Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Na noite de sábado, em sua plataforma Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato que coloca a Europa em rota de colisão com Washington. Na ocasião, Trump exigiu um acordo para comprar a Groenlândia, afirmando que imporia tarifas a um grupo de nações europeias que se oporem à sua ambição, primeiro de 10% em fevereiro e depois de 25% em junho. Com isso, ele pôs fim a meses de progresso nas negociações comerciais com seus aliados europeus e membros da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA.
UE faz reunião de emergência: Membros europeus da Otan ameaçados por Trump por Groenlândia prometem união perante ‘espiral perigosa’
Veja: Trump sobe o tom e ameaça aliados europeus com tarifas se países se opuserem à anexação da Groenlândia
A medida imposta pelo republicano parece deixar pouca margem de manobra ou negociação para a Europa em uma era geopolítica dura e conflituosa. Também deixou a Europa com poucas opções para se contrapor às decisões de Trump sem sofrer represálias.
Os líderes europeus, por sua vez, relutam em aceitar a tomada forçada de um território autônomo controlado pela Dinamarca, membro tanto da Otan quanto da União Europeia.
Autoridades e analistas argumentam cada vez mais que a Europa precisará responder a Trump com firmeza, provavelmente retaliando no âmbito comercial. Mas fazê-lo poderá ter um alto custo tanto para a economia do bloco quanto para sua segurança, visto que a Europa continua fortemente dependente dos Estados Unidos para segurança da Otan e na guerra na Ucrânia.
Initial plugin text
— Ou travamos uma guerra comercial, ou estamos em uma guerra de verdade — disse Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador sênior do Bruegel, um instituto de pesquisa em Bruxelas, capital da Bélgica, onde acontece uma reunião da União Europeia neste domingo sobre tudo que envolve o desejo de Trump sobre a Groenlândia.
Os europeus passaram mais de um ano insistindo que a Groenlândia não está à venda e repetindo constantemente que o destino da enorme ilha, que é rica em minerais estratégicos, deve ser decidido por seu povo e pela Dinamarca. Na semana passada, oito países europeus enviaram tropas à Groenlândia para exercícios militares — uma demonstração de solidariedade que pode ter irritado Trump, visto que estes mesmos oito países foram ameaçados pelas tarifas.
Enquanto Trump insiste que os EUA precisam assumir o controle da Groenlândia por questão de “segurança nacional”, o deslocamento dos militares europeus para a ilha visam reforçar o compromisso da Europa com o policiamento do Ártico, região ameaçada, segundo o presidente americano, pela Rússia e pela China.
Nesse sentido, os exercícios faziam parte de um esforço contínuo para apaziguar Trump. Durante semanas, autoridades de toda a Europa descartaram as ameaças do presidente de tomar a Groenlândia, mesmo pela força militar, como improváveis. Muitos as viam mais como táticas de negociação e esperavam que pudessem satisfazer o presidente americano com uma disposição para reforçar a defesa e os gastos na ilha.
Entenda: Após ‘reunião franca’ na Casa Branca, EUA e Dinamarca mantêm ‘desacordo fundamental’ sobre a Groenlândia
Mas a obsessão de Trump em manter o controle da ilha e sua retórica cada vez mais agressiva estão destruindo as esperanças europeias de que a política de apaziguamento e diálogo funcione. Diante da realidade de que um acordo negociado é cada vez menos provável, os europeus agora correm contra o tempo para descobrir como responder à campanha de pressão de Washington.
Resposta da Europa
