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A França abrirá um consulado na Groenlândia em 6 de fevereiro, um “sinal político” em meio às tensões entre a Europa e os Estados Unidos em torno da estratégica ilha do Ártico, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.
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Em entrevista ao canal RTL, Barrot disse que a decisão foi tomada no verão passado, durante visita do presidente Emmanuel Macron à Groenlândia.
O anúncio ocorre poucas horas antes de o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, receberem na Casa Branca os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia.
— Estive lá no fim do mês de agosto para preparar a instalação deste consulado, que será inaugurado em 6 de fevereiro — afirmou o ministro das Relações Exteriores francês: — É um sinal político que se associa à vontade de estar mais presente na Groenlândia, inclusive no âmbito científico.
Desde que retornou ao poder há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente se apoderar da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e rico em minerais estratégicos.
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— A Groenlândia não quer ser possuída, nem governada, nem negada, nem integrada aos Estados Unidos. A Groenlândia fez a escolha da Dinamarca, a escolha da Otan e a escolha da União Europeia — comentou Barrot, insistindo que a Groenlândia não está à venda: — Atacar outro membro da OTAN não faria nenhum sentido; seria inclusive contrário aos interesses dos Estados Unidos. Essa chantagem precisa cessar.

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Uma praticante de parapente austríaca sobreviveu após ser atingida em pleno voo por um avião pequeno do modelo Cessna 172, que causou danos graves ao equipamento e a obrigou a fazer um pouso de emergência. Imagens do acidente, registrado na região de Pinzgau, na Áustria, viralizaram nas redes sociais.
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A vítima foi identificada como Sabrina, de 44 anos, natural da Alta Áustria. Apesar do impacto, ela conseguiu acionar o paraquedas de emergência e aterrissar sem ferimentos graves. Já o piloto da aeronave, um homem de 28 anos, conseguiu retornar em segurança ao aeroporto de Zell am See.
“O dia em que uma Cessna 172 te tira do céu enquanto você pratica parapente”, escreveu Sabrina em uma publicação no Instagram após o acidente. “Ainda não consigo acreditar que estou aqui escrevendo isso e que, tirando alguns hematomas fortes e contusões, realmente não aconteceu nada comigo”, acrescentou.
Segundo o jornal local Kronen Zeitung, Sabrina havia decolado da montanha Schmittenhöhe em direção à cidade de Piesendorf. O acidente aconteceu por volta das 13h15 (horário da Áustri) próximo ao refúgio Pinzgauer Hütte, quando o parapente colidiu com a aeronave, que fazia um voo panorâmico sobre os Alpes.
Assista ao vídeo abaixo:
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Inicialmente, as autoridades informaram que a esportista realizava uma manobra aérea no momento da colisão. Posteriormente, porém, uma porta-voz da polícia corrigiu a versão e afirmou que Sabrina voava em linha reta quando a aeronave, que se aproximava por trás, atingiu o parapente.
As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que a hélice da aeronave rasga parte da vela, causando danos severos ao equipamento. Diante da situação, Sabrina acionou o paraquedas de emergência e conseguiu fazer um pouso em uma estrada florestal.
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De acordo com as equipes de resgate, o acidente terminou sem feridos graves “por uma grande dose de sorte”. Após o pouso, a mulher foi levada de helicóptero pelas forças de segurança até o aeroporto de Zell am See, onde passou por avaliação médica. Os profissionais constataram apenas ferimentos leves, como hematomas.
O piloto do veículo afirmou às autoridades que não conseguiu evitar a colisão. Assim como Sabrina, ele pousou em segurança. As causas do acidente seguem sob investigação.
Nas redes sociais, Sabrina costuma compartilhar registros de suas aventuras em montanhas e voos de parapente, com vídeos de trilhas, escaladas e saltos em grandes altitudes.
Um dia após elevar a expectativa pelo fim da guerra com Irã ao afirmar que um acordo tinha sido “em grande parte negociado” com Teerã, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez um breve recuo neste domingo ao apontar que o país não pretende “se precipitar” para alcançar termos finais sem que os objetivos específicos americanos sejam atingidos. A declaração do republicano acompanha a linha de autoridades americanas e iranianas, que foram mais cautelosas sobre negociações que continuam em andamento — com gargalos ainda não superados, incluindo o futuro do Estreito de Ormuz e do programa nuclear iraniano.
