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O estudante universitário Stephen Pittman, de 19 anos, acusado de incendiar a maior sinagoga do Mississippi, apareceu nas redes sociais com queimaduras visíveis enquanto permanecia internado em um hospital de Jackson, nesta terça-feira (13). Segundo autoridades federais, ele sofreu ferimentos nos tornozelos, mãos e rosto durante o suposto ataque à Congregação Beth Israel, ocorrido na madrugada de sábado (10), pouco depois das 3h.
Vídeo: Câmeras de segurança flagram jovem despejando gasolina antes de incêndio na maior sinagoga do Mississippi
De acordo com uma declaração juramentada do FBI apresentada no Tribunal Distrital do Sul do Mississippi, Pittman teria confessado o crime ao pai após ser confrontado sobre as queimaduras. Ainda segundo o documento, o jovem teria rido ao relatar o ocorrido e afirmado que “finalmente os havia pegado”, levando o pai a procurar imediatamente as autoridades federais.
Stephen Pittman, de 19 anos, acusado de incêndio criminoso, exibiu as queimaduras que sofreu em seu quarto de hospital
Reprodução/Redes sociais
Investigação aponta motivação religiosa
Os investigadores afirmam que Pittman descreveu a sinagoga como uma “sinagoga de Satanás”, citando supostas “ligações judaicas” como motivação. Imagens de câmeras de segurança mostram uma figura encapuzada despejando gasolina no interior do prédio, inclusive sobre móveis do saguão, para facilitar a propagação das chamas. O FBI também apreendeu um celular queimado, atribuído ao suspeito, além de uma lanterna encontrada por membros da congregação.
Assista:
Câmera flagra jovem despejando gasolina antes de incêndio na maior sinagoga do Mississipi
Promotores sustentam que o jovem enviou mensagens ao pai momentos antes do incêndio, com uma foto da parte traseira do prédio e comentários sobre o uso de moletom, a qualidade das câmeras de vigilância e medidas para ocultar a identidade. Pittman também teria retirado a placa do carro e comprado combustível em um posto antes de seguir até a sinagoga, segundo o depoimento.
Pittman enfrenta uma acusação federal de incêndio criminoso contra propriedade ligada ao comércio interestadual, crime que prevê pena de cinco a 20 anos de prisão, além de multa que pode chegar a US$ 250 mil. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou ter orientado os promotores a buscar punições severas. Paralelamente, a promotora do condado de Hinds, Jody Owens, anunciou uma acusação estadual de incêndio criminoso de primeiro grau com agravante de crime de ódio, por motivação religiosa.
A Congregação Beth Israel, a maior sinagoga do Mississippi, foi destruída por um incêndio criminoso no fim de semana, e um suspeito, Stephen Pittman, de 19 anos, foi preso
Divulgação/Beth Israel Congregation
O incêndio não deixou feridos entre membros da congregação ou bombeiros. Ao chegar ao local, equipes encontraram chamas saindo pelas janelas e todas as portas trancadas, segundo o chefe de investigações do Corpo de Bombeiros de Jackson, Charles D. Felton Jr. O fogo destruiu um escritório administrativo e a biblioteca da sinagoga, onde exemplares da Torá foram danificados ou destruídos.
Fundada em 1860, a Congregação Beth Israel é a maior do Mississippi e a única em Jackson. O templo já havia sido alvo de um atentado a bomba da Ku Klux Klan em 1967, em retaliação ao apoio da comunidade judaica ao movimento pelos direitos civis, segundo o Instituto da Vida Judaica do Sul, que funciona no mesmo edifício. Apesar dos danos, a congregação informou que pretende manter suas atividades religiosas, possivelmente em igrejas locais, enquanto avalia os prejuízos e planeja a reconstrução.
A França abrirá um consulado na Groenlândia em 6 de fevereiro, um “sinal político” em meio às tensões entre a Europa e os Estados Unidos em torno da estratégica ilha do Ártico, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.
