Alguns militares destacados na maior base dos Estados Unidos no Oriente Médio receberam ordens para deixar o local até a noite desta quarta-feira, em meio a crescente tensão entre Washington e Irã, palco de uma onda de protestos que já duram mais de duas semanas e deixaram centenas de mortos. Há dias, o presidente americano, Donald Trump, condiciona um ataque à morte de manifestantes. Em resposta, a República Islâmica disse que, se os EUA atacarem, teria instalações americanas no Oriente Médio como “alvos legítimos”. A decisão de retirada da base em Al Udeid, no Catar, indica, portanto, uma medida de “precaução” da Casa Branca frente a escalada de retórica entre os dois países, que já travaram uma guerra de 12 dias em junho do ano passado. A informação foi confirmada pelo Escritório Internacional de Mídia do Catar.
Entenda: Quais são as opções militares de Trump contra repressão de manifestantes no Irã? Teerã pode retaliar?
‘A ajuda está a caminho’: Trump encoraja manifestantes no Irã a tomar instituições
Na terça-feira, após dias de constantes ameaças, Trump afirmou que todas as reuniões com autoridades iranianas foram canceladas até que a repressão pare e acrescentou: “A ajuda está a caminho”. Em Teerã, o ministro das Relações Exteriores, Abás Araqchi, afirmou na segunda-feira que o Irã está pronto para “negociações justas”, mas também “preparado para uma guerra”.
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No último domingo, o presidente do Parlamento iraniano afirmou que, caso os EUA lancem um novo ataque, Teerã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
— Em caso de um ataque militar dos Estados Unidos, a ocupação [referindo-se a Israel] e as bases militares americanas e navios serão ambos nossos alvos legítimos — declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
Localizada a 190 km ao sul do Irã, do outro lado do Golfo, Al Udeid já foi alvo de Teerã em junho do ano passado, quando os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas em uma guerra de 12 dias. Na época, o regime lançou mísseis contra a base, que abriga cerca de 10 mil soldados americanos, como forma de retaliação, mas ninguém ficou ferido.
Atualmente, segundo a emissora americana ABC News, há 30 mil soldados americanos destacados no Oriente Médio e na região do Golfo Pérsico, incluindo 2.500 no Iraque e 1.000 na Síria. Além disso, existem seis navios da Marinha americana na região, incluindo três contratorpedeiros de mísseis guiados. O Pentágono deverá deslocar recursos adicionais para a área, a fim de ajudar a proteger essas tropas contra possíveis ataques retaliatórios, como ameaçado pelo presidente do Parlamento iraniano.
Em atualização
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No último domingo, o presidente do Parlamento iraniano afirmou que, caso os EUA lancem um novo ataque, Teerã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
— Em caso de um ataque militar dos Estados Unidos, a ocupação [referindo-se a Israel] e as bases militares americanas e navios serão ambos nossos alvos legítimos — declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
Localizada a 190 km ao sul do Irã, do outro lado do Golfo, Al Udeid já foi alvo de Teerã em junho do ano passado, quando os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas em uma guerra de 12 dias. Na época, o regime lançou mísseis contra a base, que abriga cerca de 10 mil soldados americanos, como forma de retaliação, mas ninguém ficou ferido.
Atualmente, segundo a emissora americana ABC News, há 30 mil soldados americanos destacados no Oriente Médio e na região do Golfo Pérsico, incluindo 2.500 no Iraque e 1.000 na Síria. Além disso, existem seis navios da Marinha americana na região, incluindo três contratorpedeiros de mísseis guiados. O Pentágono deverá deslocar recursos adicionais para a área, a fim de ajudar a proteger essas tropas contra possíveis ataques retaliatórios, como ameaçado pelo presidente do Parlamento iraniano.
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