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“As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva, e eu informei aos meus representantes que não se precipitarem em um acordo, porque o tempo está a nosso favor”, escreveu Trump em uma publicação em seu perfil na rede social Truth Social. “O bloqueio [americano, a portos iranianos] permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Ambos os lados devem agir com calma e garantir que tudo esteja correto. Não pode haver erros!”.
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A expectativa em torno da assinatura de um acordo aumentou no sábado, quando Trump descreveu, após uma reunião com líderes de países árabes, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e o Paquistão, que media o diálogo entre Washington e Teerã, que as negociações tinham avançado e que a maior parte de um acordo já tinha sido acertada. O secretário de Estado Marco Rubio e autoridades do Irã, incluindo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, também deram declarações otimistas, com o iraniano chegando a mencionar um memorando de 14 pontos em fase final de preparação.
Embora Trump tenha dito no sábado que as negociações ainda não tinham sido concluídas, uma onda de manifestações irrompeu nos EUA, com republicanos e democratas questionando sobre os termos acordados, em meio a relatos truncados sobre o escopo das negociações. Entre as manifestações em público e de fontes iranianas e americanas em anonimato, relatos divergentes sobre a reabertura total do Estreito de Ormuz, o desbloqueio de bens iranianos no exterior e a inclusão ou não do programa nuclear da nação persa nas negociações repercutiram em Washington.
Os senadores republicanos Ted Cruz e Lindsey Graham, assim como o secretário de Estado de Trump no primeiro mandato, Mike Pompeo, criticaram abertamente os termos debatidos em público, como a suposta liberação de verba ao Irã e o novo prazo de cessar-fogo (mencionado como um período de 30 a 60 dias) para só então discutir o tema nuclear. Em entrevista à Fox News, o senador democrata Chris Van Hollen disse neste domingo ter a “sensação de que este acordo nos levará de volta ao status quo pré-guerra”.
Em outra publicação na Truth Social durante a tarde de domingo, Trump rebateu críticos. O presidente voltou a afirmar que os termos não haviam sido definidos, chamou os opositores de “perdedores” e criticou as negociações durante o governo de Barack Obama — que levaram ao acordo nuclear com o Irã, do qual Trump retirou os EUA em seu primeiro mandato.
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“Se eu fizer um acordo com o Irã, será um acordo bom e adequado, não como aquele feito por Obama, que deu ao Irã enormes quantias de DINHEIRO e um caminho claro e aberto para a obtenção de armas nucleares. Nosso acordo é exatamente o oposto, mas ninguém o viu ou sabe do que se trata. Ele ainda nem foi totalmente negociado. Portanto, não deem ouvidos aos perdedores, que criticam algo que desconhecem completamente. Ao contrário daqueles que me antecederam e que deveriam ter resolvido este problema há muitos anos, eu não faço maus negócios!”, escreveu.
Em viagem à Índia, Rubio comentou sobre o momento atual das negociações. Ele disse a repórteres que o governo americano estava pronto para abrir “negociações muito sérias” sobre o programa nuclear iraniano caso Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz, sinalizando que o governo estaria disposto a aceitar um acordo provisório. Assim como Trump, o republicano apontou que o acordo não era tão iminente quanto as declarações de sábado fizeram parecer.
— Não se pode resolver algo relacionado a armas nucleares em 72 horas, de improviso — disse Rubio em uma breve entrevista no domingo em Nova Délhi. — O estreito precisa ser reaberto imediatamente, e então iniciaremos, dentro de parâmetros acordados, negociações muito sérias sobre o enriquecimento de urânio, sobre o urânio altamente enriquecido e sobre a promessa do Irã de nunca possuir armas nucleares.
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Líderes iranianos foram mais discretos sobre o andamento das negociações. Um funcionário do governo americano ouvido pelo New York Times afirmou que os EUA acreditam que o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, endossou o esboço geral do plano, mas ainda não há um documento específico para ele assinar. O processo poderia levar dias. Em uma declaração nas redes sociais, Baghaei evocou o passado da nação persa após a declaração inicial de Trump sobre o acordo, fazendo referência a disputas entre a Pérsia e o Império Romano.
“Na mente romana, Roma era o centro indiscutível do mundo. No entanto, os iranianos destruíram essa ilusão; quando Marcus Julius Philippus (Felipe, o Árabe) marchou para o leste contra a Pérsia, a campanha não resultou em vitória romana — terminou em uma paz estabelecida nos termos sassânidas: o imperador teve que chegar a um acordo!”, escreveu Baghaei em uma publicação na rede social X no sábado.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou sua primeira declaração oficial sobre o potencial acordo entre EUA e Irã neste domingo, afirmando que ele e Trump concordaram que qualquer acordo deveria obrigar Teerã a desmantelar suas instalações nucleares e remover o urânio enriquecido do país.
Em uma das mensagens nas redes sociais, Trump descreveu neste domingo que a relação com o Irã tinha se tornado mais “profissional” e “produtivo”. Pouco antes, o presidente havia publicado uma foto gerada por IA de um drone americano atacando uma embarcação iraniana, com a legenda “adios”. (Com NYT e AFP)
A China lançou neste domingo a missão Shenzhou-23, que levará três astronautas à estação espacial Tiangong e incluirá, pela primeira vez no programa espacial chinês, a permanência de um tripulante por um ano em órbita. A experiência é considerada uma etapa crucial nas ambições de Pequim de enviar humanos à Lua até 2030.
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O foguete Longa Marcha 2F decolou do centro de lançamento de Jiuquan, no noroeste da China, levando a tripulação à estação espacial chinesa. A missão também marca o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong: Lai Ka-ying, de 43 anos, que trabalhou anteriormente na polícia do território.
Os outros integrantes da tripulação são o engenheiro espacial Zhu Yangzhu, de 39 anos, e o ex-piloto da Força Aérea Zhang Zhiyuan, também de 39 anos, que viajará ao espaço pela primeira vez.
A tripulação da missão espacial Shenzhou-23, lançada pela China neste domingo
Reprodução: Xinhua
Durante a missão, os astronautas devem conduzir diversos projetos científicos nas áreas de ciências da vida, ciência dos materiais, física dos fluidos e medicina. O principal experimento será a permanência de um dos tripulantes por um ano em órbita, com o objetivo de estudar os efeitos de longos períodos em microgravidade, parte da preparação da China para futuras missões lunares e, possivelmente, a Marte.
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A agência espacial chinesa informou que o astronauta escolhido para permanecer um ano em órbita será anunciado posteriormente. Até agora, as tripulações da Tiangong costumavam ficar cerca de seis meses no espaço antes de serem substituídas.
O astrofísico Richard de Grijs, professor da Universidade Macquarie, na Austrália, afirmou que os principais desafios envolvem os efeitos de longo prazo sobre o corpo humano, como perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição à radiação, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica.
Segundo ele, a China vem acumulando experiência operacional para manter a ocupação sustentada da estação Tiangong, e missões de um ano representam um passo importante para futuras ambições lunares e de exploração espacial mais profunda.
— Um ano em órbita leva tanto os equipamentos quanto os seres humanos a um regime operacional diferente em comparação com as missões Shenzhou mais curtas das fases anteriores do programa — disse.
A missão Shenzhou-23 integra o objetivo chinês de pousar astronautas na Lua antes de 2030, em uma corrida com o programa Artemis, da Nasa. Pequim também vem testando os equipamentos necessários para cumprir essa meta. Um voo orbital de teste da espaçonave Mengzhou está previsto para 2026. O veículo deverá substituir a antiga linha Shenzhou e será usado para levar astronautas chineses à Lua.
A China espera concluir, até 2035, a primeira fase de uma base científica tripulada na Lua, conhecida como Estação Internacional de Pesquisa Lunar. O país também planeja receber, até o fim deste ano, seu primeiro astronauta estrangeiro na estação Tiangong, vindo do Paquistão.
Nas últimas três décadas, Pequim ampliou significativamente seu programa espacial, com investimentos bilionários para reduzir a distância em relação aos Estados Unidos, à Rússia e à Europa. Entre os principais marcos, a China pousou a sonda Chang’e-4 no lado oculto da Lua em 2019, feito inédito no mundo, e colocou um rover em Marte em 2021.
A China está formalmente excluída da Estação Espacial Internacional desde 2011, quando os Estados Unidos proibiram a Nasa de colaborar com Pequim. A restrição impulsionou o desenvolvimento de um projeto próprio de estação espacial, que resultou na Tiangong.
Hackers iranianos se passaram por recrutadores de emprego para chegar a engenheiros de software do setor de aviação, como parte de uma operação de espionagem durante a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo uma reportagem da CNN, a operação também mirou empresas americanas de petróleo e gás, organizações israelenses e dos Emirados Árabes Unidos. Toda a operação estaria ligada a Teerã.
