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Interlocutores do governo brasileiro afirmam, com base em informações enviadas da Venezuela, que o país atravessa um momento marcado pela tensão. Com divisões no núcleo do poder do regime chavista, o cenário é caracterizado por incertezas políticas e institucionais. 
Embora não haja qualquer confronto explícito, internamente o governo é descrito como dividido entre uma ala mais pragmática, associada à vice-presidente Delcy Rodríguez, o que inclui quadros técnicos; e um setor mais duro, ligado a figuras tradicionais do chavismo, como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e o dirigente Diosdado Cabello. 
O desfecho dessa disputa, considerado incerto, eleva o grau de imprevisibilidade sobre o futuro do país. 
Apesar das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a Venezuela ficaria por um período indefinido sobre o controle dos EUA, as decisões do cotidiano continuam sendo tomadas pelas autoridades venezuelanas.
Na leitura de interlocutores da diplomacia brasileira, a saída de Nicolás Maduro do centro do poder não resultou em uma transformação profunda do sistema político. O que se observa é a permanência de estruturas e práticas do chamado madurismo, ainda que de forma atenuada. 
A liberação de presos ocorre de maneira gradual e limitada, com a soltura de alguns estrangeiros e opositores, sem um movimento amplo ou sistemático.
De acordo com uma importante autoridade de Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve contato direto com Delcy Rodríguez em duas ocasiões recentes, no intervalo de poucos dias — uma no sábado, dia do ataque dos Estados Unidos, e outra na segunda-feira seguinte. As conversas se inserem no acompanhamento próximo da situação política e humanitária do país vizinho.
No último dia 3, Trump ordenou uma ação militar no país vizinho, com bombas e a captura de Maduro e sua mulher, Cilia Flores. 
Embora persistam incertezas sobre os desdobramentos internos, relatos recebidos em Brasília indicam que a vida cotidiana em Caracas segue relativamente normal. A leitura no governo brasileiro é que, até o momento, não se observam sinais concretos de desorganização institucional ou de agravamento abrupto da situação humanitária.
No campo econômico, a movimentação em torno do setor petrolífero é vista com cautela. A avaliação é que qualquer recuperação da produção venezuelana depende de um processo de médio e longo prazo, que exige investimentos elevados e infraestrutura adequada, uma vez que o petróleo do país é pesado e requer refino específico para transporte. Por essa razão, anúncios de curto prazo são tratados com reserva.
Há também sinais de uma reaproximação gradual entre Caracas e Washington, como a discussão sobre a reabertura da embaixada americana e o envio de um encarregado de negócios à capital venezuelana. Ainda assim, interlocutores do governo brasileiro ressaltam que o ambiente pode estar sujeito a mudanças rápidas, sobretudo diante da fragilidade do equilíbrio político interno.
Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, “ataques aéreos seriam uma das muitas opções” que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sobre a mesa para uma possível ofensiva militar contra o Irã, palco de uma onda de protestos que já duram mais de duas semanas e deixaram centenas de mortos. Em continuidade com suas constantes ameaças de ataque à República Islâmica, caso o regime mate manifestantes, Trump afirmou nesta terça-feira que todas as reuniões com autoridades iranianas foram canceladas até que a repressão pare e — em tom enigmático, como de praxe — acrescentou: “a ajuda está a caminho”.
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Em Teerã, o ministro das Relações Exteriores Abás Araqchi afirmou, na segunda-feira, que o Irã está pronto para “negociações justas”, mas também “preparado para uma guerra”.
— A República Islâmica do Irã não busca a guerra, mas está totalmente preparada para ela — afirmou Araqchi durante um discurso para embaixadores estrangeiros em Teerã, alertando os adversários contra qualquer “erro de cálculo”. — Também estamos prontos para negociações justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo.
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No último domingo, o presidente do Parlamento iraniano afirmou que, caso os EUA lancem um novo ataque, Teerã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
— Em caso de um ataque militar dos Estados Unidos, a ocupação [referindo-se a Israel] e as bases militares americanas e navios serão ambos nossos alvos legítimos — declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
As declarações ocorrem em um momento de forte escalada retórica entre Teerã e Washington. Trump, que anunciou na segunda-feira uma tarifa de 25% para países que fazem negócios com o Irã, tem ameaçado intervir “muito duramente” o país caso manifestantes fossem mortos — não só pelo meio militar, mas também com sanções e ações cibernéticas, como revelado pelo jornal americano New York Times no domingo.
