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Alguns militares destacados na maior base dos Estados Unidos no Oriente Médio receberam ordens para deixar o local até a noite desta quarta-feira, em meio a crescente tensão entre Washington e Irã, palco de uma onda de protestos que já duram mais de duas semanas e deixaram centenas de mortos. Há dias, o presidente americano, Donald Trump, condiciona um ataque à morte de manifestantes. Em resposta, a República Islâmica disse que, se os EUA atacarem, teria instalações americanas no Oriente Médio como “alvos legítimos”. A decisão de retirada da base em Al Udeid, no Catar, indica, portanto, uma medida de “precaução” da Casa Branca frente a escalada de retórica entre os dois países, que já travaram uma guerra de 12 dias em junho do ano passado. A informação foi confirmada pelo Escritório Internacional de Mídia do Catar.
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Na terça-feira, após dias de constantes ameaças, Trump afirmou que todas as reuniões com autoridades iranianas foram canceladas até que a repressão pare e acrescentou: “A ajuda está a caminho”. Em Teerã, o ministro das Relações Exteriores, Abás Araqchi, afirmou na segunda-feira que o Irã está pronto para “negociações justas”, mas também “preparado para uma guerra”.
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No último domingo, o presidente do Parlamento iraniano afirmou que, caso os EUA lancem um novo ataque, Teerã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
— Em caso de um ataque militar dos Estados Unidos, a ocupação [referindo-se a Israel] e as bases militares americanas e navios serão ambos nossos alvos legítimos — declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
Localizada a 190 km ao sul do Irã, do outro lado do Golfo, Al Udeid já foi alvo de Teerã em junho do ano passado, quando os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas em uma guerra de 12 dias. Na época, o regime lançou mísseis contra a base, que abriga cerca de 10 mil soldados americanos, como forma de retaliação, mas ninguém ficou ferido.
Atualmente, segundo a emissora americana ABC News, há 30 mil soldados americanos destacados no Oriente Médio e na região do Golfo Pérsico, incluindo 2.500 no Iraque e 1.000 na Síria. Além disso, existem seis navios da Marinha americana na região, incluindo três contratorpedeiros de mísseis guiados. O Pentágono deverá deslocar recursos adicionais para a área, a fim de ajudar a proteger essas tropas contra possíveis ataques retaliatórios, como ameaçado pelo presidente do Parlamento iraniano.
Em atualização
Em meio à onda de protestos que ocorrem há duas semanas no Irã — e a violenta repressão promovida pelo governo —, uma organização de direitos humanos alertou nesta quarta-feira que pode haver “muitos outros casos” semelhantes ao de Erfan Soltani, o jovem iraniano de 26 anos condenado à morte e cuja execução foi marcada para ocorrer ainda hoje. Segundo a ONG curda Hengaw, o apagão quase total da internet imposto pelas autoridades tem dificultado a obtenção de informações sobre outros manifestantes que possam ter recebido sentenças capitais.
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— Tememos que existam muitos casos como o de Erfan — disse à BBC Awyer Shekhi, da Hengaw, acrescentando que a falta de comunicação torna “praticamente impossível” saber quantas pessoas já foram condenadas à morte nos bastidores do sistema judicial iraniano.
O caso de Soltani ganhou destaque internacional por ter sido apontado como a primeira sentença de morte desta nova onda de protestos contra o regime do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Também chamou a atenção por desafiar a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intervir caso as autoridades mantenham a repressão. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, a família foi informada de que o jovem foi preso em 8 de janeiro, na cidade de Fardis, a oeste de Teerã, e condenado sem um julgamento formal.
— Estou em completo choque, fico me sentindo como se estivesse em um sonho. As pessoas confiaram nas palavras de Trump e foram às ruas. Eu imploro, por favor, não deixem que Erfan seja executado — disse à CNN Somayeh, parente de Soltani, em referência ao encorajamento feito pelo líder americano para que os iranianos sigam protestando.
Erfan Soltani, de 26 anos, é o primeiro a ser condenado à morte após onda de protestos antigovernamentais no Irã
Reprodução
Não está claro de quais acusações Soltani é formalmente alvo. Familiares relatam que ele foi mantido incomunicável desde a prisão, sem acesso a advogado ou direito à defesa. Sua irmã, que é advogada, tentou acompanhar o caso, mas foi informada pelas autoridades de que não havia processo a ser contestado. A família teria autorização apenas para uma última visita antes da execução. Ainda não está claro se a execução já foi realizada, já que as autoridades do país normalmente cumprem penas capitais ao amanhecer.