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Em entrevista ao canal RTL, Barrot disse que a decisão foi tomada no verão passado, durante visita do presidente Emmanuel Macron à Groenlândia.
O anúncio ocorre poucas horas antes de o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, receberem na Casa Branca os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia.
— Estive lá no fim do mês de agosto para preparar a instalação deste consulado, que será inaugurado em 6 de fevereiro — afirmou o ministro das Relações Exteriores francês: — É um sinal político que se associa à vontade de estar mais presente na Groenlândia, inclusive no âmbito científico.
Desde que retornou ao poder há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente se apoderar da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e rico em minerais estratégicos.
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— A Groenlândia não quer ser possuída, nem governada, nem negada, nem integrada aos Estados Unidos. A Groenlândia fez a escolha da Dinamarca, a escolha da Otan e a escolha da União Europeia — comentou Barrot, insistindo que a Groenlândia não está à venda: — Atacar outro membro da OTAN não faria nenhum sentido; seria inclusive contrário aos interesses dos Estados Unidos. Essa chantagem precisa cessar.
A intensificação dos ataques russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia agravou a crise de abastecimento em Kiev durante o inverno mais rigoroso desde o início da guerra. Com temperaturas que chegaram a –19 °C nesta semana, moradores da capital enfrentam apagões prolongados, falta de aquecimento e interrupções no fornecimento de água.
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De acordo com o jornal inglês BBC, como medida emergencial, a Companhia Ferroviária Ucraniana mantém vagões estacionados em estações suburbanas da cidade. Conhecidos como “Trens da Invencibilidade”, eles funcionam como abrigos temporários, oferecendo aquecimento, energia para recarregar celulares e apoio básico a famílias afetadas pelos cortes de eletricidade.
O governo ucraniano acusa a Rússia de utilizar o inverno como estratégia de guerra. O presidente Volodymyr Zelensky afirma que usinas elétricas, instalações de armazenamento de energia e redes de distribuição têm sido alvos deliberados dos bombardeios. Segundo autoridades locais, os ataques mais recentes provocaram o pior apagão já registrado em Kiev desde o início da invasão em larga escala.
O prefeito da capital, Vitali Klitschko, declarou que mais de 500 prédios residenciais permaneceram sem energia após os últimos ataques e admitiu que o sistema opera no limite. Ele chegou a sugerir que moradores deixem temporariamente a cidade, se possível, para reduzir a pressão sobre a rede elétrica e os serviços essenciais — declaração que gerou repercussão interna e foi explorada pela Rússia como sinal de fragilidade.
Dados da ONU indicam que 2024 foi o ano mais letal para civis ucranianos desde 2022, reflexo direto do aumento dos ataques a áreas urbanas e à infraestrutura crítica.
Na margem leste do rio Dnipro, moradores relatam cortes frequentes de energia que duram mais de 24 horas. Sem aquecimento central, famílias recorrem a soluções improvisadas, como fogões a gás e baterias portáteis, que se mostram insuficientes diante das baixas temperaturas. Muitos optam por deixar Kiev temporariamente e se deslocar para regiões periféricas ou cidades vizinhas.
Segundo a presidente do think tank DiXi Group, Olena Pavlenko, a situação atual supera a dos invernos anteriores.
— A cada ataque, a recuperação se torna mais complexa. Com tudo coberto de gelo, os reparos na rede elétrica levam de duas a quatro vezes mais tempo — afirmou.
Equipes de empresas privadas de energia e da administração municipal atuam 24 horas por dia para reparar cabos e subestações danificadas. Ainda assim, engenheiros admitem que as soluções são paliativas.
— Estamos operando em modo de emergência. Os equipamentos trabalham em parâmetros críticos para garantir algum fornecimento à população — disse Andrii Sobko, da Kyiv Electric Networks.
Kiev atravessa agora o quarto inverno desde o início da invasão russa em larga escala. Embora autoridades estimem que a crise energética possa ser parcialmente amenizada nos próximos meses, o cenário segue instável.