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Na última sexta-feira, por exemplo, o republicano disse a repórteres que o Irã estava em “sérios apuros” e que “é melhor” o regime “não começar a atirar, porque nós também começaremos”. Nesta terça, o presidente americano deve se reunir com altos funcionários de segurança nacional. Entre as autoridades que devem participar do encontro estão o secretário de Estado Marco Rubio e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, que comandou o ataque à Venezuela seguido da captura do líder chavista Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, no início do ano.
E a operação bem-sucedida para capturar Maduro gerou especulações de que as opções de Trump poderiam incluir uma ofensiva semelhante para decapitar o regime iraniano.
Militares americanos no Oriente Médio
Atualmente, segundo a emissora americana ABC News, há 30 mil soldados americanos destacados no Oriente Médio e na região do Golfo Pérsico, incluindo 2.500 no Iraque e 1.000 na Síria. Além disso, existem seis navios da Marinha americana na região, incluindo três destróieres de mísseis guiados. O Pentágono deverá deslocar recursos adicionais para a área, a fim de ajudar a proteger essas tropas contra possíveis ataques retaliatórios, como ameaçado pelo presidente do Parlamento iraniano.
Ex-autoridades americanas ouvidos pela ABC afirmaram que as opções sobre a mesa de Trump variam de ataques militares em larga escala aos mais direcionados a líderes iranianos específicos ou ainda à infraestrutura policial que supostamente ajudou o regime a reprimir violentamente os protestos.
Mapa mostra alcance balístico do Irã e bases usadas pelos EUA no Oriente Médio
NYT
À ABC, Mick Mulroy, ex-secretário adjunto de Defesa para o Oriente Médio no Pentágono, afirmou que o presidente provavelmente receberá uma avaliação de inteligência sobre o impacto de um ataque militar direto e se isso poderia levar a uma mudança de regime.
— Acredito que, se optarem por prosseguir [com um ataque militar], este se concentrará em alvos do regime específicos para controlar ou reprimir os protestos — avaliou Mulroy. — Isso incluiria as forças Basij da Guarda Revolucionária Islâmica ou outros elementos de segurança interna, que foram responsabilizados pelas mortes dos manifestantes.
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Ao mesmo tempo, porém, autoridades americanas disseram que precisavam ter cuidado para que quaisquer ataques militares não tivessem o efeito oposto — galvanizando a opinião pública iraniana a apoiar o governo — ou desencadeassem uma série de ataques retaliatórios que pudessem ameaçar o pessoal militar e diplomático americano na região. Ao jornal americano New York Times, um alto oficial dos EUA afirmou que os comandantes na região gostariam de ter mais tempo antes de qualquer possível ataque para consolidar as posições militares e preparar as defesas para eventuais contra-ataques do Irã.
Possíveis respostas do Irã
Caso os EUA realizem, de fato, um ataque militar, uma das possíveis repostas de Teerã já foi revelada pelo presidente do Parlamento: equipamentos militares e navais americanos, além de instalações israelenses, seriam “alvos legítimos”. O Irã possui uma lista de alvos com cerca de 20 bases americanas para escolher em toda a região do Oriente Médio. Um dos alvos mais próximos é o extenso quartel-general da poderosa Quinta Frota da Marinha dos EUA em Mina Salman, no Bahrein.
Em entrevista à rede catári al-Jazeera, Araqchi respondeu às recentes ameaças de ação militar de Washington devido à repressão dos protestos, reiterando que seu país estava pronto para a guerra se os EUA quisessem “testar” sua capacidade de resistência.
— Se Washington quiser testar a opção militar que já testou antes, estamos prontos para isso — disse o chanceler iraniano, acrescentando que esperava que os EUA escolhessem “a opção sábia” do diálogo, ao mesmo tempo que alertava para “aqueles que tentam arrastar Washington para a guerra a fim de servir aos interesses de Israel”.
