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Mais de 45 militares da Força Armada venezuelana morreram na operação militar dos Estados Unidos que derrubou o presidente Nicolás Maduro, na qual houve cerca de uma centena de mortos, informou nesta sexta-feira o ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Militares americanos bombardearam, em 3 de janeiro, a capital venezuelana e cidades adjacentes em uma operação que culminou com a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que agora enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York. Nesse ataque, morreram 32 cubanos membros da equipe de segurança de Maduro, homenageados na quinta-feira em Havana.
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O balanço oficial apontava pelo menos 100 mortos. Nesta sexta-feira, o ministro Padrino assegurou que foram registrados “um total de 83 falecidos, mais de 112 feridos”.
— Aí estão 47 homens e mulheres da Força Armada Nacional Bolivariana. Nove mulheres, entre eles, que deram a sua vida — disse durante uma missa em homenagem aos mortos. — O que fizeram nossos homens e mulheres da nossa Força Armada Nacional Bolivariana diante da agressão militar? Dar a sua vida, cumpriram com a história, com a pátria.
O Exército venezuelano havia publicado na semana passada, em sua conta no Instagram, notas fúnebres de 23 militares mortos: cinco alunos da escola militar, 16 sargentos e dois soldados.
A vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, seguinte na linha de sucessão e que assumiu a Presidência interina após o ataque, decretou sete dias de luto nacional pelos mortos.
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O poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, informou na terça-feira que as autoridades trabalham na identificação de “restos humanos” encontrados após a operação dos Estados Unidos.
Tributo aos cubanos mortos
Soldados cubanos seguram retratos dos 32 soldados cubanos que perderam a vida durante a incursão dos EUA na Venezuela
Yamil Lage / AFP
Na quinta-feira, cubanos realizaram um tributo nacional aos 32 militares mortos. Depois de uma cerimônia em homenagem aos falecidos no aeroporto internacional de Havana, na presença do líder Raúl Castro, de 94 anos, e do presidente, Miguel Díaz-Canel, as cinzas dos militares foram trasladadas até o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias.
Os cubanos foram convocados a se reunirem neste local, próximo da emblemática Praça da Revolução, coração político do país, para este tributo póstumo.
Membros das Forças Armadas Revolucionárias e trabalhadores civis, organizados em uma longa fila, encabeçaram as homenagens aos mortos com saudações militares, ao passar em frente às urnas cobertas com bandeiras cubanas, ao lado de condecorações e fotografias.
Cubanos exibem uma faixa contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, durante um protesto “anti-imperialista” em frente à embaixada dos EUA
YAMIL LAGE / AFP
— É um momento muito triste estar aqui recebendo nossos companheiros, mas ao mesmo tempo sentimos muito orgulho porque sabemos que defenderam sua posição até a morte — disse à AFP a tenente-coronel Magalys Leal, de 55 anos.
Para chegar ao ministério, alguns desafiaram a chuva e os problemas de transporte resultantes de uma severa crise econômica. Alguns choravam ou seguravam a bandeira cubana contra o peito, outros levavam flores.
Cubanos no cortejo fúnebre que transportava os restos mortais dos 32 soldados cubanos mortos durante a incursão dos EUA para capturar Maduro
Yamil Lage / AFP
A bordo de veículos militares, as 32 urnas percorreram os 12 km que separam o aeroporto do ministério. Dos dois lados da via, milhares de cubanos aplaudiram a passagem da caravana.
— Trump está meio mal da cabeça e não merece nem estar no poder — opinou o cozinheiro Fernando Mora, de 53 anos.
Oitenta por cento dos cubanos passaram toda a sua vida sob o embargo que Washington impõe à ilha desde 1962. Além disso, por mais de seis décadas enfrentaram todo tipo de ameaças e fortes momentos de tensão com seu vizinho poderoso.
O francês Dominique Pelicot, condenado por organizar estupros de sua então esposa Gisele Pelicot, está sendo investigado de outros crimes por uma unidade de casos não resolvidos, informou a Promotoria francesa à AFP nesta sexta-feira (16).