Ao menos 22 pessoas morreram e mais de uma trintena ficaram feridas após um acidente de trem provocado pelo colapso de um guindaste no nordeste da Tailândia, informaram autoridades locais nesta quarta-feira.
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“Vinte e duas pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas”, declarou à AFP o chefe de polícia local Thatchapon Chinnawong, da província de Nakhon Ratchasima.
O acidente ocorreu por volta das 9h (02h em GMT), quando um guindaste utilizado nas obras da rede de trens de alta velocidade caiu sobre um trem de passageiros que trafegava pela região.
“Um guindaste colapsou sobre o trem, fazendo com que ele descarrilasse e pegasse fogo”, informou o departamento provincial de relações públicas.
Imagens exibidas pela televisão local mostraram equipes de resgate correndo para o local do acidente, onde o trem permanecia tombado de lado, envolto por fumaça e destroços.
A composição fazia o trajeto entre Bangkok e a província de Ubon Ratchathani. Segundo o ministro dos Transportes, Phiphat Ratchakitprakarn, havia 195 pessoas a bordo no momento do acidente, e as autoridades ainda trabalhavam na identificação das vítimas fatais.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, deve comunicar à cúpula de seu partido a intenção de convocar eleições gerais antecipadas, com o objetivo de capitalizar o elevado apoio popular ao seu governo, informaram nesta quarta-feira veículos da imprensa japonesa.
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Takaichi assumiu o cargo em outubro, tornando-se a primeira mulher a chefiar o governo do país. Desde então, seu gabinete mantém índices de aprovação próximos de 70%, segundo pesquisas recentes.
Apesar da popularidade, o bloco governista conta com uma maioria estreita na Câmara Baixa do Parlamento, o que tem dificultado o avanço de uma agenda política considerada ambiciosa por analistas.
Possível dissolução da Câmara Baixa
Segundo o jornal Nikkei Shimbun, a primeira-ministra “informará altos dirigentes do Partido Liberal Democrata (PLD) de sua intenção de dissolver a Câmara Baixa” em 23 de janeiro, citando fontes anônimas do governo e do partido. A medida abriria caminho para eleições antecipadas “com o objetivo de aumentar o número de cadeiras do partido governista”.
A emissora pública NHK informou que Takaichi “está coordenando” uma reunião com dirigentes do PLD para apresentar o plano. Já a rede Asahi indicou que o encontro, que contará também com integrantes do Partido da Inovação do Japão, parceiro de coalizão, está previsto para a noite desta quarta-feira.
Questionado sobre o tema, o porta-voz do governo, Minoru Kihara, evitou comentar e afirmou que se trata de “uma decisão que cabe à primeira-ministra”.
Caso a Câmara Baixa seja dissolvida em 23 de janeiro, data de abertura das sessões legislativas, as eleições poderão ocorrer em 8 de fevereiro, segundo diversos meios de comunicação.
Takaichi é a quinta primeira-ministra japonesa em cinco anos e chegou ao cargo à frente de um governo inicialmente minoritário.
O bloco governista obteve maioria na Câmara Baixa em novembro, após a adesão de três parlamentares ao partido da premiê.
Na Câmara Alta, no entanto, a coalizão segue em minoria, o que mantém o cenário político instável e reforça a aposta do governo em uma renovação do mandato popular.
A história do clima guarda pistas que os modelos atuais ainda não conseguem decifrar por completo. Em períodos de aquecimento extremo do passado remoto, a chuva não apenas mudou de quantidade, mas passou a cair de forma irregular, concentrada e imprevisível — um padrão que pode se repetir num planeta cada vez mais quente.
É o que aponta um estudo recente publicado em dezembro na Nature Geoscience, que analisou como a precipitação respondeu a episódios de calor intenso no início do Paleógeno, entre 66 e 47,8 milhões de anos atrás. Ao examinar registros geológicos desse período, os pesquisadores buscaram entender os riscos climáticos que podem emergir nas próximas décadas.