Na entrevista, quando falou que os EUA já “testaram antes” a capacidade de resistência do Irã, o ministro se referia à guerra de 12 dias em junho do ano passado, travada entre Teerã, Tel Aviv e Washington. À época, seis bombardeiros B-2 americanos lançaram 12 bombas antibunker sobre uma instalação nas montanhas de Fordow, e submarinos da Marinha dispararam 30 mísseis de cruzeiro contra as instalações nucleares de Natanz e Isfahan. Um B-2 também lançou duas bombas antibunker sobre Natanz.
Imagem de satélite com antes e depois da instalação de Fordow após os ataques dos EUA
AFP PHOTO/ SATELLITE IMAGE ©2025 MAXAR TECHNOLOGIES
A ofensiva americana representou um pesado ataque direto ao Irã, com dano ao programa nuclear e de mísseis do país. As principais instalações foram atingidas e importantes líderes militares e cientistas nucleares foram mortos.
No ocasião, em retaliação, Teerã atacou as forças americanas estacionadas na base aérea de al-Udeid, no Catar — a maior instalação militar dos EUA no Oriente Médio, que funciona como quartel-general avançado do Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês). Já em 2020, quando Trump ordenou o assassinato do líder da Força Quds do Irã, Qassim Suleimani, o Irã respondeu atacando militares americanos no Iraque.
O Irã também poderia lançar “ataques em enxame” contra os seis navios de guerra naval dos EUA que estão na região, usando drones e lanchas torpedeiras rápidas, algo que a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária iraniana tem praticado exaustivamente ao longo dos anos, segundo a rede britânica BBC. O objetivo, caso seguisse esse caminho, seria sobrepujar as defesas navais americanas pela superioridade numérica. Poderia também solicitar a seus aliados no Iêmen, os rebeldes Houthis, que retomassem os ataques contra navios americanos que transitam entre o Oceano Índico e o Mar Vermelho.
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Na segunda-feira, em entrevista ao Financial Times, um alto funcionário do governo Trump afirmou que “o presidente está ciente dos impactos de todas as opções” de ataque e enfatizou que o republicano ainda considera o Irã o maior patrocinador do terrorismo em todo o mundo. Trump, porém, nem sempre cumpre suas ameaças.
— Ele ameaçou mandar o Hamas de volta à Idade da Pedra diversas vezes. Não vimos isso acontecer — dissea Matthew Levitt, ex-funcionário americano de contraterrorismo do Instituto de Washington para Política do Oriente Próximo, ao Financial Times. — Trump é a incógnita aqui, e eles (os líderes iranianos) o temem.
(Com New York Times)
O amor literalmente ganhou asas em um voo da companhia aérea Southwest Airlines. Um casal chamado Tina e Roger oficializou a união no corredor da aeronave, em plena viagem, em uma cerimônia que emocionou passageiros e viralizou nas redes sociais, alcançando mais de 5,2 milhões de visualizações e um milhão de curtidas no TikTok.
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O vídeo, publicado pela usuária @katrinabadowksi no sábado, mostra o momento em que uma comissária de bordo anuncia o casamento pelo sistema de som do avião, assumindo o papel de mestre de cerimônias. “Como todos sabem, a Southwest é a companhia aérea do amor e hoje o amor está no ar”, diz ela. “Temos um casal, Tina e Roger, que está prestes a literalmente caminhar até o altar neste voo, e todos vocês estão convidados para o casamento”.
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A funcionária pede aos passageiros que permaneçam sentados “como cortesia aos noivos” e orienta que, caso alguém precise usar o banheiro, utilize o localizado na parte traseira da aeronave — detalhe que acabou gerando comentários irônicos nas redes, mas que foi apenas complementar diante do clima festivo do evento.
Em seguida, Tina surge caminhando pelo corredor com um buquê de flores laranja, ao som de música que remete ao final de uma comédia romântica. À frente do avião, Roger a aguarda vestindo camisa e gravata na mesma cor. De mãos dadas, eles ouvem as palavras da celebrante: “Tina e Roger, hoje é um dia como nenhum outro. Vocês não estão apenas embarcando na aventura do casamento, mas fazendo isso em meio às nuvens, cercados por 136 passageiros que se tornaram novos amigos”.
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Ela prossegue: “Dizem que o amor não conhece limites e, de fato, graças à Southwest, agora ele não conhece altitude.” Em seguida, vem a pergunta clássica: “Roger, você aceita Tina como sua esposa legítima? E Tina, você aceita Roger como seu marido legítimo?” Após o “sim” de ambos, a celebrante declara o casal “marido e mulher” e conclui: “Você pode beijar a noiva.”