Poucas horas após a publicação de Trump no Truth Social, membros do Parlamento Europeu anunciaram que irão congelar a ratificação do acordo comercial firmado entre Trump e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em agosto do ano passado. Além disso, membros do Parlamento Europeu estão defendendo retaliações comerciais.
A Europa possui uma arma comercial criada especificamente para se defender de coerção política de forma rápida e enérgica, e, à medida que as ameaças de Trump se consolidavam, os políticos argumentavam que este era o momento de utilizá-la.
Mobilização contra a anexação: Milhares protestam em Copenhague contra ameaça de Trump de invadir a Groenlândia
A ferramenta — oficialmente chamada de “instrumento anticoerção”, apelidada de “bazuca” comercial da Europa — poderia ser usada para impor limitações a grandes empresas de tecnologia americanas ou outros prestadores de serviços que realizam grandes volumes de negócios no continente. Mas seu uso aumentaria drasticamente as tensões transatlânticas.
Initial plugin text
— A questão é: até onde você quer ir? — disse Penny Naas, especialista em políticas públicas europeias do think tank German Marshall Fund.
Os líderes europeus ainda esperam conseguir chegar a um acordo por meio do diálogo. Ursula von der Leyen adotou um tom conciliador em uma publicação nas redes sociais na noite de sábado. “O diálogo continua sendo essencial, e estamos empenhados em dar continuidade ao processo iniciado na semana passada entre o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos”, escreveu ela.
Neste domingo, os membros europeus da Otan ameaçados de tarifas por Trump afirmaram que “permanecem unidos” e que “as tarifas prejudicam as relações transatlânticas e poderiam desencadear uma espiral descendente perigosa”.
As negociações
Até o momento, as negociações têm sido praticamente infrutíferas. Na última quarta-feira, os chanceleres da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram com o vice-presidente americano, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio na Casa Branca. Após o encontro, os dinamarqueses e groenlandeses reconheceram que as duas partes permanecem em impasse, mas expressaram esperança ao criarem um grupo de trabalho para seguir com as discussões.
Esse otimismo foi rapidamente frustrado quando a Casa Branca afirmou que o grupo deveria trabalhar na “aquisição” da Groenlândia pelos Estados Unidos.
— Isso é pura força bruta — disse Naas. — O presidente realmente quer a Groenlândia e não vai desistir disso.
A Groenlândia demonstra poucos sinais de querer ser adquirida, seja por dinheiro ou pela força militar. Os groenlandeses, por vezes, ressentem-se do poder dinamarquês, mas sondagens e entrevistas indicam que a maioria não quer abrir mão da educação gratuita e do sistema universal de saúde.
Além disso, à medida que Trump adota uma postura mais agressiva, os líderes europeus estão se tornando mais diretos.
Rotas comerciais, minérios e posição estratégica: Impacto de mudança climática na Groenlândia aumenta interesse dos EUA por território
Emmanuel Macron, presidente da França, escreveu nas redes sociais que “nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará”. Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia, escreveu que “não nos deixaremos chantagear”.
Até mesmo Keir Starmer, premier do Reino Unido — que, assim como a Noruega, não faz parte da União Europeia, mas foi incluído na lista de países que sofrerão com as tarifas — classificou a medida tarifária de Trump como “completamente errada”. Nos últimos meses, Starmer, inclusive, cultivou cuidadosamente uma relação positiva com a Casa Branca.
“Obviamente, trataremos disso diretamente com o governo dos EUA”, disse o premier britânico em um comunicado.