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Os dados indicam que regiões polares experimentaram condições úmidas, semelhantes a regimes de monções, enquanto áreas continentais de latitudes médias e baixas enfrentaram longos períodos de aridez, interrompidos por chuvas intensas. Segundo os autores, essas transformações ocorreram cerca de três milhões de anos antes e persistiram por sete milhões de anos após o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), quando as temperaturas globais superaram os níveis pré-industriais em até 18 °C.
O achado contraria a lógica tradicional segundo a qual áreas úmidas tenderiam a ficar mais úmidas e regiões secas, mais secas com o aquecimento global. “A umidade polar e a aridez em latitudes médias indicam um desvio da resposta esperada”, afirma o artigo, destacando que as mudanças não estavam associadas às médias anuais de precipitação, mas à sua distribuição sazonal e interanual — com estações chuvosas mais curtas e intervalos mais longos entre eventos.
Para reconstruir esse cenário, a equipe combinou evidências indiretas preservadas no registro geológico, como fósseis de plantas, solos antigos e sedimentos fluviais. Esses indicadores permitiram estimar não só o volume de chuva, mas também sua intermitência e intensidade. Em declaração à Universidade de Utah, o coautor Thomas Reichler explica que o formato e o tamanho de folhas fossilizadas ajudam a inferir condições climáticas passadas, enquanto a estrutura dos antigos leitos dos rios revela se a água corria de forma constante ou em enxurradas violentas após longas secas.
Embora reconheçam margens de incerteza nessas reconstruções, os autores alertam que elas representam a melhor ferramenta disponível para entender a resposta da atmosfera ao calor extremo. O estudo sugere ainda que os modelos climáticos atuais subestimam o potencial de chuvas caóticas em cenários de aquecimento acentuado, o que pode comprometer estratégias de gestão hídrica e de proteção da agricultura.
A principal lição, concluem os cientistas, é clara: em um mundo mais quente, a confiabilidade e o momento das chuvas serão mais decisivos do que as médias anuais. Para ecossistemas e sociedades, não bastará saber quanta água cairá ao longo do ano, mas se ela virá de forma previsível — ou concentrada em tempestades destrutivas após períodos prolongados de seca.
O dramático episódio ocorrido na costa atlântica da província de Buenos Aires, no qual um jovem de 29 anos morreu e pelo menos 35 pessoas ficaram feridas em Mar Chiquita, na Argentina, tratou-se de um fenômeno pouco conhecido: o “meteotsunami” (tsunami meteorológico). Foi o que explicou uma meteorologista em um relatório da LN+, ao detalhar que o evento foi registrado por volta das 16h, em um dia marcado por temperaturas extremas que ultrapassaram os 38°C e por uma grande concentração de pessoas na praia.
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Segundo ela, o marégrafo de Mar del Plata começou a detectar variações abruptas no nível do mar. Em poucos minutos, a água baixou cerca de 60 centímetros e depois se elevou até um metro, uma mudança brusca que gerou o avanço violento do mar sobre a costa.
Essa oscilação repentina, de acordo com o que detalhou a especialista, foi fundamental para que ocorresse o maior impacto do fenômeno.
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Por que se tratou de um meteotsunami
A especialista explicou que o evento foi classificado como um meteotsunami porque teve origem na interação entre a atmosfera e o mar, e não em um movimento sísmico.
— Não tem relação com um fenômeno geológico — esclareceu, ressaltando que essa região é altamente improvável para a ocorrência de um tsunami de grande magnitude, como os registrados no Japão ou no Chile.
Nesse caso, o fator desencadeante foi uma mudança brusca na pressão atmosférica. Esse “empurrão” da atmosfera sobre a superfície do mar gerou uma onda que, ao chegar a áreas costeiras de pouca profundidade, se amplificou e provocou a elevação repentina do nível da água.
As condições para o fenômeno
De acordo com a análise meteorológica, durante a tarde de segunda-feira havia uma frente fria avançando sobre o sul da província de Buenos Aires, um sistema associado justamente a fortes variações de pressão. Horas depois, por volta das 19h, a temperatura caiu de forma acentuada, com um resfriamento de cerca de 15°C.
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Além disso, nas imagens de satélite foram observadas ondas de gravidade na atmosfera que entraram em ressonância com as ondas longas do mar. Essa combinação favoreceu a amplificação do nível da água ao se aproximar da costa, o que acabou gerando o fenômeno que surpreendeu banhistas e equipes de resgate.
Um risco real e difícil de prever
A meteorologista ressaltou que os meteotsunamis são relativamente frequentes, mas muitas vezes passam despercebidos porque provocam variações de apenas alguns centímetros. Nesta ocasião, a magnitude foi maior e coincidiu com um contexto excepcional: calor extremo, maré baixa anterior e milhares de pessoas dentro da água.
Ela também alertou que se trata de um evento imprevisível, pois exige que várias condições ocorram ao mesmo tempo. Por isso, embora sejam localizados e não alcancem a escala destrutiva de um tsunami clássico, representam um risco real quando acontecem de forma súbita, como ocorreu em Mar Chiquita.
O Exército sírio e as forças curdas relataram novos combates no leste de Aleppo, um setor que Damasco quer controlar após ter assegurado o domínio dessa cidade do norte do país.
Segundo uma fonte militar citada pela agência oficial SANA, as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, “atacam posições do Exército e residências civis perto do povoado de Humeima, no leste de Aleppo, com metralhadoras pesadas e drones, e o Exército responde”.
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As FDS afirmam ter repelido uma “tentativa de infiltração” na área do povoado de Zubayda, um pouco mais ao sul, e informaram sobre ataques com drones por parte do Exército que deixaram “vários feridos”.
As FDS são o exército de fato da administração semiautônoma curda e controlam amplas áreas do norte e do nordeste do país, ricas em petróleo.
Na terça-feira, o Exército exigiu que as forças curdas “se retirem para leste do Eufrates”, o rio que atravessa o norte da Síria.
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Um correspondente da AFP viu, na terça-feira, baterias de defesa antiaérea e de artilharia do Exército sírio serem deslocadas para a frente de Deir Hafer, perto das posições das FDS.
Essas últimas acusaram posteriormente as forças governamentais de bombardear Deir Hafer.
A responsável pelas relações exteriores da administração autônoma curda, Elham Ahmed, acusou na terça-feira o Exército sírio de preparar “um ataque em grande escala” contra os curdos.
Ela acusou as autoridades de terem “declarado guerra” e “rompido o acordo de 10 de março” de 2025, que buscava uma integração negociada das instituições civis e militares curdas ao Estado sírio.
O governo da Síria assumiu o controle total da cidade de Aleppo durante o fim de semana e evacuou combatentes para áreas controladas pelos curdos no nordeste do país.
Ambos os lados se acusaram mutuamente de iniciar a violência na terça-feira passada, que deixou dezenas de mortos e deslocou dezenas de milhares de pessoas.
O governo da Costa Rica denunciou nessa terça-feira um suposto plano para assassinar o presidente Rodrigo Chaves, quando faltam pouco mais de duas semanas para as eleições presidenciais, nas quais o governismo é favorito.
Jorge Torres, chefe da Direção de Inteligência e Segurança Nacional (DIS), vinculada à Presidência, afirmou que o órgão tomou conhecimento do suposto complô na segunda-feira por meio de uma “fonte confidencial” que, segundo ele, relatou o pagamento a um pistoleiro que executaria o atentado.
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– Nos alerta claramente sobre o pagamento a um pistoleiro que quer atentar contra a vida do presidente da República – declarou Torres a jornalistas na entrada da Promotoria, onde foi registrar a denúncia sobre a suposta trama.
Após a diligência, o procurador-geral, Carlo Díaz, informou a repórteres que uma suspeita está sendo investigada, a quem descreveu como “bastante ativa nas redes sociais”, sem entrar em detalhes.
A denúncia vem à tona na véspera das eleições gerais de 1º de fevereiro. A ex-ministra conservadora Laura Fernández lidera amplamente as intenções de voto, com um discurso centrado no enfrentamento à crescente insegurança ligada ao narcotráfico.
O caso também ganhou repercussão no mesmo dia em que o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, iniciou visita oficial à Costa Rica para lançar a pedra fundamental de uma prisão inspirada em sua megaprisão para integrantes de gangues.
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Bukele, de quem Chaves é admirador, foi recebido no aeroporto de San José pela vice-presidente de Costa Rica, Mary Munive, e pelo chanceler Arnoldo André.
Outrora um dos países mais seguros do continente, Costa Rica, com população de 5,2 milhões de pessoas, encerrou 2025 com taxa de 16,7 homicídios por 100 mil habitantes, ante 11,2 em 2020.
Controlar Congresso e Justiça
Fernández, considerada sucessora de Chaves, busca vencer no primeiro turno e obter maioria contundente de deputados para controlar o Congresso e reformar o Poder Judiciário, como fez Bukele. A visita, segundo a oposição costarriquenha, é propaganda para alcançar esses objetivos.
O chefe de inteligência evitou opinar se o suposto plano criminoso, sobre o qual não deu maiores detalhes, está relacionado à disputa eleitoral.
– Não gostaria de me aprofundar nisso – afirmou o diretor da DIS, órgão de inteligência sob comando do presidente.
O procurador-geral, por sua vez, descartou inicialmente vínculo com as eleições. – Não vemos isso em nenhum âmbito eleitoral – sustentou.
Díaz acrescentou que não se surpreende com “membros do Poder Executivo recebendo ameaças”, lembrando que promotores que combatem o crime organizado também estão “geralmente” sujeitos a intimidações.
A candidata presidencial Claudia Dobles, da opositora Coalizão Agenda Cidadã (centrista), colocou em dúvida a veracidade da denúncia, ao afirmar que antes houve um “show midiático”.
Em Costa Rica não é permitida a reeleição imediata, de modo que Chaves não pode se candidatar apesar de sua alta aprovação, que, segundo a oposição, se baseia em um discurso populista e retórico.
Torres informou, ainda, que a segurança de Chaves e de sua família será reforçada e disse esperar celeridade nas investigações da Promotoria, uma das instituições com as quais o presidente manteve duro confronto ao longo de seus quatro anos de gestão.
O embate entre os Poderes também envolve a Corte Suprema de Justiça, o Congresso e o Tribunal Supremo Eleitoral, acusados pelo mandatário de sabotagem contra seu governo.
Por sua vez, dirigentes dessas instituições acusam Chaves de não respeitar a independência entre os Poderes e lhe atribuem tendências autoritárias que buscariam desmontar o Estado de Direito costarriquenho, reconhecido internacionalmente.
Chaves, economista de 64 anos, enfrentou no ano passado dois processos no Congresso para a retirada de sua imunidade — um por suposta corrupção e outro por participação em política eleitoral —, mas ambos foram rejeitados em votação do plenário legislativo.
Rubina era uma estilista promissora, inspirada pela população multiétnica do Irã. Rebin era um jovem jogador de futebol em ascensão. Mehdi era um fisiculturista campeão que também conquistava títulos de levantamento de peso. Erfan tinha acabado de completar 18 anos. Os quatro, de diferentes regiões e origens, foram, segundo grupos de direitos humanos, vítimas da repressão do governo iraniano aos protestos, mortos a tiros pelas forças de segurança.
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Com a dimensão da repressão começando agora a ser revelada, grupos de direitos humanos afirmam ter verificado a morte de centenas de manifestantes, mas temem que o número final de vítimas possa chegar a milhares.