O beijo é seguido por aplausos, gritos e comemoração geral. Os recém-casados caminham pelo corredor cumprimentando os passageiros, enquanto Tina chega a jogar o buquê, apanhado por uma passageira. Um livro de convidados também circula pela cabine para registrar mensagens dos presentes.
Ao desembarcarem, os passageiros atravessam um finger decorado com fitas rosas e corações. A celebração termina no terminal do aeroporto, com o casal sendo conduzido em um carrinho de malas identificado com a frase “Just Married” (“Recém-casados”, em tradução).
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Reprodução: TikTok
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Nas redes sociais, além dos elogios, a cerimônia também virou alvo de piadas. “‘Obrigado a todos por estarem aqui’, como se eles tivessem outra escolha”, ironizou um usuário. “Nunca vi uma situação de refém em casamento”, comentou outro.
Apesar do tom bem-humorado, especialistas lembram que casar em pleno voo é legalmente possível, mas envolve cuidados. O advogado nova-iorquino Casey Greenfield, especialista em direito matrimonial, afirmou à revista Traveler que existem muitos “mitos sobre se casar no ar”, especialmente a ideia de que pilotos teriam autoridade para realizar o casamento.
Segundo ele, o ideal é que a cerimônia ocorra em espaço aéreo doméstico dos Estados Unidos, já que voos internacionais podem trazer complicações legais. Como o casamento é regulamentado estado por estado, qualquer pessoa legalmente autorizada — como um juiz de paz, ministro religioso ou alguém com licença temporária — pode oficializar a união, dependendo da legislação local.
Por isso, especialistas recomendam que a parte legal seja feita em solo, deixando o evento a bordo apenas como celebração simbólica. Ainda assim, os obstáculos jurídicos não têm desanimado casais apaixonados: no inverno passado, por exemplo, outro casal trocou votos em pleno voo entre Islândia e França, reforçando que, para alguns, o amor realmente não conhece limites — nem altitude.
Diversos países europeus, entre Finlândia, Dinamarca, Reino Unido, França, Espanha e Alemanha, convocaram representantes do Irã nesta terça-feira, após a violenta repressão aos protestos contra o regime teocrático de Teerã, cujas autoridades ordenaram o corte da internet.
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“O regime iraniano cortou a internet para poder matar e oprimir em silêncio”, declarou a ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, no X. “Não toleraremos isso”, afirmou, acrescentando que convocaria o embaixador iraniano ainda pela manhã.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca convocou o encarregado de negócios do Irã, já que o embaixador não se encontra no país, “para expressar a condenação do governo ao uso da violência pelo regime iraniano contra os manifestantes”.
Segundo um comunicado do ministério, o país também foi instado a cumprir suas obrigações internacionais, incluindo os direitos à liberdade de expressão, associação e reunião.
“Isso também se aplica à garantia da liberdade e do acesso irrestrito à internet”, concluiu o documento.
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No Reino Unido, a Secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, também indicou que convocaram o embaixador iraniano “para sublinhar a gravidade deste momento e exigir que o Irã seja responsabilizado pelos relatos horríveis” que o governo britânico recebeu sobre a situação no país.
O governo francês também convocou o embaixador iraniano, anunciou o Ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, para denunciar a “violência estatal que foi indiscriminadamente desencadeada contra manifestantes pacíficos”.
Na Espanha, o Ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o que seria transmitido ao embaixador “é que o direito dos iranianos ao protesto pacífico e à sua liberdade de expressão devem ser respeitados”.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha anunciou a convocação no X. “A brutal repressão do regime iraniano contra sua própria população é chocante”, declarou o ministério.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou publicamente sobre a repressão aos protestos no Irã nesta terça-feira. Trump declarou que iranianos deveriam continuar ocupando as ruas de todo o país e os encorajou a tomar o controle das instituições governamentais e registrar os nomes de todos os “assassinos e abusadores” ligados ao regime, afirmando que “a ajuda está a caminho”.
“Patriotas iranianos, continuem protestando – ocupem suas instituições! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social, utilizando a sigla MIGA, em um trocadilho com o MAGA (“Make America Great Again”, ou Faça a América Grande de Novo — trocando América por Irã).