Veja outras postagens

Os crescentes casos de racismo de argentinos e chilenos contra brasileiros — o mais recente envolvendo um executivo chileno contra um comissário de bordo da Latam — reacenderam um debate incômodo no Cone Sul: como países que durante décadas cultivaram a imagem de sociedades brancas e europeizadas lidam com sua própria história negra, frequentemente apagada dos livros, dos censos e da memória oficial? Nos últimos anos, pesquisadores e movimentos sociais vêm mostrando que, por trás desse imaginário, Argentina e Chile têm um passado negro mais profundo do que se tentou transmitir por gerações, e que o racismo contemporâneo não pode ser dissociado desse processo histórico de invisibilização. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A historiadora e jornalista americana Anne Applebaum, de 61 anos, escreveu, nas últimas três décadas, obras centrais para entender tanto o totalitarismo soviético quanto o atual retrocesso democrático no mundo ocidental. Recebeu o Pulitzer em 2004 por “Gulag” e sublinhou um padrão no avanço autocrático, com a instrumentalização da Justiça para sufocar as oposições e facilitar o enriquecimento pessoal de autocratas e seus aliados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A menos de três meses da celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, e em meio ao conflito com o Irã, Donald Trump tenta colocar sua marca sobre alguns dos símbolos mais reconhecíveis do país. O presidente americano já terá sua imagem em passaportes comemorativos, sua assinatura em futuras cédulas de dólar e seu governo disputa, ao mesmo tempo, arquivos presidenciais, monumentos em Washington e a moldura política da festa nacional. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O principal porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, evocou o passado da nação persa em um primeiro comentário após a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que um acordo entre Washington e Teerã havia sido “em grande parte negociado” neste sábado. Em uma referência a disputas entre a Pérsia e o Império Romano, Baghaei afirmou que “o imperador teve que chegar a um acordo” — em uma possível mensagem indireta a Trump.
O que se sabe: Os pontos da negociação entre EUA e Irã que Trump diz estar ‘em grande parte negociado’
Acordo ‘em grande parte negociado’: EUA e Irã trocam ameaças enquanto sinalizam progresso em negociações
“Na mente romana, Roma era o centro indiscutível do mundo. No entanto, os iranianos destruíram essa ilusão; quando Marcus Julius Philippus (Felipe, o Árabe) marchou para o leste contra a Pérsia, a campanha não resultou em vitória romana — terminou em uma paz estabelecida nos termos sassânidas: o imperador teve que chegar a um acordo!”, escreveu Baghaei em uma publicação na rede social X.
Initial plugin text
O contexto narrado pelo porta-voz faz referência a uma guerra do século III entre o Império Romano e a Pérsia, na qual o imperador romano encerrou uma campanha militar com um acordo com os persas. A publicação parece ter sido a única declaração pública de um alto funcionário iraniano desde o anúncio de Trump.
Analistas pró-Irã e apoiadores do governo comemoraram o potencial acordo de paz com os EUA como uma vitória diplomática em publicações nas redes sociais, embora não haja confirmação de que tenha sido finalizado — e poucos detalhes tenham sido divulgados. Ainda assim, alguns iranianos elogiaram a liderança do país por sobreviver à guerra e evitar um conflito maior. Outros consideraram o acordo uma derrota para Trump.
Initial plugin text
“Mantenham a cabeça erguida e orgulhem-se de fazer parte da nação Khamenei”, escreveu Eshan Salehi em uma publicação no X. “Aquele mesmo que disse que o Irã deveria se render esta noite, declarou com entusiasmo que está chegando a um acordo com a ‘República Islâmica do Irã’.”
Muitos iranianos comuns, incluindo críticos do governo, ficaram aliviados ao saber que uma nova guerra com os EUA e Israel pode ter sido evitada.
— Estávamos tentando decidir se deveríamos sair de Teerã caso as bombas caíssem novamente e comprando água e baterias — disse Nazanin, uma engenheira de 56 anos em Teerã. — Dei um grande suspiro de alívio. (Com NYT)
Uma forte mobilização policial e de segurança foi registrada na noite deste sábado nas proximidades da Casa Branca, em Washington, após relatos de disparos na região, segundo autoridades americanas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava na residência oficial no momento do incidente, enquanto participava de negociações sobre um possível acordo com o Irã.
A polícia isolou os acessos ao complexo da Casa Branca, enquanto tropas da Guarda Nacional bloquearam a entrada de áreas próximas no centro da capital americana. Em publicação na rede X, o diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que agentes da agência estavam no local para apoiar o Serviço Secreto na resposta aos disparos registrados perto da sede do governo americano.
Jornalistas que estavam no gramado norte da Casa Branca relataram ter sido orientados a correr e buscar abrigo na sala de imprensa após ouvirem uma sequência de tiros. A correspondente da ABC News Selina Wang gravava um vídeo para as redes sociais quando os disparos começaram e registrou o momento em que se joga no chão. “Pareciam dezenas de tiros”, escreveu a jornalista em sua conta nas redes sociais.