O diretor da organização Iran Human Rights (IHR), Mamood Amiry Moghaddam, disse à AFP que os manifestantes mortos eram “em sua maioria homens jovens”, embora seis mulheres também tenham sido identificadas. Ele acrescentou que nove das 648 pessoas identificadas e confirmadas como mortas pelas forças de segurança eram menores de idade.
“Os assassinatos são intensos em todo o país, onde ocorreram protestos”, acrescentou.
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Dezenas de membros das forças de segurança também foram mortos, de acordo com autoridades iranianas, que culparam “manifestantes violentos” e inimigos do Irã no exterior por transformarem protestos inicialmente motivados por queixas econômicas em dias de agitação.
Fisiculturista campeão
Mehdi Zatparvar, de 39 anos, natural de Rasht, na província de Gilan, no Mar Cáspio, era um ex-campeão de fisiculturismo que se tornou treinador e possuía mestrado em fisiologia do esporte, disse Hengaw.
“Zatparvar começou a praticar levantamento de peso aos 13 anos e conquistou títulos nacionais e internacionais em levantamento de peso e powerlifting entre 2011 e 2014”, acrescentou. Ele foi baleado e morto na sexta-feira, disse Hengaw.
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Uma estilista promissora
Rubina Aminian, de 23 anos, era estudante de design têxtil e de moda na Faculdade Shariati em Teerã, uma instituição de prestígio reservada para mulheres. Seu feed do Instagram mostra ela exibindo com orgulho roupas inspiradas em suas origens curdas no oeste do país, mas também na região de Sistão-Baluchistão, no sudeste.
Na noite de 8 de janeiro, a primeira noite de protestos em massa em que milhares de iranianos tomaram as ruas, ela saiu da faculdade e se juntou às manifestações, de acordo com a IHR, organização sediada na Noruega, que analisou e verificou seu caso. Ela foi baleada à queima-roupa pelas costas, com um tiro atingindo sua cabeça, segundo uma fonte da família, que acrescentou que parentes viajaram de Kermanshah, no oeste do Irã, para identificar o corpo e se depararam com os corpos de centenas de jovens mortos nos protestos.
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Eles conseguiram recuperar o corpo dela após superarem as objeções das autoridades, mas, ao retornarem a Kermanshah, não tiveram permissão para realizar nenhuma cerimônia de luto e foram obrigados a enterrá-la à beira da estrada.
Um adolescente
O grupo de direitos humanos Hengaw, também sediado na Noruega, verificou tanto as mortes quanto o histórico de vários manifestantes que, segundo o grupo, foram mortos pelas forças de segurança. Erfan Faraji, morador de Rey, nos arredores de Teerã, foi morto a tiros por forças do governo iraniano durante os protestos de 7 de janeiro, segundo informações. Ele havia completado 18 anos apenas uma semana antes.
Uma fonte próxima à família de Faraji disse a Hengaw que seu corpo foi identificado entre os transferidos no sábado para o necrotério de Kahrizak, de onde imagens de dezenas de sacos para cadáveres provocaram alarme internacional. Sua família recolheu o corpo no sábado e ele foi sepultado sem nenhum anúncio público.
Jogador de futebol promissor
Rebin Moradi, um estudante curdo de 17 anos, originário de Salas-e Babajani, na província de Kermanshah, mas residente em Teerã, era membro da principal liga juvenil de futebol da capital e jogador das categorias de base do Saipa Club na época de sua morte. Ele era visto como “um dos jovens talentos promissores no cenário do futebol juvenil de Teerã”, disse Hengaw.
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Moradi foi morto a tiros por forças do governo iraniano na quinta-feira, disse Hengaw. Uma fonte familiarizada com o caso disse a Hengaw que a família de Moradi recebeu a confirmação de sua morte, mas que ainda não havia sido autorizada a tomar posse do corpo.

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