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Milhares de vítimas
A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, afirmou que pelo menos 734 pessoas, incluindo nove menores de 18 anos, foram mortas pelas forças de segurança iranianas durante os protestos — embora uma autoridade iraniana ouvida em anonimato pela Reuters nesta terça-feira tenha falado em 2 mil mortos. Segundo a organização, milhares de manifestantes ficaram feridos e mais de 10.000 pessoas foram presas. Na segunda-feira, o grupo havia alertado que o número real de mortos pode ultrapassar 6.000.
“Os números que publicamos são baseados em informações recebidas de menos da metade das províncias do país e de menos de 10% dos hospitais iranianos. O número real de mortos provavelmente chega a milhares”, disse Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da ONG.
(Com AFP)
Autoridades da vida selvagem indiana estavam em busca, nesta terça-feira, de um elefante acusado de matar pelo menos 20 pessoas e ferir outras 15 nas florestas de Jharkhand, anunciaram moradores e autoridades. O elefante, um macho solitário, vem aterrorizando o distrito rural de West Singhbhum desde o início de janeiro.
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— Estamos tentando localizar e resgatar este elefante que matou tantas pessoas — disse à AFP o funcionário florestal do governo, Aditya Narayan, confirmando o número de mortos em 20.
Entre os mortos estão crianças e idosos, além de um tratador de elefantes profissional. Após deixar um rastro de destruição, o animal não foi visto desde sexta-feira, apesar de várias patrulhas na área. As autoridades disseram que equipes de busca, auxiliadas por drones, estão vasculhando áreas florestais densas, incluindo um parque nacional no estado vizinho de Odisha.
O medo levou moradores de mais de 20 aldeias a abandonar suas plantações ou a se abrigarem em suas casas à noite.
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— Uma equipe da polícia, ou um veículo de funcionários da guarda florestal, visita as aldeias à noite para prestar assistência essencial — observou um líder local.
Todos os anos, centenas de milhares de indianos são afetados por elefantes que destroem plantações. Os elefantes asiáticos agora estão restritos a apenas 15% de seu habitat original.
Geralmente animais tímidos, os elefantes estão entrando em contato cada vez mais frequente com humanos devido à rápida expansão dos assentamentos e à invasão das florestas, incluindo atividades de mineração.
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton não compareceu nesta terça-feira a uma audiência a portas fechadas no Capitólio, em Washington, convocada pelo Congresso para tratar do caso do financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein. A ausência expõe o democrata, que governou o país entre 1993 e 2001, à possibilidade de responder por desacato.
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Clinton e a esposa, Hillary Clinton, foram chamados pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga as conexões de Epstein com figuras influentes nos Estados Unidos e a forma como informações sobre seus crimes foram tratadas pelas autoridades. O republicano James Comer, presidente do comitê, confirmou a ausência do ex-presidente. “Não se apresentou hoje”, disse à imprensa. “Ninguém acusa Bill Clinton de nada reprovável, apenas temos perguntas”, acrescentou.
O depoimento de Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e candidata derrotada por Donald Trump nas eleições presidenciais de 2016, está previsto para esta quarta-feira, mas sua presença é considerada improvável.
Foto sem data, da coleção pessoal de Jeffrey Epstein, fornecida pelos democratas do Comitê de Supervisão da Câmara em 12 de dezembro de 2025, mostra o ex-presidente Bill Clinton (C) posando com Epstein (D) e Ghislaine Maxwell (D).
AFP / COMITÊ DE SUPERVISÃO DA CÂMARA DOS DEMOCRATAS / DIVULGAÇÃO
O governo Trump enfrenta pressão crescente após o Departamento de Justiça ter divulgado, em dezembro, apenas uma pequena parte dos arquivos relacionados ao caso Epstein, um mês depois do vencimento do prazo legal para a publicação dos documentos.
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A morte de Epstein, encontrado enforcado em sua cela em Nova York em 2019, antes de ser julgado por crimes sexuais, alimentou inúmeras teorias da conspiração. Segundo essas versões, difundidas por apoiadores de Trump, o financista teria sido assassinado para proteger personalidades de alto escalão.