Um turista canadense que estava na região relatou à AFP ter ouvido entre 20 e 25 estampidos. “No começo parecia fogos de artifício, mas eram tiros, e então todo mundo começou a correr”, disse. Até o momento, não há relatos imediatos de feridos, e o Serviço Secreto informou que ainda reunia informações sobre o incidente.
O episódio ocorre em meio a um contexto de reforço da segurança em torno de Trump, que já foi alvo de outras ameaças recentes, enquanto autoridades seguem investigando as circunstâncias dos disparos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado que um acordo com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio havia sido “em grande parte negociado”, citando entre os termos acertados a reabertura do Estreito de Ormuz — principal rota naval para o escoamento da produção de petróleo e gás dos países produtores da região. A reabertura da via marítima estratégica não foi confirmada por fontes iranianas, que ainda não se pronunciaram oficialmente. Não há anuncio oficial até o momento.
Acordo ‘em grande parte negociado’: EUA e Irã trocam ameaças enquanto sinalizam progresso em negociações
‘Imperador teve que chegar a um acordo!’: Porta-voz do Irã evoca história persa após fala de Trump sobre avanço em negociação
Autoridades americanas e iranianas se referiram mais cedo a negociações sobre um memorando de entendimento entre as partes, mediado pelo Paquistão. Trump afirmou que Ormuz seria reaberto, mas que os detalhes finais ainda estavam sendo definidos, e que portanto poderiam mudar. A mídia estatal iraniana classificou a declaração sobre o estreito como “falsas”, apontando que a concordância teria sido com a retomada de um tráfego naval compatível com o pré-guerra — o que não significa “livre passagem” como existia antes do conflito.
Initial plugin text
Fontes ouvidas pela rede americana CNN apontaram que versões recentes do memorando discutido pelas partes incluíam entre seus pontos o fim das hostilidades com o Irã, uma reabertura gradual de Ormuz — incluindo o bloqueio americano aos portos iranianos — e o desbloqueio de parte dos bens de Teerã congelados em bancos no exterior. Fontes iranianas disseram que o valor chegaria a US$ 25 bilhões. Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o programa nuclear iraniano não estava nos termos.
O memorando também foi descrito por fontes com conhecimento das negociações como um ponto de partida, que daria início a um prazo de pelo menos 30 dias para a continuidade das negociações — enquanto três altos funcionários iranianos ouvidos pelo New York Times disseram que o prazo para discussões sobre os pontos de discórdia seria de até 60 dias.
Em meio a trégua: Irã acelera produção de drones e reconstrução de base industrial militar, aponta rede americana
As fontes iranianas afirmaram que o Irã concordou com um memorando de entendimento que cessaria as hostilidades, reabriria Ormuz e interromperia os combates em todas as frentes, inclusive no Líbano. Trump disse ter conversado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e se referiu ao diálogo como “muito bom”. O premier já afirmou publicamente ser contra o encerramento do conflito antes do fim da ameaça regional iraniana, mas autoridades do país não se manifestaram após os comentários do presidente americano.
Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade das negociações, disseram que mediadores paquistaneses e cataris facilitaram a elaboração do rascunho do acordo, mas não disseram se os termos aos quais se referiram eram o mesmo comentado por Trump. (Com NYT)
*Matéria em atualização
O presidente da França, Emmanuel Macron, conversou neste sábado com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e com líderes dos Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita e Jordânia para discutir a guerra no Oriente Médio e a situação no Estreito de Ormuz, informou o entorno do governo francês à AFP.
Chumbo trocado: Irã ameaça resposta ‘esmagadora’ aos EUA após Trump falar em retomar ataques
Desastre na China: Xi pede mobilização total de resgate após explosão em mina de carvão matar pelo menos 82
As conversas ocorrem em um momento de intensificação das negociações entre Washington e Teerã, em meio às tensões regionais e ao temor de impactos sobre a segurança marítima no Golfo. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, o que faz de qualquer ameaça à navegação no local um fator de preocupação para mercados e governos.
‘Casca do que já foi’: com poderio militar em declínio, Cuba tem poucas chances de defesa em caso de ataque dos EUA, avaliam especialistas
Segundo uma fonte diplomática francesa, a França tem defendido uma saída negociada para o conflito, com prioridade para a reabertura “completa e sem pedágio” do Estreito de Ormuz, além da busca por um cessar-fogo.
De acordo com a mesma fonte, Paris também defende a retomada das negociações sobre outros temas envolvendo o Irã, como o programa nuclear, a capacidade balística e questões regionais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e autoridades dos governos americano e do Irã afirmaram neste sábado que houve progresso nas negociações sobre um acordo de paz para encerrar em definitivo as hostilidades entre os países, suspensas desde abril por um frágil cessar-fogo temporário. A sinalização positiva acontece em um momento em que o Paquistão intensifica a atividade de mediação, apesar de ambos os lados continuarem a trocar ameaças públicas sobre a retomada de ataques.
