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Os integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza, anunciado no sábado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terão mandato de três anos. Segundo informação confirmada por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas aqueles que desembolsarem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo poderão ocupar cargos vitalícios.
Lula foi convidado por Trump a integrar o conselho. De acordo com esses interlocutores, o governo brasileiro começa a avaliar a proposta na segunda-feira e considera que a decisão não pode ser tomada sem uma análise detalhada das consequências políticas e diplomáticas da iniciativa.
A estrutura do conselho está sendo enviada a cerca de 60 países em um documento preliminar que prevê que cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito à renovação pelo presidente. O texto estabelece ainda que o limite de três anos não se aplicará aos países que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em recursos financeiros no primeiro ano de funcionamento do órgão.
Auxiliares de Lula afirmam que ainda é necessário compreender com precisão o papel do conselho, sua composição e seus efeitos práticos antes de qualquer resposta oficial do Brasil. A proposta tem gerado questionamentos internacionais, sobretudo pela ausência de representantes palestinos no núcleo decisório e pelo protagonismo direto dos EUA na condução do órgão.
Além de Lula, o convite para integrar o conselho foi estendido a presidentes e outros líderes internacionais, entre eles Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, segundo informações divulgadas pelo governo americano.
O Conselho de Paz integra a nova fase do plano anunciado por Washington para a Faixa de Gaza, voltado à reconstrução do território e à definição de um modelo de governança após o conflito entre Israel e o Hamas.
Na noite de sábado, em sua plataforma Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato que coloca a Europa em rota de colisão com Washington. Na ocasião, Trump exigiu um acordo para comprar a Groenlândia, afirmando que imporia tarifas a um grupo de nações europeias que se oporem à sua ambição, primeiro de 10% em fevereiro e depois de 25% em junho. Com isso, ele pôs fim a meses de progresso nas negociações comerciais com seus aliados europeus e membros da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA.
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A medida imposta pelo republicano parece deixar pouca margem de manobra ou negociação para a Europa em uma era geopolítica dura e conflituosa. Também deixou a Europa com poucas opções para se contrapor às decisões de Trump sem sofrer represálias.
Os líderes europeus, por sua vez, relutam em aceitar a tomada forçada de um território autônomo controlado pela Dinamarca, membro tanto da Otan quanto da União Europeia.
Autoridades e analistas argumentam cada vez mais que a Europa precisará responder a Trump com firmeza, provavelmente retaliando no âmbito comercial. Mas fazê-lo poderá ter um alto custo tanto para a economia do bloco quanto para sua segurança, visto que a Europa continua fortemente dependente dos Estados Unidos para segurança da Otan e na guerra na Ucrânia.
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— Ou travamos uma guerra comercial, ou estamos em uma guerra de verdade — disse Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador sênior do Bruegel, um instituto de pesquisa em Bruxelas, capital da Bélgica, onde acontece uma reunião da União Europeia neste domingo sobre tudo que envolve o desejo de Trump sobre a Groenlândia.
Os europeus passaram mais de um ano insistindo que a Groenlândia não está à venda e repetindo constantemente que o destino da enorme ilha, que é rica em minerais estratégicos, deve ser decidido por seu povo e pela Dinamarca. Na semana passada, oito países europeus enviaram tropas à Groenlândia para exercícios militares — uma demonstração de solidariedade que pode ter irritado Trump, visto que estes mesmos oito países foram ameaçados pelas tarifas.
Enquanto Trump insiste que os EUA precisam assumir o controle da Groenlândia por questão de “segurança nacional”, o deslocamento dos militares europeus para a ilha visam reforçar o compromisso da Europa com o policiamento do Ártico, região ameaçada, segundo o presidente americano, pela Rússia e pela China.
Nesse sentido, os exercícios faziam parte de um esforço contínuo para apaziguar Trump. Durante semanas, autoridades de toda a Europa descartaram as ameaças do presidente de tomar a Groenlândia, mesmo pela força militar, como improváveis. Muitos as viam mais como táticas de negociação e esperavam que pudessem satisfazer o presidente americano com uma disposição para reforçar a defesa e os gastos na ilha.
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Mas a obsessão de Trump em manter o controle da ilha e sua retórica cada vez mais agressiva estão destruindo as esperanças europeias de que a política de apaziguamento e diálogo funcione. Diante da realidade de que um acordo negociado é cada vez menos provável, os europeus agora correm contra o tempo para descobrir como responder à campanha de pressão de Washington.
