A intensificação dos ataques russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia agravou a crise de abastecimento em Kiev durante o inverno mais rigoroso desde o início da guerra. Com temperaturas que chegaram a –19 °C nesta semana, moradores da capital enfrentam apagões prolongados, falta de aquecimento e interrupções no fornecimento de água.
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De acordo com o jornal inglês BBC, como medida emergencial, a Companhia Ferroviária Ucraniana mantém vagões estacionados em estações suburbanas da cidade. Conhecidos como “Trens da Invencibilidade”, eles funcionam como abrigos temporários, oferecendo aquecimento, energia para recarregar celulares e apoio básico a famílias afetadas pelos cortes de eletricidade.
O governo ucraniano acusa a Rússia de utilizar o inverno como estratégia de guerra. O presidente Volodymyr Zelensky afirma que usinas elétricas, instalações de armazenamento de energia e redes de distribuição têm sido alvos deliberados dos bombardeios. Segundo autoridades locais, os ataques mais recentes provocaram o pior apagão já registrado em Kiev desde o início da invasão em larga escala.
O prefeito da capital, Vitali Klitschko, declarou que mais de 500 prédios residenciais permaneceram sem energia após os últimos ataques e admitiu que o sistema opera no limite. Ele chegou a sugerir que moradores deixem temporariamente a cidade, se possível, para reduzir a pressão sobre a rede elétrica e os serviços essenciais — declaração que gerou repercussão interna e foi explorada pela Rússia como sinal de fragilidade.
Dados da ONU indicam que 2024 foi o ano mais letal para civis ucranianos desde 2022, reflexo direto do aumento dos ataques a áreas urbanas e à infraestrutura crítica.
Na margem leste do rio Dnipro, moradores relatam cortes frequentes de energia que duram mais de 24 horas. Sem aquecimento central, famílias recorrem a soluções improvisadas, como fogões a gás e baterias portáteis, que se mostram insuficientes diante das baixas temperaturas. Muitos optam por deixar Kiev temporariamente e se deslocar para regiões periféricas ou cidades vizinhas.
Segundo a presidente do think tank DiXi Group, Olena Pavlenko, a situação atual supera a dos invernos anteriores.
— A cada ataque, a recuperação se torna mais complexa. Com tudo coberto de gelo, os reparos na rede elétrica levam de duas a quatro vezes mais tempo — afirmou.
Equipes de empresas privadas de energia e da administração municipal atuam 24 horas por dia para reparar cabos e subestações danificadas. Ainda assim, engenheiros admitem que as soluções são paliativas.
— Estamos operando em modo de emergência. Os equipamentos trabalham em parâmetros críticos para garantir algum fornecimento à população — disse Andrii Sobko, da Kyiv Electric Networks.
Kiev atravessa agora o quarto inverno desde o início da invasão russa em larga escala. Embora autoridades estimem que a crise energética possa ser parcialmente amenizada nos próximos meses, o cenário segue instável.
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De acordo com o jornal inglês BBC, como medida emergencial, a Companhia Ferroviária Ucraniana mantém vagões estacionados em estações suburbanas da cidade. Conhecidos como “Trens da Invencibilidade”, eles funcionam como abrigos temporários, oferecendo aquecimento, energia para recarregar celulares e apoio básico a famílias afetadas pelos cortes de eletricidade.
O governo ucraniano acusa a Rússia de utilizar o inverno como estratégia de guerra. O presidente Volodymyr Zelensky afirma que usinas elétricas, instalações de armazenamento de energia e redes de distribuição têm sido alvos deliberados dos bombardeios. Segundo autoridades locais, os ataques mais recentes provocaram o pior apagão já registrado em Kiev desde o início da invasão em larga escala.
O prefeito da capital, Vitali Klitschko, declarou que mais de 500 prédios residenciais permaneceram sem energia após os últimos ataques e admitiu que o sistema opera no limite. Ele chegou a sugerir que moradores deixem temporariamente a cidade, se possível, para reduzir a pressão sobre a rede elétrica e os serviços essenciais — declaração que gerou repercussão interna e foi explorada pela Rússia como sinal de fragilidade.
Dados da ONU indicam que 2024 foi o ano mais letal para civis ucranianos desde 2022, reflexo direto do aumento dos ataques a áreas urbanas e à infraestrutura crítica.
Na margem leste do rio Dnipro, moradores relatam cortes frequentes de energia que duram mais de 24 horas. Sem aquecimento central, famílias recorrem a soluções improvisadas, como fogões a gás e baterias portáteis, que se mostram insuficientes diante das baixas temperaturas. Muitos optam por deixar Kiev temporariamente e se deslocar para regiões periféricas ou cidades vizinhas.
Segundo a presidente do think tank DiXi Group, Olena Pavlenko, a situação atual supera a dos invernos anteriores.
— A cada ataque, a recuperação se torna mais complexa. Com tudo coberto de gelo, os reparos na rede elétrica levam de duas a quatro vezes mais tempo — afirmou.
Equipes de empresas privadas de energia e da administração municipal atuam 24 horas por dia para reparar cabos e subestações danificadas. Ainda assim, engenheiros admitem que as soluções são paliativas.
— Estamos operando em modo de emergência. Os equipamentos trabalham em parâmetros críticos para garantir algum fornecimento à população — disse Andrii Sobko, da Kyiv Electric Networks.
Kiev atravessa agora o quarto inverno desde o início da invasão russa em larga escala. Embora autoridades estimem que a crise energética possa ser parcialmente amenizada nos próximos meses, o cenário segue instável.