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A unidade de casos não solucionados começou, na segunda-feira, uma nova investigação sobre “trajetórias criminosas” para identificar outras possíveis vítimas de Pelicot, indicou a Promotoria de Nanterre, perto de Paris, confirmando informações divulgadas pela emissora RTL.
Dominique Pelicot foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão por estupro agravado, após recrutar dezenas de desconhecidos para estuprar sua então esposa depois de dopá-la na residência do casal na localidade de Mazan, no sul da França, entre 2011 e 2020.
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Gisele Pelitot, agora sua ex-esposa, foi aclamada como heroína por sua coragem e dignidade no julgamento, no qual 51 acusados foram declarados culpados.
Desde então, Dominique Pelitot foi interrogado em outros dois casos: um estupro e um assassinato em Paris em 1991, e uma tentativa de estupro na região de Sena e Marne em 1999. Ele negou o caso de 1991, mas admitiu o segundo depois que foi identificado por seu DNA.
A advogada Florence Rault, que representa as partes civis no caso, declarou que recebeu com satisfação a ampliação da investigação, mas disse à AFP: “Surpreende-me que isso não tenha sido feito há muito tempo”, considerando que o acusado foi investigado pela primeira vez em 2022.
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Uma funcionária de prisão do Reino Unido foi condenada a 12 meses de prisão após admitir que manteve um relacionamento impróprio com um detento, enviou fotos íntimas e facilitou a entrada de chips de celular no sistema penitenciário. A sentença foi proferida nesta sexta-feira pelo Tribunal da Coroa de Lincoln e divulgada pelo DailyMail.
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Segundo o site, Nikki Croft, de 51 anos, trabalhava como coordenadora civil de apoio à inclusão no presídio masculino de segurança média HMP Morton Hall, próximo à cidade de Lincoln. Segundo a acusação, ela se envolveu emocionalmente com um preso identificado apenas pelas iniciais LZ.
O promotor Declan Austin disse à página que Croft passou a se comunicar com o detento após desenvolver uma forte obsessão.
— Ela ficou apaixonada por ele e começou a falar com o preso em dezembro de 2022, estendendo o contato até janeiro de 2023 — afirmou.
O tribunal ouviu que a funcionária chegou a manter em casa uma fronha de travesseiro com a imagem do detento e enviou a ele fotografias em poses sexualizadas e de lingerie, encontradas posteriormente na cela do preso, já transferido para o presídio de Lincoln. Uma das imagens mostrava Croft usando um anel com as iniciais de LZ.
A investigação também revelou que a funcionária forneceu 11 chips de celular ao detento. A perícia apontou que um desses chips foi utilizado 9.477 vezes por presos, ampliando os riscos de crimes, corrupção e comunicação ilegal dentro da prisão.
Apesar de ter recebido treinamento específico sobre anticorrupção e padrões profissionais ao assumir o cargo, em julho de 2022, Croft negou inicialmente qualquer irregularidade. Em fevereiro de 2023, após rumores internos, ela participou de uma reunião disciplinar e chegou a ser suspensa, mas retornou ao trabalho em abril, depois de a apuração inicial não ser conclusiva. As suspeitas, no entanto, ressurgiram quando ela continuou em contato com o preso.
Croft acabou confessando duas acusações de má conduta em cargo público. Durante a defesa, o advogado Neil Sands argumentou que a cliente se encontrava emocionalmente fragilizada em razão de relacionamentos anteriores. Ao proferir a sentença, o juiz Luke Blackburn descartou a possibilidade de pena suspensa.
— Você formou um relacionamento com um prisioneiro, tornou-se obcecada por ele, a ponto de enviar fotos íntimas e manter um objeto pessoal com a imagem dele em sua casa. Os riscos disso são óbvios para qualquer pessoa. Mesmo após ser alvo de suspeitas, manteve o relacionamento inadequado — afirmou.
Segundo o magistrado, a conduta da funcionária a deixou vulnerável a chantagem e corrupção, agravante determinante para a pena de prisão em regime fechado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que poderia impor tarifas a países que não apoiam seus planos de anexação da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Essa ameaça é a mais recente tática de pressão do republicano para adquirir a ilha no Ártico, rica em minerais estratégicos, um objetivo que ele já ameaçou alcançar por meios militares, se necessário.
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— Eu poderia impor tarifas aos países que não concordarem com a anexação da Groenlândia, porque precisamos [da ilha] por razões de segurança nacional — disse Trump na Casa Branca. — Eu poderia fazer isso.