Resposta da Europa
Poucas horas após a publicação de Trump no Truth Social, membros do Parlamento Europeu anunciaram que irão congelar a ratificação do acordo comercial firmado entre Trump e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em agosto do ano passado. Além disso, membros do Parlamento Europeu estão defendendo retaliações comerciais.
A Europa possui uma arma comercial criada especificamente para se defender de coerção política de forma rápida e enérgica, e, à medida que as ameaças de Trump se consolidavam, os políticos argumentavam que este era o momento de utilizá-la.
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A ferramenta — oficialmente chamada de “instrumento anticoerção”, apelidada de “bazuca” comercial da Europa — poderia ser usada para impor limitações a grandes empresas de tecnologia americanas ou outros prestadores de serviços que realizam grandes volumes de negócios no continente. Mas seu uso aumentaria drasticamente as tensões transatlânticas.
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— A questão é: até onde você quer ir? — disse Penny Naas, especialista em políticas públicas europeias do think tank German Marshall Fund.
Os líderes europeus ainda esperam conseguir chegar a um acordo por meio do diálogo. Ursula von der Leyen adotou um tom conciliador em uma publicação nas redes sociais na noite de sábado. “O diálogo continua sendo essencial, e estamos empenhados em dar continuidade ao processo iniciado na semana passada entre o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos”, escreveu ela.
Neste domingo, os membros europeus da Otan ameaçados de tarifas por Trump afirmaram que “permanecem unidos” e que “as tarifas prejudicam as relações transatlânticas e poderiam desencadear uma espiral descendente perigosa”.
As negociações
Até o momento, as negociações têm sido praticamente infrutíferas. Na última quarta-feira, os chanceleres da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram com o vice-presidente americano, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio na Casa Branca. Após o encontro, os dinamarqueses e groenlandeses reconheceram que as duas partes permanecem em impasse, mas expressaram esperança ao criarem um grupo de trabalho para seguir com as discussões.
Esse otimismo foi rapidamente frustrado quando a Casa Branca afirmou que o grupo deveria trabalhar na “aquisição” da Groenlândia pelos Estados Unidos.
— Isso é pura força bruta — disse Naas. — O presidente realmente quer a Groenlândia e não vai desistir disso.
A Groenlândia demonstra poucos sinais de querer ser adquirida, seja por dinheiro ou pela força militar. Os groenlandeses, por vezes, ressentem-se do poder dinamarquês, mas sondagens e entrevistas indicam que a maioria não quer abrir mão da educação gratuita e do sistema universal de saúde.
Além disso, à medida que Trump adota uma postura mais agressiva, os líderes europeus estão se tornando mais diretos.
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Emmanuel Macron, presidente da França, escreveu nas redes sociais que “nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará”. Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia, escreveu que “não nos deixaremos chantagear”.
Até mesmo Keir Starmer, premier do Reino Unido — que, assim como a Noruega, não faz parte da União Europeia, mas foi incluído na lista de países que sofrerão com as tarifas — classificou a medida tarifária de Trump como “completamente errada”. Nos últimos meses, Starmer, inclusive, cultivou cuidadosamente uma relação positiva com a Casa Branca.
“Obviamente, trataremos disso diretamente com o governo dos EUA”, disse o premier britânico em um comunicado.
Os incêndios florestais que atingem o sul do Chile deixaram pelo menos pelo menos 15 mortos, disse a jornalistas o ministro da Segurança, Luis Cordero. O presidente do país, Gabriel Boric, decretou na madrugada deste domingo estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Biobío. As chamas, que assolam a área, já forçaram a retirada de aproximadamente 50 mil pessoas.
Concepción, capital da Região de Biobío e localizada a cerca de 500 km ao sul de Santiago, está sendo duramente castigada. Imagens mostram casas e carros consumidos pelo fogo. Veja abaixo.
Bombeiros as chamas do incêndio florestal que atinge as habitações da cidade de Concepción, no Chile
GUILLERMO SALGADO / AFP
Um carro e uma casa são tomados pelas chamas durante um incêndio florestal em Concepción, no Chile
GUILLERMO SALGADO / AFP
Um bombeiro corre por uma rua enquanto uma casa queima durante um incêndio florestal em Concepción, Chile
GUILLERMO SALGADO / AFP
Bombeiro durante o combate das chamas do incêndio florestal em Concepción, no Chile
GUILLERMO SALGADO / AFP
Casas destruídas pelo incêndio florestal que atinge Concepción, no Chile.
