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Theah Loudemia Russell, de 18 anos, moradora da cidade de Savage, foi detida na terça-feira (13) após uma investigação que se estendeu por cerca de três meses. Na quarta-feira, ela foi encaminhada à Cadeia do Condado de Scott e formalmente acusada de homicídio em segundo grau e de agressão qualificada em primeiro e terceiro graus, além de outras imputações ainda não detalhadas publicamente, de acordo com informações divulgadas pela revista People.
Sequência de incidentes levantou suspeitas
As autoridades afirmam que a polícia foi acionada inicialmente em 19 de setembro, quando uma bebê de quatro meses foi encontrada sem respirar por alguns instantes na creche. Na ocasião, o episódio foi tratado como um problema médico, e a criança recebeu atendimento hospitalar antes de ser liberada. No entanto, dias depois, a mesma bebê voltou a ser encontrada inconsciente no local, o que levou médicos a alertarem a polícia sobre a possibilidade de asfixia, segundo a emissora KARE 11 News.
Poucas horas após esse segundo episódio, Russell ligou para o serviço de emergência relatando que Harvey Muklebust havia parado de respirar. Equipes de resgate encontraram o bebê sem reação e ele foi levado ao hospital, onde a morte foi confirmada pouco depois. A creche foi imediatamente fechada, e o Departamento de Serviços Humanos de Minnesota suspendeu a licença do estabelecimento no dia seguinte, citando “risco iminente de danos” às crianças.
Segundo o chefe de polícia de Savage, Brady Juell, a apuração revelou um padrão claro. “Theah Russell era um denominador comum em todos esses incidentes”, afirmou durante entrevista coletiva. Ele destacou que a jovem trabalhava havia apenas três semanas na creche quando os casos ocorreram e que seu comportamento levantou suspeitas desde o início.
A investigação incluiu entrevistas com funcionários, pais e familiares, além da análise do histórico da suspeita. De acordo com Juell, foram identificados registros de comportamentos anteriores voltados à busca por atenção, como chamadas injustificadas ao número de emergência e episódios considerados erráticos. Documentos judiciais citados pela KARE indicam que Russell teria admitido, em depoimento, ter provocado as situações como forma de chamar a atenção.
Especialistas ouvidos pela imprensa local apontaram semelhanças do caso com a chamada Síndrome de Munchausen por procuração, condição em que o agressor provoca ou simula doenças em terceiros para obter reconhecimento ou simpatia. Para o ex-detetive Michael Weber, consultor em casos de abuso infantil, trata-se de um comportamento compulsivo e de alto risco, conforme declarou à KARE.
Russell permanece detida com fiança estipulada em US$ 3,5 milhões, segundo a Fox 9 News, e deve comparecer pela primeira vez ao tribunal em 4 de fevereiro. Enquanto isso, familiares de Harvey Muklebust criaram uma campanha no GoFundMe para custear o funeral. Na página, o bebê é descrito como “pura felicidade e luz”, lembrado pelo sorriso que, segundo a família, “iluminava qualquer ambiente”.