O republicano comparou as tarifas relacionadas à Groenlândia com aquelas que ameaçou impor à França e à Alemanha no ano passado sobre produtos farmacêuticos.
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Desde que retornou à Casa Branca, há quase um ano, Trump afirma que os EUA precisam da Groenlândia e acusou as autoridades da ilha de não fazerem o suficiente para garantir sua segurança diante de seus rivais, Rússia e China.
Nos últimos dias, várias nações europeias demonstraram apoio à Dinamarca e à Groenlândia diante das crescentes ameaças de Trump, inclusive enviando tropas para reforçar a defesa do país, que é membro da Otan, a aliança militar liderada por Washington.
Na última quarta-feira, os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia foram recebidos na Casa Branca pelo vice-presidente americano, JD Vance, e pelo secretário de Estado Marco Rubio, com o objetivo de reduzir a tensão da crise e encontrar um caminho diplomático. Após a reunião, porém, o chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou que os países seguiam com um “desacordo fundamental”.
Ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia durante entrevista coletiva após reunião na Casa Branca
ANDREW LEYDEN / AFP
Ainda assim, EUA, Dinamarca e Groenlândia, segundo Rasmussen, “concordaram em discordar” e criaram um grupo de trabalho, que deve se reunir nas próximas semanas, para “encontrar um caminho comum a seguir”. De acordo com a Casa Branca, as negociações vão se desenrolar a cada duas ou três semanas.
Horas antes da reunião, Trump afirmou na sua plataforma Truth Social que a Otan deveria comandar “o caminho” para que os EUA sigam com o plano de anexação da Groenlândia para “fins de Segurança Nacional”. E concluiu: “A Otan se torna muito mais eficaz com a Groenlândia nas mãos dos EUA. Qualquer coisa menos do que isso é inaceitável”.
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Também na quarta-feira, quando perguntado sobre o encontro na Casa Branca, Trump, que não participou da reunião, disse que “acha que algo vai dar certo”.
— Os EUA têm uma relação muito boa com a Dinamarca. Vamos ver o que acontece — afirmou o presidente, na ocasião.
Encorajado pela operação bem-sucedida que capturou o líder chavista Nicolás Maduro no início do ano, na Venezuela, Trump deu um ultimato à Otan: “Digam à Dinamarca para sair daí agora!”. “Se não o fizermos, Rússia ou China o farão, e isso não vai acontecer”.
Um método de roubo incomum foi usado por dois menores de idade na cidade de Bernal, no município de Quilmes, Argentina. Os suspeitos atacaram moradores da região a cavalo, e a Polícia Provincial de Buenos Aires os perseguiu em viaturas até que fossem detidos.
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Após inúmeras queixas de moradores, policiais da Segunda Delegacia de Polícia de Quilmes iniciaram uma operação que resultou em uma perseguição envolvendo viaturas, enquanto os menores fugiam a cavalo. Até mesmo os animais, que estavam em péssimas condições de saúde, haviam sido roubados.
A manobra para deter os suspeitos foi arriscada: um dos policiais agarrou um dos menores, fazendo com que tanto o ladrão quanto o animal caíssem, segundo o jornal El Día, de La Plata. O policial precisou de atendimento médico e sofreu uma fratura.
Parte da perseguição foi gravada por uma testemunha com seu celular. As imagens mostram um policial saindo pela janela da viatura 4×4 e agarrando o suspeito, que estava montado no cavalo. Em seguida, eles conseguiram imobilizá-lo.
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O caso está sendo tratado pelo Juizado da Infância e Juventude da Vara Criminal de Quilmes, que está analisando as medidas a serem tomadas em relação aos menores. Os animais, por sua vez, foram transferidos para a organização Caballos de Quilmes, dedicada à reabilitação dos que foram vítimas de abuso e abandono no município.
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Após a operação, a organização Caballos de Quilmes emitiu um comunicado: “Dois menores tentavam fugir da polícia a cavalo. Eles estavam assaltando moradores da região à mão armada. Quando viram a polícia, sem hesitar, agarraram a égua e começaram a espancá-la repetidamente para que corresse mais rápido. Queriam fugir a todo custo. Não se importavam com nada. O filhote, de apenas sete meses, corria desesperadamente vários quarteirões atrás. Ele não conseguia alcançá-los. O pequeno não conseguia correr muito longe por causa da desnutrição que sofria”, afirmou a organização.