Em meio a trégua: Irã acelera produção de drones e reconstrução de base industrial militar, aponta rede americana
Tulsi Gabbard: Chefe da inteligência dos EUA anuncia renúncia ao cargo em meio a desacordos com Trump sobre guerra com o Irã
Em uma entrevista à rede americana CBS, Trump afirmou que Teerã está “cada vez mais perto” de aceitar um acordo, após declarar pela manhã, em entrevista menos otimista ao portal de notícias Axios, que havia uma chance “sólida de 50/50” de se chegar a um acordo. Outras autoridades também apontaram progressos.
Initial plugin text
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, sinalizou que os dois países poderiam estar se aproximando de um acordo, durante visita oficial à Índia. O chefe da diplomacia dos EUA sugeriu que poderia “​​haver notícias ainda hoje”.
— Existe a possibilidade de que, ainda hoje, amanhã ou dentro de alguns dias, tenhamos algo a anunciar — disse Rubio em Nova Délhi, acrescentando esperar “boas notícias”. — Mesmo enquanto falo com vocês, há trabalho em andamento.
Lideranças iranianas também declararam neste sábado que um “memorando de entendimento” de 14 pontos estava “em fase final”. O principal porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que as posições de Teerã e Washington “estão se aproximando”, e que já vislumbrava “uma solução mutuamente aceitável”. A discussão sobre o programa nuclear iraniano, um ponto de atrito nas negociações, provavelmente seria deixado para um segundo momento.
‘Maldivas do Irã’: Mancha de petróleo atinge ilha paradisíaca no Golfo Pérsico
Os mencionados progressos nas negociações, mediadas sob esforço do Paquistão. O chefe do exército paquistanês, Asim Munir, permaneceu em Teerã nesta semana na tentativa de aproximar as duas partes. Publicações na imprensa americana descreveram uma “corrida contra o tempo” por parte de Islamabad para alcançar uma estrutura que abrisse caminho para novas negociações e impedisse novos ataques — mesmo que isso significasse, de imediato, alcançar um tipo de carta de intenções para novas conversas, e não um acordo final propriamente.
O esforço e o aparente avanço não eliminaram as tensões retóricas. Trump voltou a dizer neste sábado que o Irã sofreria “um golpe severo” caso não chegasse a um acordo. Rubio deixou em aberto a possibilidade de um novo ataque.
Em contrapartida, o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que as Forças Armadas iranianas foram reconstruídas durante o cessar-fogo, em comentários citados na mídia estatal iraniana. Ele também ameaçou com ações militares fortes.
— Se Trump cometer outro ato de loucura e reiniciar a guerra, a resposta contra os EUA certamente será mais esmagadora e amarga do que no primeiro dia da guerra — disse Ghalibaf, após uma reunião com o general paquistanês.
Instabilidades e divergências
Várias semanas de negociações — incluindo as históricas conversas presenciais organizadas em Islamabad — não evoluíram para uma resolução permanente nem restabeleceram o tráfego no Estreito de Ormuz, o que perturbou o fornecimento mundial de enormes quantidades de petróleo. No Irã, a estagnação deixou os cidadãos iranianos em um limbo.
— O estado de ‘nem guerra nem paz’ é muito mais repugnante do que a própria guerra — disse Shahrzad, uma residente de Teerã de 39 anos, à AFP. — Você nem consegue planejar algo tão simples como se matricular em uma academia, e muito menos coisas importantes. Estou prestes a começar um novo trabalho e tenho medo de que a guerra possa voltar, que eu acabe largando o emprego como antes e acabe fugindo para outra outra cidade por medo.
Em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reclamou das “posições contraditórias e repetidas exigências excessivas” de Washington. Araghchi manteve uma série de conversas diplomáticas e falou com seus homólogos de Turquia, Iraque, Catar e Omã, informou a Irna.
Trump, por sua vez, falou neste sábado com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, cujo escritório informou que ele tinha expressado ao mandatário dos EUA apoio a “todas as iniciativas encaminhadas para conter a crise por meio do diálogo e da diplomacia”. Uma delegação do Catar se juntou aos mediadores paquistaneses no Irã, segundo diplomatas com conhecimento dos esforços de mediação.
Além do futuro do programa nuclear iraniano, questões relativas ao fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, também continuam a travar avanços profundos. O grupo armado libanês Hezbollah afirmou neste sábado que na última proposta do Irã, “foi enfatizada a exigência de incluir o Líbano no cessar-fogo”. Israel advertiu, neste sábado, que moradores de 15 vilarejos no sul do Líbano deixassem as suas casas imediatamente, antecipando novos ataques aéreos.
Segundo o Axios, Trump tem um encontro marcado neste sábado com o vice-presidente JD Vance e com os negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner. Na sexta-feira, Trump anunciou que não compareceria ao casamento de seu filho neste fim de semana devido a “circunstâncias relacionadas ao governo”.
Relatórios de sexta-feira sugeriram que Trump estaria considerando uma nova rodada de ataques contra o Irã, justamente quando o conflito entre os dois países entrava em sua décima terceira semana. No início da semana, o presidente americano disse ter recuado de um “ataque de grande porte” para dar espaço à diplomacia. Analistas militares duvidam que novos ataques aéreos forcem o Irã a ceder. (NYT e AFP)