— Ele é apenas alguém que se opõe à situação atual no Irã e agora recebeu uma sentença de morte por expressar sua opinião — disse uma parente à rede britânica BBC.
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A condenação ocorre em um contexto de repressão em larga escala, com o número de mortos e feridos ainda incerto. Grupos de direitos humanos estimam que mais de 2 mil pessoas já tenham sido mortas desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, enquanto dezenas de milhares teriam sido presas. Vídeos publicados nas redes por ativistas da oposição mostram fileiras e mais fileiras de sacos para cadáveres. Há relatos de forças de segurança atirando contra multidões, além de detenções arbitrárias e confissões forçadas exibidas pela televisão estatal.
Testemunhas relataram ter observado atiradores de elite posicionados em telhados no centro de Teerã e disparando contra multidões; protestos pacíficos que se transformaram abruptamente em cenas de carnificina e pânico quando balas atravessaram cabeças e torsos, fazendo corpos tombarem ao chão; e um pronto-socorro que atendeu 19 feridos por arma de fogo em apenas uma hora. À BBC Persian, um morador afirmou que manifestantes passaram a sair às ruas usando máscaras e roupas escuras para evitar identificação por câmeras de segurança.
Outros testemunhos apontam para a presença de agentes em hospitais, onde feridos seriam presos, e para a recusa das autoridades em entregar corpos às famílias. Em Ardabil, no noroeste do país, um morador afirmou que agentes de segurança se instalaram em uma unidade de saúde para deter manifestantes feridos. Em Mashhad, no leste do Irã, relatos mencionam um número elevado de mortos e o uso de rajadas de tiros, além da circulação de veículos armados em cidades vizinhas. “Atiram contra a multidão com espingardas”, escreveu um leitor.
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Penas de morte
Embora o Irã esteja entre os países que mais executam no mundo — com mais de 2 mil execuções registradas apenas em 2025 —, especialistas destacam que, historicamente, os processos que resultam em pena de morte costumam levar anos até a sentença definitiva e sua execução. A rapidez no caso de Soltani lembra, segundo ativistas, o que ocorreu durante os protestos de 2022, quando ao menos um manifestante foi executado apenas três meses após ser preso.
O endurecimento do Judiciário foi explicitado nesta semana pelo chefe da Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni Ejei. Em visita a um centro de detenção em Teerã, ele afirmou estar analisando pessoalmente os casos de manifestantes presos, a quem se referiu como “vândalos” e “terroristas”. Segundo Ejei, pessoas acusadas de atacar forças de segurança ou cometer “atos terroristas” devem ter prioridade em julgamentos rápidos e receber punições severas. Ele disse ainda que as autoridades planejam realizar julgamentos públicos a algumas das principais figuras envolvidas nos recentes protestos.
— Se quisermos fazer algo, temos que fazer agora. Se deixarmos para dois ou três meses depois, não terá o mesmo efeito — disse Ejei à mídia estatal, sinalizando que o objetivo das condenações rápidas é servir de exemplo e conter novos protestos.
Por que o Irã vive a maior onda de protestos desde 2022?
Nos últimos três anos, ao menos 12 homens foram executados no Irã após receberem sentenças relacionadas aos protestos de 2022 conhecidos como “Mulher, Vida, Liberdade”. Na ocasião, a onda nacional de manifestações foi desencadeada pela morte sob custódia de Masha Amini, uma jovem curda acusada pela polícia da moralidade de usar o hijab de forma “imprópria”. Grupos de direitos humanos afirmam que a última execução do tipo ocorreu em 6 de setembro, quando Mehran Bahramian foi enforcado na prisão central de Isfahan.
Segundo o grupo Iran Human Rights, com sede na Noruega, autoridades torturaram Bahramian para obter confissões, e ele não recebeu um julgamento justo. A organização afirmou que ele foi condenado à morte em janeiro de 2024 sob a acusação de “inimizade contra Deus” por supostamente ter matado um membro da Guarda Revolucionária durante os protestos.
Resposta calculada
Até agora, a mídia estatal iraniana exibiu ao menos 97 confissões de manifestantes desde o início das mobilizações mais recentes, segundo a Hrana. O grupo afirmou que os depoimentos coletados de pessoas libertadas mostram que essas confissões são forçadas, muitas vezes após tortura. Segundo a organização, confissões obtidas sob coerção podem levar a consequências graves, incluindo execuções pelo Estado. Testemunhas disseram que a polícia estava presente em grandes cruzamentos e que agentes de segurança à paisana eram visíveis em espaços públicos.
Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas afirmam que as ações da República Islâmica do Irã, que envolvem graves violações de direitos humanos nas recentes manifestações nacionais, são condenáveis, e que o governo do país é obrigado a proteger o direito à vida. Mai Sato, relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para a situação dos direitos humanos no Irã, e outros três relatores especiais da organização assinaram a declaração. Richard Bennett, relator especial da ONU para o Afeganistão, também manifestou apoio ao texto.
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“O uso de força letal contra manifestantes pacíficos, detenções arbitrárias — inclusive de crianças — e ataques a centros médicos constituem violações claras dos direitos humanos universais”, diz o texto. Em outra parte do documento, ressalta-se que o uso de força letal só é permitido como último recurso e, mesmo assim, deve obedecer aos princípios jurídicos de necessidade, proporcionalidade e precaução. Sato afirmou que “a retórica política perigosa que rotula manifestantes pacíficos como ‘terroristas’ (…) busca justificar repressões violentas”.
Avaliações de Israel, segundo a Reuters, indicam que Trump decidiu intervir no Irã, mas ainda não está claro que forma ou escala uma eventual ação militar poderia assumir. Países vizinhos ao Irã, incluindo Turquia, Egito e Arábia Saudita, teriam desencorajado os Estados Unidos a intervir no Irã — alertando que isso poderia provocar uma “guerra em larga escala”. À agência americana Associated Press, um diplomata baseado no Cairo disse que o conflito teria “certamente” consequências graves “não apenas no Oriente Médio, mas na economia global”, apontando para uma possível resposta de milícias apoiadas pelo Irã em toda a região.
Quando se fala do Irã a economia global fica tensa, afinal o país controla o Estreito de Ormuz por onde passa 20% de todo o petróleo produzindo no mundo. A possibilidade de fechamento do estreito preocupa. Mas a questão vai muito além da economia, o que estamos vendo é o total desrespeito aos direitos humanos, com a prisão e morte de manifestantes que tomaram as ruas da capital Teerã e de outras cidades do país, em manifestações contra o regime totalitário que governa o país. Está marcada para esta quarta-feira, a execução de Erfan Soltani, de 26 anos, preso e condenado sem direito a defesa e sem saber por qual o crime é acusado. Todo o processo levou dois dias, em mais um episódio trágico de desrespeito aos direitos humanos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente Donald Trump afirmou, nesta quarta-feira, que a Otan deveria “liderar o caminho” para que os Estados Unidos sigam com o plano de anexação da Groenlândia. Em publicação na rede Truth Social, Trump disse novamente que precisa da ilha para “fins de Segurança Nacional”.
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“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de Segurança Nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria estar liderando o caminho para que possamos obtê-la. SE NÃO O FIZERMOS, A RÚSSIA OU A CHINA O FARÃO, E ISSO NÃO VAI ACONTECER!”, escreveu o presidente americano, que exaltou seu papel na construção do “vasto poder” militar norte-americano durante o primeiro mandato e na elevação “a um novo e ainda mais alto nível”.
Sem esse poder, segundo Trump, a Otan não seria uma “força ou um fator de dissuasão” eficaz. “Eles sabem disso, e eu também. A Otan se torna muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia nas mãos dos ESTADOS UNIDOS. Qualquer coisa menos do que isso é inaceitável. Obrigado pela atenção a este assunto!”, completou o presidente na publicação.
França abrirá consulado em fevereiro
A França abrirá um consulado na Groenlândia em 6 de fevereiro, um “sinal político” em meio às tensões entre a Europa e os Estados Unidos em torno da estratégica ilha do Ártico, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.
Em entrevista ao canal RTL, Barrot disse que a decisão foi tomada no verão passado, durante visita do presidente Emmanuel Macron à Groenlândia.
O anúncio ocorre poucas horas antes de o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, receberem na Casa Branca os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia.
— Estive lá no fim do mês de agosto para preparar a instalação deste consulado, que será inaugurado em 6 de fevereiro — afirmou o ministro das Relações Exteriores francês: — É um sinal político que se associa à vontade de estar mais presente na Groenlândia, inclusive no âmbito científico.
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Desde que retornou ao poder há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente se apoderar da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e rico em minerais estratégicos.
— A Groenlândia não quer ser possuída, nem governada, nem negada, nem integrada aos Estados Unidos. A Groenlândia fez a escolha da Dinamarca, a escolha da Otan e a escolha da União Europeia — comentou Barrot, insistindo que a Groenlândia não está à venda: — Atacar outro membro da OTAN não faria nenhum sentido; seria inclusive contrário aos interesses dos Estados Unidos. Essa chantagem precisa cessar.
Um antigo bunker nuclear construído durante a Guerra Fria corre risco iminente de desabar no mar na costa de East Yorkshire, no Reino Unido, segundo autoridades locais. Localizado em Tunstall, o edifício subterrâneo, erguido há cerca de 70 anos, encontra-se hoje a poucos metros da água, após décadas de erosão que consumiram a falésia onde foi instalado.
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Quando foi construído, acredita-se que o bunker estivesse a aproximadamente cem jardas da linha do mar. Atualmente, durante a maré alta, as ondas já quebram diretamente contra suas paredes laterais, expondo tijolos e parte da estrutura que antes permanecia completamente enterrada.
A estrutura deverá desabar no mar em poucos dias
Reprodução/Redes sociais
Erosão acelerada ameaça patrimônio histórico
O historiador amador Davey Robinson tem acompanhado de perto a situação e documenta diariamente o avanço do mar. À BBC, ele afirmou que o bunker pode ter “apenas alguns dias” de existência, diante da velocidade com que o solo de sustentação vem sendo corroído. Segundo Robinson, toda a fachada voltada para a costa já está exposta, resultado da perda contínua de terra ao redor da construção.
Conhecido como Posto Tunstall do Royal Observer Corps (ROC), o bunker fazia parte de uma rede de estações de monitoramento nuclear espalhadas pela costa britânica, conforme aponta o grupo de pesquisa Subterranea Britannica. A estrutura foi construída em 1959 e desativada no início da década de 1990, após o fim da Guerra Fria.
O espaço contava com dormitórios e instalações de moradia consideradas “muito básicas”, projetadas para abrigar voluntários que deveriam permanecer no local à espera da detecção de uma explosão nuclear, alertando outros postos pelo país. Hoje, porém, o edifício se mantém em posição instável no topo de uma encosta íngreme, com o mar avançando diariamente.
A Agência Ambiental do Reino Unido afirma que East Yorkshire abriga uma das linhas costeiras com erosão mais rápida do país. Estima-se que cerca de três milhas de terra tenham sido perdidas desde o período romano, reforçando o alerta de que o colapso do bunker pode ocorrer a qualquer momento.
O calendário das fases da Lua de janeiro 2026 começou com a Lua Cheia no dia 3, às 7h02. Ao todo, o mês conta com quatro mudanças de fase principais, terminando o ciclo no dia 26 de janeiro. Se você busca saber que dia muda a lua, confira a tabela completa com as datas e horários de Brasília para as fases Nova, Crescente, Cheia e Minguante.
Veja o calendário do ciclo lunar de janeiro de 2026:
03/01 às 7h02: Lua Cheia
10/01 às 12h48: Lua Minguante
18/01 às 16h51: Lua Nova
26/01 às 1h47: Lua Crescente
Como funciona o ciclo lunar?
O ciclo lunar é o período de passagem da Lua por suas quatro fases, iniciando na Lua Nova, passando pela Crescente, alcançando seu auge na Cheia e, por fim, a Minguante, até voltar ao seu estágio inicial. Conhecido como mês lunar ou mês sinódico, esse ciclo tem uma duração média de aproximadamente 29,5 dias.
Como é cada fase da lua?
Lua Nova
Nesta fase, a Lua está praticamente imperceptível. Localizada entre a Terra e o Sol, sua parte iluminada fica voltada para o astro, tornando-a praticamente invisível a partir da visão terrestre. Apesar da falta de sua presença no céu noturno, é possível observar a sua presença durante o dia.
Nesta fase, como a Lua está alinhada com o Sol e a Terra, é criada uma força gravitacional combinada mais intensa, conhecidas como marés de sizígia. Esse cenário resulta em marés altas durante o período de Lua Nova. A relação entre o ciclo lunar e o movimento das marés se baseia na influência gravitacional que o satélite exerce sobre a Terra. Ou seja, a atração gravitacional da Lua provoca a formação de marés nos oceanos.
Lua Crescente
À medida que a Lua se afasta do Sol, uma fina fatia iluminada começa a aparecer. Esse pedaço, que antes era singelo, ao longo dos dias começa a tomar forma, crescendo. É por isso que essa fase se chama quadra da Lua Crescente, já que ela está aumentando gradualmente, encaminhando-se para a chegada da Lua Cheia.
Na fase de Quarto Crescente, a Lua e o Sol estão em ângulos retos em relação à Terra, o que reduz a força gravitacional combinada sobre os oceanos. Isso resulta em marés mais baixas, conhecidas como marés de quadratura.
Lua Cheia
Nesta fase, a Lua está diretamente oposta ao Sol em relação à Terra, e a sua face iluminada está totalmente visível. A fase Cheia é a mais brilhante e mais destacada, já que se torna possível observar o corpo celeste em sua totalidade, iluminando o céu noturno.
Nesta época, como a Lua está novamente entre a Terra e o Sol, as marés estão altas novamente.
Lua Minguante
Após alcançar seu auge, a Lua começa a diminuir de tamanho, passando por um processo contrário ao da fase Crescente. A Minguante, ao passar dos dias, vai afinando e sumindo do céu, à medida que o corpo celeste vai se colocando, novamente, entre a Terra e o Sol, retornando ao estágio inicial da Lua Nova e recomeçando o ciclo lunar.
Assim como na Lua Crescente, no período do Quarto Minguante, o ângulo do Sol e da Lua em relação à Terra provoca marés baixas.
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2026 será um ano repleto de uma grande variedade de eventos astronômicos que cativarão a atenção de milhões de entusiastas da astronomia. Entre chuvas de meteoros, luas cheias vibrantes e eclipses solares místicos, será um ano ao redor do Sol cheio de surpresas e espetáculos para recordar por toda a vida.
Entre 2026 e 2028, seis eclipses solares poderão ser vistos em diferentes partes do mundo
Quantos eclipses ocorrerão em 2026?
Os eclipses são frequentemente um dos fenômenos astronômicos mais aguardados, não apenas pelos entusiastas da astronomia, mas por um grande número de pessoas, principalmente devido à admiração, curiosidade e magia que inspiram. Estes são todos os eclipses que irão iluminar o céu durante 2026:
Eclipse solar anular
Segundo o site de astronomia Star Walk , ocorrerá um eclipse solar anular no dia 17 de fevereiro. Infelizmente, a fase do “anel de fogo” só será visível em certas regiões remotas do mundo, como a Antártida.
Eclipse lunar total
Em 3 de março, a Lua ficará vermelha devido a um eclipse lunar total. Esse fenômeno será visível em diversas partes da Europa, Ásia, Austrália, América do Norte, América do Sul, Ártico e Antártica.
Eclipse solar total
Um eclipse solar total cruzará a Groenlândia, a Islândia, Portugal e a Espanha, no dia 12 de agosto, onde os sortudos que estiverem nessas regiões verão o Sol completamente coberto pela Lua. Na maior parte da Europa, o eclipse será parcial, com o Sol quase totalmente encoberto, proporcionando um espetáculo deslumbrante.
Eclipse lunar parcial
O último eclipse do ano ocorrerá em agosto e será um eclipse lunar parcial profundo. Isso significa que 96% da Lua entrará na sombra da Terra, dando-lhe um tom laranja-escuro em vez do vermelho intenso característico de um eclipse total. Este fenômeno será totalmente visível na América do Norte e do Sul em 28 de agosto, visível ao nascer da lua no Pacífico central e ao pôr da lua na África, Europa e Oriente Médio.
O povo Amazigh, também conhecido como berbere, celebra nestes dias a chegada do ano 2976, segundo um calendário próprio que tem início em 950 a.C., data associada à ascensão do rei Sheshonq I ao trono do Egito. Mais do que uma festividade, o Ano Novo Amazigh — chamado de Yennayer — tornou-se um marco de identidade cultural, resistência histórica e reconhecimento político de uma das culturas mais antigas do Norte da África.
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De acordo com o periódico português SiC Notícias, Yennayer é celebrado entre 12 e 14 de janeiro, dependendo da região, em países como Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia. As comemorações reúnem famílias e comunidades inteiras, com refeições tradicionais, música, danças e o uso de trajes típicos bordados, em um ambiente marcado pela partilha e pela valorização da herança cultural.
As celebrações incluem fogueiras, concertos e eventos públicos, especialmente em grandes cidades. Durante o período festivo, é comum ouvir a saudação “aseggas ameggaz”, expressão em Tamazight que significa “feliz ano novo”.
Considerados os habitantes originários do Norte da África, os Amazigh formam um conjunto diverso de grupos étnicos presentes na região desde a Antiguidade. Embora não existam números oficiais precisos, estimativas indicam que dezenas de milhões de pessoas se identificam como berberes, com maior concentração em Marrocos e Argélia. No caso marroquino, estudos apontam que cerca de 40% da população tem origem amazigh.
O Yennayer também está ligado aos ciclos agrícolas e à renovação simbólica da vida. As tradições gastronômicas variam conforme a região. No Alto Atlas, em Marrocos, é comum o preparo do “ourkemen”, feito à base de leguminosas, cereais e especiarias. Na Argélia, muitas famílias encerram a refeição com o “trèze”, mistura de doces e frutos secos que, em algumas localidades, é lançada simbolicamente sobre a criança mais nova da família como sinal de prosperidade.
A celebração carrega ainda um forte significado político. A partir do século VII, com a expansão árabe e islâmica, línguas e costumes amazigh foram progressivamente marginalizados. Em alguns países, a repressão foi institucionalizada. Na Líbia, durante o regime de Muammar Kadhafi, o uso da língua Tamazight foi proibido em escolas e registros civis.
Nas últimas décadas, no entanto, houve avanços importantes. Em 2011, Marrocos reconheceu oficialmente o Tamazight como língua do Estado. O Yennayer foi declarado feriado nacional na Argélia, em 2017, e em Marrocos, em 2023.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que os EUA tomarão “medidas muito fortes” contra o Irã, caso o regime dos aiatolás decida executar manifestantes detidos durante os massivos protestos antigoverno que tomam o país desde dezembro. A declaração de Trump, em entrevista à rede CBS News, ocorre em um momento em que autoridades iranianas se preparam para executar nesta quarta-feira o primeiro manifestante preso, identificado como Erfan Soltani, e o chefe do Judiciário iraniano defendeu publicamente a realização de julgamentos rápidos para presos nos protestos. ONGs que acompanham violações de direitos humanos no país afirmam que confirmaram 2,4 mil mortes em meio à dura repressão do regime, alertando que o número real pode ser ainda maior.
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— Tomaremos medidas muito fortes se isso acontecer — afirmou Trump, ao ser questionado em uma entrevista à emissora americana sobre relatos de que o governo do Irã começaria a realizar execuções de manifestantes nesta quarta-feira.
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Em meio a um bloqueio dos meios de comunicação, incluindo um corte de internet que chega ao 6º dia, relatos sobre a repressão chegam ao Ocidente por meio de familiares que conseguiram contato com o país por meios como linhas fixas. Entre os relatos, a família de um manifestante identificado como Erfan Soltani, de 26 anos, afirmaram ter recebido informações de que ele será executado nesta quarta.
Ainda de acordo com a família, Soltani teria sido preso na quinta-feira durante protestos perto de Teerã, e foi condenado à pena de morte em um processo que durou apenas de dois dias — algo incomum mesmo para o padrão iraniano, o que foi apontado por observadores internacionais como um indicador da onda de repressão atual.
— Ele é apenas uma pessoa contrária à situação atual no Irã… Agora ele recebeu uma pena de morte por expressar sua opinião — disse a advogada Awyer Shekhi, parte da organização curda de direitos humanos Hengaw, em entrevista a BBC, acrescentando que tentou intervir no caso do manifestante, mas foi informada pelas autoridades judiciais que não havia mais um caso para apelar contra.
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O caso de Soltani chega a público em um momento em que as autoridades judiciais do Irã parecem decididas a levar para os tribunais a repressão violenta vista nas ruas do país nos últimos dias. Em uma declaração transmitida na TV estatal, o chefe do Judiciário do Irã, Gholamhosein Mohseni Ejei, defendeu que fossem realizados “julgamentos rápidos” contra manifestantes detidos nos protestos — que o governo teocrático classificou como terroristas.
— Se alguém tocou fogo em uma pessoa, decapitou alguém antes de queimar seu corpo, devemos fazer nosso trabalho rapidamente — declarou Ejei durante uma visita a uma prisão, onde estão muitos dos detidos nos protestos.
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Não está claro do que Soltani ou outros detidos foram acusados, porém o Gabinete da Procuradoria de Teerã emitiu um comunicado na terça-feira, afirmando que um número não especificado de pessoas será acusado de “moharebeh” (“guerra contra Deus”), um termo da lei islâmica que é considerado crime capital no Irã — e que foi amplamente utilizado para condenações à pena de morte no passado.
A agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos EUA, divulgou uma nova estimativa de mortos no país, apontando um total de 2.571 vítimas da repressão governamental. O total incluiria 2.403 manifestantes, 147 indivíduos ligados ao governo, doze menores de idade e nove civis que não participavam dos protestos.
Autoridades governamentais não confirmaram o número de mortos oficialmente, mas fontes ligadas ao regime afirmaram na terça-feira que um relatório que circulou entre funcionários da área de saúde mencionavam 3 mil mortos em todo o país.
‘Mártires’
Testemunhas que acompanharam os protestos em cidades iranianas disseram que a repressão das forças do regime provocaram um “banho de sangue”, descrevendo cenas com corpos espalhados pelo chão e sendo transportados em sacos pretos. A narrativa oficial de Teerã, porém, é de que as mortes foram causadas por terroristas — tanto de civis comuns, quanto das forças de segurança que caíram nos últimos dias.
Um funeral aberto foi realizado na capital iraniana, com forte cobertura da mídia estatal, nesta quarta, onde foram veladas cerca de 300 pessoas, incluindo forças de segurança e civis, tratados pelo governo como mártires. Milhares de pessoas compareceram aos arredores da Universidade de Teerã, acenando com bandeiras iranianas e participando das orações, segundo as imagens do local. (Com AFP)
Um casal britânico morreu durante férias nas Maldivas após um acidente ocorrido em uma excursão de mergulho em um resort que frequentavam regularmente havia quase duas décadas. Elaine Richmond, de 70 anos, morreu em 19 de dezembro, e o marido, Malcolm Richmond, de 71, faleceu três dias depois, em 22 de dezembro, segundo informações confirmadas por representantes do setor turístico local.
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Aposentados e moradores de Inkersall, próximo a Chesterfield, no condado de Derbyshire, os dois celebravam o Natal na remota ilha de Ellaidhoo, no Oceano Índico. O destino fazia parte da rotina anual da família há 17 anos, período em que o casal acumulou cerca de 60 estadias no local, incluindo três visitas somente em 2025.
Destino frequente e investigação em curso
Pat Scannell, da agência Maldives Holidaymakers, confirmou as mortes em comunicado. Segundo ela, Elaine e Malcolm eram figuras conhecidas no resort. “Eles farão muita falta à família e aos muitos amigos que fizeram ao longo de suas inúmeras visitas. Eram muito populares entre os funcionários”, afirmou.
As circunstâncias do acidente ainda não foram detalhadas pelas autoridades locais. No Reino Unido, uma investigação oficial será aberta no Tribunal do Legista de Chesterfield em 30 de janeiro. O funeral conjunto do casal está marcado para o dia 29, em Brimington.
Localizada a cerca de 42 quilômetros da capital Malé, Ellaidhoo é acessível apenas por hidroavião ou lancha e é conhecida pelas águas cristalinas e pela rica vida marinha, o que atrai mergulhadores de todo o mundo. As Maldivas também figuram entre os destinos preferidos de celebridades britânicas, como Sir David Beckham e Lady Victoria Beckham.
O caso ocorre em meio a outro episódio recente envolvendo um cidadão britânico no exterior. Na Tailândia, um proprietário de iate de 69 anos, que também tinha nacionalidade australiana, foi encontrado morto em sua embarcação ancorada próximo à praia de Khao Khad, em Phuket, no dia 11 de janeiro. Segundo a polícia local, o corpo estava em avançado estado de decomposição, o que indica que a morte teria ocorrido dias antes da descoberta. As autoridades afirmam não haver sinais de luta e aguardam o resultado da autópsia para determinar a causa da morte, sem descartar a hipótese de óbito não natural.

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