Figura conhecida da elite social nova-iorquina, Epstein é acusado de ter explorado sexualmente mais de mil jovens, entre elas menores de idade. Durante a campanha eleitoral de 2024, Trump prometeu a seus eleitores revelações contundentes sobre o caso. No entanto, desde que voltou ao poder, o republicano tem se mostrado relutante em divulgar integralmente os documentos, o que vem gerando críticas e um efeito negativo até mesmo entre seus aliados.
A Embaixada do Brasil em Teerã mantém contato permanente com a comunidade brasileira no Irã — estimada em 85 pessoas pelo Itamaraty — e acompanha de perto os protestos no país, segundo relatos de interlocutores do governo Lula. Até o momento, não há registro de nacionais atingidos ou afetados pelas manifestações.
Desde o fim de dezembro de 2025, o Irã vive uma das maiores ondas de protestos de sua história recente, impulsionadas pela deterioração da economia, com inflação elevada, desvalorização abrupta da moeda e o aumento do custo de vida. As manifestações rapidamente se espalharam por diversas cidades e províncias, incorporando estudantes e setores mais amplos da sociedade, com reivindicações que vão além da pauta econômica e incluem críticas ao regime político.
A resposta do governo iraniano tem sido marcada por forte repressão, bloqueio generalizado da internet e das comunicações, prisões em massa e uso de força letal pelas forças de segurança, o que dificulta a verificação independente do número real de mortos e detidos. Estimativas mais conservadoras apontam que cerca de 650 pessoas morreram, mas uma autoridade iraniana ouvida em anonimato pela Reuters na terça-feira falou em 2 mil mortos.
O número de brasileiros no Irã equivale a apenas 0,0017% do total de 4,9 milhões de nacionais que residem no exterior. As maiores comunidades estão concentradas nos Estados Unidos, em Portugal, no Paraguai, no Reino Unido e no Japão.
Integrantes do governo brasileiro afirmam que o acompanhamento da situação inclui contato direto e frequente com a comunidade brasileira no Irã. Segundo esses interlocutores, a representação diplomática permanece atenta e não recebeu informações sobre nacionais impactados pelos protestos. Avaliam que episódios dessa natureza exigem monitoramento cuidadoso e posicionamento apenas no momento considerado adequado, à luz da evolução dos acontecimentos.
Em avaliação reservada, funcionários do governo Lula que acompanham o tema afirmam haver grande dificuldade para obter uma dimensão real da repressão no país, em razão da forte censura interna. Nesse contexto, os dados disponíveis tendem a ser filtrados por um ambiente altamente polarizado, no qual organismos internacionais e organizações não governamentais mantêm posição abertamente crítica ao regime, o que contribui para leituras consideradas enviesadas.
Diante desse quadro, a diplomacia brasileira segue adotando uma postura de vigilância discreta, priorizando a segurança dos brasileiros no país, afirmam esses interlocutores, que destacam a necessidade de análise cuidadosa das informações antes de qualquer posicionamento público.
Uma nova onda de ataques aéreos russos à infraestrutura energética da Ucrânia deixou 70% de Kiev e ao menos sete regiões do país sem eletricidade nesta terça-feira, em meio a temperaturas que podem chegar a cerca de –15 °C no inverno europeu. Autoridades ucranianas anunciaram cortes de energia de emergência e esforços intensivos de reparo enquanto moradores enfrentam a falta de aquecimento e serviços básicos.
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Segundo o presidente ucraniano Volodimir Zelensky, a Rússia lançou durante a noite mais de 300 drones de ataque contra a Ucrânia, além de 18 mísseis balísticos e sete mísseis de cruzeiro. Ao todo, oito regiões foram atingidas, incluindo a capital.
— A situação na região de Kiev não é fácil — disse Zelensky. — Neste momento, várias centenas de milhares de residências estão sem energia elétrica. Mais uma vez, o principal alvo do ataque foram nossas usinas de geração de energia e subestações.
Segundo o Ministério da Energia da Ucrânia, consumidores na capital e em regiões como Odesa, Kharkiv e Zaporíjia estão sem eletricidade após os ataques russos à rede elétrica. Notou-se também que condições climáticas adversas afetaram o fornecimento em localidades do norte e oeste do país.
Na capital, cerca de 500 a 800 torres residenciais permaneciam sem aquecimento ou energia após as ofensivas, informou a administração municipal de Kiev, liderada por Vitali Klitschko, ressaltando a gravidade da situação e o trabalho contínuo de equipes técnicas em condições difíceis. Ele falou à publicação ‘Kyiv Independent’ que este novo bombardeio atingiu várias subestações elétricas.
— Os russos estão a tentar cortar a ligação de internet da cidade e forçar as pessoas a saírem (de Kiev)” — declarou Zaichenko.
O impacto dos ataques tem sido sentido em serviços essenciais: o transporte elétrico foi temporariamente suspenso em partes de Kiev, e supermercados relatam interrupções devido à falta de energia. Equipes de emergência montaram pontos de aquecimento e assistência para os moradores enquanto os esforços de restauração prosseguem.
Especialistas e autoridades ucranianas alertam que a repetição de ataques ao sistema energético, que já havia sofrido severos danos em meses anteriores, agrava a vulnerabilidade do país no inverno e expõe civis a riscos humanitários crescentes.
A ofensiva ocorre em um momento de intensificação das hostilidades na guerra entre Rússia e Ucrânia, agora no quarto ano, com frequentes ataques a infraestrutura crítica ucraniana que têm deixado milhões de pessoas sem energia ao longo do tempo e complicando a resposta de autoridades locais à crise.
Autoridades afirmam que os trabalhos de restauração continuarão “sempre que a situação de segurança permitir”, e apelam à população para o uso racional de energia nos períodos em que o fornecimento for restabelecido.
Uma mulher argentina que protagonizou uma discussão de trânsito em Punta del Este, no Uruguai, e foi filmada enquanto ameaçava outro motorista com um taco de beisebol em meio a um congestionamento, falou publicamente pela primeira vez sobre o episódio. Identificada apenas como Andrea, ela se defendeu das críticas, justificou sua atitude por se sentir ameaçada e afirmou que a divulgação do vídeo está “estragando” sua imagem.
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Em entrevista exibida na noite de segunda-feira pela emissora argentina Telefe, Andrea — instrumentadora cirúrgica de profissão — relatou que o incidente ocorreu no domingo, por volta das 19h, quando tentava estacionar em uma área movimentada da cidade balneária.
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“Punta del Este está com muita gente; eu estava procurando onde estacionar. Ia por uma rua em que havia carros estacionados dos dois lados. Vi que uma mulher vinha com um cachorro atravessando a rua, entrou no carro, eu liguei o pisca-alerta [ao encontrar uma vaga] e esperei que essa pessoa saísse para eu poder estacionar. Estava com os vidros fechados e, de repente, vi uma pessoa cujo carro tem placa uruguaia e começou a bater no vidro”, afirmou.
Segundo Andrea, ao se sentir ameaçada, decidiu descer do veículo segurando o taco. “Desci com o taco porque estava sozinha e sou mulher. Ele começou a me filmar. Naquele carro iam quatro pessoas; eu tive que me defender de alguma forma”, disse.
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Ela também justificou o fato de carregar o objeto. “Fui sequestrada em 2010 e tenho crises de pânico; moro em Buenos Aires e tenho vidros blindados. Não me sinto segura. Graças a Deus nunca preciso usar, mas algo eu tenho que ter para me defender”, insistiu.
De acordo com seu relato, outras pessoas desceram do carro envolvido na discussão e uma delas chegou a ameaçá-la. Andrea afirmou que o conflito teve início por causa da vaga para estacionar. “Ele me xingava, dizia que, se eu não avançasse, ia quebrar meu carro. Era hora de pico; estamos de férias. Era minha primeira saída porque tinha chegado na sexta-feira. Naquele dia saí para tomar um pouco de ar depois de dois dias de chuva e me deparei com essa pessoa que começou a bater no vidro e a me ameaçar”, relatou.
Em outro trecho da entrevista, Andrea voltou a criticar a repercussão do vídeo nas redes sociais. “Sou mulher e estou sozinha; não sei o que ele foi buscar no carro, se um telefone ou uma arma. Eu não fiz denúncia, não imaginei que iam subir o vídeo, dizem qualquer coisa sobre mim. Tenho quase 60 anos, não incomodo ninguém, venho passar férias, nem vou à praia à tarde. Estão estragando minha imagem; muita gente me conhece aqui; muita gente me ligou de Buenos Aires”, concluiu.