Ao inaugurar a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado (23), que esse tipo de entrega dá ao país a certeza de não ser menor ou menos competitivo que nenhum outro.

“Esse centro tecnológico dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém, de que a gente não é menos competitivo do que ninguém. Basta a gente ousar, ter coragem e fazer.”

Notícias relacionadas:

Segundo ele, fazer investimento em pesquisa é algo que nem todo mundo gosta de fazer. “Porque o resultado da pesquisa pode não ser positivo. Aí você pensa: ‘Joguei dinheiro fora’. Não. Você não encontraria petróleo se não fizesse pesquisa. Para tudo tem que ser feito pesquisa”, completou.

Em sua fala, Lula também falou sobre os entraves para investimentos em pesquisa. “Normalmente, o que a gente ouve muito no governo é ‘Ah, custa muito. É muito caro. Não tem dinheiro’. Isso é o que a gente mais ouve. As pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer”.

O centro

Em nota, o governo federal informou que a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde figura como uma estrutura estratégica voltada para o desenvolvimento de tecnologias, medicamentos, vacinas, diagnósticos e soluções inovadoras para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Criado em 2002 com apoio do Ministério da Saúde, o centro atua na conexão entre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, acelerando projetos voltados à criação de vacinas, biofármacos, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias estratégicas para o SUS.

A nova sede do centro possui 15 mil metros quadrados e, de acordo com o comunicado, foi concebida para funcionar como um hub de inovação em saúde, reunindo pesquisadores, universidades, centros de pesquisa e parceiros nacionais e internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu neste sábado (23) que o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, trabalhe para prender “ladrões e milicianos” que, segundo ele, comandaram o estado ao longo dos últimos anos.

“Ninguém está esperando que você faça um viaduto. Ninguém está esperando que você faça uma ponte. Ninguém está querendo que você faça uma praia artificial. Sabe o que essas pessoas esperam de você nesses meses? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram esse estado. E deputados que fazem parte de uma milícia organizada.”

Notícias relacionadas:

“Não é possível o Rio de Janeiro, o estado mais conhecido no mundo, a cidade mais famosa no mundo, a gente ouvir nos jornais que o crime organizado tomou conta do território, que as facções tomaram conta do território”, completou, durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

No evento, Lula garantiu que Couto contará com todo o apoio do governo federal e voltou a dizer que aguarda apenas que o Senado aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública e já aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados, para criar o Ministério da Segurança Pública.


Rio de Janeiro (RJ), 22/05/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), o lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T e a entrega de 42 veículos do programa Agora Tem Especialistas-Caminhos da Saúde e do SAMU para o estado. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa da inauguração de instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

“Pra gente poder enfrentar [questões envolvendo segurança pública], de fato, tem que definir qual é o papel da União. Pela Constituição de 88, a União não tem muito papel na segurança”, destacou. “Muitas vezes, o governador fica refém da polícia. E aí, não se liberta mais”, completou o presidente.

“Aproveite esses seis meses que você tem. Ou 10 meses. Aproveite. Faça o que muita gente não fez em 10 anos nesse estado. Ajude a consertar esse estado. Pode ficar certo que é isso que o povo do Rio de Janeiro espera de você. Não é possível esse estado poderoso, bonito, ser governado por miliciano. O povo do Rio não merece isso”, concluiu Lula, se dirigindo a Couto.

Entenda

Em abril, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, na função de governador interino do Rio de Janeiro. Na decisão, Zanin entendeu que Couto deve continuar no cargo até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress