última década, a bioacústica — ciência que estuda os sons produzidos por diferentes espécies — foi impulsionada por avanços tecnológicos como a inteligência artificial (IA) e o monitoramento acústico passivo (PAM). Ela é fundamental para a captação dos sons dos animais, que não só são capazes de desvendar os comportamentos de uma espécie, como também fornecem pistas sobre os riscos que um ecossistema enfrenta e até mesmo sobre as mudanças pelas quais o planeta está passando.
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A integração das novas ferramentas levou a um progresso substancial em três áreas do conhecimento: identificação e censo de espécies em diversos habitats, análise de padrões e dinâmicas acústicas e monitoramento mais preciso do impacto do ruído antropogênico.
Dispositivos de código aberto permitem que cientistas e cidadãos com interesses científicos implantem redes de microfones digitais em todo o mundo para monitoramento de longo prazo. Esses aparelhos podem até mesmo captar frequências ultrassônicas, como o voo de uma mariposa. Inclusive, um estudo recente revelou que as plantas emitem sons ultrassônicos, que podem ser ouvidos pelas mariposas, possibilitando-as decidir o melhor local para depositar seus ovos. Esta interação acústica também é possibilitada por novas tecnologias que permitem catalogar facilmente essas frequências sonoras.
Outras ferramentas, como hidrofones avançados, têm contribuído significativamente para o monitoramento de áreas marinhas. Microfones subaquáticos de alta precisão estão sendo utilizados para monitorar populações de cetáceos e outros organismos aquáticos, possibilitando estudos menos invasivos e protegendo ecossistemas em tempo real. Um exemplo disso é o trabalho desenvolvido pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) no estudo da acústica de mamíferos marinhos.
A NOAA utiliza monitoramento acústico passivo para detectar baleias e mitigar ameaças como colisões com embarcações. Duas décadas de pesquisa permitiram identificar como os mamíferos marinhos produzem uma ampla gama de sons que os ajudam a navegar, encontrar alimento e se comunicar. Esses sons podem ser usados ​​para identificar animais por espécie ou grupo.
Os misticetos (baleias de barbatanas) emitem pulsos e gemidos de baixa frequência, enquanto os odontocetos (baleias dentadas) emitem assobios de média a alta frequência e cliques de ecolocalização.
Os pinípedes (focas e leões-marinhos) emitem grunhidos, bem como trinados e latidos de frequência baixa a média. Este é, em linhas gerais, o glossário básico de uma linguagem que os especialistas usam para realizar estudos comportamentais cada vez mais precisos, mas também para monitorar indivíduos e grupos.
São utilizados hidrofones com diferentes alcances e, para otimizar a análise, os dados gravados são processados ​​com detectores acústicos especializados na detecção dos sons de cada espécie. Esses detectores conseguem distinguir os sons característicos dos mamíferos de ruídos de fundo, como os de outros animais, vento, ondas e ruído de navios.
Os cientistas podem analisar sons em um espectrograma (uma representação visual do som) e identificar quais espécies estão presentes e o que elas podem estar fazendo. Redes neurais podem identificar e classificar automaticamente as vocalizações das espécies, permitindo que os cientistas analisem dados em uma escala e velocidade maiores.
As baleias-cachalote emitem cliques de ecolocalização para detectar suas presas, enquanto as baleias-jubarte machos emitem cantos elaborados para atrair parceiras ou estabelecer território.
Um novo estudo alertou que os narvais param de usar a ecolocalização e abandonam a área quando expostos ao ruído alto de um navio.
Isso também indica que esses mamíferos marinhos são sensíveis a sons a mais de 20 quilômetros de distância, o que contribuiu para seu declínio de cerca de 90% nas últimas duas décadas. O ruído do transporte marítimo global dobra a cada 11 anos, com consequências muito graves para os ecossistemas marinhos.
Códigos secretos
Assim, as paisagens sonoras — a combinação de sons bióticos, abióticos e antropogênicos — atuam como indicadores de saúde ambiental. A bioacústica torna-se uma ferramenta fundamental para compreender e mitigar o impacto do ruído antropogênico (navios, construções, estradas) nos ecossistemas, bem como para entender novos comportamentos de espécies moldados pela atividade humana.
Agora, o desafio para a IA é classificar corretamente tanta informação. Um estudo recente da Universidade de Wolverhampton, no Reino Unido, utilizou um modelo desenvolvido com memória associativa usando uma rede neural de Hopfield que levou 5,4 segundos para pré-processar e classificar as 10.384 gravações de morcegos disponíveis publicamente em um MacBook Air padrão. Os morcegos usam a ecolocalização para navegar e caçar, emitindo pulsos ultrassônicos que variam conforme se aproximam da presa.
Além disso, as novas tecnologias facilitaram o desenvolvimento de aplicativos e plataformas que permitem que naturalistas e voluntários contribuam com gravações e dados. Grandes arquivos sonoros de sons de animais dependem fortemente da ciência cidadã, como a Biblioteca Macaulay, que, após um século, possui mais de 150.000 arquivos de áudio. Outro exemplo é o Arquivo de Sons de Animais do Museu de História Natural de Berlim, uma das coleções de sons de animais mais antigas e abrangentes do mundo, com 120.000 gravações. Entre elas, estão o canto complexo do pássaro-lira, que imita sons ambientais; os cantos das baleias-jubarte usados ​​para atrair parceiros e marcar território; e o infrassom usado por elefantes para se comunicar a longas distâncias, entre outros.
Viagens de avião podem ser tensas e, por vezes, gerar momentos divertidos em família mesmo diante de cenários inesperados. No caso do voo de Amanda Rae ao lado dos pais, o jeito foi rir ao se surpreender negativamente com o espaço entre as poltronas da aeronave de uma companhia aérea canadense de baixo custo. A pequena distância entre o assento e o encosto da poltrona da frente tornou a viagem desconfortável, com mudanças de postura para tentar caber no espaço apertado. A experiência foi dividida com internautas, numa publicação nas redes sociais, surpreendendo e gerando revolta.
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A família estava em viagem no último dia 27 de dezembro em Edmonton, Canadá. A experiência desconfortável foi a bordo de uma aeronave da WestJet, criada no país.
No curto vídeo — que viralizou ao ser postado no TikTok e acumula mais de 1 milhão e visualizações — Amanda aparece fazendo perguntas aos pais sobre como estão se sentindo ao estarem apertados entre as poltronas. O pai dela é quem tem mais dificuldades. Por ser alto, a depender da posição em que se acomoda os joelhos batem no encosto do assento da frente. Para evitar isso, é preciso se sentar com as pernas direcionadas para o lado, em direção à esposa.
— Pai, você pode esticar as pernas aí? — perguntou Amanda ao vê-lo tentando se acomodar da melhor forma.
Ele e a esposa responderam:
— Impossível — enquanto riem.
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A família continua conversando, e a mãe diz que terá que dividir seu pequeno espaço com o marido:
— Vou ter que dividir o espaço das minhas pernas com ele.
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Amanda segue e, de forma descontraída, diz que só havia espaço suficiente para uma perna e, para a outra, teria que pagar a mais. Em algumas das aeronaves da WestJet essa afirmação pode ser real, uma vez que, desde outubro, os assentos padrão têm o “menor espaço para as pernas”, como a empresa anunciou. Para ter mais distância para se esticar, é preciso desembolsar mais, como na classe executiva, com custo maior por passagem.
A WestJet reconfigurou suas aeronaves Boeing 737-8 MAX e 737-800 para oferecer uma “experiência de cabine moderna”, o que, na prática, quer dizer que diminuiu o espaço entre as filas de poltronas para acrescentar mais uma. A justificativa foi de reduzir o valor da passagem, o que impactou diretamente no conforto do público, noticiou o New York Post há três meses.
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O vídeo de Amanda gerou uma repercussão negativa para a empresa. Muitos reclamaram que a nova configuração é absurda, enquanto outros disseram que não vão mais escolher a companhia por temerem passar por situação semelhante.
“Recuso-me a voar com a WestJet por causa disso. Tenho 1,83 m de altura, então não consigo imaginar o que as pessoas mais altas passam. Os assentos deles são assim há anos”, disse uma pessao no comentário.
“Apelo à WestJet… MELHORE! Isso é inaceitável!’, pediu outro.
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Cumprir desafios extremos na internet em troca de dinheiro. Pode parecer o roteiro de um episódio da série “Black Mirror”, mas a prática acontece na vida real e, na última semana, teve consequência fatal. O streamer catalão Sergio Jiménez Ramos, de 37 anos, morreu durante uma transmissão ao vivo em que ingestão de álcool e cocaína fazia parte de um desafio estipulado por seguidores que pagavam para assistir. O caso ocorreu na noite de 31 de dezembro, no município de Vilanova i la Geltrú, na província de Barcelona, e está sob investigação das autoridades espanholas.
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Conhecido nas redes como Sancho ou Sssanchopanza, Jiménez teria aceitado consumir uma garrafa de whisky, várias latas de bebidas energéticas e até seis gramas de cocaína em três horas como parte de um conteúdo pago por espectadores. Por volta das duas da manhã do dia 1º de janeiro, a mãe de Sergio disse, ao jornal catalão El Periódico que encontrou a porta do quarto do filho entreaberta.
— Perguntei o que ele estava fazendo, mas ele não respondeu. Tentei entrar, porém havia roupas ou algum objeto espalhado no chão do quarto, e não consegui.
Ele foi encontrado sem vida por seu irmão, com a câmera ainda transmitindo no momento em que o computador mostrava mensagens de participantes incentivando o desafio, que publicavam frases como “Já dormiu, Sergio? Ainda não conseguiu terminar a garrafa de uísque?”.
— Meu irmão estava ajoelhado no chão, com a cabeça apoiada no colchão. O computador estava ligado, e eu conseguia ouvir vozes perguntando se ele estava dormindo para curar a ressaca — relatou.
A família relatou que o influenciador vinha criando conteúdos cada vez mais perigosos por recompensa financeira e que havia alertas anteriores sobre os riscos desse tipo de transmissão. A “live” do dia 31 não foi realizada em em plataformas públicas, uma vez que Sergio tinha sido banido de serviços como Kick, Dlive e Pump.fun por violar suas políticas. Desde então, transferiu sua atividade para grupos privados no Google Meet e no Telegram, onde criou um sistema de associação chamado “os diplomáticos”. Os seguidores acessavam esse conteúdo mediante pagamentos que variavam entre 40 e 120 euros (R$ 254 e R$ 761), o que permitia manter um ambiente fechado e menos regulado.
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Os Mossos d’Esquadra (polícia regional da Catalunha) abriram inquérito para determinar as causas oficiais da morte e se houve incitação a comportamento de risco ligado aos pagamentos dos espectadores.
Especialistas e autoridades estão preocupados com a crescente prática de “trash streaming”, em que desafios extremos são realizados em troca de doações, muitas vezes sem qualquer suporte de segurança ou advertências adequadas. Esse caso segue a linha de incidentes semelhantes registrados internacionalmente, que levantam debate sobre a responsabilidade das plataformas e dos públicos nesse tipo de conteúdo de risco.
Sergio Jiménez Ramos ganhou projeção no streaming ao adotar um modelo inspirado no influenciador Simón Pérez, conhecido por transmissões extremas e desafios pagos. Pérez, que passou a viver de doações após perder o emprego em 2017, anunciou a morte de Sergio em uma live e foi citado durante o velório como possível responsável pelo ocorrido. Após o caso, sua conta no TikTok foi apagada — ele já havia sido banido da plataforma de streaming Kick, após a morte do streamer francês Raphaël Graven, também em live, após ser submetido a violência e outras humilhações. O vídeo de sua morte foi amplamente compartilhado nas rede sociais.