“Os quatro cavalos envolvidos nas duas operações foram apreendidos e estão em nosso hospital recebendo tratamento veterinário. A égua que caiu no chão com os dois cavaleiros está estável e recebendo uma dieta especial. Detectamos uma gestação por ultrassom; o potro também está bem”, concluiu.
A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, espera ser eleita presidente da Venezuela “na hora certa”, declarou em entrevista transmitida nesta sexta-feira pela Fox News. A atual líder do país, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro, mas para a rival política, ela governa sob ordens dos Estados Unidos.
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— Há uma missão: vamos transformar a Venezuela naquela terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela na hora certa, a primeira mulher presidente — afirmou na entrevista, gravada após seu encontro de quinta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
Nem María Corina e nem a oposição venezuelana reconhecem os resultados das eleições presidenciais de julho de 2024, nas quais Maduro se proclamou reeleito. Os Estados Unidos, a União Europeia e outros países latino-americanos também não reconheceram o chavista como o líder democraticamente eleito da Venezuela.
Após a operação militar americana em Caracas, Trump descartou, por ora, pressionar por uma mudança de regime no país sul-americano e já manteve pelo menos uma conversa por telefone com Delcy, com quem está disposto a fortalecer os laços.
A presidente interina, que era vice-presidente de Maduro, já declarou publicamente que pretende colaborar com os EUA para manter a paz no país. Em comunicado oficial divulgado na semana passada, o novo governo venezuelano deixou claro que pretende lidar com a ação militar americana e a captura de Maduro, que classificam como “agressão e sequestro”, por meio da diplomacia.
Questionada sobre o que aguarda a Venezuela agora, María Corina respondeu:
— Liberdade. E não só isso, teremos um país que será a inveja do mundo.
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Ordens americanas
Após o encontro de ontem com Trump, a agenda oficial da vencedora do Prêmio Nobel em Washington nesta sexta-feira consistia oficialmente em uma coletiva de imprensa, durante a qual ela destacou mais uma vez que acredita na “conquista da liberdade” em seu país “com o apoio de Trump e dos EUA”.
— Estamos definitivamente nos primeiros passos de uma verdadeira transição para a democracia — disse María Corina. — É um processo complexo — acrescentou, em alusão ao governo atual, nas mãos dos herdeiros chavistas do presidente deposto Nicolás Maduro.
A jornalistas, a líder oposicionista declarou ainda Delcy está governando o país sob ordens americanas.
— Ela não concorda com isso, nem se sente confortável. Ela está recebendo ordens porque, no fim das contas, se algo ficou demonstrado em 3 de janeiro, foi que havia uma ameaça real — declarou, aludindo à deposição de Maduro, atualmente preso em Nova York. — Isso não tem nada a ver com uma tensão ou uma decisão entre Delcy Rodríguez e eu. Trata-se de um cartel e de Justiça.
O diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), John Ratcliffe, reuniu-se com a presidente interina da Venezuela em Caracas, na quinta-feira, informou um funcionário do governo americano. Esta foi a visita de mais alto nível dos EUA desde os ataques americanos à Venezuela.
— A pedido do presidente Trump, o diretor Ratcliffe viajou à Venezuela para se encontrar com a presidente interina Delcy Rodríguez e transmitir a mensagem de que os Estados Unidos esperam uma melhoria nas relações de trabalho — disse o funcionário à AFP sob condição de anonimato.
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A medalha de Bolívar
Durante a reunião de ontem, a líder oposicionista chegou a “presentear” o presidente americano com a medalha recebida em Oslo como parte da premiação. Horas após ela ter anunciado o fato à imprensa, Trump agradeceu o “gesto maravilhoso” de María Corina nas redes sociais. A líder da oposição, que vivia escondida na Venezuela, deixou o país em dezembro com o apoio dos EUA para receber o prêmio na Noruega.
O Instituto Nobel em Oslo esclareceu, ao tomar conhecimento das intenções de María Corina, que o prêmio é pessoal e intransferível. Em entrevista à Fox News, ela ofereceu uma explicação baseada em eventos históricos para justificar sua decisão.