GUILLERMO SALGADO / AFP
Um menino de 12 anos luta pela vida após ter sido atacado por um tubarão na tarde deste domingo (18) em uma praia popular de Sydney, na Austrália. O incidente ocorreu por volta das 16h30 (horário local) no Parque Nielsen, em Vaucluse, área bastante frequentada por famílias e que conta com uma zona de natação cercada por redes, além de trechos de águas abertas.
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Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, o garoto estava acompanhado de pelo menos outras cinco crianças no momento do ataque, ocorrido próximo a uma área rochosa onde eles pulavam no mar. Os amigos tentaram prestar ajuda imediatamente até a chegada dos serviços de emergência, acionados poucos minutos depois por testemunhas.
Atendimento de emergência e investigação
A polícia informou que mobilizou “diversos recursos”, incluindo paramédicos de terapia intensiva e equipes aeromédicas. Agentes da Polícia Aquática aplicaram dois torniquetes médicos ainda a bordo de uma embarcação oficial, antes de o menino ser transportado de barco até Rose Bay. De lá, ele seguiu para o Hospital Infantil de Sydney, em Randwick.
De acordo com um porta-voz do serviço de ambulâncias, o paciente, um adolescente com ferimentos graves em ambas as pernas, chegou ao hospital em estado crítico. A polícia afirmou que as lesões são compatíveis com o que se acredita ser um ataque de um tubarão de grande porte.
Após o episódio, a praia foi interditada e os banhistas orientados a evitar a região. A área rochosa onde as crianças estavam foi isolada, enquanto equipes seguem à procura do animal responsável pelo ataque. Crianças que presenciaram a cena receberam apoio de policiais ainda na praia.
A ministra da Agricultura do estado, Tara Moriarty, declarou que o Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional trabalha para identificar a espécie envolvida. Em nota, ela classificou o episódio como “um ataque trágico” e afirmou que os pensamentos das autoridades estão com o menino, sua família e os jovens que estavam no local no momento do ocorrido.
Em um artigo publicado neste domingo no jornal americano The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano e a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, representam “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.
O presidente afirmou que a região não será “subserviente a projetos hegemônicos” e defendeu a construção de uma América Latina “próspera, pacífica e plural” como a única doutrina compatível com seus interesses.
No artigo, Lula reconhece que chefes de Estado ou de governo, de qualquer país, podem ser responsabilizados por ações que atentem contra a democracia e os direitos fundamentais. Ressalta, no entanto, que “não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”.
Para o presidente, ações unilaterais “ameaçam a estabilidade em todo o mundo, desorganizam o comércio e os investimentos, ampliam o fluxo de refugiados e enfraquecem ainda mais a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”.
Lula afirma, no texto, ser “particularmente preocupante” que esse tipo de prática esteja sendo aplicado à América Latina e ao Caribe. Segundo ele, tais ações levam violência e instabilidade a uma região que busca a paz por meio da igualdade soberana entre as nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos. Lula observa que, em mais de 200 anos de história independente, “esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos”, embora forças americanas já tenham intervindo anteriormente na região
Ao tratar da posição regional, Lula lembrou que a América Latina e o Caribe reúnem mais de 660 milhões de pessoas e têm “interesses e sonhos próprios a defender”. Em um mundo multipolar, escreveu, “nenhum país deveria ter suas relações exteriores questionadas por buscar a universalidade”.
Ao abordar a situação da Venezuela, o presidente afirmou que o futuro do país — assim como o de qualquer outro — “deve permanecer nas mãos de seu povo”. Ele acrescentou que essa é uma condição essencial para que milhões de venezuelanos, muitos deles acolhidos temporariamente no Brasil, possam retornar com segurança ao seu país. Lula enfatizou que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelanos para proteger os mais de 2.100 quilômetros de fronteira compartilhada e aprofundar a cooperação.
“Somente um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”, escreveu.
Lula destacou que, nesse espírito, seu governo mantém um diálogo construtivo com os Estados Unidos. Segundo ele, Brasil e EUA são as duas democracias mais populosas do continente americano, e unir esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir.
“Somente juntos poderemos enfrentar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, conclui.
No artigo, Lula defende que os países da região avancem em uma agenda positiva, capaz de superar diferenças ideológicas em favor de resultados pragmáticos. Entre as prioridades, cita a atração de investimentos em infraestrutura física e digital, a promoção de empregos de qualidade, a geração de renda e a ampliação do comércio dentro da região e com países de fora dela. Para o presidente, a cooperação é fundamental para mobilizar os recursos necessários ao combate à fome, à pobreza, ao tráfico de drogas e às mudanças climáticas.