A Tailândia acusou nesta terça-feira o Camboja de “violar” o cessar-fogo em vigor há dez dias, em seu mortífero conflito fronteiriço, com disparos de morteiro que feriram um de seus soldados.
Em 27 de dezembro, um cessar-fogo pôs fim a três semanas de combates, que causaram ao menos 47 mortos e provocaram o deslocamento de quase um milhão de pessoas em ambos os lados desses dois vizinhos do Sudeste Asiático.
O conflito tem origem em uma antiga disputa sobre a demarcação da fronteira de 800km, estabelecida no período colonial francês, assim como em uma série de templos antigos situados ao longo da linha divisória.
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“O Camboja violou o cessar-fogo” ao disparar “projéteis de morteiro na área de Chong Bok”, afirmou nesta terça-feira o Exército tailandês, em um comunicado.
“Um soldado ficou ferido por estilhaços”, acrescentou, sem precisar a gravidade dos ferimentos.
O governo do Camboja não reagiu de imediato à acusação.
Na trégua acordada, os dois países turísticos haviam se comprometido a congelar suas posições militares e a cooperar nas operações de desminagem das regiões fronteiriças.
O acordo sucedeu a um primeiro episódio de confrontos em julho, que resultou em 43 mortos em cinco dias.
As cheias dos rios isolaram várias localidades e arrastaram milhares de cabeças de gado no interior de Austrália, informaram as autoridades, enquanto o primeiro-ministro, Anthony Albanese, sobrevoava a área afetada nesta terça-feira.
As fortes chuvas dos últimos dias inundaram vastas extensões do estado de Queensland, uma região agrícola que abriga algumas das maiores explorações pecuárias do país.
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Mais de 16 mil cabeças de gado morreram ou desapareceram, segundo as autoridades estaduais, enquanto centenas de quilômetros de cercas foram destruídos.
Albanese voou até a cidade mineradora de Cloncurry para avaliar os danos, a mais de 1.500 quilômetros para o interior a partir da capital do estado, Brisbane.
Alguns animais sobreviveram aglomerando-se em pequenas colinas que se elevavam acima das águas, segundo mostram fotos publicadas nas redes sociais.
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As autoridades de Queensland utilizaram helicópteros para lançar fardos de alimento perto dos rebanhos sobreviventes.
Várias localidades, como a pequena vila de Winton, ficaram completamente isoladas pelas inundações.
Um homem caminhou com dificuldade pela lama, que lhe chegava aos joelhos, por quase 40 quilômetros para buscar ajuda depois que seu carro ficou atolado, informou o serviço de resgate LifeFlight.
A tripulação de um helicóptero acabou encontrando-o e o resgatou após seguir suas pegadas.
Mais de 100 mil bovinos, ovinos, caprinos e cavalos morreram nas inundações que devastaram o interior de Queensland em março e abril do ano passado.
A primeira lua cheia do ano é chamada de “Lua do Lobo” pela cultura popular do Hemisfério Norte, e estava mais visível no último sábado, dia 3 de janeiro. A nomenclatura vem dos povos originários da América do Norte, que acompanhavam a passagem do tempo pelas fases do satélite natural. Ela recebe essa denominação por ser o período em que os lobos ficam mais ativos no norte do continente americano, sendo reconhecidos por seus uivos sob a luz do astro. Outros nomes atribuídos a essa Lua cheia são “Lua Serena” e “Lua Central”.
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A visibilidade da “Lua do Lobo” pode ser notada ainda durante o pôr do sol, entre as 17h30 e 18h, horário local. O fenômeno também leva esse nome por ser visto somente em janeiro, como explica a agência espacial Nasa.
Segundo a Nasa, a primeira Lua cheia de janeiro também pode ser chamada de Lua do Gelo, Lua após o Yule, Lua Velh, Shakambhari Purnima, Paush Purnima, Lua do Festival Thaipusam, Lua do Festival Ananda Pagoda, Duruthu Poya e Lua Cheia de Tu B’Shevat.
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A “Lua do Lobo” é uma das três “superluas” que poderão ser vistas no ano de 2026. Além de janeiro, ela também poderá ser observada em novembro e em dezembro. Já no fim de maio, haverá uma microlua, fenômeno oposto à superlua, durante a “Lua Azul”, nome dado à segunda lua cheia que aparece no mês. A microlua também ocorrerá em junho e julho.
A superlua é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua cheia ou nova coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que está mais próxima da Terra. Nessas condições, o satélite natural pode parecer até cerca de 14% maior e 30% mais brilhante no céu em comparação a uma Lua cheia comum, embora a diferença nem sempre seja facilmente perceptível a olho nu. O efeito acontece porque a órbita lunar é elíptica, fazendo com que a distância entre a Terra e a Lua varie ao longo do mês.
Calendário Lunar de 2026
3 de janeiro de 2026: Wolf Moon (Lua do Lobo)
1º de fevereiro de 2026: Snow Moon (Lua de Neve)
3 de março de 2026: Worm Moon (Lua de Minhoca)
1º de abril de 2026: Pink Moon (Lua Rosa)
1º de maio de 2026: Flower Moon (Lua das Flores)
31 de maio de 2026: Blue Moon (Lua Azul)
29 de junho de 2026: Strawberry Moon (Lua de Morango)
29 de julho de 2026: Buck Moon (Lua dos Cervos)
28 de agosto de 2026: Sturgeon Moon (Lua do Esturjão)
26 de setembro de 2026: Harvest Moon (Lua da Colheita)
26 de outubro de 2026: Hunter’s Moon (Lua do Caçador)
24 de novembro de 2026: Beaver Moon (Lua do Castor)
24 de dezembro de 2026: Cold Moon (Lua Fria)
A líder da oposição María Corina Machado afirmou nessa segunda-feira que “uma Venezuela livre” se tornará o “centro energético” do continente americano, dois dias após a captura do governante Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
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“Vamos transformar a Venezuela no centro energético da América, vamos trazer o Estado de direito, vamos abrir os mercados”, declarou a Nobel da Paz em entrevista à Fox News, em referência à presença no país das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Machado também disse que planeja voltar “o quanto antes” à Venezuela, embora o presidente Donald Trump pareça tê-la afastado do processo de transição de governo.
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Ela também atacou a presidente interina, Delcy Rodríguez.
“Estou planejando voltar à Venezuela o quanto antes”, disse durante a entrevista, a partir de um local não revelado.
Machado acusou – sem provas – Rodríguez de ser “uma das principais arquitetas da tortura, da perseguição, da corrupção e do narcotráfico” na Venezuela.
Um terremoto de magnitude 6,2 sacudiu a Costa Oeste de Japão, nesta terça-feira (data local), informou o serviço meteorológico japonês, sem que fosse emitido alerta de tsunami.
O tremor foi registrado às 10h18 locais, na província de Shimane, segundo a Agência Meteorológica de Japão, que informou que a região foi afetada pouco depois por réplicas mais fracas, de magnitudes 4,5; 5,1 e 3,8.
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Imagens divulgadas pela emissora NHK da cidade de Matsue, próxima ao epicentro, não mostraram danos.
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O primeiro abalo sísmico atingiu intensidade superior a 5,0 na escala japonesa de Shindo, na cidade ocidental de Yasugi, segundo as autoridades.
Nesse nível, móveis pesados podem cair e motoristas podem ter dificuldades para dirigir.
O Japão está situado sobre quatro grandes placas tectônicas, ao longo da borda ocidental do “Anel de Fogo” do Pacífico, e é um dos países com maior atividade sísmica do mundo.
O arquipélago, onde vivem cerca de 125 milhões de pessoas, registra aproximadamente 1.500 terremotos por ano. A maioria deles é de baixa intensidade.
O país segue traumatizado pelo terremoto de magnitude 9,0 de março de 2011, que provocou um tsunami e deixou cerca de 18.500 mortos ou desaparecidos. Esse tremor ocorreu na Costa Pacífica do país, ao longo da fossa de Nankai.

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