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O ataque chamou atenção pelo grau de sofisticação. Os hackers usaram anúncios falsos de vagas e softwares de videoconferência infectados com um código malicioso para tentar ganhar acesso às redes das empresas.
Num dos casos, chegaram a se passar por funcionários de uma companhia aérea dos EUA. De acordo com a CNN, tudo parte de uma estratégia de engenharia social usada para se aproximar de profissionais com acesso privilegiado a sistemas de segurança das empresas.
Investigadores da empresa de cibersegurança Palo Alto Networks disseram à CNN que o foco da operação foram engenheiros de software porque eles são considerados especialmente valiosos por terem acesso profundo às redes corporativas.
Estratégia sofisticada
A lógica por trás da operação seria obter inteligência útil para o regime iraniano num momento de vulnerabilidade estratégica, especialmente diante da pressão militar causada pelos ataques aéreos americanos e israelenses.
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Os especialistas disseram à CNN que, com base nos dados disponíveis, não acreditar que os hackers tenham conseguido invadir com sucesso as empresas de aviação, petróleo e gás que foram especificamente miradas nessa campanha. Ainda assim, afirmam que outras organizações no mesmo esforço global de espionagem podem ter sido comprometidas, embora não tenham sido identificadas.
A ofensiva ocorre em um momento de forte preocupação em Washington com possíveis retaliações cibernéticas do Irã. Como o país não dispõe de mísseis e drones capazes de atingir o território americano, autoridades dos EUA vêm acompanhando sinais de intrusão digital contra infraestrutura crítica.
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Na semana passada, a CNN informou que hackers iranianos também eram suspeitos de uma série de invasões a sistemas de tanques de postos de gasolina nos Estados Unidos, em episódios que levantaram preocupações de segurança.
Para o Aviation Information Sharing and Analysis Center, entidade global que monitora ameaças cibernéticas no setor aéreo, esse tipo de ação já era esperado como consequência direta da guerra. O presidente do grupo, Jeffrey Troy, afirmou à CNN que a indústria vinha antecipando ataques e que já observava esquemas de falsos profissionais de tecnologia e tentativas de obter credenciais explorando departamentos de suporte de empresas.
Grande ofensiva em curso
Segundo ele, essa é uma das faces mais amplas de uma ofensiva que combina espionagem, engano e infiltração operacional.
A história também se encaixa em um padrão conhecido das equipes de hackers iranianas, que têm histórico de mirar companhias aéreas em outras campanhas, inclusive para rastrear dissidentes no exterior.
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Dessa vez, o ataque parece refletir uma prioridade ainda mais sensível: coletar informações estratégicas em setores capazes de revelar tanto movimentações logísticas quanto vulnerabilidades econômicas e tecnológicas dos adversários.
O conjunto das ações mostra que, mesmo sob bombardeios e pressão militar, grupos cibernéticos ligados ao Irã mantêm alto ritmo de operação. Pesquisadores da Palo Alto disseram que o grupo monitorado por eles “não mostra sinais de desaceleração” e continua a coordenar campanhas globais sustentadas e adaptáveis.
Isso significa que o conflito não paralisou a máquina de espionagem digital iraniana — ao contrário, parece tê-la tornado ainda mais ativa e direcionada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua conta na Truth Social uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra um drone americano destruindo uma embarcação da Marinha iraniana. A montagem foi acompanhada da legenda “Adios!”, palavra em espanhol para “adeus”, e foi divulgada em meio a relatos de avanço nas negociações entre Washington e Teerã para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz.
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A postagem ampliou o contraste entre o tom beligerante adotado por Trump nas redes sociais e as conversas diplomáticas em curso. Segundo a Reuters, com base em informações do Axios, Estados Unidos e Irã estão próximos de um acordo que prevê a prorrogação da trégua por 60 dias, período em que o Estreito de Ormuz seria reaberto à navegação.
Pela proposta em discussão, Washington suspenderia o bloqueio a portos iranianos, permitiria exceções para a venda de petróleo e avaliaria medidas para descongelar ativos financeiros do Irã durante a trégua. Em contrapartida, Teerã retiraria minas da região e garantiria a livre passagem de navios pelo estreito, sem cobrança de taxas. O texto também abriria uma nova fase de conversas sobre o programa nuclear iraniano.
Navio de bandeira de Gâmbia ancorado na entrada do Estreito de Ormuz
Amirhossein KHORGOOEI / ISNA / AFP
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo, por onde passa parte relevante do comércio global de petróleo. A reabertura do corredor é tratada como ponto central do entendimento em negociação, que também envolve sanções econômicas, segurança marítima e compromissos sobre enriquecimento de urânio.
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Trump afirmou no sábado que um acordo para encerrar a guerra com o Irã seria finalizado “em breve” e disse que as tratativas estavam “amplamente negociadas”. Em outro momento, o presidente declarou que as chances de retomada dos confrontos ou de assinatura de um entendimento estavam “50 a 50”, mas depois afirmou à imprensa americana que os dois lados estavam “muito mais próximos” de um consenso.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também indicou avanço nas conversas sobre Ormuz durante visita oficial à Índia. Segundo ele, a preferência da Casa Branca continua sendo uma solução diplomática para a crise, embora o bloqueio ao Irã deva permanecer em vigor até a assinatura formal de um acordo.
As negociações ocorrem em um ambiente de tensão em Washington. No sábado, um homem armado foi morto por agentes do Serviço Secreto após abrir fogo perto de um posto de segurança nas proximidades da Casa Branca. Trump estava no complexo presidencial no momento do ataque, mas não foi atingido. Um pedestre também ficou ferido, segundo autoridades americanas.
O papa Leão XIV afirmou neste domingo (24), durante a celebração de Pentecostes na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que “só a Onipotência do amor” pode salvar a humanidade da guerra. A data é uma das mais importantes do calendário cristão e marca, segundo a tradição católica, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos cinquenta dias após a Páscoa, simbolizando o nascimento da Igreja.
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Ao encerrar a homilia diante de cerca de cinco mil fiéis, o pontífice fez um apelo pela paz em meio aos conflitos internacionais e destacou que a violência não será derrotada pela força militar.
— Rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma superpotência, mas pela Onipotência do amor — declarou o papa.
Durante a celebração, Leão XIV refletiu sobre o Evangelho do dia, que narra a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos. Segundo ele, as marcas da crucificação reveladas por Cristo são “mais eloquentes do que qualquer discurso”, pois representam a vitória da vida sobre a morte. O pontífice afirmou ainda que Pentecostes simboliza a renovação da Igreja e a missão evangelizadora dos cristãos.
Assista:
Paz, missão e verdade
Na homilia, o papa destacou três dimensões centrais da ação do Espírito Santo: a paz, a missão e a verdade. Sobre a paz, afirmou que ela nasce do perdão e conduz à reconciliação universal entre os povos.
— Podemos acolhê-Lo, porque Ele próprio é o doce hóspede da alma — disse, ao falar sobre o Espírito Santo.
Leão XIV também afirmou que toda a Igreja deve participar da missão de anunciar o Evangelho.
— Somos verdadeiramente participantes do Evangelho: toda a Igreja é dele protagonista, não apenas guardiã — declarou.
O pontífice ainda alertou contra divisões internas e discursos que, segundo ele, afastam os fiéis da mensagem cristã.
— O Paráclito nos defende de tudo o que impede esta compreensão: das facções, das hipocrisias, das modas que obscurecem a luz do Evangelho — afirmou.
Ao concluir a celebração, o papa voltou a pedir orações pela humanidade, citando não apenas as guerras, mas também a miséria e o sofrimento provocados pelo pecado e pelas desigualdades sociais.
Uma mulher de 50 anos morreu após ser atacada por dois pit bulls enquanto passeava com seu cachorro de pequeno porte em uma rua residencial próxima a Cocoa, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (19) e está sendo investigado pelas autoridades locais.
Segundo a unidade de Serviços para Animais do Gabinete do Xerife do Condado de Brevard, Jodi Cowan caminhava pela vizinhança quando foi surpreendida pelos cães. Seu companheiro, Donnell Smith, contou à emissora local WESH que voltou para casa por volta da 1h e percebeu que ela ainda não havia retornado do passeio. Pouco depois, ouviu um pedido de socorro vindo da rua.
— Eu vi a silhueta de dois cães arrastando ela pela estrada — relatou Smith à emissora.
Ele correu até o local e encontrou a mulher caída, com múltiplas mordidas pelo corpo. Segundo seu relato, os animais retornaram e tentaram arrastá-la novamente enquanto ele tentava prestar socorro.
— Eu saquei minha faca e fiquei tentando afastá-los com uma mão enquanto tentava estancar o sangramento com a outra — afirmou.
Cowan foi levada de helicóptero a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Abalado, Smith descreveu a cena como “brutal”.
— Ver a mulher que amei pelos últimos 25 ou 30 anos sendo despedaçada por dois animais é uma imagem que nunca vou esquecer — disse.
Confira:
Histórico de reclamações
Moradores da região afirmam que os cães já eram conhecidos no bairro por episódios de agressividade. O vizinho Bruce Midkiff disse ao Daily Mail que câmeras de segurança registraram o ataque e que as imagens foram entregues à polícia. Segundo ele, diversos moradores já haviam feito reclamações às autoridades sobre os animais.
Midkiff afirmou ainda que um dos pit bulls já havia mordido um vizinho anteriormente e, em outro episódio, encurralou sua esposa dentro do carro. Outro morador, Scott Chase, contou ao jornal Florida Today que também acionou as autoridades em diferentes ocasiões.
— Já tive medo até de sair de casa. Eles continuavam escapando — afirmou.
O pai da vítima, Martin Cowan, lamentou a morte da filha e a descreveu como uma pessoa afetuosa e apaixonada por animais.
— Perdi minha menininha. Ela tinha um grande coração e se dava bem com todo mundo — disse ao Florida Today.
Os dois pit bulls foram apreendidos pelo controle de animais. Até o momento, nenhuma acusação formal foi apresentada contra o dono dos cães. A polícia investiga se os animais perseguiram inicialmente o cachorro de pequeno porte de Cowan e se ela tentou protegê-lo durante o ataque.
A Flórida prevê punições severas para proprietários de cães com histórico comprovado de agressividade. Em 2024, a morte de um menino de oito anos após um ataque semelhante levou ao endurecimento das penalidades contra donos de animais considerados perigosos.
Um barco turístico com 12 pessoas a bordo virou na tarde deste sábado nas proximidades da Gruta de Benagil, em Lagoa, no Algarve, sul de Portugal. Segundo informações divulgadas pelas autoridades marítimas portuguesas, ao menos duas pessoas ficaram feridas.
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De acordo com fonte das operações de socorro, as vítimas começaram a ser retiradas do local por uma embarcação do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e foram encaminhadas para Portimão, onde receberam assistência médica. A Marinha portuguesa informou que todos os ocupantes estavam a bordo de um salva-vidas com destino à cidade. Um centro de apoio também foi montado na Marina de Portimão, em ação coordenada com a Proteção Civil e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Até o momento, não foram divulgadas as causas do acidente nem o estado de saúde detalhado dos feridos. O alerta mobilizou equipes de resgate marítimo e autoridades locais durante a tarde.
Destino turístico famoso
A Gruta de Benagil, também conhecida como Algar de Benagil, é um dos pontos turísticos mais conhecidos do Algarve e recebe diariamente dezenas de embarcações, especialmente durante a alta temporada europeia. O monumento natural fica na Praia de Benagil, em Lagoa, e é conhecido pela formação rochosa com uma abertura circular no teto da caverna.
O acesso ao local é feito exclusivamente pelo mar, por meio de barcos turísticos, caiaques ou stand-up paddle. Embora seja possível chegar nadando, autoridades e operadores turísticos alertam para os riscos provocados pelas correntes marítimas da região.
A Rússia confirmou neste domingo (24) o lançamento de um míssil balístico hipersônico Oreshnik, com capacidade nuclear, contra a Ucrânia em ataques massivos realizados durante a noite.
“Em resposta aos ataques terroristas da Ucrânia contra infraestrutura civil em território russo, as Forças Armadas da Federação Russa realizaram um ataque massivo utilizando mísseis balísticos Oreshnik, mísseis balísticos lançados do ar Iskander, mísseis balísticos hipersônicos lançados do ar Kinzhal e mísseis de cruzeiro Tsirkon”, além de drones, afirmou o ministério em um comunicado.
A Rússia atacou a Ucrânia com 600 drones e 90 mísseis em uma grande ofensiva noturna, incluindo um míssil balístico de médio alcance, informou a Força Aérea Ucraniana neste domingo (24).
As defesas aéreas interceptaram 549 dos drones e 55 mísseis, segundo comunicado da Força Aérea no Telegram. Autoridades da capital Kiev e da região metropolitana relataram quatro mortos e mais de 60 feridos.

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