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O episódio ocorreu em uma das vias mais movimentadas de Punta del Este no domingo, 11 de janeiro, segundo confirmou a própria Andrea. Ela dirigia uma SUV Audi cinza, com placa argentina, quando outro motorista gritou após uma manobra. No vídeo que circulou nas redes sociais, o insulto é audível: “Idiota”. Em seguida, a mulher para o carro em meio ao congestionamento, desce com um taco de beisebol na mão e se aproxima do outro veículo, ameaçando quebrá-lo.
Uma voz na gravação comenta a violência da cena, ao que Andrea responde com ironia: “Olha como eu tremo”. Apesar da agressividade, a situação não evoluiu para agressões físicas, e não houve registro de feridos nem de danos aos veículos.
Fontes da Polícia de Maldonado informaram que não foi registrada denúncia formal sobre o caso. Sem queixa por parte do motorista envolvido, não foi aberta investigação, e o episódio foi tratado como uma discussão de trânsito sem intervenção da promotoria.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que os os manifestantes iranianos que protestam contra o regime teocrático de Teerã deveriam continuar ocupando as ruas de todo o país, e os encorajou a tomar o controle das instituições governamentais e registrar os nomes de todos os “assassinos e abusadores” ligados ao regime, afirmando que “a ajuda está a caminho”.
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Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO – OCUPEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, utilizando a sigla MIGA, em uma aparente tentativa de relacionar o tema ao MAGA (“Make America Great Again”, ou Faça a América Grande de Novo — trocando América por Irã).
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A manifestação de Trump ocorre um dia após o anúncio de tarifas adicionais de 25% sobre produtos de países que mantenham relações comerciais com o Irã, em meio aos relatos crescentes de uma repressão violenta dentro do país. O republicano havia dito no domingo que discutiria formas de agir na nação persa, após ter ameaçado “disparar” contra o Irã, caso o regime atacasse os manifestantes.
O presidente não especificou qual seria a forma da “ajuda” prometida, em uma mensagem que pareceu apoiar a derrubada do governo da República Islâmica — marcando uma mudança na postura dos EUA em relação ao dia anterior, quando a Casa Branca declarou que Trump não “tem medo” de um ataque militar ao Irã, mas que, por enquanto, está priorizando a diplomacia.
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O governo de Teerã, por sua vez, adotou uma ampla gama de medidas repressivas. O acesso à internet em todo o país foi cortado a mando da liderança política, a fim de dificultar a comunicação entre o que acusam de ser “terroristas” infiltrados contra o governo. Organizações de defesa de direitos humanos afirmam que o movimento impede o acompanhamento do que se passa no terreno em tempo-real — o que compromete uma visão confiável sobre o número de mortos e presos pelo regime. O bloqueio de internet ultrapassou 108 horas de duração nesta terça.
Uma autoridade iraniana, ouvida em anonimato nesta terça-feira pela Reuters, afirmou que ao menos 2 mil pessoas teriam morrido desde o início dos protestos, entre civis e forças de segurança do país. Ele culpou “terroristas” pela letalidade identificada — algo alinhado à narrativa das autoridades iranianas. Em um comunicado, o Gabinete do procurador de Teerã afirmou que um número não especificado de pessoas será acusado de “moharebeh”, ou “guerra contra Deus”, um termo da lei islâmica (sharia) que é considerado crime capital no Irã e amplamente utilizado no passado em casos de pena de morte.
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A repressão aos manifestantes provocou reações de diversos países. Na Europa, França, Reino Unido e Espanha, entre outros, convocaram os embaixadores iranianos para cobrar explicações e exigir que os seus direitos fossem respeitados. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que serão propostas sanções em resposta ao “assustador” número de mortos nos protestos.
O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse estar “horrorizado” com a repressão aos protestos, pedindo o fim da matança de manifestantes e a restauração de todas as linhas de comunicação com os civis.
“O assassinato de manifestantes pacíficos deve parar, e rotular manifestantes como ‘terroristas’ para justificar a violência contra eles é inaceitável”, disse Turk em um comunicado, em que criticou o uso de “força bruta” pelo regime. “Este ciclo de violência horrível não pode continuar. O povo iraniano e suas reivindicações por justiça, igualdade e equidade devem ser ouvidas”. (Com AFP)

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