— Foi um momento muito emocionante. Decidi entregar a medalha ao presidente [Trump] em nome do povo da Venezuela e expliquei a ele onde encontrei a inspiração. Duzentos anos atrás, o general Lafayette presenteou Simón Bolívar, o libertador dos venezuelanos, com uma medalha com a imagem de George Washington — contou, mencionando o primeiro presidente dos Estados Unidos.
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O general e marquês francês Lafayette (1757-1834) participou da Guerra da Independência americana e foi posteriormente uma figura-chave na Revolução Francesa de 1789.
— Bolívar guardou essa medalha até o fim de seus dias. Sendo assim, duzentos anos depois, o povo de Bolívar está presenteando o herdeiro de Washington com uma medalha — neste caso, o Prêmio Nobel — acrescentou.
Trump afirma ter resolvido oito conflitos em todo o mundo desde que assumiu o segundo mandato como presidente dos EUA, incluindo guerras com décadas de massacres, como o conflito entre Camboja e Tailândia. Por esse motivo, ele ambicionava abertamente o Prêmio Nobel da Paz de 2025, que acabou sendo concedido a María Corina.
O republicano ressuscitou a chamada “Doutrina Monroe”, aludindo às ambições dos Estados Unidos de controlar de perto os destinos da América Latina e do Caribe, tanto contra interferências “externas”, como a crescente presença chinesa ou os movimentos do Irã e da Rússia na região, quanto contra o que ele considera falta de cooperação de alguns países no combate à imigração irregular e ao tráfico de drogas.
(Com AFP)
Morreu na noite desta quinta-feira, em Roma, aos 90 anos, Angelo Gugel, assistente pessoal de João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. Discreto e reservado, o italiano esteve ao lado de Karol Wojtyła (João Paulo II) no momento do atentado sofrido pelo papa polonês na Praça de São Pedro, em 13 de maio de 1981. A morte foi confirmada pelo L’Osservatore Romano e pelo Vatican News.
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Gugel serviu por cerca de 50 anos no Vaticano, atravessando o fim do século XX e o início do novo milênio como “assistente de câmara”, função que integra o círculo mais próximo do pontífice. Acompanhou o breve pontificado de João Paulo I, o longo governo de João Paulo II, por quase 27 anos, e permaneceu no início do pontificado de Bento XVI, encerrando oficialmente suas funções já septuagenário.
Nascido em 27 de abril de 1935, em Miane, na província de Treviso, Angelo Gugel era casado desde 1964 com Maria Luisa Dall’Arche e pai de quatro filhos. De origem camponesa e com passagem pelo seminário, ingressou em 1955 na Gendarmaria Vaticana, a força policial responsável pela segurança e ordem pública. Após enfrentar um quadro de tuberculose, foi transferido para o Governatorato do Vaticano, até ser chamado para trabalhar diretamente com Albino Luciani, então patriarca de Veneza e futuro João Paulo I.
Gugel foi um dos últimos colaboradores leigos a conviver de perto com Luciani durante seu curto pontificado, posteriormente prestando depoimento no processo de beatificação. Com João Paulo II, viveu os principais bastidores do Vaticano, acompanhando viagens internacionais, momentos privados e episódios históricos, como o atentado de 1981, do qual guardou memória detalhada — da queda do papa ferido à corrida até o hospital Gemelli.
Conhecido pela elegância sóbria e pela confidencialidade absoluta, concedeu raríssimas entrevistas. Em uma delas, ao Corriere della Sera, contou que ajudou João Paulo II a ajustar a pronúncia do italiano antes da homilia de início do pontificado. Segundo relatou, o papa lia os discursos em voz alta enquanto ele marcava erros de pronúncia e os acentos com um lápis.
Mesmo após a aposentadoria, manteve-se ligado ao serviço pontifício. Em 2010, foi chamado para acompanhar Bento XVI durante o período de descanso em Castel Gandolfo. Em 2018, compartilhou memórias públicas pela primeira vez, recordando a confiança dos papas e episódios íntimos da vida no Palácio Apostólico.
O funeral de Angelo Gugel será realizado neste sábado, às 16h (horário local), na paróquia de Santa Maria delle Grazie alle Fornaci, nas proximidades do Vaticano. Sua morte provocou comoção entre membros da Cúria Romana e pessoas que conviveram com o assessor, lembrado como uma presença silenciosa e fiel em momentos decisivos da história recente da Igreja Católica.

Ao participar de cerimônia alusiva aos 90 anos do salário mínimo no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira (16), que o valor do salário mínimo adotado no país é muito baixo.

“Não estamos fazendo esse ato de apologia ao valor do salário mínimo. Porque o valor do salário mínimo é muito baixo no Brasil. Estamos fazendo apologia aqui à ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares.”

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Dentre os direitos dos trabalhadores citados por Lula em sua fala estão o direito de morar, comer e estudar, além do direito de ir e vir. “Desde que foi criado, o salário mínimo não preenche esses requisitos da intenção da lei”, disse o presidente durante a cerimônia, no Rio de Janeiro.

Novo valor

O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passou a valer a partir de 1º de janeiro deste ano. O reajuste aplicado foi de de 6,79% ou R$ 103. O salário mínimo anterior era de R$ 1.518.

O valor foi informado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. O indicador registrou 0,03% em novembro e acumula 4,18% em 12 meses.

Pela estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia. O cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas.

Entenda

A regra do reajuste do salário mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de dois anos. No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.

No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%. 

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Pela estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia. O cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas.

Entenda

A regra do reajuste do salário mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de dois anos. No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.

No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

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As escolas da capital ucraniana, Kiev, ficarão fechadas até o próximo mês, anunciou nesta sexta-feira o prefeito Vitali Klitschko, citando “condições difíceis” após ataques russos que atingiram o setor de energia em meio a temperaturas abaixo de zero.
Ataque maciço: Rússia bombardeia Kiev após rejeitar plano europeu de garantias de segurança
Temperaturas negativas: Ataques russos deixam 70% de Kiev e várias regiões da Ucrânia sem eletricidade em meio a inverno rigoroso
— A partir de 19 de janeiro, as escolas da capital estarão fechadas para recesso até 1º de fevereiro — afirmou Klitschko em publicação no Telegram.
As autoridades de Kiev também anunciaram que a intensidade da iluminação pública será reduzida para um quinto da capacidade, como medida de economia de energia.
Sem calefação no inverno
Nesta terça-feira, 70% da cidade de Kiev e ao menos sete regiões do país ficaram sem eletricidade, em meio a temperaturas que podem chegar a cerca de –15 °C no inverno europeu, após os ataques a usinas. Autoridades ucranianas anunciaram cortes de emergência na energia e esforços intensivos de reparo enquanto moradores enfrentam a falta de aquecimento e serviços básicos.
Segundo o presidente ucraniano Volodimir Zelensky, a Rússia lançou durante a noite mais de 300 drones de ataque contra a Ucrânia, além de 18 mísseis balísticos e sete mísseis de cruzeiro. Ao todo, oito regiões foram atingidas, incluindo a capital.
— A situação na região de Kiev não é fácil — disse Zelensky. — Neste momento, várias centenas de milhares de residências estão sem energia elétrica. Mais uma vez, o principal alvo do ataque foram nossas usinas de geração de energia e subestações.
Segundo o Ministério da Energia da Ucrânia, consumidores na capital e em regiões como Odesa, Kharkiv e Zaporíjia estão sem eletricidade após os ataques russos à rede elétrica. Notou-se também que condições climáticas adversas afetaram o fornecimento em localidades do norte e oeste do país.
Especialistas e autoridades ucranianas alertam que a repetição de ataques ao sistema energético, que já havia sofrido severos danos em meses anteriores, agrava a vulnerabilidade do país no inverno e expõe civis a riscos humanitários crescentes.
A ofensiva ocorre em um momento de intensificação das hostilidades na guerra entre Rússia e Ucrânia, agora no quarto ano, com frequentes ataques a infraestrutura crítica ucraniana que têm deixado milhões de pessoas sem energia ao longo do tempo e complicando a resposta de autoridades locais à crise.
Autoridades afirmam que os trabalhos de restauração continuarão “sempre que a situação de segurança permitir”, e apelam à população para o uso racional de energia nos períodos em que o fornecimento for restabelecido.

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