Lula sustenta que, ano após ano, as grandes potências vêm intensificando ataques à autoridade das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Segundo ele, quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, “a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas”.
O presidente afirma ainda que a aplicação seletiva das normas internacionais provoca um cenário de anomia que enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo. “Sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”, escreveu.
O presidente brasileiro também criticou a divisão do mundo em zonas de influência e as incursões neocoloniais por recursos estratégicos, classificando essas práticas como “ultrapassadas e prejudiciais”. Segundo ele, é crucial que os líderes das grandes potências compreendam que “um mundo de hostilidade permanente não é viável” e que, por mais fortes que sejam, não podem se apoiar apenas no medo e na coerção.
Mais de 200 mil casas estão sem energia elétrica em vários territórios do sul da Ucrânia ocupados pela Rússia, como consequência de um ataque do exército ucraniano, anunciaram, neste domingo (18), as autoridades instaladas por Moscou.
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“Como consequência de um ataque inimigo contra as infraestruturas da região, grande parte da região de Zaporizhzia ficou sem abastecimento elétrico”, anunciou no Telegram Yevgueni Balitski, que governa as zonas ocupadas pela Rússia nesta região.
Segundo ele, 213 mil clientes e 386 localidades da região de Zaporizhzhia estão sem eletricidade atualmente.
O governador designado por Moscou na região vizinha de Kherson, Vladimir Saldo, tinha informado, na noite anterior, sobre um bombardeio ucraniano em uma subestação elétrica, que provocou cortes de energia em 14 cidades e 450 povoados.
Posteriormente, anunciou que o abastecimento tinha sido restabelecido.
Nos últimos meses, a Rússia multiplicou os ataques maciços contra a rede elétrica ucraniana, provocando grandes cortes de eletricidade e calefação.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou “estado de emergência” no setor e pediu para aumentar as importações de eletricidade.
Segundo a força aérea ucraniana, a Rússia lançou, durante a noite, 211 drones, dos quais 167 foram derrubados. Duas pessoas morreram, segundo Zelensky.
O Ministério da Defesa russo informou, por sua vez, ter derrubado 63 drones ucranianos durante a noite, um ataque que deixou vários feridos, segundo as autoridades locais.
Autoridades federais dos Estados Unidos abriram uma investigação sobre Rebecca Good, viúva de Renee Good, morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) durante uma abordagem em Minneapolis, no dia 7 de janeiro. A apuração, segundo fontes ouvidas pela NBC News, busca esclarecer se Rebecca teria interferido na ação policial nos momentos que antecederam o disparo fatal.
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Renee Good, de 37 anos, foi baleada três vezes através da janela do carro após se recusar a sair do veículo. O agente envolvido, Jonathan Ross, efetuou os disparos enquanto tentava convencer a motorista a deixar o automóvel. Imagens que circularam nas redes sociais mostram Rebecca com dificuldade para abrir a porta do carro e, em seguida, dizendo à esposa para “dirigir”, enquanto agentes do ICE se aproximavam.
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Pressões políticas e reação no Ministério Público
De acordo com a imprensa local, o foco da investigação recai sobre os laços de Rebecca com grupos ativistas e sobre sua atuação no protesto do qual o casal participava como observador legal. Testemunhas relataram que, segundos antes do tiroteio, Rebecca confrontou agentes federais. O advogado da família, no entanto, afirmou à NBC News que não houve qualquer contato do FBI ou de autoridades federais indicando que Rebecca seja formalmente alvo da investigação.
A condução do caso provocou uma crise interna no Ministério Público. Pelo menos seis procuradores federais em Minnesota pediram demissão após receberem ordens para investigar Rebecca Good. Entre eles está Joe Thompson, ex-procurador interino dos EUA no estado. O governador de Minnesota, Tim Walz, criticou duramente a medida e afirmou que “a única pessoa que não está sendo investigada pelo disparo contra Renee Good é o agente federal que atirou nela”.
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Walz também se manifestou nas redes sociais sobre a saída de Thompson, classificando-a como “uma grande perda” e acusando o governo de Donald Trump de afastar servidores de carreira do Departamento de Justiça. Trump já havia descrito o casal como “agitadores profissionais”, enquanto a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, classificou as ações de Good como “terrorismo doméstico”.
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STEPHEN MATUREN/AFP
Além de Rebecca, o Departamento de Justiça abriu investigações contra o próprio governador Tim Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, sob a alegação de que declarações públicas teriam obstruído a atuação de agentes federais. Um memorando enviado em dezembro pela procuradora-geral Pam Bondi, segundo relatos, orientou promotores a enquadrar integrantes de grupos com “plataforma antifascista” em crimes como obstrução de agentes federais — delito que pode resultar em até 20 anos de prisão quando envolve o uso de arma letal, conforme a Faculdade de Direito da Universidade Cornell.
Enquanto isso, o vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que “no momento não há fundamento” para investigar o agente Jonathan Ross. Fontes ouvidas pelo The New York Times indicam que a divisão de direitos civis do Departamento de Justiça não abriu inquérito para apurar eventual violação de direitos federais no caso, tornando “cada vez menos provável” que Ross enfrente acusações criminais.
Uma funcionária de uma creche no estado de Minnesota, nos Estados Unidos, foi presa sob acusação de ter sufocado crianças pequenas para chamar a atenção, segundo promotores locais. Uma das vítimas, o bebê Harvey Muklebust, de 11 meses, morreu após sofrer uma parada respiratória enquanto estava sob os cuidados da suspeita no estabelecimento Rocking Horse Ranch.
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Theah Loudemia Russell, de 18 anos, moradora da cidade de Savage, foi detida na terça-feira (13) após uma investigação que se estendeu por cerca de três meses. Na quarta-feira, ela foi encaminhada à Cadeia do Condado de Scott e formalmente acusada de homicídio em segundo grau e de agressão qualificada em primeiro e terceiro graus, além de outras imputações ainda não detalhadas publicamente, de acordo com informações divulgadas pela revista People.
Sequência de incidentes levantou suspeitas
As autoridades afirmam que a polícia foi acionada inicialmente em 19 de setembro, quando uma bebê de quatro meses foi encontrada sem respirar por alguns instantes na creche. Na ocasião, o episódio foi tratado como um problema médico, e a criança recebeu atendimento hospitalar antes de ser liberada. No entanto, dias depois, a mesma bebê voltou a ser encontrada inconsciente no local, o que levou médicos a alertarem a polícia sobre a possibilidade de asfixia, segundo a emissora KARE 11 News.
Poucas horas após esse segundo episódio, Russell ligou para o serviço de emergência relatando que Harvey Muklebust havia parado de respirar. Equipes de resgate encontraram o bebê sem reação e ele foi levado ao hospital, onde a morte foi confirmada pouco depois. A creche foi imediatamente fechada, e o Departamento de Serviços Humanos de Minnesota suspendeu a licença do estabelecimento no dia seguinte, citando “risco iminente de danos” às crianças.
Segundo o chefe de polícia de Savage, Brady Juell, a apuração revelou um padrão claro. “Theah Russell era um denominador comum em todos esses incidentes”, afirmou durante entrevista coletiva. Ele destacou que a jovem trabalhava havia apenas três semanas na creche quando os casos ocorreram e que seu comportamento levantou suspeitas desde o início.
A investigação incluiu entrevistas com funcionários, pais e familiares, além da análise do histórico da suspeita. De acordo com Juell, foram identificados registros de comportamentos anteriores voltados à busca por atenção, como chamadas injustificadas ao número de emergência e episódios considerados erráticos. Documentos judiciais citados pela KARE indicam que Russell teria admitido, em depoimento, ter provocado as situações como forma de chamar a atenção.
Especialistas ouvidos pela imprensa local apontaram semelhanças do caso com a chamada Síndrome de Munchausen por procuração, condição em que o agressor provoca ou simula doenças em terceiros para obter reconhecimento ou simpatia. Para o ex-detetive Michael Weber, consultor em casos de abuso infantil, trata-se de um comportamento compulsivo e de alto risco, conforme declarou à KARE.
Russell permanece detida com fiança estipulada em US$ 3,5 milhões, segundo a Fox 9 News, e deve comparecer pela primeira vez ao tribunal em 4 de fevereiro. Enquanto isso, familiares de Harvey Muklebust criaram uma campanha no GoFundMe para custear o funeral. Na página, o bebê é descrito como “pura felicidade e luz”, lembrado pelo sorriso que, segundo a família, “iluminava qualquer ambiente”.
Milhões de portugueses vão às urnas neste domingo para escolher o substituto do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, com um número recorde de 11 candidatos no pleito. Segundo as pesquisas, a extrema direita, principal força de oposição do país, pode colocar seu candidato, André Ventura, em um eventual segundo turno, previsto para 8 de fevereiro.
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As pesquisas indicam que Ventura, presidente do partido de extrema direita Chega, pode liderar a votação, embora o deputado de 42 anos tenha poucas chances de vencer o segundo turno. Na disputa pela segunda colocação, o candidato socialista António José Seguro, de 63 anos, aparece com uma leve vantagem nas pesquisas sobre o eurodeputado liberal João Cotrim Figueiredo.
Ventura, de fato, encerrou a campanha pedindo aos demais partidos de direita que não “coloquem obstáculos” a um eventual segundo turno com o candidato socialista. Mas, em seu último comício na noite da última sexta-feira, o autoproclamado “candidato do povo” voltou a endurecer o discurso ao afirmar que não tentaria “agradar a todos” e prometer “colocar ordem” no país.
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— Espero que ele avance, e não apenas no primeiro turno — disse a apoiadora Isabel, de 62 anos. — Os outros candidatos pertencem a partidos que já estiveram no poder, e o resultado está aí. É sempre a mesma coisa.
O presidente do Chega disputou as eleições presidenciais de 2021, quando obteve 11,9% dos votos e terminou em terceiro lugar. Desde então, seu partido não parou de crescer nas urnas, alcançando 22,8% dos votos e 60 deputados nas eleições legislativas de maio do ano passado.
Apelo aos democratas
O candidato socialista António José Seguro apostou em uma imagem conciliadora e moderada, apresentando-se como defensor da democracia e dos serviços públicos.
— Apelo a todos os democratas, a todos os progressistas e a todos os humanistas para concentrarem seus votos em nossa candidatura — pediu Seguro no último dia de campanha.
Em Portugal, o presidente é, em grande parte, uma figura simbólica sem poder executivo. O chefe de Estado procura, sobretudo, manter-se acima das disputas políticas, mediando conflitos e atenuando tensões.
No entanto, o presidente é uma voz influente e possui ferramentas poderosas, podendo vetar leis aprovadas pelo Parlamento, embora o veto possa ser anulado. O chefe de Estado também detém o que, no jargão político português, se chama de “bomba atômica” — o poder de dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.
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Os acontecimentos políticos em Portugal têm pouca influência na direção geral da União Europeia. O país possui uma das menores economias do bloco e suas Forças Armadas são de tamanho modesto.
— Precisamos de um presidente que melhore este país, porque a saúde, a educação, tudo precisa ser reconstruído — afirmou a vendedora de frutas Sofia Taleigo, de 55 anos.
A identidade do homem que morreu em um acidente de trabalho envolvendo equipamentos de confeitaria em Miami foi divulgada neste fim de semana. Mordehay Grunberger, de 71 anos, morreu após ficar preso em uma masseira industrial no South Florida Kosher Market, segundo informações das autoridades locais.
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De acordo com investigadores ouvidos pela emissora Local10, o acidente ocorreu por volta das 4h da manhã (horário local) de sexta-feira (16). Grunberger não resistiu aos ferimentos. Funcionários do mercado se recusaram a comentar o caso, conforme noticiou a CBS Miami, e a explicação exata para a morte ainda não foi divulgada oficialmente.
Investigação e apuração das causas
A polícia informou que não há indícios de crime e que a morte aparenta ter sido acidental. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (OSHA) foi acionada e conduz uma investigação no local. Peritos e o médico-legista permaneceram no mercado por horas após o ocorrido, que foi isolado com fitas de segurança e contou com forte presença policial.
Grunberger trabalhava havia muitos anos como padeiro no estabelecimento e era descrito, em um perfil público em rede social, como chef de confeitaria. A polícia de North Miami Beach afirmou que, até o momento, não há novas informações sobre as circunstâncias do acidente.
Em uma homenagem publicada nas redes sociais, a esposa, Inna Gastman Maor, expressou a dor pela perda do marido. “Hoje, meu amado marido Miki, a pessoa mais próxima da minha vida, meu melhor amigo e pai dos meus dois lindos filhos, faleceu tragicamente”, escreveu. Em outra mensagem, acrescentou: “Eu me perdi. Eu o amo muito. Ele é o amor da minha vida”.
Moradora de Cooper City, a cerca de 24 quilômetros do mercado, Inna compartilhava com frequência fotos e vídeos do casal, incluindo viagens pelo mundo. Menos de uma semana antes do acidente, ela publicou uma montagem com imagens ao lado do marido, embalada pela música Enjoy Every Moment, de Noa Belle.
Amigos e conhecidos também prestaram homenagens nas redes sociais, destacando a proximidade da família e o legado deixado por Grunberger.

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